Está aberto período de inscrições para seleção de cadastro reserva para professor substituto

A diretoria do Sinpro informa que a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) abriu o período de inscrições para a seleção de cadastro de reserva para professores(as) substitutos(as). Os(as) contratados(as) atuarão nos turnos noturno e diurno, com jornada semanal de 20 e 40 horas, respectivamente.

As inscrições deverão ser feitas pelo site do Instituto Quadrix (http://www.quadrix.org.br/) até o dia 10 de novembro. Para participar, será necessário pagar uma taxa de R$ 49,50 para professor diurno e R$ 20,40 para professor noturno. Os(as) inscritos(as) terão de realizar um prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, que será realizada no dia 19 de dezembro. O exame valerá 100 pontos e será composto por questões de múltipla escolha sobre conhecimentos básicos, específicos e complementares.

A remuneração terá como referência os vencimentos básicos correspondentes aos padrões iniciais da carreira de magistério público do Distrito Federal (professor de educação básica – 20 horas: R$ 1.929,43; e professor de educação básica – 40 horas: R$ 3.858,87). Além dos ganhos, os profissionais terão direito a gratificações.

A seleção terá validade de um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período uma única vez. Os(as) inscritos(as) poderão ser convocados até o término do prazo.

Mesmo com a seleção de cadastro reserva para professor(a) substituto(a), o Sinpro continuará lutando para a realização de concurso para o magistério público. Esta tem sido uma luta constante do sindicato, por reconhecermos que a rede necessita de professores(as) e orientadores(as) educacionais concursados(as) para que possamos chegar a uma educação pública de qualidade.

Sinpro-DF convoca categoria para pressionar senadores contra a volta presencial das gestantes

O Projeto de Lei (PL) nº 2.058/21, do deputado federal Tiago Dimas (Solidariedade-TO), que obriga as gestantes a retornarem ao trabalho presencial após a imunização contra a Covid-19 e aprovado na Câmara no dia 6/10, chegou ao Senado Federal. E, desde então, o Sinpro-DF tem mobilizado a categoria para pressionar os senadores da bancada do Distrito Federal, bem como de outras unidades da Federação, a votarem contra.

 

A diretoria colegiada convoca e orienta a categoria a pressionar os três senadores do DF Izalci Lucas (PSDB), Reguffe (Podemos) e Leila Barros (Cidadania) para que votem contra mais um projeto de lei que protege apenas empresários.

 

“O retorno presencial agora é expor a gestante e o feto aos vários riscos da Covid-19. Um dos motivos de o sindicato convocar a categoria para essa pressão aos senadores é o fato de que não há comprovação científica de que a imunização das gestantes ofereça segurança ao bebê”, afirma Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do Sinpro-DF.

 

“Além do mais”, explica ela, “o argumento do deputado autor do PL demonstra para quem ele está legislando: para empresários que demitem gestantes, que querem jogar nas ‘costas’ do Estado seus compromissos financeiros trabalhistas e que não empregam mulheres em idade fértil para não pagar direitos”.

 

Ela observa que, na época da chikungunya, quando ainda não se conhecia a gravidade da doença para gestantes, houve uma avalanche de fetos contaminados. “No caso da Covid-19, que dispensa comentários sobre sua alta capacidade de matar, ou seja, sua elevada letalidade (isso está demonstrado, diariamente, há mais de um ano e meio, na vida de todo mundo), há uma agravante: a ausência de conhecimento científico suficiente para dizer que uma grávida que recebeu duas doses da vacina não coloca em risco a criança”, afirma.

 

Em entrevista ao Correio Braziliense, na edição do caderno especial “Trabalho e Formação”, desse domingo (17), a bióloga Paula Ramos Sicsú critica o deputado Tiago Dimas e o seu PL, elaborado para favorecer apenas empresários. Ela afirma, na reportagem, que os riscos de trabalhar de forma presencial, sobretudo na capital do País, onde a taxa de transmissão do novo coronavírus cresce a cada dia, vão desde contrair a doença e desenvolver a versão grave dela, com possível internação, até o óbito da gestante/puérpera e também do feto/neonato.

 

Ela considera lamentável um deputado federal apresentar um PL que pretende trazer grávidas vacinadas à insegurança sanitária dos seus postos de trabalho presenciais para favorecer empresários que, muitas vezes, estão fazendo seu isolamento social e nem aparecem nas suas empresas. E alerta: “Vacinas são estratégias de proteção coletiva, o que, infelizmente, ainda não é o caso [no DF e no Brasil]”, afirma. Além do mais, não é todo setor que mantém a segurança regulamentar.

 

“Basta dar uma andada na cidade para ver trabalhadores em empresas – grandes, médias, pequenas e micros – sem máscara, sem álcool 70%, sem acesso à sabão e água, sem distanciamento e sem nada que garanta a segurança coletiva. Imagina a situação das professoras gestantes no ambiente escolar. Não é justo expor ainda mais as pessoas como tem sido desde o início da pandemia”, afirma a diretora do Sinpro-DF.

