Atenção para a mudança no cronograma e prorrogação de datas do remanejamento

O Sinpro-DF informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) alterou o cronograma e prorrogou todas as datas do Concurso de Remanejamento 2021/2022. Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta terça-feira (5/10), o Edital nº 29/2021, com o novo cronograma e os procedimentos de remanejamento interno e externo 2021/2022 para a carreira magistério público. Clique aqui para acessar o Edital nº 29, na página 38 do DODF edição 188.

 

É importante ficar atento(a) às várias fases e às novas datas do Concurso de Remanejamento. É também necessário que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) leia os procedimentos, verificando, sobretudo, as datas e o procedimento das carências, da participação no remanejamento e de ingresso com recursos. As novas datas estão disponibilizadas, a seguir, na imagem do DODF.

 

Fique atento(a), principalmente, no que professores(as) e orientadores(as) educacionais devem executar para participar do concurso de remanejamento:

 

Remanejamento Interno – atenção para as datas de carências; de envio da lista de carências no Sigep, pelos servidores, para participação; e período de recursos do resultado preliminar do Remanejamento Interno.

Remanejamento Externo –  toda a atenção para a data de envio da lista de carências no Sigep, pelos servidores, para participação; e  para o período de recursos do resultado preliminar do Remanejamento Externo.

Também é importante prestar atenção para o novo período de apresentação do comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo – 2021/2022 e entrega de documentação para validação da pontuação para o Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos na UE de destino.

 

Clique na imagem do texto do Edital nº 29, de 1º de outubro de 2021, a seguir, para acessar o PDF com as novas datas:

 

 

As novas datas também podem ser vistas abaixo. Confira:

 

Remanejamento Interno –  Período Atividade Responsável

3/11/2021 – Data Limite para abertura de carências a serem ofertadas para o Remanejamento 2021/2022 – UNIGEP

Até 3/11/2021 – Gestão de carências para o REMANEJAMENTO INTERNO UNIGEP/GMOP

4/11/2021 – Divulgação preliminar das carências para o REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

5 a 8/11/2021 –  Período de Recurso – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

9 e 10/11/2021 –  Análise dos Recursos – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO UNIGEP/GMOP

11/11/2021 Divulgação Final das carências para o REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

12 a 16/11/2021 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores, para participação no REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

17/11/2021 – Resultado Preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

18 e 19/11/2021 – Período de Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

22 a 25/11/2021 – Período de análise dos Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO – UNIGEP/GMOP/GLM

26/11/2021 Resultado Final do REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

Remanejamento Externo – Período Atividade Responsável

1º a 5/12/2021 – Gestão de carências para o REMANEJAMENTO EXTERNO UNIGEP/GMOP

6/12/2021 – Divulgação Final das carências para o REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

7 e 8/12/2021 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores, para participação no REMANEJAMENTO EXTERNO Professores/Orientadores

9/12/2021 Resultado Preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

9 e 10/12/2021 – Período de Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO Professores/Orientadores

13 a 16/12/2021 – Período de análise dos Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO UNIGEP/GMOP/GLM

17/12/2021 – Resultado Final do REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

17/12/2021 – Resultado Final Geral do PROCEDIMENTO DE REMANEJAMENTO 2021/2022 SUGEP/SUPLAV

Comprovante de bloqueio – Período Atividade Responsável

20 a 23/12/2021 – Período para a apresentação do comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo – Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos na UE de destino Professores/Orientadores

 

Reforma administrativa contraria Unesco no Dia Mundial dos Docentes

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) propôs para este 5 de outubro, Dia Mundial dos Docentes, o lema “Os docentes no centro da recuperação da educação”. No Brasil, a reforma administrativa (PEC 32) caminha na contramão da orientaçãoe impõe a professores(as) da rede pública de ensino desvalorização, desrespeito e descredibilidade.

Segundo a Unesco, “o êxito da recuperação da educação depende de maior investimento no bem-estar, na formação, no desenvolvimento profissional e nas condições de trabalho dos 71 milhões de docentes do mundo para recuperar as perdas de aprendizagem e gerir as transformações no ensino e na aprendizagem impostas pela pandemia da covid-19”.

