TV Sinpro nesta quarta: A quem interessa a segregação na educação?

Nesta quarta-feira, 1º de setembro, a TV Sinpro e a TVCom apresentam o debate A quem interessa a segregação na educação?, a partir de 20h.

As convidadas são as professoras da Secretaria de Educação: Érica Curado Trabuco, do atendimento educacional especializado (AEE) da rede pública do DF; Helena Vitali, especialista em educação inclusiva; Olga Freitas, mestra em neurociência do comportamento; e Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF. No debate, elas abordarão as recentes e absurdas declarações do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e os ataques articulados contra a educação promovidos por esse desgoverno.

A transmissão será ao vivo pelas redes do Sinpro-DF (youtube e facebook) e pela TVCom, canal 12 da Net. Reprises na TVCom: quinta 7h30; sexta 8h; sábado 13h e 22h30; domingo 21h; segunda 6h30 e 22h30; terça 22h; quarta 6h e 23h59.

 

 

Professora cai em novo golpe de telefone e perde R$ 71 mil pelo PIX

O Sinpro-DF informa que um novo golpe pelo telefone está levando professores(as) e orientadores(as) educacionais a serem vítimas de furtos de grandes valores em dinheiro e avisa que as quadrilhas inovam nos crimes com uma criatividade incrível. Por isso, é fundamental estar atentos(as) para não cair em nenhum tipo de golpe. O novo golpe envolve transferência por PIX, ocorreu, na sexta-feira (27/8), com uma professora da rede pública de ensino e denunciado pela primeira vez agora. A professora, que não identificamos para preservar sua identidade, conta como a quadrilha age para furtar o seu dinheiro. 

Ela relatou ao Sinpro-DF que descobriu o novo golpe da pior forma possível. E conta que recebeu uma ligação no telefone fixo da casa dela. “Uma mulher, que se identificou com o nome Patrícia e como funcionária da área de segurança do BRB, queria saber se eu estava tentando fazer transferência por PIX no valor de R$ 2.800,00. Eu respondi que não. Ela então me orientou a ligar para o número RBR 3322-1515, o qual, realmente, é do BRB, mandou digitar a opção 9 para denunciar essa tentativa de fraude e me forneceu um número de protocolo”, conta a professora.

Ela fez a ligação e quem a atendeu foi uma funcionária de nome Tainá Albuquerque, que disse à professora o número do CPF, a data de nascimento, nome da mãe dela tudo corretamente e pediu  a ela para confirmar. Após coletados esses dados, a tal funcionária disse que precisava que a professora entrasse no aplicativo do BRB  em seu celular para  baixar  outro aplicativo  e  impedir  que  fraudassem  a conta dela. “Foi aí que percebi que estava fornecendo dados pessoais e que havia feito tudo o que não devia e digitei senhas de conta, do banknet, do PIX e tudo o mais. Eu estava numa espécie de demência, alheamento, que não percebia o golpe”, relata a professora.

Enquanto ela passava todos os dados pessoais para a falsa funcionária, a golpista afirmava estar  instalando o  tal recurso  de  segurança. “Como a conversa estava muito demorada, resolvi  acessar  meu  saldo do BRB no computador e já era tarde demais. Constava um empréstimo parcelado R$ 37 mil e mais dois  PIX  nos  valores de  R$ 21 mil e  R$ 16 mil do valor do empréstimo. Foi aí que minha ficha caiu e a ligação também. Meu celular foi, totalmente, desconfigurado”, conta a professora.

Ela disse que foi ao BRB comunicar o problema e descobriu que o empréstimo  foi  feito  em  33  parcelas de  R$ 2.100,00. “O gerente disse que se a análise do banco não for favorável a mim eu  terei  que  pagar as  parcelas do empréstimo até  que  saia o  resultado  do processo de  rastreamento da  operação do PIX. Disse também que se nada for provado, eu  fico  com o prejuízo de R$ 71.000,00. Simples assim”, relata.

A professora diz que “o gerente  foi  muito  prestativo  e  educado, fez  as  ligações  internas  para  iniciar  o  processo administrativo,  mas,  infelizmente , como  o  dinheiro saiu  da  minha  conta  não tem como  extornar e nem cancelar o tal empréstimo. Fui  à delegacia e  registrei a  ocorrência. É uma sensação horrível e humilhante de culpa, vergonha e raiva de mim  mesma e  do  mundo.

O Sinpro-DF avisa que os(as) golpistas são criativos, ousados, insistentes e persistentes. Utilizam vários tipos de abordagens para enganar e furtar o dinheiro dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e que, mesmo com os alertas do sindicato, dos meios de comunicação e das polícias, os(as) fraudadores(as) não se intimidam e continuam a extorquir a categoria e qualquer pessoa que caia no golpe. E muita gente continua caindo no golpe.

Por isso, é importante prestar atenção e não se deixar ser ludibriado. Além desse acima, que utiliza telefones reais do BRB, a nossa categoria já identificou alguns outros golpes a maneira de atuar de “velhos” golpistas. Confira as formas de golpe já observadas e relatadas ao sindicato e evite cair no golpe. Nunca passe a ninguém seus dados pessoais e jamais repasse senhas. Nenhum banco autoriza funcionários a pedir senha. Mesmo que pessoas leiam seus dados corretamente pelo telefone, desconfie. Não confirme.


Confira, a seguir, outros golpes que o Sinpro-DF tem detectado:

Golpe 1

Para o furto via telefone, usam vários nomes. Atualmente, o nome “Cláudia Maria Rodrigues” que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e, o celular/WhatsApp, 96519820 é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao sindicato que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 31810285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo” e o número de telefone 998497364.

O golpista identificado como “Dr. Marcelo Ricardo” usa a seguinte referência para enganar e furtar dinheiro e outras informações dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais: “Dr. Marcelo Ricardo – 998497364. Tribunal de Justiça do DF e Territórios, contatos: 31810041 e 9 9601-1693. Na mensagem, o golpista dr. Marcelo Ricardo também informa que a pessoa deve ligar para o Tribunal e falar com o Núcleo de Precatório com dra. Cláudia Maria Rodrigues. Protocolo de liberação de precatório 06142117112021”.

 

Golpe 2

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 3

Em outra modalidade de golpe, o criminoso ou criminosa entram em contato com o(a) professor(a) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento porque toda a conversa é feita em aplicativo com a logo do Sinpro-DF.

 

Orientações do Sinpro-DF

Com isso, o Sinpro-DF alerta a categoria para não atender aos telefones mencionados acima, não responder às mensagens de WhatsApp e a denunciá-los. Cuidado: não caia no golpe! Caso o(a) sindicalizado(a) receba alguma ligação suspeita, ligue, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF disponíveis no site da entidade. É necessário ficar alerta às orientações a seguir:

A solicitação de depósito bancário NUNCA foi adotada para que sindicalizadas(os) possam ter acesso a ganhos financeiros oriundos de processos na Justiça, muito menos o pedido de pagamento por PIX. Também informamos que não temos serviços telefônicos com prefixo 0800 e nem ligamos de código de área diferente de 61.

É importante destacar que o Sinpro-DF nunca solicitou e nem solicita depósito bancário ou envio de PIX para que sindicalizados(as) tenham ganhos financeiros oriundos de processos na Justiça, como precatórios, ações de indenizações e outros. 

 

Assim, repetimos: caso o(a) sindicalizado(a) receba alguma ligação suspeita, ligue, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF disponíveis no site da entidade.

O combate a essa farsa é antiga. A diretoria colegiada do Sinpro-DF já denunciou várias vezes a situação à Polícia Civil do Distrito Federal e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo às/aos) filiadas/os.

 
 

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Categoria mantém indicativo de greve e decide intensificar monitoramento nas escolas

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (30/8), professoras/es e educadoras/es educacionais aprovaram calendário de ações que dá prosseguimeto à luta permanente para mitigar os riscos de infecção e morte por complicações da covid-19 nas escolas públicas do DF. Para a categoria, a estratégia principal é, com a manutenção do indicativo de greve, intensificar o monitoramento nas unidades escolares para cobrar do Governo do Distrito Federal soluções aos problemas que forem identificados.

“A manutenção do indicativo de greve é um gatilho da nossa organização para que, caso haja necessidade, a categoria possa fazer valer o instrumento de greve, que nunca esteve descartado”, disse o diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes. Segundo ele, é essencial que, neste momento, todas/os que frequentam as escolas sejam “fiscais da defesa da vida”. “A unidade da nossa categoria é imprescindível para que a vida seja preservada. Cada uma e cada um de nós deve fiscalizar, denunciar e cobrar, com o auxílio dos instrumentos que criamos, que todos os protocolos de segurança sanitária sejam cumpridos. Não dá para naturalizar o que está acontecendo”, avaliou.

Cláudio Antunes, dirigente do Sinpro-DF

 

Além das visitas diárias que a diretoria do Sinpro-DF vem fazendo às unidades escolares, o Sindicato ainda integra e atua no Comitê de Monitoramento de Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, criado pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Com as atuações, já se garantiu, por exemplo, a adequação do espaço físico de escolas e até o fechamento de unidades escolares que identificaram casos de covid-19.

