CONECTIVIDADE NAS ESCOLAS-CONGRESSO DERRUBA VETO DE BOLSONARO
Jornalista: Leticia
Na noite desta terça-feira (1°), por 419 votos a favor e 14 contra, a Câmara dos Deputados derrubou o veto integral do presidente Jair Bolsonaro (ex PSL), do Projeto de Lei (3.477/2020), que prevê aquisição de computadores e pacotes de internet banda larga para mais de 18 milhões de estudantes de baixa renda e a aproximadamente 1,5 milhão de professores(as) da rede pública.
Diante do momento de pandemia que o mundo enfrenta, a medida é fundamental para fornecer o acesso para todos(as) à uma educação de qualidade em tempos difíceis. O desafio agora é fazer com que o governo federal envie imediatamente cerca de R$ 3,5 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações-Fust para estados, municípios e o Distrito Federal.
O projeto que é de iniciativa do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE) e outros, beneficiará professores(as) do ensino fundamental e médio das redes estaduais municipais, estudantes da rede pública do ensino fundamental e médio regulares pertencentes a famílias vinculadas ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); e matriculados nas escolas das comunidades indígenas e quilombolas.
Ao todo, serão ofertados cerca de 20 GB de franquia mensais. O texto estabeleceu um prazo de seis meses para o programa, tomando como referência o preço de R$ 0,62 por GB. Além disso, o texto determina que o dinheiro deverá ser utilizado para a contratação de soluções de conectividade móvel (pacote de dados para celular) e, alternativamente, estados e Distrito Federal poderão contratar conexão na modalidade fixa para domicílios ou comunidades se for mais barato ou quando não houver acesso a rede móvel.
No Distrito Federal, apenas a Deputada Celina Leão do PP votou para que o veto fosse mantido, seguindo a orientação de seu partido e contra a ampliação do acesso à educação. Enquanto os demais deputados do DF votaram pela sua derrubada, conforme o quadro abaixo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), juntamente com o Sinpro-DF e outros movimentos sindicais, lutou pela aprovação dessa lei e pressionou pela derrubada do veto do presidente Bolsonaro, promovendo mobilizações virtuais, tuitaços, coleta de adesões para o abaixo-assinado e estimulando o envio de mensagens aos parlamentares. “Seguiremos juntos firmes na luta até que as escolas recebam esses recursos que são fundamentais para a inclusão de trabalhadores/as em educação e de mais da metade dos estudantes brasileiros que não estão conseguindo acompanhar as aulas remotas em tempos de pandemia por falta de acesso à internet e outros equipamentos”, registrou Heleno Araújo, presidente da CNTE.
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal-Sinpro-DF, parabeniza toda a categoria que apoiou e participou ativamente das nossas mobilizações em defesa da educação pública.
NÃO HAVERÁ EXPEDIENTE NO SINPRO-DF NESTA QUINTA (3/6) E SEXTA-FEIRA (4/6)
Jornalista: Leticia
Devido ao feriado de Corpus Christi, o Sinpro-DF informa que não haverá expediente de teletrabalho nesta quinta-feira (3/6) e sexta-feira (4/6), em razão do ponto facultativo do feriado. O atendimento para todos(as) será normalizado na segunda-feira (7), às 8h.
A partir de segunda-feira (7), o Sinpro retoma o atendimento para a categoria por meio do Fale Conosco. Basta clicar e acessar os telefones dos funcionários que, em razão da pandemia do novo coronavírus, permanecem em teletrabalho.
Professor é libertado após chamar presidente genocida de genocida
Jornalista: Luis Ricardo
Após ser enquadrado por crime contra a Lei de Segurança Nacional pelo simples fato de expressar sua opinião, o professor de História, Arquidones Bites, foi solto pela Polícia Federal após ter sido levado para a sede do órgão em Goiânia. O motivo da prisão: se recusar a tirar o adesivo do carro que dizia: “Fora Bolsonaro genocida”.
O professor participava de uma manifestação no último fim de semana, em Trindade, quando foi abordado por policiais militares (sem máscara) com extrema violência e usando de agressões. Segundo o policial que deu voz de prisão a Arquimedes, o educador infringiu o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, que prevê pena de um a quatro anos de reclusão pelo crime de calúnia ou difamação dos presidentes da República, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal.
