Atendimento presencial na sede e subsedes do Sinpro volta a partir desta terça (03)
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro informa a categoria que a partir desta terça-feira (03) o atendimento na sede e nas subsedes do sindicato volta ao regime presencial. A abertura segue a determinação do Governo do Distrito Federal para o retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino, e diante disto os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão se dirigir às dependências do sindicato para ter atendimento.
Recomendamos a todos(as) que, antes de se dirigir ao sindicato, ligue antes, pois sua dúvida poderá ser atendida de forma remota, evitando assim o deslocamento e o perigo de uma contaminação pela Covid-19.
Para as áreas Trabalhista e de Saúde, o atendimento com advogado em regime de plantão será feito via chamada de vídeo ou ligação telefônica, com horário marcado. O agendamento poderá ser feito pelo telefone (61) 3031-4400. Para processos já em andamento e para informações processuais, o atendimento será pelo mesmo número (3031-4400). O atendimento no escritório cível poderá ser agendado pelos telefones (61) 99133-5224 e (61) 3226-7778.
Mesmo diante da abertura da sede e das subsedes, o sindicato manterá os cuidados sanitários necessários para a proteção de toda a categoria, dos(as) diretores(as) e dos(as) funcionários(as). Diante disto, será obrigatório o uso de máscara, o distanciamento de 1,5 metros deve ser respeitado mesmo por quem já tenha sido imunizado, as dependências terão adaptações visando a proteção de todos(as), além de disponibilizarmos totens de álcool em gel para a devida higienização.
O Sinpro orienta que a ida ao sindicato seja de extrema necessidade, somente quando não for necessário o atendimento de forma remota, e a permanência dentro das dependências do sindicato serão permitidas apenas para aqueles(as) que precisam de atendimento.
O Sinpro-DF deseja que a normalidade retorne para as vidas de todos(as) o quanto antes, com a garantia da vacinação contra a Covid-19 universalizada. Somente dessa forma poderemos realizar o atendimento pleno da categoria Magistério Público e, principalmente, termos a tranquilidade de sairmos de nossas casas sem colocarmos a própria vida e a vida dos outros em risco. Infelizmente não estamos livres deste vírus e todo cuidado neste momento é necessário para a preservação da vida.
Há 25 anos o Brasil entrava na era do voto digital. Em 1996, primeira experiência brasileira com o novo modelo, mais de 32 milhões de brasileiros de 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, incluindo 26 capitais (com exceção do Distrito Federal, que não elege prefeito), votaram em 77.969 urnas eletrônicas. De lá para cá, o aparelho passou por constantes aprimoramentos em seus componentes de software, sempre seguindo a evolução tecnológica, objetivando fortalecer as barreiras de segurança e a possibilidade de entregar, aos(às) milhões de eleitores brasileiros, um instrumento de fácil manejo no momento do voto e, principalmente, extremamente confiável.
Mas o que para milhões de brasileiros é, de fato, um caminho sem volta, principalmente pelo avanço no sistema de voto e pela confiabilidade que a urna eletrônica tem, para o presidente Jair Bolsonaro o voto eletrônico é suscetível a fraude. Seria, no mínimo, curioso um político que se beneficiou deste “sistema fraudulento” por 30 anos falar, agora, que um aparelho referendado por diversos órgãos de controle e de segurança não traz confiabilidade. Há quem interessa esta falácia?
Com os últimos resultados das pesquisas eleitorais, o que comprovou o aumento da reprovação de seu governo por parte da opinião pública, e diante de todo retrocesso praticado ao longo destes três anos de desgoverno, Jair Bolsonaro vê a possibilidade cada vez mais eminente de ser expulso do Palácio do Planalto pelo voto popular. O temor de Bolsonaro aumenta ainda mais depois das últimas pesquisas, que apontam a vitória do ex-presidente Lula em todos os cenários.
Diante da derrota cada vez mais próxima, o voto impresso é a tentativa do atual governo de contestar a eleição antecipadamente. Fazendo declarações fantasiosas e sem qualquer tipo de respaldo com a realidade, Bolsonaro tenta criar o caos e estimular a desconfiança sobre o sistema eleitoral pelo qual ele tem sido eleito há três décadas.