 

Nesse domingo (17), a taxa de ocupação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, no DF, era de 70,45%, com 62 dos 109 leitos ocupados e 21 bloqueados, segundo o boletim epidemiológico do Governo do Distrito Federal. Além disso, 65 pessoas estavam na lista de espera da rede pública, sendo que seis eram pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19. Na rede privada, a taxa de ocupação dos leitos adultos, nesse domingo, era de 75,56%, com 137 dos 185 leitos destinados aos pacientes infectados com o Covid-19 ocupados e três bloqueados.

 

Mesmo sem o conhecimento científico, os deputados federais aprovaram o PL 2058/21 que estabelece medidas sobre o trabalho de gestantes durante a pandemia, prevendo sua volta ao presencial após imunização. O texto muda a Lei nº 14.151/21, que garantiu o afastamento da gestante do trabalho presencial com remuneração integral durante a emergência de saúde pública do novo coronavírus.

 

O projeto foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), e garante o afastamento apenas se a gestante não tenha ainda sido totalmente imunizada (15 dias após a segunda dose). Hoje, não há esse critério.

 

Pressione os parlamentares do DF que ainda não se posicionaram, clicando nos links a seguir:

 

Izalci Lucas Araújos

@izalci  @IzalciLucas

61 99663850

 

Leila Barros

@leiladovolei    @leiladovolei

61 999037838

 

José Reguffe

@reguffe_oficial @Reguffe

61 999824465

PANDEMIA E A SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO SÃO TEMA DE SEMINÁRIO

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos da Saúde, realiza o seminário de Saúde do Trabalhador, com o tema A pandemia e a saúde dos profissionais da educação: uma preocupação sindical. A atividade será realizada no dia 20 de outubro, às 18h30, e será transmitida pelas redes sociais do sindicato. No dia 21 de outubro, às 9h, será realizado o encontro com readaptados, com o tema A readaptação e minha nova vida funcional. O evento também será transmitido por nossas redes sociais e para cada evento será necessário uma inscrição diferente.

O seminário terá a participação do Dr. Paulo Fontes, advogado, pós-graduando em       Direito Administrativo e pós-graduado em Relações Trabalhistas e Sindicais; e da professora da rede pública do DF, Especialista em Desenvolvimento Humano e Inclusão Escolar, terapeuta de Casal e Família e ex-diretora do Sinpro, Vanuza Sales. Já o encontro com os readaptados terá a participação da professora readaptada, licenciada em Letras – Português/Inglês, pós-graduada em Educação Inclusiva e contadora de histórias, Érika Teodora; do Dr. Paulo e de Luciane Kozicz Reis, graduada em Psicologia, Especialista em Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos, e Mestre em Saúde Pública. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que estiverem inscritos e participarem do encontro pelo Zoom receberão certificado.

Segundo a coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Elbia Pires, os seminários têm o objetivo de tratar os efeitos da pandemia na saúde do(a) servidor(a), ampliando a relação entre o sindicato e a categoria. “O Sinpro tem a preocupação de manter um constante diálogo com a categoria sobre os processos de adoecimentos, buscando construir caminhos para evitar esses adoecimentos e suas consequências”, ressalta.

Clique aqui e faça a inscrição para o seminário de saúde do trabalhador.

Clique aqui e faça a inscrição para o encontro com readaptados.

 
 

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EJA: um instrumento de ascensão social e econômica que deve ser preservado

Para as classes mais carentes, aquelas que continuam lutando por uma chance no mercado de trabalho, a educação tem o poder de se tornar uma escada para uma vida melhor, mais justa e igualitária. Em um cenário perfeito, o(a) brasileiro(a) daria seus primeiros passos sendo alfabetizado na escola, e a cada ano a educação o moldaria para que, por meio do conhecimento, possa ascender social, profissional e financeiramente. Isto em um mundo perfeito, fato que, infelizmente, está longe da realidade no Brasil.

Com um universo de mais de 11 milhões de analfabetos no país, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem sido uma ótima ferramenta capaz de reduzir o nível de analfabetismo e o déficit na nossa educação, sendo voltado principalmente aos adultos que, por diversos motivos, tiveram que deixar a escola. Possibilitar o acesso à educação é extremamente importante, afinal, dessa forma ampliam-se as oportunidades de trabalho dessas pessoas, que conseguem ter acesso a vagas melhores e com salários mais altos, além da formação como indivíduo e cidadão. Mesmo diante de toda importância que a EJA tem para milhares de brasilienses, o Governo do Distrito Federal tenta fechar o segmento em várias escolas.