Diferente do argumento do PM, conforme explícito na nossa Constituição em seu art. 5º inciso IV, é livre a manifestação do pensamento, incluídas aí as críticas e manifestações de indignação da população contra seus governantes, tratando-se, portanto, de princípio basilar da democracia, que pressupõe justamente a liberdade de expressão quando o povo não concorda com quaisquer atitudes dos políticos eleitos. Chama a atenção que o Estado se utilize de uma legislação editada em um momento de ruptura constitucional, durante a Ditadura Militar, em que qualquer crítica era calada com violência, quando não com a morte, legislação que não pode ser considerada como recepcionada pela Constituição Cidadã de 1988.
Se hoje, boa parte da população brasileira se refere ao presidente da República como genocida, é mediante histórico de negacionismo de uma pandemia que matou milhões ao redor do mundo; não comprou vacina em tempo hábil; vai às ruas provocando aglomeração; não utiliza ou respeita os protocolos de segurança contra a pandemia; a todo o momento dizia que a Covid-19 era simplesmente uma gripezinha, autorizando a Copa América de futebol em um momento de alta no número de mortes e infectados, dentre outros fatores que dão argumentos para que a população o responsabilize pela morte de milhares de brasileiros.
Ao contrário da acusação de desrespeito à lei, Arquimedes apenas emitiu sua opinião, opinião esta carregada de tristeza após a morte do irmão caçula pelo novo Coronavírus. Desrespeito foi o que fizeram os policiais responsáveis por sua prisão, motivada pelas convicções políticas dos militares, demonstrando, sim, abuso de autoridade. Um dos policiais que participou da prisão, inclusive, foi afastado das funções operacionais e responde a uma ação interna da corporação, demonstrando que o professor não estava errado em expressar sua opinião de forma pacífica e legítima.
O Sinpro acredita e defende a democracia em todas as suas vertentes. Momentos como o da Ditadura Militar, onde pessoas eram torturadas e mortas, sempre serão rechaçadas e veementemente criticadas, uma vez que a nossa Constituição nos dá direito à livre expressão do pensar e de opinião.
Lentidão e interrupções marcam vacinação dos trabalhadores da educação do DF
Jornalista: Maria Carla
Mais uma vez o governo Ibaneis Rocha (MDB) suspende a vacinação da categoria do Magistério. Nessa segunda-feira (31/5), suspendeu a vacinação da categoria com previsão de volta somente nesta quarta-feira (2/6). Falhas no planejamento, morosidade e ineficiência no plano de vacinação da capital do País é que tem elevado o número de mortes e de infecções pela Covid-19. Não é à toa que, nesta terça-feira (2/6), o noticiário mostra que a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede hospitalar pública do DF é de 94%.
O portal InfoSaúde (http://info.saude.df.gov.br/initial-page/covid-19/) , do Governo do Distrito Federal (GDF), atualizado às 9h26 desta terça, informou que a ocupação das UTI públicas está em 90%, com 18 pessoas com suspeita ou com a infecção pelo novo coronavírus comprovada na fila aguardando leito. A fila de UTI, em geral, está com 117 pacientes, segundo atualização do próprio InfoSaúde das 7h46 desta terça. Isso sem contar o número elevado de óbitos e de casos de infecção espalhados pela cidade, todos com dados subnotificados.
Mesmo com esse quadro elevado de infecções e mortes, o GDF mantém a lentidão da única coisa que pode assegurar a volta à quase normalidade: a aplicação do imunizante. Há meses, desde que os laboratórios anunciaram a produção das vacinas, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) vem reivindicando a vacinação dos/as trabalhadores/as da educação nos grupos prioritários. Mas, quando o GDF atende à pressão da categoria, sujeita a todos e todas às incertezas da materialização da vacina. Todo dia há um motivo estapafúrdio para adiar a aplicação do imunizante, além da morosidade criminosa.
No primeiro lote de vacinas em que os/as trabalhadores/as da educação estavam incluídos e que o próprio GDF anunciou que ia vacinar 10 mil pessoas, não chegou a 4 mil, segundo a imprensa, e não apresentou uma previsão, nenhum cronograma, nada que mostrasse logística e datas de vacinação dos grupos já definidos pela própria Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
O Sinpro buscou contato com a Secretaria de Educação (SEE-DF), que confirmou que a sequência da vacinação de professores e professoras paraesta quarta-feira (02/06). As listas de nomes a serem contemplados estão sendo providenciadas e serão divulgadas.
No entendimento da diretoria, a postura do governo Ibaneis perante a pandemia do novo coronavírus e o encaminhamento moroso da vacinação é muito grave. “Ele não trabalha para adquirir vacinas e continua apontando um calendário de retorno presencial, agindo com terrorismo psicológico com a categoria que nunca parou de trabalhar remotamente e que não tem a menor condição de voltar presencialmente diante do quadro de mortandade diária na cidade”, diz. O Sinpro solicitou reunião com o secretário de Educação, Leandro Cruz, para avaliar o processo de imunização da categoria até o momento.
Após luta das pessoas com deficiência, GDF disponibiliza vacinação para deficientes sem BPC
Jornalista: Maria Carla
Depois de muita luta do Sinpro-DF, de outras categorias profissionais e dos movimentos sociais que atuam no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Coddede-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF), liberou, na manhã terça-feira (1º), a vacinação das Pessoas com Deficiência (PCD) que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“Sobre o governo ter criado esse dispositivo para vacinação apenas para as pessoas com deficiência que recebem BPC, nós, do Sinpro, fizemos várias críticas. Questionamos essa forma de excluir as pessoas. E isso mudou graças à atuação do Coddede-DF e da nossa participação nas várias reuniões com a Comissão da Vacina. No último encontro, a Secretaria de Saúde ficou de analisar e de retirar esse critério do BPC, que é um critério de renda e que impediu as pessoas com deficiência de acessarem o direito à vacinação”, informa Carlos Maciel, diretor do Sinpro-DF.
Cadastramento começa nesta terça, mas agendamento será feito depois
A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) abriu o cadastramento para pessoas com deficiência que não recebem o BPC. A partir desta terça (1º/6), as pessoas com deficiência da capital do País devem se cadastrar para a vacinação contra a Covid-19. Ou seja, primeiramente, devem fazer o cadastro no site http://vacina.saude.df.gov.br/, que é obrigatório para, depois, agendar a imunização.
A SES-DF informa que a vacina deverá ser disponibilizada na semana que vem. No entanto, a data do início dos atendimentos e o número de vagas ainda não foram confirmados pela Pasta. A imunização é voltada para pessoas com deficiência com mais de 18 anos que não recebem BPC. “Ainda tem um probleminha que a gente precisa resolver: a SES precisa colocar no site uma terceira categoria destinada a pessoas com deficiência e retirá-las do grupo da comorbidade porque a deficiência não é doença. Contudo, por enquanto, já está disponível a modalidade de vacinação para deficientes sem BPC na categoria de comorbidades”, explica o diretor.
“As pessoas com deficiência deveriam ter sido priorizadas desde o início da vacinação. Isso está garantido no artigo 9, da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), e no artigo 11, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU). O critério a ser utilizado, assim como nos demais grupos de vacinação, deveria ter sido o de recorte epidemiológico e não o de renda, como este do BPC, que viola a proteção à vida. Alguns estados começaram a vacinação desse segmento social bem antes. A exemplo do Estado do Piauí, em Teresina; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e, Goiás, com várias cidades do Entorno do Distrito Federal, como Luziânia e Planaltina Goiás”, finaliza Maciel.
O cadastramento das pessoas com deficiência sem inscrição no BPC deve ser feito da seguinte forma:
1. Acesse o site: https://vacina.saude.df.gov.br/;
2. Clique na opção “Cadastrar Comorbidade”;
3. Preencha os dados pessoais, como: Nome Completo, CPF, Data de Nascimento, Altura, Peso, Telefone, e-mail, CEP e – ATENÇÃO:
Em comorbidades, marque a opção “pessoa com deficiência SEM a inscrição no BPC”
4. Após, clique em salvar.
Observação 1: será gerado um código de confirmação, ele é a chave de localização do seu cadastro. Observação 2: O agendamento será realizado, conforme a disponibilidade de doses
Dia Nacional da Imprensa: 213 anos depois de instalada no Brasil, imprensa ainda luta pela liberdade
Jornalista: Maria Carla
Se a informação é o caminho para a liberdade, defender a democratização da comunicação é passagem aberta para um País soberano. Este ano, o Dia Nacional da Imprensa é marcado pelo aumento descontrolado de violência contra os jornalistas e a liberdade de imprensa. O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2020, lançado em janeiro deste ano, mostra que o ano passado entrou para a história como o ano em que a humanidade começou a sofrer com uma das mais graves crises sanitárias já registradas.
Revelou que a crise provocou uma tragédia mundial sem precedentes, contudo, causou efeito positivo na imprensa. O jornalismo recuperou parte de sua credibilidade e se mostrou mais do que necessário numa sociedade democrática. Os jornalistas foram reconhecidos profissionalmente. Contudo, no Brasil, os registros foram negativos: 2020 foi o ano em que os jornalistas arriscaram a vida (e muitos morreram), tiveram suas condições de trabalho ainda mais precarizadas, salários reduzidos, sua função sempre desqualificada e sofreram ataques violentos por cumprirem seu papel social.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) já vinha alertando para o fato de que, a partir de 2019, intensificaram as violações à liberdade de imprensa no Brasil, claramente associadas à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Em matéria divulgada no fim de janeiro deste ano, a federação afirmava que a violência contra jornalistas havia crescido 105,77% em 2020, com Jair Bolsonaro liderando ataques. Em 2019, foram registrados 208 casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Um aumento de 54,07% em relação a 2018, que registrou 135 ocorrências.
Em 2020, a situação piorou. O levantamento da Fenaj, que é subnotificado, dá conta de que houve uma explosão de violência contra jornalistas e contra a imprensa de um modo geral. Foram registrados 428 episódios, 105,77% a mais do que em 2019. De acordo com o relatório, “ a descredibilização da imprensa, como no ano anterior, foi a violência mais frequente: 152 casos, o que representa 35,51% do total”.
E prossegue: “O presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, foi o principal agressor. Sozinho foi responsável por 175 casos (40,89% do total): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um caso de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à TV Globo e dois ataques à FENAJ”.
Além da luta pela liberdade de imprensa e de expressão/opinião, a categoria luta pela sua inclusão entre os grupos prioritários para a vacinação, mas não é atendida. Um levantamento da Fenaj mostra que a Covid-19 mata um jornalista por dia no Brasil. Entre janeiro e abril de 2021, 124 jornalistas perderam a vida para a doença, uma média de 31 por mês, bem acima da média verificada em 2020, com 8,3 óbitos/mês.
Ainda segundo dados de um levantamento realizado pela Fenaj, já são 213 profissionais mortos. Os números fazem parte do “Dossiê Jornalistas Vitimados pela Covid-19”, documento elaborado pela Fenaj com a ajuda dos sindicatos de todo o País.
Histórico
Dia Nacional da Imprensa era lembrado sempre no dia 10 de setembro, data que começou a circular o primeiro jornal publicado em terras brasileiras, a Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808. Contudo, em 1999, a comemoração do Dia Nacional da Imprensa mudou de data e passou a ser celebrado no dia 1º de junho porque foi nessa data que começou a circular o jornal Correio Braziliense, fundado por Hipólito José da Costa. Esse jornal iniciou suas publicações também em 1808, mas era clandestino e começou a circular cerca de três meses antes. Assim, em 1999 esse fato foi, oficialmente, reconhecido e a Lei n.º 9.831, de 13 de setembro de 1999, foi modificada transferindo o Dia Nacional da Imprensa para 1º de junho.
SINPRO-DF CONVIDA TODA CATEGORIA PARA PARTICIPAR DA CAMPANHA DE DELEGADOS SINDICAIS
Jornalista: Leticia
Com objetivo de viabilizar uma melhor organização por local de trabalho para fortalecer a luta e resistência da categoria dentro do ambiente educacional, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal-SINPRO-DF, continua à campanha de eleição para delegados(as) sindicais, durante o mês de junho aos (as) interessados(as) em serem representantes sindicais em suas escolas.
Entre suas atividades essenciais estão a mobilização da categoria, a articulação da presença sindical durante as coordenações coletivas, a divulgação de campanhas e mobilizações virtuais, o fortalecimento do local de trabalho e a defesa dos direitos da categoria, atuando próximo ao representante da diretoria do sindicato na sua escola para o atendimento a seus pares e, sobretudo, cumprindo as deliberações do Estatuto, das assembleias e da diretoria colegiada do Sinpro-DF.
