HORA DA PRESSÃO | Sinpro-DF convoca categoria para pressionar, na manhã desta quinta (4), os senadores contra a PEC 186

NA PRESSÃO – AUXÍLIO SIM, DESMONTE NÃO

Começou a votação da PEC Emergencial (PEC 186) no Senado.  A votação em segundo turno começa em algumas horas, ainda na manhã desta quinta-feira (4). A ganância e a urgência do mercado financeiro para retirar dinheiro da Educação e Saúde está evidente nos projetos e propostas de emenda à Constituição em tramitação no Congresso Nacional.

 

Precisamos fazer frente a esse ataque. A PEC 186/2019 acaba com o Fundeb, com a Educação, a Saúde e outros setores dos serviços públicos. Queremos o auxílio emergencial de R$ 600, mas sem retirar recursos de políticas públicas essenciais. 📣

Acesse agora o site NA PRESSÃO e pressione o(a) senador(a)! 

 

🔊 Os destaques na votação em primeiro turno da PEC 186/19 no Senado Federal foram rejeitados. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) foi o único do DF que votou contra os destaques da esquerda que busca defender o direito aos serviços públicos. A votação em segundo turno será realizada nesta quinta (4), às 11h. E a bancada da esquerda apresentará novo destaque.

 

É preciso fortalecer mobilização e impedir a privatização dos serviços públicos! Após tramitação no Senado, a PEC será votada na Câmara dos Deputados.

 

PRESSIONE O(A) SENADOR(A)!* Um jeito fácil de pressioná-los(as) é usar o site Na Pressão. Lá você pode enviar: mensagem via whats app; e-mail; cards em redes sociais. Acesse AGORA: bit.ly/pec186_nao_auxiliosim e mande mensagem.

 

JUNTOS SOMOS FORTES!

 

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COVID-19 | Números nos estados mostram que retorno presencial às aulas sem vacina é banalização da morte

Basta uma pesquisa rápida em qualquer ferramenta de busca da internet para ter certeza de que a relação pandemia/volta presencial às aulas tem como resultado mortes e a dor da perda de pessoas amadas. O fato de estudos científicos indicarem que crianças transmitem a doença menos que adultos e que escolas não listam como principais focos de transmissão da covid-19 não inibe os surtos da doença em espaços escolares.

Em setembro do ano passado, o Amazonas registrou 342 professores infectados com Covid-19 20 dias após o retorno presencial às aulas do ensino médio da rede estadual de ensino. 

Levantamento realizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) mostra que, até este 3 de março, foram registrados 1.780 casos de contaminação por covid-19 em pessoas que trabalharam presencialmente nas escolas da rede estadual de ensino. Em Campinas (SP), em uma única escola particular, 37 funcionários e cinco alunos foram infectados pelo coronavírus após a retomada das atividades presenciais com rodízio de 35% dos estudantes, no último dia 25 de janeiro. 

No Sul do país a situação também é de alerta. Segundo a prefeitura de Blumenau, município do estado de Santa Catarina, 99 professores e dois estudantes testaram positivo para a covid-19 desde o início das aulas, em 8 de fevereiro.

Os números entretanto parecem não ser levados a sério pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que voltou a pedir à Justiça o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas, justamente no momento em que a capital federal está passando pelo seu pior momento desde o início da pandemia.

O Brasil está no segundo lugar dos países com mais casos de covid-19 | Foto BBC

 

Segundo a última atualização de ocupação de leitos públicos da UTI, publicada nesta quarta-feira (3), às 16h52, o DF está com 100% dos leitos pediátricos ocupados e há uma criança na lista de espera. Já os leitos para adultos tem ocupação de 88,61%. São 27 leitos públicos disponíveis em todo o DF e 40 pessoas infectadas que precisam de suporte na fila.

Diante do cenário que aumenta a angústia e o medo dos mais de 3 milhões de habitantes do DF, no último dia 25 de fevereiro o Sinpro enviou carta aberta ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, mostrando a preocupação do Sindicato com o retorno das aulas presenciais, agendada para o dia 8 de março. No mesmo dia 25, Ibaneis decretou lockdown no Distrito Federal, iniciado nesse 1º de março. Até a publicação de um novo decreto, as escolas públicas e privadas ficam proibidas de retomar os trabalhos presenciais até dia 15 de março.

“Não adianta datarmos o retorno das aulas presenciais sem a vacinação do povo do DF. Não há tratamento precoce para a covid-19. Existem sim as barreiras de contenção, com a utilização de máscaras, álcool em gel e distanciamento. Entretanto, a única maneira efetiva de solucionarmos isso é com a vacina. Solicitar o retorno presencial das aulas em um cenário como o que estamos vivendo agora é no mínimo desumano. Estamos falando de vidas; não podemos banalizar a morte”, afirma a diretora de Imprensa do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Na carta enviada ao governador do DF, o Sinpro alerta que “70% dos(as) alunos(as) que frequentam as escolas no Gama, Santa Maria e Recanto das Emas, por exemplo, moram em municípios do entorno sul e voltam para suas cidades em ônibus lotados”, o que aumenta ainda mais o raio de contaminação da covid-19. 

Reunião da comissão de negociação do Sinpro-DF com a Secretaria de Educação do DF

 

No último dia 26 de fevereiro, a comissão de negociação do Sinpro se reuniu com a Secretaria de Educação do GDF que, diante dos argumentos do Sindicato, apresentou a proposta de retorno remoto às aulas no dia 8 de março. Segundo o diretor do Sinpro e membro da comissão de negociação Cleber Soares, o Sindicato reivindicou também que o governo assegure os meios para que os estudantes tenham acesso de qualidade às aulas remotas. No encontro, a comissão apresentou ainda a campanha Vacina Já! e cobrou do governo empenho na elaboração de estratégia e cronograma para a vacinação da população do DF, com apresentação de relatórios sobre o processo.

“Quase um ano depois das escolas fechadas, são grandes os prejuízos trazidos para a educação, embora professoras e professores tenham feito esforço sobre-humano para atender alunas e alunos da melhor maneira possível. Desigualdades educacionais e evasão escolar são alguns desses prejuízos, e repercutem de maneira trágica socialmente. Entretanto, o nosso compromisso com a vida deve sempre vir em primeiro lugar. Nós queremos voltar, sabemos da importância e da necessidade disso. Mas os números relacionados à covid-19 e a ausência de vacina para todos e todas nos impedem. Por isso, todos os nossos esforços agora devem ser para exigir a imunização da população do DF”, avalia a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

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Privatizações e desmonte do Estado são destaques do Sinpro Entrevista de quinta (04)

O Sinpro Entrevista desta quinta-feira (04), às 20h, vai tratar de Privatizações e desmonte do Estado. Para falar um pouco mais do tema, a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa conversa com Amanda Corcino, presidente Sintec-DF; Kleytton Morais, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília; João Antônio de Moraes, diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros de SP; e Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT Brasília.

Desde o início do mandato de Jair Bolsonaro, o governo federal tem realizado uma série de ataques, como a tentativa de privatizar empresas importantes para o país, exemplo da Petrobras, do Banco do Brasil, da CEB e dos Correios.  A reforma Administrativa, na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, ataca o serviço público e os(as) servidores(as), prejudicando, diretamente, a população brasileira. Com a reforma, o Brasil terá menos educação, segurança, saúde pública, investimento em geração de emprego e renda, saneamento básico, luz, água e esgoto, direito à moradia, enfim, menos todos os direitos fundamentais, que serão mercantilizados, privatizados e reduzidos ao mínimo, como ocorreu no Chile e em outros países que tiveram de reestatizar suas empresas, como EUA, Inglaterra e outros.

O programa poderá ser visto, ao vivo, nos canais do Sinpro no Youtube e Facebook.

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Lei da Alienação Parental usada para subjugar mães que denunciam violência doméstica ou abuso sexual

“O Poder Judiciário e as polícias têm arrancado crianças de dentro da casa de suas mães para entregá-las aos pais violentos e abusadores sexuais, geralmente, denunciados por crimes de violência doméstica e abuso sexual dos(as) filhos(as) pequenos(as)”, acusa o movimento de mulheres do Distrito Federal e Entorno. Segundo denúncia, “essa é a realidade que acontece, diariamente, no Brasil, impunemente e de forma silenciosa para não despertar a ira da sociedade”, afirmam.

 

O movimento feminista afirma que a Lei de Alienação Parental (Lei nº 12.318/2010) tem sido usada para resguardar homens violentos e abusadores sexuais e condenar mulheres mães que denunciam seus parceiros criminosos com Boletins de Ocorrência (BO). A denúncia do movimento de mulheres do Distrito Federal e Entorno está entre os temas a serem debatidos na atividade denominada “Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, que realiza, desde 1º/3atividades virtuais relacionadas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março).

 

Na manhã desta quarta-feira (3/3), o Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno inaugurou um debate virtual corajoso sobre a desmistificação da alienação parental e a caracterização da Lei da Alienação Parental como mecanismo de retaliação de mulheres que denunciam homens que praticam a violência doméstica e abusos sexuais contra filhos e filhas crianças e adolescentes.

 

O movimento realiza três eventos virtuais relacionados à alienação parental, com denúncias e a exigência da revogação dessa lei. As mesas virtuais serão transmitidas pelo canal do YouTube 8MDF Entorno e pelo Facebook no endereço @8demarcounificadas. Na Mesa desta quarta (3), que ocorreu às 11h, foi debatida a “Revogação da Lei da Alienação Parental, já!”.

 

Nesta quinta-feira (4/3), a mesa trará o tema “Mães pela revogação da Lei da Alienação Parental”. Na sexta (5/3), será sobre “Homens pela revogação da Lei da Alienação Parental”. Todas transmitidas às 11h. Clique no link, a seguir, e acompanhe a mesa de debate desta quarta-feira (3/3): https://youtu.be/LGgol89w44M. E, no link seguinte, acesse as demais mesas: https://www.youtube.com/channel/UCw4_U11xMbmnrmniZl5MklQ.

 

Na avaliação do movimento de mulheres, essa lei é punitiva. “Das punições drásticas e dramáticas para prejudicar mulheres e para as crianças”, afirma a professora Ana Liési, doutora em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), graduada e mestre em filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e militante feminista desde a Constituinte de 1986/7. As três mesas sobre alienação parental são ministradas pela professora.

 

Ana Liése participou do “Lobby do Batom”, movimento de mulheres constituído nos anos 1986 e 87 para assegurar a participação e a representatividade feminina na política brasileira e garantir avanços na Constituição. “Encerramos aquele movimento porque constatamos que 85% do que demandamos, naquele momento, conseguimos incorporar na Constituição Federal de 1988”, afirma a professora.

 

A socióloga alerta para o problema da alienação parental e diz que o fato de o tema ser invisibilizado, tem prejudicado milhares de mulheres, crianças e adolescentes no Brasil. “Temos de colocar essa questão na pauta dos temas atuais do debate nacional porque é invisibilizada. O patriarcado a invisibiliza lançando mão de um mecanismo e estratégia denominado “segredo de Justiça”, para beneficiar homens violentos e abusadores sexuais. Esses são os grandes beneficiados dessa ‘estratégia’”, denuncia.

 

Como o segredo de Justiça oprime mulheres, crianças e adolescentes

A Lei da Alienação Parental diz, em seu artigo 2º, que “considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

 

No entanto, embora diga que se trata de uma interferência “promovida por um dos genitores”, o que tem ocorrido, efetivamente, nesses 10 anos de vigência da lei é que somente as mães são acusadas de alienação parental. “Isso demonstra que esta lei é direcionada, estritamente, às mulheres mães e é aplicada em condições bem especiais. É uma lei faz frente, por exemplo, à Lei Maria da Penha. Boa parte das mães acusadas de alienadoras é formada de mulheres mães que fizeram o Boletim de Ocorrência e denunciaram a violência doméstica ou o abuso sexual. O BO custa caro para elas”, denuncia Ana Liési.

 

Ela explica que um dos problemas da invisibilidade é que a sociedade não fica sabendo sobre o que está acontecendo e, quando fica, sabe muito pouco. E afirma que há dois problemas acontecendo com as mulheres brasileiras, o que não significa que não tenha acontecido outros. “O primeiro é o fato de as mulheres serem separadas, e, muitas vezes, de forma violenta, com suas casas invadidas por policiais, de seus filhos(as) pequenos(as), que vão aos gritos e aos prantos porque não querem ficar com os pais”.

 

Ana Liési ensina que a criança é sujeito de direitos e que quando ela reage aos gritos e em pânico a esse arrebate policial é porque insiste que não quer ficar com o pai. É a mensagem subliminar do que está acontecendo entre ela e o agressor. “Mas, o pai, violento, diz que a mãe é que colocou a criança contra ele, sendo ele um homem violento e, algumas vezes, é um homem abusador sexual. Há separações dramáticas de mães de suas crianças pequenas ocorrendo todos os dias”.

 

O segundo problema, segundo ela, é que, quem acompanha a vida das mulheres vítimas da Lei de Alienação Parental, bem como a de seus filhos e filhas, observa que as mulheres mães, para se lançarem nesses processos judiciais provocados, geralmente pelos homens, encontram-se num desequilíbrio econômico-financeiro muito grande.

“Isso corre porque, normalmente, quem tem o dinheiro é o homem. E, inclusive, porque ele tem o dinheiro, é que ele deflagra processos punitivos como esses para cima da mulher. Há mães vendendo sua única casa própria para pagar advogado e defender a si próprias e a seus/as filhos/as”, finaliza.

 

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Dia Mundial do Cuidado Auditivo e o Brasil na contramão da inclusão social

No dia 3 de março, celebra-se o Dia Mundial do Cuidado Auditivo. Este ano, apesar da pandemia do novo coronavírus, governos de quase todos os países adotam políticas cada vez mais eficientes de inclusão social das pessoas com deficiência. O Brasil é um dos únicos países em que o governo federal segue na contramão, pois faz exatamente o contrário do que preconiza a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a inclusão social das pessoas com deficiência.

 

No País, a falta de inclusão das pessoas com deficiência começa do básico, desde as dificuldades de acesso à saúde e, muitas vezes, até no acesso à alimentação e à educação. Os mais de 10 milhões de brasileiros surdos, segundo dados divulgados em fevereiro de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representam 5% da população brasileira e têm sofrido um golpe atrás do outro, pela política econômica neoliberal do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

 

No primeiro ano de governo, ele extinguiu a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) tão logo o ex-ministro Vélez Rodriguez assumiu o Ministério da Educação (MEC). Até hoje, a continuidade de programas é incerta. A secretaria, criada em 2004, atendeu à demanda de movimentos sociais para inclusão da parcela da população excluída da educação pública e gratuita.

 

Analistas do próprio governo afirmam que o movimento do governo Bolsonaro visa a eliminar temáticas de direitos humanos, étnico-raciais e a própria palavra “diversidade”. A alteração foi confirmada pelo próprio Presidente da República em seu Twitter. “O foco [agora é] oposto de governos anteriores, que propositalmente investiam na formação de mentes escravas das ideias de dominação socialista”, escreveu.

 

“As escolas precisam estar preparadas para receber todas as pessoas, incluindo aí as pessoas com deficiência. Mas, até hoje, o Distrito Federal e o resto do Brasil ainda não mudaram as sirenes. Um som estilo ‘toque de recolher’, esse dispositivo também pode trazer grandes prejuízos e desconforto a saúde dos estudantes, trabalhadores e comunidade escolar, incluindo aqueles que usam aparelho audito e implante coclear”, informa Carlos Maciel, diretor do Sinpro-DF.

 

Ele lembra que tema já foi abordado no PL nº 235/2019, já aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e veda o uso das sirenes nas escolas do DF. “Trata-se de um som muito alto que também pode provoca deficiência auditiva nas pessoas e, de acordo com a intensidade, incomoda, profundamente, pessoas com autismo. Atrapalha os cuidados com a audição”, afirma o diretor do Sinpro-DF

 

Em 2020, o governo Bolsonaro piorou ainda mais a situação das pessoas com deficiência: reduziu em cerca de 71% o valor a ser disponibilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) em relação a 2019. Por meio de uma portaria interministerial, publicada no dia 29/10/2020, o valor global máximo previsto das deduções do imposto que poderiam ser destinadas ao programa foi de R$ 34,2 milhões, muito menor do que os R$ 117,4 de 2019.

 

Com o corte do financiamento público ao Pronas/PCD, que capta recursos de renúncia fiscal da iniciativa privada, pessoas físicas e jurídicas e reverte esses valores em projetos para a população com deficiência, muitas iniciativas de inclusão social foram extintas. Com a Medida Provisória *(MP) 917/2019*, o governo Bolsonaro, prorrogou até 31 de dezembro de 2020 o prazo para que todas as salas de cinema do País se adequassem ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, prevista na Lei Brasileira de Inclusão, se isso não bastasse, as pessoas com deficiência, foram pegas de surpresa no início do ano, com outra medida provisória, a MP 1.025/2020, que prorroga o prazo por mais dois anos.

 

Os dados apresentados pelo IBGE também dão conta de que duas em cada três pessoas surdas têm dificuldades para realizar suas atividades diárias. A consequência disso é que a comunidade de pessoas surdas encontra, no governo federal, uma barreira que a mantém diante da falta de oportunidade no entretenimento, no mercado de trabalho e no sistema educacional para a comunidade surda.

 

Dentre os resultados negativos, as empresas brasileiras, que não querem investir em inclusão, impõem ao País um dos mais perversos dados de inclusão no trabalho das pessoas com deficiência, uma das desculpas dos empregadores para a baixa inclusão, em torno de 1% do total de empregos com carteira assinada, é a falta de profissionalização dos surdos. Um exemplo disso é que apenas 7% dessas pessoas tem curso superior completo, 15% o ensino médio, 46% o fundamental e mais de 32% não tem escolaridade alguma.

 

Dados mundiais

O primeiro “Relatório Mundial sobre Audição”, lançado este ano pela OMS, defende investimentos para prevenir e tratar doenças relacionadas à perda auditiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que criou o Dia Mundial do Cuidado Auditivo, quase 60% da perda auditiva pode ser evitada.

 

Dados inéditos do relatório dão conta de que um quarto da população global, ou cerca de 2,5 bilhões de pessoas, viverá com algum grau de perda auditiva em 2050. O estudo, divulgado nessa terça-feira (2 de março), estima que sem medidas para prevenir e tratar este tipo de perda, pelo menos 700 milhões de pessoas precisarão de acesso a cuidados auditivos e outros serviços de reabilitação. 

 

A OMS diz ainda que “os governos podem ter um retorno de quase US$ 16 para cada dólar que for aplicado nesses esforços”. De acordo com a ONU News, a otorrinolaringologista Danielle Torres, do Rio de Janeiro, destacou haver avanços tecnológicos que ainda não estão disponíveis para grande parte da população que estão sofrendo os impactos dessas perdas auditivas.

 

“Eles são sentidos na cognição, na escolaridade e na renda desses pacientes. É fundamental que todas as tecnologias que nós já possuímos, e que a ciência conseguiu desenvolver até o momento, como próteses auditivas de grande qualidade e algumas cirurgias que permitem restabelecer a audição em alguns casos. A gente tem cirurgias de implante coclear e cirurgias de próteses que podem ser colocadas dentro do ouvido. A gente tem aparelhos auditivos de grande qualidade que oferecem sons puros e facilitam a conectividade até com equipamentos eletrônicos”, diz a médica.

 

A publicação foi lançada um dia antes do Dia Mundial da Audição, neste 3 de março, e defende a expansão do acesso a serviços de saúde auditiva. O Dia Mundial do Cuidado Auditivo foi criado também para alertar sobre o risco da exposição ao som alto provocado por dispositivos de áudio, como os fones de ouvido. Dados da organização indicam que a exposição crônica e prolongada a sons com mais de 85 decibéis pode causar perda auditiva. Portanto, escutar música em som elevado (em torno de 100 decibéis), por mais de 1 hora ao dia, todos os dias, pode causar danos irreversíveis às células sensoriais dos ouvidos.

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Sinpro-DF dá boas-vindas e deseja um excelente retorno às aulas

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. A frase do educador e Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire, é a inspiração da carreira do Magistério para atuar na educação. A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) resgata Freire para dar as boas-vindas a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na volta às aulas virtuais, com o início da semana pedagógica, nesta quarta-feira (3/3) e aos(às) estudantes, com início dia 8/3 em retorno remoto.

 

“Desejamos um bom retorno às nossas atividades virtuais e lembramos que estamos em plena segunda onda da pandemia do novo coronavírus, sem uma política pública nacional e local de combate a essa peste e sem vacina – único mecanismo capaz de controlar a Covid-19 –, o que significa dizer que este será mais um ano de luta em defesa da vida, contra o retorno de aulas presenciais enquanto não houver segurança e condições estruturais e em defesa da vacinação”, lembra a diretoria.

