Campanha pelo auxílio emergencial até o fim da pandemia
Jornalista: Luis Ricardo
Hoje, 18 de março, é o Dia Nacional de Luta pelo Auxílio Emergencial de R$ 600. O Brasil passa por seu pior momento em relação ao novo Coronavírus, com o número de mortes e infectados cada vez maior. Aliado a isto, o número de pessoas vivendo na miséria, fruto da falta de emprego e da impossibilidade de trabalhar, cresce a cada dia.
Alheio a tudo isto, o governo de Jair Bolsonaro não é capaz de apresentar nenhuma proposta decente para as mais de 68 milhões de pessoas que seguem com suas panelas vazias, muito menos de iniciar o pagamento do auxílio emergencial.
Diante disto, precisamos lotar a caixa de e-mails dos deputados e senadores, mostrando que a população está de olho. Esse é o momento de mandarmos o nosso recado: queremos o auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia!
Para pressionar o parlamentar do Distrito Federal, clique aqui e faça pressão.
Sinpro-DF convoca categoria para votar na enquete sobre reforma administrativa
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a categoria para acessar uma enquete sobre a reforma administrativa (PEC 32/2020) no site da Câmara dos Deputados. Basta entrar no link, a seguir, e votar: forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2262083
A reforma administrativa (PEC 32) tramita no Congresso Nacional e é considerada prioridade pelo governo Bolsonaro. Essa emenda é um projeto antigo dos empresários e políticos privatistas. Ela altera todas as disposições constitucionais sobre servidores, empregados públicos e modifica a organização administrativa administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para iniciar uma ampla reforma administrativa com efeitos no futuro.
A ideia é enfraquecer todos os mecanismos de controle instituídos pela Constituição de 1988 e afetar todo o serviço público em todas as esferas da União, favorecendo a todo tipo de falcatruas, dando plenos poderes ao Presidente da República para ele fazer o que bem entender dos serviços, do funcionalismo e, principalmente, do dinheiro público.
Nós, que sempre resistimos a esses ataques, não podemos permitir essa barbárie! O regulamento constitucional dos serviços públicos é uma conquista histórica da sociedade que desde a Constituição de 1988 vem sendo assediada por empresários e políticos corruptos.
É preciso dar um basta aos ataques à Constituição e aos serviços públicos! Diga não a essa emenda! Assim como a PEC 186/19, que já foi aprovada e transformada em EC 109/21, essa também vai afetar negativamente a sua e a vida de todos(as) ao seu redor. Participe desta luta! Não deixe para depois! Evite que essa atrocidade aconteça! Participe da enquete no site da Câmara dos Deputados sobre a PEC.
Para votar acesse o link: forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2262083
Acompanhe a Frente Parlamentar Mista do Serviço Público nas redes sociais
Organizações da sociedade civil e população do DF lançam campanha DF Vacinado
Jornalista: Luis Ricardo
Está no ar a campanha DF Vacinado! De iniciativa de diversas entidades da sociedade civil ─ entre elas, a CUT-DF ─ e cidadãs e cidadãos que compreendem a urgência da vacinação em massa contra a Covid-19, a campanha tem como foco principal a cobrança do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), pela compra direta e imediata de vacina para toda a população.
A campanha busca reunir, por meio de um abaixo-assinado, milhares de assinaturas da população exigindo a compra direta de vacinas pelo GDF e a imunização imediata contra a Covid-19. O site da campanha conta também com atualizações de informações sobre a situação da pandemia e sobre os avanços nos debates relacionados à vacina no DF e no Brasil.
A ideia é que as organizações que integram a campanha divulguem o abaixo-assinado suas redes sociais e dialoguem com suas bases sobre a importância de assiná-lo e fortalecer o movimento de pressão a Ibaneis.
No decorrer das ações, a campanha DF Vacinado deve transcender o meio virtual e chegar também às ruas. Tomando os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus, as entidades que compõem o movimento realizarão uma força-tarefa para divulgação do abaixo-assinado em espaços com grande circulação de pessoas, como a Rodoviária do Plano Piloto e feiras permanentes, por exemplo. Nessas atividades externas, será distribuído um panfleto que apresenta a Campanha, explica a urgência da compra das vacinas e convida a população para se juntar à iniciativa.
