19 de junho será mais um dia de gritar: Fora, Bolsonaro

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convoca os(as) trabalhadores(as) para tomar as ruas de todo o país no dia 19 de junho pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro. A mobilização popular pela recuperação do Brasil, iniciada com atos no dia 29 de maio, demonstra toda a insatisfação e a necessidade urgente de mudança no país, que está sendo devastado pelo governo de Jair Bolsonaro.

O Brasil vive um momento de recessão, desemprego, pobreza, fome, inflação, além de uma tragédia social jamais vista, provocada pela má atuação de Bolsonaro frente à pandemia, que levou o país a quase 500 mil mortos por Covid-19. “Se queremos um país com mais empregos, com desenvolvimento, sem privatizações, um país em que os trabalhadores tenham direitos, tenham acesso à vacina e ao auxílio emergencial digno, temos que tirar Bolsonaro do poder”, ressalta o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Com todos os cuidados necessários, como o distanciamento social, uso de álcool em gel e máscaras, o Sinpro pede para todos(as) que se sentirem à vontade, não tenham comorbidades e não façam parte dos grupos de risco que levem às ruas todas as bandeiras de luta mais urgentes, sem esquecer a bandeira principal, que é o impeachment do presidente Bolsonaro. Precisamos exigir que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), paute um dos mais de cem pedidos de afastamento, que estão engavetados no Congresso.

Dia 19, Dia Nacional de Mobilização por ‘Fora Bolsonaro’, será uma data histórica para o Brasil e mais um dia em que a maioria dos brasileiros mostrará que o país, com Bolsonaro, não tem futuro.

 

Confira horários e os locais dos atos no DF:

8h: Carreata – Palácio do Buriti

9h: Passeata – Museu Nacional

 
 

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NESTA TERÇA (15), PARTICIPAM DAS PLENÁRIAS POR MODALIDADES OS CENTROS DE ENSINO FUNDAMENTAL, NÃO PERCA!

O Sinpro-DF convida a categoria para participar de mais uma edição das Plenárias por modalidade. Nesta terça-feira (15), às 16h, será a vez do encontro com os centros de ensino fundamental. A plenária segue o calendário de mobilizações aprovado pela categoria na última Assembleia Virtual e é realizada por meio da plataforma Zoom.

As plenárias têm como objetivo manter a agenda de lutas da categoria através das modalidades virtuais.

Lembramos que é imprescindível a participação de todos(as) no encontro remoto. Compartilhe com seus colegas e nos grupos da sua escola, e reserve este momento na sua agenda para participar das plenárias. Caso algum(a) professor(a) não tenha disponibilidade no dia da sua modalidade, ele(a) poderá participar das próximas plenárias que irão acontecer (confira o cronograma ao final da matéria).

Havendo atividades ou mobilizações na mesma data ou horário das plenárias, o Sinpro-DF poderá alterar o horário do encontro remoto. Caso aconteça, toda e qualquer mudança será informada em nossos canais de comunicação e redes sociais.

Para solicitar o acesso ao encontro remoto, entre em contato com os diretores do Sinpro-DF por meio dos telefones disponibilizados no card.

Datas das Plenárias por Modalidades:

15/06 – 16h – Centro de Ensino Fundamental

 

17/06 – 16h – Centro de Ensino Médio e Centro Educacional

 

18/06 – 16h – Sede; CREs e Bibliotecas Escolares Comunitárias

 

22/06 – 16h – Escola Classe e CAIC

 

24/06 – 16h – Jardim de Infância e Centro de Educação Infantil

 

25/06 – 16h – EAPE, Oficinas Pedagógicas e Professores Cedidos

 

29/06 – 19h – Delegados(as) Sindicais

 

01/07 – 19h – Educação de Jovens e Adultos, PROEM e Meninas e Meninas do Parque

 

02/07 – 16h – Gestores(as)

Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da AL é tema de curso de formação gratuito

O Coletivo Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina realizará de junho a dezembro curso virtual de formação continuada homônimo. A atividade abordará de forma transversal as questões do bem viver e direitos da natureza aliadas a temas relativos a etnias, gênero, raça e sexualidade. Os debates serão realizados todas as terças-feiras, das 18h30 às 20h30, com aulas síncronas. As inscrições começam nesta sexta-feira (11/6) e vão até dia 13 de julho. Para participar, basta acessar o link https://sistema.anpae.org.br/login , realizar o cadastro e seguir com a inscrição. O curso é gratuito e aberto a toda sociedade.

O curso Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina é dividido em seis unidades. A unidade I inicia no dia 22 de junho, antes mesmo do prazo final para as inscrições. Já a unidade VII, a última do curso, finaliza no dia 14 de dezembro. Entre os temas a serem abordados, estão alfabetização e letramentos sob a perspectiva indígena; educação e pobreza e etnomatemática. As formações serão realizadas por professoras/es, gestoras/es, especialistas, mestres e doutores.

Segundo a professora do Coletivo/grupo de estudos Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina Marta Lobo, a pandemia da covid-19 escancarou a ausência da formação sobre temas urgentes para a construção de uma sociedade que saiba viver e conviver em equilíbrio consigo, com os outros e com a natureza, sem desqualificar conhecimentos de povos tradicionais.

“É flagrante a ausência de políticas públicas que tratem sobre o racismo, o machismo, a homofobia, o etnicismo, memoricídio, e a gigantesca questão dos direitos da natureza, principalmente no atual governo federal. Percebemos que muitos profissionais de educação desconhecem essas temáticas. E a pandemia da covid-19 somada às políticas do governo federal, de governos estaduais, do DF e municipais, mostram a necessidade de formação dos profissionais da Educação, inclusive como forma de se construir um futuro diferente, mais justo equânime”, afirma Marta Lobo. Segundo ela, a ideia original era ter como público-alvo professoras/es e gestoras/es, mas “é essencial que a apropriação desses temas seja de toda a sociedade”.

Marta Lobo, que é professora substituta em regime de contrato temporário, mestre e doutora, explica que essa é uma versão reduzida do curso Bem Viver, Culturas Invisibilizadas e Insubordinadas da América Latina. Isso porque “há uma urgência de dar esse grito”. “Continuamos nos deparando com os mesmos graves problemas do ano passado diante da pandemia da covid-19. E temos que, de uma vez por todas, mudar esse cenário. Isso é urgente”, explica.

 
 

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Livros didáticos indicados pelo MEC diluem conteúdos e vetam outros

A reforma do Ensino Médio e a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) correspondente, instauradas ainda sob o governo golpista de Michel Temer (lei 13.415/2017), deixaram um legado de retrocessos cujas consequências ainda devem se aprofundar. As escolas têm até 2022, por exemplo, para adotar livros didáticos não mais dedicados a cada disciplina, mas sim, sob o guarda-chuva da “área de conhecimento”, perdendo profundidade no conhecimento de cada matéria.

História, Geografia, Sociologia e Filosofia serão diluídas dentro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; enquanto Química, Física e Biologia formarão o grupo das Ciências da Natureza e suas Tecnologias. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2021 induz a uma política educacional de enfraquecimento das ciências humanas e superficialização do conhecimento. Bastante conexo com a conjuntura de dissipação de fake news e desvalorização da ciência, o PNLD está a serviço do novo ensino médio e das ideologias defendidas por Bolsonaro e seus comparsas.

Sem surpresas
Em março último, uma integrante do movimento “Escola Sem Partido” – que, como sabemos, são, na verdade, os defensores da mordaça -, Sandra Ramos, foi nomeada para coordenação-geral de Materiais Didáticos do Ministério da Educação (MEC). Sandra é conhecida por criticar currículos e conteúdos por motivos religiosos.

Nos livros didáticos indicados pelo MEC no PNLD, portanto, verifica-se a ausência de temáticas como a questão de gênero e história e cultura da África, por exemplo. Ganham força temas religiosos, desafiando violentamente a laicidade do Estado, bem como a diversidade tão característica da população brasileira.

Segundo Berê Darc, diretora da Secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro, o processo todo foi construído sem a participação dos profissionais da Educação. “A retirada de conteúdos e a diluição de outros não se consolida na interdisciplinaridade que o governo alardeia, mas sim, cerceia a construção do pensamento crítico, livre e autônomo”, ela diz. “Esse se torna um problema ainda mais grave quando sabemos da importância do livro didático para a população mais pobre”, conclui Berê.

O Sinpro e a CNTE se posicionaram frontalmente contrários ao novo ensino médio e à atual BNCC desde quando eram apenas propostas. Ambos foram aprovados por um governo sem legitimidade e negando o debate público acerca de temas tão importantes. Hoje, foram apropriados para a defesa das ideologias da família Bolsonaro.

 
 

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CCJ aprova admissibilidade do PL da educação domiciliar

Uma manobra da deputada bolsonarista Bia Kicis, que preside a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados), em defesa do projeto de ensino domiciliar, de sua própria autoria em parceria com as deputadas Chris Tonietto e Caroline de Toni (todas são do PSL), fez com que o PL 3262/2019 prescindisse de ser apreciado por outras comissões da Câmara dos Deputados, como seria habitual.

Assim, nesta quinta-feira, 10, em votação apertada, a CCJ aprovou a admissibilidade do projeto, o que é suficiente para que ele vá direto para plenário. O parecer favorável foi aprovado por 35 votos a 24, depois de muita luta de parlamentares defensores da Educação para que ele fosse rejeitado ou retirado de pauta.

É importante que os profissionais do Magistério, bem como todos os defensores e defensoras da Educação, estejam atentos para fazer pressão sobre os parlamentares, a fim de impedir mais esse grande retrocesso.

Vacinação para a Educação é positiva, mas ainda é preciso avançar

O anúncio da vacinação de todos(as) os(as) profissionais da educação pública do Distrito Federal contra a Covid-19, declaração feita pelo governo do DF nessa quinta-feira (10), representa, sim, um avanço no processo de imunização, mas ainda é preciso avançar para que não apenas os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e demais profissionais da área sejam vacinados, mas toda a população. A imunização da categoria é fruto de muita luta e de constantes reivindicações do Sinpro junto ao GDF, e aproxima o retorno presencial das aulas na rede pública.

Segundo o governador Ibaneis Rocha, 36 mil doses da Janssen serão usadas na vacinação de todos os profissionais da educação pública. Para a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, a imunização com a Janssen é outro ponto positivo, uma vez que será necessário apenas uma dose, mas ressalta que mesmo com todos(as) vacinados(as), ainda é necessário o estabelecimento de protocolos para a retomada das atividades nas escolas. “A nossa decisão do não retorno presencial é não havendo as devidas condições. Começa pela vacina, mas não termina com a vacina. Nós precisamos das vacinas e das escolas, também, cumprindo todos os protocolos de segurança sanitária para a segurança tanto da categoria, quanto dos estudantes e da comunidade escolar”, destaca a diretoria do sindicato.

A preocupação da direção do Sinpro tem motivo, uma vez que só nas escolas públicas do DF circulam cerca de 500 mil pessoas por dia. “Desde o início da pandemia, nossa categoria vem alertando para o risco de contaminação da Covid-19 nas salas de aula. Só nas escolas públicas do DF circulam cerca de meio milhão de pessoas por dia. Fora o contato indireto, realizado com familiares, transporte público e outros. É por isso que as aulas presenciais sem vacina são, além de uma grande irresponsabilidade, a possibilidade de gerar mais mortes”, afirma o Sinpro.

Desde o início a luta do Sinpro sempre foi pela vacinação de todos e todas, além da aplicação de medidas que levem segurança para dentro das salas de aula. A categoria aguarda ansiosa a volta às aulas presenciais, mas com vacina no braço e protocolos de segurança aplicados em todas as escolas da rede pública.

ORIENTADORES (AS) EDUCACIONAIS PARTICIPAM DO ENCONTRO DE PLENÁRIAS POR MODALIDADES NESTA SEXTA (11). NÃO FIQUE DE FORA!

O Sinpro-DF convida a categoria para participar de mais uma edição das Plenárias por modalidade. Nesta sexta-feira (11), às 16h, será a vez do encontro entre os(as) orientadores(as) educacionais. A plenária segue o calendário de mobilizações aprovado pela categoria na última Assembleia Virtual e é realizada por meio da plataforma Zoom.

As plenárias têm como objetivo manter a agenda de lutas da categoria através das modalidades virtuais.

Lembramos que é imprescindível a participação de todos(as) no encontro remoto. Compartilhe com seus colegas e nos grupos da sua escola, e reserve este momento na sua agenda para participar das plenárias. Caso algum(a) professor(a) não tenha disponibilidade no dia da sua modalidade, ele(a) poderá participar das próximas plenárias que irão acontecer (confira o cronograma ao final da matéria).

Havendo atividades ou mobilizações na mesma data ou horário das plenárias, o Sinpro-DF poderá alterar o horário do encontro remoto. Caso aconteça, toda e qualquer mudança será informada em nossos canais de comunicação e redes sociais.

Para solicitar o acesso ao encontro remoto, entre em contato com os diretores do Sinpro-DF por meio dos telefones disponibilizados no card.

Datas das Plenárias por Modalidades:

 

11/06 – 16h – Orientadores(as) educacionais 

 

15/06 – 16h – Centro de Ensino Fundamental

 

17/06 – 16h – Centro de Ensino Médio e Centro Educacional

 

18/06 – 16h – Sede; CREs e Bibliotecas Escolares Comunitárias

 

22/06 – 16h – Escola Classe e CAIC

 

24/06 – 16h – Jardim de Infância e Centro de Educação Infantil

 

25/06 – 16h – EAPE, Oficinas Pedagógicas e Professores Cedidos

 

29/06 – 19h – Delegados(as) Sindicais

 

01/07 – 19h – Educação de Jovens e Adultos, PROEM e Meninas e Meninas do Parque

 

02/07 – 16h – Gestores(as)

Comissão especial é instalada, e frente apresenta abaixo-assinado contra Reforma Administrativa

A Comissão Especial que vai analisar o mérito da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 32, a Reforma Administrativa, foi instalada na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira, 9. O presidente da comissão será o deputado federal Fernando Monteiro (PP/PE), e o relator será o deputado Arthur Oliveira Maia (DEM/BA).

Pela manhã, diversas entidades do movimento social e sindical, lideranças populares e parlamentares de diferentes partidos se reuniram em frente à Câmara dos Deputados em ato convocado pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público.

A ação fortaleceu a entrega do abaixo-assinado contra a PEC 32, com mais de 128 mil assinaturas, ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). A audiência aconteceu no período da tarde. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), e os deputados Rogério Correia (PT/MG) e o Danilo Cabral (PSB/PE), coordenadores da frente, estiveram presentes. “O texto que o governo encaminhou atinge atuais servidores e retrai as novas gerações a ingressar no serviço público”, alertou Alice Portugal.

Também estiveram presentes os deputados: Alencar Santana Braga (PT/SP); Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição; Bira do Pindaré (PSB/MA); Aliel Machado (PSB/PR); Elvino Bohn Gass (PT/RS), líder do partido; Jandira Feghali (PCdoB-RJ); Marcelo Freixo (Psol/RJ), líder da Minoria; Israel Batista (PV/DF); e Perpétua Almeida (PCdoB-AC), líder do partido.

Apresentação de emendas
A partir desta quinta-feira, 10, começou a correr o prazo de dez sessões da Câmara dos Deputados para apresentação de emendas à PEC 32. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas (1/3 da Câmara).

(Com informações da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público)

Bolsonaristas fazem manobra na CCJ para aprovar PL que legaliza a escola em casa

notice

Portal CUT. Por: Andre Accarini Para facilitar a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 2401/2019 encaminhado pelo governo federal, que regulamenta o ensino domiciliar, uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), a deputada bolsonarista Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, resolveu fazer uma manobra para aprovar primeiro um projeto que altera o Código Penal. Diante disto o Sinpro convoca a categoria para pressionar os(as) parlamentares da CCJ a votarem contra este projeto extremamente prejudicial para a educação. 

Está na pauta desta quinta-feira (10) da Câmara análise do PL 3262/19, de autoria de Kicis e das deputadas Chris Tonietto (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC), propõe mudar o Artigo 246 do Código Penal, justamente aquele que caracteriza como crime o ato de famílias optarem pelo ensino domiciliar, o chamado “homeschooling” que, na prática, autoriza pais a não mandarem os filhos para escola.

A manobra legislativa é que esse PL estava inicialmente apensado ao texto que visa instituir a modalidade de ensino residencial no Brasil, mas foi retirado da proposta original e está tendo um trâmite independente.

Se aprovado o projeto das deputadas eleitas pelo mesmo partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, pais ou responsáveis não poderão ser punidos por abandono intelectual caso optem pelo ensino domiciliar.

Até agora, criança na escola é lei e pais ou responsáveis por crianças e adolescentes que se negam a cumprir com essa responsabilidade social podem ser punidos. As deputadas bolsonaristas e o próprio presidente negam que o papel do ambiente escolar na formação do ser humano é fundamental para o desenvolvimento intelectual e quer aprovar propostas que representam um retrocesso no sistema educacional brasileiro.

Para Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, no governo de Dilma Rousseff, a bandeira dos bolsonaristas neste caso, é puramente ideológica. “É uma forma de sair das verdadeiras discussões e debater um assunto extremamente pontual”, ele diz.

A afirmação de Janine tem base nos dados que vêm sendo divulgados sobre o número de famílias que estariam interessadas em manter as crianças em casa, sem ir à escola. Esses números, geralmente são divulgados em redes sociais e vêm de grupos que defendem o homeschooling, em geral, são grupos ligados à religião.

“Temos 40 milhões de crianças e adolescentes na educação básica e cerca de cinco mil famílias que desejam educar seus filhos em casa, segundo dados, ou 20 mil famílias, como dizem associações que defendem isso. De qualquer forma é menos de uma criança por mil”, afirma o ex-ministro.

Para Janine Ribeiro é uma pauta para desviar a atenção das verdadeiras questões da educação que deveriam estar sendo priorizadas pelo governo, entre elas, como alfabetizar melhor, como ter salas de aula com menos alunos para que os professores possam dar mais atenção e como tornar a carreira do educados mais atrativa. “A profissão tem sido depreciada, em especial na questão salarial”, diz.

📲 Precisamos pressionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL3262/19! Vamos enviar mensagens pelo WhatsApp para eles AGORA!

⬇️ É fácil e rápido. Consulte a lista abaixo, clique nos links ⬇️

Distrito Federal
Bia Kicis PSL –  
Bia Kicis PSL –  

Alagoas
Sérgio Toledo PR– 

Bahia
Leur Lomanto Júnior DEM – 
Sérgio Brito PSD – 

Goiás
João Campos PRB – 
Lucas Vergilio SOLIDARIEDADE – 
Vitor Hugo PSL – 
Magda Mofatto PR – 

Maranhão
Edilázio Júnior PSD – 

Minas Gerais
Bilac Pinto DEM – 
Lafayette de Andrada PRB- 
Marcelo Aro PHS – 

Mato Grosso do Sul
Fábio Trad PSD –

Mato Grosso
Juarez Costa MDB – 
Juarez Costa MDB – 

Pernambuco
Pastor Eurico PATRI – 
Silvio Costa Filho PRB – 

Piauí
Margarete Coelho PP – 

Paraná
Diego Garcia PODE – 
Filipe Barros PSL – 
Paulo Eduardo Martins PSC – 
Rubens Bueno PPS – 

Rio de Janeiro
Carlos Jordy PSL – 

Rondônia
Léo Moraes PODE – 

Roraima
Hiran Gonçalves PP – 

Rio Grande do Sul
Lucas Redecker PSDB – 
Márcio Biolchi MDB – 

Santa Catarina
Caroline de Toni PSL – 
Caroline de Toni PSL – 
Daniel Freitas PSL – 
Daniel Freitas PSL – 
Darci de Matos PSD – 
Gilson Marques NOVO –

São Paulo
Capitão Augusto PR – 
Enrico Misasi PV – 
Kim Kataguiri DEM – 
Ricardo Silva PSB –
Samuel Moreira PSDB – 

  • Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

9 de junho | No Dia da Imunização, o Sinpro-DF denuncia a morosidade na vacinação

 

 

 

O Dia da Imunização, lembrado nesta quarta-feira (9), marca a morte de mais de 477 mil brasileiros por Covid-19 (até o fechamento desta nota) em pouco mais de 1 ano. É uma data que assinala também o conjunto de omissões e ações dos governos Jair Bolsonaro (sem partido), Ibaneis Rocha (MDB) e vários outros aliados na má gestão da pandemia do novo coronavírus.

 

No Distrito Federal, a data é marcada pela lentidão na vacinação dos/as trabalhadores/as da Educação e da população. O DF é vítima da política “negacionista de ocasião” da ciência. Além de não agir com responsabilidade para debelar a crise sanitária, o Governo do Distrito Federal (GDF) não imprime, na cidade, o ritmo necessário e urgente de imunização do setor da educação e da população em geral que outras regiões do País estão fazendo.

 

Nesta sexta-feira (11), o Estado de São Paulo antecipa a vacinação de 363 mil profissionais da educação básica de 18 a 44 anos, cujo início estava previsto para ocorrer só a partir de 21 de julho. Com isso, SP terá 100% dos/as trabalhadores/as da educação básica imunizados/as. No DF, a vacinação começou no dia 21 de maio, depois de muita pressão da categoria, e até agora, 19 dias depois, só vacinou 2 mil profissionais da educação básica.

 

O ritmo é de 500 vacinas por dia para a educação, 400 para profissionais da rede privada de ensino e, somente 100, para rede pública. Importante ressaltar que os/as já vacinados/as da educação pública são integrantes das equipes gestoras, que atuam na linha de frente e que, até isso foi questionado na capital do País: o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) teve coragem de questionar na Justiça esse direito de gestores à prioridade na vacinação. Justamente contra eles/as que nunca pararam de atuar presencialmente nas escolas durante a pandemia.

Muitos foram contaminados e morreram por Covid-19. A atitude do governo Ibaneis é criticada por cientistas do mundo inteiro porque a capital do País é uma das menores unidades federativas, com o privilégio de ter um sistema de saúde eficiente e que poderia estar dando um show de rapidez na vacinação e de superação da pandemia e da crise econômica. Mas, não! Está enterrada na necropolítica.

 

A situação é tão grave, que merece, como ocorre com o governo Bolsonaro no Senado Federal, uma CPI para apurar a gestão da pandemia. Um dos motivos é o fato de GDF estocar mais de 1 milhão de doses de vacina recebidas do Ministério da Saúde enquanto a população morre de Covid-19. Por que o governo Ibaneis estoca vacina e não acelera a imunização?

 

A denúncia é do G1, veiculada nesta quarta-feira (9), e revela que, enquanto o GDF estoca vacina, os brasilienses perdem a vida para a Covid-19. A reportagem mostrou que, enquanto o imunizante está estocado, o governo Ibaneis só vacinou, até agora, 30% da população acima de 18 anos com a primeira dose. Também revelou que, no domingo (6/6), 14% das doses recebidas não tinham sido distribuídas aos postos de vacinação. No total, mais de 100 mil doses foram distribuídas para pessoas que residem fora do DF e os óbitos pela Covid-19 cresceram em 160%.

 

“Quando é que a população do DF será vacinada Ibaneis Rocha? Cadê o nosso calendário? CADÊ A VACINA?” Essa é a cobrança e a pergunta da população nas redes sociais. Essa revelação também enseja o questionamento acerca da administração pública e sugere a necessidade de checagem, de investigação, de CPI porque isso configura má gestão administrativa e do dinheiro público.

 

Esse é um das centenas de motivos pelos quais as gestões públicas do Brasil e do DF estão sendo questionadas e também a razão pela qual o Brasil vacina por mês o que a China imuniza por dia. Tudo isso é resultado de decisões políticas que matam ou não pessoas de todas as regiões, credos, idades e realidades socioeconômicas diariamente.

 

O Dia da Imunização é, portanto, ocasião para mostrarmos a lentidão na vacinação e explicarmos que, muitas vezes, no direito administrativo, a morosidade é apontada como crime. Daí ser oportuno indagarmos sobre a quem interessa o alastramento da pandemia e essa quantidade exorbitante e desnecessária de mortes diárias por Covid-19, bem como ter a educação presencial paralisada por causa da falta de vacina e de ajustes das escolas para receber os/as trabalhadores/as e os/as estudantes.

 

Valesca Leão, diretora do Sinpro-DF, destaca que a data merece ser lembrada como um dia de luta de classe trabalhadora e recordar a história do Brasil, quando, no século XX, o povo foi para as ruas para que o Brasil instituísse o SUS com garantias de sua existência na sua Lei Maior: a Constituição. Ela ressalta que, neste momento de pandemia que o mundo enfrenta, com uma avalanche de mortes pela Covid-19, o governo Bolsonaro e alguns governos locais não investem o dinheiro público em saúde pública e nega a ciência para não justificar esse não uso dos recursos nas áreas primárias do Estado.

 

“Valorizar e dar visibilidade às campanhas de vacinação desenvolvidas pelo Sinpro-DF e pelo SUS é sinônimo de compromisso e preocupação com a qualidade de vida da população e empenho para o acesso igualitário para todos(as)”, afirma a diretora. Ela explica que imunizar é a primeira fórmula para vencer a pandemia.

 

“Vacinar em massa é mais do que política de saúde, é também política econômica e, sobretudo, humana e de compromisso com o dinheiro público e com a vida”, diz. Valesca alerta também para a necessidade de as pessoas terem amor à Pátria e ficarem atentas para enxergar os maus governantes e não mais votarem neles. “Essa é postura que fortalece um País soberano”, diz a diretora.

 

A diretoria colegiada do sindicato ressalta ainda que esta poderia ter sido uma data de comemoração, de valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e de mostrar ao mundo a capacidade e a expertise dos serviços públicos do Brasil nos campos da educação, saúde, e pesquisa científica, bem como na produção de imunizantes e na agilidade e alcance em vacinação para debelar qualquer pandemia. Mas, não está sendo assim porque, nos últimos 4 anos, os governantes eleitos não adotaram políticas de soberania nacional.

 

Dentre outras iniciativas para que o cenário fosse diferente, bastava o Brasil usar o seu dinheiro do Orçamento público e os recursos advindos das riquezas naturais do País, como os royalties do pré-sal (se o pré-sal ainda pertencesse ao nosso País), nas políticas de saúde, pesquisa, vacinação, produção de imunizantes, educação, geração de emprego e renda e de fortalecimento das empresas de todos os tamanhos para erradicar a crise sanitária e barrar a crise econômica.

 

O Sinpro-DF também aproveita a data para alertar sobre o uso das medidas sanitárias que evitam a infecção pelo novo coronavírus, como lavar as mãos e o antebraço com água e sabão durante 20 segundos, manter o distanciamento social, evitar aglomeração, usar máscaras capazes de frear o contágio e, quando não tiver água e sabão, usar álcool em gel 70%.  Recomenda, sobretudo, que, nas eleições de 2022, é preciso prestar atenção ao que o sindicato diz sobre os políticos em disputa pelos cargos dos Poderes Legislativo e Executivo porque não é a imprensa dos patrões que defende os interesses dos trabalhadores e, sim, o sindicato.

 

A imagem representativa dessa matéria é uma réplica da campanha publicitária do GDF, na qual ele trabalha a conscientização do público sobre a pandemia, porém, não trabalha a sua própria conscientização e ação para materializar a vacinação em massa, única saída para controlar e debelar a pandemia.

 

 

A vacina salva vidas!

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