 

Afirma também que até uma semana atrás o governador Ibaneis Rocha (MDB) insistia em retomar as aulas presenciais no dia 8 de março em pleno pico da segunda onda da Covid-19, colocando mais de meio milhão de pessoas em risco de morte. Ele não o fez por causa da pressão do Sinpro-DF e também porque o Distrito Federal e quase todas as demais 26 unidades da Federação decretaram lockdown por causa do colapso no sistema de saúde já com 100% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) lotadas com pessoas em estado grave de Covid-19. Nas últimas 24 horas, morreram 1.726 pessoas de Covid-19 no Brasil.

 

Por tanto, o ano letivo de 2021 se inicia, nesta quarta-feira (3), com uma imensa carga de responsabilidades e uma pauta de luta de nossa categoria extensa, que vai desde a defesa da vacinação e estruturação das escolas para um possível retorno presencial, contra a PEC Emergencial (PEC 186/2019) – que aprofunda a Emenda Constitucional nº 95/2016 e acaba com o Fundeb e estrangula financeiramente a educação pública brasileira; e contra a PEC 32/2020 (reforma administrativa), que acaba com os serviços públicos.

 

“Lembramos que a nossas vitórias terão o tamanho da nossa mobilização!

 

Sejam bem-vindos(as)!

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Sinpro-DF convoca categoria para ato virtual do movimento “Basta!” contra as PEC 186 e 32 nesta terça (2)

Basta! Nesta terça-feira, ato virtual marca início da campanha contra PECs 186 e 32 e por priorização de pauta positiva

 

O Sinpro-DF convoca a categoria para participar do ato público virtual convocado pela CNTE e pelo movimento “Basta!” para protestar junto a parlamentares convidados contra os termos da PEC Emergencial (PEC 186/2019) e da PEC 32/2020 (reforma administrativa). As mais de 300 entidades do movimento entendem que o momento pede a priorização de pautas em defesa da vida e da economia. O ato virtual, transmitido via Zoom e YouTube, será realizado nesta terça-feira (2), às 13h, horas antes da leitura do Parecer da PEC186 no Plenário do Senado Federal. A votação da Proposta de Emenda à Constituição PEC) está marcada para quarta-feira (3).

 

Os milhões de servidores públicos federais, estaduais e municipais também defenderão, neste ato, a priorização de uma pauta positiva pelo Congresso Nacional. O foco deve ser a votação de proposições legislativas que tenham por objetivo, por exemplo, acelerar a vacinação contra a COVID-19, garantir o auxílio emergencial, proteger empregos e empreendedores, principalmente as pequenas e médias empresas, aprovar a reforma tributária e redesenhar o pacto federativo.

 

As entidades estão reunidas, desde o início de fevereiro, costurando estratégias e discutindo sugestões de emendas às propostas. O ato público de 2 de março será o marco de uma campanha em defesa do serviço público. Entendem as entidades que neste momento e nos próximos anos, tendo em vista a crise econômica e a perda de renda dos brasileiros, aumentará significativamente a demanda da sociedade por serviços públicos, sobretudo na área de educação e saúde. Tanto a PEC 186 quanto a PEC 32 trazem propostas que, caso aprovadas, significarão o desmonte do serviço público e o aumento da corrupção, em prejuízo direto aos cidadãos.

 

SERVIÇO
Ato público contra as PECs 186 e 32
Data: 2 de março de 2021
Horário: a partir das 13h
Participar pelo YouTube: http://bit.ly/CanalMovimentoBasta
Participar pelo Zoom: http://bit.ly/atocontraPEC186

 

Fonte: CNTE apud Sindilegis, 1/3/2021 

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Reunião da comissão de negociação com governo define retorno remoto às aulas

Na última sexta-feira, 26 de fevereiro, a comissão de negociação do Sinpro-DF se reuniu com a Secretaria de Educação do GDF para discutir o retorno às aulas. Vale lembrar que, até então, não havia acontecido nenhuma conversa oficial sobre o tema. As propostas e perspectivas do Governo foram todas apresentadas via imprensa.

Na reunião, a comissão de negociação destacou a posição contrária da categoria a um retorno presencial das aulas neste momento, haja visto que não dispomos das condições mínimas adequadas para garantir segurança à comunidade escolar. O sindicato sustentou a posição de que o ano letivo deve se iniciar em formato remoto.

A Secretaria de Educação apresentou oficialmente, em nome do governo, a proposta de retorno remoto às aulas no dia 8 de março. A reapresentação dos profissionais do magistério, dia 3, também poderá ser feita nesse formato. “O debate avançou, pois o governo foi convencido de que não há condições para voltar presencialmente e a avaliação do Sinpro está correta”, avalia o diretor do Sinpro e membro da comissão de negociação, Cleber Soares. O sindicato reivindicou também que o governo assegure os meios para que os estudantes tenham acesso de qualidade às aulas remotas.

O Sinpro apresentou a campanha Vacina Já!, e cobrou do governo empenho na elaboração de estratégia e cronograma para a vacinação da população do DF, bem como relatórios sobre o estágio atual desse processo, a fim de agilizá-lo. “Todos e todas queremos estar de volta presencialmente, e a vacinação é uma das condições fundamentais”, afirma Cleber.

Para contribuir de forma geral com o combate à Covid-19 no DF, o sindicato sugeriu a criação de um comitê de monitoramento, com integrantes do governo e da sociedade civil, para acompanhar a eficácia das medidas e a evolução da situação no DF. A Secretaria sugeriu nova reunião, antes de 8 de março, para desenvolver esse debate e discutir novas medidas que sejam necessárias para a retomada remota das aulas.

Exercício findo e remanejamento
O pagamento do exercício findo, que deveria ter sido efetuado em dezembro, foi pauta da reunião. De acordo com o governo, foram identificadas incorreções em alguns dos pedidos, e o pagamento começará a ser feito tão logo esses equívocos sejam corrigidos.

O Sinpro sugeriu também a antecipação do debate sobre remanejamento para ainda este semestre, para dar agilidade à distribuição de turmas e estratégia de matrículas.

Por Alessandra Terribilli

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Sinpro-DF convida para o Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno nesta segunda (1º)

Há algumas décadas, surgiu o mito de que o Dia Internacional da Mulher era uma homenagem às 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque, EUA, em 1857. Mas essa fábrica nunca existiu. Essa informação é uma fake news que se consolidou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.

 

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), por meio da Secretaria de Mulheres, recupera um estudo realizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) sobre a origem deste dia e resgata o valor histórico da luta das mulheres socialistas de todo o mundo e a verdadeira história do 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

 

A partir desta segunda-feira (1º/3), o Sinpro-DF dedicará todo o mês de março à publicação de textos, informações, lives, vídeos e demais atividades dedicadas à luta e à temática das mulheres. E convida a categoria a acessar a abertura do “Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, que será virtual, às 19h, pelo YouTube, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=qyRwHw8Ss3k&feature=youtu.be .

 

A TV Comunitária de Brasília vai transmiti-la pelo canal 12 da NET e por suas redes sociais: Facebook, Instagram, site e YouTube. “Convidamos a todas e todos a acompanharem no nosso site e nas nossas redes sociais todas as atividades virtuais, literárias, jornalísticas e militantes acerca do tema. O primeiro deles é este, sobre o estudo do NPC que revela e atribui o crédito verdadeiro à criação da data e, mais tarde, às 19h, a abertura do Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, convida a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

 


O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

O estudo do NPC demonstra que o 8 de março é uma consequência da luta das mulheres socialistas em todo o mundo. Mas, quais os acontecimentos que levaram as mulheres a definirem o 8 de março como dia de luta mundial das mulheres? Como surgiu a história fake news das 129 mulheres queimadas vivas, em Nova Iorque, no ano de 1857, numa fábrica que nunca existiu, numa data inventada?  E, principalmente, quais os interesses de se criar este mito?

 

A origem histórica deste dia data do começo do século XX, da luta de milhões de mulheres socialistas com a contribuição de outras mulheres que limitavam suas lutas à conquista do direito de voto.  O dia 8 de março foi consagrado por uma greve de operárias russas, em 1917, que, sem planejar, foi o estopim da grande Revolução Russa.

 

Logo em seguida, em 1919, a 3ª Internacional Socialista declarou este dia como o Dia Mundial da Luta das Mulheres. Essa origem do dia, no entanto, não agradava a muitos, como, por exemplo, aos sociais-democratas, burgueses e anticomunistas em geral. Para esses setores, era preciso criar outra história que não remetesse ao movimento das mulheres socialistas. E a fake news foi criada com uma data e uma história mirabolante que até hoje circula por aí.

 

A verdade precisa ser resgatada e a história creditada a quem realmente a escreveu. Daí que trazemos para este primeiro texto desta série a ser publicada em todo o março de 2021 a verdadeira origem do Dia da Mulher, que tem mais de 100 anos. A data foi decidida em agosto de 1910, na Conferência das Mulheres da Internacional Socialista, na Dinamarca. Nos EUA, desde 1908, em Chicago, tinha começado a comemoração de um dia especial: o Dia da Mulher. A partir de 1911, esta decisão das mulheres de vários Partidos Socialistas da Europa e dos EUA começou a ser comemorada em vários países do mundo, em dias diferentes.

 

A partir de 1918, a data se fixou em 8 de março. As mulheres tinham tomado consciência de sua opressão e discriminação de milênios e, também, de que só elas poderiam mudar a sua história. Mulheres, durante séculos e séculos, foram apedrejadas, queimadas, estereotipadas como hereges ou bruxas como se bruxas e hereges pudessem ser martirizadas, foram violentadas pelos seus senhores e humilhadas pelos seus maridos. Mulheres tratadas como seres inferiores. Basta pensar que na França, na Itália e no Japão, a mulher só conseguiu conquistar o direito de voto em 1945.

 

“Juntamente com esse resgate histórico, trazemos algumas questões sobre o Dia Internacional da Mulher, tais como: qual o sentido do Dia da Mulher? Dia de luta para quê? Trata-se de uma data para que a mulher seja reconhecida e se reconheça como ser humano e sujeito da sua própria história. Com iguais direitos, em casa, no trabalho, na escola, na sociedade, em tudo”, afirma Vilmara do Carmo, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

 

 

 

 

 

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Sede e subsedes do Sinpro ficarão fechadas após agravamento da pandemia

Em função do aumento no número de mortes e infectados pela Covid-19, a diretoria do Sinpro informa aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que a sede e as subsedes do sindicato ficarão fechadas para atendimento presencial a partir de segunda-feira (01). O atendimento junto às secretarias continuará sendo feito normalmente, agora de forma virtual ou por telefone.

O setor jurídico do Sinpro manterá o atendimento de forma remota. Os advogados atenderão os(as) filiados(as) via chamada de vídeo e ligação telefônica, das 8h às 12h e das 13h15 às 18h. É necessário agendamento prévio.

Para a área trabalhista e de saúde, o atendimento com advogado em regime de plantão será feito via chamada de vídeo ou ligação telefônica, com horário marcado. O agendamento poderá ser feito pelo telefone (61) 98251-0407. Para processos já em andamento, o atendimento será por telefone, pelo número (61) 3031-4400. Para informações processuais, é possível realizar envio de mensagem pelo WhatsApp (61) 98275-2679. O atendimento no escritório cível poderá ser agendado pelo telefone (61) 99133-5224.

Apesar de tudo que estamos vivendo, prevalece a luta pela vida e a preocupação com a categoria e funcionários(as) do sindicato. Mesmo com o atendimento voltando a ser virtual, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais continuarão tendo toda a assessoria necessária para tirar suas dúvidas e dar prosseguimento às ações.

O Sinpro deseja que a normalidade retorne para as vidas de todas e de todos o quanto antes, com a garantia da vacinação contra a Covi-19 universalizada. Somente dessa forma poderemos realizar o atendimento pleno da categoria do Magistério Público e, principalmente, termos a tranquilidade de deixarmos nossas casas sem colocarmos a própria vida e a vida dos outros em risco.

 

Confira os telefones para atendimento dos Jurídicos, da Sede e das subsedes:

99996-5854 (jurídico)

99963-3982 (jurídico)

99964-9263 (jurídico)

99611-9715 (jurídico)

99244-3839 (saúde)

99167-2846 (Gama/jurídico)

99323-8114 (Planaltina/jurídico)

999782804 (Secretaria de Administração)

99161-2072 (Cadastro)

 

Telefones para marcar atendimento com o advogado:

(61) 98251-0407 (agendamento)

(61) 3031-4400 (processos em andamento)

(61) 98275-2679 (informações processuais – WhatsApp)

(61) 99133-5224 (cível)

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