Outro ponto importante é a notificação dos governantes à medida em que a campanha se consolida. A partir da plataforma do abaixo-assinado, Ibaneis e todos os parlamentares do DF ─ distritais e federais ─ serão notificados sobre o andamento da pressão e poderão tomar medidas para o avanço da vacinação na capital federal.
Entendemos que, para solucionarmos essa situação de desemprego, de estagnação econômica e para barrar as mortes pelo vírus só há um caminho, que é a imunização de toda a população contra a Covid-19. Por isso, nos unimos para que cobrar de Ibaneis a compra das vacinas urgentemente
Inércia e negligência
A campanha DF Vacinado foi pensada como uma ação unificada para pressionar Ibaneis e incitar qualquer movimentação em torno da compra da vacina. Desde o início da produção das primeiras vacinas, diversos governadores e prefeitos têm se articulado para adquirir diretamente os imunizantes. Inclusive, no dia 10 de março, foi sancionada a lei Nº 14.125/2021, que autoriza estados, DF e municípios a fazer a compra direta das vacinas contra a covid-19. No entanto, o chefe do executivo segue inerte, aguardando exclusivamente pelo plano de imunização do governo federal, que tem sido implementado vagarosamente.
“Nesse ritmo do plano de imunização do governo Bolsonaro, não teremos a vacinação da população antes de 2024. E o povo do DF não pode viver nessa situação por tanto tempo”, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
Enquanto Ibaneis aguarda pelo quantitativo de imunizantes enviado pelo governo federal, a população do DF sente na pele os efeitos de uma das piores crises sanitárias dos últimos tempos. Não suportando a quantidade de internação pela Covid-19, o sistema de saúde da capital federal entrou em colapso. Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento do vírus chegaram a marca de 100 % de ocupação e mais de 240 pessoas aguardam na fila de espera por uma vaga.
Em meio a esse cenário o desemprego segue em alta e o número de desempregados passa dos 290 mil. Como se não bastasse, comerciantes, pequenos e microempreendedores e a população mais vulnerável amargam com a ausência de uma política de amparo do GDF em tempos de pandemia.
“Diante de tudo isso, entendemos que, para solucionarmos essa situação de desemprego, de estagnação econômica e para barrar as mortes pelo vírus só há um caminho, que é a imunização de toda a população contra a Covid-19. Por isso, nos unimos para que cobrar de Ibaneis a compra das vacinas urgentemente”, disse Rodrigues.
Rodrigues lembrou também que o DF tem condições suficientes para comprar e armazenar as vacinas, além de implementar um plano de vacinação em massa que atenda a todas e todos. “O DF é uma unidade pequena, com pouco mais de 3,5 milhões de habitantes, se contarmos com o entorno mais próximo. Além disso, a distância entre as regiões é curta e temos uma ampla rede de unidades e postos de saúde. Isso significa que um processo de vacinação em massa poderia, se houvesse interesse, ser bem ágil. Podemos adotar qualquer modelo de vacina que for desenvolvida no mundo, pois temos na Universidade de Brasília resfriadores que são capazes de armazenar essas doses, mesmo aquelas que exigem maior tecnologia de resfriamento”, disse.
Participação das entidades CUTistas
O presidente da CUT-DF destacou também a importância da adesão das entidades CUTistas à campanha. Para ele, só a pressão de diversos movimentos e da população será capaz de provocar Ibaneis pela compra imediata das vacinas.
“As trabalhadoras e os trabalhadores estão passando por um momento bastante complicado com o fechamento de comércios e o aumento do desemprego. E, sem vacina, essa conjuntura se estenderá por muito mais tempo, trazendo ainda mais prejuízos. Dessa forma, é fundamental que as entidades sindicais adiram à campanha e leve o debate às suas bases. Juntos, teremos mais forças para pressionar Ibaneis pela vacina”, afirma.