Longe de apresentar políticas eficazes para proporcionar a professores a possibilidade de mitigar as perdas no ensino e na aprendizagem causadas pela pandemia, o governo Jair Bolsonaro vem jogando pesado para aprovar a reforma administrativa. Com ela, professores(as) perdem direitos históricos como licença-prêmio, além de estarem submetidos a corte de salário em até 25% com redução de jornada.

“Enquanto a Unesco propõe a valorização dos professores para a recuperação da educação, setor essencial para o crescimento econômico e a democracia de qualquer país, o governo federal trabalha incessantemente para que o Congresso Nacional aprove um dos piores projetos da história para professores, que gera perda de direitos e enxugamento do quantitativo de concursados”, afirma a dirigente do Sinpro-DFRosilene Corrêa.

O texto da PEC 32 que será analisado pelo plenário da Câmara dos Deputados impõe instrumentos de cooperação entre o governo federal, estadual ou distrital com entidades privadas para gestão dos equipamentos públicos. A condição abre precedente para que escolas públicas, que têm professores concursados e estáveis, sejam geridas por empresas, que poderão terceirizar a mão de obra.

“Imagina nossas escolas administradas por pessoas que têm interesse na educação enquanto mercadoria. Imagina como será feita a contratação de docentes via indicação. Imagina o resultado disso tudo para nossas crianças e adolescentes, para nós professores e para o Brasil. Imagina o drama ainda maior que a educação pública viverá em um dos momentos mais críticos da história”, analisa a dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon.

 

Sem reajuste

 

Para além do ataque imposto pela PEC 32, da reforma administrativa, professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF estão seis anos sem reajuste salarial.

Embora o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) tenha determinado por duas vezes o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado pela categoria em 2012 e devido desde 2015, o Governo do Distrito Federal insiste em não pagar a dívida.

No último dia 3 de setembro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou de próprio punho uma Ação Direta de Inconstucionalidade (Adin), com pedido de medida cautelar, para suspender processos e a eficácia da lei que determina o pagamento da parcela do reajuste. A ação foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido feito por Ibaneis.

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, que julgou a ação, o reajuste não oferece “perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo”.

 

Superação


No Brasil e no mundo, a pandemia da covid-19 escancarou a importância de professores e professoras no drible à crise da educação. Sem política pública voltada para o setor, docentesbrasileiros ampliaram jornada de trabalho e se reinventaram para poder atender estudantes de todas as classes sociais.

Aqui no DF e no Brasil, nossa atuação durante toda a pandemia ultrapassou a tarefa do ensino-aprendizagem: demos apoio emocional aos nossos estudantes e às suas famílias. Não fosse a atuação das escolas e de seus trabalhadores, a comunidade escolar estaria relegada à própria sorte”, reflete o dirigente do Sinpro-DF Cláudio Antunes.

 

Ele analisa que mesmo com todo esforço despendido por professores(as) e orientadores(as) educacionais, os prejuízos gerados para a educação ainda são incalculáveis. “A falta de acesso à internet e aos equipamentos necessários para o acompanhamento das atividades on-line, a falta de formação de professores e estudantes para lidar com as plataformas de mediação do ensino, a falta de estrutura socioeconômica de muitas famílias geraram graves perdas na aprendizagem, alargando a desigualdade já existente no campo da educação. O resultado é um país ainda mais miserável, diz.

>> Assista também: Documentário | Corpos que se entregam: a ação docente durante a pandemia(https://www.youtube.com/playlist?list=PL_EUaQjoaAvvhGS3-LkktdW-T5jxNHH6H)

 

PEC 32

 

Depois de uma série de manobras realizadas pelo relator da PEC 32, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), a Comissão Especial da Reforma Administrativa aprovou o substitutivo da reforma no último dia 23 de setembro. Para garantir o resultado, Maia apresentou sete versões de texto para a PEC 32 e trocou oito parlamentares titulares da Comissão.