Para intensificar o trabalho de monitoramento, o Sinpro-DF avalia que é necessário fortalecer o diálogo com a comunidade escolar, que deve estar inserida na avaliação constante do retorno presencial às aulas. Para isso, o calendário de ações apresentado pela diretoria do Sinpro-DF e aprovado pela categoria prevê reuniões com gestoras/es e delegadas/os sindicais e plenárias regionalizadas, que culminarão em assembleia geral com indicativo de greve no dia 28 de setembro. Veja calendário abaixo:

 

 

Durante a assembleia, o deputado distrital Fábio Félix (Psol) apresentou a Comissão de Direitos Humanos da CLDF como mais um instrumento de luta em defesa da vida. “Violações dos protocolos sanitários e até de direitos dos professores e das professoras podem ser denunciadas pelo número 999041681”, orientou, e se comprometeu: “Somos aliados e estamos de portas abertas para a comunidade escolar”.

Luta permanente
A Comissão de Negociação do Sinpro-DF está em processo permanente de negociação com a Secretaria de Educação do DF. Veja alguns pontos em discussão relatados na assembleia desta segunda-feira (30/8):

Escolas – A SEEDF reiterou que gestoras/es devem entrar em contato com a pasta caso a estrutura física da escola esteja em desacordo com o que indica o protocolo de segurança sanitária.

Sintomas – Diante da cobrança sistemática de condições de segurança nas escolas, a Secretaria de Educação reforçou que profissionais do magistério que apresentarem sintomas relacionados à covid-19 devem informar imediatamente à chefia imediata para continuar em trabalho remoto. Ao ser identificado algum sintoma na unidade escolar, a orientação é de que o diagnosticado seja atendido em uma Unidade Básica de Saúde próxima à sua residência.

Dados públicos – Os dados sobre os casos de covid-19 nas escolas públicas do DF continuam sem ser apresentados oficialmente, de forma ampla e pública. Segundo a SEEDF, será elaborada uma plataforma que permitirá monitorar esses casos, com divulgação periódica de boletim epidemiológico. Entretanto, o mecanismo ainda não foi implementado.

Chamado – A SEEDF reafirmou que publicará ainda neste segundo semestre o edital para concurso público, com oferta para professora/or e orientadora/or educacional. A pasta ainda se comprometeu a publicar nos próximos dias edital para contratação temporária de profissionais do magistério público.

Jornada – A partir das negociações, foi garantido que o tratamento dado a readaptadas/os, quem atua em sala de recurso ou está em orientação será o mesmo dado para aqueles e aquelas que estão em sala de aula, respeitada a natureza da atividade.

Portarias – A SEEDF afirmou à Comissão de Negociação do Sinpro-DF que a portaria sobre concessão de aptidão para servidoras/es efetivas/os da Carreira do Magistério Público do Distrito deverá ser publicada nesta terça-feira (31/8). Também está sendo elaborado texto final da portaria que vai estabelecer critérios para que servidoras grávidas, efetivas ou com contrato temporário, tenham direitos resguardados ao permanecerem em trabalho remoto, com garantia de aula presencial aos estudantes.

Reposição – Durante as negociações, foi acertado que a data da reposição do dia de aula referente a 18 de agosto, dia da Greve Nacional do Serviço Público, será indicada pela escola. Se na época da paralisação o professor estava em trabalho remoto, mas agora atua presencialmente, a reposição deverá ser feita também de forma presencial.

Adicional – A SEEDF informou à Comissão de Negociação do Sinpro-DF que o adicional noturno será pago na compreensão de que o professor estará disponível à jornada de trabalho de quatro horas/dia.

Exercício findo – A Comissão de Negociação abordou novamente a questão do exercício findo. A SEEDF disse, mais uma vez, que houve uma série de problemas administrativos e de sistema, mas que todas as questões estão sendo solucionadas para que seja pago o exercício findo de 2006. Houve o compromisso de apresentação de um cronograma de pagamento.

Defesa do Brasil
Um dos pontos mais comentados na assembleia desta segunda-feira foi a luta para barrar a reforma administrativa. Em tramitação na Câmara dos Deputados, a PEC 32, apresentada pelo governo federal, está prevista para ser votada ainda neste mês de setembro. Para barrar a reforma, será realizado mais um ato nacional, no dia 14 de setembro, com ações em todo país.

“O presidente da Câmara (Arthur Lira – PP/AL) parece estar totalmente fora da realidade. Ele continua atacando a Constituição Federal com uma série de emendas que pretendem destruir a estrutura do Estado, privatizar os serviços públicos e atacar os servidores. Entre essas emendas está a PEC 32, da reforma administrativa”, alertou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

Heleno Araújo, presidente da CNTE

 

Segundo o sindicalista, até agora, o quadro é de 126 deputados contrários à reforma administrativa, 194 favoráveis e 193 indecisos. “Por ser uma PEC, são necessários 308 votos para aprovação. Estamos fazendo um esforço intenso, conversando com esses parlamentares para trazê-los para nosso lado”, disse.

No esforço de barrar a reforma administrativa, a assembleia desta segunda aprovou a realização do “Dia D: Debates nas escolas sobre a reforma administrativa e seus impactos na Educação”, agendado para dia 13 de setembro. “Ano que vem é ano eleitoral. Temos que centrar força agora, em todas as manifestações, sobretudo nas presenciais, para barrar a reforma administrativa. É urgente”, conclamou a diretora do Sinpro-DF Vilmara do Carmo na assembleia desta segunda-feira (30/8).

 

 

Grito dos Excluídos
A 27ª edição do Grito dos Excluídos ocupará as ruas do Distrito Federal e de todo Brasil no próximo de 7 de setembro com o tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já”. Nesta edição, o Grito dos Excluídos soma-se novamente à campanha nacional pelo “Fora Bolsonaro”, que reivindica o direito à vida, à vacina e aos direitos retirados. No DF, a concentração será às 9h, no estacionamento das fontes, na Torre de TV. Durante o ato, será realizada campanha de arrecadação de alimentos.

“São muitos interesses escusos, muitas tentativas de corrupção sobre mecanismos que poderiam salvar vida das pessoas. Não dá mais para suportar o descontrole econômico, o golpismo. Temos o compromisso de gritar fora Bolsonaro”, convocou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que participou da assembleia desta segunda-feira (30/8).

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF

 

“É uma luta pela sobrevivência. Quem vem sobrevivendo ao vírus, ainda tem que sobreviver à fome, ao desemprego. Sabemos quem é nosso pior inimigo, quem quer que a classe trabalhadora volte ao estado de escravidão. É fora Bolsonaro!”, completou a diretora do Sinpro-DF Fátima de Almeida.

Conape
As conferências regionais da 2ª Conferência Distrital Popular de Educação – Conape já estão agendadas, e vão de 9 de setembro a 5 de outubro. As conferências são preparatórias para a etapa nacional da Conape, que será realizada de 10 a 12 de junho de 2022, em Natal, Rio Grande do Norte.

Nesta edição, a Conape tem como tema “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos(as)”. Como lema, a conferência traz: “Educação pública e popular se constrói com Democracia e Participação Social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”.

“A 2ª Conape é um espaço de aglutinação das forças sociais, de mobilização, formação política e, fundamentalmente, de resistência a todas essas políticas de ataque à Educação”, alerta o dirigente do Sinpro-DF Júlio Barros.

Veja abaixo calendário das conferências regionais do DF

 
 

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Capital federal alcança a triste marca de 10 mil mortos por Covid-19

O Distrito Federal alcançou, neste fim de semana, uma marca triste e que não traz motivo algum de orgulho: 10 mil mortes em decorrência da Covid-19. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do DF, até o último sábado (28) a pandemia do novo Coronavírus havia matado 10.007 mil pessoas e infectado 468.264 mil desde o início da pandemia, há um ano e cinco meses.

A triste marca é resultado de uma política de saúde totalmente deficitária implantada pelo Governo do Distrito Federal, que a exemplo do governo federal não deu atenção à gravidade da pandemia e demorou muito até o início da vacinação da população. Como resultado, a capital federal figura entre os entes da federação com o maior índice de óbitos em decorrência da Covid.

Se fôssemos fazer uma comparação, o DF estaria à frente de alguns países com uma população bem maior, mas com o índice de mortes pelo Coronavírus inferior. Outro dado interessante e que serve como termômetro para fazer uma comparação é o número de vítimas do trânsito. Dados divulgados pelo Detran-DF mostram que de 2000 a 2020, quase oito mil pessoas morreram em acidentes de trânsito na capital do país, número bem próximo às vítimas da Covid em menos de dois anos.    

Desde o início da pandemia o Sinpro-DF reafirmou diariamente sua luta pela vacina e por cuidados com a vida da população. A atenção com o distanciamento social, o direito de permanecer em casa como forma de baixar a curva de mortes e infectados, e a criação de políticas públicas para o combate à Covid-19 sempre foram bandeiras de luta do sindicato que, infelizmente, não foram ouvidas e respeitadas. Apesar do Distrito Federal estar vacinando adolescentes de 17 anos, a imunização demorou muito até começar, fato que agravou a situação para muitas pessoas.  

Não bastassem as vidas perdidas e tudo que poderia ter sido feito caso os governos locais e federal tivessem tomado atitude no momento certo, mesmo diante de uma marca tão triste e negativa, o GDF se mostra indiferente à situação, uma vez que até o momento não se pronunciou a respeito.

O Sinpro defende uma educação pública de qualidade, mas, também, defendemos o respeito à vida. É diante disto que sempre lutamos pela vacinação de todos e todas.

 
 

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Sinpro convoca para assembleia geral dia 30

A diretoria do Sinpro-DF convoca a categoria para a próxima Assembleia Geral da categoria, que acontecerá dia 30 de agosto, segunda-feira, às 17h. Como nas assembleias anteriores, o acesso se dará pelo aplicativo do sindicato, que pode ser encontrado no link https://app.sinprodf.org.br/ (confira o passo a passo ao final da matéria).

A pauta inclui dois itens de fundamental importância para professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública do Distrito Federal: 1) Avaliação do processo de retorno às aulas presenciais em plena pandemia; 2) Próximas estratégias contra a PEC 32 (reforma administrativa).

É muito importante a participação de cada um e cada uma para que o debate inclua todas as informações e pontos de vista, e possamos definir ações unificadas quanto ao retorno presencial às escolas, determinado pelo governo distrital. Categoria forte é categoria unida!

Passo a passo

Para participar da Assembleia Geral, basta clicar no link https://app.sinprodf.org.br/. O endereço é do aplicativo do sindicato e sua instalação para participar da Assembleia é opcional. Ao clicar no link, por um computador de mesa ou qualquer dispositivo móvel, o(a) participante acessará o App (aplicativo), no qual terá acesso ao botão “Assembleia”.

O aplicativo também disponibilizará espaço para inscrição de falas, além de possibilidade segura para que cada participante registre seu voto nos temas encaminhados.

Embora o download do aplicativo do Sinpro-DF não seja obrigatório, quem optar por deixá-lo permanentemente no próprio dispositivo poderá ter mais facilidade para atualizar dados cadastrais e agilizar a carteirinha de associado. Professores(as) com contrato temporário também poderão baixar o boleto da trimestralidade de associado(a). Acesse o tutorial no canal do YouTube do Sinpro-DF, a seguir:

 

Sessão solene remota comemora 38 anos da CUT-DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por iniciativa do deputado distrital Chico Vigilante (PT), realiza na próxima terça-feira (31), às 19h, uma sessão solene em homenagem aos 38 anos de fundação da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF).

O evento será realizado de forma online, com transmissão ao vivo pelos perfis oficiais do parlamentar (youtube.com/chicovigilanteoficial facebook.com/chicovigilanteoficial/) e pela TV Web CLDF.

 

História da CUT-DF

Nos dias 7 e 8 de julho de 1984, um ano após a fundação da CUT Nacional, a CUT Brasília começava sua trajetória. A Escola Santa Dorotéia, localizada na Quadra 911 Norte, recebeu dezenas de sindicalistas para o 1º Ceclat-DF, evento que fundou a Central no DF.

Para este Congresso foram inscritos 146 delegados, dos quais 121 participaram efetivamente, oito observadores e 52 convidados. Os delegados representavam 15 sindicatos: Jornalistas, Arquitetos, Vigilantes, Domésticas, Nutricionistas, Economistas, Engenheiros, Assistentes Sociais, Gráficos, Médicos, Enfermeiros, Orientadores e Formadores Profissionais, Auxiliares de Administração Escolar, Professores e Servidores.

Os observadores e convidados pertenciam às categorias dos Bancários, Sociólogos, Psicólogos, Motoristas, Aposentados e Construção Civil. Nestes dois dias foram discutidas a Conjuntura Política Nacional, situação do Movimento Sindical Nacional e local, e a Estruturação da CUT-DF.

A fundação da CUT foi fruto de uma ampla mobilização sindical/social que começou no final da década de 70. Um processo de aguerrido enfrentamento popular – com vistas à redemocratização do país –, que levou a ditadura militar a dar os primeiros sinais de enfraquecimento.

 

À época, as principais reivindicações dos(as) trabalhadores(as) eram:

– Pelo fim da política econômica do governo;

– Por liberdade e autonomia sindical;

– Pelo salário-desemprego;

– Pela estabilidade no emprego;

– Pela reforma agrária sob o controle dos trabalhadores;

– Por eleições livres e diretas, já;

– Pelo fim do regime militar.

 

Segundo o documento que assinala a fundação da CUT Brasília, “Para nós, a criação da CUT-DF significa um passo concreto no processo de consolidação da nossa Central Única e deve significar também a união de um maior número de companheiros na luta intransigente pela defesa de nossas reivindicações e no combate ao desatrela mento dos nossos sindicatos. Assim estaremos construindo nossa organização de base, democrática e de luta”.

Dia da Visibilidade Lésbica: ser é resistir!

O Dia da Visibilidade Lésbica é celebrado desde 1996, data do 1o Senale (Seminário Nacional de Lésbicas), realizado no Rio de Janeiro. Em 2014, o Senale passou a se chamar Senalesbi, para incluir as mulheres bissexuais.

O objetivo da data é fortalecer o combate à homofobia, à lesbofobia e à misoginia, e reivindicar a representatividade das mulheres lésbicas, que sofrem preconceitos e violências específicos. Ao se organizarem politicamente, elas demandavam visibilidade e respeito não só da sociedade geral, mas também dos outros movimentos sociais.

“Este sistema estrutural heteronormativo, que vulnerabiliza, invibiliza e violenta as mulheres lésbicas, se recrudesceu durante a pandemia”, observa Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro. “É urgente que os movimentos sociais, a escola e os defensores de direitos humanos dêem importância e atenção ao debate para lutar pelo reconhecimento dos direitos e proteção às adolescentes e mulheres lésbicas”, completa ela.

“Num momento de ofensiva das forças conservadoras, o Dia da Visibilidade Lésbica ganha importância fundamental nas nossas lutas”, lembra a diretora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Élbia Pires. “Nós, mulheres lésbicas, não vamos permitir que a lesbofobia nos tire das ruas, nos exclua da sociedade, nos roube o direito de estar em todos os espaços e o direito de viver plenamente nossa liberdade de amar”, conclui.

 
 

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Vandalismo na Prainha: basta de racismo religioso!

No início da noite da quinta-feira, 26, a estátua de Ogum, na Praça dos Orixás, foi encontrada destruída. A imagem foi derrubada do pedestal e desfeita em cinzas. Sua cabeça foi arrancada e pendurada em uma das árvores próximas.

Na manhã desta sexta, 27, lideranças dos povos tradicionais de matriz africana se reuniram no local para um ato contra o racismo, denunciando os sucessivos ataques às imagens da Praça dos Orixás, ocorridos desde a sua inauguração, em 2000. Também exigiram das autoridades providências para revitalização do espaço: uma luta que já dura mais de 10 anos.

O secretário de cultura do Governo do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, e a administradora do Plano Piloto, Ilka Teodoro, estiveram presentes. Também participou da atividade Mãe Baiana, uma das principais lideranças do candomblé em Brasília, e coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa do Governo do Distrito Federal (GDF).

O secretário se comprometeu com a revitalização da Prainha, e a Administração Regional do Plano Piloto emitiu nota de repúdio assumindo o mesmo compromisso e lamentando o ato de violência. “A Administração Regional reforça seu compromisso com a preservação dos espaços culturais na cidade e informa que já está tomando as devidas providências para restauração do local, incluindo a reposição das imagens, e para impedir que estes atos de vandalismo e intolerância religiosa se repitam”, diz o texto.

Para Márcia Gilda, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, o vandalismo contra a estátua de Ogum não reflete intolerância religiosa, mas sim, racismo religioso. “São resquícios de uma sociedade escravocrata, que tentou embranquecer o país e, nesse processo, estabelecer o cristianismo como religião oficial”, pontua Márcia. “Embora sejamos um país laico, hoje, com as representações políticas que temos – racistas, violentas e preconceituosas -, seus seguidores se sentem empoderados a cometer esses atos de violência, como a invasão de terreiros e destruição de imagens”, finaliza.

A Prainha foi declarada patrimônio imaterial do DF em 2018, por decisão unânime do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac). É inadmissível que ataques como esse continuem acontecendo sem que o governo garanta a manutenção, a segurança e os devidos cuidados com o espaço.

Mais do que nunca, é preciso reforçar os programas de educação para as relações étnico-raciais, em consonância com a Lei 10.639 de 2003, que altera o artigo 26-A da LDB e estabelece o ensino da cultura e história africana nas escolas, de forma transversal. Tal medida é fundamental para desmitificar as tradições de matriz africana e ampliar a compreensão da importância da ancestralidade negra na construção do Brasil.

Fotos: Daniel Garcia

 
 

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Professora de Taguatinga estimula estudantes a se vacinarem contra a Covid-19

A escola vai além da garantia de aprendizagem, além da busca pelo conhecimento, pelas habilidades e pelos valores necessários à socialização, pontos diretamente ligados ao trabalho dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Em tempos de pandemia e dos ruídos provocados pela disseminação das Face News, uma professora de Taguatinga tem ajudado na vacinação dos(as) estudantes.

Ao perceber o desinteresse de seus alunos pela imunização contra a Covid-19 após a ampliação da campanha de vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos no Distrito Federal, Kamila Braga Rodrigues, professora de Sociologia do 2º ano do ensino médio de uma escola pública de Taguatinga, decidiu dar 1 ponto na média para aqueles(as) que se vacinassem. A artimanha deu resultado e vários(as) alunos(as) foram ao posto de saúde e se vacinaram. “A gente que é professor sabe bem como é que funciona isso. Então eles já ficaram super animados. A escola onde trabalho fica ao lado de um posto de saúde. Muitos deles já falaram: professora, saindo aqui da escola eu já vou vacinar. Fico muito feliz com isso porque a vacinação é a forma comprovada cientificamente para que a gente possa controlar essa pandemia. É fundamental que eles tenham essa consciência e que também levem essa consciência para dentro de casa”, explica.

Além da vacinação, os(as) estudantes também tiveram que fazer uma pesquisa sobre a importância da campanha de vacinação. A educadora explica que a ideia é propor o estudo sobre os efeitos benéficos para a sociedade a partir da vacinação. “A escola é um espaço de ciência e de valorização disso. Então a ideia é que eles entendam a importância de vacinar. Então além do cartão de vacina, eles também vão fazer uma pesquisa científica sobre a importância da vacina e também sobre a relação dessa vacinação com o papel deles na cidadania, o papel deles frente essa situação de pandemia, o que eles podem fazer em relação a isso”, explicou.

O Sinpro acredita que a vacinação é o principal instrumento para acabar com o novo Coronavírus, e para isto é necessário que adultos e adolescentes se imunizem. Por isso, é importantíssimo que a escola e a categoria informem e contribuam para a construção do pensamento crítico, incentivando os jovens a se imunizarem, se protegerem, protegerem a toda a comunidade escolar e à sociedade. “A atitude desta professora serve de exemplo para todos nós. A escola é um espaço de aprendizado e o incentivo à vacinação é uma forma de ensinar. Vacinar é cuidar de nós e de todos que nos cercam”, enfatiza a coordenadora da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro, Elbia Pires.

 

* As falas da professora Kamila Braga Rodrigues foram retiradas de matéria publicada no jornal O Globo.

 
 

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Sinpro-DF repudia inquisição do Prefeito de Criciúma e exige investigação

A história do Brasil é repleta de momentos sombrios, mas nada que precedeu os tempos atuais se compara ao fascismo e terrorismo que acontecem nos dias hoje. Para além dos ataques diários do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) à Educação, nesta semana, a doutrinação ideológica da Lei da Mordaça vitimou mais um professor e persegue a liberdade de cátedra.

Nessa quinta-feira (26), o noticiário deu conta que, em Criciúma, Santa Catarina, o prefeito Clésio Salvaro, do PSDB, pôs na prática a ideologia do Escola sem Partido e demitiu, autoritariamente, o professor de artes da Escola Municipal Pascoal Meller porque ele exibiu o clipe da música Etérea, do cantor Criolo, para ilustrar o tema da sua aula, do dia 24/8, sobre diversidade à turma de 9º Ano.

A perseguição política e ideológica do prefeito foi mais além. Não bastou demitir. Ele divulgou um vídeo nas redes digitais para difamar moralmente e desqualificar profissionalmente o professor, insuflando a comunidade escolar a perseguir e a ameaçar o profissional. No vídeo, Salvaro chamou o conteúdo do clipe de “viadagem” e pediu para que pais de alunos denunciem atividades parecidas que ocorram em escolas da rede pública.

“Não permitimos, não toleramos, está demitido o profissional. Nas escolas do município, enquanto eu estiver aqui de plantão, isso não vai acontecer, esse tipo de atitude, essa ‘viadagem’ na sala de aula, nós não concordamos. E se os pais souberem de algo parecido que foi exposto para os seus filhos, por favor, entrem em contato com o município”, ordenou.

Escola privada suspende grupo de estudantes nazistas

Pelo que parece o fascismo do Prefeito reflete um segmento social, que parece ser minoria na cidade catarinense, e que age nas escuras. Nesta sexta-feira (27), a imprensa noticiou a existência de um grupo de alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental de uma escola privada de Criciúma flagrados fazendo apologia ao nazismo e suspensos da escola.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais, na quarta-feira (25/8), e mostram os alunos fazendo a saudação nazista dentro de sala de aula. A direção do colégio, o qual pertence à Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), disse que o caso ocorreu há 3 meses, mas a escola só divulgou uma nota de repúdio, explicando que não compactua com esse tipo de atitude, nessa quinta-feira (27/8).

Na avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF, não é possível deixar esse tipo de crime passar impune. No caso do professor, “o problema é grave e mostra como a “nova inquisição”, criada pelo Escola Sem Partido (Lei da Mordaça), adentra sorrateiramente o espaço escolar para doutrinar crianças e adolescentes em idades de formação da cidadania. Mais grave e criminoso ainda é isso acontecer dentro da escola pública e gratuita, que é custeada pelo dinheiro público”, observa.

A doutrinação ideológica da Lei da Mordaça (Escola Sem Partido) já tenta, há 5 anos, destruir as grandes políticas públicas de educação do Brasil e privatizar o Ministério da Educação. Recentemente, o ministro Milton Ribeiro, ligado ao grupo privado de educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, revelou, com suas declarações contra a educação inclusiva, o quanto é grave e nocivo para o Brasil ter gestores seguidores da doutrinação ideológica do Escola Sem Partido infestando as instituições públicas e até mesmo chefiando o principal ministério do País.

A liberdade de cátedra e o prefeito de Criciúma

“O caso do professor em Criciúma, Santa Catarina, demitido por apresentar um vídeo e fazer uma discussão sobre diversidade no ambiente da sala de aula, traz para nós a evidência do momento que estamos vivendo, de truculência na gestão pública, da falta de preparo do gestor público, que demitiu, sumariamente, o profissional e criou na vida dele uma situação de perseguição individual e particular, inviabilizando, inclusive, sua permanência de moradia na cidade”, denuncia a diretoria colegiada.

Para o Sinpro-DF, não se pode admitir que, em 2021, tanto a educação pública como qualquer professor sejam vítimas de intimidação como essa que está destruindo a vida de um colega. “O professor estava debatendo com suas turmas de 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental questões relativas à diversidade da sociedade brasileira e negar essa diversidade, se recusar a discuti-la é negar a realidade do País e a subjetividade de seu povo”, afirma a diretoria.

“A ação desse prefeito revela o avanço de um conservadorismo oportunista e perseguidor de negação da diversidade da população e da espécie humana. Ela nega a possibilidade das pessoas se expressarem livremente dentro do ambiente escolar, na comunidade e na sociedade. O Sindicato dos Servidores da Educação, em Santa Catarina, especialmente em Criciúma, tem dado conta de que o professor está se organizando para sair da cidade porque ele tem sido vítima de intimidações em sua vida privada por causa do vídeo publicado pelo gestor público em que tenta desqualificar a ação do profissional e insuflar o ódio na população contra o profissional”, denuncia Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF.

Ela considera muito séria essa situação em que há gestores públicos, como o prefeito, que se prestem a esse tipo de desserviço e usam a prerrogativa do cargo público para intimidar, desmoralizar, perseguir e desqualificar profissionais da educação com o propósito deliberado de impedir os educadores de exercerem a liberdade de cátedra e executarem o seu trabalho de formar cidadãos e cidadãs para a convivência mútua com toda a diversidade do Brasil.

“É preciso que nós não só repudiemos a ação desse prefeito, mas é preciso que façamos o trabalho profundo de formação para evitar que ações como essa se repitam pelo País e que a gente continue a ter gestores que pensem e que podem, em nome do mandato que lhe foi concedido pela sociedade por meio de eleições livres, diretas e democráticas, impor as suas concepções preconceituosas, segregacionistas e intolerantes a toda a comunidade que ele administra”.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF também considera a ação da Prefeitura de Criciúma antidemocrática, ditatorial, intolerante, que não respeita a diversidade da população de Criciúma e a do povo brasileiro. “Foi uma ação, acima de tudo, desumana porque provocou na vida profissional do professor um problema grave e muito sério, mas, sobretudo, na vida pessoal desse profissional uma desestruturação da sua organização e uma desestabilização da sua vida quando convoca a comunidade de fora direta e indireta a intimidá-lo, quando convoca pais e alunos a perseguirem profissionais com denuncismos, ameaças e até a ação perversa de deixar a pessoa desempregada sem condições financeiras e desamparadas economicamente”, observa.

E conclui: “Repudiamos de forma veemente o que aconteceu em Criciúma e exigimos apuração das atitudes do prefeito, que demonstrou motivos suficientes para instalação de investigação, nas Casas Legislativas do município e do estado, com perspectiva de pôr em curso um pedido de impeachment”.

 
 

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