Em um país sem incentivo à pesquisa, o futuro só pode ser um: o retrocesso e a incerteza

Diante dos mais variados avanços que marcam o mundo contemporâneo, a educação, a ciência e a tecnologia são os alicerces do desenvolvimento e do crescimento de um país. E neste cálculo, a pesquisa é uma das principais ferramentas responsáveis por este desenvolvimento tanto na esfera global, ou seja, na história da humanidade, quanto nos mais diversos aspectos de um povo.

Ao contrário de países como o Japão, os Estados Unidos, o Canadá e diversas nações europeias e asiáticas, que incentivam e investem na pesquisa, o governo Bolsonaro tem virado as costas para o segmento e para a Educação como um todo. Além de cortar os investimentos da Educação, exemplo da verba para o direcionamento de internet para estudantes carentes e professores(as) neste momento de pandemia, os sistemas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) estão fora do ar desde a última sexta-feira (23). Com isto, estão indisponíveis a Plataforma Lattes, a Plataforma Carlos Chagas e os demais sistemas utilizados pelo CNPq.

Segundo nota divulgada pelo próprio Conselho, “houve a queima de uma controladora dos servidores, e que este equipamento queimado tornou indisponíveis todos os sistemas do Órgão”. Mesmo diante da importância contida em todas as teses, artigos, informações e conteúdos salvos na plataforma, o equipamento estava sem contrato de manutenção e fora de garantia.

Este problema é mais uma gota de desrespeito em meio a um oceano de descaso que Jair Bolsonaro e seu governo tem praticado com a Educação e com todos os segmentos educacionais, a exemplo da pesquisa.    

Alinhar a teoria do mestrado e do doutorado à prática profissional se tornou uma relevante e importante alternativa para aqueles(as) que desejam ampliar o conhecimento a partir da pesquisa, utilizando-a na indústria ou em ambientes de gestão e não somente no âmbito acadêmico. Além do investimento ser de extrema importância para a carreira profissional, se torna cada vez mais necessária para o crescimento econômico, industrial e social de um país, além do Brasil ganhar profissionais cada vez mais qualificados e competentes em suas áreas de atuação.

O problema do equipamento queimado é resultado do descaso e do desmonte que o CNPq vem sendo submetido desde o governo de Michel Temer, e que se aprofundou agora no governo Bolsonaro. A falta de recursos não tem atingido apenas os orçamentos para financiamento de bolsas e projetos de pesquisa. Ele tem prejudicado enormemente a infraestrutura do Conselho e de seu quadro de pessoal. Já os sistemas, por falta de investimentos, atualização e de visão estratégica dos dirigentes, têm se transformado em um verdadeiro gargalo para a realização das ações do órgão.

 

Corte de investimentos

O desmonte na Educação brasileira é, infelizmente, um quadro que se deteriora a cada dia. No início do desgoverno de Temer, por exemplo, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) enviou uma nota ao Ministério da Educação (MEC) abordando a suspensão das bolsas de pós-graduação a partir de agosto de 2019. Essa medida seria uma consequência da redução orçamentária prevista para 2019, resultado da política de limitar a despesa pública instituída pela Lei do Teto de Gastos, fato que afetaria cerca de 93 mil alunos de pós-graduação.

Esta realidade é totalmente contrária ao início de 2003, quando o então presidente Lula deu início a um aumento vertiginoso no orçamento dos principais fundos de apoio à pesquisa científica e tecnológica (FNDCT, CNPq e CAPES). Conforme mostra o gráfico abaixo, o petista assumiu a presidência com uma média de R$ 4 bilhões em investimento. Ao final de seu mandato, em 2011, Lula liberava um orçamento de R$ 11 bilhões, investimento que manteve a alta no governo Dilma, chegando a R$ 14 bilhões no final de 2013. A queda, como revela o gráfico, teve início no governo de Michel Temer, prosseguindo até o governo Bolsonaro. De quase R$ 14 bilhões em 2015, o orçamento para os fundos de apoio à pesquisa está, atualmente, em R$ 4 bilhões, uma queda que mostra o quão importante é a Educação para Jair Bolsonaro.

Lamentavelmente, quando a situação econômica do Brasil se complica, a pesquisa é uma das primeiras a ser sacrificada. Além de totalmente equivocado, o cálculo é o resultado das prioridades de um governo que, desde o primeiro dia, se mostrou avesso à educação e a todos os seus segmentos. O Portal da Transparência do governo federal mostra que a Educação foi a área mais atingida pelos cortes orçamentários do governo Bolsonaro. O Ministério da Educação teve R$ 2,7 bilhões bloqueados, o equivalente a 30% do total bloqueado, que corresponde a R$ 9,2 bilhões. E teve R$ 2,2 bilhões vetados. Ao todo, quase R$ 5 bilhões a menos.

Para se ter uma ideia, a ciência e o crescimento econômico são elementos de um sistema de retroalimentação, ou seja, a produção de ciência atua como um dos combustíveis para a economia, mas se alimenta do financiamento governamental. Aumento de capital, trabalho e produção tecnológica geram crescimento econômico, enquanto o próprio crescimento econômico também favorece aumento de capital, trabalho e produção tecnológica. A relação, como se pode constatar, é mútua.

O investimento do Estado em ciência também promove a geração de trabalho, de capital e de produção tecnológica por meio da promoção de ciência e tecnologia, que desencadeia na necessidade de gestão dos recursos e na formação de profissionais especializados (acadêmicos e técnicos). A promoção econômica do setor científico pode ainda atrair o investimento de capital privado, e esse sistema resulta na geração de empregos, na produção tecnológica e, consequente, no aumento da qualidade de vida da população.

 

Investimento do Brasil em pesquisa

De acordo com dados fornecidos pela UNESCO, os três países que mais investem em desenvolvimento de pesquisa (em relação a porcentagem do seu PIB) são: Coreia do Sul (4,3%), Israel (4,2%) e Japão (3,4%). Esses valores levam em consideração o investimento tanto do setor público quanto do setor privado.

A descontinuidade ou diminuição de recursos para bolsas pode causar danos irreversíveis para a ciência de um país. A interrupção de projetos em andamento significa a perda dos recursos investidos, gera fuga de cérebros, sem falar de escassez de cientistas qualificados. Por consequência, impactos de médio e longo prazo poderão ser observados em diversos setores, desde a saúde até a economia. Sem inovação, a economia tende a desacelerar, o que pode levar a uma crise econômica. A pesquisa e o desenvolvimento enriquecem a pauta de comércio não apenas em valor agregado, mas no acréscimo de conhecimento.

Se pegarmos os investimentos globais com ciência, veremos um aumento de 19% no mundo entre 2014 e 2018. Entretanto, a expansão da valorização da ciência é totalmente desigual: apenas dois países representam 63% desse aumento: Estados Unidos e China, os dois países mais ricos atualmente e com a economia em maior crescimento. Enquanto isso, quatro a cada cinco países destinam menos de 1% do seu PIB para os setores científicos.

Os números não mentem e, mais uma vez, mostram o que é um fato: quanto mais investimento em pesquisa, mais retorno a economia e o país terá. Os países mais bem desenvolvidos e ricos do mundo têm alto de nível de investimento em pesquisas científicas. Desse modo, estas nações apresentam altos índices de desenvolvimento econômico e não encontram problemas para a produção de conhecimento científico.

O Sinpro defende e luta por uma educação pública de qualidade, e será somente a partir do investimento em educação e em pesquisa que teremos um país mais próspero, igual e com avanços nas mais variadas áreas.

 
 

Encontro Nacional dos Trabalhadores do setor público acontece nesta quinta (29) e sexta (30)

Nesta quinta e sexta (29 e 30 de julho), acontece o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público, organizado pelas centrais sindicais e entidades que representam o funcionalismo. O evento vai reunir servidores municipais, estaduais e federais de todo o Brasil para organizar a luta contra a Reforma Administrativa (PEC 32) de Bolsonaro e Paulo Guedes. O encontro será realizado de forma online e vai discutir um plano de ação para preparar uma grande mobilização nacional contra a PEC 32.

As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.contrapec32.combr, onde também estão disponíveis o calendário de atividades e a programação. No dia 29 de julho, às 19h, o evento será transmitido publicamente através do Facebook e do YouTube “Contra a PEC 32”. Já no dia 30 de julho, a partir das 9h, o evento ocorrerá na plataforma ZOOM. O link de acesso será enviado por e-mail e pelo WhatsApp para todos que forneceram estas informações no ato da inscrição.

Desde o início de julho, já ocorreram 10 eventos locais (municipais e estaduais) de preparação para o Encontro Nacional. O objetivo é mobilizar os trabalhadores e conscientizar a população sobre os impactos da Reforma Administrativa no serviço público. Com a PEC 32, o governo quer eliminar as obrigações sociais do Estado, como saúde e educação, e ampliar ainda mais as privatizações, deixando a população completamente desassistida. As mudanças vão possibilitar um processo de demissão em massa de servidores e facilitar a contratação de apadrinhados políticos. A Reforma Administrativa está tramitando na Câmara dos Deputados e deve ser analisada no segundo semestre.

Além de elaborar um plano de lutas contra a PEC 32, o Encontro Nacional também irá discutir a greve geral do funcionalismo público, marcada para o dia 18 de agosto. Nesta data, também serão realizados atos, paralisações, mobilizações nos locais de trabalho, panfletagens em terminais de transporte público e outras agitações. Antes da greve geral, ainda haverá um ato em Brasília, no dia 3 de agosto, no retorno do recesso parlamentar, além de um conjunto de atividades que vão ajudar a mobilizar a paralisação do dia 18.

O Encontro Nacional do Setor Público é organizado pelas centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas, Pública, CGTB e Intersindical IL, além das entidades Fonasefe, Basta, Frente Parlamentar e UPB.

Sinpro-DF divulga lista com local e nome de professores remanescentes convocados para vacinação noturna nesta quinta (29)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) divulgou, nesta quinta-feira (29), a lista com os nomes de professores(as) e orientadores(as) educacionais remanescentes para vacinação noturna, das 18h às 22h, desta quinta-feira (29).

 

De acordo com os critérios da SEE-DF, a vacinação da categoria é feita por uma chamada com os nomes dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Leia, no link a seguir, como é que a convocação é feita.

 

Importante destacar que, segundo a SEE-DF, ao se dirigirem ao posto de vacinação os(as) professores(as) ou orientadores(as) educacionais convocados(as) devem levar: Ficha para registro de doses aplicadas , documento pessoal com foto, contracheque, comprovante de vínculo empregatício.

Para acessar a ficha e as orientações, clique no link a seguir:

http://www.educacao.df.gov.br/plano-de-vacinacao-da-educacao/

Confira, a seguir, se seu nome está na lista dos convocados:

VACINAÇÃO – 29/07 – PRAÇA DOS CRISTAIS

NOTA DE PESAR | Morre, em Salvador, a professora Fran Demétrio

Professora Fran Demétrio durante atividade no Auditório Paulo Freire, do Sinpro-DF, em 2017

 

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com grande pesar, o falecimento da professora Fran Demétrio. A professora morreu, na tarde dessa quarta-feira (28/7), em Salvador. A causa da morte não foi divulgada. Ela tratava sequelas da Covid-19.

 

Ela era docente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) desde 2011, lotada no Centro de Ciências da Saúde (CCS), e atuava como professora adjunta no curso de Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BIS) do Centro de Ciências da Saúde da Universidade e como professora permanente no Mestrado Profissional em Saúde da Família da Fiocruz.

 

Em nota, o Sinpro-DF manifesta seu profundo pesar e condolências aos familiares, amigos e colegas pela irreparável perda. Fran sempre participou das atividades relacionadas ao tema “gênero” promovidas pela Sinpro-DF. Sua última participação foi no seminário “Gênero, psicanálise e diversidade”, realizado no Auditório Paulo Freire no SIG, em março de 2019.

 

O jornal Correio da Bahia traçou o perfil da professora Fran Demétrio. Ela foi a primeira mulher trans professora da instituição. Com atuação de destaque no Núcleo de Gênero, Diversidade Sexual e Educação da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (PROPAAE) e no Programa de Educação pelo Trabalho – PET – Bacharelado Interdisciplinar em Saúde.

 

Pós-doutora em Filosofia pela Universidade de Brasília (UnB), com doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia, Fran era líder, coordenadora e pesquisadora do Laboratório Humano de Estudos, Pesquisa e Extensão Transdisciplinares em Integralidade e Interseccionalidade do Cuidado em Saúde e Nutrição, Gêneros e Sexualidades  da UFRB.

 

Fran Demétrio integrava a Associação Brasileira de Profissionais pela Saúde Integral de pessoas Trans, Travestis e Intersexo (ABRASITTI) e o Coletivo de Trans Pra Frente (Salvador-BA). Foi coordenadora do Colegiado do curso de Graduação em Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da UFRB, período em que foi Presidenta do Núcleo Docente Estruturante (NDE), no qual participou da construção do novo Projeto Pedagógico do Curso do BIS.

 

Em entrevista à TVE, em 2019, a professora falou sobre visibilidade trans e destacou que a negação da existência impacta psiquicamente na saúde das pessoas trans e travestis.

Sinpro cobra e SEEDF diz que professores só voltam com D2

Trabalhadores/as em educação vacinados contra a covid-19 com imunizantes que necessitam de duas doses para atingir o potencial de imunização só voltarão presencialmente às atividades escolares 15 dias após a aplicação da D2, independente da fabricante. O compromisso foi feito pelo secretário executivo da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Denilson Bento da Costa, em mais uma rodada de negociação com a Comissão do Sinpro-DF, nesta quarta-feira (28).

O prazo indicado pela SEEDF atende ao pleito do Sinpro-DF. O Sindicato alertou que estudos científicos comprovam que vacinas como a Coronavac, do Butantan, da AstraZeneca e Pfizer, aplicadas em trabalhadores/as da Educação, só atingem o total de seu potencial de imunização 15 dias após a aplicação da segunda dose.

Segundo o secretário executivo, professoras/es que ainda não tiverem completado o período para a imunização contra a covid-19 na data prevista para o retorno presencial das aulas, deverão informar a situação à/ao gestora/or da sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. É necessário enviar algum comprovante, como foto do cartão de vacinação indicando a data da aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19.

Vacinação
Questionado pelo Sinpro-DF, o secretário executivo da Secretaria de Educação, Denilson Bento da Costa, disse que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Regionais de Saúde estão autorizadas a antecipar a D2 de professoras/es que receberam a primeira dose da Oxford/AstraZeneca há 60 dias. “Quem ainda não completou os 60 dias deverá esperar o fechamento do período para procurar um posto de vacinação. Fechado o prazo, basta comparecer a um posto de vacinação com contracheque e cartão de vacina”, lembra a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa. “Todos os professores estão autorizados a vacinar ao completarem 60 dias”, reforça Denilson Costa.

A vacina da fabricante Pzifer ainda não recebeu autorização para antecipação da D2. Com isso, o período entre a primeira e a segunda dose continua sendo de três meses.

Para assegurar a segurança de toda a comunidade escolar, a Comissão de Negociação ainda garantiu que professoras/es com comorbidades que deram entrada no processo de perícia na Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho e não tiveram retorno continuem em trabalho remoto. Para isso, é necessário enviar o laudo médico à/ao gestora/or de sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. Mais detalhes serão encaminhados pelas/os próprias/os gestoras/es.

Repescagem
Durante o encontro, também foi afirmado que trabalhadoras/es em Educação que, por algum motivo, não puderam se vacinar durante campanha específica, deverão se imunizar na repescagem, que será realizada de quinta-feira (29) a sábado (31), na Praça dos Cristais, localizada no Setor Militar Urbano, em frente ao Quartel General do Exército.

Segundo a Secretaria de Saúde do DF, para a repescagem, também serão oferecidas vacinas da farmacêutica Janssen, que é de dose única, mas também prevê o prazo de 15 dias para atingir seu potencial de imunização. Por isso, trabalhadoras/es da Educação que se vacinarem neste fim de semana com a Janssen, também precisam aguardar o período previsto para o retorno presencial às atividades escolares.

Na reunião, foi esclarecido ainda que a convocação dos 20% do banco de professoras/es em regime de contrato temporário para a imunização contra o coronavírus terá início após a repescagem da vacinação para a Educação. O critério para a convocação é a classificação.

Opcional
A Secretaria de Educação disse que está empenhada em dar segurança a mães, pais e responsáveis sobre o retorno presencial de estudantes às salas de aula, considerando a importância da escola na formação de crianças e adolescentes. Entretanto, as demandas de permanência de ensino remoto recebidas pelas escolas serão analisadas e avaliadas.

Durante a reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF, Denilson Bento da Costa informou que o Ministério Público do DF e Territórios vem realizando visitas às escolas para certificar as condições sanitárias exigidas para o funcionamento presencial. Em julho, o Sindicato enviou carta tanto ao MPDFT como ao Ministério Público do Trabalho (MPT) requerendo dos órgãos “a intervenção e fiscalização para garantia do cumprimento das normas sanitárias que permitam o retorno às atividades escolares presenciais com segurança sanitária, pedagógica e psicológica”.

A manutenção do transporte escolar para estudantes das escolas públicas do DF também está confirmada, segundo a Secretaria de Educação.

Em pauta
As discussões sobre um possível retorno presencial às aulas seguem em debate. Nesta quinta-feira (29), às 9h, o tema será discutido com gestoras/es (saiba mais aqui). Já na sexta-feira (30), a questão será tratada em assembleia geral, agendada para 9h30 (saiba mais aqui). Os encontros serão virtuais.

“O compromisso de que professores e professoras só voltarão às atividades presenciais quando a vacina aplicada atingir todo seu potencial de imunização é mais um passo para um retorno seguro. Mas é essencial lembrar que, nas reuniões com a Secretaria de Educação, levamos uma série de preocupações da categoria, como falta de recursos humanos, o curto tempo entre um turno e outro para a sanitização do ambiente escolar e a situação de professores e professoras com a necessidade de se dedicar ao ensino remoto e ao presencial, ao mesmo tempo. Esses pontos precisam de ajustes. A pandemia ainda não está superada. Pessoas continuam morrendo. Precisamos de cautela total neste momento.”, alerta a Comissão de Negociação do Sinpro-DF.

Foto capa: Alexandra_Koch/Pixabay

 

Audiência pública na CLDF pauta retorno presencial às aulas

O retorno das atividades presenciais da rede pública de ensino durante a pandemia da covid-19 será discutido em audiência pública remota da Câmara Legislativa do DF. A atividade está agendada para dia 5 de agosto, às 18h, com retransmissão na página do Facebook do Sinpro-DF e no canal do Youtube do Sindicato. O Sinpro-DF participará do debate.

A audiência pública é proposta pela deputada Arlete Sampaio (PT), presidenta da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC).

O retorno presencial às aulas foi anunciado pela Secretaria de Educação para o dia 5 de agosto, de forma escalonada. Pelo calendário, os dias 2, 3 e 4 de agosto ficam reservados para o encontro pedagógico. Embora a data anunciada, a discussão das condições de retorno presencial segue em debate pela categoria do magistério público. Em atividades realizadas pelo Sinpro-DF, gestoras/es relatam falta de recursos humanos e materiais, além de outras questões que impedem uma reabertura segura das salas de aula.

Nesta semana, dois encontros voltam a pautar o possível retorno às aulas presenciais: reunião com gestoras/es, na quinta-feira (29), às 9h (saiba mais aqui), e a assembleia geral, agendada para sexta-feira (30), às 9h30 (saiba mais aqui). Os encontros serão virtuais.

>> Leia também: Retorno presencial às aulas segue em discussão pela categoria 

Processo seletivo possibilita ampliação do conhecimento e mudança de tabela salarial

Professoras/es da rede de ensino pública do DF poderão se candidatar a uma vaga no processo seletivo de mestrado em Gestão, Educação e Tecnologias realizado pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), oferecido na Unidade Universitária de Luziânia. O curso é gratuito, com cobrança de taxa apenas da inscrição, no valor de R$ 80. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, de 9 a 22 de agosto.

Além do valor imensurável do conhecimento, professores com titulação de mestre têm diferença salarial em tabela, garantida a partir de luta da categoria, liderada pelo Sinpro-DF. Com a conquista, também pode ser pleiteado  afastamento remunerado para estudo quando aberto edital para este propósito.

No processo seletivo da UEG, são ofertadas 20 vagas para o Mestrado em Gestão, Educação e Tecnologias, distribuídas entre os docentes de duas linhas de pesquisa: Educação e Tecnologia, além de Organização e Rede de Cooperação. O processo será realizado em cinco fases, que passam por análise de projeto de pesquisa (caráter eliminatório), análise curricular, realização de entrevista e defesa de projeto.

Para mais informações sobre o processo seletivo para mestrado em Gestão, Educação e Tecnologias da UEG, acesse o edital aqui

Consulte a tabela salarial do magistério público do DF com o diferencial da titulação de mestrado aqui

 
 

Com 30 anos de atraso, Universidade do Distrito Federal sai do papel

Depois de três décadas de luta, o Distrito Federal cria sua primeira universidade pública distrital. Em uma cerimônia no Palácio do Buriti, na manhã desta quarta-feira (28), o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) instituíram a Universidade do Distrito Federal (UnDF) Jorge Amaury, após sanção do Projeto de Lei Complementar 34, de 2020.

 

A iniciativa de materializar esse projeto foi da atual presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da CLDF, deputada Arlete Sampaio (PT). Ela contou, durante seu discurso na cerimônia, que, ao ser eleita presidente da comissão, analisou os projetos em pauta e considerou que o da criação da UnDF seria fundamental. “A partir daí assumimos a responsabilidade de convocar audiências públicas para debatê-lo para que o texto enviado pelo governo pudesse ser aprimorado a partir das informações que recolhemos das várias contribuições de diversos especialistas”.

 

A UnDF estava prevista na Lei Orgânica do DF, de 1992, e no Plano Distrital de Educação (PDE) (Lei nº 5.499/2015). A cerimônia contou com a participação de Simone Pereira Costa Benck, atual presidente da Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab); da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; da deputada e presidente Comissão de Educação, Saúde e Cultura, Arlete Sampaio (PT); deputado Cláudio Abrantes (PDT); e do governador Ibaneis Rocha (MDB).

 

Arlete destacou uma inovação na construção do texto do substitutivo sancionado. “Ele foi construído a várias mãos. Fechamos o texto com a participação do representante da Secretaria Parlamentar. Ou seja, não queríamos um projeto que se contrapusesse ao governo, e sim que pudesse assimilar todas as normas constitucionais e infraconstitucionais do País, garantindo um projeto sustentável”, afirmou.

O governador declarou que já destinou R$ 200 milhões do Orçamento do DF para a implantação da instituição, os quais serão distribuídos ao longo dos próximos 4 anos, e que o edital do concurso público para preenchimento dos mais de três mil cargos da nova universidade será publicado em agosto. Além disso, a Terracap doou um prédio situado no CA 2, do Lago Norte, para ser a sede da nova instituição. Ibaneis também afirmou que a professora Simone Benck será a reitora provisória neste primeiro momento.

 

O DF e o direito à própria universidade

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF destaca que a previsão da UnDF está na Meta 12 do PDE, portanto, não dá para desconsiderar o papel dos movimentos sociais e o histórico dos segmentos e instituições envolvidas na construção da educação superior distrital e fundamentalmente, na conquista dessa universidade.

 

O Sinpro-DF destaca que a universidade é fruto da consulta pública à sociedade civil organizada, ou seja, dos movimentos sindical, popular, estudantil, sociais e entidades de pesquisas educacionais, por meio de dezenas de conferências, que culminou numa Conferência Distrital de Educação, realizada em 2014, que respeitou o histórico e a identidade da educação superior distrital desenvolvido em nossa unidade da Federação há mais de 20 anos.

 

Erasto Fortes, professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE/UnB), ressalta que a importância da UnDF é no sentido da expansão do direito à educação. “Ninguém que defenda a educação pode ser contrário à expansão de direitos, como esse que se verifica agora na criação da universidade pública do DF”.

Ele afirma que é bom que se entenda que essa não foi uma iniciativa do governador. “Ele mandou um projeto de lei complementar à CLDF, mas essa é uma obrigação que está prevista na Lei Orgânica do DF. No seu artigo 240, há, explicitamente, o desejo dos constituintes, de 1992, de que fosse criada uma universidade. Infelizmente, apenas 30 anos depois da Lei Orgânica promulgada esse projeto foi encaminhado à CLDF. Mas há inúmeras iniciativas anteriores de criação de cursos e de Educação Superior em curso no DF”.

 

Para Fortes, o GDF deve se precaver para assegurar como que essa universidade será sustentada financeiramente. “Destaco também, como elemento importante, mudanças que a CLDF promoveu no projeto original, encaminhado ao Executivo. O projeto não era muito bom. Tinha alguns defeitos, como, por exemplo, a escolha de reitor ou reitora, era no sentido de se adotar uma lista tríplice, considerando o princípio constitucional da gestão democrática. A CLDF fez uma emenda muito importante de maneira que o reitor ou reitora a ser escolhido(a) será pelo voto uninominal, significa que o eleito deverá ser, necessariamente, empossado pelo governador do DF”.

 
 

Retorno presencial às aulas segue em discussão pela categoria

A Secretaria de Educação do DF anunciou nesta terça-feira (27) o retorno presencial das aulas para o dia 5 de agosto, de forma escalonada, da educação infantil ao ensino médio. Pelo calendário, os dias 2, 3 e 4 de agosto ficam reservados para o encontro pedagógico. Entretanto, relatos de gestoras/es sobre a falta de recursos humanos e materiais, além de outras questões que impedem uma reabertura segura das salas de aula, mostram que as condições para a volta do ensino presencial ainda precisam de ajustes.

“A categoria entende que se faz necessário organizar o retorno presencial às aulas. Afinal, a escola é o melhor lugar para ensinar e aprender. Mas não podemos ter um retorno que não seja organizado e garanta o máximo de segurança para toda comunidade escolar. Estamos tratando de um possível retorno presencial em meio a uma pandemia que não está superada”, reflete a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

A sindicalista lembra que a categoria do magistério público segue com as discussões sobre o retorno presencial às aulas, com avaliações sobre a realidade e os problemas de cada unidade escolar e a análise do que o governo do DF vem fazendo quanto a isso. Nesta semana, dois encontros voltam a pautar o tema: reunião com gestoras/es, na quinta-feira (29), às 9h (saiba mais aqui), e a assembleia geral, agendada para sexta-feira (30), às 9h30 (saiba mais aqui). Os encontros serão virtuais.

No último dia 21 de julho, a Comissão de Negociação do Sinpro-DF reuniu-se com a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e apresentou preocupações da categoria para que o retorno presencial às aulas não seja o responsável pelo aumento dos casos de infecção e morte pela covid-19 no DF. Um dos pontos sugeridos pela Comissão foi o retorno realizado de forma escalonada, o que foi, em parte, acatado pela pasta.

“São quase 700 escolas com suas particularidades e dificuldades, e o retorno presencial de todas elas no mesmo dia iria resultar em uma explosão de problemas. Por isso, o retorno de forma escalonada é um dois pontos sugeridos”, explica Rosilene Corrêa. Entretanto, a diretora do Sinpro-DF entende que o intervalo entre os segmentos da educação para início das aulas presenciais, apresentado pela Secretaria de Educação, deve ser estendido.

“Cerca de 40% da rede pública de ensino é composta por séries iniciais. Com este exemplo, podemos ver que é necessário um espaço maior entre o início de um segmento da educação e outro”, afirma a sindicalista.

Para além das questões que envolvem o espaço físico das escolas, a categoria do magistério público ainda traz preocupações sobre a adequação do comportamento de trabalhadores e trabalhadoras da educação, estudantes, pais, mães e responsáveis no ambiente escolar com o retorno presencial às aulas em meio à pandemia. “Como iremos lidar com estudantes do ensino especial, por exemplo, que têm características próprias que, muitas vezes, não permitem o controle da postura? Como orientaremos pais, mães e responsáveis? Tudo isso também precisa ser discutido. Voltamos a dizer que a vacinação da categoria é sim o primeiro passo para o retorno presencial às aulas, mas é insuficiente para cravar esse retorno. Queremos voltar para as salas de aula, mas de forma consciente e responsável. E para que todas as lacunas sejam preenchidas, é necessária a mão forte do Estado”, diz Rosilene Corrêa.

Vacina
Na manhã desta terça-feira (27), postos de vacinação contra a covid-19 se negaram a aplicar a D2 da Oxford/AstraZeneca em professoras/es aptas/os a receberam a antecipação da segunda dose. Após questionado pelo Sinpro-DF, o secretário executivo da Secretaria de Educação, Denilson Bento da Costa, disse que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Regionais de Saúde receberão uma circular que informa a antecipação da imunização e autoriza a vacinação de professoras/es que receberam a primeira dose da Oxford/AstraZeneca há 60 dias. “Quem ainda não completou os 60 dias deverá esperar o fechamento do período para procurar um posto de vacinação”, lembra a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa. “Todos os professores estão autorizados a vacinar ao completarem 60 dias”, reforça Denilson Costa.

Na reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF realizada no último dia 21, a secretária de Educação disse que será realizada uma repescagem da vacinação para trabalhadoras/es da educação que, por algum motivo, não puderam se vacinar durante a campanha específica para a Educação. De acordo com ela, isso seria feito antes da data indicada para o retorno presencial às aulas. Ela também se comprometeu a convocar 20% do banco de professores temporários para vacinação contra a covid-19. O critério seria a classificação.

Uma nova reunião entre a secretária de Educação e a Comissão de Negociação do Sinpro-DF está prevista para esta quarta-feira (28), no final da tarde, quando Hélvia Paranaguá deverá apresentar respostas aos pontos apresentados pelo Sinpro-DF. No encontro, ainda serão levadas novas questões, como a indefinição da D2 para trabalhadoras/es em educação que tomaram a vacina da fabricante Pzifer.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Servidores com comorbidades que não tomaram a 2º dose da vacina contra Covid deverão fazer homologação junto ao SIAPMED

O Sinpro informa que todos(as) os(as) servidores(as) com comorbidades e que ainda não tomaram a 2º dose da vacina contra a Covid-19 ou não terão atingido 15 dias de imunização até o dia 2 de agosto, dia previsto para o retorno das aulas presenciais, deverão fazer homologação junto ao SIAPMED. Para a homologação serão necessários alguns procedimentos:

 

Servidores(as) efetivos(as)

 – Fazer o agendamento de perícia no SIAPMED

 – Abrir processo sigiloso no SEI;

– Preencher e assinar requerimento de perícia médica;

– Anexar o comprovante de agendamento;

– Anexar documentos que comprovem as comorbidades informadas (atestados, relatórios, receituário);

– Anexar cópia do cartão de vacina comprovando a data, conceder credencial a GEMED.

 

Será necessário acompanhar o resultado da perícia e encaminhar o resultado, que será anexado no site do SIAPMED.

 

Professor(a) de contrato temporário

– Fazer o agendamento de perícia no SIAPMED

– Enviar os documentos a seguir para o e-mail _subsaude@economia.df.gov.br_:

  1. Comprovante de agendamento
  2. Documentos que comprovem as comorbidades informadas (atestados, relatórios, receituário)
  3. Cópia do cartão de vacina comprovando a data

 

Será necessário acompanhar o resultado da perícia e encaminhar o resultado que será anexado no site do SIAPMED.

 

Fiquem atentos e não percam os prazos!

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