Faça parte desse movimento
Apesar de a campanha DF Vacinado já está no ar, entidades, organizações e movimentos diversos ainda podem aderir à iniciativa e colaborar com a pressão ao chefe do executivo. Conteúdos sobre o tema também são bem-vindos. Para adesão, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail contato@dfvacinado.org. Já para contribuir com conteúdo, o contato é pelo e-mail jornalismo@dfvacinado.org.
Sinpro convida gestores para reunião virtual nesta sexta (19)
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) para reunião nesta sexta-feira (19), às 16h. A reunião é uma continuação do encontro realizado no dia 5 de março e que não teve a possibilidade de prosseguimento devido ao último dia da Semana Pedagógica. Para não ter prejuízos ao debate, a pauta continuará sendo a Volta às Aulas.
A reunião será realizada pela plataforma Zoom. O Sinpro-DF orienta sobre a necessária participação de todos(as) e disponibiliza o número 99685-4997 para tirar dúvidas e solicitar o link da reunião.
PEC Emergencial e o desmonte da Constituição de 88
Jornalista: Luis Ricardo
Desde o início de seu desgoverno, Jair Bolsonaro colocou como uma de suas prioridades a política do Estado Mínimo, ou seja, a implantação de um projeto onde o estado interferisse o mínimo possível em setores cruciais, exemplo da economia e de políticas sociais, dando mais poder à iniciativa privada e às autoridades regionais em detrimento do poder central. Para isto, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, desrespeitam várias diretrizes constitucionais com a Proposta de Emenda à Constituição nº 186/2019 (PEC Emergencial), aprovada pela Câmara dos Deputados em 1º e em 2º turnos.
De maneira geral, a PEC Emergencial tem como objetivo reduzir gastos públicos sociais, adotando medidas como o congelamento de salários, a suspensão de concursos públicos e a limitação de investimento em várias áreas. Essas ações tem o potencial de causar o desmantelamento de políticas públicas estruturantes à sociedade brasileira, com consequências sociais inaceitáveis quando se tem em conta o objetivo de desenvolvimento socioeconômico do país. Para tentar vender um discurso totalmente equivocado, o governo federal estipulou como culpados para os “gastos”, os(as) servidores(as) públicos(as).
Na visão da elite, o atraso do Brasil se deve à população mais pobre e ao funcionalismo público. Guardada as devidas proporções, os governos Temer e Bolsonaro adaptaram esse discurso para a questão econômica, com a visão de que o governo gasta muito com políticas sociais, como se gastos com a população carente, com educação e com saúde fossem despesas desnecessárias. Em suma, este “pacote” de emendas constitucionais proposto por este projeto ultraliberal, ao invés de oferecer saídas econômicas para o país, promoverá, na verdade, ampla injustiça social no Brasil. Nele, o Estado Mínimo é a regra e os serviços públicos ofertados à população não são prioridades.
ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL
A Constituição Federal de 1988 trouxe diversas garantias e diretrizes à sociedade brasileira, como o Princípio do Concurso Público e o Princípio da Prestação Positiva do Estado, que estão lincados com a tentativa de desenvolver um estado de bem-estar social. Foi diante da Prestação Positiva do Estado que o país alicerçou a construção da Constituição de 88, e com o avanço do neoliberalismo, prevalece a inconsistência da Constituição e as políticas neoliberais pregadas pelos governos Fernando Henrique, Temer e Bolsonaro.
Cada reforma proposta pelo governo federal desmonta esta estrutura de prestação positiva de Estado e da garantia social, tornando o Estado cada vez mais neoliberal. Neste cenário, associam-se a este projeto as reformas Administrativa, Emergencial e da Previdência. Diante deste cenário, vemos os princípios da Dignidade Humana, da Vedação do Retrocesso Social e da Garantia do Mínimo Existencial sendo violados com as reformas propostas por Bolsonaro, princípios estes garantidos pela Constituição Federal.
Para complementar este “pacote de maldades”, a PEC Emergencial traz, de forma totalmente errônea, uma conexão entre as reformas administrativas e o arroxo fiscal com a disponibilidade do auxílio emergencial. O governo aproveitou o momento de fragilidade da sociedade para fazer as reformas, vendendo o desmonte do Estado como única saída para a recessão econômica que o Brasil está passando e para a possibilidade de prolongar o auxílio.
