Pressão contra PL do genocídio nas escolas deve ser intensificada

Com a notícia de que o PL 5595/20 poderá ser votado essa semana no Senado Federal, as ações contra o projeto de lei que impõe o retorno às aulas presencias em meio à pandemia da covid-19 deverá ser reforçada.

Com a necessidade do distanciamento social, a pressão para que os senadores rejeitem a proposta de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) e outros vem sendo feita de forma virtual, pela plataforma Educação Faz Pressão. Ao se conectar ao endereço, o internauta terá acesso aos emails e endereços de redes sociais de todos os senadores. O objetivo é enviar o máximo de mensagens possíveis reivindicando a rejeição do PL 5595/20, conhecido como projeto do genocídio nas escolas.

Outra forma de pressionar os senadores é com a participação nos tuitaços chamados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE e pelo Sinpro-DF. Para isso, é necessário ficar atento às publicações nas redes sociais das organizações sindicais. (CNTE – Instagram, Facebook, Twitter | Sinpro – Instagram, Facebook, Twitter)

“Estamos utilizando esse tipo de estratégia, de pressão virtual, desde o início da pandemia, e tivemos resultados importantíssimos, como a aprovação do Fundeb, por exemplo. Nós, diferente de certos parlamentares e do governo federal, temos responsabilidade com a vida. Mas para que a campanha tenha resultados positivos, é preciso que a categoria e a sociedade de forma geral abracem a iniciativa e lotem os senadores de mensagens exigindo a reprovação do PL 5595/20 ”, explica a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Diante da atuação do Sinpro-DF, os três senadores do DF, Izalci Lucas (PSDB), Reguffe (Podemos) e Leila Barros (PSB), disseram defender a retirada de pauta do PL 5595/20. As afirmações foram feitas à diretoria do Sindicato, em reuniões virtuais realizadas no último dia 29 de abril.

O PL 5595/20 foi aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 21 de abril, com 276 votos favoráveis, 164 contra e duas abstenções. Da bancada do DF, votaram a favor do PL 5595/20 as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Paula Belmonte (Cidadania-DF) e os deputados Laerte Bessa (PL-DF) e Luis Miranda (DEM-DF). Contra o projeto, votaram as deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Celina Leão (PP-DF) e os deputados Israel Batista (PV-DF) e Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF).

No texto do PL, a educação é enquadrada como atividade essencial: única forma possível de se obrigar o retorno presencial às aulas em plena pandemia e, de quebra, atacar o direito de greve da categoria do magistério. “É muito cinismo da base do governo Bolsonaro, que nunca tratou a educação como essencial, querer se utilizar da essencialidade da educação para abrir escolas sem vacina e no pior momento da pandemia. Não se valoriza a educação colocando em risco a vida da comunidade escolar”, disse a deputada Erika Kokay pelo Twitter, após a aprovação do PL do genocídio nas escolas.

Inconstitucional
Análise da assessoria jurídica do Sinpro-DF verificou que o PL 5595/20 é inconstitucional. O primeiro ponto levantado é que a proposta interfere no direito de greve garantido aos servidores da educação, já que servidores de serviços essenciais têm limitações no uso desse direito. O outro ponto é quanto à interferência na autonomia entre os Poderes e a quebra do pacto federativo, já que é atribuição do Poder Executivo e não Legislativo definir as regras sobre a educação em cada uma das esferas.

Como tramita em caráter de urgência, o PL 5595/20 seguirá para apreciação do plenário Senado. Caso a proposta receba emendas, ela voltará para a Câmara dos Deputados. Se o projeto for analisado pelo Senado e não receber nenhuma alteração ou adição, ele seguirá para sanção presidencial.

Pressione! Siga o passo a passo abaixo e ajude a saltar vidas

>> Acesse o Educação Faz Pressão pelo link https://bit.ly/3xfxeA9

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>> Envie mensagens para os senadores e senadores exigindo a rejeição do PL 5595/20. É importante lembrar que o essencial é a vida!

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Grávidas poderão se cadastrar para vacinação contra a Covid-19

O Sinpro-DF volta a lembrar que as grávidas têm direito à vacinação contra o novo Coronavírus, conforme diz o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). A categoria magistério público é composta, em sua maioria, por mulheres, muitas delas grávidas ou puérperas (aquelas que acabaram de dar à luz).  

Para se cadastrar, clique no site vacina.saude.df.gov.br; escolha a opção “cadastro comorbidades”; preencha os dados; selecione a comorbidades; preencha as informações adicionais sobre a comorbidades; e finalize o cadastro e em seguida confirme. O agendamento será realizado conforme o período do agendamento de cada comorbidade a ser anunciada no site da Secretaria de Saúde.

Na primeira fase, prevista para essa terça-feira (4), serão contempladas as grávidas com comorbidades. Já as gestantes sem doenças crônicas serão vacinadas na segunda fase do programa, destinado para pessoas com comorbidades. Todas precisam se cadastrar no site vacina.saude.df.gov.br e apresentar laudo médico validando a vacinação para garantir que não tenham nenhuma contraindicação para o recebimento das vacinas.

A PREVISÃO para vacinação de grávidas e puérperas será de 4 a 6 de maio.

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Solidário à greve dos rodoviários, Sinpro-DF exige vacina para todos

Os rodoviários do Distrito Federal buscam prioridade na vacinação. Tentaram negociar com as empresas e com o governo e nada foi providenciado. Expostos à Covid-19 durante o exercício da profissão, eles avisaram, na semana passada, que nesta segunda-feira (3) haveria greve.

 

Com as atividades paralisadas, eles conseguiram realizar um lockdown no DF e manter 100% dos ônibus nas garagens. O Sindicato dos Rodoviários informou que a greve conta com a participação de trabalhadores de todas as empresas e que todos os ônibus se encontram nas garagens. Nenhum veículo está circulando. A paralisação, que começou a zero hora de hoje, será de 24 horas.

 

Além de não ter vacina contra o novo coronavírus para toda a população, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), desembargador Brasilino Santos Ramos, determinou, na manhã desta segunda-feira (3/5), que o Núcleo de Mandados Judiciais vá até as garagens das empresas de ônibus para conferir se está sendo cumprida a decisão judicial que estabeleceu percentuais mínimos de veículos em circulação durante a paralisação dos rodoviários.

 

No sábado (1º/5), o juiz Pedro Matos de Arruda do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) emitiu uma liminar decretando a greve ilegal e abusiva e determinou multa de R$ 1 milhão. Mas, no domingo (2/5), a desembargadora Sandra de Santis, também do TJDFT, suspendeu a decisão. Contudo, determinou que houvesse circulação de 60% da frota nos horários de pico, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.

 

“Desde que começou a pandemia, 31 rodoviários perderam a vida para a Covid-19 e o TRT, em vez de defender os trabalhadores, que querem apenas prioridade na vacina, manda a categoria voltar ao trabalho. Os valores jurídicos de um tribunal de trabalho estão invertidos neste País”, critica a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

 

Solidária com a luta dos rodoviários, a diretoria repudia não só a atitude do TRT, mas também a do Governo do Distrito Federal (GDF) que, em vez de disponibilizar vacinas, tenta impedir a paralisação, oferecendo vacinação apenas para motoristas e cobradores com comorbidades. “São trabalhadores que estão expostos 24 horas à Covid-19. Isso não pode continuar”, afirma o Sinpro-DF.

 

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários comunicou que a paralisação é justa e pediu que a população não saia de casa nesta segunda. “A greve vai acontecer conforme já anunciado. É o lockdown dos rodoviários para cobrar a vacinação dos trabalhadores. Nesta segunda, não saia de casa. O trabalho volta normalmente na terça. Vamos estar firmes, apesar das ameaças que possam vir. Nossa luta é justa”.

 

Dados desse domingo (2/5), mostram que, no DF, desde o início da pandemia, 7.855 pessoas perderam a vida para a Covid-19. A média móvel de mortes está em 41 óbitos. Nas últimas 24 horas, houve 887 casos de novas contaminações e a média diária está em 1.020. Diante disso, o Sinpro-DF defende a vacinação já para todos, todas e todes! Enfim, vacina para toda a população do DF e do Brasil. #VacinaJá

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Brasil cai 4 pontos no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa e entra na “zona vermelha”

Pela primeira vez, em 20 anos, o Brasil entrou na “zona vermelha” do ­_Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa_, da Organização Não Governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras. A informação, divulgada em meados de abril, revela que o País passou a compor, nos últimos 4 anos, um grupo de nações em que a situação do trabalho de imprensa é considerada difícil.

 

Em 2019, o Brasil já havia subido na classificação internacional e ocupava a 107ª colocação, sendo considerado como “zona laranja”, ou seja, locais em que a situação da imprensa é considerada sensível. No governo Jair Bolsonaro já caiu quatro posições na classificação internacional passando para a 111ª, em relação ao ano passado. É o quarto ano consecutivo de queda do País, que, em 2018, após o golpe de Estado de 2016, já estava na 102ª posição.

 

Emmanuel Colombié, diretor regional para a América Latina dos Repórteres sem Fronteiras, considera essa posição indigna de uma grande democracia. Segundo ele, o País já enfrentava problemas estruturais no campo da liberdade de expressão. O Brasil é o segundo país da América Latina com o maior número de profissionais de imprensa mortos na última década, atrás apenas do México.

 

Além disso, segundo ele, a mídia brasileira ainda é muito concentrada, o que prejudica o pluralismo, e o sigilo das fontes é regularmente ameaçado, com jornalistas se tornando alvos de processos judiciais abusivos. Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, desta segunda (3), André Marsiglia Santos, advogado constitucionalista especializado em liberdades de expressão e de imprensa e membro da Comissão de Liberdade de Imprensa da OAB-SP, destaca que “nunca os ataques de um governo à imprensa foram tão frontais como agora”.

 

Ele diz que, talvez, somente durante a ditadura militar houve tantas agressões a jornalistas como agora. “Nunca a imprensa tradicional foi tão questionada, nunca o jornalismo independente esteve tão marginalizado, nunca os jornalistas foram tão criminalizados e tratados com tanta agressividade”, declarou.

 

O advogado observa também uma realidade nova: “Há ainda as censuras modernas, que costumo chamar de censuras com efeito inibidor. Utilizando-se de decisões liminares do judiciário, amputam textos jornalísticos, impedem que o profissional acesse documentos públicos, limitam a chegada da informação íntegra e integral ao leitor. Não pense que acabou. Temos também as censuras privadas, formatadas por critérios pouco claros, e, muitas vezes, comerciais, que surgem personificadas nas políticas de cancelamento e nas relações entre as plataformas de big techs e seus usuários”, alerta.

 

Afirma, ainda, que, “em tese, as censuras privadas não têm relação direta com o universo da liberdade de imprensa, mas claro que sobre ela interferem, pois, se aceitamos a censura da sociedade civil contra ela própria, obviamente nos tornamos insensíveis à postura do Estado quando censura a imprensa. Onde a censura vira qualquer coisa, qualquer coisa vira censura”.

 

Data criada pela Unesco para denunciar os crimes contra jornalistas

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por meio da Decisão A/DEC/48/432, de 1993, durante uma Assembleia Geral das Nações Unidas. A data foi uma resposta ao movimento iniciado 2 anos antes para alertar sobre crimes e impunidades cometidos contra jornalistas em todo o mundo. Muitos são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas.

 

No Brasil temos vários exemplos atuais e na ditadura militar (1964-1985), como é o caso icônico do jornalista Vldimir Herzog, perseguido, preso, torturado e assassinado na prisão pela ditadura militar, no governo do general Ernesto Geisel. Mas, além dele, centenas de jornalistas foram e têm sido assassinados, torturados e, quando menos, são perseguidos e desmoralizados profissionalmente por denunciarem falcatruas e corrupções de todo e qualquer governo.

 

Este ano, a data marca também o 30º aniversário da Declaração de Windhoek (1991), que colocou a liberdade de imprensa na pauta global. Também se encerra, nesta segunda-feira (3), a Conferência Global do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, promovida pela Unesco. O evento, cujo tema é “Informação como bem público”, começou no dia 29/4 e vai terminar nesta segunda (3/5).

 

Liberdade de imprensa e pandemia da Covid-19

 

Nesta segunda, António Guterres, secretário-geral, mandou mensagem aos países e lembrou que os desafios criados pela Covid-19 “sublinham o papel crítico da informação confiável, verificada e, universalmente, acessível para salvar vidas e construir sociedades fortes e resilientes”.

 

Ele disse que, durante a pandemia e em outras crises, incluindo a emergência climática, “jornalistas e profissionais da imprensa ajudam-nos a navegar por um cenário de informações em constante mudança”, ao mesmo tempo em que se enfrenta imprecisões e inverdades perigosas.

 

O secretário-geral apelou aos governos para que façam tudo a seu alcance para apoiar a liberdade, a independência e a diversidade dos meios de comunicação. Ele observou que “o jornalismo livre e independente” é um é aliado no combate à desinformação.  Ele lembrou o Plano de Ação das Nações Unidas para a Segurança de Jornalistas, aprovado em 2013, que visa criar um ambiente seguro para profissionais do ramo em todo o mundo.

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Homenagem do Sinpro ao dia da trabalhadora e do trabalhador

O Dia do Trabalhador sempre foi um dia de luta. A luta por direitos e melhores condições de trabalho. A luta contra a exploração, contra a mão de obra informal, contra jornadas de trabalho desumanas.

Há pouco mais de meia década, a classe trabalhadora brasileira saía às ruas no 1º de Maio para avançar em conquistas. Hoje, diante das mudanças tecnológicas que favorecem multinacionais e precarizam ainda mais as relações de trabalho, e diante de um governo federal que tem aversão à classe trabalhadora, protestamos para garantir direitos históricos imprescindíveis para assegurar dignidade humana.

O desemprego, a miséria, a fome e as piores condições de trabalho possíveis voltaram a impactar a vida de cada um de nós, trabalhadores e trabalhadoras.

E diante da maior crise sanitária do século, Bolsonaro acalenta empresários e aperta o cerco contra a classe operária, negando ao povo brasileiro até mesmo a chance de preservar a própria vida ao ir contra as medidas de contenção à covid-19 e a vacinação contra o vírus.

Os desafios se mostram gigantes. E não já outro caminho além do da luta unitária, organizada pelos sindicatos e pela Central Única dos Trabalhadores.

Não temos tempo! Mais que nunca, luto deve ser verbo. E a ação de lutar tem que ser agora!

 

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No Dia do Trabalhador, Sinpro-DF lança cartilhas sobre proteção à infância e assédio moral

O Dia do Trabalhador de 2021 chega carregado de um conjunto de pandemias. O Brasil ultrapassa as 400 mil mortes por Covid-19, uma doença laboral. A crise sanitária do novo coronavírus agrava e acelera a crise econômica neoliberal, que começou em 2016 e foi aprofundada com a eleição de Jair Bolsonaro e sua equipe de empresários.

 

Mergulhado numa crise de governo, acumulando recordes negativos na economia (6,1 Inflação acumulada), no trabalho (14% desemprego) e na saúde (400 mil mortes), a situação do Brasil reforça a ideia de que o Dia do Trabalhador de 2021 é a data simbólica para as categorias fortalecerem a luta, com unidade e resistência, para recriar as condições necessárias para a retomada da democracia no País.

 

Essa situação priora também as relações nos locais de trabalho e adoecem, cada vez mais, grandes parcelas da classe trabalhadora. Além das dificuldades financeiras e da pressão do desemprego, quem tem emprego e renda se vê adoecido por causa do assédio moral no local trabalho. Consequentemente, acaba abrindo mão de direitos humanos para se manter empregado(a). Um deles é o direito à licença-maternidade, licença-paternidade e licença-adoção.

 

Houve um tempo em que as crianças trabalhavam desde os cinco ou seis anos. Não havia infância. As mães davam à luz e, sem o repouso necessário, retornavam, imediatamente ao trabalho. Os pais recebiam a notícia do nascimento dos filhos sem poder parar num um único dia para compartilhar com sua esposa parturiente os cuidados com o recém-nascido. A classe trabalhadora foi à luta por esse direito. E o conquistou.

 

As licenças-maternidade, paternidade e adoção não caíram do céu, não surgiram por acaso e nem foram obra da bondade empresarial. Foi sim resultado de muita luta. Não há conquista sem luta. Esses e outros direitos estão sendo demolidos no Brasil desde 2016, quando o golpe de Estado iniciou seu percurso de privatização de serviços públicos, com a Emenda Constitucional 95/16, e a eliminação de direitos trabalhistas, com a reforma trabalhista.

 

A situação da classe trabalhadora só tem piorado. Por isso que Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem dito que o 1º de Maio Unificado de 2021 escolheu o tema “Democracia, Emprego e Vacina para Todos” para lembrar a todos e todas que “o Brasil não pode continuar vivendo com as pandemias do coronavírus, da fome e do desemprego”.

 

O Sinpro-DF destaca pontos para reflexão. Dentre eles, o direito à vacina para todos; auxílio emergencial de 600 reais e a obrigação do Estado de investir dinheiro público na criação de emprego e renda; defesa intransigente da democracia, dos serviços públicos, dos direitos fundamentais e sociais contidos na Constituição; revogação das emendas constitucionais que precarizam o serviço público, prejudicam o trabalhador e enfraquece o Brasil.

 

Diante da tempestade neoliberal e pandêmica que o Brasil e o mundo têm vivido, o Sinpro-DF alerta para o fato de que, no Dia do Trabalhador, é preciso também refletir sobre a crueldade humana que vem sendo praticada nos ambientes laborais por meio da violência, assédio moral, servidão voluntária e os efeitos devastadores na saúde e vida dos trabalhadores.

 

“Para adaptar-se e sentir-se incluído no trabalho, o(a) trabalhador(a)  é induzido a desenvolver comportamentos de servidão. O que se questiona é o tipo de vínculo que está sendo exigido. A adaptação é importante para a saúde mental, mas, quando os limites de tal comportamento influenciam a livre capacidade do sujeito de pensar, sentir e agir, pode tornar-se patológica”, afirma a diretoria.

 

No entendimento de Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador, “a capacidade de se indignar perde lugar para a passividade, a banalização de tudo que prejudica o ser humano e o meio ambiente e a indiferença. Ocorre a morte de si mesmo, em nome de uma obediência sem limites para garantir um emprego, uma renda, a sobrevivência”.

 

Ela explica que “essa servidão patológica é sustentada pela política neoliberal, que prega intervenções diretas na configuração dos conflitos sociais e na estrutura psíquica dos indivíduos. É um modo de racionalizar, empresarialmente, o desejo e não implicar o sujeito na construção do seu caminho”, afirma.

 

Luciane Kozicz, psicóloga do Sinpro-DF, afirma que essa armadilha sociopsíquica é um terreno fértil para manipular comportamentos e para práticas de violência no trabalho e assédio moral. A reação inicial de alguns trabalhadores é a indignação, que dá lugar à indiferença e, por fim, à convivência. A potencialização a performances de trabalho é utilizada para que não se entre em contato com a dor.

 

“A vida neoliberal descobriu que se pode extrair mais produção e mais gozo do próprio sofrimento. Desejos são moldados e a própria maneira que devemos exprimir ou esconder, narrar ou silenciar, reconhecer ou criticar modalidades específicas do sofrimento são acomodados no mero viver”, alerta.

 

Kozicz explica que, “Para não banalizar o mal (conceito desenvolvido por Hannah Arendt) é necessário se apropriar de si, barrar práticas de gestão perversas, lutar para evitar retrocessos nos direitos trabalhistas, denunciar ameaças e acima de tudo buscar meios de acolher o sofrimento humano e apropriar-se da fala para evitar práticas de crueldade no cotidiano do trabalho”.

 

Assim, a diretoria colegiada do Sinpro-DF, por meio da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador, lança, neste 1º de Maio de 2021, Dia do Trabalhador, as cartilhas sobre assédio moral e proteção à infância, instrumentos que especificam essa forma de violência para que cada um e cada uma possa conhecer e reconhecer práticas desumanas, que apartam o sujeito da restauração de sua voz e possibilite a ele e a ela a capacidade de se emancipar. A Cartilha de Proteção à Infância reúne direitos que não nasceram por acaso.

 

Com as cartilhas, a entidade oferece uma forma rápida de acesso e uso da legislação e outras informações sobre o assédio moral no local de trabalho. No início de abril, lançou duas cartilhas sobre Acidente de Trabalho e Acidente de Trabalho – Covid-19. Clique aqui e confira.

 

Acesse aqui a Cartilha Assédio Moral no Trabalho

Acesse aqui a Cartilha de Proteção à Infância

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Próxima assembleia macrorregional será nesta terça, 4

Professoras/es e orientadoras/es educacionais de todas as cidades se reunirão em Assembleia Macrorregional na próxima terça-feira, 4, às 19h. O encontro, realizado virtualmente pela plataforma Zoom, é preparatório para a Assembleia Geral do dia 13 de maio.

Entre as pautas do encontro estão a reforma administrativa, vacinação contra a covid-19, pagamento da última parcela do reajuste conquistado em 2012, concurso e nomeações. Para participar da Assembleia Macrorregional, solicite o link do Zoom via WhatsApp com um dos contatos do card abaixo:

Essa é a quinta e última Assembleia Macrorregional do Sinpro-DF. “Caso a professora ou o professor, ou a orientadora ou orientador educacional não tenha participado da Assembleia Macrorregional da sua respectiva região administrativa, ela ou ele poderá participar da que será realizada nesta quinta ou na do dia 4 de maio. Basta solicitar o link do Zoom”, orienta a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Márcia destaca a importância de participação de todas e todos: “Participar das atividades do Sindicato, sobretudo das Assembleias, é a única maneira de garantir conquistas salariais e trabalhistas para a sua carreira e a sua vida profissional”.

Dia Nacional de Lutas contra a reforma administrativa

Acesse e vote na enquete da PEC 32/20, que está no site da Câmara dos Deputados.

Ao clicar em votar, a Câmara vai pedir um cadastro. Você pode usar sua conta do Facebook para computar seu voto. Se preferir, pode fazer o cadastro na Câmara. Vote em DISCORDO TOTALMENTE.

CLIQUE AQUI VOTE NA ENQUETE

Desta forma você estará ajudando na luta para cancelar essa reforma, que traz uma série de retrocessos e perdas para a classe trabalhadora.

A reforma Administrativa faz mal ao Brasil. Vamos juntos derrotá-la. Compartilhe em seus grupos, com amigos e familiares. A hora é agora.

O Sinpro salienta sobre a importância de manter a mobilização e que a categoria continue mandando mensagens para os deputados federais da CCJ.

 

Ato na Esplanada diz não à Reforma Administrativa

Na manhã desta sexta-feira, 30, um ato convocado por entidades do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) tomou a Esplanada dos Ministérios para protestar contra a Reforma Administrativa, e em defesa de políticas de combate à Covid-19, especialmente vacina para todos e testagem em massa.

A manifestação aconteceu com distanciamento social, uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel e todos os cuidados necessários. Segundo a diretora do Sinpro-DF Vilmara Carmo, a ação também denunciava as 400 mil mortes causadas pela política negacionista e genocida do Governo Federal. “Reivindicamos uma política de respeito à vida, à saúde das pessoas e ações que promovam um enfrentamento real e decente da pandemia, sem penalizar os trabalhadores e trabalhadoras”, disse Vilmara.

Para os organizadores, a manifestação deu seu recado. “Em Brasília, tivemos uma resposta positiva da base dos sindicatos e marcamos o dia 30 de abril contra a reforma administrativa num movimento de muita unidade entre servidores federais e distritais”, afirmou Gediel Ribeiro, coordenador de comunicação e imprensa do Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF). Vilmara destacou que o ato antecipou o 1º de maio, trazendo as mais importantes pautas da classe trabalhadora na atualidade. “O combate à Covid-19 vem acontecendo graças às servidoras e servidores públicos”, ela lembrou. “Trabalhadores e trabalhadoras da Saúde, dos institutos de pesquisa, da segurança pública, dos correios e tantos outros”, completou.

É muito importante que os e as profissionais do Magistério se mantenham mobilizados para derrotar a reforma administrativa do governo Bolsonaro. Assine AQUI a petição para impedir essa PEC da destruição de continuar a tramitar. Assim que a meta for alcançada, o abaixo-assinado será entregue em audiência com o presidente da Câmara dos Deputado, Arthur Lira.

 

Pessoas com comorbidades poderão se cadastrar para vacinação contra a Covid-19

O Sinpro-DF informa que pessoas entre 18 e 59 anos, que tenham alguns tipos de comorbidade (lista abaixo), poderão se vacinar contra a Covid-19. Para participar do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), a pessoa deverá se cadastrar no site vacina.saude.df.gov.br, e em seguida agendar a vacinação, conforme liberação de vagas que serão anunciadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Importante ressaltar que o cadastramento só estará disponível para aqueles(as) que apresentarem alguma das doenças pré-existentes apresentadas na lista.

O cadastramento no site tem início nessa sexta-feira (30) e o sistema da Secretaria de Saúde irá reconhecer, através do CPF do usuário, se ele é portador de alguma comorbidade no caso de haver registro de atendimentos no SUS. Não havendo esse reconhecimento, o usuário poderá se cadastrar, no entanto, deverá apresentar um laudo médico quando for vacinar. O agendamento será anunciado posteriormente.

 

Confira o passo a passo para cadastrar via internet:

Para se cadastrar, acesse o site vacina.saude.df.gov.br; escolha a opção “cadastro comorbidades”; preencha os dados; selecione a comorbidades; preencha as informações adicionais sobre a comorbidades; e finalize o cadastro e em seguida confirme. O agendamento será realizado conforme o período do agendamento de cada comorbidade a ser anunciada no site da Secretaria de Saúde.

Importante ressaltar que, ainda não há vagas abertas.

 

Vacinação para as grávidas

As mulheres grávidas e puérperas com e sem comorbidades também precisam se cadastrar na Secretaria de Saúde do DF para serem vacinadas contra a Covid-19. Na primeira fase, prevista para 4 de maio, serão contempladas as grávidas com comorbidades.

Já as gestantes sem doenças crônicas serão vacinadas na segunda fase do programa, destinado para pessoas com comorbidades. Todas precisam se cadastrar no site vacina.saude.df.gov.br e apresentar laudo médico validando a vacinação para garantir que não tenham nenhuma contraindicação para o recebimento das vacinas.

A PREVISÃO para vacinação de grávidas e puérperas será de 4 a 6 de maio.

 

Doenças pré-existentes:

Diabetes melitus

Pneumopatias crônicas graves

Hipertensão Arterial Resistente (HAR)

Hipertensão Arterial estágio 3

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com LOA

Insuficiência cardíaca (IC)

Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar

Cardiopatia hipertensiva

Síndromes coronarianas

Valvopatias

Miocardiopatias e pericardiopatias

Doenças da Aotya, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas

Arritmias cardíacas

Cardiopatias congênita no adulto

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos

Doença cerebrovascular

Doença renal crônica

Imunossuprimidos

Anemia falciforme

Obesidade mórbida

Síndrome de down

Cirrose hepática

 

Clique aqui e confira a matéria da Secretaria de Saúde do DF.

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