Sinpro e comunidade escolar realizam campanha contra retorno às aulas 100% presenciais

O governador do DF, Ibaneis Rocha, disse que assinaria nesta terça-feira (26/10) o decreto de volta às aulas 100% presenciais nas escolas públicas do DF. Como forma de salvar vidas e contestar a medida precipitada, o Sinpro-DF lança também nesta terça a campanha “É pela Vida – retorno 100% presencial só com segurança”.

A iniciativa do Sinpro-DF foi desenvolvida após pais, mães, responsáveis, professores(as) e membros de toda comunidade escolar manifestarem preocupação com o anúncio de retorno 100% presencial às aulas em plena pandemia, feito pela secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, no último dia 22 de outubro. O comunicado, veiculado em vídeo de cerca de 30 segundos publicado nas redes sociais da Secretaria de Educação, foi feito sem qualquer diálogo com o Sinpro-DF, representante máximo da categoria do magistério público.

A campanha “É pela Vida – retorno 100% presencial só com segurança” quer mostrar ao GDF que a pauta defendida é uma demanda da sociedade. Por isso, uma das ações é publicar vídeos com depoimentos de membros da comunidade escolar dizendo o porquê de serem contrários ao retorno 100% presencial neste momento. Outra ação que compõe a campanha e envolve a sociedade é o envio de mensagens a deputados distritais e emissoras de TV e rádio, mostrando o desacordo com a suspensão do sistema híbrido nas escolas públicas, em plena pandemia.

“Graças à vacinação e às medidas de segurança sanitária, os números de mortes decorrentes da covid e de casos graves da doença estão diminuindo. É por isso mesmo, por todo esforço que fizemos para melhorar um cenário de tamanha tristeza, que não podemos agir precipitadamente e retroceder no importante avanço que conseguimos. Todos e todas nós queremos que as aulas 100% presenciais sejam uma realidade, mas precisamos de condições para isso, pois a defesa da vida deve ser a principal luta”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

>> Leia também: NÃO AO RETORNO 100% PRESENCIAL | DEFESA DA VIDA CONTINUA SENDO PRINCIPAL PAUTA DO SINPRO-DF

Ela lembra que a maior parte do público da educação básica é composta por crianças menores de 12 anos, grupo que ainda não pode ser vacinado contra a covid-19 no Brasil. “Nossas crianças só contam com as medidas de segurança sanitária para proteger a própria vida. Com o retorno 100% presencial, muitas escolas não terão condições de manter o distanciamento necessário em sala de aula e, com um quadro insuficiente de funcionários, a fiscalização da utilização correta de máscara e higienização das mãos será muito mais difícil”, lembra Rosilene Corrêa.

Até o dia 20 de outubro, no grupo de adolescente de 18 e 19 anos, apenas 20,78% estava completamente vacinado. Já o percentual referente às crianças e adolescentes de 12 a 17 anos era de apenas 1,14%. Quando levada em conta toda a população do DF elegível à vacinação, o percentual é de apenas 58,73%. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) estipula que ao menos 70% da população de cada país esteja vacinada para anunciar o fim de quarentenas.

Como participar

A campanha “É pela Vida – retorno 100% presencial só com segurança” quer mostrar ao GDF que a população do DF não concorda que as salas de aula estejam lotadas em plena pandemia. Veja as orientações abaixo e saiba como participar:

Vídeos
1 – Grave vídeos de até 1 minuto, na vertical, dizendo por que é contra o retorno às aulas 100% presenciais em plena pandemia. Inicie o vídeo dizendo seu nome e se é mãe, pai, responsável, professor ou outro membro da comunidade escolar. Diga também em qual escola seu filho(a) estuda ou que você trabalha.

2 – Envie para o WhatsApp 99323-8131, com nome e marcação nas redes sociais

3 – Poste em suas redes sociais com a #ÉpelaVida e marque @ibaneisoficial, @gov_df e @educadf

Mensagens
1 – Pressione os deputados distritais. Mande mensagem no WhatsApp dos parlamentares dizendo que é contrário ao retorno das aulas 100% presenciais. A lista de deputados e os respectivos telefones estão abaixo:

Deputados(as) distritais

Agaciel Maia
https://bit.ly/3bj1LTS

Arlete Sampaio
https://bit.ly/3pGp9TV

Chico Vigilante
https://bit.ly/2Zp8wku

Claudio Abrantes
https://bit.ly/3jEyqrV

Daniel Donizet
https://bit.ly/3GpoIDg

Fernando Fernandes
https://bit.ly/3mhlz0j

Delmasso
https://bit.ly/3nzrdKG

Eduardo Pedrosa
https://bit.ly/3nq5qVC

Fábio Félix
https://bit.ly/3baGFr0

Guarda Jânio
https://bit.ly/3beYxRw

Hermeto
https://bit.ly/3jG59gm

Iolando
https://bit.ly/3Gt1vA4

Jaqueline Silva
https://bit.ly/3mf2iwD

João Cardoso
https://bit.ly/3pJNQie

Jorge Vianna
https://bit.ly/3mfzMLc

José Gomes
https://bit.ly/3nAzIFt

Júlia Lucy
https://bit.ly/3ClvIi2

Leandro Grass
https://bit.ly/3BoOyUw

Martins Machado
https://bit.ly/3BjOzZN

Rafael Prudente
https://bit.ly/3pGpXrV

Reginaldo Sardinha
https://bit.ly/3CkqVh2

Reginaldo Veras
https://bit.ly/3Ciz31n

Robério Negreiros
https://bit.ly/3Gprw3y

Roosevelt Vilela
https://bit.ly/3BgAoVm

Valdelino Barcelos
https://bit.ly/3GqJQJh

Se preferir, use o modelo de texto seguinte:
Nós, mães, pais e responsáveis, professores e professoras das escolas públicas do DF, estamos preocupados com o anúncio de volta às aulas 100% presenciais, feito pelo Governo do Distrito Federal. Os adolescentes ainda estão com a imunização incompleta e as crianças abaixo de 12 anos sequer têm vacinas aprovadas. Nossos pequenos contam apenas com o distanciamento e o uso de máscara para se proteger da covid-19. Para que a tristeza com a perda de entes queridos não atinja ainda mais gente, nossa luta é para que o retorno presencial seja feito apenas quando tivermos condições adequadas para isso, seja quanto às instalações físicas das escolas ou quanto à cobertura de imunização da população total.

2 – Ligue nas emissoras de TV e diga que está entrando em contato para manifestar repúdio ao retorno às aulas 100% presenciais. Os telefones estão abaixo: 

DFTV | 99922-1010
BAND NEWS | 3325-2054
BALANÇO GERAL | 99601-8888
RECORD | 3212-3864

“Quanto mais gente participar, quanto mais mensagens forem enviadas, mais chance teremos de salvar vidas. O momento é de fortalecer as medidas de segurança sanitária”, ressalta a dirigente do Sinrpo-DF Letícia Montandon.

Letícia lembra que, desde que o retorno presencial em sistema híbrido foi determinado, no dia 5 de agosto, quatro professores morreram em consequência da covid-19. Todos eles estavam com o ciclo de vacinação completo.

>> Leia também: Professor morre de covid no dia em que Ibaneis diz que vai assinar decreto para retorno 100% presencial

CONFIRA O TERCEIRO EPISÓDIO DA FOLHA DO PROFESSOR ESPECIAL SAÚDE ON-LINE

O Sinpro divulga o terceiro episódio do Folha do Professor 210 – Especial Saúde. Os professores (as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) já devem ter recebido q edição impressa desse informativo, que já seguiu pelo correio. Essa edição da Folha do Professor traz um relato das iniciativas e serviços de saúde que o Sinpro-DF oferece à categoria – um cuidado que é marca de nossa história e um dos mais importantes princípios de nossa luta, nesses mais de 40 anos de sindicato.

No terceiro episódio, contamos sobre a clínica do trabalho, que oferece atendimento psicológico individual a professores (as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados. O atendimento era presencial, mas com a pandemia foram mantidos em formato remoto. A edição especial como um todo oferece, aos nossos(as) filiados(as), os caminhos para acessarem os serviços disponíveis.

Confira! Clique aqui a imagem e acesse o jornal

Sinpro abre canal tira-dúvidas sobre o processo seletivo 2021 para professores(as) em contrato temporário

O Sinpro-DF criou um canal específico para atender dúvidas e questionamentos dos(as) professores(as) em relação ao edital e ao processo seletivo simplificado para contrato temporário 2021. Os professores e professoras podem enviar suas dúvidas pelo whatsapp até domingo, 31 de outubro.

No próximo dia 4 de novembro, quinta-feira, essas dúvidas serão respondidas em live promovida pelo coletivo de professores(as) em contrato temporário do Sinpro. Em breve, daremos mais detalhes sobre a live.

As inscrições para a seleção começaram dia 18 de outubro e seguem abertas até 10 de novembro. O edital nº 27, de 22 de setembro de 2021, pode ser encontrado AQUI.

A diretoria colegiada considera importante o processo seletivo simplificado para professores(as) em contrato temporário, mas ressalta a necessidade da realização de concurso público para professores(as) efetivos(as) o mais urgente possível, para o fortalecimento e valorização da carreira magistério, conforme destacamos na campanha “contrato é temporário, concurso é permanente”.

EJA abre inscrições para novas matrículas nesta terça (26)

Nova oportunidade para jovens e adultos(as) que querem e precisam de estudar. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) abriu inscrições para novas matrículas, nesta terça-feira (26). O prazo de inscrições prossegue até o dia 14 de novembro.

 

As vagas, segundo informações da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), são para o primeiro semestre de 2022 e estão disponíveis para todas as Coordenações Regionais de Ensino (CRE).

 

Além da opção presencial, a SEE-DF oferece a possibilidade de cursar a modalidade a distância, pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional (Cejaep) de Ensino a Distância (EaD) de Brasília.

O Sinpro-DF destaca a importância da EJA e mostra que estudar é o melhor instrumento de ascensão social e econômica. Lembra também que o governo Ibaneis Rocha (MDB) tem tentado fechar as turmas de EJA em várias escolas, provocando um retrocesso, sem precedentes, na democratização da educação e na inclusão educacional. Quando um governo elimina as possibilidades de uso desse instrumento, ele condena a população menos favorecida à violência da pobreza. 

 

Por isso, o sindicato tem divulgado essa modalidade em rádios. “Atualmente, há mais de 11 milhões de analfabetos no País e, praticamente, a única ferramenta para retirar essa multidão do analfabetismo e lhe oferecer condições melhores de trabalho e vida é a EJA, uma ferramenta capaz de reduzir o déficit na nossa educação”.

 

Clique no link e ouça o spot de rádio: https://youtu.be/0z7PPoc-6JY

 

Matrículas

 

As inscrições são permitidas para estudantes a partir dos 15 anos completos para o 1º e o 2º segmentos, correspondentes aos anos iniciais e finais do Ensino fundamental, respectivamente, e com 18 anos completos para o 3º segmento, equivalente ao ensino médio.

 

A partir desta terça (26), os interessados podem se cadastrar pelo telefone 156, opção 2, de segunda a sexta, das 7h às 21h, e, aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, ou pelo site da Secretaria de Educação.

 

A divulgação do resultado das inscrições está prevista para o dia 21 de dezembro, a partir das 18h, pelo site da secretaria. A consulta ao resultado é de responsabilidade dos candidatos. Importante lembrar, que apenas se inscrever não garante a vaga.

 

É preciso que, após o resultado das inscrições, seja efetivada a matrícula, que deverá ser feito entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2022, pelo site da Secretaria de Educação ou nas secretarias escolares. Será necessária a apresentação de documento de identidade (Registro Geral – RG); CPF (Cadastro de Pessoa Física) do estudante; declaração provisória de matrícula ou histórico escolar; e comprovante de residência ou local de trabalho.

Com informações da Agência Brasília

Semana do Dia do Servidor | Sinpro convida categoria para fortalecer pressão contra a PEC 32

Nesta terça-feira (25), a Frente Parlamentar dos Serviços Públicos informou que o deputado federal Cleber Verde (Republicanos-MA) declarou ser contra a PEC 32/2020, da reforma administrativa. Contudo, há mais 300 parlamentares que não se manifestaram contra essa proposta. Por isso, é preciso intensificar a pressão sobre eles(as), principalmente agora, uma semana depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é preciso votar essa reforma para o governo garantir auxílio emergencial à população sem renda.

 

O Sinpro-DF alerta para mais esse discurso travestido de boa-fé que visa a destruir os serviços públicos e convida a categoria a participar das mobilizações virtuais e presenciais contra a PEC 32 nesta quarta (27) e quinta-feiras (28). Fique atento(a) também para as atividades previstas para ocorrem no Dia do Servidor Público (28/10).

 

A reforma administrativa elaborada pelo ministro Paulo Guedes foi construída para satisfazer o mercado de capitais e os banqueiros, como André Esteves, dono do banco BTG Pactual.

 

Por isso e por muito mais é importante mostrar aos(às) parlamentares que se eles(as) votarem a favor da PEC 32/2020, eles(as) não voltam para o Congresso Nacional nem nas eleições de 2022 e nem nunca mais. O objetivo dessa PEC não é uma reforma administrativa para melhorar o atendimento do Estado de bem-estar social e a capacitação dos servidores, e sim para demolir e privatizar os serviços públicos. Essa PEC é o “marco legal” da corrupção.

 

Participe nas redes digitais com a hashtag #PEC32vaiCair e a pressão no(a) parlamentar para ele(a) votar contra essa proposta. O Sinpro convida para participar também, presencialmente, nas manifestações desta semana. Confira a agenda.

Agenda de mobilizações contra a PEC 32 em Brasília

Quarta-feira (27)
14h – Ato no Anexo II da Câmara dos Deputados e pressão nas redes sociais

Quinta-feira (28)
9h – Concentração no Espaço do Servidor para o ato público do Dia do Servidor e mobilização com muita pressão nas redes sociais.

Acesse Educação Faz Pressão e pressione: https://bit.ly/3jTXcED e confira, ao final deste texto, os contatos dos parlamentares desta semana para a pressão.

 

10 razões para ser contra a reforma administrativa

Atenção para golpes contra professores!

Reportagem do DFTV, da Rede Globo (acesse abaixo), aborda os golpes digitais que criminosos vêm aplicando em professores(as) e orientadores(as) educacionais.

As tentativas de extorsão são variadas. Geralmente, os criminosos fazem contato por telefone ou whatsapp, se apresentam como funcionários do Sinpro ou do escritório de advocacia que presta serviço para o sindicato. Forjam documentos com logo e fotos para enganar a vítima.

A última modalidade de golpe se aproveita dos precatórios que os(as) educadores(as) têm por receber, e solicitam pagamento para liberar o valor. Por isso, mais uma vez, o sindicato reafirma e alerta: o Sinpro não solicita nenhum tipo de transferência de valores! Se o professor(a) ou orientador(a) educacional receber qualquer chamada em nome do Sinpro solicitando dinheiro por pix, transferência ou depósito, é golpe! Não caia!

Ao identificar a farsa, ligue, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF disponíveis no site da entidade. A diretoria colegiada do Sinpro já denunciou várias vezes a situação à Polícia Civil do Distrito Federal e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo às(aos) filiadas(os).

Veja abaixo as diferentes modalidades de golpe:

Golpe 1

Em uma nova artimanha para tentar lesar professores(as) e orientadores(as) educacionais, criminosos tem ligado para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento porque toda a conversa é feita em aplicativo com a logo do sindicato.

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. Atualmente, o nome “Cláudia Maria Rodrigues” que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e, o celular/WhatsApp, 96519820 é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao sindicato que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 31810285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo” e o número de telefone 998497364.

O golpista identificado como “Dr. Marcelo Ricardo” usa a seguinte referência para enganar e furtar dinheiro e outras informações dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais: “Dr. Marcelo Ricardo – 998497364. Tribunal de Justiça do DF e Territórios, contatos: 31810041 e 9 9601-1693. Na mensagem, o golpista dr. Marcelo Ricardo também informa que a pessoa deve ligar para o Tribunal e falar com o Núcleo de Precatório com dra. Cláudia Maria Rodrigues. Protocolo de liberação de precatório 06142117112021”.

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

Golpe 4

O novo golpe envolve transferência por PIX, ocorreu, na sexta-feira (27/8), com uma professora da rede pública de ensino e denunciado pela primeira vez agora. A professora, que não identificamos para preservar sua identidade, conta como a quadrilha age para furtar o seu dinheiro. 

Ela relatou ao Sinpro-DF que descobriu o novo golpe da pior forma possível. E conta que recebeu uma ligação no telefone fixo da casa dela. “Uma mulher, que se identificou com o nome Patrícia e como funcionária da área de segurança do BRB, queria saber se eu estava tentando fazer transferência por PIX no valor de R$ 2.800,00. Eu respondi que não. Ela então me orientou a ligar para o número RBR 3322-1515, o qual, realmente, é do BRB, mandou digitar a opção 9 para denunciar essa tentativa de fraude e me forneceu um número de protocolo”, conta a professora.

Ela fez a ligação e quem a atendeu foi uma funcionária de nome Tainá Albuquerque, que disse à professora o número do CPF, a data de nascimento, nome da mãe dela tudo corretamente e pediu  a ela para confirmar. Após coletados esses dados, a tal funcionária disse que precisava que a professora entrasse no aplicativo do BRB  em seu celular para  baixar  outro aplicativo  e  impedir  que  fraudassem  a conta dela. “Foi aí que percebi que estava fornecendo dados pessoais e que havia feito tudo o que não devia e digitei senhas de conta, do banknet, do PIX e tudo o mais. Eu estava numa espécie de demência, alheamento, que não percebia o golpe”, relata a professora.

Enquanto ela passava todos os dados pessoais para a falsa funcionária, a golpista afirmava estar  instalando o  tal recurso  de  segurança. “Como a conversa estava muito demorada, resolvi  acessar  meu  saldo do BRB no computador e já era tarde demais. Constava um empréstimo parcelado R$ 37 mil e mais dois  PIX  nos  valores de  R$ 21 mil e  R$ 16 mil do valor do empréstimo. Foi aí que minha ficha caiu e a ligação também. Meu celular foi, totalmente, desconfigurado”, conta a professora.

Ela disse que foi ao BRB comunicar o problema e descobriu que o empréstimo  foi  feito  em  33  parcelas de  R$ 2.100,00. “O gerente disse que se a análise do banco não for favorável a mim eu  terei  que  pagar as  parcelas do empréstimo até  que  saia o  resultado  do processo de  rastreamento da  operação do PIX. Disse também que se nada for provado, eu  fico  com o prejuízo de R$ 71.000,00. Simples assim”, relata.

A professora diz que “o gerente  foi  muito  prestativo  e  educado, fez  as  ligações  internas  para  iniciar  o  processo administrativo,  mas,  infelizmente , como  o  dinheiro saiu  da  minha  conta  não tem como  extornar e nem cancelar o tal empréstimo. Fui  à delegacia e  registrei a  ocorrência. É uma sensação horrível e humilhante de culpa, vergonha e raiva de mim  mesma e  do  mundo.

Xô covid | Na onda de Bolsonaro, Ibaneis pode reinstalar caos sanitário no DF

A associação absurda entre as vacinas contra a covid-19 e o desenvolvimento da Aids, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, foi um dos temas mais falados nos últimos dias. Sem qualquer tipo de limite, o capitão reformado do Exército – que insinuou diminuir o tom após pressão do Supremo Tribunal Federal – coloca novamente força total para manter o Brasil no fosso da crise sanitária. Com verniz democrático, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), segue os trilhos de Bolsonaro, apoiado pelo emdebista nas eleições de 2018.

Recentemente, ao menos dois graves anúncios foram feitos por Ibaneis: a possibilidade de acabar com a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes públicos e o retorno das aulas 100% presenciais a partir do dia 3 de novembro.

Segundo o infectologista Julival Ribeiro, coordenador do Núcleo de Controle de Infecção do Hospital de Base do Distrito Federal, ambos os anúncios são, no mínimo, precipitados.

“Apesar de o número de mortes e de casos graves decorrentes da covid-19 estarem reduzindo, não é o momento de suspender essa medida tão importante, que é o uso da máscara cobrindo nariz e boca. Ainda não temos 80%, 85% da população imunizada, o que é chamado de imunidade de rebanho. Portanto, a medida (de estudo da suspensão das máscaras) é precoce. Temos que lembrar não sabemos como anda a distribuição das variantes, que inclui sobretudo a Delta, altamente transmissível”, ressalta o infectologista.

A primeira cidade do Brasil a abolir o uso de máscara foi Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, medida tomada pelo prefeito copartidário de Ibaneis, Washington Reis. Dois dias depois, decisão judicial suspendeu a flexibilização, questionada pelo Ministério Público.

Nos estados Unidos, a obrigatoriedade da máscara também foi flexibilizada quando cerca de 35% da população estava imunizada contra a covid-19. Após um mês da medida, os casos de óbito pela doença aumentaram, e o Centro de Controle de Doenças (CDC) do país decidiu obrigar novamente o uso da máscara.

Medida precipitada
Sobre o retorno às aulas 100% presenciais, o coordenador do Núcleo de Controle de Infecção do Hospital de Base do DF, Julival Ribeiro, ressalta que a medida só deve ser executada caso o Governo do Distrito Federal ofereça total condições para isso.

“Se for para ser todo mundo presencial ao mesmo tempo, as medidas de prevenção, como máscara, distanciamento, higienização das mãos, devem ser totalmente aderidas e executadas no ambiente escolar. Além disso, se esse retorno for feito, deve-se analisar, toda semana, o que vem acontecendo nas escolas, apontando novos casos e todas as providências. E é também importante lembrar que, para se ter as pessoas 100% presenciais, deve-se ter toda uma estrutura para dar suporte a essa decisão. Isso é definitivo”, ressalta.

Ele ainda lembra que, no Brasil, não há vacina adequada para crianças menores de 12 anos, que também podem ser vítimas fatais da covid-19. “Infelizmente, outros países mostram muitas mortes e casos graves em crianças abaixo de 11 anos”, enfatiza.

Em nota lançada no dia 22 de outubro, o Sinpro-DF afirma que “tentar impor uma volta precipitada, que não pondera as graves consequências desse retorno, é colocar em xeque todo esforço feito pela comunidade escolar para preservar vidas durante esse um ano e sete meses”. 

Os dados mais recentes do GDF mostram que apenas 58,73% da população local elegível à vacinação já tomou as duas doses da vacina. Até o dia 20 de outubro, no grupo de adolescente de 18 e 19 anos, apenas 20,78% estava completamente vacinado. Já o percentual referente às crianças e adolescentes de 12 a 17 anos era de apenas 1,14%. “E é essencial lembrar que as demais crianças, que ainda não têm a cobertura da vacina, mas são maioria na educação básica, contam apenas com o distanciamento e a utilização de máscara para defender a própria vida”, ressalta a nota do Sinpro-DF.

Xô Covid
Embora os números mostrem que as vacinas contra a covid-19 foram determinantes para conter os números de mortes e de casos graves contra a doença, negacionistas, apoiadores populares e políticos do presidente Bolsonaro, além do próprio presidente, continuam espalhando desinformação sobre a imunização.

Diante do ato criminoso, o Sinpro-DF orienta que as escolas públicas do DF façam adesão à campanha “Xô Covid, vacina logo!”, lançada pelo Sindicato no dia 5 de outubro.

A campanha tem como objetivo estimular que o ambiente escolar seja espaço de incentivo para que estudantes e seus familiares se vacinem e mantenham as medidas de segurança sanitária, como utilização de máscara, distanciamento e higienização das mãos. Para isso, as escolas devem contar para o Sinpro-DF como vêm realizado a campanha pela vacinação. O relato, em forma de vídeo, texto ou foto, deve ser enviado para o whatsapp 99323-8131 ou para o email imprensa@sinprodf.org.br. Todo material será divulgado nas redes sociais do Sinpro-DF.

“A Campanha Xô Covid é um apelo à vida. Escola é lugar de ciência, e por isso mesmo é lugar de se combater o negacionismo. O desincentivo à vacina é, no mínimo, cruel. Assim como também são a flexibilização do uso da máscara e o incentivo a aglomerações em espaços sem a estrutura adequada, como grande parte das escolas públicas do DF. Por tudo isso, em defesa da vida, a categoria deve aderir em massa a campanha”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Já Rosilene Corrêa, também dirigente do Sinpro-DF, afirma que o retorno às aulas 100% presenciais “é também um desejo da categoria, mas que se deve ter as condições apropriadas para isso”. “Todo mundo quer o retorno à normalidade. Mas, por agora, a situação ainda está longe de ser normal. Não podemos desconsiderar que pessoas ainda morrem por causa de problemas gerados pela covid-19, inclusive crianças. Nos últimos quatro dias, 35 pessoas morreram no DF por causa de complicações da doença”. Para a dirigente sindical, “a defesa da vida deve ser prioridade sempre”.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Brasil, da fartura à miséria

No supermercado, os preços dos alimentos estão cada dia mais caros. Carnes com preços completamente inviáveis.

Pobres na fila para pegar ossos, restos de açougues. Supermercados começam a vender também carcaças de frango e osso de carne. A população, vivendo intensamente a realidade da insegurança alimentar, da ausência de um Estado amparador, com trabalhos precarizados sem um mínimo de direitos trabalhistas.

O Brasil conseguiu a façanha, neste ano de 2021, de contabilizar 20 milhões de famintos e miseráveis. Exatos sete anos depois de sair do mapa da fome.

O que aconteceu com este país?

Estávamos no auge da prosperidade, da fartura. Tínhamos pleno emprego, filhos na escola ou na faculdade, carro na garagem e uma casa para chamar de sua. 

Tínhamos pela primeira vez na presidência da República uma mulher. Nossas universidades estavam a pleno vapor, com seus pesquisadores ativos, e alunos fazendo intercâmbio no exterior. A ciência era respeitada e incentivada. 

No meio de uma pandemia (muito mais branda do que a que vivemos atualmente, é verdade), o nosso Sistema Único de Saúde conseguiu vacinar 88 milhões de pessoas em 90 dias.

Para todo lado que se olhasse, havia esperança. Não era perfeito, os problemas também eram muitos, mas eram resolvidos com debate, com negociação, com diálogo. Enfim, tudo era resolvido com democracia.

É como se a imagem que temos desse passado meio distante, mas não tão remoto assim, seja uma imagem em plena cor, com muita luz.

E de repente esta nação foi jogada numa realidade que ainda está presente e, nos nossos sentimentos, não tem cor, não tem viço, não tem luz. É a treva. Caímos numa espiral de ódios, e de rancores, e de desamores. Veio o desalento.

Desaguamos num país distópico onde imperam as desavenças, a desunião, a desgraça. 

Temos fome. Não só fome de alimento, mas também fome de saber. Fome de amor, fome de empatia, fome de solidariedade, fome de emprego, fome de vacina. Vivemos a miséria financeira, existencial.

A ciência é desprezada, o SUS estava a caminho do desmonte total até que, ironia do destino, a mais mortal das pandemias já vividas pela Raça Humana mostrou aos algozes deste país que o SUS é imprescindível.

Precisamos voltar à vida com cores, com luz, com amor. Basta de fome governamental.

*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e dirigente do Sinpro-DF e da CNTE.

 

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Auxílio Brasil se vende como solução, mas traz prejuízos à população carente

O governo federal tem anunciado um novo programa social capaz de diminuir a fome e a miséria no Brasil, principalmente agora, em decorrência das consequências trazidas pela pandemia da Covid-19. Porém, o que é vendido como uma solução para as famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, na verdade traz uma série de problemas e prejuízos para esta camada que, infelizmente, aumenta a cada dia.

O novo projeto, que o presidente Jair Bolsonaro tenta emplacar a qualquer custo, quer acabar com o Programa Bolsa Família (PBF), instituído em 2004 e que se transformou no maior mecanismo de transferência de renda condicionada destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social. Desde sua origem, o Bolsa Família faz a seleção das famílias beneficiárias por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Atualmente, são elegíveis famílias com renda familiar mensal per capita de até R$ 89 para a extrema pobreza, e de até R$ 178 para a pobreza, respeitando as condicionalidades das áreas de saúde e educação, com o monitoramento do calendário vacinal, o exame pré-natal para gestantes e a frequência escolar dos estudantes.

A média mensal de benefícios por família, hoje, é de R$ 189, atendendo mais de 13 milhões de famílias com um orçamento anual da ordem de R$ 30 bilhões, o que representa algo em torno de 0,5% do Produto Interno do Brasil (PIB).

Por outro lado, o Auxílio Brasil se vende como um programa de transferência de renda condicionada composto por três modalidades básicas de benefícios: primeira infância; gestantes, crianças e adolescentes; e superação da extrema pobreza. Apesar do pretenso aumento no leque de beneficiados, o programa carrega vários problemas, entre eles a pulverização de ações, o desperdício de recursos e o encarecimento da gestão do programa.

Enquanto o Bolsa Família está ancorado na saúde e na educação, com a comprovação das condicionalidades sendo feita por redes de serviços públicos descentralizas e com alta capilaridade, presentes no SUS e na rede de educação pública, por exemplo, o Auxilio Brasil distribuirá benefícios que não contam com institucionalidades sólidas como contrapartida. Desta forma, como poderão ser averiguadas, por exemplo, se a criança está matriculada em creche privada adequada, se os estudantes se destacam em atividades de iniciação científica ou em competições esportivas, o que a pessoa que habita as cidades está promovendo como empreendimento, se o agricultor familiar está doando sua produção?

Além de aumentar a possibilidade de fraude, o custo gerencial da inclusão desses cinco novos benefícios encarecerá o programa, uma vez que a implantação de sistemas de monitoramento das condicionalidades requer a alocação de recursos expressivos tanto nas áreas federais responsáveis pelas políticas de educação infantil, esporte, geração de emprego e renda e promoção da agricultura familiar, quanto nos municípios, especialmente na gestão do CadÚnico e no monitoramento das famílias.

Outro problema grave está relacionado à multiplicidade de auxílios que, isoladamente, não serão suficientes para resolver os problemas de desmonte das políticas de educação infantil, de emprego e renda, de promoção da agricultura familiar e de esportes, entre outras.

Por um lado, não se resolve o problema da pobreza porque há desvio de foco para outras carências sociais e econômicas, como também não soluciona essas carências com transferências de renda que, dada a limitação de recursos imposta pelo Teto de Gastos que o governo e seus aliados defende, não deverão ser muito grandes. No final das contas, essa multiplicidade de objetivos, com pequenos aportes setoriais, acaba por pulverizar esforços e recursos e não resolve definitivamente nenhum problema.

Para Jair Bolsonaro, o Auxilio Brasil é um capricho de governantes incompetentes e, principalmente, uma tentativa de se criar um nicho eleitoral para as eleições presidenciais de 2022. Não se barganha com a necessidade e com a pobreza das pessoas, pontos que o atual governo tem praticado.

A diretora do Sinpro e vice-presidenta da CUT, Meg Guimarães, salienta que o Sinpro luta por uma vida digna para todos e todas, “e que programas sociais, exemplo do Bolsa Família, possam ter como único e exclusivo objetivo, o de corrigir injustiças sociais e cooperar com a ausência de políticas públicas, incentivo ao crescimento econômico e criação de empregos”.  

 
 

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Não ao retorno 100% presencial | Gestores (as) se reúnem amanhã para debater anúncio do GDF

Dentro da campanha do Sinpro contra o anúncio do retorno das aulas presenciais, começa esta semana o diálogo com a categoria. O anúncio da possibilidade de retorno das aulas 100% presenciais foi feito aos trancos e barrancos e sem nenhum planejamento e diálogo pelo governo Ibaneis Rocha na última quinta-feira.

Amanhã (26/10, terça-feira) será realizada, via zoom, às 10:30, a reunião com gestores e gestoras, para discutir democraticamente as estratégias a serem adotadas pelo Sindicato contra esse anúncio. É necessário que os gestores e gestoras organizem devidos debates junto às famílias, garantindo a participação de todos os segmentos das comunidades escolares.

Na quarta-feira 27/10 é a vez de delegados e delegadas sindicais se reunirem, também via zoom, às 19h.

As plenárias com professoras (es) e orientadoras (es) educacionais foram marcadas para a quinta-feira 28/10 (em dois horários, às 9 e às 19h), e sexta-feira 29/10 (às 14h), tudo via zoom. O Sinpro pensou em três horários diferentes para que os professores participem dessas discussões no horário que lhes for conveniente. É importante a participação de todas e todos!

Os links para as reuniões via zoom poderão ser solicitados pelo telefone (61) 99323-8140.

E nunca é demais lembrar que, desde que as aulas voltaram semipresenciais em agosto, já perdemos três professores para a Covid. Esse número só tende a aumentar. A diretoria colegiada do Sinpro entende que tentar fazer o retorno presencial de 100% dos nossos estudantes, é jogar por terra todo o esforço feito por todos até aqui para manter minimamente a nossa segurança.

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