>> Leia também: PRESSÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA CONTINUA NO PLENÁRIO DA CÂMARA (https://www.sinprodf.org.br/pressao-contra-reforma-administrativa-continua-no-plenario-da-camara/)

Pelo rito de tramitação, a PEC 32 segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados. Lá, para ser aprovada, ela precisa de pelo menos 308 votos favoráveis. Se garantido esse placar nos dois turnos de votação, a proposta seguirá para o Senado Federal.

 

5 de outubro

 

O Dia Mundial dos Docentes é celebrado anualmente desde 1994. A data em que se comemora o Dia Mundial dos Docentes marca o aniversário da assinatura da Recomendação da OIT e da Unesco relativa a Situação do Pessoal Docente. Segundo a Unesco, “essa Recomendação estabelece critérios de referências sobre os direitos e responsabilidades do corpo docente e normas para seu treinamento inicial e desenvolvimento posterior, recrutamento, emprego e condições de ensino e aprendizagem. A Recomendação sobre o Estatuto do Pessoal Docente do Ensino Superior foi adotada em 1997 para complementar a Recomendação de 1966, abrangendo, assim, o pessoal docente e de pesquisa do ensino superior”.

 

Mais uma semana decisiva contra a PEC 32!

Esta é mais uma semana importante na luta contra a PEC 32! A nossa mobilização é fundamental para barrar os retrocessos que querem nos impor com tal proposta, que, entre outras atrocidades, trará o fim dos concursos públicos e o aumento da contribuição previdenciária dos aposentados e aposentadas.

A agenda da resistência começa nesta terça-feira, 5, às 7h, no Aeroporto Internacional de Brasília: vamos dar nosso recado pessoalmente aos parlamentares! Às 14h, vamos todos(as) nos dirigir ao Anexo II da Câmara dos Deputados, onde seguiremos em vigília permanente. Essa é uma ação importante, uma vez que a qualquer momento a PEC 32 pode ser votada pelo plenário da Câmara. Vá com uma camiseta do Sinpro, ou da luta contra a PEC 32!

Na quarta, dia 6, vamos chamar todos os e as colegas para fortalecerem a mobilização a partir de 9h! Nós nos encontraremos no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios, entre os blocos C e D) e desceremos em caminhada até o Anexo II da Câmara.

Quinta-feira, 7, a pressão continua na Câmara! Às 14h vamos visitar os deputados e deputadas.

Aqueles(as) que não puderem participar de forma presencial poderão fazer pressão nas redes sociais dos(as) parlamentares.

A pressão de cada um de nós é fundamental para que a PEC 32 não seja aprovada. Portanto, acione a plataforma Educação Faz Pressão, exija que os deputados e deputadas votem contra essa reforma administrativa. Precisamos, especialmente, intensificar a pressão sobre os(as) quatro deputados(as) que ainda não apresentaram seus votos: Laerte Bessa; Bia Kicis; Julio Cesar e Paula Belmonte.

Se votar a favor, não volta!

Pressão deve continuar

Participe da mobilização! É muito importante, também, pressionar os parlamentares de outros estados. Na nossa plataforma Educação Faz Pressão, os deputados e deputadas estão divididos por sua definição política sobre o tema: favoráveis, indecisos e contrários. Vamos centrar nossa pressão sobre os favoráveis e os indecisos!

Nesta segunda-feira, temos a tradicional manifestação virtual pelo twitter! Fortaleça o twittaço às 19h, #JuntosContraPEC32 , para que todos saibam que não aceitaremos esse retrocesso!

Apresentada ao Congresso Nacional em setembro de 2020 pelo Governo Federal, a PEC 32/2020 retira direitos dos(as) servidores(as) públicos(as), privatiza os serviços prestados à população e ainda abre brecha para a corrupção. Caso aprovada, a reforma administrativa vai instituir mudanças que causarão danos irreversíveis à população e a todas as carreiras do serviço público, incluindo a da educação pública. A reforma é um projeto do agronegócio, do sistema financeiro, da Fiesp, da imprensa privada e de todos os setores do mercado, que cobram dos(as) deputados(as) a aprovação do texto do governo Bolsonaro/Guedes o mais rapidamente possível.

A atuação contra a reforma administrativa vem sendo feita nas ruas e nas redes sociais. Composta por servidores(as) públicos(as) dos diversos setores, trabalhadores(as) de estatais e da iniciativa privada e movimentos sindicais, a luta consiste na atuação direta na Câmara dos Deputados, onde tramita a PEC 32, e também nas redes sociais das entidades sindicais que representam os(as) servidores(as) do funcionalismo público.

Acesse o link Educação Faz Pressão e pressione os(as) parlamentares: https://pressao.sinprodf.org.br/campanhas/pec-32-2020-reforma-administrativa/.

Use a tag para avisar que #SeVotarNaoVolta

Acesse as redes sociais dos/as parlamentares do DF e pressione!

Bia Kicis: @biakicis / @Biakicis / 6199970-0961

Laerte Bessa (PL): @laertebessa / @laerte.bessa.9 / @laerte_bessa / 6199220-9449

Paula Belmonte (CIDA) @paulabelmonteoficial / 6199924-1328

Julio Cesar (PRB): @juliocesarribeiro / @JulioCesarRib / 6199821-2690

2022: Matrículas abertas para novos alunos na SEEDF

O período para inscrições de novos alunos na rede pública de ensino do Distrito Federal vai até o dia 24 de outubro, pelo site da SEEDF.

A partir desta terça-feira, 5 de outubro, as novas inscrições também podem ser feitas pelo telefone 156 (opção 2) de segunda a sexta das 7 às 21h e aos sábados, domingos e feriados, de 8h às 18h.

A SEEDF aceita matrículas de crianças com 4 anos completados até o dia 31 de março de 2022. No ato do cadastro, o interessado precisa informar o número de CPF do estudante que será inscrito e o CEP da residência em que mora ou do local de trabalho dos pais ou responsáveis. Essas informações ajudam a Secretaria a alocar os novos alunos em unidades mais próximas desses endereços.

Para quem já é aluno da rede pública do DF, a matrícula é automática, não precisa fazer nada. Quem quiser mudar de instituição de ensino deverá fazer a solicitação entre 8 e 11 de novembro, diretamente na escola onde está matriculado.

O resultado das novas matrículas deve ser divulgado no dia 21 de dezembro, e as matrículas devem ser efetivadas entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2022.

 

Estudantes especiais

O cadastro e a triagem de novos estudantes especiais, como também o remanejamento dos já matriculados na rede pública do DF, serão realizados de 4 a 29 de outubro. Os interessados em cadastro ou triagem devem ir à regional de ensino mais próxima da casa ou do trabalho dos pais ou responsáveis. Para remanejamento, é necessário ir à secretaria da unidade escolar onde o estudante está matriculado.

(Lembrando que as regionais estão adotando os protocolos de segurança, como distanciamento e uso de máscaras, para atendimento às famílias.)

 

Alunos vindos das creches

Os pais ou responsáveis pelas crianças matriculadas em creches públicas e parceiras da Secretaria de Educação que desejarem o atendimento em uma unidade escolar diferente da indicada, no ano letivo de 2022, devem fazer nova inscrição. O cadastro deve ser feito de 5 a 24 de outubro pelo telefone 156 (opção 2).  

Se a criança continuar na unidade que foi automaticamente indicada pela SEEDF, não é necessário fazer nova inscrição.

Sinpro-DF reforça campanha em defesa de concurso público para a Educação

 

A campanha “Contrato é temporário. Concurso público é permanente” está a todo vapor. Lançada em maio deste ano, a ação tem como objetivo denunciar o caráter multifacetado da contratação temporária e a importância da realização de concurso público para o fortalecimento da educação.

Participar da campanha “Contrato é temporário. Concurso público é permanente” é fácil e gera resultados importantes. Basta gravar um vídeo de até 30 segundos ou tirar uma foto segurando cartaz que explica em poucas palavras o porquê de defender concurso público para a educação. Depois disso, é só enviar para o WhatsApp 99323-8131, com nome e marcação nas redes sociais. O Sinpro-DF postará o material em suas mídias.

“Nossa campanha denuncia os prejuízos da contratação temporária de professores, explica como o concurso público colabora para um sistema educacional consolidado e exige a nomeação dos aprovados no último concurso realizado para o magistério no DF. É necessário que haja engajamento de todas e todos. Vamos curtir, comentar e compartilhar todos os materiais que recebermos do Sinpro ou que forem publicados nas redes sociais do Sindicato. Só assim conseguiremos ampliar o alcance da campanha e torná-la mais forte”, orienta a professora temporária e diretora do Sinpro-DF Carolina Moniz.

Dados da Secretaria de Estado da Educação do DF mostram que o número de professores(as) com regime de contratação temporária representa 40% do total de professores(as) efetivos, o dobro do que é permitido em instituições de ensino federais. Ao todo, são 11 mil professores em regime de contratação temporária. Ao mesmo tempo, o DF tem mais de 8.700 vagas no magistério público sem serem ocupadas por professores ou orientadores educacionais concursados. Além disso, os 373 professores aprovados no último concurso público realizado para o magistério, homologado em 2017, aguardam nomeação. E o mais curioso: muitos desses aprovados atuam na rede em regime de contratação temporária.

Precarização
Ao mesmo tempo em que o regime de contratação temporária redunda em direitos desiguais para trabalhadores com a mesma função, ele ataca as relações didático-pedagógicas, tornando-as fragilizadas diante da incerteza da continuidade das atividades. De maneira ampla, a contratação temporária vai além da precarização da categoria docente, sendo inevitavelmente uma forma de descontinuar a educação, impactando, consequentemente, o futuro do país.

“Temos que ter a consciência de que não é possível agregar qualidade à educação quando os profissionais da área não sabem o que será da vida a cada fim de contrato. Educação é coisa séria. E o respeito à categoria do magistério público é condição irrenunciável. Nossa luta deve ser, mais que nunca, por concursos públicos para formação de um quadro de mão de obra efetivo na rede pública de ensino”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.
“Diante da ausência de concurso público e da necessidade de estar inserido no mercado de trabalho, professoras e professores, principalmente os mais jovens, são obrigados a aderir à contratação temporária. Com o argumento de ‘sanar’ necessidades do setor da Educação, o governo vem ampliando o número de contratos temporários, tornando regra o que deveria ser exceção. Por trás disso, há a execução do projeto neoliberalista e de reestruturação produtiva, que pressiona pela flexibilização total dos direitos trabalhistas e negligencia a Educação enquanto direito humano”, explica a dirigente sindical.

A prova do cenário apontado pela diretora do Sinpro-DF apresenta-se em dados. Um deles trata do formato da hora-aula imposto a professores(as) temporáries(as) do DF, criado pela Lei nº 4.036/2007, ainda no governo José Roberto Arruda, reflete em salários menores ao dos efetivos, mesmo que ambos tenham a mesma qualificação e desempenhem a mesma função com a mesma qualidade e dedicação.

Outra constatação é de que os direitos dos(as) professores(as) temporários ora são regidos pela CLT, ora pelo Plano de Carreira do Magistério Público do DF e, consequentemente, ficam fragilizados.

Além disso, professores(as) temporários(as) também não têm o direito de ficar ou escolher a escola que desejarem; não têm progressão salarial; não têm direito a afastamento remunerado para estudo, à licença prêmio, à licença servidor; e sequer têm direito de solicitar dispensa para acompanhar filho adoentado.

Faça parte
O Sinpro-DF criou o Coletivo dos(as) professores(as) temporários(as) para organizar a luta de quem está submetido a este tipo de contratação. Através do coletivo, são dadas informações e orientações para o grupo. O objetivo é avançar em direitos para garantir condições dignas de trabalho. Para fazer parte do Coletivo, fale com alguma diretora ou algum diretor do Sinpro-DF. Os contatos podem ser acessados no link https://sinpro25.sinprodf.org.br/diretoria/

Esplanada volta a ser palco de protestos contra Jair Bolsonaro neste sábado (2)

Ruas cheias e redes sociais lotadas com manifestantes, neste sábado (2), contra o governo Jair Bolsonaro (ex-PSL). Desde as primeiras horas deste sábado, o povo foi para as ruas de mais de 300 cidades no Brasil e no exterior. As passeatas marcam mais um dia nacional e internacional pelo impeachment do presidente da República e contra todas as medidas neoliberais que estão destruindo a soberania do Brasil e a qualidade de vida da população.

 

O protesto era, marcadamente, contra a fome que atinge um em cada quatro brasileiros; a carestia com a inflação em mais de 10%; o desemprego que atinge mais de 15 milhões de pessoas e há mais de 6 milhões de desalentados, ou seja, pessoas que não conseguiram emprego e desistiram de procurar; a falta de direitos a 76 milhões de trabalhadoras e trabalhadoras; o negacionismo para favorecer o “negocionismo” com dinheiro público no combate à covid-19, o que matou mais de 600 mil; a falta de ações concretas para evitar as queimadas na Amazônia e no Pantanal; os aumentos nas tarifas de energia e nos combustíveis; os ataques à democracia.

 

“Motivo é o que não falta para exigirmos o impeachment de Bolsonaro. Só a educação perdeu, no governo dele, mais de R$ 1 bilhão e 200 milhões de recursos financeiros públicos. Em menos de 2 anos de mandato, Bolsonaro conseguiu pôr 19 milhões de brasileiros na miséria e 15 milhões no desemprego. Isso é a política neoliberal, um modelo de economia excludente, criado para enriquecer empresários muito ricos, banqueiros e rentistas. E vai piorar se o Congresso Nacional aprovar a PEC 32/202, da reforma administrativa, porque além de pagar os impostos, o brasileiro terá de pagar pelos serviços que hoje são públicos e gratuitos”, alerta Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.

 

Durante a concentração, realizada no espaço do Museu Nacional da República, o Sinpro-DF realizou uma apresentação musical e artística intitulada “Cirandar com Paulo Freire no Fora Bolsonaro”, em homenagem ao Patrono da Educação Brasileira. Na caminhada até o Congresso Nacional, a Esplanada dos Ministérios se tornou, também, e mais uma vez, o palco da luta de classe contra a corrupção e os maus governos.

 

“O estrago que Bolsonaro vem fazendo no Brasil prejudica 99% na população. O 1% que não é beneficiado com essa política de desmonte, de Estado mínimo, são os ricos: aqueles que ganham mais de R$ 68 mil por mês”, denuncia Rodrigo Rodrigues, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), uma das entidades organizadoras do protesto.

 

O sindicalista afirma que “todo mundo que depende de salário, que tem patrão ou que tem um negócio, mas precisa se dedicar diariamente a ele para poder sobreviver, está sendo prejudicado com a alta dos preços, o ataque aos serviços públicos, a privatização das estatais. Essa consciência de classe deve ser urgente para que a gente dê jeito no Brasil”.

 

Nas redes sociais, a hashtag #2OUTForaBolsonaro marcou o ato público popular. As pessoas também foram para as redes protestar. Os organizadores – CUT, demais centrais, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que integram a Campanha Nacional Fora Bolsonaro  –  afirmam que manifestações de massa, como a deste sábado, estão sendo realizadas desde maio deste ano e tem levado milhões de pessoas às ruas.

 

Em São Paulo, por exemplo, a manifestação lotou a Avenida Paulista. O presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, anunciou novos protestos. O próximo está previsto para ocorrer no dia 15 de novembro. Confira as imagens do protesto em Brasília-DF.

 

 

Dia 2: Educação vai às ruas por Fora Bolsonaro

Neste sábado, 2 de outubro, professores(as) e educadores(as) educacionais reforçarão o bloco da classe trabalhadora que sairá às ruas pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Os atos serão realizados em todo Brasil. No DF, a concentração para a manifestação será às 15h30, no Museu da República.

Pouco antes, às 15h, também no Museu da República, o Sinpro-DF realizará a ação “Cirandar com Paulo Freire no Fora Bolsonaro”. A dirigente do Sinpro-DF Eliceuda França lembra que o patrono da educação é um dos principais alvos da extrema-direita que apoia Bolsonaro porque instiga as pessoas a pensarem criticamente, a questionarem o sistema em que vivem e a desconstruírem estruturas que oprimem, tornando o mundo mais justo e igualitário”.

“Essa ciranda é um ato lúdico necessário para mostrar que a educação que emancipa, que cria cidadãos e cidadãs pensantes, conscientes, como sempre defendeu Paulo Freire, é capaz de mudar os rumos do Brasil”, explica Eliceuda França.

>> Leia também: ATACAM PAULO FREIRE, MAS A QUEM SE DEVE O DRAMA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA?

Segundo o dirigente do Sinpro-DF Cléber Soares, não faltam motivos para se somar às manifestações do dia 2 de outubro. “Desemprego, fome, carestia, retirada de direitos para todos. Para nós da educação, um ataque cada vez mais violento, com corte de verbas, tentativa de privatização da educação pública, precarização da mão de obra docente. Não é possível aceitar como natural o que está acontecendo em nosso país”, afirma.

Diante do retrocesso incalculável causado pelo desgoverno do presidente da República, os atos pelo Fora Bolsonaro mostram unidade cada vez maior. Neste 2 de outubro, além do movimento sindical de trabalhadores, das representações da sociedade civil e de partidos políticos de esquerda, outras legendas partidárias se somarão à luta em defesa da vida, da democracia, contra a fome, o desemprego e a carestia.

Para o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, “construir unidade de ação com todos aqueles que desembarcaram do bolosnarismo é estratégico para o resgate da democracia e da dignidade do povo brasileiro”. “Se você está indignado com toda essa covardia que vem sendo cometida contra nós, o povo brasileiro, nos encontraremos no próximo dia 2 de outubro, nas ruas!”, afirma o sindicalista em artigo.

>> Leia também: 2 DE OUTUBRO: O PRÓXIMO CAPÍTULO DO NECESSÁRIO FIM DA HISTÓRIA DE BOLSONARO

Educação nas ruas
Estratégica para o fortalecimento da democracia, a Educação é um dos setores mais atingidos pelo governo Jair Bolsonaro. Além da drástica retirada de verbas para o setor, avançou também o projeto ideológico que coloca mordaça na Educação e, ao mesmo tempo, a torna mercadoria.

“Se somarmos o que foi vetado e o que foi bloqueado, perdemos no governo Bolsonaro quase R$ 5 bilhões só no Ministério da Educação. Isso sem falar no avanço de projetos que querem acabar com a educação pública para que este seja um serviço ainda mais rentável aos setores privados. Também não podemos nos esquecer de projetos que retiram a liberdade de cátedra, como o Escola Sem Partido, e das falas cruéis do ministro Milton Ribeiro, que segregam. Não há dúvidas de que professores e professoras, orientadores e orientadoras, estudantes, pais, mães e responsáveis devem estar nas ruas no dia 2 de outubro para dizer Fora Bolsonaro”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Ela lembra ainda que as quase 600 mil mortes causadas pela covid-19 são resultado da ausência de políticas públicas do governo federal, que se recusou a comprar vacina para combater o vírus mais temido do século. Rosilene Corrêa afirma que trabalhadores da Educação foram um dos alvos prioritários do governo Bolsonaro.

“Em nenhum momento o governo Bolsonaro se preocupou com a vida de professores e professoras, de orientadores e orientadoras educacionais, como não se preocupou com a vida de ninguém que frequenta as escolas. Mesmo sem nenhuma condição sanitária, a ordem era de retorno presencial. Isso sem falar na ausência de políticas públicas que garantissem o mínimo para que a educação pudesse seguir na pandemia, como internet banda larga para alunos e professores, por exemplo. Isso resultou na privação de milhares de crianças e adolescentes do direito à educação”, avalia.

Levantamento da Agência Pública mostra que Jair Bolsonaro é recordista em pedidos de impeachment. “Ao todo, mais de 1550 pessoas e mais de 550 organizações assinaram pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foram enviados 136 documentos ao presidente da Câmara dos Deputados, sendo 82 pedidos originais, 7 aditamentos e 47 pedidos duplicados. Até agora, apenas 6 pedidos foram arquivados ou desconsiderados. Os outros 130 aguardam análise”, aponta.

 

CONAPE – Confira o Eixo VI das Conferências Regionais do DF

O Sinpro realiza no dia 5 de outubro, às 18h, o Eixo VI das conferências regionais do Distrito Federal, com o tema Construção de um projeto de Nação soberana e de Estado democrático em defesa da democracia. Para este eixo participarão as regionais de Gama e Santa Maria. Se você é de outra regional e tem interesse em participar deste eixo, basta se inscrever.

Para debater o tema foram convidados Iêda Leal – graduada em Pedagogia, Especialista em Métodos Técnicas de Ensino e ativista do Movimento Negro e do Movimento Sindical; Olgamir Amância – Mestre e Doutora em Educação e professora associada FUP /UnB; e Valter Pomar – professor de Relações Internacionais e Doutor em História Econômica.

Para participar do Eixo VI ou de qualquer conferência regional, será necessário fazer a inscrição no site do sindicato, que disponibilizará o link da sala do Zoom de forma antecipada. No caso do Eixo VI, clique aqui para obter sua inscrição. O link será enviado para o e-mail da pessoa interessada.

Essa mobilização tem como objetivo aprofundar a discussão na sociedade civil, em especial nos setores e segmentos da educação nacional, sobre a defesa do estado democrático de direito, da constituição federal de 1988, do PNE e de um projeto de Estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos(as).

 

Confira abaixo todos os eixos:

Eixo VI – Construção de um projeto de Nação soberana e de Estado democrático em defesa da democracia

Link para inscrição

 

Para quem quiser apenas acompanhar a 2ª Conape Distrital sem estar na sala do Zoom, basta clicar aqui

 

 

Sinpro lança nova campanha: A culpa é dele. Fora, Bolsonaro!

O Brasil vive um dos momentos mais críticos da sua história, com a volta de índices que haviam sido banidos, exemplo da pobreza extrema. Atualmente, fruto da política neoliberal e da exclusão de políticas sociais por parte do governo de Jair Bolsonaro, 19 milhões de brasileiros(as) passam fome, uma realidade dura, triste e cruel.

Com o objetivo de mostrar esta dura realidade e cobrar providências do governo federal, a categoria aprovou, em Assembleia Geral, o Fora Bolsonaro!, que agora se transforma na campanha A culpa é dele. Fora, Bolsonaro!

O alastramento da fome no Brasil é reflexo do fim ou do esvaziamento de programas voltados para estimular a agricultura familiar e o combate à fome, além da defasagem na cobertura e nos valores do Bolsa Família. Todo este cenário tem provocado desalento e revolta, sentimentos que se contrastam com a esperança que a população brasileira vivia desde os anos 2000.

O reflexo de tudo isto motivou a ocupação da Bolsa de Valores de São Paulo no dia 23 de setembro. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto foi até o local para protestar contra a carestia e a fome provocadas pela política econômica aplicada por Paulo Guedes e Bolsonaro. Em um texto no Instagram, o MTST mostra que os lucros recordes dos bancos, o aumento de grandes fortunas e o surgimento de 42 novos bilionários no mesmo país onde a insegurança alimentar atinge mais de 116 milhões de pessoas e a fome já é uma realidade para mais de 19 milhões de pessoas precisa acabar.

Fome, carestia, desemprego, pobres mais pobres e ricos mais ricos são algumas faces do legado de mil dias de governo Bolsonaro. A realidade da insegurança alimentar, ou simplesmente fome, se traduz de muitas maneiras. Na nossa categoria, ela adquire formas desalentadoras. É aluno que não consegue prestar atenção à aula, com dificuldades de concentração, é aluno que vai para a escola só pra comer, aluno que desmaia porque não se alimentou.

É por tudo isto que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais devem ir às ruas neste 2 de outubro, pelo Fora Bolsonaro?

Prossegue o recadastramento dos filiados

O Sinpro-DF prossegue com sua campanha de recadastramento dos(as) sindicalizados(as). Se você ainda não se recadastrou, está na hora!

Mantenha seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.

Vale destacar que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário.

RECADASTRAMENTO – Passo a passo

É bem simples e rápido

1 –  ⬇️Acesse o link do recadastramento⬇️⬇️⬇️

Recadastro Sinpro DF

2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.

3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.

4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.

 

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