Adolescente é morto nos arredores da escola; CED 11 suspende aulas em sinal de luto

Um episódio triste e revoltante aconteceu na manhã desta quarta-feira, 22, em Ceilândia. O estudante Geoffrey Stony Oliveira do Nascimento, de 16 anos, foi assassinado nas proximidades da escola, no seu trajetode volta para casa. A polícia investiga o caso como latrocínio, uma vez que o celular de Geoffrey foi roubado.

Professores(as), funcionários(as) e estudantes do CED 11, onde Geoffrey estudava, estão perplexos. O caso se torna ainda mais dramático para a comunidade, já que Geoffrey, estudante do 1º ano do ensino médio, era filho de um funcionário da escola. As aulas foram suspensas neste quinta-feira, 23, em sinal de luto pela tão lastimável perda.

Infelizmente, não se trata de um episódio isolado. A realidade de violência vem se aprofundando no Brasil, no DF, e atingindo, em cheio, as escolas. Há poucas semanas, o professor Alexandre Bernardi de Figueiredo foi vítima de uma bala perdida enquanto trabalhava na Escola Classe 10, também em Ceilândia. Ele sofreu um ferimento na perna e está se recuperando.

>>> Saiba mais: “EDUCAÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS MEIOS PARA CONSCIENTIZAR CONTRA A VIOLÊNCIA”, DIZ PROFESSOR ATINGIDO POR BALA PERDIDA

O diretor do CED 11, professor Kiko Gadelha, alerta para os índices de violência na região. “Precisamos de mais policiamento nos arredores da escola, mas não só isso”, disse. Ele chama atenção para a alta vulnerabilidade social que caracteriza aquela área, próxima ao Sol Nascente, onde muitos casos de violência acontecem. “O Sol Nascente tem apenas uma escola! E nossa escola acaba ficando com salas lotadas. Portanto, é preciso investimento em segurança pública e em educação, para tirar os jovens do tráfico, da criminalidade”, completa Kiko.

O medo da violência causa profundos danos psíquicos a toda a comunidade escolar, que lida com transtornos como de ansiedade e depressão. “É inaceitável que pessoas, trabalhadores(as) e estudantes, estejam expostos a se ferir ou a perder a vida em qualquer situação, mas essa exposição se torna mais revoltante quando acontece no contexto escolar”, diz o diretor do Sinpro Anderson Corrêa. “É urgente melhorar o policiamento da região, e desenvolver políticas efetivas de segurança pública para o DF”, completa.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta profundamente a perda tão precoce de Geoffrey, um jovem que tinha toda a vida pela frente e sonhos para realizar, bruscamente interrompidos por um ato de violência que nos deixa, a todos e todas nós, indignados e inconsoláveis. Manifestamos nossa solidariedade a todos(as) os(as) colegas, amigos e familiares, em especial, seu pai, funcionário do CED 11.

 
 

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Vitória parcial contra a PEC 32. Nesta quinta (23), mobilização continua no Anexo II da Câmara a partir das 9h

A Câmara dos Deputados, de forma sorrateira e golpista, tentou a qualquer custo aprovar a PEC 32 nesta quarta-feira (22). Desde as 20h a tropa governista tentou votar o substituto da reforma Administrativa, mas a votação foi encerrada. Essa foi mais uma importante vitória contra a retirada de direitos dos(as) trabalhadores(as).  

No requerimento de retirada de pauta, a base do governo teve a maior dificuldade, com uma diferença apertada de apenas 3 votos (22 a 19). Para aprovar a qualquer custo, a tropa bolsonarista aplicou uma série de golpes no regimento, mas foi vencida pela pressão da classe trabalhadora.  

Mesmo diante desta vitória, o Sinpro-DF convoca a categoria a manter a pressão nesta quinta-feira (23), mandando mensagens aos parlamentares pedindo o voto contrário à PEC 32. Para aqueles(as) que puderem, a mobilização continuará no Anexo II da Câmara dos Deputados, a partir das 9 horas.

Vamos continuar a pressão até derrotar a PEC, que acaba com os serviços públicos e com vários direitos dos(as) trabalhadores(as).

 

Mudanças no relatório desta quarta (22):

  1. a) inciso XXXIII, artigo 37 – a retirada de direitos não se estende ao MP e ao Judiciário. Ela atinge Executivo, ocupantes de cargos eletivos e membros de Tribunais e Conselhos de Contas;
  2. b) §20, artigo 37 – a impossibilidade de incorporação de vantagens temporárias não se estende ao MP e ao Judiciário. Ela atinge Executivo, ocupantes de cargos eletivos e membros de Tribunais e Conselhos de Contas;
  3. c) novamente EXCLUÍDOS dos cargos exclusivos de Estado aqueles de atribuições complementares, acessórias, de suporte ou de apoio às atividades finalísticas dos cargos exclusivos de Estado;
  4. d) §1º do artigo 4º – alteração formal
  5. e) Art. 11 – os atuais servidores serão avaliados pelas normas atualmente vigentes, mas poderão perder o cargo na forma prevista na PEC se houver insuficiência de desempenho.

 

Acesse o link Educação Faz Pressão e pressione os(as) parlamentares.

Relatório de Acompanhamento da PEC 32/Dieese

 

 
 

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Publicado edital de processo seletivo simplificado para professor substituto

O Sinpro informa que a Secretaria de Educação publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (22), o edital de processo seletivo simplificado para professores(as) substitutos(as) para a Secretaria de Educação (SEE). As vagas são para banco de reserva, visando o exercício de 2022. A prova será realizada pelo Instituto Quadrix e a inscrição será feita exclusivamente via internet, no site www.quadrix.org.br, de 18 de outubro a 10 de novembro.

O(a) candidato(a) deverá ficar atento ao comprovante definitivo de inscrição, pois nele constarão as informações de dia, horário, local e sala de prova. A prova objetiva será realizada no dia 19 de dezembro de 2021.

O sindicato entende e conhece a necessidade da abertura deste processo seletivo simplificado, afinal, a contratação em formato temporário cumpre papel importante diante de afastamentos e licenças provisórias. Porém, diante das mais de 2 mil vacâncias acumuladas nos anos de 2020 e 2021, e havendo, ainda, cerca de 360 professores(as) no cadastro reserva do último concurso de 2016, é fundamental reivindicar nomeações e novos concursos públicos. Só para se ter uma ideia, o último concurso público para orientador(a) educacional foi em 2014.

Além dos desligamentos por aposentadoria, há que se considerar a ampliação da rede, que resulta em mais demanda por profissionais de Educação. A última vez que houve concurso para professor(a) de Educação Física, por exemplo, foi em 2013. Hoje, a SEE conta com cerca de 10 mil professores(as) em regime de contrato temporário. Concursados, são cerca de 27 mil.

Clique aqui e confira o edital.

DODF

 
 

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Ato defende Lei de Cotas para pessoas com deficiência

O Sinpro-DF, juntamente com o Coletivo de Mulheres com Deficiência do Distrito Federal, Rede-In, Abraça, Centro DH, Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT-DF, representantes do conselho da PcD e dos Direitos Humanos, realizou um ato em defesa da Lei de Cotas para pessoas com deficiência, na Praça dos Três Poderes. A atividade foi realizada durante a manhã da última terça-feira (21), Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

Segundo o diretor do Sinpro, Carlos Maciel, para fortalecer a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência é preciso alguns fatores, exemplo do aumento da fiscalização, a concessão de auxílio emergencial para pessoas com deficiência durante o período da pandemia, auxílio inclusão e mais fonte de informação para que a sociedade civil fiscalize o cumprimento da lei. “Nesse aniversário de 30 anos da Lei de Cotas, é mais que importante o fortalecimento dessa lei para que haja mais inclusão na sociedade, e para que todas essas barreiras que foram criadas excluindo pessoas possam ser retiradas”, analisa.

Fruto da pressão das organizações da sociedade civil, a lei foi criada para assegurar a inclusão de PCDs no mercado de trabalho, mas ainda não é totalmente cumprida. Pela Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência, empresas com 100 a 200 empregados devem reservar 2% do quadro para pessoas com deficiência; de 201 a 500 empregados, 3% deve ser preenchido por PCDs; de 501 a 1.000, o percentual é de 4%; e empresas com mais de 1.001 funcionários devem ter ao menos 5% do quadro ocupado por pessoas com deficiência. A multa para o descumprimento pode chegar a mais de R$ 200 mil.

Mesmo assim, o Dieese mostra que o desemprego chegou mais severamente para este grupo, mesmo antes da pandemia da Covid-19. Em entrevista para o jornal Brasil Atual, o economista do Dieese, Leandro Horie, disse que, em 2020, a crise foi muito mais acentuada para os trabalhadores com deficiência do que no mercado de trabalho formal em geral. “As empresas desligaram muito mais do que contrataram. Elas mandaram embora 216 mil trabalhadores com deficiência, e contrataram só 40 mil. Essa diferença é de pessoas que saíram e não voltaram para o mercado de trabalho”, afirmou.

Para o diretor Carlos Maciel, as cotas para pessoas com deficiência só existem em razão de vivermos em uma sociedade excludente. “Desde a implementação da lei foram realizadas várias melhorias quanto à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Entretanto, ainda há descumprimento e graves ameaças ao dispositivo legal, registro realizado principalmente durante o governo Bolsonaro”, analisa.

Na sequência da programação que marca a defesa da Lei de Cotas, nesta quarta-feira (22), às 19h30, será projetada, na Biblioteca Nacional, a lista das 10 empresas que mais descumprem a lei de cotas no DF. Já na sexta-feira (24) haverá uma visita ao Centro Administrativo do Banco do Brasil para cobrar medidas de inclusão para o cumprimento da Lei de Cotas. Atualmente, o BB é a empresa que mais descumpre a lei no Distrito Federal.

 
 
 

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Sinpro-DF convoca delegados sindicais para reunião dia (27)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os(as) delegados(as) sindicais para reunião dia 27 de setembro, às 19h, a ser realizada virtualmente pela plataforma Zoom. A reunião faz parte de um calendário permanente de mobilização da categoria, com o objetivo de monitorar o retorno das aulas presenciais, além do fortalecimento da luta contra as pautas de ataque à educação pública.

O magistério e os serviços públicos estão sob diversos tipos de ataques neoliberais no Congresso Nacional, exemplo do desmonte do Estado pela PEC 186/2019 e a extinção dos empregos e cargos públicos pela PEC 32/2020 (reforma Administrativa).

Unidos e juntos venceremos! Essa é a receita da vitória. Por isso, sua participação na reunião é fundamental. Para participar, é preciso pedir o link da reunião para o telefone 99323-8140.

CED 07 de Ceilândia consegue reverter junção de turmas de EJA

Numa conjuntura de tantos ataques à Educação e em pleno centenário de Paulo Freire, mais uma escola precisou reagir em defesa de suas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). No início de setembro, o CED 07 de Ceilândia recebeu, da coordenação regional, ordem para junção das turmas de EJA do quinto e do sexto ano. O primeiro segmento já havia sido fechado.

Insatisfeito por receber a determinação sem nenhum diálogo com a escola, o grupo de professores e professoras decidiu convocar, ele mesmo, um debate sobre a situação. O Sinpro foi acionado e participou do processo.

 

Na reunião, os professores chamaram atenção para o fato de a realidade dos cursos de EJA ser bastante diferente das demais modalidades, oferecidas no turno diurno. Portanto, a forma de se relacionar com ela deve ser diferente. “Temos sempre que lembrar que aquele estudante evadiu, em algum momento, do ensino regular”, aponta a diretora da escola, Adriana Rabelo. “Os motivos que levam à desistência dos alunos podem ser muitos: outras prioridades em meio à pandemia, falta de segurança no trajeto até a escola, dificuldades na aprendizagem”, destaca Adriana.

Assim como em outros casos nos quais a Secretaria de Educação aponta ausência ou baixa demanda, a comunidade sabe que a demanda existe, mas ela não está sendo contemplada na forma como deveria. A busca ativa de estudantes é parte fundamental da EJA, e nunca deve ser subestimada ou deixada de lado. “O papel do governo é ir além da garantia da educação, ele deveria promover e incentivar a educação, especialmente da população mais vulnerável”, considera o professor de filosofia Danilo Ap. Mendes de Lorenzo, delegado sindical da escola. “Entretanto, o que observamos é uma política de destruição, que se aproveitou da pandemia para tentar fechar turmas”, observa ele.

Gestão democrática

Quase todos os professores da EJA na escola participaram do debate com a regional e o Sinpro. Além do Sinpro, representado pela diretora Mônica Caldeira, que acompanha o CED 07, e do coordenador regional, estiveram presentes a Uniplat (Unidade Regional de Planejamento Educacional e Tecnologia da Educação) e a Unieb (Unidade Regional de Educação Básica). A conclusão da conversa foi positiva: a regional deu mais tempo à escola para recolher matrículas, e as turmas serão mantidas separadamente.

A gestão democrática foi uma ferramenta fundamental para reverter a junção das turmas junto à regional. “Se não fosse a ação do grupo, ia ficar no ‘cumpra-se'”, ressalta a diretora Adriana. “É muito importante que haja um ambiente pautado na gestão democrática para que a categoria possa ter protagonismo nessa e outras definições”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.

Com apoio do Sinpro, um carro de som tem divulgado na região as vagas abertas para EJA no CED 07. A escola estendeu faixas também, e os professores e professoras têm feito o trabalho “de formiguinha” anunciando as vagas no boca-a-boca e através de vídeos nas redes sociais. “Não nos faltam alunos, falta incentivo para que eles procurem a escola”, lembra Danilo.

Para Mônica, o Plano Distrital de Educação (PDE) é um instrumento ao qual os professores e professoras podem e devem recorrer em defesa da Educação de Jovens, Adultos e Trabalhadores(as): “Cumprindo as estratégias e atingido as metas contidas no PDE, que foi uma construção nossa, a gente consegue manter a EJA com qualidade social”, diz ela. “Essas políticas estão sendo ameaçadas, e o Sinpro, junto com a categoria, reforça a luta para manter nossos direitos também em ações como a que ocorreu no CED 07”, conclui Mônica.

 
 

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Conape – Confira o Eixo IV das Conferências Regionais do DF

Na próxima sexta-feira (24), às 18h, o Sinpro realiza o Eixo IV das conferências regionais do Distrito Federal, com o tema Valorização dos profissionais, Formação, Condições de Trabalho e Saúde. Para este eixo participarão as regionais de Planaltina e Sobradinho. Se você é de outra regional e tem interesse em participar deste eixo, basta se inscrever.

Para o Eixo IV foram convidados Urânia Flores, mestra em Estado, Políticas Públicas e Gestão da Educação, e doutora em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional; Olga Freitas, professora aposentada da SEEDF, mestra em Neurociência do Comportamento e Dra. em Educação; e Marcelo Fabiano, doutor em Educação e mestre em Educação.

Para participar do Eixo III ou de qualquer conferência regional, será necessário fazer a inscrição no site do sindicato, que disponibilizará o link da sala do Zoom de forma antecipada. No caso do Eixo III, clique aqui para obter sua inscrição. O link será enviado para o e-mail da pessoa interessada.

Essa mobilização tem como objetivo aprofundar a discussão na sociedade civil, em especial nos setores e segmentos da educação nacional, sobre a defesa do estado democrático de direito, da constituição federal de 1988, do PNE e de um projeto de Estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos(as).

 

Confira abaixo todos os eixos:

 

Eixo IV – Valorização dos profissionais da educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-iv-valorizacao-dos-profissionais-da-educacao-formacao-carreira-remuneracao-e-condicoes-de-trabalho-e-saude/

 

Eixo V – Gestão democrática e financiamento da educação: participação, transparência e controle social

Link de inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-v-gestao-democratica-e-financiamento-da-educacao-participacao-transparencia-e-controle-social/

 

Eixo VI – Construção de um projeto de Nação soberana e de Estado democrático em defesa da democracia

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-vi-construcao-de-um-projeto-de-nacao-soberana-e-de-estado-democratico-em-defesa-da-democracia/

 

Para quem quiser apenas acompanhar a 2ª Conape Distrital sem estar na sala do Zoom, basta clicar no link do YouTube a seguir: https://youtu.be/7Ovp8TtrIpY.

 

Vitória do Sinpro na Justiça garante abono permanência a professora PCD

Uma vitória do Sinpro-DF na 6ª Vara Pública do Distrito Federal garantiu o direito de uma professora Portadora de Deficiência (PCD) grau leve a receber em seus contracheques o abono de permanência. A decisão obrigou o Governo do Distrito Federal (GDF) a pagar os valores desde a data em que foram completados os requisitos para aposentadoria especial para Portadores de Deficiência (PCD).

O Distrito Federal negava o direito da professora argumentando que enquanto não houvesse regulamentação do direito à aposentadoria especial para PCD não poderia ser realizado o pagamento do abono de permanência, negando o direito da professora em razão da inércia administrativa. Essa decisão abre caminho para que a jurisprudência se firme em favor dos(as) trabalhadores(as).

Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF, avalia a vitória como um grande feito do sindicato porque “garante aos nossos colegas a usufruto do direito que lhe é legítimo e impõe ao GDF a responsabilidade por tentar negligenciar nossa categoria. Para nós, essa conquista é, acima de tudo, o reconhecimento da relevância que temos dado à observância dos direitos desse coletivo de professores/as e orientadores/as”.

Thaís Romanelli, diretora do Sinpro-DF, também considera a vitória uma conquista importante: “Uma vitória importante para as pessoas PCD. Que possa ser estendida à todos/as”, disse.

O advogado Lucas Mori, do escritório Resende Mori e Fontes, do Sinpro-DF, também analisa a ação como uma vitória da luta porque “garante um direito que foi fruto da mobilização, um marco para os educadores com deficiência, que conseguiram garantir o direito na Constituição, mas tinham seus pedidos, ilegalmente, negados pelo DF por falta de regulamentação”.

 
 

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STF afirma, mais uma vez, que GDF deve pagar reajuste salarial da categoria

Está cada vez mais próximo o pagamento da última parcela do reajuste salarial concedido ao magistério público em 2012, devida desde setembro de 2015. Acabando os meios jurídicos para atacar a decisão que determinou o pagamento do reajuste aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o Governo do Distrito Federal (GDF) protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), com pedido de medida cautelar para suspender o trâmite da ação coletiva do Sinpro, assim como a eficácia da lei que determina o pagamento do reajuste.

Apesar do pedido do GDF para que a decisão ocorresse sem a manifestação das outras partes, o sindicato ingressou na ação, na condição de Amicus Curiae, e apresentou o cenário verdadeiro do calote que o governo tenta dar nos(as) educadores(as) desde setembro de 2015. Ao ouvir o pronunciamento do Sinpro, o ministro Ricardo Lewandowski negou o pedido do governador Ibaneis Rocha.

Esta é mais uma derrota do GDF, que insiste em não pagar um direito da categoria, e mostra que as manobras do governo Ibaneis para não pagar o reajuste estão acabando, e cada vez fica mais difícil insistir na falácia de que os valores não são devidos aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais. “O GDF, mais uma vez, tenta fugir do dever legal de reajustar o salário dos educadores do DF. A decisão de hoje, dada pelo Supremo, mostra mais uma vez que a Lei que garante o pagamento do reajuste salarial a partir de setembro de 2015 é constitucional e tem que ser imediatamente cumprida”, explica o advogado Lucas Mori, da assessoria jurídica do Sinpro-DF.

Resta agora, ao GDF, uma última tentativa de levar a discussão ao STF, recorrendo ao Supremo na ação coletiva, que já foi decidida em duas instâncias em favor dos professores e orientadores, tentativa que fica mais difícil com a nova vitória da categoria, também nas instâncias superiores.

 

Direito da categoria

Em 2012, durante o governo Agnelo Queiroz (PT), professores(as) e orientadores(as) educacionais garantiram reajuste salarial. Esse reajuste foi parcelado em seis vezes, e começou a ser pago em março de 2013, com a última parcela programada para setembro de 2015. Neste ano, já no governo Rodrigo Rollemberg (PSB), a categoria precisou realizar outras duas greves pelo pagamento da última parcela do reajuste, que permaneceu pendente.

As mobilizações continuaram em 2016, culminando em mais uma greve em 2017. Sem saída, o Sinpro-DF entrou com ação coletiva no TJDFT para reivindicar o pagamento dos valores, com os devidos retroativos. O Tribunal decidiu favoravelmente à categoria, mas o GDF recorreu da decisão. Em março deste ano, o TJDFT voltou a dizer que o pagamento da última parcela do reajuste salarial concedido em 2012 é direito da carreira do magistério público do DF.

Para a diretoria do Sinpro, a cada decisão vitoriosa que a categoria obtém em relação ao reajuste, comprova-se que este é um direito garantido por lei e que as manobras que o governador Ibaneis Rocha tem realizado só demonstram o desrespeito aos professores e orientadores, e à lei.

 
 

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Assim como Bolsonaro, Ibaneis pode virar hashtag de denúncia

 

#BolsonaroVergonhaDoBrasil e #BolsonaroVergonhaMundial foram alguns dos temas mais falados no Twitter nesta terça-feira (21/9), após o presidente Jair Bolsonaro discursar na Assembleia Geral da ONU.

Em um Brasil marcado pelo desemprego, pela fome, pela investigação de um dos maiores casos de corrupção (CPI da Covid-19), pelo desmantelamento dos serviços públicos e por tantos outros retrocessos, Bolsonaro criou um cenário utópico e ocultou dados oficiais de organizações intergovernamentais como a Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No relatório Education at a Glance 2021, publicado no último dia 16 de setembro, a OCDE mostrou que o piso salarial dos professores do ensino fundamental no Brasil é o mais baixo entre os 40 países pesquisados. Segundo o estudo, enquanto em países como a Alemanha, por exemplo, professores desse nível recebem salário inicial de 70 mil dólares por ano, no Brasil, o valor médio é de 13,9 mil dólares por ano.

“Esse relatório da OCDE, por si só, desmascara o discurso de Bolsonaro. Nenhum país que vai bem, como pregou falsamente o presidente, tem o flagrante da precarização da Educação. Embora Bolsonaro não tenha citado a Educação em seu discurso, é preciso entender que esse setor está, direta ou indiretamente, ligado a todos os outros setores do país, e é por isso que é tão atacado pelo governo federal. Aliás, o combate à desinformação, que vem sendo propagada sem limites pelo presidente da República, e a superação de um cenário bem diferente do apontado por Bolsonaro na Assembleia da ONU passam necessariamente pela Educação”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Ela afirma que o ataque à Educação vem sendo feito sistematicamente pelo governo federal e copiado por governos locais, como o do Distrito Federal, “seja no campo financeiro, com o corte de verbas ou o desinvestimento, como no campo ideológico, com propostas e projetos que impõem uma educação mercantilizada, tecnicista e incapaz de emancipar”.

A dirigente sindical lembra que uma das formas de precarização da educação realizadas tanto pelo governo federal como pelo Governo do Distrito Federal está no arrocho salarial dos professores/as da rede pública de ensino.

No último dia 3 de setembro, o governador Ibaneis Rocha protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstucionalidade (Adin), com pedido de medida cautelar, para suspender processos e a eficácia da lei que determina o pagamento da última parcela do reajuste salarial concedido ao magistério público em 2012, devida desde setembro de 2015. Assinada pelo próprio governador, a Adin não só mostra que o GDF se recusa a pagar a parcela em atraso, como também quer tornar ilegal a lei que assegura o pagamento da dívida, já declarada constitucional pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). “E isso em um cenário em que a categoria está há sete anos sem reajuste salarial”, lembra.

A iniciativa de Ibaneis Rocha foi rebatida pelo Sinpro-DF de imediato, e nesta terça-feira (21/9) o STF negou o pedido do GDF.

A dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon também denuncia o ataque ideológico à Educação, feito tanto na esfera federal como na distrital.

“Aqui no DF, assim como em âmbito federal, além da tentativa de colocar mordaça nos professores e professoras, a base aliada a Bolsonaro e a Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa apresenta projetos como o Programa Bolsa do Estudante e o Programa Voucher Educação, que pretendem transferir recursos públicos para a iniciativa privada. Juntos, esses projetos querem transformar a Educação em uma mercadoria que dê lucro à iniciativa privada, embora a Educação seja um direito de todos e todas”, explica.

Para Letícia Montandon, as hashtags que viralizaram nesta terça-feira (21/9) após o discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU poderiam também ser adaptadas para a situação local. “O que vem acontecendo aqui no DF também é grave. Além do ataque à Educação, ainda temos o alinhamento a uma política antipovo, que vem gerando danos sérios para a população do DF”, avalia.

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