Segundo dados da Secretaria de Educação do DF, 124.262 mil estudantes do 6º ao 9º ano da rede pública de ensino estão matriculados nas séries finais da EJA, em 190 escolas. Já 33.778 mil alunos registrados em 89 escolas do DF cursam o 2º e 3º segmentos da Educação de Jovens e Adultos. Para um universo de 158.040 mil pessoas que sonham com uma vida melhor, o fechamento de EJAs significa um duro golpe no sonho de um futuro melhor.

 

Luta contra o fechamento de EJAs

Ciente da importância deste segmento para a democratização da educação no Distrito Federal, o Sinpro tem lutado diariamente contra o fechamento da EJA em várias escolas. Além de acarretar um grande prejuízo aos(às) estudantes, o fechamento de turmas causaria a devolução de vários(as) educadores(as).

O principal argumento utilizado pelo GDF para o fechamento do segmento é uma suposta falta de demanda. Diante deste argumento é preciso salientar que o governo não tem ofertado políticas públicas para contornar os problemas que muitos(as) tem passado. Em meio à pandemia da Covid-19, vários estudantes da EJA não têm como garantir o acompanhamento das aulas, seja por falta das ferramentas necessárias ou pela necessidade de cumprir jornadas exaustivas para garantir o sustento da família. Além disso, há de se considerar a estafa mental e o sofrimento psíquico que tem acometido a sociedade como um todo.

De acordo com a professora e integrante do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização (GTPA– Fórum EJA), as diretrizes operacionais da EJA afirmam que a busca ativa é uma parte importante do processo. “Portanto, é muito importante recorrer a iniciativas que alcancem possíveis estudantes antes de fechar turmas”, salienta Madalena Torres, apontando, também, que essa é uma obrigação da escola, da regional e da Secretaria de Educação. “Num contexto como esse, a prioridade número um é garantir cesta básica para as pessoas, só depois pensaremos em internet para acessar as aulas remotas”, lembra Madalena.

Além de todos os problemas decorrentes da pandemia, o cancelamento de turmas de EJA desanima estudantes, que veem as escolas próximas de sua residência ou de seu trabalho fecharem as portas. Há casos de transferências de turmas de uma escola para outra, fato que resulta em baixa adesão, por dificultar o acesso. Para contornar o problema do acesso, a SEE deve garantir os meios para que a escola possa manter os estudantes motivados, e não lhes impor obstáculos. “O que deveríamos estar pensando é em mecanismos de combater a evasão, muito presente nesse segmento, que inclui pessoas com histórias de vida diversas e dificuldades de toda ordem no presente. É uma modalidade de ensino que deve ser ofertada para atender a todos que não tiveram a oportunidade de estudar na idade apropriada, e isso é muito relevante para corrigir injustiças”, salienta o diretor do Sinpro, Luciano Matos.

Mesmo diante da tentativa de fechamento por parte do GDF, Gisno (Asa Norte) e CED 11 de Ceilândia tiveram êxito e se mantém abertos para a comunidade. Já outras unidades escolares, a exemplo do CED 7 de Ceilândia, tentam suportar a pressão imposta pelo governo para não fechar o segmento.

 

Campanha contra o fechamento da EJA

Preocupado com os constantes ataques do GDF, o Sinpro tem veiculado Spots para a comunidade nas principais rádios do DF, alertando os jovens e adultos a se matricularem na EJA. É importante que a comunidade compartilhe este áudio e ajude a divulgar a importância da matrícula para a sobrevivência deste segmento.

Além de ser uma oportunidade de melhoria na condição de muitas pessoas, a Educação de Jovens e Adultos responde ao direito à educação, contido na Constituição Federal.

Confira aqui o Spot que está sendo veiculado nas rádios.

 
 

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Criminosos pedem depósito de dinheiro para liberar pagamento de precatório. Fique atento e não caia no golpe!

Em uma nova artimanha para tentar lesar professores(as) e orientadores(as) educacionais, criminosos tem ligado para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento porque toda a conversa é feita em aplicativo com a logo do sindicato.

Os criminosos têm utilizado diversas artimanhas para furtar professores(as) e orientadores(as), inclusive utilizando supostos funcionários de bancos e pedidos de transferência em PIX. Por isso o Sinpro afirma que é fundamental estar atentos(as) para não cair em nenhum tipo de golpe. 

 

Confira, a seguir, outros golpes que o Sinpro-DF tem detectado:

Golpe 1

Para o furto via telefone, usam vários nomes. Atualmente, o nome “Cláudia Maria Rodrigues” que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e, o celular/WhatsApp, 96519820 é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao sindicato que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 31810285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo” e o número de telefone 998497364.

O golpista identificado como “Dr. Marcelo Ricardo” usa a seguinte referência para enganar e furtar dinheiro e outras informações dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais: “Dr. Marcelo Ricardo – 998497364. Tribunal de Justiça do DF e Territórios, contatos: 31810041 e 9 9601-1693. Na mensagem, o golpista dr. Marcelo Ricardo também informa que a pessoa deve ligar para o Tribunal e falar com o Núcleo de Precatório com dra. Cláudia Maria Rodrigues. Protocolo de liberação de precatório 06142117112021”.

 

Golpe 2

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 3

O novo golpe envolve transferência por PIX, ocorreu, na sexta-feira (27/8), com uma professora da rede pública de ensino e denunciado pela primeira vez agora. A professora, que não identificamos para preservar sua identidade, conta como a quadrilha age para furtar o seu dinheiro. 

Ela relatou ao Sinpro-DF que descobriu o novo golpe da pior forma possível. E conta que recebeu uma ligação no telefone fixo da casa dela. “Uma mulher, que se identificou com o nome Patrícia e como funcionária da área de segurança do BRB, queria saber se eu estava tentando fazer transferência por PIX no valor de R$ 2.800,00. Eu respondi que não. Ela então me orientou a ligar para o número RBR 3322-1515, o qual, realmente, é do BRB, mandou digitar a opção 9 para denunciar essa tentativa de fraude e me forneceu um número de protocolo”, conta a professora.

Ela fez a ligação e quem a atendeu foi uma funcionária de nome Tainá Albuquerque, que disse à professora o número do CPF, a data de nascimento, nome da mãe dela tudo corretamente e pediu  a ela para confirmar. Após coletados esses dados, a tal funcionária disse que precisava que a professora entrasse no aplicativo do BRB  em seu celular para  baixar  outro aplicativo  e  impedir  que  fraudassem  a conta dela. “Foi aí que percebi que estava fornecendo dados pessoais e que havia feito tudo o que não devia e digitei senhas de conta, do banknet, do PIX e tudo o mais. Eu estava numa espécie de demência, alheamento, que não percebia o golpe”, relata a professora.

Enquanto ela passava todos os dados pessoais para a falsa funcionária, a golpista afirmava estar  instalando o  tal recurso  de  segurança. “Como a conversa estava muito demorada, resolvi  acessar  meu  saldo do BRB no computador e já era tarde demais. Constava um empréstimo parcelado R$ 37 mil e mais dois  PIX  nos  valores de  R$ 21 mil e  R$ 16 mil do valor do empréstimo. Foi aí que minha ficha caiu e a ligação também. Meu celular foi, totalmente, desconfigurado”, conta a professora.

Ela disse que foi ao BRB comunicar o problema e descobriu que o empréstimo  foi  feito  em  33  parcelas de  R$ 2.100,00. “O gerente disse que se a análise do banco não for favorável a mim eu  terei  que  pagar as  parcelas do empréstimo até  que  saia o  resultado  do processo de  rastreamento da  operação do PIX. Disse também que se nada for provado, eu  fico  com o prejuízo de R$ 71.000,00. Simples assim”, relata.

A professora diz que “o gerente  foi  muito  prestativo  e  educado, fez  as  ligações  internas  para  iniciar  o  processo administrativo,  mas,  infelizmente , como  o  dinheiro saiu  da  minha  conta  não tem como  extornar e nem cancelar o tal empréstimo. Fui  à delegacia e  registrei a  ocorrência. É uma sensação horrível e humilhante de culpa, vergonha e raiva de mim  mesma e  do  mundo.

O Sinpro-DF avisa que os(as) golpistas são criativos, ousados, insistentes e persistentes. Utilizam vários tipos de abordagens para enganar e furtar o dinheiro dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e que, mesmo com os alertas do sindicato, dos meios de comunicação e das polícias, os(as) fraudadores(as) não se intimidam e continuam a extorquir a categoria e qualquer pessoa que caia no golpe. E muita gente continua caindo no golpe.

Por isso, é importante prestar atenção e não se deixar ser ludibriado. Além desse acima, que utiliza telefones reais do BRB, a nossa categoria já identificou alguns outros golpes a maneira de atuar de “velhos” golpistas. Confira as formas de golpe já observadas e relatadas ao sindicato e evite cair no golpe. Nunca passe a ninguém seus dados pessoais e jamais repasse senhas. Nenhum banco autoriza funcionários a pedir senha. Mesmo que pessoas leiam seus dados corretamente pelo telefone, desconfie. Não confirme.

 

Orientações do Sinpro-DF

Com isso, o Sinpro-DF alerta a categoria para não atender aos telefones mencionados acima, não responder às mensagens de WhatsApp e a denunciá-los. Cuidado: não caia no golpe! Caso o(a) sindicalizado(a) receba alguma ligação suspeita, ligue, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF disponíveis no site da entidade. É necessário ficar alerta às orientações a seguir:

A solicitação de depósito bancário NUNCA foi adotada para que sindicalizadas(os) possam ter acesso a ganhos financeiros oriundos de processos na Justiça, muito menos o pedido de pagamento por PIX. Também informamos que não temos serviços telefônicos com prefixo 0800 e nem ligamos de código de área diferente de 61.

