COVID-19 | DF tem destaque no descaso com a Educação

O Brasil registrou nessa quinta-feira, 29, a marca de mais de 400 mil mortes pela covid-19, e o cenário para os servidores da Educação é o pior possível. O descaso com o setor é nacional. Poucos estados, como o da Bahia, iniciaram a vacinação dos educadores. Mas em unidades da Federação, como o Distrito Federal, não há sequer indicativo da imunização dos profissionais.

Mapeamento realizado pela Confederação Nacional dos trabalhadores em Educação (CNTE) mostra que dos 51 estados e municípios onde os dados sobre a imunização contra a covid-19 foram levantados, apenas 11 iniciaram a vacinação dos servidores da Educação. Entretanto, a imunização não é realizada de forma ampla. Limitadores como idade, por exemplo, são levados em conta na maioria dos casos.

Ainda segundo a pesquisa da CNTE, em cinco estados ou municípios há indicativo para o início da vacinação do grupo. Mas apenas nos estados do Acre e Goiás e em Jabotão dos Guararapes, município do Pernambuco, há uma data prevista: maio.

Em São Luis (MA), Aracaju, Paraná, Rio Grande do Sul e nos municípios paranaenses Colombo e Araucária, além de Santa Maria, município do Rio Grande do Sul, a previsão é de que as salas de aula reabram em maio ou agosto. A minoria de forma híbrida, segundo o levantamento da CNTE.

Em meio a pior crise sanitária do século, governadores e o Ministério Público nos estados vêm fazendo pressão para que, mesmo sem a vacina, as aulas presenciais sejam retomadas. Em Macapá (AP), onde não há sequer indicativo de imunização contra a covid-19 para os profissionais da Educação, foi publicado decreto municipal autorizando o ensino híbrido até o 5º ano, com 50% da capacidade de lotação das salas de aula. A mesma situação é registrada no Rio Grande do Sul, onde o governador Eduardo Leite (PSDB) publicou decreto para o retorno às aulas em sistema híbrido, no dia 10 de maio. Na terra dos gaúchos, servidores do magistério também não foram vacinados e não há previsão de vacinação. Ainda na Região Sul do Brasil, a Secretaria Municipal de Educação de Colombo, no Paraná, convocou a categoria do magistério público para cumprir 40% da carga horária na escola. Em Salvador, o retorno das aulas presencias está previsto para dia 3 de maio. Mas na capital baiana, educadores acima de 40 anos já estão sendo vacinados.

No Distrito Federal, Alagoas e Fortaleza (CE), que não vacinaram os profissionais da Educação e não têm previsão para a data de imunização, o Ministério Público estadual vem fazendo pressão pelo retorno das aulas presenciais. No Distrito Federal, o Tribunal de Justiça julgará em maio ação do MPDFT para definir se a decisão do retorno às aulas presenciais é uma atividade exclusiva do Executivo local ou pode ser também exercida pelo Judiciário.

Em defesa da vida e contra o retorno às aulas presenciais, professores do Pernambuco estão em greve. A Justiça decretou o movimento paredista ilegal, mas a categoria continua paralisada. No Recife, capital pernambucana, os professores estão em estado de greve. Em ambos os locais, a greve foi o único contrapeso possível à pressão realizada pelos governos estaduais.

 

PL do genocídio nas escolas
A negligência com a vida da sociedade e a desconsideração do registro de mais de 400 mil mortes é flagrante em parlamentares da base do governo federal. Um dos exemplos é o da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), que elaborou o projeto de lei 5595/20 para proibir a suspensão de aulas presenciais em plena pandemia.

A iniciativa e todos os deputados que votaram a favor da proposta foram amplamente repudiados pelo Sinpro-DF. A deputada Belmonte se melindrou e chegou a postar em suas redes sociais uma fala em que questiona se o Sindicato está “preocupado com os alunos ou com seus interesses políticos partidários”. “Falar em interesse político do Sinpro significa falar da defesa daquelas/es que representamos, e certamente a deputada não faz ideia do que isso significa, pois a mesma tem se dedicado a aprovar projetos de leis que massacram o povo brasileiro. Na verdade, defende uma política no mínimo genocida”, respondeu a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa, também pelas redes.

Ao que parece, a deputada Paula Belmonte desconhece inclusive a realidade do próprio Distrito Federal, unidade da Federação que representa na Câmara dos Deputados. Aqui, a categoria do magistério público não foi vacinada e não há sequer previsão para a imunização contra a covid-19. Além disso, o DF está fora do grupo dos cinco estados que mais vacinaram contra a doença. E mesmo com esse cenário, a permanência das aulas remotas nas escolas públicas se deve exclusivamente à atuação do Sinpro-DF e da categoria, que desde o início da pandemia se mobilizam e realizam uma série de ações para assegurar que as escolas não sejam covidários.

Para além da ausência da vacinação em massa, o Brasil ainda enfrenta a falta de estrutura física das escolas públicas, o que ampliaria o risco de contágio da covid-19 no caso de retorno presencial às aulas durante a pandemia. Segundo o Censo Escolar 2020, 36 mil escolas não têm sequer esgoto. 

Matéria do Jornal Hoje, edição do dia 29/04/21, mostra a realidade da educação no contexto da pandemia

“A pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcomo disse a um jornal: ‘São 400 mil retratos do que não fizemos’, ao se deparar com os números de mortos pela covid-19. E nós do Sinpro-DF lembramos: são mais de 400 mil vidas perdidas e milhões de sonhos que nunca poderão ser sonhados. Não podemos permitir que esse cenário fique ainda mais catastrófico. Assegurar as aulas remotas é assegurar a vida de professores, orientadores, alunos e seus familiares. Só no DF, mais de meio milhão de pessoas compõe a comunidade escolar e estarão relegadas à própria sorte se as salas de aula forem reabertas. Não se trata e nunca se tratou de interesse partidário. A nossa defesa é a da vida”, afirma a diretora Rosilene Corrêa.

Para pressionar os senadores a rejeitarem a proposta que impõe o genocídio nas escolas, o Sinpro-DF vem orientando a sociedade a enviar mensagens aos parlamentares, mostrando o repúdio ao PL 5595/20. A ação vem sendo feita pela plataforma Educação Faz Pressão. Para participar da campanha, basta acessar o link https://bit.ly/3xfxeA9

O Sindicato também lançou no início do mês de março a campanha “Ibaneis, cadê a vacina?”. A iniciativa tem como objetivo cobrar do governador do DF, Ibaneis Rocha, a compra direta do imunizante contra a covid-19, como prevê a lei federal 14.125/2021. Para pressionar o governador, acesse https://bit.ly/3bVi9vf

 

1º de maio de 2021 da CUT-DF reforça luta em defesa da vida

notice

Porta CUT-DF – Por Leandro Gomes O 1º de maio ─ Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores ─ está chegando. Para celebrar a data e apresentar pautas e reivindicações da classe trabalhadora, a CUT-DF realizará grande ato virtual político-cultural. Em função do agravamento da pandemia no DF, a atividade acontecerá exclusivamente de forma virtual. A transmissão será feita pela TV Comunitária de Brasília e pela página do Facebook da CUT-DF, do meio-dia às 14h.

A defesa da vida, da democracia, do emprego e pela vacinação imediata contra a Covid-19 de todas e todos são bandeiras principais desse dia. Mas, as reivindicações vão além desses temas e reúnem pautas históricas da classe trabalhadora, como a mobilização por direitos, saúde, educação, dignidade, contra as privatizações, fortalecimento do Estado e outros.

“Será uma atividade para relembrarmos a luta da classe trabalhadora e denunciarmos os ataques que temos sofrido. Lembraremos ainda que a luta não pode parar e que, neste momento, a nossa prioridade é lutarmos pela vida. E isso passa pela vacinação de toda a população contra o coronavírus. Só assim conseguiremos voltar à normalidade com segurança e dignidade”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Exclusivamente virtual

Essa é a segunda vez que o 1º de maio da Classe Trabalhadora da CUT-DF será realizado exclusivamente de forma virtual. Em 2020, quando a pandemia do coronavírus estava ganhando força no país, o ato foi realizado à distância, sem aglomerações e sem riscos aos participantes.

E neste ano, em que a segunda onda da pandemia tem tirado milhares de vidas no DF e no Brasil, não poderia ser diferente: a atividade também será virtual. A secretária de Comunicação da CUT-DF, Ana Paula Cusinato, explica que apesar da distância, os debates não perderão peso e relevância para a construção da luta.

“O momento exige cuidados extremos e nossa prioridade é a vida. Mas mesmo à distância, celebraremos essa data tão importante para as trabalhadoras e trabalhadores. O ato será transmitido pelas nossas redes e é importante que as entidades compartilhem para que mais pessoas possam receber nossa mensagem”, afirmou.

A programação completa e o link para acessar o 1º de Maio Pela Vida estarão disponíveis em breve.

Fonte: CUT-DF

MATÉRIA EM LIBRAS

PROFESSORES E ORIENTADORES DO PLANO PILOTO, CRUZEIRO, NÚCLEO BANDEIRANTE, GUARÁ E RIACHO FUNDO I E II PARTICIPAM DA ASSEMBLEIA MACRORREGIONAL EM FORMATO REMOTO

Na tarde de ontem (29), professores(as) e orientadores(as) educacionais do Plano Piloto, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante, Guará e Riacho Fundo I e II se reuniram na Assembleia Macrorregional em formato remoto discutindo temas como a reforma administrativa, vacinação contra a covid-19, pagamento da última parcela do reajuste conquistado em 2012, concurso e nomeações.

Devido ao contágio e medidas contra o novo coronavírus, a reunião ocorreu em formato remoto. A quarta edição da Assembleia Macrorregional do Sinpro-DF, faz parte do cronograma de reuniões virtuais realizadas pelo sindicato para preparar toda a categoria para a próxima Assembleia Geral. Para encerrar o ciclo de assembleias macrorregionais, teremos dia 4 de maio, às 19h, a última reunião que antecede a Assembleia Geral do dia 13 de maio.

De acordo com o Secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da CNTE, Gabriel Magno, o encontro foi um importante passo para organização e mobilização dos próximos encontros do dia 4 e 13 de maio, e enfatizou a falta de compromisso dos governadores no combate à pandemia. “Os governos Bolsonaro e Ibaneis, jogam a favor do vírus e contra a população. Garantir vacinas em massa e o pagamento do Auxílio Emergencial, é fundamental para superarmos o momento que vivemos. A educação, juntamente com as entidades sindicais, estão mobilizadas na defesa da vida e da saúde”, afirma.

A próxima Assembleia Macrorregional acontecerá no próximo dia 4 de maio, às 19h, em formato virtual. Aqueles que por algum motivo não puderam participar das atividades remotas, estão convidados(as) para ingressar na reunião. Reforçamos também, que dia 13 de maio, será o encontro de toda a categoria na Assembleia Geral.

Sua participação é a única maneira de garantir conquistas salariais e trabalhistas.

 

Assista um resumo do encontro que aconteceu ontem (29).

 

 

Confira o cronograma e participe. Os telefones para pedir o link de acesso à reunião seguem juntos à data de cada reunião.

4 de maio – 19h -Todas as cidades.

Contato para pedir o link da reunião: Leilane (99948-7390); Márcia Gilda (99952-2117); Consuelita (99836-0396); Mônica (99951-6710); Elineide (99943-0217).

13 de maio – Assembleia Geral.

CANTOR ZECA BALEIRO É CONVIDADO DA LIVE “RELATOS REAIS SOBRE A ESCOLA PÚBLICA”, NESTA SEXTA (30), NA 22° SEMANA EM DEFESA E PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Para encerrar com chave de ouro  o cronograma da 22° Semana Nacional  em Defesa e Promoção da Educação Pública, o  Sinpro-DF convida toda categoria para participar da  live “Relatos sobre a escola pública,” realizada nesta sexta-feira (30), às 19h, pelo link   http://youtube.com/cntebrasil .

Para o debate, participa como convidado o cantor, compositor, cronista e músico brasileiro, Zeca Baleiro.

A live faz parte do cronograma realizado pela CNTE em Defesa e Promoção da Educação Pública que neste ano, aborda o tema: “Sem ensino público, sem chance, aprenda essa lição”.

Nesta 22ª edição a programação conta com  atividades diárias de 26 de abril a 1º de maio, que serão realizadas em formato remoto  devido às condições de isolamento social decorrentes da pandemia do novo coronavírus. 

Você é o nosso convidado(a) para participar do debate virtual. Assista pelas redes sociais da CNTE e pelas redes sociais do Sinpro-DF.

 

Confira toda programação abaixo:

Dia 30 de abril (sexta-feira)

TEMAS: Valorização Profissional e Promoção da Escola Pública

 Educação e Cultura, uma referência ao Patrono da Educação Brasileira Paulo Freire: atividades culturais em defesa e pela promoção da educação pública, com depoimentos de artistas e personalidades públicas que estudaram em uma Escola Pública (colher um depoimento de Anita Freire para reforçar o ano do centenário de Paulo Freire).

– LIVE DA CNTE – das 19h às 20h – conversa sobre a escola pública que estudou e música, com transmissão da CNTE, com um/a cantor/a conhecido em todo Brasil.

Dia 1º de maio (sábado)

Dia do trabalhador e da trabalhadora – participar das atividades convocadas pelas centrais sindicais.

Pressão da Educação faz efeito e PL 5595 é retirado de pauta no Senado

Depois de muita pressão sobre os senadores e senadoras, a Educação conquistou uma grande vitória na tarde desta quinta-feira, 29. O PL 5595/20, que torna a escola um serviço essencial, obrigando o retorno às aulas presenciais sem vacina, foi retirado de pauta no Senado Federal.

Segundo a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, comprometeu-se a iniciar uma discussão sobre o retorno seguro às aulas, entendendo que a vacinação de todos os trabalhadores da Educação é uma premissa para isso. “Essencial é investir na educação, democratizar o acesso à internet, combater a fome, estruturar as escolas, vacinar todos”, disse a deputada, comemorando a vitória.

Para a diretora do Sinpro Letícia Montadon, é importante que a categoria permaneça mobilizada. “Para não trazerem o PL de volta à pauta, precisamos estar atentos”, disse ela. “A ação nas redes foi fundamental para esse resultado positivo, fomos nós que pressionamos o Senado a retirar o projeto da pauta”, concluiu.

MATÉRIA EM LIBRAS

Senadores do DF confirmam apoio à educação e defendem que o PL 5595 seja retirado da pauta

A diretoria do Sinpro se reuniu com a assessoria técnica da senadora Leila Barros durante a manhã dessa quinta-feira (29), para falar sobre o Projeto de Lei 5595/2020, que dispõe sobre o reconhecimento da Educação Básica e de Ensino Superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais. A assessoria da parlamentar apresentou as mesmas preocupações que nós em relação ao conteúdo deste projeto, e afirmou que também defende que a pauta deve ser retirada. Na sequência o sindicato conversou com os senadores Izalci Lucas e Reguffe, por telefone. O senador Izalci Lucas disse que concorda que o projeto apresenta problemas e, portanto, faz-se necessário mais tempo para o devido debate, inclusive com audiência pública. O parlamentar afirmou que a defesa dele é que se retire o projeto da pauta. O senador Reguffe, também em conversa por telefone, afirmou à direção do sindicato que sua posição é contrária ao projeto e se for para adiar, será favorável. Segundo ele, nas condições que está o projeto, seu voto será contrário.

Os três senadores se comprometeram a pedir a retirada do projeto da pauta para aprofundar o debate social em torno da matéria. Todos concordam que a educação é prioridade, porém o projeto tenta impor retorno às aulas sem as devidas garantias de segurança para estudantes e professores(as), por isso precisa ser melhorado, inclusive levando em consideração às decisões do STF, que concedeu autonomia aos entes federados para impor medidas de isolamento social e funcionamento das escolas.

Além de ser um total disparate, uma vez que o número de mortes e infectados pelo novo Coronavírus já são, por si só, uma prova mais que suficiente para que as aulas presenciais não voltem enquanto todos e todas forem vacinados(as), é um atentado à vida de professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, da comunidade escolar e da população como um todo.

O Sinpro e a categoria como um todo aguardam o momento de voltar às salas de aula, mas, neste momento, a prioridade deve ser a vida, e a oferta das aulas deve continuar a de forma remota. Forçar a volta às aulas presenciais neste momento crítico da pandemia é colocar o(a) professor(a), orientador(a) educacional, os(as) estudantes e a população em geral em risco iminente de morte. É importante salientar que mesmo diante de todas as dificuldades, os(as) professores(as) continuam trabalhando e empenhados em disponibilizar o melhor ensino remoto, dentro de todas as limitações.

O sindicato continua convocando os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais continuem mandando mensagens para os senadores de outros estados que ainda não se posicionaram, para que votem contra o PL 5595.

🔥 Acesse o link https://bit.ly/3t0ai5F e faça pressão

MATÉRIA EM LIBRAS

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM NACIONAL POPULAR DE EDUCAÇÃO E ENTIDADES DA EDUCAÇÃO SOBRE O PL 5.595/2020

A decisão da Câmara dos Deputados que aprovou o PL 5.595/20, forçando o retorno às aulas presenciais em instituições públicas e privadas de nível básico e superior, atenta contra princípios basilares da Constituição, em especial ao princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inciso III). Além disso, o projeto fere os princípios da autonomia universitária (art. 207 da CF/1988) e subverte o conceito de atividade essencial definido em legislações anteriores, plenamente vigentes, com destaque para as leis 7.783/89 e 13.979/20.

Diante de um tema tão importante e necessário, o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e entidades da educação produziram uma carta pela retirada do PL 5595 da pauta.

Clique na imagem abaixo e leia a nota na íntegra.

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Reforma administrativa extingue RJU e cria novo regime jurídico

Além de não ter direito a estabilidade plena, adicionais por tempo de serviço, progressão por tempo de serviço, aumentos retroativos, redução de jornada sem redução de salário, incorporação ao salário de valores referentes ao exercício de cargos e funções e vários outros direitos garantidos a servidores públicos já investidos no cargo, quem ingressar no serviço público após a implementação da reforma administrativa (PEC 32) – caso isso ocorra – deverá se submeter a uma nova forma de vínculo com a administração pública. Isso porque a proposta do governo federal extingue o Regime Jurídico Único.

A reforma administrativa apresenta cinco novas formas de ingressar no serviço público, sendo dois vínculos e três cargos. Com as mudanças para a administração pública elaboradas pelo governo Bolsonaro-Guedes e inseridas na PEC 32, novos servidores públicos terão condições de trabalho fragilizadas, menos direitos e maior possibilidade de assédio moral.

O tema é tratado na Folha do Professor, que neste mês de abril foi publicada com edição especial reforma administrativa. A matéria completa está no fim deste texto. E a integra da Folha do Professor poderá ser lida no link https://bit.ly/3tW4URk

A iniciativa de publicar no site do Sinpro-DF as matérias da Folha do Professor – edição especial reforma administrativa tem como objetivo ampliar ainda mais a facilidade para a leitura e o compartilhamento do material, já que a conscientização sobre a gravidade da proposta do governo Bolsonaro-Guedes é urgente.

Pressão

O Sinpro-DF está engajado na campanha “Servidor é legal. A reforma não”, que articula atuação virtual para pressionar deputadas e deputados a votarem contra a reforma administrativa. Através da plataforma Educação Faz Pressão, a/o internauta poderá enviar mensagem direta para as/os parlamentares, via email ou redes sociais. Participe! Basca acessar o link https://bit.ly/3t0ai5F

Matéria 4 da Folha do Professor: Prejuízos para novos servidores

Ingresso no serviço público com a reforma administrativa

Vínculo de experiência
O vínculo de experiência é etapa do concurso público e pré-requisito para ocupação de cargo. Ele funciona como um substituto do estágio probatório. Neste tipo de vínculo, os convocados disputariam as vagas oferecidas após um ou dois anos (a depender do cargo) de exercício das atividades, quando somente “os mais bem avaliados e qualificados durante o período” seriam efetivados. O texto da reforma não diz como e quem faria a avaliação desses servidores ou mesmo se a remuneração do grupo será equivalente ao cargo investido.

Vínculo de prazo determinado
A nova modalidade viabiliza que contratos temporários para os serviços públicos não sejam exceção, mas regra. A reforma administrativa amplia as possibilidades de uso desse tipo de cargo, deixando expresso que serão contratados temporariamente servidores para os casos de “calamidade, de emergência, de paralisação de atividades essenciais ou de acúmulo transitório de serviço”.

Na educação pública do DF, os contratos temporários representam 1/3 da categoria, o que mostra a ausência de realização de concurso público para o setor. Com a reforma administrativa, este cenário se agravará, permitindo inclusive que esses servidores temporários sejam ainda mais prejudicados, já que a reforma abre brecha para a privatização do funcionalismo.

Cargo por prazo indeterminado
Embora a palavra “indeterminado” dê sentido de permanência, não há qualquer garantia de estabilidade para servidores contratados por este vínculo. O acesso a esses cargos se dará por concurso público e o futuro servidor deverá passar por, no mínimo, um ano em vínculo de experiência.

Cargo típico de Estado
Servidores que ingressarem no funcionalismo por este tipo de vínculo são os únicos que poderão alcançar estabilidade. Entretanto, é preciso lembrar que a estabilidade é mitigada, já que, como explicado anteriormente, haverá novas regras para perda do cargo público.

No cargo típico de Estado, o ingresso se dará por meio de concurso público, com exigência de dois anos como vínculo de experiência e mais um ano de exercício efetivo com desempenho satisfatório.

É importante destacar que o significado de desempenho satisfatório será definido em Lei ordinária, ainda a ser editada. A reforma administrativa diz ainda que uma lei complementar federal deverá estabelecer quais serão esses cargos típicos de Estado e seus critérios.

Em um governo que não vê importância na educação pública, quais as chances de professores integrarem a lista dos cargos típicos de Estado?

Cargo de liderança e assessoramento
O cargo de liderança e assessoramento corresponde aos atuais cargos em comissão e função de confiança. Pela reforma administrativa, são ampliadas as atribuições desses cargos, incluindo ações estratégicas, gerenciais e técnicas. A proposta é de que todos os contratos sejam feitos por processo simplificado. Além disso, a PEC 32 retira a obrigatoriedade de parte desses cargos ser exclusivo para servidores públicos, abrindo possibilidade para ocupação por indicados políticos, que podem atuar em prol de corporações ou interesses individuais em detrimento do interesse coletivo.

 

>> Leia também:

FOLHA DO PROFESSOR EXPLICA REFORMA ADMINISTRATIVA PONTO A PONTO

REFORMA ADMINISTRATIVA COMPÕE PACOTE DE DESMONTE DO ESTADO

REFORMA ADMINISTRATIVA PREJUDICA ATUAIS SERVIDORES E APOSENTADOS

MULHERES NA MIRA DA REFORMA ADMINISTRATIVA

REFORMA ADMINISTRATIVA GERA PREJUÍZO PARA TODA A SOCIEDADE

 

 

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

PARTICIPE DA LIVE DA  22° SEMANA EM DEFESA E PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, QUE IRÁ DEBATER NESTA QUINTA (29) ,“ REFORMA ADMINISTRATIVA E O HOMESCHOOLING”

Seguindo o cronograma da 22° Semana Nacional  em Defesa e Promoção da Educação Pública, o  Sinpro-DF convida toda categoria para participar da  live “ Reforma administrativa e homeschooling”,  realizada nesta quinta-feira (29), às 19h, pelo link http://youtube.com/cntebrasil

Para debater sobre o tema, participam como convidados  representantes das Comissões de Educação da Câmara dos Deputados  e do  Senado Federal. 

A live faz parte do cronograma realizado pela CNTE em Defesa e Promoção da Educação Pública que neste ano, aborda o tema: “Sem ensino público, sem chance, aprenda essa lição”.

Nesta 22ª edição a programação conta com atividades diárias de 26 de abril a 1º de maio, que serão realizadas em formato remoto  devido às condições de isolamento social decorrentes da pandemia do novo coronavírus. 

Você é o nosso convidado(a) para participar do debate virtual. Assista pelas redes sociais da CNTE e pelas redes sociais do Sinpro-DF.

 

 Confira toda programação abaixo:

 

Dia 29 de abril (quinta-feira)

TEMAS: Reforma Administrativa e Homescholling

As responsabilidades dos Parlamentos (Municipal, Estadual, Distrital e Federal) no atendimento aos direitos à educação básica pública!

– LIVE DA CNTE – das 19h às 20h – debate com a Presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal e o Presidente da Comissão de Educação do Senado Federal (ou com representantes indicados pelas presidências). 

 

  Dia 30 de abril (sexta-feira)

TEMAS: Valorização Profissional e Promoção da Escola Pública

Educação e Cultura, uma referência ao Patrono da Educação Brasileira Paulo Freire: atividades culturais em defesa e pela promoção da educação pública, com depoimentos de artistas e personalidades públicas que estudaram em uma Escola Pública (colher um depoimento de Anita Freire para reforçar o ano do centenário de Paulo Freire).

– LIVE DA CNTE – das 19h às 20h – conversa sobre a escola pública que estudou e música, com transmissão da CNTE, com um/a cantor/a conhecido em todo Brasil.

 

Dia 1º de maio (sábado)

Dia do trabalhador e da trabalhadora – participar das atividades convocadas pelas centrais sindicais. 

Comissão de negociação do Sinpro reúne-se com a SEEDF

Na manhã da quarta-feira, 28, a comissão de negociação do Sinpro-DF reuniu-se com uma representação da Secretaria de Educação (SEEDF). Participaram da reunião, pela secretaria, o secretário-executivo da pasta, Fábio Sousa, e o subsecretário da Sugep (subsecretaria de gestão de pessoas), Idalmo Santos.

O Sinpro questionou a secretaria quanto à dissolução da Diretoria de Acompanhamento e Apoio ao Servidor (DISER), que será transformada em assessoria vinculada diretamente ao gabinete. O subsecretário foi enfático ao afirmar que se trata apenas de uma alteração administrativa, e que a prestação dos serviços correspondentes não sofrerá nenhum comprometimento, bem como não haverá redução de pessoal, tampouco remanejamento de profissionais. Os serviços, os programas e o quadro de servidores permanecerão os mesmos.

Segundo o subsecretário Idalmo, a mudança teve de ser realizada para possibilitar a ampliação da estrutura da Sugep e a criação de um setor específico para o acompanhamento das folhas. O objetivo é minimizar e até eliminar problemas nos pagamentos. O Sinpro continuará acompanhando a atuação da antiga DISER, agora assessoria, pois se trata de um serviço muito importante que não pode ser estrangulado ou mesmo relativizado em nome da política de desmonte do serviço público amparada na Lei Complementar 173 do Governo Federal.

Erros nos pagamentos
A comissão cobrou o pagamento dos sábados trabalhados pelos professores e professoras em contrato temporário, a que a secretaria, mais uma vez, respondeu que está promovendo os ajustes necessários no sistema para que os sábados sejam incluídos nas folhas de pagamento. Os erros cometidos devem ser corrigidos no quinto dia útil de junho.

Quanto aos erros nos pagamentos de salário da folha de dezembro de 2020, a SEE informou que o processo de elaboração de folha suplementar está em andamento e já conta com a autorização da Secretaria de Economia.

O Sinpro também pautou a questão das nomeações. De acordo com a Secretaria, está em fase de conclusão a chamada para suprir as carências geradas pelas nomeações tornadas sem efeito e pela abertura de vacâncias. Nesse ponto, há uma diferença de interpretação entre a Secretaria de Economia do GDF e o Sinpro. A primeira entende que as vacâncias não impedidas pela lei 173 são aquelas que não geram novas despesas (como casos de óbito sem pensionista ou de exoneração). Para o sindicato, as vacâncias oriundas de aposentadorias também devem ser consideradas. O departamento jurídico do Sinpro apresentará esse questionamento à Secretaria nos próximos dias.

Nas escolas
A SEE também afirmou que emitiu circular orietando o não fechamento de turmas de EJA. O secretário-executivo Fábio Sousa reafirmou esse compromisso e anunciou que a secretaria tem desenvolvido ações de divulgação das vagas.

Sobre a gestão democrática, a secretaria informou que a área responsável pelo desenvolvimento da proposta deve concluir seus trabalhos nos próximos dias, e então, nova reunião deve ser agendada com o Sinpro para tratar do tema. Certo é que o processo de eleições nas escolas, previsto para novembro, está condicionado às condições sanitárias e de segurança. O processo ficará prejudicado caso, até lá, a vacinação não tenha avançado.

Quanto à vacinação, houve retrocesso. A expectativa de imunização de profissionais da Educação no início de maio foi descartada pela redução dos lotes de vacinas a serem enviados pelo Ministério da Saúde ao GDF.

Nesse ponto, a decisão da Anvisa de não autorizar a utilização da vacina russa Sputnik V contribui para manter o ritmo lento. O GDF integra o Consórcio Brasil Central, que estava negociando a compra de 28 milhões de doses diretamente com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF). O DF, inclusive, já tem uma fábrica para produção da Sputnik V. A União Química, empresa brasileira parceira do RDIF, está à frente da indústria, localizada na região de Santa Maria.

MATÉRIA EM LIBRAS

Acessar o conteúdo