Cada unidade escolar tem o direito de eleger um (a) delegado (a) sindical por escola e um representante por turno. Por exemplo, uma escola que funciona nos 3 turnos, pode eleger 1 delegado(a) sindical e 1 representante por turno, somando ao total de 4 pessoas. Não há verticalidade nessa relação, é uma estratégia importante para aumentar o nível de representatividade por escola, melhorando toda organização de trabalho da unidade escolar.
Podem ser delegados sindicais o professor(a) efetivo, de contrato temporário, ou orientador(a) educacional desde que sejam sindicalizados(as) junto ao Sindicato dos Professores no Distrito Federal.
Devido ao cenário de pandemia que vivemos, as eleições acontecem em formato remoto durante uma coletiva virtual. Após o encontro remoto, o delegado(a) sindical deverá acessar o link disponibilizado pelo Sinpro-DF, preencher os campos em branco e fazer o envio da Ata de delegado(a) sindical para registro e controle do Sindicato. Aqueles que quiserem, podem fazer a impressão da ficha ou até mesmo salvar algum dispositivo móvel. Confira o passo a passo abaixo:
Após a realização da eleição durante a coletiva, o (a) delegado sindical deverá acessar o linke informar o CPF.
Se houver representações sindicais por turno, o(a) delegado sindical, deverá preencher e informar no formulário. Havendo necessidade de inserir mais representantes, basta clicar em adicionar “representantes” e em seguida, salvar os dados informados.
O delegado(a), irá inserir o CPF e nome de cada participante da reunião na qual ocorreu a eleição.
Atenção: É de extrema importância que todos os participantes que estiveram presentes na coletiva, sejam inseridos no documento digital independentemente de serem ou não filiados(as). Para cada participante, é preciso salvar o documento.
Após o preenchimento de todas as informações, o Sinpro-DF automaticamente receberá as informações do formulário. Por fim, clique em visualizar a Ata de Eleição, imprima ou salve o documento para você.
Caso o candidato(a) queira fazer alguma mudança no formulário, basta acessar o e-mail que será enviado para o endereço eletrônico cadastrado. Os(as) delegados(as) sindicais serão eleitos para mandato de um ano.
Para a diretora do Sinpro Luciana Custódio, a participação da categoria como delegados sindicais é de extrema importância para fortalecer os direitos conquistados por meio de lutas de todos e todas filiados junto ao Sinpro-DF. “Nossa luta é que crie uma rotina nas coletivas das escolas com uma pauta sindical com os principais acontecimentos da semana, Além, obviamente, da importância de participação da luta que se constrói no dia a dia:plenárias, reuniões, seminários, congressos, assembleias dentre outros espaços importantes de luta”, afirma.
Desfaçatez nociva da mídia comercial no 29M escancara urgência da democratização da comunicação
Jornalista: Vanessa Galassi
Por Letícia Montandon*
No Brasil, as poucas famílias donas dos principais grupos de comunicação – no que diz respeito à audiência – ditam desde banalidades como a roupa da moda até a endemonização de partidos políticos e a criação de pseudo-heróis nacionais. Cristalizado como privado, sem representatividade, alheio ao interesse público e fechado ao exercício da liberdade de expressão, o sistema midiático brasileiro não tem pudor ao distorcer ou (re)construir a realidade, como foi feito no último dia 29 de maio, com as manifestações pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Alheios a qualquer responsabilidade pública, jornalões e principais telejornais simplesmente ignoraram centenas de milhares de brasileiros e brasileiras em marcha nas ruas de todo o país, mesmo diante da pior crise sanitária do século, para tirar da principal cadeira do Executivo federal aquele que vem sendo indicado formalmente em uma CPI como o principal responsável pela morte de quase meio milhão de pessoas.