Para o professor e cientista político Carlos Melo, mesmo tendo perdido essa batalha política, Bolsonaro usa a estratégia de deslegitimar a eleição de 2022 para o caso de ser derrotado nas urnas, e se apropria do argumento de que faltaria transparência no sistema eleitoral brasileiro, o mesmo que o conduziu ao mandato em 2018. “O presidente está jogando. Ele está preparado para ter o voto impresso e para não ter o voto impresso. Ele constituiu uma narrativa e seus eleitores acreditam nisso. A questão é: qual é o resultado que sairá das urnas? Ele vai contestar porque faz parte da estratégia dele”, diz.
A mesma artimanha foi utilizada pelo ex-presidente norte-americano, Donald Trump. Após constatar sua derrota para Joe Biden, Trump passou a contestar o resultado alegando fraude, fato que incentivou manifestantes a invadirem o Congresso americano no dia 6 de maio, em um episódio que acabou com cinco pessoas mortas.
Possibilidade de fraude eleitoral
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 135/2019 seja aprovada pelo Congresso Nacional, a adoção do voto impresso representa o retorno das fraudes no processo eleitoral. Segundo o ministro, 25 anos após a implementação do voto eletrônico no país, jamais se registrou um caso de fraude eleitoral que fosse documentado e comprovado.
“O discurso de que ‘se eu perder houve fraude’ é um discurso quem não aceita a democracia”, disse Barroso, complementando que “em 2014, o candidato derrotado pediu auditoria e o próprio partido reconheceu que não houve fraude. Nunca se documentou fraude. No dia que se documentar, a Justiça Eleitoral vai apurar imediatamente. Ninguém tem paixão por urnas, mas sim por eleições livres e limpas”.
Em nota, ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral desde 1988 (TSE) defendem o modelo de eleições no Brasil e afirmam que “a contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil”. A nota lembra ainda que a urna eletrônica é usada nas eleições desde 1996 e nunca houve fraude. “Jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança”, dizem os ministros.
Estratégia para caso de derrota
Acima da questão de segurança do sistema eletrônico, estão, na verdade, além de uma ação para desviar a atenção dos(as) brasileiros(as) de outros fatos políticos, a estratégia de levantar dúvidas para o caso iminente, segundo as pesquisas eleitorais, de Jair Bolsonaro ser derrotado nas urnas. No caso, especificamente pelo ex-presidente Lula, principal inimigo político do capitão.
Há tempos, Bolsonaro acusa, sem qualquer tipo de provas, que a urnas eletrônicas não são confiáveis e que as eleições no Brasil são fraudadas. Apesar de todas as acusações de fraude, Bolsonaro não apresentou qualquer tipo de provas de que o sistema pode ser burlado. O jurista e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, lembra que em 2018, quando ele foi eleito, o capitão chegou a afirmar que apresentaria provas de fraude, já que acreditava que seria eleito no primeiro turno. Não apresentou e, posteriormente, disse que não era obrigado a provar. “Isso caracteriza uma intenção de desviar a discussão política”, diz Aragão.
Bolsonaro tem sido centro de várias denúncias, não somente sobre corrupção e irregularidades na compra de vacinas, como no escândalo das rachadinhas no Rio de Janeiro, que envolve seu filho, hoje senador, Flavio Bolsonaro, que à época era deputado estadual. Áudios revelados recentemente mostram envolvimento direto do presidente no caso.
Para tentar aprovar o voto impresso no Congresso Nacional, Bolsonaro recrutou uma de suas fieis escudeiras, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) para empurrar goela abaixo da sociedade brasileira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 135, ainda em setembro de 2019, que inclui o sistema impresso no processo eleitoral. Parada desde então, a PEC voltou a ser debatida na Câmara. Foi para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pela própria Bia Kicis, após a formação de uma comissão especial para analisar o tema, em maio deste ano.
