Três anos sem Marielle e Anderson: queremos respostas!

Hoje se completam três anos do covarde assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. As circunstâncias da morte até hoje não estão elucidadas e, embora duas pessoas tenham sido presas acusadas pela execução do crime, os mandantes seguem impunes e seus nomes seguem desconhecidos.

Nascida na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, Marielle era militante dos Direitos Humanos e tinha sido a quinta vereadora mais votada da cidade em 2016. Exercia seu primeiro mandato e já deixava marcas importantes naquela legislatura, quando foi barbaramente morta em emboscada dia 14 de março de 2018.

O crime aconteceu em meio a um contexto de profunda hostilidade e violência política contra as referências e a militância de esquerda. Depois do golpe de 2016, as conquistas populares dos anos anteriores começaram a ser desmontadas uma a uma, e aqueles que lideraram esse processo – políticos, mídia, poder judiciário – construíram um discurso de deslegitimação da esquerda para poderem encaminhar com menos dificuldade seu programa de privatizações, arrocho salarial e sucateamento do serviço público.

Porém, a morte de Marielle e Anderson provocou uma onda de reações no mundo todo, e a vereadora tornou-se um símbolo da resistência, em especial, das mulheres negras. Embora as investigações ainda não tenham apontado os mandantes do duplo homicídio e suas motivações, sabemos que a referência em Marielle mantém acesa e fortalece a chama da luta por justiça, igualdade, respeito. Contra a impunidade de seus assassinos e pelos direitos de todo o povo brasileiro: queremos respostas!

Marielle vive!

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Categoria reafirma posição do Sinpro-DF e volta às aulas presenciais só será realizada com vacinação contra covid-19

Nesta sexta-feira (12), foi realizada a primeira assembleia geral de 2021 das/os professoras/es e orientadoras/es educacionais das escolas públicas do DF. No encontro, que contou com a presença de quase 1,1 mil participantes, foi definido calendário de luta da categoria, que traz como primeiro ponto o não retorno presencial às aulas até que haja vacinação contra a covid-19 e os espaços escolares estejam seguindo todos os protocolos de segurança sanitária indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como forma de coibir a transmissão da covid-19.

“Não há nenhum acordo para o retorno presencial sem vacina. Este é o posicionamento do Sinpro desde o ano passado. Além disso, há a exigência do cumprimento dos protocolos de segurança sanitária pelas escolas. A qualquer momento que o GDF indicar ameaça de retorno presencial sem atender essas exigências, a categoria será convocada. A nossa proposta é deixar marcada uma nova assembleia para o dia 13 de maio, mas havendo qualquer movimento diferente, a categoria será convocada imediatamente e, se necessário, chamaremos greve”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Diante dos constantes e intensos ataques aos servidores públicos e ao povo brasileiro, a pauta pelo “Fora Bolsonaro” também foi colocada em debate.

“O comandante desse pacote de maldades contra os servidores públicos e o povo é o presidente da República, Jair Bolsonaro. Tenho certeza que a nossa categoria, que sempre foi de luta, não comunga com essa agenda. A covid-19 mataria, mas a ausência de política e de zelo por parte do governo, tanto o local, mas principalmente o federal, está levando as pessoas que nós amamos embora aos montes. Isso por causa de um presidente que implementa uma agenda de morte. Esse presidente não merece ser reconhecido pelos professores e professoras do DF. Por isso, fora Bolsonaro!”, discursou Rosilene Corrêa.

A adesão das/os professoras/es e orientadoras/es educacionais à campanha nacional Fora Bolsonaro teve a aprovação de 93,46% dos participantes, indicando a urgência de retirar o ex-capitão do Exército da principal cadeira do Executivo federal.

O calendário de lutas ainda traz ações como “Lockdown da classe trabalhadora em defesa da vida, da vacina e dos direitos”, tuitaço pressionando o Tribunal de Justiça do DF e Territórios a deferir a última parcela de reajuste salarial da categoria e o Dia Nacional de Mobilização e Reforço das Ações de Solidariedade. Veja calendário completo abaixo ou acesse em https://bit.ly/3bDT5bU

A assembleia geral desta sexta-feira (12) foi realizada virtualmente, pelo aplicativo do Sinpro-DF, que possibilita à categoria participação de fala, envio de propostas e voto, adotando uma dinâmica que se aproxima ao máximo das assembleias presenciais.

Colapso sanitário, econômico e social

A assembleia do Sinpro-DF teve início com um minuto de silêncio em respeito às vítimas da covid-19. O vírus, agravado pela ausência de políticas públicas, já matou mais de 270 mil pessoas.

“Não tem como iniciarmos essa assembleia sem considerar o sentimento coletivo que o mundo vive: da impossibilidade de despedidas, do luto sem poder ser compartilhado em família, do sentimento de abandono. Todas as vítimas de covid-19, presentes!”, disse a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Presente na assembleia virtual, o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, lembrou que a pandemia é um problema mundial, mas se agrava com um governo federal “negacionista, que coloca como prioridade a economia, antes mesmo da vida”.

Após lembrar que neste 12 de março completa-se um ano desde que as aulas presenciais foram suspensas no DF devido ao avanço da infecção pelo coronavírus, o sindicalista falou do oportunismo do governo, que se aproveita de um dos piores momentos da história para realizar o desmonte do Estado.

“Nós, servidores públicos, tivemos salário congelado por uma chantagem do governo, que condicionou o pagamento do Auxílio Emergencial aos que tem fome a uma série de prejuízos ao serviço e aos servidores públicos”, disse Rodrigues, referindo-se à PEC Emergencial (PEC 186).

A Proposta de Emenda à Constituição citada pelo presidente da CUT-DF, aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada desta sexta-feira (12), viabiliza um auxílio emergencial muito aquém das necessidades básicas de milhões de brasileiras e brasileiros que sofrem os impactos econômicos da covid-19. Ao mesmo tempo, a PEC implementa um forte ajuste fiscal que, mais uma vez, recai sobre os salários dos servidores públicos.

“A PEC diz que quando as despesas correntes ultrapassarem 85% da receita corrente, o poder Executivo dos estados, DF e municípios já podem aplicar medidas como congelamento salarial de servidores; suspensão de admissão ou contratação de pessoal; suspensão de realização de concursos públicos; entre outros prejuízos”, disse a técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Paula Mondadore.

Ela ainda informa que “apenas oito estados não têm despesas correntes acima de 85% da receita corrente, e o DF não é um deles”.

“Estamos entrando em colapso sanitário, mas também em um colapso econômico e social. E só vamos conseguir avançar nessa luta com o fim desse governo. Por isso, nos somamos aos atos por ‘Fora Bolsonaro’, por vacina para todos e todas e por auxílio emergencial”, reforma o dirigente da CNTE Gabriel Magno.

Outras lutas

Desmonte
No último dia 12 de fevereiro, o GDF, por meio de portaria, extinguiu o Centro Integrado de Educação Física (CIEF). “Iniciamos o ano com uma escola a menos, em um contexto que precisamos de mais escolas e mais pessoal”, considerou a diretora do Sinpro-DF Carolina Moniz. Segundo ela, “a decisão fere diretamente a gestão democrática”. “Seguimos em debate com a Secretaria de Educação para buscar respostas aos nossos questionamentos e discutir o futuro da atual diretoria, que virou uma diretoria de educação física e desporto escolar.”

Repagues
Professora regida por contrato temporário, a diretora do Sinpro-DF Carolina Moniz deu informe sobre o repague de 2020 para quem atua neste tipo de contratação. “A Comissão segue atuando junto à Secretaria de Economia para que esses valores sejam pagos imediatamente e que os prejuízos impostos a esses professores sejam ao menos mitigados”, afirma.

GDF Saúde
O plano de saúde implementado para a Carreira do Magistério Público do DF e demais setores do funcionalismo, GDF Saúde, continua sendo acompanhado pelo Sinpro-DF. “O GDF Saúde é uma conquista nossa, mas ainda tem que avançar, principalmente no que se refere aos valores. Estamos em constante diálogo com o governo para adequar o plano ao que realmente queremos, sem perder nenhum direito. Diante da perda salarial imposta, que dura mais de seis anos, não se justifica qualquer processo que venha a interferir negativamente nos nossos salários”, justificou.

Reforço da luta
Na primeira assembleia geral de 2021 da categoria, foi reforçada a necessidade de manter firme a luta contra os ataques que estão por vir, principalmente contra a reforma Administrativa. O projeto, feito pelo governo Bolsonaro-Guedes, desconfigura os serviços públicos, inserindo na Constituição Federal o princípio da subsidiariedade. Com isso, o serviço público se torna subsidiário; o setor privado seria o principal.

“A adesão a todas as campanhas do Sinpro-DF é essencial e tem que ser massificada. Vamos compartilhar conteúdos, fazer comentários nas redes do Sindicato, pressionar os parlamentares. Já garantimos resultados importantíssimos com essas ações virtuais, como é o caso do Fundeb, por exemplo. Tivemos que nos reinventar diante da pandemia, e não podemos perder tempo diante de um governo totalmente descomprometido com o Brasil e com o povo brasileiro”, orienta a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Moção
A assembleia das/os professoras/es das e orientadoras/es educacionais das escolas públicas do DF também aprovou moção em apoio à professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Ericka Suruagy. Ela é alvo de investigação da PF por causa de outdoor com criticas ao governo Bolsonaro. “Não podemos aceitar que tentem nos calar”, disse a diretora do Sinpro-DF e vice-presidenta da CUT-DF, Meg Guimarães.

Veja a íntegra da moção

MOÇÃO DE APOIO À ADUFERPE!
NÃO À CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL!
FORA BOLSONARO!”

A vice-presidente da associação de docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe), Érika Suruagy, foi intimada a depor na Polícia Federal em função de um inquérito criminal aberto a pedido de Bolsonaro contra ela e a Aduferpe em função de Outdoors que diziam “O senhor da morte chefiando o país, no Brasil 120 mil mortes por Covid-19. Fora Bolsonaro”.
Bolsonaro, numa ofensiva policial, quer criminalizar as manifestações contra seu governo. Está claramente tentando intimidar sindicalistas, cientistas, professores, servidores públicos, artistas, intelectuais e cidadãos que discordam da política do governo. Não conseguirá! A unidade do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras, com suas organizações sindicais e populares, vai barrar essas intimidações e ameaças de Bolsonaro. A democracia e o livre direito de opinião serão defendidos por todos e todas.
Nos solidarizamos à Aduferpe e nos somamos a luta contra mais esse ataque.

Assembleia Geral dos Professores – 12/03/2021.

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Com oficina de escrita, projeto contempla 45 estudantes do Ensino Médio da rede pública

De 22 de março a 16 de abril, 45 estudantes das escolas públicas do Ensino Médio do Distrito Federal, moradores das cidades de Ceilândia, São Sebastião e Recanto das Emas, participam do projeto Cartas de amor nas Ruas Virtuais, que oferece aos(às)  jovens um espaço de protagonismo para pensar sobre as cidades e suas relações sociais. Trata-se de um projeto criado para estimular o protagonismo de estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal que propõe a escrita afetiva e a arte como forma de autorrepresentação. Durante 25 dias, os(as) estudantes participam de oficinas com arte-educadores e palestras, abertas ao público, com um grupo de pesquisadores, ativistas sociais, cineastas, atrizes e professores.

 

Durante o período de realização do projeto, eles vão participar de uma imersão de escrita afetiva de cartas com os orientadores de cena e arte-educadores Ana Flávia Garcia, Gabriel Guirá, Marília Cunha e Nadja Dulci. O projeto oferece também aulas abertas ao público com Gabriel Martins – diretor de cinema; Roberta Estrela D’Alva – atriz-MC, diretora, pesquisadora e slammer; e Rita Von Hunty – professora, atriz e apresentadora do programa de TV “Drag me as a queen” e do canal do Youtube “Tempero drag”. O projeto idealizado pela atriz e educadora Nadja Dulci é realizado com o fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

 

Cartas de amor nas Ruas virtuais foi inicialmente pensado para ocorrer de forma presencial dentro das escolas, com uma apresentação final na Rodoviária do Plano Piloto. No entanto, devido à pandemia do COVID-19, será realizado de forma virtual, com transmissões ao vivo abertas ao público. “O que por um lado impediu o contato presencial com os alunos, por outro, permitiu ampliar o alcance para a comunidade por meio das plataformas digitais”, afirma a educadora Nadja Dulci. “Vivemos um momento muito delicado com a pandemia, de dor e de tantas perdas. Justamente por isso estamos realizando este projeto agora, porque é importante falar de amor e estimular os jovens a refletir, a dar uma resposta estética a este acontecimento único em nossas histórias”, complementa a idealizadora. 

 

O projeto realizado com os estudantes do Distrito Federal é um desdobramento da performance “Nós, Marílias”, criada em 2012 por Nadja Dulci. Inspirada pela obra “Marília de Dirceu”, de Tomás António Gonzaga, publicada em 1792, a artista Nadja Dulci lê há nove anos para pessoas desconhecidas, encontradas aleatoriamente nas ruas, cartas de amor escritas por pessoas de várias cidades e países.

 

Ao retomar a publicação do século XVIII, a artista reencontra o gênero literário da escrita epistolar que entrou em desuso e que por muito séculos foi o registro da presença dos indivíduos no mundo, com descrições de cenas urbanas e rurais, de situações sociais, angústias, saudades e de amor. “Acima de tudo, a carta é uma expressão do indivíduo, de como ele se relaciona com fatos, acontecimentos e a vida à sua volta”, explica Nadja.

 

Mostra Cartas de amor nas Ruas virtuais

O projeto estimula os alunos a escreverem cartas e a apresentá-las em vídeo. A produção dos 45 alunos será reunida e apresentada numa mostra, evento com transmissão ao vivo pelo YouTube e aberto a toda a comunidade no dia 16 de abril, sexta-feira, às 19h. As vídeo-cartas ficarão disponíveis no site www.cartasdeamornasruas.com.br bem como nas redes sociais do projeto. Todo o conteúdo audiovisual do projeto será reunido em um curta-metragem, produzido com a consultoria do cineasta André Novaes Oliveira, vencedor de importantes prêmios como a Menção Especial do Júri na 45ª Quinzaine des Réalisateurs, Festival de Cannes, pelo curta “Pouco mais de um mês” e Melhor Filme na 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pelo longa “Temporada”, em 2018.

 

As oficinas

Os estudantes que participam do projeto são convidados a refletir sobre a cidade e seu direito à ocupação por meio da observação crítica de seu espaço de vivência. Divididos em três grupos formados por 15 estudantes cada, as oficinas são ministradas pelos arte-educadores e orientadores de cena Ana Flávia Garcia, Gabriel Guirá, Marília Cunha e Nadja Dulci. Das oficinas, participam somente os estudantes previamente inscritos.

 

As aulas abertas

Como forma de ampliar a discussão sobre a escrita afetiva, o amor nos tempos atuais, pertencimento e territorialidade virtual e analógica, o projeto Cartas de amor nas Ruas virtuais apresenta pela primeira vez para o público de Brasília a professora, apresentadora e persona drag Rita von Hunty; a pesquisadora, cientista social, diretora e membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro Roberta Estrela D’Alva para palestras abertas à comunidade; e o cineasta sócio fundador da produtora Filmes de Plástico cujos filmes já foram selecionados para mais de 200 festivais de cinema no Brasil e no mundo, Gabriel Martins. Transmitidas pelo YouTube do projeto, o público pode interagir com as/o convidadas/o enviando perguntas ao vivo.

 

“São figuras públicas que já trabalham a questão da escrita, têm forte atuação em comunidades, Rita é professora e fala com jovens. É divertida e crítica. Ela fala do fazer político e da importância do ser político no mundo”, afirma Nadja. “Roberta é uma mulher do teatro e criadora do teatro hip-hop, articula ideias sobre a escrita, a cidade, o protagonismo jovem e urbano, a cultura da periferia e as potências que essas interferências estéticas podem produzir”, ressalta. “Gabriel é um premiado cineasta radicado em Contagem, na Grande Belo Horizonte, com trabalhos presentes nos principais festivais de cinema do Brasil e do mundo. Tem muita coisa boa para trocar sobre a criação audiovisual”, completa a idealizadora do projeto.

 

No dia 25 de março, quinta-feira, às 19h, Gabriel Martins abre a programação com a aula aberta “Caminhos do audiovisual”. Como transformar uma carta de amor em um vídeo, linguagem tão explorada no universo das redes sociais hoje? No encontro, o cineasta falará sobre a transformação de palavras em imagens, um dos principais desafios de quem faz um filme.

 

No dia 1º de abril, quinta-feira, às 19h, Roberta Estrela D’Alva realiza a aula aberta “Teatro Hip-Hop: depoimento e autorrepresentação”. Como reconhecer elementos da própria história como potência para a transformação do universo em que habitamos? E como transformar-se em discurso artístico? A conversa com Roberta toma por base seu trabalho no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, coletivo que há 20 anos realiza pesquisa sobre a linguagem do diálogo entre a cultura hip-hop e o teatro épico. Serão tratados temas como a narratividade, autorrepresentação como discurso artístico e o depoimento como concepção do mundo. 

 

No dia 8 de abril, quinta-feira, às 19h, a professora de política drag queen Rita von Hunty aborda o tema “O amor como ato político”. Por que amamos? Ainda é / há tempo de falar de amor? Nesse encontro, Rita levanta questionamentos e provocações a respeito do amor nos tempos atuais. Nessa última aula aberta, Rita finaliza o ciclo de encontros inspiradores tanto com a comunidade geral, quanto com alunos das escolas públicas do DF.

 

A Mostra Cartas de amor nas Ruas virtuais

As vídeo-cartas de amor criadas pelos 45 estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal estreiam nas ruas virtuais na noite do dia 16 de abril, às 19h, em um evento aberto ao público com transmissão ao vivo pelo YouTube no canal do projeto. A mostra encerra o projeto e marca um momento de troca de experiências e aprendizados entre jovens de diferentes regiões do Distrito Federal. É nessa condição que eles assumem seu protagonismo social como remetentes/criadores e fazem ecoar suas vozes, seus sentires e suas histórias. 

 

Sobre a idealizadora

Candanga de coração, Nadja Dulci nasceu no interior de Minas Gerais. Atriz premiada, atua em teatro e cinema, cria performances, apresenta e produz programas para o rádio e dá aulas de arte. Atualmente, integra os coletivos Grupo Residência – Teatro e Audiovisual (MG-DF) e Cia. Rainha de Copas (DF), que em breve realizará o 1º Festival de Teatro e Arte-educação para a Infância do DF.  Como educadora, atuou em escolas públicas e privadas, da educação infantil à pós-graduação e em projetos de ensino não formal, voltados para idosos, mulheres, jovens em restrição de liberdade e comunidades rurais. Com a performance “Nós, Marílias”, se apresentou em 15 festivais e ocupações artísticas de artes cênicas pelo Brasil, foi objeto de pesquisa em doutorado na Universidade de Brasília e de mestrado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, além de ser personagem no livro “O colecionador de histórias”, de Luís Humberto França, e do curta-metragem “Intervenções Urbanas”, de Lorena Figueiredo.

 

Sobre os arte-educadores

Ana Flávia Garcia é artista cênica, jogadora/criadora/criatura em palhaçaria, atuação, direção, encenação, dramaturgia e produção. Corpo trânsito em fisioperformance, militante em arte-educação, pesquisadora e desenvolvedora de projetos, ações, mediações e metodologias na tríade arte, política e filosofia com olhos feministas. Atriz e dramaturga premiada, atua há mais de 25 anos na cultura do Distrito Federal, já tendo realizado trabalhos em cidades de todas as regiões do Brasil. Atualmente integra o Duo Brinquedo e o Cabaré das Rachas.

 

Gabriel Guirá é artista visual, cênico e literário de Sobradinho. Atua há mais de dez anos na cena cultural do DF, já tendo trabalhado com dezenas de grupos e artistas, recebido prêmios em poesia, dramaturgia e artes gráficas, e circulado suas obras em escolas, museus e festivais dentro e fora do Brasil. Com uma pesquisa contínua nos campos da infância e da imaginação material, seu trabalho é caracterizado pela interseção das linguagens e por uma expressão poética. Atualmente integra os coletivos Morada, Abrindo a Sala e Duo Brinquedo.

 

Marilia Cunha é uma artista da cena nascida em Salvador. Na Bahia trabalhou durante dez anos na Companhia de Teatro da Casa Via Magia, mudando-se em 2000 para a Itália, onde trabalhou por 11 anos em espetáculos de circo-teatro e óperas líricas. Desde 2013 vive no Distrito Federal, onde funda o Espaço de Criação Casa Amarela, cursa Licenciatura em Dança no Instituto Federal de Brasília e integra a Cia Rainha de Copas e o Coletivo Morada. Arte-educadora, recentemente se formou como educadora griô, e em breve realizará o 1º Festival de Teatro e Arte-educação para a Infância do DF.

 

Sobre as palestrantes das aulas abertas

Gabriel Martins nasceu em Belo Horizonte (MG), está radicado na periferia de Contagem, graduou-se na Escola Livre de Cinema/BH e em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e Vídeo, em 2010, no Centro Universitário UNA. É sócio fundador da produtora Filmes de Plástico, junto a André Novais Oliveira, Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia. Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam e ganharam prêmios como a Menção Especial do Júri na Quinzena dos Realizadores em Cannes e Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dentre os seus principais trabalhos como diretor estão os curtas “Rapsódia para o Homem Negro”, “NADA” e o longa-metragem “No Coração do Mundo” (codirigido por Maurilio Martins) e que teve sua estreia no festival Internacional de Rotterdam.

 

Roberta Estrela D’Alva é atriz-MC, diretora, pesquisadora e slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. Bacharel em artes cênicas pela ECA-USP e doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP. É idealizadora e slammaster do ZAP! Zona autônoma da Palavra, primeiro “poetry slam” (campeonato de poesia) brasileiro e curadora do Rio Poetry Slam-FLUP, primeiro poetry slam internacional da América Latina. Em novembro de 2014 foi publicado seu primeiro livro “Teatro Hip-Hop- a performance poética do ator-MC” pela editora Perspectiva. De 2016 a 2018 foi apresentadora do programa Manos e Minas, TV Cultura SP e afiliadas. Juntamente com Tatiana Lohmman dirigiu o documentário “SLAM- Voz de Levante” (2018).

Rita von Hunty é a persona drag de Guilherme Terreri, ator formado pela UNIRIO e professor de língua e literatura inglesa formado pela USP. Hoje atua no cinema e no teatro, apresenta um programa de TV (Drag Me As A Queen) e um canal no Youtube com 650 mil inscritos (Tempero Drag), além de oferecer palestras, cursos e formações que discutem, através dos Estudos de Cultura, temas centrais de nossas vidas em sociedade.

 

Serviço:

Cartas de Amor nas Ruas virtuais

Oficina virtual de escrita afetiva com arte-educadores e orientadores de cena para alunos da rede pública

Produção de vídeo-cartas de amor

Quando | De 22 de março a 16 de abril

 

Arte-educadores e diretores de cena| Ana Flávia Garcia, Gabriel Guirá, Marília Cunha e Nadja Dulci

Site | www.cartasdeamornasruas.com.br

YouTube | Instagram | Facebook | @cartasdeamornasruas

 

Mostra Cartas de amor nas Ruas virtuais

Apresentação final do projeto com leitura ao vivo das cartas.

Quando | 16 de abril, às 19h

Onde | Youtube @cartasdeamornasruas

Aberto ao público

 

Aulas abertas ao público e gratuitas:

Aula 1 

Tema | Caminhos do audiovisual

Por | Gabriel Martins

Quando | 25 de março, quinta-feira, às 19h

Onde | Youtube @cartasdeamornasruas

 

Aula 2

Tema | Teatro Hip-Hop: depoimento e autorrepresentação

Por | Roberta Estrela D’Alva

Quando | 1º de abril, quinta-feira, às 19h

Onde | Youtube @cartasdeamornasruas

 

Aula 3

Tema | O amor como ato político

Por | Rita von Hunty

Quando | 8 de abril, quinta-feira, às 19h

Onde | Youtube @cartasdeamornasruas

 

Informações para a imprensa:

Agenda KB Comunicação

Contato: Luiz Alberto Osório

E-mail: luiz.alberto@agendakb.com.br

Telefones: (61) 98116-4833

 

 

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Vídeo ensina a categoria como participar da Assembleia Geral virtual desta sexta (12), às 16h

Professoras(es) e orientadoras(es) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, a diretoria do Sinpro lembra que todos(as) têm um encontro marcado na Assembleia Geral desta sexta-feira (12), às 16h. Devido à pandemia da Covid-19, o encontro será virtual e poderá ser acessado pelo aplicativo do Sinpro-DF no link https://app.sinprodf.org.br/.

Para auxiliar a categoria, mostrando todo o passo-a-passo de como acessar o aplicativo, se inscrever para ter acesso à fala e etc, o sindicato produziu um vídeo (logo abaixo) explicando como participar da assembleia. É importante que os(as) interessados(as) acessem o aplicativo ainda hoje e agilizem os seus cadastros, facilitando sua participação.

O encontro abordará temas que atingem a classe trabalhadora de todo Brasil e outros específicos da categoria no DF. Em âmbito nacional, serão debatidas questões sobre a reforma Administrativa, a reforma da Previdência e a PEC Emergencial (PEC 186). Já na pauta específica da categoria do DF, serão abordados a ameaça do retorno presencial às aulas sem a imunização contra a covid-19, campanha salarial, GDF Saúde, aumento abusivo da alíquota previdenciária, nomeações e concurso público.

 

ARTIGO | A urgência da quebra de patente de vacinas contra a Covid-19

Por Antônio Lisboa*

Diante desse cenário, a “quebra das patentes” – através dos mecanismos já previstos em legislações nacionais ou até mesmo no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) – é absolutamente imperativo.

Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT

 

O movimento sindical, no Brasil e no mundo, deve apoiar ativamente a proposta apresentada por Índia e África do Sul – e defendida pela ampla maioria dos países do sul global – de suspensão das patentes de produtos de combate ao coronavírus à OMC. Essa ação – combinada com a necessária transferência de tecnologias – vai reduzir o preço das vacinas e acelerar a produção, garantindo que bilhões de pessoas tenham acesso ao imunizante no mesmo ritmo das populações mais ricas, salvando, dessa maneira, milhões de vidas humanas.

Sobre essa questão, Bolsonaro, o maior aliado mundial do vírus, não poderia perder a oportunidade de mais uma vez apoiar a doença em detrimento da vida de milhões de pessoas. Depois de desdenhar da gravidade da Covid-19, incentivar e promover inúmeras aglomerações, defender o uso de remédios que comprovadamente não são eficazes no tratamento da doença, duvidar da eficácia do uso de máscaras e das próprias vacinas – e tanta outras atitudes que contribuíram decisivamente para as mais de 260 mil mortes causadas pelo novo coronavírus em nosso país – Bolsonaro mudou a tradição da nossa diplomacia e, para agradar os países ricos e as grandes empresas do ramo farmacêutico, votou contra a proposta da quebra de patentes no âmbito da OMC.

Uma campanha do movimento sindical internacional em defesa da “quebra das patentes”, irá, inclusive, reforçar nossa histórica luta pela democratização e fortalecimento dos organismos multilaterais. No contexto da pandemia de Covid-19 ficou ainda mais inequívoco a necessidade de soluções globais para os grandes problemas que afligem toda a humanidade.

Democratizar o acesso às vacinas, além de impedir que as desigualdades econômicas e sociais entre os países pobres e ricos se intensifiquem – na medida em que a vacinação em massa é a única solução que pode por fim a pandemia e provocar a aguardada recuperação econômica – também é uma demanda global, pois impediria que a proliferação descontrolada do vírus permita o surgimento de variantes mais letais e contagiantes do vírus – como já aconteceu, por exemplo, na África do Sul, Reino Unido e no Brasil.

Uma campanha pela “quebra das patentes” e pela democratização do acesso às vacinas é uma tarefa urgente. As trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo anseiam e esperam por “Vacinas para todas e todos”, trabalho decente e proteção social – o tempo para agirmos é agora.

*Antonio Lisboa é Secretário de Relações Internacionais da CUT

Artigo publicado originalmente no portal da Revista Fórum

 

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Pandemia acelerada, mortes por Covid-19 em alta, UTIs em colapso: DF vive o caos sem gestão acertada

O Distrito Federal enfrenta um dos piores momentos da pandemia do novo coronavírus. Com todos os números da Covid-19 em aceleração para cima, nas últimas 24 horas, a capital do País contabilizou 25 óbitos e 1.551 novas infecções. Desde o início da pandemia, o DF já notificou 311.098 contaminações e mais de 5 mil mortes pela doença em apenas 12 meses. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que afirma estar, a cidade, no início de mais uma aceleração da pandemia e que também está com mais de 20 mil contaminações ativas.

 

A SES-DF informou que 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública de saúde estão ocupados e, a rede privada, está com 96,2% de ocupação das UTIs nesta quarta. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) – referência em Covid-19 no DF – decretou bandeira vermelha e só irá atender, a partir desta quarta-feira, a pacientes com casos graves e risco de morte. Um vídeo circulou na Internet mostrando a situação da UTI do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) superlotada. A situação é tão grave que o Conselho de Saúde pediu ao Governo do Distrito Federal (GDF) o fechamento, imediato, de escolas, igrejas e academias.

 

Contudo, apesar do caos instalado no sistema de saúde pública e privada e o Distrito Federal enfrentar um dos piores momentos da pandemia do novo coronavírus, com todos os números da Covid-19 em aceleração para cima, o governo Ibaneis Rocha (MDB) mantém escolas privadas, academias de ginástica e outros serviços não essenciais abertos por causa da pressão de proprietários que, em sua maioria, administram seus negócios de longe, deixando na linha de frente funcionários mal remunerados, geralmente com carteira de trabalho precarizada e sem condições de assistência médica.

 

O Brasil, por sua vez, tornou-se liderança, no planeta, em mortes e contaminações por Covid-19. Nas últimas 24 horas, o País registrou mais um recorde com 2.286 óbitos pela doença e 70 mil novos casos de contaminados. É o maior número de falecimentos desde o início da pandemia, que ultrapassa os EUA em mortes diárias da doença. O Brasil já perdeu mais de 270 mil pessoas para a peste e 11.202.305 de contaminados. Só entre 1º e 10 de março de 2021, 13.550 morreram por Covid-19 no País.

 

A situação é grave e, em todo o País, os estados e municípios enfrentam, hoje, a crise de superlotação do sistema da saúde por causa dos pacientes com Covid-19, sem contar outros, acometidos de outras doenças que requerem UTI. Não está fácil para ninguém, mas, segundo análise da Sala de Situação em Saúde (SDS), da Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal, a situação  bem mais complicada.

 

Jonas Brant, professor, epidemiologista e coordenador da SDS/UnB, esclarece que a cidade apresenta uma característica mais complicada do que a dos outros estados. O DF tem aspectos peculiares, principalmente por causa de sua organização geopolítica, como, por exemplo, o fato de não ter municípios. Isso, segundo ele, gera uma dificuldade do ponto de vista de que a população mora, muitas vezes, nas cidades-satélites ou, às vezes, no Entorno, que pertence a outro estado e a outro gestor e vem todos os dias trabalhar no Plano Piloto.

 

“Essa dinâmica social facilita a transmissão do vírus e dificulta as ações de enfrentamento desta pandemia. O DF ainda tem aí um desafio grande que é uma pequena rede de atenção primária com um baixíssimo número de agentes comunitários de saúde, o que dificulta o estabelecimento de ações de controle e de rastreamento de contato, de apoio social e econômico. Temos aí os nossos próprios desafios para nos organizarmos para esta segunda onda”, afirma o professor.

 

Março de 2021: início da segunda onda

Em entrevista exclusiva para o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), o professor da UnB explica que o Brasil começou a atravessar a segunda onda. “O País inteiro teve algumas subidas e descidas no ano passado, mas, realmente, este momento talvez seja comparável ao que aconteceu no início de 2020. Ou seja, no ano passado, o vírus entra em cena, causa um número grande de casos e diminui de maneira importante. Aí a gente vê nova subida contínua desde o fim do ano passado, um aumento pequeno e gradual que ganha velocidade agora a partir de fevereiro de 2021”, afirma o pesquisador.

 

“Estamos em aceleração e podemos dizer que ainda estamos no começo dessa fase de aceleração maior. Portanto, ainda viveremos um momento importante dos casos no DF, principalmente, durante o mês de março. E é aí, justamente este período, que temos para nos organizarmos e garantirmos que o distanciamento físico aumente, que adequemos as medidas de biossegurança e de fiscalização, realizemos rastreamento de contatos e testagem para que consigamos, realmente, quando reduzir os números de casos, fazermos com que essa redução seja sustentável e possa, gradativamente, ir abrindo as atividades econômicas novamente”, aconselha.

 

Do ponto de vista da saúde pública, ele diz que as ações principais que o Governo do Distrito Federal (GDF) deve fazer são testagem – o GDF precisa ampliar muito a testagem; organizar a rede para fazer as investigações de cada caso confirmado; e identificar outros casos e os seus contatos para que se possa bloquear essa cadeia de transmissão. Mas, para garantir que essa ação seja efetiva, Brant afirma que é preciso construir redes de apoio social e econômico porque as pessoas precisam ficar em casa e, muitas vezes, elas estão saudáveis ainda, mas já estão transmitindo o vírus.

 

“Mas, como eu consigo convencer uma pessoa que precisa dessa renda do trabalho daquele dia para sobreviver? Por meio de testagem, rastreamento de contatos e construção de redes de apoio social e econômico e, ao mesmo tempo, construção de mecanismos para melhorar a biossegurança da população. Assim, as ações de vigilância sanitária e ambiental são muito importantes porque ajudam no processo educativo de que as pessoas precisam mudar a prática de seu dia a dia para que possa voltar às atividades econômicas, diminuir o isolamento físico das pessoas com segurança. Somente quando reduzir o número de casos, a gente pode voltar. Mas se a gente voltar, simplesmente, ao que era antes, a pandemia vai voltar a crescer. Ou seja, precisamos voltar, mas voltar com outras práticas que nos garantam melhor contenção da transmissão”, ensina o pesquisador.

 

Atividades escolares são importantes, mas devem ser suspensas

 

As atividades escolares são importantes e, neste contexto, são essenciais. É preciso que crianças e adolescentes tenham acesso à educação, aos espaços de interação social. A maioria delas está há mais de 1 ano sem escola e muitas delas estão vulneráveis porque os pais precisam trabalhar. A população mais vulnerável não está podendo fazer home office. É importante que as escolas estejam organizadas porque senão essas crianças vão ficar empilhadas, na casa de alguém que pode cuidar delas, mas, provavelmente, até em piores condições de biossegurança do que as próprias escolas.

 

Brant diz que as escolas são importantes e que o DF precisa retomar as atividades escolares com biossegurança. Ele informa que há vários estudos mostrando que as escolas bem organizadas conseguem manter as atividades sem que a unidade escolar seja um fator importante do aumento do número de casos. Nesse sentido, as escolas devem construir os seus próprios planos de contingência e de recuperação para que estejam bem organizadas e saibam responder a cada possível surto que ocorram lá dentro e, ao mesmo tempo, precisam identificar, nessa comunidade, qual é a população mais vulnerável, quem mais precisa, para que possa elencar estratégias de apoio imediato para essas crianças e possa, gradativamente, imaginar que esse retorno não será imediato e de 100%, mas que ele possa ocorrer de maneira gradual.

 

“Dito isso, gostaria de deixar claro que não entendemos que o retorno das aulas presenciais e das atividades escolares, neste momento de sobrecarga da rede, deva ocorrer. Neste momento, de início da segunda onda e de aceleração, todas as aulas e quaisquer atividades que não sejam extremamente essenciais devem ser suspensas, ou seja, a gente deve suspender todas as interações sociais e físicas para bloquear a transmissão do vírus. Quando retornarmos ao cenário de transmissão moderada, aí sim, a gente retorna às atividades e pode mantê-las, contudo, sempre na condição de haver todos os rituais de biossegurança”, declara o professor.

 

Vacinação não vai resolver o problema da Covid-19, mas ajuda a controlar

 

Brant informa que a vacina não vai resolver o problema da Covid-19 porque o vírus já mostrou uma capacidade de mutação importante. “O que a gente tem de entender é que ainda vai levar muito tempo para atingir uma imunidade de rebanho para conseguir imunizar todas as pessoas. Isso significa que a gente vai continuar a conviver com esse vírus, mas vai conseguir conviver com níveis muito mais toleráveis que irão garantir capacidade para a vigilância em saúde, vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e a atenção primária ao trabalhador responderem de maneira adequada com muito mais força para um número menor de casos para tentar conter os locais em que ocorram as transmissões”, diz.

 

Assim, segundo ele, a vacina é mais uma ferramenta dentro do arsenal de combate à pandemia: “Vacinação, testagem, rastreamento de contatos, suporte social e econômico, comunicação de risco, vigilância sanitária e ambiental. Esse é o pacote que irá fazer frente ao vírus. Sem organizar toda essa engrenagem é pouco provável que a gente consiga conter a transmissão”, garante o epidemiologista.

 

O lockdown resolve o problema?

Não. O lockdown não é uma forma de resolver o problema. Ele é uma forma de evitar uma sobrecarga na rede hospitalar e proteger vidas, fazendo com que o número de casos se reduza a um número compatível com a capacidade da rede hospitalar e da rede de vigilância em saúde. Esse é um fator determinante.

 

“Precisamos reduzir o número de casos para que ele se torne compatível com a nossa capacidade de testagem laboratorial, de fazer rastreamento de contato, de fazer apoio social e econômico, com nossa capacidade de fazer vigilância sanitária e ambiental. Assim temos de reduzir esse número de casos para que a nossa capacidade operacional dê conta. E isso traz uma discussão importante: precisamos aumentar nossa capacidade operacional para poder encontrar esse nível em um ponto que seja adequado e sustentável em longo prazo”, afirma.

 

A cada dado científico, a diretoria colegiada do Sinpro-DF reforça o seu posicionamento sobre a volta presencial das aulas somente após a vacinação e a estruturação das unidades escolares com toda a biossegurança, como indica o pesquisador. Entende que não será possível, em 2021, receber os 100% dos(as) estudantes e corpo técnico da escola pública e que esse retorno deverá ser híbrido, gradual, observando sempre os movimentos da pandemia. Essa volta não deverá ocorre por agora, e talvez nem neste semestre. Todavia, é preciso que o GDF garanta também o acesso de todos(as) os(as) estudantes às aulas remotas, sem nenhuma exclusão.

 

“É preciso investir o dinheiro público destinado à educação no setor da educação. Defendemos a vacina e que o GDF tome as rédeas da situação. Defendemos que as escolas tenham planejamento de retorno após a vacinação e após a redução da pandemia e que cada escola tenha também seu plano de recuperação curricular do que foi perdido em razão da falta de acesso”, finaliza.

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Sinpro envia carta a deputados federais do DF em defesa do auxílio emergencial e contra a PEC 186

A diretoria do Sinpro encaminhou, durante a manhã desta quarta-feira (10), uma carta aos(às) deputados(as) federais do Distrito Federal defendendo a aprovação do auxílio emergencial como medida essencial ante a pandemia de Covid-19, mas rejeitando que salários e investimentos em áreas fundamentais para o povo brasileiro, exemplo da Educação, sejam utilizados como barganha.

O sindicato também pediu o apoio de cada parlamentar contra a PEC 186, que, entre outros pontos, permite que o presidente, os governadores e prefeitos proíbam concursos públicos e nomeações.

Confira a carta na íntegra logo abaixo:

 

Senhor(a) deputado(a),

Nós, professores(as) e educadores(as) públicos, defendemos a aprovação do auxílio emergencial como medida essencial ante a pandemia de Covid-19.  Mas não aceitamos que salários e investimentos em áreas fundamentais para o povo brasileiro sejam utilizados como barganha.

Há recursos para garantir os salários e os direitos dos servidores públicos, assim como há dinheiro para garantir uma renda básica para a população mais vulnerável.

A PEC 186/19 coloca na Constituição um “congelamento eterno” dos salários dos trabalhadores dos serviços públicos. Mais que isso, para beneficiar os bancos, essa lei (PEC186) permite que o presidente, os governadores e prefeitos proíbam concursos públicos e nomeações.

Com a PEC 186/19, quem sofre é o povo, em particular os setores mais vulneráveis, a começar pelas mulheres trabalhadoras.

Menos servidores são menos postos de saúde, escolas, universidades, policiais, atendimento no INSS, no combate a endemias, na justiça, e tantas outras áreas onde a presença do Estado é fundamental em toda a superfície de nosso território nacional!

Não se pode aceitar que um auxílio ínfimo, por apenas quatro meses, seja usado como moeda de troca para instituir um ajuste fiscal draconiano e permanente que vai piorar o desempenho econômico do país. E justamente na semana do 8 de março, dia internacional da mulher.

Serviço público é soberania nacional. Precisamos de mais e melhores serviços públicos, não menos! É o serviço público que está salvando a vida das pessoas!

Diga SIM ao auxílio emergencial de R$ 600,00, enquanto durar a pandemia e NÃO ao ajuste fiscal filhote de banqueiros que desmonta os serviços públicos!

 

Sindicato dos Professores no Distrito Federal

Em Defesa da Vida!

Por Auxílio Emergencial!

Vacina Já!

Clique aqui e confira a carta em PDF.

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PROFESSOR(A), ENTRE NA CAMPANHA CONTRA A PEC 186 E NÃO DEIXE O GOVERNO DESTRUIR NOSSA CARREIRA

O Sinpro-DF apresenta vídeo no qual explica como a PEC 186/2019 afeta diretamente a vida dos professores. “Quero aqui lhe fazer uma pergunta: você já parou um minuto para analisar o que significa a PEC 198/2019 sobre a qual tanto se fala nos últimos dias? Esta PEC é uma farsa do ponto de vista do que é apresentado como condição para se aprovar o auxílio emergencial”, explica Rosilene Corrêa, diretora do sindicato.
 
 
 
No vídeo, a diretora mostra que o auxílio emergencial se faz necessário. É obrigação do governo garantir o auxílio emergencial para as famílias assegurarem a sobrevivência, ou seja, não é para ter tranquilidade: é para sobreviver, é para ter o mínimo necessário para passarmos por esta pandemia e esse auxílio deve existir até que se tenha, de fato, eliminado essa pandemia do novo coronavírus no Brasil.
 
 
https://youtu.be/Jid6BcRPymU
 
 
 
Ela esclarece que, ao colocar algumas condições para pagar o auxílio emergencial, o governo Jair Bolsonaro usa o auxílio emergencial para justificar o que ele quer fazer, que é antecipar parte da reforma administrativa (PEC 32/2020). “O que o governo Bolsonaro que fazer é se apropriar do Estado brasileiro e fazer dele o que bem quiser, inclusive privatizar tudo. É isso que está por trás”, afirma.
 
 
“E aí, a nós, servidores e servidoras, o que está posto na PEC 186/2019 é de uma tragédia sem precedentes, o que significa que nós já estamos no sétimo ano sem reajuste, tem a Lei Federal 173, do governo Bolsonaro, que congelou qualquer avanço e qualquer ganho nas carreiras públicas até 31 de dezembro de 2021”, complementa. A diretora alerta para o fato de que, com a PEC 186/2019, as deliberações da Lei Federal 173 podem ser prorrogadas por mais 5 anos ou mais porque o governo Bolsonaro coloca para estados e municípios uma autonomia de acordo com a sua economia, com a condição econômica do estado e município que pode se manter congelamentos, pode não ter concurso público, pode tudo que eles querem.
 
 
Com a PEC 186/2019, o governo Bolsonaro e os políticos do Congresso Nacional que a apoia estão fazendo é estrangulando o serviço público, tirando os nossos direitos e limitando e restringindo. Então, entre na campanha se você ainda não entrou. Esta medida que estão aprovando agora na Câmara dos Deputados vai destruir a nossa carreira, ela vai acabar com os nossos direitos, ela vai nos colocar no caminho de empobrecimento profundo.
 
 
“Imaginem vocês com o aumento de petróleo duas vezes na seman, 5 kg de arroz a 30 reais, com tudo aumentando todo dia, com esta inflação galopante que estamos vivendo, e você sem nenhuma perspectiva de avanço na carreira, de reajuste, de recomposição salarial para os próximos 5 anos. Isso é o caos. Sem contar que não haverá mais concurso público. Imagine o Distrito Federal: o que vai ser o mercado de trabalho para o Distrito Federal? O que vai ser a economia do DF com os servidores públicos, porque nós somos a grande massa do trabalho e nosso consumo é o que faz girar a economia, com esses salários congelados?”
 
 
Professor(a) e orientador(a) educacional, o momento é grave, é sério e não é brincadeira. Se perdermos nossa carreira para o mercado financeiro por meio da PEC 186, será praticamente impossível recuperá-la.
 
 
Lute agora ou assistirá a destruição de sua própria vida!
 
 
Por um auxílio emergencial de #600SemDesmonte dos serviços públicos que protegem a população na pandemia e em qualquer situação de vida.
 
 
 
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➡️ Acesse o banco de tuítes: http://bit.ly/TWT600SemDesmonte
 
 
Mais informações
Inicialmente, a PEC 186 trataria apenas da concessão do Auxílio Emergencial às pessoas que sofrem com o impacto econômico da Covid-19. Entretanto, o governo federal inseriu uma série de “gatilhos” na proposta, que miram direto nos serviços públicos. Além de congelamento salarial por tempo indeterminado e suspensão de concursos públicos, um dos gatilhos da proposta retira R$ 216 bilhões do Fundo Social para a Educação
 
 
 
 

https://youtu.be/Jid6BcRPymU

 

O DIA DE COMBATE AO SEDENTARISMO REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS REGULARMENTE

Hoje, 10 de março é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo. A data foi escolhida pela OMS para colocar em pauta a importância de uma vida saudável e uma alimentação adequada, possibilitando o diálogo e um raio-x da nossa saúde física e mental.  Segundo a medicina oriental, três ações nos mantêm vivos: comer, respirar e se movimentar. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cerca de 47% dos brasileiros são sedentários. Entre os jovens o número é maior e ainda mais alarmante: 84%. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é  o país mais sedentário da América Latina e ocupa a quinta posição no ranking mundial. 

Diante de um momento de tantas incertezas e inseguranças, o desenvolvimento de doenças é comum e maior devido ao estresse diário. Além da ansiedade em excesso e picos de  crises existenciais, o sedentarismo tornou-se uma das  principais doenças e características do século.  

O trabalho remoto passou a ser adotado por empresas de grande e médio porte. Profissionais de diferentes setores precisaram se adaptar às mudanças impostas. Os (as) professores(as), tiveram  sobrecarga de suas funções e desenvolveram inúmeros problemas de saúde, exigindo de todos(as) um maior esforço mental.

Uma recente pesquisa divulgada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro- UERJ, apontou que 71,6% dos  docentes entrevistados, sentiram aumento da carga de trabalho em relação aos períodos que antecedem à pandemia. Do outro lado, mulheres que precisaram se reinventar assumindo uma ampla carga intensificada de trabalho remoto, afazeres domésticos e o cuidado com a família. Com tamanhas limitações dentro de casa e a sobrecarga de funções, a prática de exercícios em academias e parques, diminuiu, agravando a situação do sedentarismo principalmente entre crianças e jovens. Ao mesmo tempo, adultos e idosos, são expostos e desenvolvem inúmeras doenças relacionadas ao sedentarismo.   

Para a  Organização Mundial de Saúde – OMS, até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa. A prática de exercícios físicos é fundamental para prevenir e ajudar a controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer. Neurologistas e psicólogos salientam que movimentar-se reduz sintomas de depressão, ansiedade, declínio cognitivo, aprimoramento da memória e estímulo da saúde cerebral.

É importante lembrar que o sedentarismo está relacionado a doenças crônicas como infarto, hipertensão, diabetes e aumento da obesidade, um problema crescente no Brasil e no mundo. 

Para o diretor do Sinpro-DF Alberto Ribeiro, a data é um importante momento para reflexão de como estamos cuidando do nosso corpo, mente e saúde como um todo, cabe aqui o importante questionamento do filósofo Sócrates para nós: “qual a vida que vale a pena ser vivida”? Várias respostas são possíveis, porém para atingir o bem viver o cuidado com nossa saúde é um dos fundamentos e merecemos este cuidado, afirma o diretor. 

Lembre-se que a prática diária de exercícios físicos contribui para um bom funcionamento da mente e de todo o sistema do corpo humano.  Todos nós devemos ter em nossa rotina  a prática de  algum tipo de exercício, respeitando nossas limitações. Alguns exemplos são esportes e lazer, como dança e ioga; transporte – ciclismo e caminhadas. Você se exercita com qual frequência? Durante o isolamento social, tem feito atividades que contribuem para sua saúde?

Pressão total contra a PEC 186. Veja como fortalecer a luta

A PEC Emergencial (PEC 186) será votada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10/3), às 11h. Na corrida contra o tempo, Sinpro-DF, CNTE, CUT e diversas organizações que defendem os serviços públicos encampam a luta conjunta para barrar a proposta que vincula a concessão do Auxílio Emergencial para quem tem fome ao desmonte do Estado, com ataques frontais aos serviços e aos servidores públicos. De forma unificada, as entidades sindicais realizam tuitaço nesta quarta, às 9h, com o hashtag #600SemDesmonte.

“É necessários que não só nossa categoria, mas toda a população se some a essa luta. O que o governo federal quer com a PEC 186 é acabar com os serviços públicos. E isso prejudica diretamente a população, principalmente os mais pobres, que são justamente os mais precisam dos serviços públicos. Por isso, pressione! Participe do tuitaço com a hashtag #600SemDesmonte, acesse os links com os contatos dos parlamentares que disponibilizamos e exija Auxílio Sim, Desmonte Não”, afirma a diretora de Imprensa do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Diante da necessidade de distanciamento social, uma das principais ações do Sinpro-DF e demais organizações é a pressão virtual sobre os deputados e as deputadas federais. Além dos tuitaços, as entidades orientam o envio de mensagens diretamente para os parlamentares nas suas redes sociais e email, exigindo que eles votem não à PEC 186. A principal ferramenta utilizada para fazer pressão virtual sobre os deputados e as deputadas federais é o site Na Pressão. Lá, de forma dinâmica, estão dispostos todos os contados dos parlamentares. É só clicar e deixar o recado.

A PEC

A PEC Emergencial (PEC 186) foi aprovada pelo Senado no último dia 3 de março. A proposta surgiu para viabilizar o auxílio emergencial para milhões brasileiros que perderam seus empregos e não tem sequer o que comer devido às dificuldades impostas pela pandemia da covid-19 e a ausência de políticas públicas por parte do governo federal. Entretanto, de maneira chantagista, o governo federal impôs uma séria “gatilhos” para conceder o benefício. Na mira, os serviços públicos.

“Os gatilhos, como a gente sabe, estão nos revólveres. Alguém puxa o gatilho, mas alguém é destinatário dessa bala. E nesse caso, o gatilho atinge em cheio os servidores públicos”, explica o advogado especialista em direitos dos servidores públicos

A metáfora do advogado pode ser rapidamente compreendida ao observar em que resultam os tais “gatilhos” apontados pelo governo federal. Uma das consequências é o congelamento salarial dos servidores públicos da União, estados, do DF e municípios por tempo indeterminado. Isso seria realizado sempre que a as despesas obrigatórias primárias excedessem 95% das receitas correntes ou também quando a despesa corrente ultrapassasse 85% da receita corrente, neste caso com a necessidade de aprovação do Legislativo. A vigência seria imediata.

No campo do funcionalismo público, também ficaria proibida a realização de qualquer concurso, posse de quem já foi aprovado e até a possibilidade de progressão na carreira.

“Não estamos falando de gatilhos que serão acionados durante a calamidade da pandemia. Hoje já existem esses gatilhos. Nós estamos falando de gatilhos permanentes, que seguirão existindo mesmo depois da calamidade”, alerta Marcos Rogério.

Os gatilhos também podem disparar prejuízos que vão além. Com o ajuste fiscal, ficaria impossibilitado, por exemplo, o financiamento de novos leitos de UTI, já que isso geraria despesas extras. Até a valorização do salário mínimo ficaria impedida, e isso independente do governo eleito.

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