A estratégia do deixar de fazer ou de reescrever o real com notícias carentes de fatos não é novidade. Em 1984, por exemplo, a TV Globo publicou que as manifestações em defesa da democracia e pelas Diretas Já eram comemorações pelo aniversário de São Paulo. Historicamente, atos de movimentos sociais são marginalizados e apresentados como “perigosos” para a sociedade. No relatório “Vozes Silenciadas”, de 2011, realizado pelo Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, a análise de cerca de 300 matérias sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, publicadas pelos principais jornais impressos e televisivos durante as investigações de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o MST, mostraram que, sem nenhuma comprovação, o Movimento é tratado como “violento” e suas reivindicações, respaldadas pela Constituição Federal, recebem pouco destaque. Outro estudo do “Vozes Silenciadas”, realizado em 2019, mostrou que a reforma da Previdência, um dos principais projetos do governo Bolsonaro-Guedes, foi tratada pelos principais jornais impressos e televisivos de maneira totalmente favorável à proposta. Ausência de fontes contrárias à reforma da Previdência, defesa indiscriminada da proposta em editoriais e ampla visibilidade para representantes do Ministério da Fazenda foram algumas das constatações do relatório. O resultado foi a aprovação da reforma da Previdência, promulgada em novembro de 2019. Mais ainda, todos os dias, dezenas de jovens das periferias de todo Brasil, a maioria negros, são assassinados pela polícia e nada se fala sobre isso.
A desfaçatez nociva da mídia comercial agora repete a receita histórica que objetiva a manutenção de um sistema de privilégio a custa da miséria e da morte. Sobre o cadáver de quase meio milhão de pessoas e a dor de tantas outras milhares; sobre a indignação e a revolta de centenas de milhares de brasileiros e brasileiras, os principais meios de comunicação, como O Globo e Estadão, estamparam notícias sobre turismo e um ilusório reaquecimento do PIB, enquanto o fato era a mobilização nacional pelo Fora Bolsonaro. Quando muito, citaram superficialmente as manifestações históricas, mas indicando-as como meras “aglomerações” ou mesmo sem falar que o principal objetivo dos atos era o impedimento de Bolsonaro e a consequente ampliação da política de vacinação contra a covid-19.
Não fossem os veículos da chamada mídia independente, como a Mídia Ninja, o Brasil de Fato, a Revista Fórum, a comunicação das centrais sindicais e dos sindicatos, como CUT e o próprio Sinpro-DF, além da mídia estrangeira, as imagens das manifestações registradas nesse 29 de maio pelo impeachment de Bolsonaro seriam entendidas apenas como uma epifania da esquerda, assim como a covid-19 foi considerada uma “gripezinha” pelo presidente do Brasil. Para se ter uma ideia, segundo a Central dos Movimentos Populares (CMP), só em São Paulo, cerca de 80 mil pessoas foram à Avenida Paulista, como mostra matéria publicada pela CUT Brasil. De acordo com a matéria, 213 cidades brasileiras dos 26 estados e do DF, além de 14 cidades no mundo, realizaram manifestações contra Bolsonaro e sua política genocida. Le Monde, da França; a BBC de Londres; o canal Al Jazeera, do Catar; a agência estatal do Kremlin RT, da Rússia; o indiano Times of India; o argentino La Nación, entre tantos outros, também abordaram as manifestações, não por questões ideológicas, mas porque a relevância do interesse público e o respeito aos fatos é o mínimo para qualquer jornalismo que se preze.
Com a permissividade dos diversos governos brasileiros, há décadas o sistema de comunicação do País registra a cooperação entre empresários ligados aos veículos de comunicação de massa e setores dominantes, interessados na legitimação do “sistema”. Na relação profana, o direito humano à comunicação é substituído por um sistema de “produção” descompromissado com a mensagem transmitida. Por outro lado, a sociedade civil, historicamente, se mostra empenhada em reverter esse cenário. Exemplo disso é o Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação – composto por sindicatos, associações e outras organizações da sociedade civil –, que há 30 anos vem lutando por um sistema de comunicação que amplie os espaços de fala ao mesmo tempo em que propicie, através de políticas públicas, os meios e as tecnologias necessárias para expressar as diversas opiniões, pondo fim ao fatal oligopólio da mídia brasileira.
Indiscutivelmente, as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro, realizadas no dia 29 de maio, escancararam a urgência da democratização da comunicação. Ainda observada como secundária nos planos de ação das diversas entidades sindicais e de organizações da sociedade civil, a pauta é estratégia imprescindível para a defesa da própria democracia. Enquanto apenas as vozes de poucas famílias forem ouvidas, ficaremos fadados aos mandos e desmandos de quem tira do povo o protagonismo de suas próprias vidas e emplaca, com o trampolim da desinformação, o governo de ditadores e fascistas.
Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF
*Letícia Montandon é professora da rede pública de ensino do DF e coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF
Apesar dos pesares, filhos da periferia estão conquistando o ensino superior
Jornalista: Luis Ricardo
Desde a época do Brasil colônia, a ‘senzala’ sempre incomodou a ‘Casa Grande’. O paralelo entre a colonização portuguesa e início da escravidão no país, e a luta da classe proletariada por uma vida melhor, apesar dos entraves e de todas as dificuldades, faz parte da vida de grande maioria dos brasileiros. Nos últimos anos, este contexto ganhou ainda mais força diante de um governo que tem privilegiado as classes altas, em detrimento das baixas.
Em 2020, o ministro da Economia, Paulo Guedes, usou uma fala extremamente pejorativa para fazer alusão à alta do dólar. Segundo ele, “todo mundo estava indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada”, mostrando que a ascensão da senzala ainda incomoda, e muito, a Casa Grande. Não satisfeito, o ministro declarou que “o filho do porteiro tirou zero no vestibular, mas ainda assim conseguiu bolsa do Fies em uma instituição particular”.
Apesar dos pesares, Paulo Guedes, mesmo diante da falta de políticas sociais, de políticas educacionais e de investimento na Educação por parte do governo de Jair Bolsonaro, os filhos dos porteiros, das empregadas domésticas, dos lavradores, faxineiras e de trabalhadores humildes têm, sim, entrado nas universidades. Esta vitória é graças a programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade Para Todos (Prouni), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e políticas de cota, fundamentais para garantir uma vaga nas universidades e faculdades brasileiras.
Histórias como essas vão muito além de superação, mas da demarcação de um território muitas vezes desconhecido e distante para a classe baixa. Salomão Ximenes, professor de políticas educacionais, ressalta que programas que dão acesso ao ensino superior existem para promover ascensão social. “Até o final da década passada, muito dificilmente os estudantes tinham perspectiva de concluir o ensino médio. Quando você tem perspectiva de continuar, a motivação é maior para concluir e não abandonar o ensino médio. Isso dá perspectivas de ascensão social para quem nunca teve acesso à educação de qualidade no país”, analisa o professor.
E essa migração de estudantes das “periferias” brasileiras para o ensino superior não é mais novidade. Desde os anos 2000, é cada vez maior o número de jovens de classes baixas em universidades e faculdades. Seguindo pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a maior parte dos estudantes das universidades federais (70,2%) é de baixa renda. Esses estudantes são de famílias com renda mensal de até 1,5 salário mínimo per capita.
O resultado disso são mais filhos de porteiros, de faxineiras, de lavradores, de trabalhadores braçais tendo acesso ao mercado de trabalho, fato que, pelo que parece, incomoda, e muito, o ministro Paulo Guedes e o governo de Jair Bolsonaro.
Este sempre foi uma das grandes lutas do Sinpro: democratização do ensino e uma educação pública de qualidade para todos(as). “Nós vermos pessoas de baixa renda, pessoas que dificilmente poderiam sonhar com uma universidade se formando como advogados, médicos ou qualquer outra profissão é gratificante para nós, professores, que sempre lutamos pela democratização do ensino. Mesmo com tudo que estamos vendo, com a falta de investimento na educação e com todo esforço para frear essa escalada social, a classe de baixa renda está vencendo e mostrando que todos têm direito a uma vida melhor, quer sejam filhos de porteiros ou filhos de ministros”, enfatiza a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.
Defenda a escola: 8 argumentos para dizer não à educação domiciliar
Jornalista: Alessandra Terribili
A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – e mais de 350 entidades lançaram, na última quarta-feira, 26 de maio, o manifesto Defenda a escola: 8 argumentos para dizer não à educação domiciliar. Assinam o documento instituições acadêmicas, redes e movimentos sociais de Educação, associações de gestores(as) públicos e de conselhos municipais, entidades sindicais, organizações da sociedade civil, religiosas, de juristas, entre outras.
Confira o manifesto na íntegra clicando no ícone abaixo. É muito importante nos mantermos mobilizados(as) contra o risco iminente da educação domiciliar! Participe compartilhando o manifesto com seus/suas colegas e enviando mensagens para pressionar os e as parlamentares da CCJ da Câmara (Comissão de Constituição e Justiça).