Diante de tudo isto, todo este discurso de fraude, de insegurança com o sistema eleitoral, interessa, única e exclusivamente, a Jair Bolsonaro, que, na tentativa de implantar a dúvida na população brasileira, terá terreno fértil para plantar a semear a dúvida de uma derrota cada vez mais visível. O que está em jogo é o respeito à democracia e às escolhas da população sobre quem deve governar o país.
Para saber um pouco mais sobre o tema, assista a entrevista com o servidor da Justiça Eleitoral do TRE do Rio Grande do Sul, Edson Borowski, sobre a importância das urnas eletrônicas para o processo eleitoral e para a democracia do Brasil. Quem entrevista é a secretária de Comunicação da CUT-DF, Ana Paula Cusinato.
Reunião de delegados e representantes sindicais dia 5 abre Calendário de Alerta e Monitoramento
Jornalista: Vanessa Galassi
Nesta quinta-feira (5/8), delegadas/os sindicais se reunirão para discutir estratégias de atuação diante da imposição do Governo do Distrito Federal de retomar as aulas presenciais. A atividade será virtual, às 19h.
A reunião é a primeira atividade listada no Calendário de Alerta e Monitoramento sugerido pela diretoria do Sinpro-DF e aprovado na última assembleia da categoria, realizada dia 30 de julho. O objetivo é acompanhar de perto as condições e o cumprimento de protocolos sanitários com o retorno presencial às aulas. Além de reuniões com os diversos setores da comunidade escolar, o calendário ainda prevê assembleia geral com indicativo de greve no dia 11 de agosto. Construído a partir da jornada de diálogos realizados com a categoria, o Calendário de Alerta e Monitoramento é flexível, com possibilidade de alterações ao surgirem novas demandas com a reabertura das salas de aula.
“Esse é um momento importantíssimo. O governo determinou que as aulas presenciais fossem retomadas, mas o vírus continua fazendo vítimas. Por isso, temos que estar atentos e atuantes, fazendo nossa parte e cobrando que o GDF cumpra seu papel, com responsabilidade”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Conforme deliberado anteriormente, links de reuniões com delegadas/os e representantes sindicais só serão enviados para quem tiver entregado ata de eleição atualizada ao Sinpro-DF, conforme orientado na última reunião com o grupo. Por isso, delegadas/os e/ou representantes sindicais interessadas/os em participar da reunião de quinta-feira, mas que ainda não tiverem realizado o envio da ata de eleição, deverão enviá-la até dia 5, pela manhã.
Atenção para as datas do retorno presencial das aulas na rede pública
Jornalista: Luis Ricardo
Com o objetivo de ajudar os(as) professores(as) e os(as) orientadores(as) educacionais a acompanharem as datas para o retorno presencial determinado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o Sinpro divulga o Calendário de retorno das aulas presenciais da rede pública de ensino do DF. É importante que cada um e cada uma fique atento às datas, pois cada segmento tem um dia para o seu retorno.
Nos dias 2, 3 e 4 de agosto, a categoria participará de um encontro pedagógico. Na quinta-feira (05), retorna a Educação Infantil. Na próxima segunda-feira (09) será a vez do Ensino Fundamental – anos iniciais, e Educação de Jovens e Adultos (EJA) – 1º segmento. No dia 16 de agosto voltam o Ensino Fundamental – anos finais, e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) – 2º e 3º segmentos. Já no dia 23 de agosto será a vez do Ensino Médio e da Educação Profissional. Para finalizar, dia 30 de agosto voltam Escolas de Natureza Especial, Centros Interescolares de Línguas, Centros de Ensino Especial e demais atendimentos.
Mesmo diante da determinação do GDF da volta presencial, o Sinpro realiza um calendário de alerta, com monitoramento e avaliações do processo de retorno presencial às aulas em meio à pandemia da Covid-19. Construída a partir de jornada de diálogos realizados com a categoria, o calendário é flexível, com possibilidade de alterações ao surgirem novas demandas durante o processo de retorno presencial às aulas. Entre as ações elencadas, estão avaliações periódicas junto às(aos) trabalhadoras(es) da Educação e à comunidade escolar, criação de mecanismos de fiscalização das escolas, testagem e suspensão imediata das aulas da turma em que for detectado caso de infecção pela Covid-19, além da realização de assembleias com as comunidades escolares para avaliar as condições do retorno presencial às aulas, como forma de fortalecer a gestão democrática.
SINPRO-DF CONVIDA OS GESTORES PARA REUNIÃO NESTE DOMINGO (01)
Jornalista: sindicato
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) para reunião virtual, pela plataforma Zoom, neste domingo (01), às 16h. A pauta é sobre a organização do retorno presencial.
Circular oficializa retorno 15 dias após segunda dose
Jornalista: Alessandra Terribili
Neste sábado, 31, a Secretaria de Educação (SEE-DF) emitiu circular dirgida às escolas e às coordenaçõs regionais de ensino (CRE), oficializando os parâmetros a serem adotados em relação a aqueles e aquelas que ainda não tomaram a segunda dose de vacina (D2), bem como a gestantes e profissionais que aguardam homologação de laudo médico.
Desde esta sexta-feira, 30, o Sinpro-DF retomou as discussões com a SEE-DF, em que foi possível alinhar as definições para garantir a segurança de todas e todos no retorno presencial às escolas.
De acordo com a circular, os profissionais de Educação que ainda não receberam sua segunda dose de vacina contra a Covid-19 permanecerão em trabalho remoto até 15 dias após a D2. Vale lembrar que, com a autorização da antecipação, os professores(as) e orientadores(as) educacionais devem procurar os postos de vacinação 60 dias após a primeira dose da vacina AstraZeneca. O documento afima que:
– os profissionais da educação (incluídos os com comorbidades) que não tenham recebido a 2º dose da vacina (D2) contra a covid-19 poderão permanecer no atendimento remoto até completar 15 dias da aplicação da vacina, devendo fazer a comunicação oficial à respectiva equipe gestora, com a devida comprovação, em conformidade com o Decreto nº 42.253, de 30 de junho de 2021; [Como comprovação de sua situação, o profissional poderá apresentar à equipe gestora foto do cartão de vacinação indicando a data marcada para aplicação da segunda dose da vacina.]
– as gestantes deverão permanecer no atendimento não presencial até entrar em Licença Maternidade, de acordo com a Lei Federal nº 14.151, de 12 de maio de 2021, e com o Decreto nº 42.253, de 30 de junho de 2021 (66934133);
– os profissionais da educação que aguardam a homologação de Laudo Médico pela Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho – SUBSAUDE/SEEC poderão permanecer no atendimento remoto, devendo, de igual forma, fazer a comunicação oficial, comprovada, à respectiva equipe gestora.
Com isso, os profissionais de Educação estão amparados para somente retornar ao trabalho presencial quando tiverem sua imunização completa. Nenhuma atividade presencial na escola lhes será exigida até cada um e cada uma estar, efetivamente, seguro.
Conforme definido em assembleia, o Sinpro-DF continuará monitorando cada momento do processo de retorno às escolas. O acompanhamento permanente será fundamental para que se efetuem os ajustes necessários, e todas as medidas devem ser tomadas na direção de aumentar a proteção à comunidade escolar.
Assembleia aprova indicativo de greve e calendário de alerta e monitoramento
Jornalista: Vanessa Galassi
Mais de 70% das/os professoras/es e orientadoras/es educacionais da rede pública de ensino do DF reunida em assembleia virtual nesta sexta-feira (30) aprovou indicativo de greve e calendário de alerta, monitoramento e avaliações do processo de retorno presencial às aulas em meio à pandemia da covid-19, realizado pelo Governo do Distrito Federal.
A proposta apresentada foi feita pela diretoria do Sinpro-DF, construída a partir de jornada de diálogos realizados com a categoria, e é flexível, com possibilidade de alterações ao surgirem novas demandas durante o processo de retorno presencial às aulas. Entre as ações elencadas, estão avaliações periódicas junto às/aos trabalhadoras/es da Educação e à comunidade escolar, criação de mecanismos de fiscalização das escolas, testagem e suspensão imediata das aulas da turma em que for detectado caso de infecção pela covid-19, além da realização de assembleias com as comunidades escolares para avaliar as condições do retorno presencial às aulas, como forma de fortalecer a gestão democrática.
“Faremos uma fiscalização rigorosa em todas as unidades escolares, uma tarefa que deve ser realizada por toda a comunidade escolar, e no primeiro indício de que o processo de retorno presencial às aulas está gerando resultados negativos ou de que os protocolos estabelecidos não estão sendo cumpridos, chamaremos a categoria para suspender imediatamente as atividades. A confiança não está no que o governo apresenta, mas em como cada um de nós avaliará e enfrentará esse processo de retorno presencial”, disse a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa.
A dirigente sindical destacou que a defesa da vida sempre foi a principal luta do Sinpro-DF e que, por isso, pavimenta o calendário proposto pela direção do Sindicato. “O momento é de preocupação para todos nós. O resultado que tivemos hoje não se trata de vitória ou de derrota, afinal, todos e todas nós temos como prioridade a defesa da vida. O resultado mostra que estamos unidos e atentos, e que não nos submeteremos a condições que negligenciem ainda mais a pandemia”, dialogou Rosilene Corrêa.
Durante a assembleia, a diretora do Sinpro-DF ressaltou que a pauta da defesa da vida se encontra em conquistas realizadas pelo Sindicato desde o início da pandemia, como a manutenção do emprego de mais de nove mil professoras/es em regime de contratação temporária, a implementação do ensino remoto e, diante das constantes manifestações do GDF pelo retorno presencial às aulas a qualquer custo, de inserção das/os trabalhadoras/es da Educação no grupo prioritário para vacinação contra a covid-19.
Paralelo ao calendário de alerta e monitoramento que acompanhará o retorno presencial às aulas, o Sinpro-DF ainda aponta como necessárias ações como a publicação de boletim diário para controle de contaminação da covid-19 nas escolas e a construção de uma comissão para acompanhar as medidas que devem ser cumpridas pelo GDF, com denúncia imediata em caso de descumprimento. Os pontos também foram construídos a partir das preocupações apontadas pela categoria durante as reuniões que pautaram o possível retorno presencial às aulas.
Em curso
Durante a assembleia desta sexta-feira, o integrante da Comissão de Negociação do Sinpro-DF Cleber Soares relatou a disputa realizada em torno das propostas da Secretaria de Educação para o retorno presencial às aulas, visando à mitigação dos riscos com o retorno presencial às aulas. “Independente da decisão tomada hoje nesta assembleia, o processo de negociação com a Secretaria de Educação continuará”, disse.
Pela discussão realizada em mesa de negociação com o governo, trabalhadoras/es em Educação só retornarão presencialmente às salas de aula após a aplicação da D2 das vacinas que exigem duas doses, independente da fabricante, com a garantia da antecipação da segunda etapa de imunização para 60 dias no caso de quem recebeu o imunizante da AstraZeneca.
Professoras/es e orientadoras/es educacionais com comorbidade, mesmo que vacinadas/os, manterão as atividades remotas. Para este grupo, aquelas/es que deram entrada no processo de perícia na Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho e não tiveram retorno deverão enviar o laudo médico à/ao gestora/or de sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial.
A partir da avaliação realizada pela Comissão do Sinpro-DF de iminentes danos com o retorno presencial às aulas, a Secretaria de Educação do DF apresentou um calendário de retorno presencial escalonado, com retorno total dos segmentos do ensino até o fim do mês de agosto, sendo que o volume maior será concentrado nas três primeiras semanas, com o retorno do ensino infantil, séries iniciais e ensino fundamental.
No processo de negociação, foram exigidas medidas essenciais para manter a segurança sanitária, como distanciamento entre as carteiras, redução de turmas e adaptação da logística para não gerar aglomeração no ambiente escolar. Segundo a Secretaria de Educação, esses requisitos estão sendo aplicados nas unidades escolares.
Como resultado do processo de negociação, o governo afirmou que as demandas de mães, pais e responsáveis que não se sentirem seguros com o retorno presencial às aulas serão avaliadas e encaminhadas, sem implicar em aumento da jornada de trabalho de professoras/es e orientadoras/es educacionais, que será de quatro horas presenciais e uma hora para atendimento remoto.
Sobre a vacinação contra a covid-19, a repescagem para trabalhadoras/es da Educação que por algum motivo não puderam se vacinar foi iniciada nessa quinta-feira (29) e irá até sábado (31). A vacinação está sendo realizada na Praça dos Cristais, localizada no Setor Militar Urbano, em frente ao Quartel General do Exército.
A imunização de 20% do banco de professoras/es em regime de contrato temporário também será realizada, e terá início após a repescagem da vacinação para a Educação. O critério para a convocação é a classificação. A preocupação com a imunização do grupo também foi apontada pela Comissão de Negociação do Sinpro-DF, diante da iminente necessidade de convocação do grupo para atuação.
PEC 32
A assembleia desta sexta-feira (30) também aprovou a participação da categoria do magistério público do DF no Dia Nacional de Greve contra a Reforma Administrativa, agendado para 18 de agosto. Neste dia, haverá paralisação das atividades.
“Se essa PEC (PEC 32) for aprovada, é a pá de cal na Constituição Cidadã de 1988; é a destruição do dever do Estado para atender os serviços públicos em nosso país, porque eles querem privatizar todos esses serviços públicos, entre eles a educação e a saúde. Neste momento de pandemia, onde precisamos de mais recursos para garantir nossos direitos e o atendimento à população, eles fazem justamente o inverso: tentam retirar os recursos das políticas públicas e entregá-los à iniciativa privada para cobrar do nosso povo mensalidades para escola, atendimento à saúde e outros setores”, denunciou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.
A reforma administrativa, estabelecida na PEC 32, está em tramitação no Congresso Nacional. Para barrar o projeto do governo Bolsonaro, as entidades da sociedade civil que representam os diversos segmentos do serviço público elaboraram calendário de luta unificado. O Dia Nacional de Greve é uma dessas ações.
Sinpro-DF lança o Folha do Professor 208 e mostra a importância do voto
Jornalista: Maria Carla
O seu voto é responsável pelas tragédias ou felicidades do povo de um país. Para mostrar a importância do seu voto na sua própria vida, recorremos a uma pergunta: o que ocorre numa sociedade em que não há o instrumento do voto? No geral, são sociedades aristocráticas, autoritárias, nas quais não há nenhuma possibilidade de se debater novas demandas para a classe trabalhadora e muito menos realizar o debate sobre a ideia de igualdade.
O voto está vinculado, em maior ou menor grau, à quantidade de direitos dos(as) cidadãos e cidadãs e à democracia. Ou seja, o voto está totalmente ligado à ideia de liberdade de expressão, ao direito de cada um e de cada uma de ter e dar sua opinião, como também à possibilidade de encaminhar demandas para que sejam atendidas pelo Estado, tais como demandas de políticas públicas, de serviços públicos, de direitos civis.
Saber em quem votar é de suma importância porque se você elege um político autoritário, sem compromisso com os interesses da classe trabalhadora e com a soberania do nosso País, você elegerá um sistema autoritário conosco e subserviente com outros países que querem nos colonizar. Nesse sistema autoritário e num país colonizado, o qual não é dono de suas próprias riquezas e patrimônios, teremos grandes dificuldades para encaminhar as demandas de interesse dos(as) trabalhadores(as) e assegurar a democracia.
Se o seu voto vale um emprego e uma renda mensal, ele pode também valer o desemprego, a miséria, o genocídio. O voto tem muito valor. Mas, não um valor medido em benefícios individuais. Isso é a compra do voto, ou seja, uma corruptela do voto. O valor do voto é o fato de ele poder ser medido pelos ganhos sociais, benefícios coletivos, como um bom e público sistema de proteção social, de previdência, de emprego e renda para todos e todas, de desenvolvimento e crescimento do país, de escola, saúde e segurança públicas. O voto vale muito quando ele é articulado coletivamente para o bem comum da sociedade.
Nesta edição do Folha do Professor, o Sinpro-DF mostra, com dados atuais, a importância do seu voto e como ele interfere na vida pessoal de todos nós. Mostra, por exemplo, como a eleição de 2018 colocou para dentro dos Poderes Executivo e Legislativo do País um número elevado de políticos e empresários sem nenhum compromisso com a classe trabalhadora, famintos pelo fim da Constituição Federal em vigor. Nesta edição, você verá que o seu voto pode mudar tudo.
Clique no título do jornal, abaixo, e confira a importância do seu voto para você, sua família e seu País.
Sinpro-DF informa que haverá vacinação noturna de remanescentes nesta sexta (30)
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) continua, nesta sexta-feira (30/7) e neste sábado (31), com a vacinação dos remanescentes. Para isso, reservou um posto de imunização único, situado à Praça dos Cristais, no QG do Exército — Setor Militar Urbano. A vacinação ocorre, exclusivamente, à noite, entre 18h e 22h, por “drive thru”.
Segundo a SEE-DF, um levantamento nas 14 Coordenações Regionais de Ensino (CRE) identificou 2.100 profissionais da Educação que ainda não foram imunizados. Com isso, o governo os dividiu em três grupos de 700 pessoas cada um e iniciou a repescagem nessa quinta-feira (29), com o primeiro grupo. Nesta sexta (30), vacina o segundo grupo de 700 professores(as)/orientadores(as); e, no sábado (31), finaliza com o último grupo.
A imunização dos remanescentes, segundo a SEE-DF, é feita com a vacina da Janssen – utilizada para imunizar a maioria dos demais profissionais da rede pública de ensino –, cujo protocolo de uso prevê apenas uma dose para atingir a imunização máxima.
Importante destacar que, ao se dirigirem ao posto de vacinação no SMU, os(as) professores(as) ou orientadores(as) educacionais convocados(as) devem levar: ficha para registro de doses aplicadas, documento pessoal com foto, contracheque, comprovante de vínculo empregatício.
Para acessar a ficha e as orientações, clique no link a seguir:
Sinpro-DF convoca a categoria para Assembleia Geral virtual nesta sexta-feira (30)
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro-DF convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para Assembleia Geral virtual nesta sexta-feira (30), às 9h30. O acesso se dará pelo aplicativo do sindicato no link https://app.sinprodf.org.br/ (confira o passo a passo ao final da matéria) e a participação de toda a categoria é fundamental e extremamente necessária às vésperas da volta às aulas.
Nossa Assembleia Geral terá como pauta o Possível retorno às aulas presenciais, além de discutirmos as próximas estratégias contra a reforma administrativa; a PEC 32; novas nomeações; campanha por concurso público; pagamento da sexta parcela (reajuste de 2015); homeschooling (em tramitação no Congresso Nacional); voucher (em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal); e informes da comissão de negociação do Sinpro-DF.
O debate sobre o possível retorno presencial está diretamente ligado à necessidade de termos condições sanitárias para colocar milhares de professores(as), orientadores(as) e estudantes nas escolas públicas do DF. Diante disto, é preciso termos estrutura física, material e profissional, a segunda dose da vacina (D2), providências para manter o distanciamento, condições para a categoria manter o ensino híbrido, além de todo cuidado necessário para esta possibilidade de retorno.
Passo a passo para participar da assembleia
Para participar da Assembleia Geral, basta clicar no link https://app.sinprodf.org.br/. O endereço é do aplicativo do sindicato e sua instalação para participar da Assembleia é opcional. Ao clicar no link, por um computador de mesa ou qualquer dispositivo móvel, o(a) participante acessará o App (aplicativo), no qual terá acesso ao botão “Assembleia”.
O aplicativo também disponibilizará espaço para inscrição de falas, além de possibilidade segura para que cada participante registre seu voto nos temas encaminhados.
Embora o download do aplicativo do Sinpro-DF não seja obrigatório, quem optar por deixá-lo permanentemente no próprio dispositivo poderá ter mais facilidade para atualizar dados cadastrais e agilizar a carteirinha de associado. Professores(as) com contrato temporário também poderão baixar o boleto da trimestralidade de associado(a). Clique aqui e veja o passo a passo para instalar o App da(o) Professora(or) em seu dispositivo. Ou acesse o tutorial no canal do YouTube do Sinpro-DF a seguir: