Inaugurada placa em homenagem a Paulo Freire no restaurante comunitário de Ceilândia
Jornalista: Alessandra Terribili
Na manhã desta sexta-feira, 17, o professor Paulo Freire recebeu mais uma linda homenagem, desta vez, em Ceilândia, no Distrito Federal. O patrono da Educação brasileira agora está eternizado em placa afixada no restaurante comunitário da cidade.
O restaurante comunitário hoje ocupa o lugar do antigo Centro de Múltiplas Funções, mais conhecido como “Quarentão”, onde Paulo Freire esteve há 25 anos para participar da solenidade de instauração do I Fórum Permanente da Alfabetização de Jovens e Adultos de Ceilândia. A placa lembra esse episódio marcante, quando quase duas mil pessoas lotaram a casa e também a frente dela para ouvir o mestre falar.
A homenagem também celebra o centenário de Paulo Freire, que vem sendo comemorado em todo o Brasil neste ano de 2021. “Paulo Freire continua vivo porque juntos levamos pra frente o seu legado e sua memória no trabalho, na leitura das obras e na nossa práxis pedagógica”, diz a professora Maria Madalena Torres, integrante da diretoria do Centro de Educação Paulo Freire (Cepafre), da coordenação do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (Mopocem) e participante do GTPA-Fórum EJA/ DF.
A iniciativa foi do Centro de Educação Paulo Freire (Cepafre) e do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (Mopocem), com apoio do Sinpro-DF. Além desses, também estiveram presentes na inauguração da placa representações do GTPA/Fórum EJA-DF, Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia, Coordenação dos Restaurantes Comunitários do DF e de Ceilândia, Diretoria de Educação de Jovens e Adultos de EJA da SEE/DF, OAB de Ceilândia; além de alfabetizadores, estudantes, representantes de rádios comunitárias e do gabinete do deputado distrital Chico Vigilante.
Para a diretora do Sinpro Eliceuda França, essa atividade é muito valiosa para fazer com que o legado de Paulo Freire chegue à juventude. “É importante dizer: ele esteve aqui, neste que foi um espaço de rica efervescência cultural, de encontro de linguagens e alegrias da nossa cidade”, disse ela. “Nesta conjuntura de desmonte de direitos e de desrespeito às pluralidades, mais do que nunca, é preciso freirear, é preciso esperançar! Em nome da diretoria do Sindicato dos Professores, parabenizo o Cepafre e o Mopocem por fazerem esse registro tão importante, para que a história viva a partir dos movimentos sociais”, concluiu.
Revista Fórum: Salário de professor de escola pública do Brasil é o pior do mundo
Jornalista: Alessandra Terribili
Por Marcelo Hailer (Revista Fórum)
De acordo com relatório da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira (16), o piso salarial dos professores do ensino fundamental no Brasil é o mais baixo entre os 40 países presentes no estudo.
Além disso, os rendimentos dos docentes brasileiros no início da carreira são menores de que os professores em países como México, Colômbia e Chile.
Segundo o relatório Education at a Glance 2021, os professores brasileiros têm salário inicial de 13,9 mil dólares por ano. Na Alemanha, um professor de mesmo nível recebe 70 mil dólares. Em países como Grécia, Colômbia e Chile o valor do salário é 20 mil.
O estudo da OCDE é baseado em conversão para comparação dos salários usando a escala de paridade do poder de compra, que incide no custo de vida dos países.
Quando o estudo leva em conta o salário real, que inclui os pagamentos adicionais, os professores brasileiros também recebem abaixo da maioria dos países que compõem o estudo, ultrapassando apenas a Hungria e a Eslováquia.
De acordo com a OCDE, os salários reais médios dos professores são de US$ 25.030 dólares anuais no nível pré-primário e US$ 25.366 dólares nos anos iniciais do ensino fundamental. Na média, os países analisados pelo estudo da OCDE, os salários, na mesma etapa, são de US$ 40.707 e US$ 45.687, respectivamente.
Os jovens, o nível de leitura e a classe social
Além de ter o pior salário pago aos professores, o estudo da OCDE também revela que o Brasil sofre com uma preocupante defasagem de leitura entre os jovens.
Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2, momento em que os estudantes “começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos”.
De acordo com a OCDE, a camada mais pobre dos estudantes que conseguiu atingir o nível 2 em leitura no Pisa foi 55% menor que a dos jovens oriundos das classes mais ricas.
Essa distância entre os estudantes pobres e ricos é 26 pontos percentuais superior à média dos países da OCDE.
O relatório afirma que no Brasil foi identificado “uma das maiores disparidades de performance entre os países” estudados.
A OCDE já havia chamado a atenção para este problema em maio deste ano, quando divulgou que no Brasil apenas 33% dos estudantes havia sido capaz de distinguir o fato de uma opinião.
Além disso, entre 2000 e 2018 o número de livros na casa dos estudantes mais ricos se manteve estável, porém, caiu “consideravelmente” entre os mais pobres.
O baixo nível de leitura entre os estudantes mais pobres traz outro dado preocupante, que é o investimento público por aluno na rede pública: o Brasil investe US$ 3.748 por estudante na Educação Básica, a média dos outros países da OCDE é de US$ 6.353.
Paradoxalmente, o investimento no Ensino Superior no Brasil é acima da média da OCDE: o país investe US$ 14.427 no estudante universitário, e a média dos países são de US$ 13.855.
Na contramão do mundo
Ainda de acordo com relatório, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não aumentaram recursos para a Educação durante a pandemia do coronavírus, com o objetivo de reduzir prejuízos com aprendizagem e enfrentar os desafios do período. O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT-SP) comentou: “Erro que vai nos custar caro!”
Entre 65% e 78% das nações do planeta elevaram o orçamento para ao menos alguma das etapas da educação básica. O Brasil não destinou, no período, nem um centavo a mais de recursos para nenhum segmento do ensino.
Os eventos emcomemoração ao centenário do legendário Paulo Freire não param. A partir deste domingo, o Sinpro DF traz o Cine Debate Paulo Freire, evento online com transmissão dos cinco episódios da série documental dirigida por Cristiano Burlan, pela primeira vez com versão para Libras, e um debate no dia 30 de setembro.
No próximo domingo 19 de setembro, data em que o Educador brasileiro completaria 100 anos, o Sinpro-DF irá estrear em seu canal do Youtube, às 20h, a série documental Paulo Freire, um Homem do Mundo, com versão inédita para Libras. Na segunda-feira, também às 20h, o segundo episódio da série, e assim sucessivamente até a quinta-feira 23 de setembro.
No dia 30 de setembro, sexta-feira, às 20h, o Sinpro irá promover um debate online sobre a série de Cristiano Burlan, com convidados a serem confirmados, com emissão de certificado para professores filiados.
Paulo Freire, um Homem do Mundo
Dividida em cinco episódios, a série dirigida por Cristiano Burlan para a SescTV buscou registrar o legado do pensamento e da obra de Freire para o processo de educação. Mistura depoimentos de familiares, colegas e amigos próximos.
O primeiro episódio, A Formação do Pensamento, fala sobre a família e os primeiros anos de vida no Recife e em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.
No segundo episódio, As 40 horas de Angicos, revisita a cidade potiguar que serviu de laboratório para o método freiriano de alfabetização
Em O Exílio, o terceiro episódio, a vivência de Paulo Freire no exterior na década de 1970, com especial ênfase para a cidade suíça de Genebra (O Consulado Geral da Suíça em São Paulo é copatrocinador da obra).
O quarto episódio da obra de Furlan, Do Pátio do Colégio à Pedagogia do Oprimido, aborda a volta de Freire ao Brasil, para trabalhar como secretário de educação de Luíza Erundina, a primeira gestão petista no município de São Paulo.
Finalmente, o episódio O Mundo não é, Está Sendo, a relação entre educação e arte, com depoimentos de Chico César e do próprio Freire.
Serviço:
Paulo Freire, um Homem do Mundo
Brasil, 2020
Série documental em cinco episódios (52 minutos cada)
Disponível em: Youtube SinproDF, com estreia sempre às 20h
19/9 – A Formação do Pensamento
20/9 – As 40 horas de Angicos
21/9 – O Exílio
22/9 – Do Pátio do Colégio à Pedagogia do Oprimido
23/9 – O Mundo não é, Está Sendo
30/9 – Debate
Direção: Cristiano Burlan
Produtor: Bela Filmes
Realização: SescTV / Correalização: Consulado Geral da Suíça em São Paulo
Sinpro-DF desmente Bolsonaro e mostra que não há excesso de professores e nem comunismo na escola
Jornalista: Maria Carla
O presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) afirmou, nessa quinta-feira (16), que “o excesso de professores atrapalha” e que o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. “Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha”, disse ele a apoiadores do “cercadinho” do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Sobre a educação pública, Bolsonaro também afirmou que não existem mais “livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola e não é pouca coisa, não”. Em seguida, antes de criticar o concurso público e o “excesso” de educadores, o presidente ouviu de um deles: “Tem muito comunismo na escola, tem muito comunista lá dentro”.
Só no Distrito Federal, mais de 10 mil vagas de professor da rede pública de ensino não são preenchidas por servidor público efetivo, ou seja, com concursado, e estão ocupadas por professores do contrato temporário. Apesar desse contingente de docentes sem direitos trabalhistas, em fevereiro deste ano, havia mais de 2.700 vacâncias nas escolas do DF sem nenhum professor: nem efetivo, nem temporário, segundo informações que a Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF) prestou ao Sinpro-DF com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Mas, na prática, de acordo com levantamento do próprio sindicato, ao se comparar o número de vacâncias com o de professores(as) do contrato temporário, pode-se dizer que há mais de 6 mil carências.
Sobre o serviço público, o Presidente mente também e o número de trabalhadores efetivos é ainda menor e mais grave. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Brasil é um dos países com menos servidores públicos no mundo. O número é sobre o percentual da população total. O Brasil nem sequer aparece entre os 15 primeiros na lista da organização. Em ordem decrescente, do 15º ao 1º lugar, o Brasil não consta da lista.
15) Japão – 5,9% da população é composta por funcionários públicos.
14) Coréia do Sul – 7,6%
13) Alemanha – 10,6%
12) Turquia – 12,4%
11) Itália – 13,6%
10) Estados Unidos (EEUU) – 15,3%
9) Espanha – 15,7%
8) Reino Unido – 16,4%
7) Grécia – 18%
6) Canadá – 18,2%
5) França – 21,4%
4) Finlândia – 24,9%
3) Suécia – 28,6%
2) Dinamarca – 29,1%
1) Noruega – 30%
Segundo o estudo, que é de 2015, no Brasil havia, na época, 3,12 milhões de servidores públicos. O que significaria cerca de 1,6% da população brasileira. Esse continua sendo o número de hoje: setembro de 2021. Pode ser, inclusive, menor, porque há 5 anos, após o golpe de Estado de 2016, não houve realização de concurso público e muita gente morreu ou foi demitida ou pediu demissão ou se aposentou nesse período.
Um estudo Dieese, de outubro de 2020, desmentiu esse discurso de Bolsonaro e as análises distorcidas divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Mundial e Instituto Millenium – um instituto da ultradireita ligado a banqueiros e ultraliberais –, que colocam o Brasil na sétima posição entre países que “gastam” com o funcionalismo público.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF declara que “repudia os dados mentirosos e frases de ódio contra a categoria dos professores frequentemente disseminados e proferidos pelo Presidente da República e alerta para o fato de que essa atitude faz parte da guerra de narrativas para Bolsonaro e o banqueiro Paulo Guedes seguirem com o projeto da ultradireita de desmonte do Estado nacional e de bem-estar social e sua tentativa de aprovar, na Câmara e no Senado, a nefasta reforma administrativa (PEC 32/20) na próxima semana”.
Primeira mentira é sobre o Estado inchado
O Sinpro-DF informa que, do ponto de vista geral dos serviços públicos, o Brasil é considerado um país que tem um dos números mais baixos de servidores públicos em relação a sua população. Muitos outros países, sobretudo os desenvolvidos, têm mais servidores do que o Brasil justamente porque asseguram a assistência básica e o funcionamento do Estado nos quesitos mínimos de segurança, educação, saúde, serviços de forma geral para sua população.
“Um país que almeja se tornar primeiro mundo precisa investir, por exemplo, no serviço público. Não há inchaço no serviço público. Por isso é importante a gente destacar que essa fala de Bolsonaro é usada de forma pejorativa para justificar ataques ao serviço público do Brasil. O ex-presidente Fernando Collor fez isso ao tachar os servidores de ‘marajás’, e nos governos de Fernando Henrique Cardoso, o Estado era denominado, pejorativamente, de ‘elefante branco’. São frases de efeito que visam a construir no psicológico da população brasileira um cenário de que os nossos problemas seriam resolvidos a partir da ausência do Estado na sociedade”, explica Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF.
Ele mostra que “não se trata de uma fala meramente desprovida de conteúdo real e sim de uma narrativa planejada, uma frase de efeito, cujo objetivo é o de convencer o povo brasileiro de que a solução dos problemas para essa massa populacional, que paga impostos para o Estado, é as pessoas não serem assistidas pelo serviço público, quando, na verdade, nos outros países, temos um Estado presente nos serviços essenciais à população suficientes para garantir o bem-estar social que a gente tanto almeja”.
Segunda mentira é sobre o comunismo na escola
“Essa é outra frase de efeito, principalmente porque o fascismo e o nazismo são pensamentos e uma forma de organização da sociedade criminosos tanto no Brasil como em quase todos os países. Ou seja, são ideias e práticas comprovadamente criminosas e proibidas nos países ricos. Daí esse presidente e seus apoiadores dizerem que há muita gente comunista em determinado lugar, na escola, que seja, que é o contexto da frase dele. É importante destacar que, ao contrário do fascismo, que ele defende, o comunismo não é uma forma de organização criminosa nem no Brasil e nem nos demais países, muito embora, em alguns países ocidentais, os governos liberais não gostem da forma de organização expressada no comunismo. Ainda assim, o comunismo não é tido como um regime criminoso, diferentemente do nazismo e do fascismo”, afirma o diretor.
Antunes explica que o Brasil nunca vivenciou o modelo de organização comunista nem mesmo nos períodos em que o País foi administrado por partidos socialistas. País socialista, por exemplo, é Portugal, que a elite financeira de direita brasileira corre para lá toda vez que o Brasil é governado por ela mesma ou, como agora, pela ultradireita, para usufruir das políticas socialistas de lá. O governo socialista de Portugal garante o Estado de bem-estar social para sua população e para brasileiros que moram lá. É muito confundido no imaginário das pessoas essa mistura de socialismo com comunismo que são coisas diferentes”.
Ele destaca, ainda, que é importante explicar também por que a direita e a ultradireita, que estão hoje no poder, eleitas em 2018 na base da fake news, usam essas frases de efeito para manter o statu quo de país escravagista. Usam essas frases de efeito para manter o Brasil assim: um país de terceiro mundo, subdesenvolvido, com taxas alarmantes de desempregados, milhões de pessoas passando fome, que não dá assistência à sua população, que o próprio governo, quando está na mão da direita e na da ultradireita, como agora, tenta manter a população mais pobre e sem os serviços essenciais que qualquer país de primeiro mundo oferece à sua população e mantém a cobrança de impostos caros para financiar esse Estado do qual eles – os neoliberais fascistas – estão usufruindo, como, por exemplo, com salários astronômicos.
“Enfim, o Brasil se tornou hoje um país que não entende que a vida e a qualidade de vida são prioritárias, que a população está largada à própria sorte e que isso é o que o neoliberalismo faz. O neoliberalismo é a proposta econômica da direita e da ultradireita. É preciso entender as diferenças dos conceitos das coisas porque os fascistas e nazistas da direita e ultradireita, que usam todos os recursos da comunicação, como discursos e frases de efeito para difamar pessoas e entidades contrárias a seu pensamento criminoso ou para disseminar o medo contra o comunismo e o socialismo, usam isso para implantar seu modelo econômico, que é o neoliberalismo, para se enriquecer com o dinheiro público do Estado e se apropriar das riquezas do País, deixando o povo na miséria e o país transformado em colônia dos países ricos”, afirma o diretor.
Conape – Confira o Eixo III das Conferências Regionais do DF
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro realiza, no dia 21 de setembro, às 18h, o Eixo III das conferências regionais do Distrito Federal, com o tema Educação, direitos humanos e diversidade: justiça social e inclusão. Para este eixo participarão as regionais do Plano Piloto e Núcleo Bandeirante. Se você é de outra regional e tem interesse em participar deste eixo, basta se inscrever.
Foram convidados para o debate Gina Vieira Ponte, professora da educação básica, mestre em Linguística e especialista em Desenvolvimento Humano, Educação e Inclusão Escolar; Maria Luiza Pinho, professora aposentada da FE-UnB, especialista em Planejamento Educacional, mestre em educação brasileira, representante suplente no FDE e representante dos Fóruns de EJA do Brasil no FNPE; e Francisco Celso Leitão, professor de História, especialista em Educação Inclusiva, diretor pedagógico da Associação Respeito e Atitude (AREA) e idealizador e colaborador de diversos projetos pedagógico/culturais voltados ao empoderamento da juventude preta, pobre e periférica do Distrito Federal e Entorno.
Para participar do Eixo III ou de qualquer conferência regional, será necessário fazer a inscrição no site do sindicato, que disponibilizará o link da sala do Zoom de forma antecipada. No caso do Eixo III, clique aqui para obter sua inscrição. O link será enviado para o e-mail da pessoa interessada.
Essa mobilização tem como objetivo aprofundar a discussão na sociedade civil, em especial nos setores e segmentos da educação nacional, sobre a defesa do estado democrático de direito, da constituição federal de 1988, do PNE e de um projeto de Estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos(as).
Confira abaixo todos os eixos:
Eixo III – Educação, direitos humanos e diversidade: justiça social e inclusão
Para quem quiser apenas acompanhar a 2ª Conape Distrital sem estar na sala do Zoom, basta clicar no link do YouTube a seguir: https://youtu.be/7Ovp8TtrIpY.
Prazo para visualização dos dados cadastrais termina nessa sexta (17)
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro-DF informa que os prazos para visualização dos dados cadastrais e entrada de requerimentos solicitando correções, se for o caso, terminam nessa sexta-feira (17). Conforme o cronograma do Concurso de Remanejamento 2021/2022, na sexta também serão possíveis as manifestações quanto aos casos especiais, que serão apreciados até o dia 24 de setembro.
A Portaria nº 395, de 4 de agosto de 2021, com as normas para Lotação, Exercício e Remanejamento, e o Edital nº 23 para Procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2021/2022 de servidores(as) da carreira magistério público do Distrito Federal foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal no dia 10 de agosto. O Concurso de Remanejamento é composto por várias fases e é necessário que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) fique atento(a) para não perder os prazos e etapas.
Como funciona
O(a) servidor(a) que já possui lotação definitiva e tem interesse em alterar ou adquirir exercício em uma unidade escolar deve participar da etapa interna. Já aqueles(as) que desejam a mudança de regional de ensino, a participação deve ocorrer na etapa externa. Os(as) servidores(as) recém-empossados(as) e demais servidores(as) com lotação provisória devem participar do processo na etapa externa. Assim, será possível adquirir lotação definitiva.
Para participar do procedimento e acompanhar as fases constantes no processo, os(as) interessados(as) devem acessar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (SIGEP).
Cronograma de remanejamento
Essa sexta-feira (17) será o prazo para visualização dos dados cadastrais e entrada de requerimentos solicitando correções, se for o caso. Ainda neste dia, conforme cronograma, serão possíveis as manifestações quanto aos casos especiais, que serão apreciados até o dia 24 de setembro.
Os resultados dos recursos da pontuação, da situação funcional e das solicitações de casos especiais estão agendados para serem apresentados no dia 29 de setembro.
A divulgação preliminar de carências para o remanejamento interno será no dia 4 de outubro. Os dias 5 e 6 de outubro estão estipulados como período para os recursos. As análises desses serão feitas até o dia 12 do mesmo mês. Nos dias 14 e 15 de outubro, os servidores poderão enviar a lista de prioridades no Sigep para participação no processo. A divulgação final da etapa está marcada para o dia 29 de outubro.
No caso do remanejamento externo, o prazo para envio da lista de prioridades será nos dias 9 e 10 de novembro, com resultado final em 22 de novembro, data também atribuída para o resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2021/2022.
Em caso de dúvidas, os servidores deverão entrar em contato com as Unidades Regionais de Gestão de Pessoas (UNIGEPs) das Coordenações regionais de ensino ou com a Diretoria de Gestão de Servidores Efetivos e Temporários (DISET, da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), da Secretaria de Educação.
Relatório da PEC 32 foi retirado e proposta só será votada na terça, 21
Jornalista: Alessandra Terribili
Trabalhadoras e trabalhadores obtiveram uma grande vitória hoje, na Câmara dos Deputados. O relatório da PEC 32 (Reforma Administrativa), que seria apresentado hoje, foi retirado e a sessão foi suspensa.
Ao lado de diversas categorias, o Sinpro esteve presente à Câmara em mobilização contra a PEC. A resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como os destaques apresentados pelos líderes, apontando as inconsistências no texto, foram fundamentais para o recuo dos defensores da PEC.
Agora, o relator, deputado Arthur Maia (DEM-BA), terá até as 18h desta sexta-feira, 17, para apresentar seu novo relatório. Os parlamentares terão até 18h de segunda-feira, 20, para apresentar seus destaques. O novo relatório vai a votação na terça-feira, 21, às 10h. “Temos tempo para apresentar destaques inicisivos e consistentes”, comemorou a deputada Alice Portugal.
A pressão tem surtido efeito! Vamos nos manter atentos(as) e mobilizados(as), acionar os parlamentares para barrar essa reforma tão nociva para os servidores(as), o serviço público e o Brasil! Clique AQUI para pressionar!
Alô deputados e deputadas! Se votar sim, não volta!
CEF 407 de Samambaia realiza campanha “Proteção Feminina” para combater pobreza menstrual
Jornalista: Maria Carla
Com a pandemia da Covid-19, a direção do CEF 407 descobriu que, para além da pobreza menstrual, as famílias das estudantes de baixa renda não têm condições de comprar os itens de higiene pessoal e nem sequer o que comer
Na ausência de políticas públicas de combate à pobreza, incluindo aí a pobreza menstrual, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 407, de Samambaia, não esperou o pior e pôs em curso a campanha permanente intitulada “Proteção Feminina”, para fornecimento de kits de higiene para as famílias de baixa renda que têm filhos e filhas na escola.
No pacote, além de absorventes higiênicos para as estudantes, a escola inclui todos os outros itens da higiene pessoal para toda a família. Geralmente, quem participa financeiramente das doações são os(as) próprios(as) professores(as) e algumas pessoas ao redor da comunidade escolar.
“Recentemente, após o retorno das aulas presenciais, a direção apresentou o projeto ao Sinpro-DF, durante uma visita do sindicato à escola. Sabemos que outras escolas desenvolvem o mesmo projeto para evitar a evasão e amenizar a situação econômica das estudantes”, informa Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF que visita essa escola.
Josuel Santos da Silva, professor de história e vice-diretor do CEF 407, de Samambaia, eleito na última eleição para um mandato de 2 anos (2020-2021), conta que a pandemia do novo coronavírus expôs uma situação dramática de mais de 80 famílias que, hoje, dependem da escola para comer e se higienizar. Ele conta que muito antes de o Distrito Federal ter uma lei de combate a pobreza menstrual, o CEF 407 já distribuía, gratuitamente, absorventes higiênicos para as meninas de baixa renda.
No Distrito Federal, apesar de o governador Ibaneis Rocha (MDB) ter sancionado, em janeiro deste ano, a Lei nº 6.779, de 2021, de autoria da deputada distrital Arlete Sampaio (PT), que prevê a distribuição gratuita de absorventes em escolas e em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para mulheres em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública no Distrito Federal, nada foi feito até agora. Recentemente, circulou a notícia, nos meios de comunicação liberais, que a Secretaria de Estado da Saúde (SES-DF) teria informado que está se organizando para começar a cumprir a lei com a distribuição de absorventes higiênicos femininos nas escolas de nas UBS.
Contudo, enquanto isso não acontece, a escola continua com sua campanha mensal de distribuição de kits de higiene. Além disso, com a atual política econômica neoliberal, não basta distribuir absorventes. Com os pais e mães de famílias desempregados, é preciso distribuir todos os produtos de higiene pessoal e comida.
Inspiração surgiu na aula sobre silenciamento das mulheres na história
Josuel conta que a campanha para distribuição de absorventes no CEF 407 começou em 2017, quando ele e uma professora perceberam a inconveniente exposição das meninas ao precisarem de o absorvente na escola. “Por que elas tinham de passar por uma exposição pública e pedir autorização para fazer a troca de absorvente no banheiro?”, questionaram.
A partir dessa indagação, decidiram disponibilizar, na diretoria, kits com absorventes. Mas, foi depois de uma aula sobre o silenciamento da mulher nos livros de história para o 7º Ano, realizada em 2019, que a proposta evoluiu e o kit passou a ser colocado, gratuitamente, para todas as estudantes de baixa renda, dentro do banheiro feminino.
Na aula, o professor de história descobriu muito mais ao discutir a ausência das mulheres nos livros de história. Ele conta que o debate fluiu de tal forma que as estudantes apontaram fatores que as colocavam no universo do silenciamento das mulheres em todos os espaços e, um deles, foi esse do problema do absorvente.
“Nessa aula, várias estudantes comentaram que elas se ausentavam da escola em determinados períodos do mês em razão da menstruação. Essa conversa fluiu para depois da aula e, uma estudante contou ao professor que, naquela classe, havia várias meninas que faltavam porque não tinham condições de comprar o absorvente. Ela mesma montou o primeiro kit e deu a ideia de deixá-lo fixo no banheiro feminino. Adotamos”.
Foi assim que, em 2019, o CEF 407 começou a campanha “Proteção Feminina” de distribuição de absorvente na escola. A direção comprou todo o material, colocou no banheiro e eliminou a exposição das meninas e a evasão escolar por causa de menstruação.
“Naquela época ainda não existia este nome, mas, posteriormente, quando o debate sobre isso cresceu na sociedade, descobrimos que isso se chama pobreza menstrual. Tivemos relato de estudantes que usavam jornal para conter a menstruação”, diz Josuel.
Comunidade vai buscar comida na escola
Em 2020, quando ele foi eleito para a direção e também chegou a pandemia da Covid-19 no Brasil, a realidade dessas famílias se manifestou de forma cruel para os(as) professores(as) do CEF 407. Ele conta que a diretoria e os(as) docentes viram o tamanho da pobreza da comunidade escolar.
“Pelos pedidos dos pais e mães por comida, descobrimos que a situação era muito pior do que uma mera pobreza menstrual. As famílias não tinham o que comer. Pais de família vinham chorando pedir à gente ajuda para alimentar a família. Foi daí que tivemos a ideia de montar o kit higiene, afinal, deduzimos que, se não tinham o que comer, como estaria a situação da higiene pessoal?”, conta o professor.
Ele diz que o dia da entrega de Cesta Verde passou a ser um dia de comoção porque a comunidade vai buscar comida na escola. “Essa pobreza se tornou gritante. Testemunhamos pais passando fome. Inclusive gente de fora da comunidade escolar vindo pedir comida e buscar Cesta Verde, sem nada para comer em casa. Essa pobreza ficou muito mais aflorada. Testemunhamos pais perdendo emprego, sem poder pagar Internet”, relata.
Sensível a essa situação, a escola reformulou o movimento, iniciado em 2017, para fornecer, além absorventes, todos os itens da higiene pessoal. A campanha interna, entre professores e professoras, reúne doações que são entregues em pacotes fechados para não expor as famílias. Com isso, a escola passou a fazer um levantamento das famílias que precisam de ajuda.
“No último levantamento, feito recentemente, descobrimos que pelo menos 80 famílias precisam desse suporte. Mas, é claro que é muito mais porque, depois da primeira distribuição, algumas famílias que não receberam começaram a nos procurar. Vamos ter de fazer um novo levantamento e, como as coisas não estão economicamente favoráveis, é provável que este número esteja aumentando”, finaliza.
PEC 32 pode ser votada nessa quinta (16). Mobilização será no Anexo II da Câmara
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro informa que a PEC 32, que aborda a reforma Administrativa, pode ser votada nessa quinta-feira (16). Diante da gravidade que esta PEC representa para o serviço público e para os(as) servidores(as), o sindicato pede para aqueles(as) que puderem ajudar na mobilização, que compareçam nessa quinta-feira, às 9h, no Anexo II da Câmara dos Deputados. Quem não puder estar presente, ajude pressionando os(as) deputados(as) da comissão especial que analisam a PEC.
A reforma Administrativa é um dos projetos mais cobiçados pelo governo de Jair Bolsonaro e pelo ministro Paulo Guedes. Além de enfraquecer o Estado e fortalecer a iniciativa privada, a PEC 32 também acabará com a estabilidade dos(as) servidores(as), abrirá caminho para a privatização desenfreada de serviços públicos em geral e será fatal para as classes mais humildes, pois elas terão que pagar pelo atendimento nos hospitais, nas escolas públicas, serviços que hoje são de graça.
A pressão de cada um de nós é fundamental para que a PEC 32 não seja aprovada. Portanto, mantenha a pressão nos(as) deputados(as) pela plataforma Educação faz Pressão, pedindo para votarem contra a reforma Administrativa. Se votar a favor, não volta!
Para fazer pressão nos(as) deputados(as) que estão discutindo a reforma Administrativa, basta clicar na plataforma do Educação faz Pressão. Clique aqui
Campanha do Sinpro exige retorno presencial só com a D2
Jornalista: Vanessa Galassi
Desde o início da pandemia da covid-19, o Sinpro-DF tem como pauta prioritária a defesa da vida. Essa pauta se mantém viva e forte, e por isso o Sindicato lança nesta quarta-feira (15/9) a campanha “Minha vida também vale muito”.
A campanha responde à determinação unilateral do Governo do Distrito Federal de colocar presencialmente em sala de aula professores(as) e orientadores(as) educacionais que ainda não se imunizaram completamente contra o vírus que já tirou a vida de quase 600 mil pessoas em todo Brasil, mais de 10 mil delas só no DF.
Para pressionar o GDF a rever a postura negligente, a campanha “Minha vida também vale muito” consiste em publicar nas redes sociais do Sinpro-DF fotos de servidores(as) do magistério publico com cartazes escritos com o nome da campanha. As publicações marcarão o governador Ibaneis Rocha (MDB), o GDF, a Secretaria de Educação e a secretária da pasta, Hélvia Paranaguá.
“O êxito da campanha depende da participação de cada um e de cada uma, principalmente dos que ainda não estão completamente imunizados contra a covid-19. Entretanto, todos podem e devem fazer parte dessa luta. Pensamos em uma ação prática e que impactasse. Vamos mostrar para o governo que não aceitaremos a banalização da vida e a tentativa de normalização de um cenário que ainda gera medo e insegurança”, afirma a coordenadora da pasta de Comunicação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
Veja como é fácil participar:
Lutar sempre
A determinação do retorno presencial de servidores(as) do magistério público sem a imunização completa contra o vírus mais temido do século foi oficializada pela circular nº 7, publicada no último dia 8 de setembro. Sem qualquer diálogo com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF, a decisão unilateral atropelou acordo firmado entre o governo e o Sinpro-DF, construído em negociação oficial.
O acordo firmado pela Comissão de Negociação garantia o retorno presencial às salas de aula apenas de trabalhadores(as) em educação que já tivessem tomado a segunda dose das vacinas que atingem seu potencial de imunização com a D2, depois de 15 dias dessa dose, ou após 15 dias da aplicação do imunizante da Janssen, que é de dose única. A garantia está assegurada na circular nº 4, publicada no último dia 31 de julho.
Assim que publicada a nova circular da SEEDF, o Sinpro-DF iniciou a tentativa de diálogo com o governo, mas sem nenhum resultado positivo. Diante do ataque à vida de parte da categoria e do tratamento desigual para este conjunto de trabalhadores (as), o Sindicato não teve outra opção a não ser acionar a Justiça para que a arbitrariedade irresponsável fosse barrada.
Nessa terça-feira (14/9), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em resposta à ação do Sinpro-DF, deu o prazo de cinco dias para que o GDF preste sobre a determinação do retorno presencial de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública que não estão completamente imunizados ou, por algum motivo, não se vacinaram.