Diminuir os recursos em políticas sociais e limitar ainda mais o investimento em funcionários(os) públicos(as) coloca em risco, na verdade, o respeito à Constituição (Política de bem-estar social) e ao bom andamento das políticas públicas sociais já bem aquém do necessário, devido à falta de investimento. É um grave erro olhar somente o lado das despesas, enquanto se poderia considerar uma reforma que também analisasse as receitas. Por exemplo, a taxação dos super-ricos e a diminuição da regressividade do sistema tributário, que penaliza proporcionalmente mais os contribuintes mais pobres.
A dívida pública aumentou muito no período recente em função da significativa queda da arrecadação em consequência da recessão, das renúncias fiscais e do aumento dos gastos com o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, que consomem praticamente a metade do orçamento federal, fato que pouco se discute. Ao invés de cobrar mais das elites, dos que detêm grandes recursos, o governo prefere tirar dos mais pobres, dando a este grupo a obrigação de pagar a conta para “salvar” o país.
SETOR PÚBLICO NÃO É O CULPADO PELA FALTA DE RECURSOS
Apesar do governo culpar os(as) servidores(as) públicos(as) pela falta de recursos do Estado, os fatos mostram que não é bem assim. Segundo estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as) estão no setor público. Para efeito de comparação, entre os membros da organização – que estão entre os países mais desenvolvidos do mundo -, 21,1% dos(as) trabalhadores(as) fazem parte do setor público.
O Brasil possui relativamente menos trabalhadores(as) em serviços públicos que países como Suécia (28,8%), França (21,9%), Canadá (19,4%), Espanha (15,3%), Itália (13,4%) e até menos que os Estados Unidos, país de tradição liberal, onde 15,2% dos(as) trabalhadores(as) atuam no serviço público. Em comparação com nossos vizinhos latino-americanos, Argentina e Uruguai, que possuem 17,2% e 15% de seus trabalhadores(as) no serviço público, respectivamente, também temos bem menos servidores(as).
O Brasil completa o quarto ano de crescimento insignificante, apesar de todas as reformas dos últimos anos – previdência, trabalhista, teto dos gastos – terem sido feitas e apresentadas como a solução para a retomada do crescimento econômico e do emprego. Todas fracassaram e a PEC 186 é mais uma tentativa de redução do Estado, que vai na contramão da necessidade da população, principalmente neste contexto de pandemia, impondo um fardo enorme à maioria do povo e ao futuro da nação.
CAMPANHA CONTRA A REFORMA
Foi diante deste triste cenário que o Sinpro oficializou, no dia 18 de fevereiro, a campanha contra a reforma Administrativa: O servidor é legal. A reforma, não. A campanha está nas ruas e estampado em outdoors e outras mídias toda falácia do governo, com objetivo de conscientizar e mobilizar o(a) trabalhador(a) do serviço público e a população sobre os objetivos e efeitos deletérios da reforma administrativa do governo Jair Bolsonaro na vida dos brasileiros, além de apontar quem vai ficar no prejuízo caso isso seja aprovado.
A campanha tenta demonstrar o quanto o Brasil precisa dos serviços públicos desde a emissão de documentos, certidões, alvarás, documentos para aposentar etc. até limpeza urbana, saneamento básico, educação, segurança, saúde, tudo isso será suprimido.
A reforma administrativa de Jair Bolsonaro propõe a ausência de serviços públicos. Todo mundo vai pagar caro por isso, mas quem mais vai sofrer é a população que mais precisa, a população carente.
Clique aqui e confira a nota técnica do DIEESE sobre a PEC Emergencial.
PL que obriga volta das aulas presenciais na rede pública pode ser votado na CLDF
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro pede que a categoria fique em estado de alerta nesta quarta-feira (17), pois será colocado na pauta de votações da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o Projeto de Lei n 1.617, de 2021, de autoria da deputada distrital Júlia Lucy (Novo). O PL reconhece as atividades educacionais presenciais como serviços essenciais para a população do Distrito Federal em situações de calamidade pública, de emergência ou de pandemia.