É importante destacar que o Sinpro-DF nunca solicitou e nem solicita depósito bancário ou envio de PIX para que sindicalizados(as) tenham ganhos financeiros oriundos de processos na Justiça, como precatórios, ações de indenizações e outros. 

 

Assim, repetimos: caso o(a) sindicalizado(a) receba alguma ligação suspeita, ligue, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF disponíveis no site da entidade.

O combate a essa farsa é antiga. A diretoria colegiada do Sinpro-DF já denunciou várias vezes a situação à Polícia Civil do Distrito Federal e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo às/aos) filiadas/os.

 
 

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Campanha de recadastramento do SinproDF completa um mês

O Sinpro-DF dá continuidade à sua campanha de recadastramento dos(as) sindicalizados(as). Se você ainda não se recadastrou, está na hora!

É muito importante manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.

Vale destacar que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário.

RECADASTRAMENTO – Passo a passo

É bem simples e rápido

1 –  ⬇️ Acesse o link do recadastramento⬇️⬇️⬇️

Recadastro Sinpro DF

2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.

3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.

4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.

 
 

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15 de outubro, dia dos professores e professoras, o que temos a comemorar?

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia dos professores e professoras. Embora essa data seja tão festejada pelas pessoas com presentes e belas frases direcionadas aos educadores e educadoras é necessário refletirmos sobre  a valorização da categoria durante esses últimos períodos que enfrentamos. Desde o golpe de 2016 com a saída da presidenta Dilma do governo enfrentamos inúmeros desmontes nas políticas públicas educacionais. Com a eleição de Bolsonaro em 2018 além das perdas de direitos, ataques a democracia,  enfrentamos a todos os momentos ofensas, desqualificação dos/as profissionais em educação visando a destruição da educação pública e trazendo um projeto de privatização da educação e desvalorização dos serviços públicos em geral.

Nossas conquistas históricas com a luta dos movimentos socais, movimentos da juventude, sindicais e organização da sociedade em mais de 10 anos de governo de esquerda, entre os anos de 2003 a 2015, nos governos do PT, ocorreram mudanças significativas no Brasil, sobretudo, nas políticas educacionais como o Enem, Fies e Prouni, ampliação das creches públicas, universidades e institutos federais estão ameaçadas assim como os nossos bens e serviços públicos.

Hoje lutamos contra a emenda constitucional 95, a do teto de gastos, que limitou mais investimentos em saúde e educação, lutamos contra a PEC 32, da Reforma administrativa que reduzirá drasticamente a realização de concursos públicos e facilitará a terceirização, trazendo como consequência a fragilização da carreira do Magistério público, enfraquecendo o vínculo com a escola, com a comunidade e com as lutas sindicais por reajuste e melhores condições de trabalho. Ressalta-se que a reforma deixa de fora: MAGISTRADOS, PARLAMENTARES, MILITARES DA FORÇAS ARMADAS E MEMBROS DA CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO. ENFIM, OS MAIS BEM REMUNERADOS DO ESTADO NÃO SERÃO TOCADOS/AS. DESSA FORMA, NOS PERGUNTAMOS, QUAL REAL OBJETIVA E PARA QUE MESMO ESSA REFORMA? Para a educação a realidade será de diferentes níveis de vínculo e de contratação, fragmentando a categoria e expondo profissionais da Educação a mais situações de assédio moral e jornadas exaustivas.

Com a pandemia da covid-19, profissionais da educação do Distrito Federal e do Brasil tiveram que se submeter a uma política errática, negligente e negacionista dos governos federal e local, além de serem atacados e julgados. Escutamos aos quatro ventos do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, que os professores não querem trabalhar, que são preguiçosos, ou que fingem estar trabalhando. Além disso, as escolas adotaram o sistema remoto de forma inesperada, não houve tempo para um planejamento e formação dos/as profissionais da educação porque as medidas precisavam ser tomadas depressa para reduzir a taxa de contágio do vírus. No DF, com quase dois anos de pandemia, a internet reversa proposta e prometida pelo GDF para todos os estudantes e profissionais de educação não deu certo, não alcançou a todos e todas, sendo insuficiente para as aulas remotas se darem de maneira qualificada.

Enquanto isso, Bolsonaro trabalha contra os pequenos avanços e veta integralmente o PL 3477/2020  (PL da Conectividade) que garantiria serviços de Internet, especialmente móvel, e equipamentos a estudantes e professores da escola pública.

Nesse contexto, a categoria continua hoje com atividades híbridas sem condições sanitárias adequadas e sem acesso decente a banda larga de Internet, arcando com os custos e tendo sua vida privada invadida pela vida pública.

Temos que tratar a simbologia da data de hoje como dia de luta pela valorização da categoria e seu fundamental papel na transformação da sociedade. Devemos tomar o momento em que vivemos como uma oportunidade de fortalecer a organização das professoras e professores na luta contra todos os ataques buscando mais participação política para garantir não apenas o atendimento de suas demandas, mas a ampliação de sua presença no sindicato, nas ruas, nos movimentos, nos governos e parlamentos nas lutas cotidianas.

Desta forma, parabenizo todos os professores e professoras! Que continuemos a sonhar e buscar uma educação libertadora, participativa e baseada na nossa realidade. Nesse ano de 2021, centenário de Paulo Freire, é mais um estímulo para que sigamos firmes e fortes contra todos os retrocessos e ataques ao povo brasileiro, organizadas/os e mobilizadas/os em defesa de nossos direitos e na luta por uma sociedade mais justa e igualitária para todas e todos.

Apesar de Bolsonaro e Ibaneis amanhã há de ser outro dia!

Junt@s somos mais fortes!

 

Gabriel Magno

Dirigente da CNTE

Professor da Secretaria de Educação do DF

 
 

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Ossos e carcaças: o preço do golpe de Estado de 2016

Uma mulher come um rato em uma cidade no Interior de Pernambuco. A imagem ficou famosa durante os anos 90, quando sociólogos e pesquisadores se debruçaram sobre um problema terrível que assola a sociedade brasileira: “A Fome”. Foto: Iconografia da História

 

 

Duas fotografias da miséria. A primeira foto, de uma mulher comendo um rato em uma cidade no interior de Pernambuco os anos 1990. A segunda, desta semana, é o registro de uma mulher que comprou osso e pele num açougue de Brasília. Ambas revivem os anos 1990 dos governos neoliberais. Entre as duas fotos, no tempo, um governo democrático e popular que tirou o Brasil do Mapa da Fome, eliminou a miséria e fez o País experimentar o pleno emprego.

 

Na véspera do Dia Mundial da Alimentação de 2021, comemorado em 16 de outubro, mais de 20 milhões de brasileiros passam fome e outros milhões abandonaram o consumo de vários de alimentos essenciais, como carnes, por causa do alto preço dos produtos. Enquanto isso, além de remessas imensas de dinheiro enviadas a paraísos fiscais, ministros e parlamentares ostentam, com o dinheiro público, o gasto de R$ 1.461.316,10, registrados até o dia 30/9, com o consumo do que há de melhor no mercado nacional: ostras, tambaqui com farofa, picanha especial, camarão ao molho de trufas, risoto com camarão rosa e rapadura, profiteroles ou petit gateau.

 

Desde o ano passado, quando começaram os registros do aumento da fome no País por causa da política econômica neoliberal, a população abandonou a compra da carne e outros produtos da cesta básica por causa dos preços elevados, dolarizados e da falta de dinheiro no bolso. Na Internet, passou a circular imagens de filas imensas de pessoas nas portas de açougues para adquirir ossos, peles e carcaças. Essa miséria chegou ao Distrito Federal de forma ainda mais cruel.

 

Procon lamenta a situação e lembra o Código de Defesa: “Reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor”. Foto: Divulgação/R7

 

Em vez de doar os ossos, como tem ocorrido em outras regiões do País, no DF e em São Paulo, donos de açougues passaram a vendê-los a quem passa fome. Nessa quarta-feira (13/10), uma consumidora relatou ao jornal R7 a venda de ossos bovinos a R$ 5 o quilo, em Taguatinga. O item é classificado como “subproduto alimentício”. Precisou de o Procon intervir. Mesmo assim não resolveu.

 

Segundo o relato do R7, a compra de 2,6 quilos de ossos bovinos saiu por R$ 13 para uma consumidora da capital do País. “‘É muito caro, um absurdo. Muito morador de rua vai pedir um osso para fazer um caldo e não tem dinheiro para comprar. Não tem um pedaço de carne e ele vale R$ 13′, desabafou. A indignação não se restringe aos consumidores’”, escreveu o jornal.

 

Esse é o preço do apoio ao golpe de Estado de 2016, aplicado pelo vice-presidente Michel Temer, do MDB. Não só chegou ao bolso, mas se instalou na mesa de jantar dos brasileiros: ossos e carcaças revivem a fome e a miséria que o Brasil passou nas décadas de 1980 e 1990, quando governo estava nas mãos dos neoliberais.

 

A situação piorou ainda mais quando a população decidiu alimentar o discurso do ódio e acreditar em fake news (falsas notícias) apregoadas pela mídia liberal para eleger, em 2018, os mesmos fundamentalistas neoliberais dos anos 1990 para (des)governarem o Brasil e legislarem em causa própria no Congresso Nacional.

 

As consequências é a volta da miséria, da inflação, do desemprego, da corrupção, das privatizações dos serviços públicos e outras mazelas, como sonegação descarada de impostos, com envios de remessas de dinheiro para paraísos fiscais, invasões de terras públicas, grilagens de terras indígenas, venda para estrangeiros de bens públicos, territórios nacionais e riquezas naturais, a dilapidação de tudo o que é garantia do desenvolvimento do Brasil.

 

Em 5 anos de golpe de Estado, o Brasil já alcança os números da fome de 1998, quando era governado por Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, que deixou mais de 25 milhões de brasileiros na extrema miséria. E 25 milhões de miseráveis nem sequer era o total de famintos. Os dados são do Instituto Datafolha. Divulgados em 26 de setembro de 1998, o resultado da pesquisa mostra que, naquele ano, havia 25 milhões de miseráveis com 16 anos de idade ou mais. “Eles representam 24% da população nessa faixa etária. Essa é a principal conclusão da consolidação de quatro pesquisas nacionais feitas pelo Datafolha segundo grupos sociais”, escreveu o jornal.

 

Na época, o jornal liberal Folha de S. Paulo explicou que “o fator mais determinante da péssima condição de vida dos miseráveis é sua renda. Na média, suas famílias sobrevivem com apenas R$ 234,00 por mês. No total da população brasileira, essa média é de R$ 907,00. Individualmente, seus rendimentos são ainda menores: R$ 131,00, praticamente um salário mínimo. Um brasileiro típico da elite, que integra os 7% que estão no topo da pirâmide, ganha 12 vezes mais do que isso, em média”.

 

Os dados acima parecem de 2021. Mas são de 1998 mesmo. Uma pesquisa divulgada nesta semana, no dia 13 de outubro de 2021, também pela Folha de S. Paulo, revela que, em dezembro de 2020, “quase 20 milhões de brasileiros, um Chile [inteiro], declaram passar 24 horas ou mais sem ter o que comer em alguns dias. Mais 24,5 milhões não têm certeza de como se alimentarão no dia a dia e já reduziram quantidade e qualidade do que comem. Outros 74 milhões vivem inseguros sobre se vão acabar passando por isso”.

 

No total, segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mais da metade (55%) dos brasileiros sofriam, em dezembro de 2020, de algum tipo de insegurança alimentar (grave, moderada ou leve).

 

Esse levantamento foi conduzido pelas pesquisadoras que validaram, no Brasil, a Escala Brasileira de Segurança Alimentar, usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), buscou dar sequência a levantamentos do órgão estatal, feitos a cada 4 anos, como anexo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

 

A própria Folha de S. Paulo, jornal que ajudou a construir o golpe de Estado de 2016, afirma que, “realizada em 1.662 domicílios urbanos e 518 rurais, a pesquisa trouxe esses números antes do repique inflacionário dos últimos meses —que deve ter agravado o quadro”. Em 2001, o Jornal Nacional da TV Globo, outro veículo que ajudou a construir o golpe de 2016, fez uma série de reportagens sobre a fome e a divulgou entre 18 a 22 de junho de 2001.

 

O Jornal Nacional ganhou prêmio com a série intitulada Fome no Brasil, na qual mostrou que, no governo do PSDB, que contava com irrestrito apoio do DEM, do MDB e dos partidos que formam o centrão, 290 crianças morriam de fome por dia.  Na época, a FAO revelou que a cada 5 minutos uma criança morria no Brasil por doenças relacionadas à fome.

 

Em abril de 2021, 59,3% dos brasileiros —125,6 milhões — que não comeram em quantidade e qualidade ideais desde a chegada do novo coronavírus. Os dados são da pesquisa “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, coordenada pelo do Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia, com sede na Universidade Livre de Berlim.

 

Há exatamente 7 anos, em 16 de setembro de 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciava ao mundo que o Brasil havia saído do Mapa Mundial da Fome em 2014. O anúncio foi feito durante a divulgação do relatório global, divulgado em Roma.

 

Na ocasião, a FAO considerou dois períodos distintos para analisar a subalimentação no mundo: de 2002 a 2013 e de 1990 a 2014. Segundo os dados analisados, entre 2002 e 2013, caiu em 82% a população de brasileiros em situação de subalimentação. A organização apontou também para o fato de que, entre 1990 e 2014, o percentual de queda foi de 84,7%.

 

O Sinpro-DF é contra as políticas neoliberais e essa forma de governar. Por isso, integra as campanhas contra este modelo econômico em curso no País, que, comprovadamente, é um modelo fracassado em todo o mundo, responsável por milhões de mortes, miséria e corrupção.

 

É um modelo que privatiza o patrimônio e as riquezas nacionais, solapando a soberania e o desenvolvimento e que beneficia políticos que legislam em causa própria impondo reformas constitucionais inadequadas à nação. É por isso também que o sindicato participa e está engajado na campanha “Fora Bolsonaro: a culpa é dele!”, que também fala sobre a fome.

 
 

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A luta, ela não acaba

15 de outubro. Desde 1948 em Santa Catarina, e desde 1963 no resto do Brasil, é a data escolhida para se celebrar os professores e as professoras, pois foi nesse dia, em 1827, que D. Pedro instituiu o Ensino Elementar no Brasil. A data foi criada em Santa Catarina por proposta de Antonieta de Barros, a primeira mulher negra eleita deputada no Brasil.

Deputada e professora Antonieta de Barros

Antonieta era professora por formação, e também cronista e jornalista. Filha de uma ex-escravizada, ela teve papel fundamental na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres. Uma das principais bandeiras de seu mandato como deputada estadual foi a concessão de bolsas de estudo para alunos carentes. Antonieta nunca deixou de exercer o magistério. Ela dirigiu a escola que levava seu nome até morrer, em 1952.

Pelo perfil de Antonieta é possível imaginar todas as dificuldades que essa brava brasileira enfrentou na primeira metade do século passado. E, como diz nosso hino nacional, foi uma filha que não fugiu à luta – e que professor foge à luta?

Elencar o tanto de dificuldade, e de desafio, e de perrengue, que a gente encara quando escolhe (ou é escolhido?) ser professor pode até assustar.

Lutamos contra a reforma da previdência, que ainda não atingiu sua plenitude aqui no DF, mas pode destruir nossas aposentadorias; lutamos contra a emenda constitucional 95, a do teto de gastos, que limitou mais investimentos em saúde e educação, estamos há mais de seis anos sem reajustes – e ainda tem a PEC 32 que, se aprovada, vai uberizar de vez a nossa profissão.

Como se não bastasse toda essa luta, teve uma pandemia no meio do caminho. A gente cavou espaço no meio de tanta adversidade, de tanta dificuldade, de tanta incerteza e insegurança, e entregamos nosso trabalho. Fizemos rifa, imprimimos atividades, gravamos aulas, quintuplicamos nossa carga horária, tudo pelo aprendizado (e pela saúde, e pela alimentação, e pelo bem-estar) de nossos estudantes.

PL de Antonieta de Barros instituindo o dia do professor em 15 de outubro

Ainda assim, uma parcela da sociedade (que não entra numa sala de aula há um bom tempo) acredita que somos doutrinadores. Se eles soubessem o quanto a gente sofre em sala de aula pra convencer os alunos da importância de se fazer o dever de casa regularmente, não fariam críticas tão infundadas.

Então, professor(a), neste 15 de outubro, o SinproDF te parabeniza por tudo. Pelo empenho, pelo profissionalismo, pela dedicação, e, sobretudo, por nunca deixar de acreditar! Enfim, parabenizamos pela ousadia de ser professor. E convidamos a todos e todas para a live em homenagem a Paulo Freire, em comemoração ao 15 de outubro.

Dói pensar nisso, né? E dói ainda mais quando a gente vê, ao final do ano, uma turma formada, que conseguiu, aos trancos e barrancos aprender, e entender o conteúdo, e concluir mais uma etapa no caminho rumo à cidadania plena. Aí a dor dá lugar à felicidade, à satisfação e à esperança (aquelas coisas lindas que não pagam as nossas contas, mas a gente também curte).

Conseguimos chegar até aqui. Aos trancos e barrancos, mas vivos e razoavelmente inteiros. Bora voltar pra luta, porque ainda não acabou. 

Esperancemos sempre!

Confira a homenagem para o dia dos professores feita em painel de LED na EPIA Acesso ao Parkshopping

 
 

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CNTE e UnB lançam pesquisa ‘Trabalho na Pandemia: e a saúde, como fica?’

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou neste mês de outubro, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a pesquisa “Saúde Mental de Trabalhadores em Educação Filiados à CNTE”. O objetivo é investigar as relações entre trabalho e saúde dos trabalhadores, mapear os riscos psicossociais e subsidiar os dirigentes para propor políticas preventivas de saúde, sintonizando o chão da escola com as políticas propostas pelas Secretarias de Educação.

Os benefícios esperados dessa pesquisa são a geração de conhecimento sobre o trabalho e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, assim como a divulgação dos resultados dessa pesquisa em forma de relatório técnico posteriormente.

A participação é voluntária e as informações prestadas serão consideradas sigilosas de acordo com as recomendações éticas do Conselho Federal de Psicologia. O LPCT/UnB será o único responsável pela guarda e análise dos dados fornecidos pelos entrevistados. A aplicação de questionários com perguntas de respostas fechadas e abertas.

A participação na atividade tem duração estimada de 20 minutos. Para responder as questões, acesse o site: http://cnte.trabalhovivo.net/.

Fonte: CNTE

 
 

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