Sinpro entra com reclamação constitucional no STF pelo pagamento do FGTS a professores temporários
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, ingressou com várias ações individuais de professores(as) em contrato temporário que questionam o não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Dando continuidade a essas ações, o sindicato informa à categoria que ingressou com uma reclamação constitucional no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as decisões do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que estavam negando o direito ao pagamento do FGTS aos(às) professores(as) temporários(as).
Durante muitos anos os(as) temporário(as) foram à Justiça para buscar seus direitos ao recebimento do FGTS, situação que, interpretada de formas distintas pelo Tribunal, a vara ou o juizado deveriam decidir cada caso de forma individual. Diante deste cenário, o TJDFT decidiu uniformizar o entendimento sobre a matéria e, por um voto, decidiu de forma desfavorável aos(às) trabalhadores(as) temporários(as).
Em função deste julgamento, que corrobora com os recentes pronunciamentos da Suprema Corte, o Sinpro, através de sua assessoria, provocou o STF para reverter a decisão e garantir o direito ao FGTS aos temporários.
O sindicato pede que todos(as) fiquem atentos a novas informações, pois futuramente poderemos chamar os(as) envolvidos(as) para ajuizar. Todas as novidades serão publicadas na nossa página e nas redes sociais do Sinpro.
GDF confirma pagamento de exercício-findo aos professores em Contrato temporário ainda esta semana
Jornalista: Luis Ricardo
Em contato com a Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal, a diretoria do Sinpro foi informada que está confirmado o pagamento da folha de dezembro de 2020 aos(as) professores(as) em contrato temporário, referente aos valores não pagos corretamente durante o ano passado. A informação repassada é que o governo está concluindo o crédito dos valores ainda no decorrer desta semana.
Entenda essa reivindicação:
Desde o mês de março, a Comissão de Negociação do sindicato tem atuado frente à Secretaria de Economia para reivindicar os valores devidos pelo governo à nossa categoria, em especial aos(às) professores(as) em contrato temporário que tiveram muitos erros salariais em função da implementação do novo sistema de prévia de pagamento, o Khronos, no ano de 2020. Após tratativas, conseguimos autorização para o pagamento dos salários devidos no mês de dezembro e esses(as) professores(as), o que será concluído na folha suplementar que sairá nos próximos dias.
O Sinpro orienta:
1) Se o seu nome está na lista, entre na área de contracheque (https://www.gdfnet.df.gov.br/Autenticacao/Login?ReturnUrl=%2fContracheque%2fSelecionaReferencia), preencha e envie a Declaração de Despesa de Exercícios Anteriores (DEA).
Somente aqueles(as) que estiverem nas listas de pagamento da SEE deverão preencher esta declaração.
Fundo eleitoral de R$ 5,7 bi prova que Educação é renegada por base bolsonarista
Jornalista: Vanessa Galassi
Por Rosilene Corrêa*
Rosilene Corrêa é diretora do Sinpro-DF
O aumento do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões deu no que falar. Aprovado no último dia 15 pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) via Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, o reajuste estratosférico é mais uma prova de que a Educação nunca foi uma prioridade para o governo de Jair Bolsonaro.
Apoiadores fieis do presidente, como as deputadas federal Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF) e o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), filho do capitão reformado do Exército, que jamais fariam dentro do Congresso o avesso do que almeja Jair Bolsonaro, não tiveram pudor ao aprovar o aumento obsceno destinado ao financiamento de campanhas eleitorais de candidatos políticos. Detonados nas redes sociais, esses mesmos parlamentares justificaram a postura indecente com o argumento de que seria “irresponsabilidade” não aprovar a LDO, fugindo do dever de arcar com as consequências do próprio comportamento.
Ao mesmo tempo em que alegam “responsabilidade” ao aprovar um reajuste bilionário para o fundo eleitoral em um momento dramático para o Brasil e para o povo brasileiro, os parlamentares que sustentam o (des)governo de Jair Bolsonaro estão na linha de frente da defesa de projetos que desmantelam a Educação e os serviços públicos. É o caso da reforma administrativa, do próprio Poder Executivo, que pretende retirar a estabilidade dos servidores públicos, extinguir benefícios como a licença-prêmio e ampliar terceirizações e parcerias com o setor privado. Como resultados, estariam a diminuição ou extinção de concursos públicos, a substituição dos trabalhadores em educação concursados por terceirizados e, com a influência do setor privado, a diminuição da liberdade de cátedra.
Aqueles que aprovaram um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões e agora tentam sair pela tangente são os mesmos que estimulam a utilização de medicamentos que não fazem qualquer efeito contra a covid-19, transgridem os protocolos de segurança sanitária em plena pandemia e exigem que aulas presenciais sejam retomadas sem o cumprimento de medidas básicas para assegurar a saúde física e psicológica da comunidade escolar. Aliás, são os mesmos também que continuam sendo base de um governo que se torna inqualificável diante de suas intermináveis atrocidades. Embora tenham aprovado um fundo eleitoral que ultrapassa o triplo do orçamento autorizado para a Universidade de Brasília em 2021, são parlamentares que sustentam um governo que esperneia para repassar aos estados e para o Distrito Federal R$ 3,5 bilhões referentes à Lei da Conectividade, que garante acesso à internet a professores e alunos da rede de educação básica pública.
É imprescindível ressaltar que o reajuste do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões foi aprovado no mesmo ano em que a sanção do orçamento impôs que dos R$ 9,2 bilhões das verbas bloqueadas pelo governo federal, R$ 2,7 bilhões fossem de verbas do Ministério da Educação: 30% do total.
Há pouco mais de um ano para as eleições presidenciais, é urgente que reconheçamos os rostos daqueles que se voltam para interesses próprios em detrimento de investimento em setores imprescindíveis para um Brasil menos hostil com seu povo. Não se trata de ser contrário ao fundo eleitoral. Ele é imprescindível para que a disputa de cargos eletivos não esteja restrita aos muito ricos. A aberração está no montante direcionado a este fim diante de uma conjuntura de miséria, fome e retirada de recursos de setores essenciais para garantir dignidade aos cidadãos e cidadãs, como a Educação. Comida no prato, desenvolvimento de vacinas que podem brecar pandemias, emprego e renda, ruptura com preconceitos que oprimem e matam e, na ponta, o fortalecimento da própria democracia, passam, inevitavelmente, por uma educação pública consolidada, forte e universalizada. Apoiadores de Bolsonaram vão na contramão de tudo isso, mas são os mesmos que aprovaram um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões.
*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e diretora do Sinpro-DF
CUT-DF chama marcha pelo Fora Bolsonaro, neste sábado (24)
Jornalista: Vanessa Galassi
Pela quarta vez em três meses, brasileiras e brasileiros de todo país saem às ruas neste sábado (24) contra o governo de Jair Bolsonaro. A mobilização no Distrito Federal, chamada pela CUT-DF e sindicatos filiados, organizações da sociedade civil, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem, será marcada por uma marcha ao Congresso Nacional. A concentração está prevista para 15h, no Museu Nacional da República.
Além do impeachment de Bolsonaro, o movimento que vem arrastando para as ruas milhões de pessoas em todo Brasil reivindica o auxílio emergencial de R$ 600, vacina já contra a covid-19 para toda a população, promoção de emprego e combate à fome, além da luta contra a reforma administrativa e as privatizações das empresas estatais.
“Temos que fazer esse debate amplo com toda a classe trabalhadora para que tenhamos consciência da necessidade do fim do governo Bolsonaro. Não podemos nos esquecer da frase que vem sendo dita nas manifestações: se o povo está nas ruas em plena pandemia, é porque o presidente é mais perigoso que o vírus. Que neste dia 24 façamos mais uma grande mobilização pelo impeachment imediato de Bolsonaro”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
Preocupada com o cenário sanitário imposto ao Brasil, que registra mais de meio milhão de pessoas infectadas por uma doença que tem vacina, a CUT-DF e as entidades organizadoras da marcha deste sábado elaboraram um guia sanitário para quem participará do movimento.
Veja abaixo as orientações para o ato do dia 24 de julho:
– Use máscara. A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP) recomenda o uso da máscara PFF2/N95, bem ajustada no rosto, cobrindo nariz e boca, sem vazamentos. Uma alternativa, para quem não tem máscara desse modelo, é usar uma máscara cirúrgica simples, coberta por uma máscara de pano;
– Leve álcool em gel ;
– Leve água (o tempo está seco. Hidrate-se!);
– Evite levar bolsas ou mochilas;
– Se não se sentir seguro em participar da atividade, não tem problema. A mobilização pelo #ForaBolsonaro acontecerá também nas redes sociais. Pegue seu celular e junte-se ao movimento virtual;
– E, principalmente, se estiver com sintomas, fique em casa.
Cortes de verba fazem parte do programa de extinção da Educação pública do governo Bolsonaro
Jornalista: Maria Carla
O Programa de Governo Bolsonaro, divulgado em agosto de 2018, era claro e avisava ao eleitor que o objetivo principal do seu governo era o de desconstruir e desfazer o que foi realizado desde a aprovação da Constituição Federal de 1988. Essa informação foi resgatada pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso Amaral, no estudo recente em que ele faz um balanço quantitativo do grau de destruição decorrente de diversas ações governamentais.
“Este objetivo está expresso no Programa de Governo, “O Caminho da Prosperidade”, divulgado em 2018, quando afirma que ‘Nos últimos 30 anos o marxismo cultural e suas derivações com o gramcismo se uniu às oligarquias corruptas para minar os valores da Nação e da família brasileira’ (PROGRAMA DE GOVERNO BOLSONARO, 2018) e, a partir deste diagnóstico, em Washington, no mês março de 2019, quando Bolsonaro afirmou: ‘Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa para depois começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz’, concluindo que ‘O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo’ (LÁZARO, 2019)”, observa o texto de Amaral.
Para fazer o desmonte, o grupo que está no poder, representado por Jair Bolsonaro (ex-PSL), definiu que o direito à educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada é “marxismo cultural”. Ou seja, a população pagar impostos para ter serviços e políticas públicas de Estado de qualidade agora virou comunismo. Juntamente com as reformas ultraneoliberais para enfraquecer o currículo escolar e privatizar o sistema público de ensino, o governo Bolsonaro usa, cada vez mais, cortes profundos e cirúrgicos no Orçamento público para inviabilizar a função Educação do Estado brasileiro. O desmonte continua acelerado. Começou com a Emenda Constitucional 95/2016, do governo Michel Temer (MDB), e prosseguiu com todas as reformas em curso que esta série de matérias do Sinpro-DF sobre o fatiamento “Educação não é mercadoria” tem trazido para as claras.
No estudo intitulado “Dois anos de desgoverno – os números da desconstrução”, o professor Nelson Amaral revela que entre 2014 e 2021 houve uma queda persistente no investimento em educação. De acordo com a análise do educador, houve uma redução de 28,5% nos recursos financeiros. Os investimentos para essa função do Estado caíram do patamar de R$ 130,0 bilhões, em 2014, para entre R$ 90,0 bilhões e R$ 100,0 bilhões, em 2020.
Este ano, os cortes e os bloqueios são os mais profundos da última década. Essa afirmação é do grupo “Todos pela Educação”, que analisou a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021, sancionada em junho e, segundo sua avaliação, com os vetos do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), a Educação perdeu quase R$ 20 bilhões só este ano, entre emendas parlamentares e despesas discricionárias do Poder Executivo. “Por meio da Lei de Acesso à Informação, recebemos a indicação das despesas a serem contingenciadas na Educação: o MEC foi castigado com um veto de R$ 1,1 bilhão. O impacto na Educação Básica é de R$ 775 milhões. Na prática, esses recursos não pertencem mais ao Ministério”, informou o grupo no mês passado.
O levantamento do “Todos pela Educação” mostra que a sanção presidencial também deu ao MEC o maior contingenciamento da Esplanada: R$ 2,7 bilhões em despesas bloqueadas. A Educação Superior é a mais afetada, com quase metade das despesas de custeio contingenciadas. Depois dela, aparece a Educação Básica, com 36%. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou, na semana passada, uma nota crítica em que denuncia, mais uma vez, o projeto de demolição da Educação do governo Bolsonaro. A nota se baseia nos resultados do estudo do professor Nelson Amaral e mostra que, somente em 2021, o MEC sofreu cortes de R$ 1,55 bilhão em sua receita anual. Na nota, a CNTE diz que nos últimos 12 meses (período da gestão do pastor Milton Ribeiro, ligado ao setor privado da educação), o MEC não investiu mais de R$ 1,2 bilhão em programas de reestruturação das escolas públicas.
“O estudo mostra que trajetória de cortes e contingenciamentos na educação se inaugurou com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, e desde então só se intensificou, sobretudo depois da aprovação da Emenda 95 (teto de gastos). Segundo estudos do profº. Nelson Amaral (UFG), entre 2014 e 2021, o MEC perdeu R$ 37,7 bilhões em receitas. No mesmo período, a Função Defesa Nacional teve aumento de R$ 37,6 bilhões (apropriação quase total dos recursos da educação). A Ciência e Tecnologia teve rebaixamento de 57,1% em seu orçamento (reduzindo de R$ 12 bilhões para R$ 5 bilhões)”, diz a nota.
E continua: “As despesas correntes das universidades foram reduzidas de R$ 9 bilhões para R$ 5,5 bilhões (queda de 38,9%) e os investimentos nessas instituições caíram 96,4% nos últimos 8 anos (de 2,9 bilhões para 100 milhões!). Os recursos da CAPES despencaram entre 2015 e 2021, de R$ 10 bilhões para R$ 2,8 bilhões, e o CNPq sofreu cortes de 69,4% (caindo de R$ 3 bilhões para R$ 918 milhões entre 2014 e 2021). No tocante à educação básica, os recursos do FNDE (gerenciados pelo governo federal) sofreram redução de R$ 25 bilhões (saindo de R$ 45 bilhões em 2014 para R$ 20 bilhões em 2021). Todos esses valores foram atualizados para janeiro de 2021.”, escreve a CNTE.
Debate sobre plano de retorno presencial às aulas segue em construção
Jornalista: Vanessa Galassi
A preservação da vida continua sendo a principal defesa do Sinpro-DF. Embora o Governo do Distrito Federal venha indicando o dia 2 de agosto para o retorno presencial às aulas e tenha inclusive publicado documento preliminar com as orientações para a retomada dessa atividade, o Sindicato segue construindo coletivamente um plano que garanta plenamente segurança sanitária, pedagógica e psicológica à comunidade escolar.
“No último dia 9, a Secretaria de Educação divulgou a versão prévia de um documento nominado Orientações para a Retomada das Atividades Presenciais/Híbridas nas Unidades Escolares da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. O documento vem sendo analisado pelo Sinpro-DF. Mas, antes de tudo, é essencial lembrar que a análise do retorno às aulas presenciais é multifatorial. E para questões multifatoriais, há que se considerar que as soluções são multifacetadas”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.
Segundo a dirigente sindical, ao mesmo tempo em que não se pode abrir mão das normas de segurança sanitária, embasadas pela ciência, deve-se considerar as deficiências, necessidades e realidades de cada unidade escolar. “Somente com a construção coletiva conseguiremos garantir um plano de retorno presencial às aulas que promova o direito à aprendizagem sem abrir mão da preservação da vida”, avalia Rosilene Corrêa.
No esforço de construir um planejamento para a volta presencial às atividades docentes que atenda integralmente a comunidade escolar, o Sinpro-DF vem realizando constantes debates com gestoras/es, professoras/es e orientadoras/es das escolas públicas do DF. Foi a partir desses diálogos que nasceu o documento que apresenta pelo menos 50 pontos a serem discutidos, além de vários questionamentos que precisam ser sanados, para elaborar um plano-base que permita reabrir as salas de aula. O documento foi entregue à Secretaria de Educação, mas segue aberto a novos pontos, que vêm sendo levantados na jornada de reuniões com gestoras/es, iniciada no último dia 12.
Além da imunização completa das/os trabalhadoras/es em educação, o Sinpro-DF, com o respaldo da categoria, apresenta também como imprescindíveis para o retorno presencial às aulas o monitoramento da saúde de toda comunidade escolar; a elaboração de instrumento claro quanto à política de substituições dos contratos temporários nesse período de crise; a situação da/o professora/or e orientadora/or educacional diante do ensino híbrido e as condições tecnológicas para isso; a garantia de banda larga nas escolas e vários outros pontos.
Longe de ser algo estritamente corporativo, as reivindicações da categoria do magistério público vão ao encontro do que orientam organizações internacionais ligadas à educação e aos direitos humanos. Em entrevista recente ao portal Metrópoles, o assessor especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Célio Cunha, (https://www.metropoles.com/brasil/educacao-br/volta-as-aulas-nao-se-pode-comparar-o-brasil-com-paises-do-g20-diz-assessor-da-unesco) mostra isso ao afirmar que, para o retorno às aulas presenciais, é necessário “considerar a diferença de condições entre as escolas, com atenção especial às que se localizam em áreas de vulnerabilidade social”.
“A pandemia da covid-19 não acabou. Todos os dias pessoas morrem. Não podemos ser negligentes com a realidade. Sabemos que as consequências da pandemia, aprofundadas pela ausência de políticas públicas para a educação, trouxeram perdas inestimáveis para crianças e adolescentes em idade escolar. Entretanto, a tarefa agora é estruturar ações para que a retomada presencial às aulas não agrave ainda mais esse cenário; e, pior, seja a causadora de mais mortes pelo vírus”, analisa a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.
Sinpro-DF finaliza jornada de reuniões com gestoras/es nesta segunda (19)
Jornalista: Vanessa Galassi
Gestoras/es da Meninos e Meninas do Parque, Escola da Natureza, Escola de Música e do CIL se reunirão nesta segunda-feira (19/7) para discutir o possível retorno presencial às aulas. O encontro virtual está agendado para 16h. O link para participar pode ser solicitado pelo WhatsApp (61) 99994-6258.
Esta é a última reunião da jornada realizada com gestoras/es para identificar fragilidades e pensar coletivamente as soluções para os problemas que se apresentam quando o tema é o retorno presencial às aulas em meio à pandemia da covid-19. Entretanto, o debate sobre a construção de um plano que garanta plenamente segurança sanitária, pedagógica e psicológica à comunidade escolar segue em aberto.
Projeto que garante cota para mulheres nas casas legislativas é aprovado no Senado
Jornalista: Alessandra Terribili
O Senado aprovou nesta quarta-feira, 14, projeto que determina uma porcentagem mínima de mulheres para as cadeiras na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas dos estados, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas Câmaras Municipais de Vereadores. Caso não sejam eleitas mulheres em número suficiente para cumprir esse percentual, as suplentes devem ser convocadas. O projeto é um avanço em relação à situação atual, que garante uma cota para mulheres nas chapas proporcionais, mas não nas casas legislativas.
O PL 1.951/2021, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), que teve como relator o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), segue agora para a Câmara dos Deputados. A porcentagem mínima de 30% deverá ser alcançada até 2040 de forma escalonada: 18%, nas eleições de 2022 e 2024; 20%, nas eleições de 2026 e 2028; 22%, nas eleições de 2030 e 2032; 26%, nas eleições de 2034 e de 2036; e 30%, nas eleições de 2038 e 2040.
A proposta também garante recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário para as candidaturas proporcionais femininas. A matéria teve voto contrário dos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).
“O projeto é um avanço por garantir as vagas nas casas, não mais nas chapas”, analisa a diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Vilmara Carmo. “Infelizmente o prazo para atingir a meta ficou longo, 2040 ainda está distante, e as mulheres não têm esse tempo todo para esperar”, completa. Para Vilmara, o piso de 30% dos recursos do FEFC e do Fundo Partidário a ser destinado à campanha eleitoral de mulheres, que passa a vigorar já nas eleições de 2022, é um avanço que deve ser destacado. “A gente sabe como é importante garantir que as mulheres tenham condições de fazer suas campanhas”, conclui.
É muito importante que as mulheres estejam atentas à tramitação do projeto na Câmara. A luta será pela aprovação do projeto, buscando reduzir o prazo para sua plena aplicação, que é extenso demais para dar conta das demandas urgentes das mulheres numa realidade de tanta violência e opressão quanto a atual.
Voucher é desvio de recurso da escola pública para setor privado
Jornalista: Alessandra Terribili
A política de vouchers que hoje tramita na Câmara Legislativa, de autoria dos deputados distritais Rafael Prudente e Júlia Lucy, nada mais é que a forma mais clássica de se atacar a Educação pública: transferir recursos dela para o setor privado.
De acordo com o projeto, as famílias receberiam apoio financeiro do governo em formato de “voucher” para matricular seus filhos em escolas privadas. Segundo justificam os autores, essa seria uma política para o caso de pais não encontrarem vagas na rede pública.
Nada mais falacioso que essa justificativa. Não faltam vagas nas escolas públicas do Distrito Federal, faltam, isso sim, recursos e vontade política para investimento na Educação e na valorização dos seus profissionais.
Conforme aponta a Constituição brasileira, a universalização do acesso à Educação deve ser uma prioridade para os poderes executivo e legislativo. O orçamento previsto em lei para serem aplicados na Educação pública devem ter esse objetivo, e o de cumpri-lo com qualidade. Sendo assim, é inadmissível que se cogite desviar os recursos parcos de que a escola pública dispõe para empresários do setor privado. Quando se fala em Educação, é preciso mais investimento, não menos.
Além dos questionamentos óbvios ao projeto, há ainda o fato de que ele sabota a construção de um Sistema Nacional de Educação, anseio histórico de educadores(as) e setores democráticos da nossa sociedade. Um sistema que deve ser diverso, mas com princípios orientadores, especialmente sobre direito ao conhecimento e liberdade de cátedra.
Portanto, uma bolsa ou um “voucher” somente atende a princípios de mercado, individualiza o processo de ensino-aprendizagem, não compreendendo a Educação como direito do estudante, mas sim, do empresariado do ensino pago. Mais um passo que os representantes do mercado querem dar na direção da privatização.
É por isso que o Sinpro-DF vem convocando a categoria a se manifestar e fazer pressão sobre os parlamentares a cada vez que esse PL é incluído na ordem do dia na Câmara Legislativa. É fundamental que nos mantenhamos mobilizados para barra esse retrocesso.
Reunião com gestores de CEMs, CEDs, ECs e Caics, nesta sexta (16)
Jornalista: Vanessa Galassi
O possível retorno presencial às aulas será discutido nesta sexta-feira (16) com gestoras/es
de Centros de Ensino Médio (CEM), Centros Educacionais (CED), Escolas Classe (EC) e Caics. As reuniões serão realizadas em dois horários: 10h para gestoras/es de CEMs e CEDs e 16h para ECs e Caics. Os encontros serão virtuais e o link pode ser solicitado pelo WhatsApp (61) 99994-6258.
Este é o sexto dia da jornada de reuniões com gestoras/es, realizada pelo Sinpro-DF. O objetivo é identificar fragilidades e pensar coletivamente as soluções para os problemas que se apresentam quando o tema é o retorno presencial às aulas em meio à pandemia da covid-19.
A jornada de reuniões com gestores vai até o dia 19 de julho.
Confira abaixo a sequência das próximas reuniões. Fique atenta/o e participe!