Em caso de aprovação deste PL, totalmente impositivo e destoante do cenário que vivemos na capital federal, onde o número de mortes e infectados está cada vez maior, poderemos ser obrigados a voltar às aulas presenciais. A defesa irresponsável da volta às aulas presenciais tem sido uma tônica do partido Novo em vários estados brasileiros, o que vai em sentido contrário às determinações de infectologistas e órgãos sanitários sobre a necessidade de isolamento social, e contra a exigência de vacina para todos antes do retorno presencial.
Orientamos aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que se manifestem nas redes sociais contra este projeto absurdo, enviando mensagens aos(às) parlamentares para que retirem o PL da pauta e se coloquem contrários a este posicionamento.
Campanha pressiona governador: Ibaneis, cadê a vacina? Veja como participar
Jornalista: Vanessa Galassi
A vacinação em massa da população do DF contra a covid-19 é possível e só depende do governador Ibaneis Rocha. Por isso, o Sinpro-DF lançou nesta terça-feira (16/03) a campanha Ibaneis, cadê a vacina?. A campanha é realizada de forma virtual e possibilita que a categoria e a população em geral enviem mensagens diretas ao governador, exigindo a compra direta do imunizante, sem depender apenas da política nacional de vacinação.
“O Distrito Federal perdeu mais de cinco mil pessoas para a covid-19. A saúde pública está colapsada. Os leitos de UTI lotados. Não tem como esperar. Precisamos pressionar o governador, acelerar o processo de vacinação e garantir a nossa vida e a vida daqueles que amamos”, afirma a diretoria do Sinpro-DF.
A adesão à campanha Ibaneis, cadê a vacina? é simples. Basta entrar no site Educação Faz Pressão , clicar em cima dos ícones das redes sociais abaixo da foto do governador Ibaneis Rocha e enviar uma mensagem exigindo a compra direta de vacina contra a covid-19.
Além da pressão sobre o governador via plataforma Educação Faz Pressão, a diretoria do Sinpro-DF orienta que os materiais publicados nas redes sociais do Sindicato sejam curtidos, comentados e compartilhados. A estratégia é utilizada para ampliar a performance dos posts, chegando assim a mais pessoas.
Respaldo legal
De acordo com a lei Nº 14.125/2021, sancionada no último dia 10 de março, estados, DF e municípios ficam autorizados a fazer a compra direta de vacina contra a covid-19. Entretanto, até agora, o governo do DF segue apenas o calendário opaco de imunização do governo federal.
Família agradece categoria e avisa que as doações foram suficientes
Jornalista: Maria Carla
A família da professora Eudalice Soares de Souza, vice-diretora da Escola Classe 19 (EC19) de Ceilândia, agradece à categoria pela ajuda financeira que custeou os cuidados com a professora. A colaboração foi excelente e suficiente. A família avisa que professora já está se recuperando.
Dia Nacional da Escola: Ainda há muito o que lutar em defesa da Educação Pública
Jornalista: Alessandra Terribili
Hoje é o Dia Nacional da Escola, e nós celebramos essa data em meio a profundas preocupações acerca dos ataques que vêm sendo desferidos contra essa instituição, tão importante para a formação de crianças e adolescentes e para a própria comunidade que a abriga.
A importância da escola deveria ser suficiente para garantir a sua defesa e fortalecimento por parte de governos e parlamentares. Entretanto, não é isso que vimos observando, especialmente nos últimos anos. As tentativas de retirada de recursos e consequente sucateamento são constantes nas medidas do Governo Federal – haja visto os debates que marcaram a tramitação da PEC 186.
“O Dia Nacional da Escola se converte numa data para mobilização e luta em defesa da escola pública, da Educação pública, e dos seus profissionais”, afirma Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “O momento exige infra-estrutura adequada para garantir a qualidade do processo ensino-aprendizagem, mas isso só é possível com investimento em Educação, como indicou o Plano Nacional de Educação em 2014, que foi desmontado pela Emenda Constitucional 95 em 2016. Ou seja: o Brasil está na contramão do que o momento exige, na contramão da valorização da escola”, completa.
Na capital federal
No DF, a situação não é melhor. Em meio a uma pandemia que já vitimou quase 280 mil brasileiros, sendo mais de 5 mil no Distrito Federal, a possibilidade de retorno das aulas presenciais foi objeto de disputa entre GDF e Magistério. Com o agravamento nos índices de contágio e na ocupação de hospitais, o Governo não teve outra saída se não acatar a reivindicação do Sinpro e adiar de forma indefinida o retorno presencial. As aulas recomeçaram em 8 de março em formato remoto.
Aqueles e aquelas que constroem a escola cotidianamente, os profissisonais da Educação, convivem com ataques a seus direitos e desvalorização, tanto pelo arrocho salarial quanto pela perseguição e criminalização que sofrem no exercício de seu trabalho – vide a ideologia da Lei da Mordaça.
A escola é um espaço de troca de conhecimentos e de convivência que envolve alunos, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, profissionais da assistência à Educação, familiares e responsáveis, e a comunidade com quem a escola interage. Mas em vez de fortalecer a escola, GDF e maioria da Câmara Legislativa preferiram encaminhar o PL 1.167/2020 para regulamentar o “home schooling”.
“Entramos na Justiça contra o ‘home-schooling’ porque ele é inconstitucional”, explica Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF. “E para além de estar em desacordo com a lei, sabemos a que esse tipo de proposta serve: precarizar o processo ensino-aprendizagem, anular a convivência e a diversidade, desvalorizar o trabalho do professor e da professora e, sobretudo, justificar uma retirada de recursos cada vez maior da escola e da Educação pública”, acrescenta. “A escola cumpre um papel de socialização muito rico, insubstituível, independente de classe”, conclui Rosilene.
Sinpro-DF comemora 42 anos de luta, resistência e esperança: ninguém solta a mão de ninguém
Jornalista: Maria Carla
“Ninguém solta a mão de ninguém”. Essa frase se tornou um viral, após as eleições de 2018, tomou conta das redes e, imediatamente, foi assimilada por todos e todas que compreenderam a gravidade do resultado das eleições daquele ano. Não demorou muito, já nos primeiros passos do governo eleito, a frase ganhou mais sentido e materialidade e foi incorporada às lutas da classe trabalhadora.
Hoje, 14 de março de 2021, quando o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) completa 42 anos de existência, a frase se revela sinônimo de resistência e esperança asseguradas pela luta radical, diária e incessante da entidade sindical do magistério público da capital do País.
O sindicato lança, neste domingo (14), um vídeo em homenagem às mais de 4 décadas de luta diária e incansável pelo direito à educação pública, gratuita, laica, democrática, emancipadora e de qualidade socialmente referenciada; pelo direito à liberdade de organização sindical; e pelos direitos sociais e trabalhistas do magistério e da classe trabalhadora.
O vídeo é uma produção do Sinpro-DF e conta com a participação de professores(as), que tocam e cantam a música “Mão na mão”, de autoria de Márcio Faraco e arranjo e direção musical do professor Joaquim França, que fala da importância, histórica, de ninguém soltar a mão de ninguém: “unidos até a vitória”. “Para mim, como maestro e professor da rede pública do DF, foi um grande prazer e honra participar na direção musical desse vídeo em homenagem aos 42 anos do Sinpro. Essa instituição merece tão bela homenagem por ser um dos sindicatos mais representativos e atuantes do Brasil, estando sempre ao lado dos professores na resistência e na luta por melhores condições de trabalho e por uma educação de qualidade”, afirma França.
Participam do vídeo os(as) professores(as) cantores: Abiail Alecrim, AssisNGato, Bené Valadares, César Oliveira, Ceiça Simões, Flávia Luiz, Haila Ticiany, Hélia Mara, Luciana Dias, Mila, Zeni Rainha, Wellington Fagundes, Fernando Sanglard, George Lacerda. Professores(as) músicos(as): Taís Vilar, clarineta; Regiane Cruzeiro e Marcos Reis, violinos; Marie Novion, viola; Ocelo Mendonça, violoncelo; João Marinho, violão; Fernando Nantra, baixo elétrico; George Lacerda, percussão. Edição do vídeo: Emânuel Camarão.
Uma breve passagem pela história
Fundado em 14 de março de 1979, durante um dos governos mais violentos da ditadura civil-militar, o Sinpro-DF entrou em cena justamente quando o Brasil estava numa situação muito parecida com a que vive hoje, em pleno ano de 2021: mergulhado numa crise econômica e política sem precedentes; com uma inflação que, na época, batia 150% ao ano; com uma dívida externa que chegava a US$ 100 bilhões; o desemprego alastrado e nas alturas; a fome entre as classes mais empobrecidas em franco crescimento; e os salários cada vez mais arrochados pela política econômica liberal. Hoje, além de tudo isso, a precarização da educação se aprofunda pela ausência de política pública de combate à pandemia do novo coronavírus e a falta de vacinação em massa, o que fragiliza o magistério e traz mais desigualdade de acesso aos(às) estudantes à educação pública.
“É por isso que, este ano, o Sinpro-DF está de luto, juntamente com a população e com os mais 300 mil brasileiros(as) que perderam entes queridos para a Covid-19 em consequência da falta combate à pandemia pelo governo eleito em 2018, que não investe o dinheiro público na política de saúde e na defesa da vida para atender aos interesses do mercado. Assim, o sindicato não fará nenhuma live comemorativa, com atrações musicais, como é a nossa tradição, em respeito à memória dos mortos”, informa Eliceuda Silva França, coordenadora da Secretaria de Assuntos Culturais do sindicato. A diretoria colegiada, segundo ela, entende que este não é um momento festivo e decidiu que a homenagem deve se limitar, este ano, ao vídeo postado no final deste texto.
No fim dos anos 1970, enquanto militares brasileiros e empresários nacionais e estrangeiros se enriqueciam, ávida e enormemente, com as riquezas da nossa Nação – e, para isso, impuseram o regime de perseguição política, com terrorismo de todo tipo para intimidar qualquer reação ou organização da classe trabalhadora que combatesse a tirania e, sobretudo, a rapinagem –, os(as) professores(as) se reorganizaram e constituíram, na raça e na marra, o único instrumento capaz de dar um basta na festa marginal e de recomeçar as lutas necessárias para garantir conquistas para a classe dos professores, orientadores educacionais e especialistas da educação da rede pública de ensino.
Naquela época, a categoria entendeu que não havia outro jeito senão “ninguém soltar a mão de ninguém” e que somente unida numa entidade sindical forte poderia enfrentar, denunciar e combater o terrorismo de militares e empresários, sustentados por países e governos estrangeiros. Entendeu que o sindicato seria, sim, um dos caminhos certos para estancar a entrega para estrangeiros dos nossos patrimônios naturais, biológicos, minerais e demais riquezas nacionais, defender a educação pública ameaçada pelo plano MEC-USAID e assegurar uma vida melhor para os(as) trabalhadores(as) da educação e demais categorias profissionais.
Há 42 anos, o Sinpro-DF se posicionou à frente na luta, no Distrito Federal e no Brasil, para defender a Nação brasileira, a democracia e resgatar todos os direitos usurpados por uma facção subserviente e colonialista das Forças Armadas, pela Fiesp e outras organizações empresariais nacionais e estrangeiras, exatamente as mesmas que deram o golpe de Estado de 2016 e nos impõem, a cada dia, mais arrocho salarial, demolição de direitos retirados pela ditadura e resgatados após a democratização do Brasil, pela Constituição Federal de 1988.
O Sinpro-DF é uma das principais entidades que lideram, desde o fim dos anos 1970, o resgate da liberdade de organização e expressão numa época em que sindicatos e outras organizações sociais eram invadidos, passavam por intervenções e suas diretorias eram perseguidas, trabalhadores eram presos, torturados e até assassinados. Não é agora que vamos fugir da luta! Hoje, como nunca, ninguém solta a mão de ninguém! Feliz aniversário ao sindicado e à categoria que mantém a luta em defesa do Brasil e da educação! Juntos e juntas somos muito mais fortes!
Clique aqui e assista ao vídeo em homenagem aos 42 anos: