Apagão: o destino do DF depois da privatização da CEB

“Quando tudo for privatizado, o povo será privado de tudo”. A frase é vista em cartazes em quase todas as manifestações contra as privatizações das empresas e serviços públicos em toda a América Latina. Em alguns países, como o Chile, a população viveu, e ainda vive, na prática o dizer da frase. No Brasil, os estados que privatizaram a energia também enfrentam a falta, constante, do serviço.

O Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (Stiu-DF) assegura que todos os estados que privatizaram a energia elétrica enfrentam os piores serviços já prestados no País e o consumidor paga caro pelo consumo. Em Goiás, por exemplo, desde que a Celg foi privatizada, a Enel tem deixado a população sem energia constantemente.

Este ano, entre os escândalos relacionados à privatização do setor de energia, o caso do Amapá foi considerado um dos mais graves. Durante 21 dias do mês de novembro, o fundo de investimento estadunidense Gemini Energy SA, uma empresa quarteirizada, deixou o estado no apagão. A situação só voltou ao normal, nesta terça-feira (24), após total intervenção da Eletronorte, empresa pública e uma das subsidiárias da Eletrobras.

Na imprensa comercial, a notícia é a de que as Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), de propriedade da Gemini Energy S.A., teria dado duro para religar a energia do Amapá. “Isso não é verdade. Quem recuperou os 100% da energia elétrica do Estado do Amapá foi a Eletronorte e os servidores públicos que atuam na estatal. Inclusive recuperando os equipamentos de baixa qualidade e quebrados da Gemini Energy, que nem sequer tinha equipe para atuar nesse escândalo do apagão”, afirmam os urbanitários.

Durante as chuvas que desabaram na região, no domingo (22), moradores assustados do bairro Brasil Novo, no norte de Macapá, divulgaram nas redes sociais várias explosões e curtos-circuitos na rede elétrica. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) informou que a ventania causou atrito entre os cabos de alta tensão.

“E cadê a Gemini Energy S.A., o fundo de investimento estadunidense que comprou a LMTE da empresa espanhola Isolux, que é a terceirizada que ganhou a concessão na época do leilão, para solucionar os problemas? Sumiu! Quem consertou os buracos deixados pela empresa estrangeira foi a Eletronorte, a nossa empresa pública que também está na mira do mercado financeiro e dos políticos neoliberais que querem lucrar com patrimônio público”, denunciam.

 

Estado perdeu R$ 500 milhões em 20 dias

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) calculou o quanto deixou de ser produzido nas regiões afetadas pelo blecaute, que começou na terça-feira  (3/11/20) e durou até terça-feira (24/11) e que deixou mais 760 mil pessoas  no escuro.

“Só nos primeiros cinco dias do apagão, o Estado do Amapá colheu um prejuízo de R$ 190 milhões, segundo estimativa do nosso corpo técnico. Esse cálculo se baseou no PIB do estado de 2019 e levou em conta o quanto a economia deixou de produzir em razão do blecaute”, explica Wellington Araújo Diniz, advogado, diretor jurídico do Stiu-MA, membro da Coordenação da Intersindical Norte e do CNE.

Para chegar à estimativa, usou-se valores médios: 4 dias e 8 horas de apagão e a carga elétrica atingida de 100% do Estado do Amapá. Primeiro, calculou o PIB do estado ano referência 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é de R$ 15,4 bilhões. Com isso, chega-se ao PIB por dia, no valor de R$ 43,8 milhões e, daí, chega ao valor do PIB por hora, que é R$ 1,8 milhões.

“Como houve queda de 100% carga do Estado do Amapá, chega-se ao custo da falha de R$ 190 milhões nos primeiros cinco dias. Como já temos 20 dias de apagão, estima-se que esse valor esteja em R$ 500 milhões ou mais, considerando que já houve a retomada de parte do fornecimento, graças à atuação dos técnicos da Eletronorte, que têm trabalhado, diuturnamente, para repor o sistema elétrico do Amapá”, informa Diniz.

 

Amapá em 2020 é o retrato do Distrito Federal no futuro

O Amapá é o retrato do futuro do Distrito Federal quando o governo Ibaneis Rocha, do MDB, concluir mais uma etapa da sua ação neoliberal. “A privatização da CEB Distribuição é um dos mais graves crimes contra a capital do País. O problema do Amapá, que é o de todos os estados que privatizaram a energia, é o alerta definitivo ao povo do DF. Mas, na capital do País, há ouvidos de mouco””, afirma a diretoria do Stiu-DF.

Ibaneis Rocha e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) fazem de conta que o apagão do Amapá não existiu, que a Justiça Federal do Amapá determinou o afastamento de toda a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS) por causa do apagão e que o prejuízo, só do estado, calculado por baixo, foi mais de R$ 500 milhões.

O Stiu-DF informa que, segundo informações advindas de investigações sobre as causas do apagão, o sistema elétrico do Amapá foi, gradualmente, recomposto. Desde o dia 7/11 a Eletronorte entrou em operação para consertar o buraco que as empresas privadas de energia deixaram no estado.

Primeiramente, foi o transformador que a equipe da Eletronorte conseguiu recuperar, na Subestação Macapá, que é da empresa privada denominada Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE). Com esse equipamento foi possível recuperar e prover cerca de 60% da carga de energia que o Estado do Amapá precisa.

Depois entrou em operação uma carga advinda de uma máquina da Usina de Coracy Nunes, outra empresa estatal. Com isso, chegou-se próximo a 80% da carga. No sábado (21/11) foi dado início à colocação em funcionamento de 25 megawatts de geração termelétrica, que a Eletronorte contratou, recentemente, com geradores advindos de Manaus.

A expectativa era a de que até o dia 26 fosse tudo normalizado e recomposto 100% da carga energética do estado até que entrasse em funcionamento do segundo transformador que a Eletronorte colocou em operação e que veio da própria LMTE, retirado do município de Laranjal do Jari.  A previsão era a de que esse transformador estivesse em operação esta semana e, assim, a linha voltar a prover 100% da carga do Estado do Amapá.

Eletronorte – a estatal que tirou o Amapá da escuridão

A Eletronorte tomou a frente da recuperação do sistema desde os primeiros minutos. Foi ela, com os servidores públicos capacitados, que substituiu as buchas no transformador que não explodiu e realizou várias intervenções no equipamento para colocá-lo em funcionamento. Foi assim que o segundo transformador voltou a funcionar. “Foi constatado que os equipamentos disponibilizados pela empresa privada são de baixa qualidade e a empresa também não tem manutenção”, denuncia o diretor da AESEL.

Ele afirma que uma equipe de manutenção deveria ter detectado a degradação do equipamento. “Daí que, pela dimensão do incidente, tudo indica que houve negligência, além do fato já conhecido de que a subestação operava sem um transformador reserva desde o fim de 2019. Já havia, portanto, uma situação de vulnerabilidade porque ela não tinha reserva para ela poder operar em caso de falha de um dos transformadores”.

Ou seja, no Amapá, segundo Ikaro, a empresa privada responsável pela linha de transmissão não tinha nem sequer uma reserva para operar em caso de falha em um dos transformadores. Houve uma falha grave em dois transformadores e não havia reserva.

O Amapá só conseguiu sair do apagão por causa da ação da Eletronorte que, desde os primeiros momentos da crise energética, adquiriu 45 megawatts de energia termelétricas por meio de geradores a diesel advindos de Manaus. A estatal Eletronorte instalou os geradores, montou o segundo transformador de 150 MVA na Subestação Macapá pertencente à empresa privada proprietária da linha de transmissão que desapareceu do cenário da crise.

“A Eletrobrás também instalou outro transformador, da própria LMTE, retirado do município de Laranjal do Jari, no sul do estado. Caso haja algum problema no único gerador que ficou lá, Laranjal terá blecaute. Se o gerador transferido para Macapá também der problema, a capital e outros municípios que dependerão dele também voltarão a ter blecaute”, avisa Ikaro Chaves Barreto de Sousa, engenheiro eletricista da Eletronorte e diretor da Associação dos Engenheiros e Técnicos do Sistema Eletrobras (AESEL).

“Até para fazer o transporte desse gerador e instalá-lo na Subestação de Macapá, que é privatizada, foi a estatal Eletronorte que fez todo esse processo. Foi ela que fez a montagem e todos os testes para que entrasse em operação e restabelecesse a energia no estado. Todo esse trabalho está sendo feito pela Eletronorte e por alguns técnicos da LMTE. A Eletronorte está supervisionando e executando o serviço uma vez que a privada LMTE, dona da Subestação de Macapá, não tem equipe de mão de obra para executar o serviço e nem equipamentos para recuperar a energia que ela administra do Amapá”, denuncia.

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Casal de professores faz vaquinha para salvar a vida do filho

Todos os dias, Marcos Vinícius acorda por volta das 5h40. Daí até a hora de dormir, as atividades não param. Ele é um menino de dez anos, ativo, sorridente, inteligente e que nasceu com uma síndrome rara chamada tetrassomia do cromossomo 9p. A condição, que poderia levar à morte intra-uterina, causou em Marcos atrofia e paralisia cerebral, dismorfias faciais, alterações auditivas, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, pés tortos equinovarus e outras complicações. Com a pandemia da Covid-19, seus tratamentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram suspensos, e as consequências vêm sendo graves. A única alternativa é a utilização de um medicamento importado, que custa R$ 4.970,00 por mês. E a família de Marcos vem fazendo de tudo para custear os gastos.

Da direita para a esquerda: Marcos Vinícius, a mãe, Alexandra, a irmã, Carol, e o pai, Florisvaldo

 

Sem saída para resolver o problema do filho, Florisvaldo de Jesus e Alexandra Virgínia resolveram fazer uma vaquinha virtual para arrecadar fundos para o tratamento do filho, que desde junho passou a ter convulsões seguidas, que resultaram em duas internações nos últimos meses. Incentivados por amigos e familiares, o casal de professores colocou a campanha no ar no dia 20 de outubro. O objetivo é garantir o tratamento de Marcos por dois anos, o que resultaria em um gasto de R$ 119.280,00. Até o dia 24 de novembro, a vaquinha para Marcos registrava 56 apoiadores, que doaram um total de R$ R$ 4.408,00.

“Não quero começar um tratamento, ver meu filho reagindo bem, saudável, e de repente não ter mais condições de continuar. Por isso, fizemos a campanha pensando em dois anos”, explica o pai de Marcos Vinicius.

Florisvaldo de Jesus é professor temporário da Secretaria de Educação do DF, mas está fora do contrato neste ano. Já Alexandra Virgínia é professora efetiva do GDF há 20 anos, e atua na Escola Classe 09 de Brazlândia, cidade onde moram. O dia a dia do casal é “muito corrido”, como eles mesmos definem, com atividades para desenvolver “desde a hora que acordam até a hora que vão dormir”.

Marcos Vinícius: em qualquer situação, sempre sorridente

 

Na rotina com Marcos Vinícius, que está no espectro autista e também é celíaco (intolerância ao glúten), estão inseridas várias atividades para estimular o desenvolvimento do menino: fonaudiologia, natação, terapias, estimulação precoce, fisioterapia. “Tudo isso fez ele evoluir muito. Mas com a suspensão dos tratamentos, começamos a perceber ele muito agitado, com o sono muito agitado. Começamos a perceber que, às vezes, essa agitação resultava em tremores no corpo dele. E em junho ele teve uma convulsão forte. De lá pra cá ele passou a convulsionar várias vezes, bem mais forte; chegando a ficar internado duas vezes”, conta o pai de Marcos.

Na corrida para ver o fim do sofrimento do filho, Florisvaldo e Alexandra foram orientados pela neurologista que acompanha Marcos a iniciar o tratamento com medicamentos com princípios ativos de valproato de sódio e risperidona, substâncias anticonvulsivas que exigem receita médica e podem ter reações adversas como náuseas, vômitos, dor de cabeça. Embora sejam substâncias fortes e na maioria das vezes eficazes, os medicamentos não surtiram efeito para Marcos. Foi então que, sob orientação médica, ele começou a tomar uma medicação nacional à base de canabidiol (substância encontrada na cannabis sativa).

Marcos Vinícius e o pai, Florisvaldo

 

“Ele está tomando cinco gotas sublingual, de manhã e à noite, e já melhorou bastante. Mas a médica disse que o mais apropriado é a medicação que tem que ser importada (Charlotte’s Web CBD 60mg/ml), também à base de canabidiol. O produto importado, além de ter o extrato mais puro, tem outras propriedades. Ele age ‘enganando’ o cérebro. Por exemplo, quando tiver um curto que indicar a crise convulsiva, ele vai ‘enganar’ o cérebro evitando a convulsão”, tenta explicar didaticamente o pai de Marcos, que conta que o medicamento é utilizado com eficiência em pessoas com alzheimer e outras doenças que atacam as conexões das células cerebrais.

Diante do alto custo do medicamento e da burocracia para poder adquiri-lo, a família de Marcos Vinícius conta que já está com toda papelada preparada para entrar na justiça e solicitar o remédio via SUS. “Um advogado amigo nosso já preparou a documentação. Mas já nos foi adiantado que muitos pais entraram com ação na justiça para conseguir a medicação nacional e não conseguem. Imagine a importada. De qualquer forma estamos acionando a justiça. Vamos tentar!”, conta o pai de Marcos.

Marcos Vinícius em um dos passeios com o pai

 

Emocionado, Florisvaldo de Jesus diz que o maior desejo é ver o filho bem, sem sofrer os efeitos das complicações que surgiram com a chegada da pandemia e a suspensão dos tratamentos. “Ser pai do Marcos é um dos maiores privilégios. Eu brinco com ele a noite, quando eu deito com ele para fazer uma oração, e digo assim: esse é meu melhor presente de Deus, e quem quiser o seu que vá buscar. E ele sorri pra mim. Não existe cansaço no mundo que me faça abater quando eu olho pra ele e ele sorri. É assim que eu quero ver o Marcos”, diz.

Transbordando amor e resiliência, a família de Marcos não tem medo de enfrentar as diversas situações. Uma lição, segundo eles, ensinada pelo próprio filho. “Marcos ensina pra gente que a vida não é feita de coisas simples. A vida é feita de coisas pesadas, e a gente precisa lutar”, fala Florisvaldo.

A vaquinha virtual para ajudar Marcos pode ser acessada pelo link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pelo-marcos-vinicius-florisvaldo-de-jesus. Quem quiser colaborar, poderá fazer depósito em qualquer valor nas contas abaixo:

1. Nubank

Banco: 260 Agência 0001 Conta: 35253959-4
Florisvaldo de Jesus CPF: 561090831-00

2. BRB

Banco 070 Agência: 025 Conta Poupança: 044.569-7
Marcos Vinícius das Graças de Jesus CPF: 080564891-77

3. Caixa

Banco 104 Agência: 1040 Operação: 013 Conta : 701725-4
Florisvaldo de Jesus CPF: 561090831-00

 

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Sinpro disponibiliza enquete para escolha do Calendário Escolar 2021

Este ano, devido à pandemia da COVID-19 e a tudo que vem acontecendo ao redor do mundo em decorrência do novo Coronavírus, uma série de mudanças tiveram de ser feita e no segmento escolar não foi diferente. Diante disto, todo o planejamento desse ano letivo teve que ser refeito, uma flexibilização a partir do Conselho Nacional e dos conselhos estaduais de Educação para a adequação do ano letivo foi necessária, inclusive com reflexos sobre o calendário escolar do próximo ano.

Diante disso a categoria tem mais um grande desafio: indicar o Calendário Escolar 2021, sem saber em que cenário estaremos inseridos no próximo ano letivo, inclusive sem a definição de que forma se darão as aulas: presencial, híbrida ou remota. Também torna-se imprescindível pensar um calendário que leve muito em conta a experiência desse ano de trabalho, suas dificuldades e desafios, além das possiblidades de alterações ou adaptações de acordo com o ambiente da pandemia.

Pensando ainda em um calendário que trabalhe com a ideia de continuidade, precisamos recuperar pedagogicamente o ano de 2020. Por isto é necessário pensar um documento que vá se ajustando e dialogando com o próximo ano, e até mesmo com 2022.

Para tanto, o sindicato apresenta três propostas (Calendário A , B e C), que contemplam toda a legislação necessária para se constituir um Calendário Escolar. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão participar acessando o link com a enquete na página do Sinpro e votando na proposta que gostariam que fosse adotada em 2021. Após este momento será realizada uma reunião com a Secretaria de Educação do DF, que também tem propostas para serem conciliadas em mesa de negociação. A partir daí o documento final é constituído e divulgado à categoria.

 

Proposta A

Na primeira proposta, apresentamos um calendário que não utiliza sábados letivos. Iniciaríamos o ano letivo no dia 08 de março e, para garantir 100 dias letivos no primeiro semestre e 100 no segundo, teríamos o recesso um pouco mais prolongado, de 29 de julho a 15 de agosto, trabalharíamos até 23 de dezembro e encerraríamos o ano letivo no dia 19 de janeiro de 2022.

 

Proposta B

A segunda proposta sugere a utilização de seis sábados letivos: três no primeiro semestre e três no segundo. Neste modelo, cada escola teria autonomia para definir quais sábados seriam utilizados, respeitando a rotina de cada comunidade escolar. O ano letivo se iniciaria no dia 08 de março, o recesso seria de 24 de julho a 8 de agosto, trabalharíamos até 23 de dezembro e encerraríamos o ano letivo na primeira semana de janeiro de 2022.

 

Proposta C

Já a terceira proposta sugere a utilização de onze sábados letivos. É importante salientar que para manter 100 dias letivos no primeiro semestre e 100 no segundo, desses onze sábados, oito teriam que ser incluídos no primeiro semestre e os outros três no segundo semestre. O ano letivo se iniciaria no dia 08 de março, o recesso seria de 17 de julho a 1 de agosto e encerraríamos o ano letivo no dia 23 de dezembro.

 

Clique aqui e confira as propostas.

Qual a melhor proposta para o Calendário Escolar 2021?

Calendário A

Calendário B

Calendário C


 

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Sessão que votaria derrubada do veto do governador que diminui salário líquido dos servidores é cancelada

Os(as) deputados(as) distritais suspenderam a sessão plenária dessa terça-feira (24) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), sessão que votaria, entre outra pautas, a derrubada do veto do governador Ibaneis Rocha, que diminui o salário líquido dos(as) servidores(as) do GDF. A suspensão teve como motivo o velório do ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal Jofran Frejat, que morreu segunda-feira (23), vítima de um câncer pulmonar.

Além da derrubada do veto previdenciária também entrariam em discussão no plenário a votação em 2º turno da regulamentação do ensino domiciliar (homeschooling) e o projeto de lei enviado pelo Palácio do Buriti para a prorrogação da validade da contratação temporária no Distrito Federal. Este projeto, inclusive, chegou a ser lido em plenário e pode estar disponível no sistema para que os(as) parlamentares façam a apreciação a partir desta quarta-feira (25). No caso do homeschooling, o projeto já foi votado em primeiro turno e apesar de mais de 95 instituições condenarem o projeto, os(as) deputados(as) estão dispostos(as) a aprova-lo em segundo turno.

Segundo a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa, a sessão foi suspensa por falta de quórum, mas com o compromisso dos(as) parlamentares de que nesta quarta-feira (25) os pontos de interesse da categoria estariam na pauta. “Representantes de vários sindicatos do setor público compareceram à parte externa da CLDF para pressionar os deputados a derrubar o veto do governador. Nossa mobilização deve continuar para que conquistemos mais esta vitória”, ressalta. “Novamente estaremos na frente da Câmara para continuar pressionando pela derrubada do veto. A participação de todos e todas é muito importante para a nossa luta”, ressalta a diretora do Sinpro Letícia Montandon.

Nesta quarta-feira (24) a CLDF retoma os trabalhos em plenário em sessão remota e tudo será retransmitido pelo Facebook do Sinpro. O sindicato enviará o link pelo Informativo Sinpro para que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais continuem o processo de mobilização para que os(as) parlamentares derrubem o veto do governador que diminui salário líquido dos servidores; não aprovem o homeschooling, e aprovem a prorrogação do banco de cadastro dos contratos temporários.

Pedagogia da resistência: um instrumento para o enfrentamento do racismo nas escolas

Em novembro de 2019, ninguém imaginava que o ano de 2020 seria uma tragédia anunciada, com todo tipo de aprofundamento de violências, principalmente as domésticas, raciais e até institucional, praticada pelo Estado neoliberal e um governo, que, propositadamente, não administra a crise sanitária da saúde na pandemia do novo coronavírus.

O resultado são centenas de milhares de mortes diárias, todas evitáveis. Num cenário lúgubre como este, ensejado pelas políticas neoliberais, em que a juventude não tem nem sequer uma promessa de futuro, a escola é o único local de resistência e, os coletivos que debatem as temáticas sociais, os espaços de fala dessa população.

O livro “Práticas pedagógicas de resistência – a escola como lugar de diversidade”, lançado em novembro de 2019, que apresenta a pedagogia como instrumento de enfrentamento do racismo, do fascismo neoliberal e da violência doméstica, é a novidade nesse contexto de crises. A obra é atual. Os crimes raciais e as violências contra as mulheres e a população LGBTQI+, que ocorreram em 2020, são a prova da contemporaneidade do livro.

O brutal assassinato do cidadão negro, João Alberto Silveira Freitas, dentro de uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do 20 de novembro deste ano, Dia da Consciência Negra, é um exemplo de violência racial que não permite que esta obra fique esquecida nas estantes virtuais.

A coincidência é que o livro foi lançado, virtualmente, nos últimos dias de 2019 pela Editora Fi, em Porto Alegre. Primeira editora brasileira de acesso aberto, voltada à publicação de textos acadêmicos de excelência, que traz um novo conceito em divulgação do conhecimento. Tanto é que o livro está à disposição do leitor e o acesso é gratuito. Basta clicar aqui para acessar o livro. Ou copiar e colar o endereço <https://www.editorafi.org/739praticas> no seu navegador.

A obra reúne oito artigos de professores(as) que participaram da VIII Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça (Ser Negra), em 2018, cujo tema foi “Descolonizar o feminismo”. O Ser Negra é um espaço de reflexões e luta com base na pauta da negritude, do feminismo e questões relacionadas a essas duas temáticas.

“Práticas pedagógicas de resistência – a escola como lugar de diversidade” foi organizada por Aldenora Conceição de Macedo e Jaqueline Aparecida Barbosa, professoras da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF), ambas afastadas para doutoramento.

“Fomos coordenadoras da Sessão Temática (ST) do SERNEGRA, o que se tornou uma oportunidade de diálogo com professoras(es) que realizam um trabalho cotidiano com os temas da diversidade e que, a partir de relatos de experiência, apresentam os conflitos e complexidades da implantação desses debates na escola, assim como análises sobre a (re)produção das desigualdades no âmbito escolar”, afirma a professora Aldenora.

Ela diz que foi a partir desse debate que convidaram alguns(as) professores(as) e pesquisadores(as) para escreverem artigos sobre suas práticas pedagógicas. “Nossa intenção, ao propor a ST, foi a de reunir pessoas preocupadas com o tema, pois acreditamos que os diálogos, trocas de experiências, ideias e informações são, no momento político que vivemos, mecanismos de resistência na busca pelo direito à educação de qualidade”.

Aldenora e Jaqueline informam que “o livro é uma coletânea de ideias e ações que, colocadas em prática à revelia de todas as dificuldades enfrentadas pelas professoras e professores, configura-se como um potente material para ser observado e levado em conta pelas(os) colegas de profissão e, acima de tudo, como exemplo concreto de resistência docente e da insistência na educação como forma de liberdade”.

Conheça as professoras organizadoras da obra:

Jaqueline Aparecida Barbosa

Professora efetiva da SEEDF desde 2011, atua em sala de aula nos anos iniciais do Ensino Fundamental e, por um ano, esteve na coordenação pedagógica. No momento, está afastada para estudos, cursando doutorado em educação na Universidade Federal de Goiás (UFG), mesma instituição em que obteve o título de Mestra em Educação. Jaqueline também especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade de Brasília (UnB). Sua formação inicial é pedagogia, cursada na Universidade de São Paulo (USP).

Link do currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/6099072102493826
jaq.usp@gmail.com

 

 

Aldenora Conceição de Macedo

Professora efetiva da SEEDF, Aldenora é graduada em pedagogia e atual em turmas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tendo trabalhado ainda com Classes Especiais de Crianças com Deficiência Intelectual. Doutoranda em Educação pela UnB, ela é Mestra em Educação em Direitos Humanos e Cultura de Paz também pela UnB. É especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça e especialista em Gestão Escolar, ambas pela UnB; é especialista em Direitos Humanos da Criança e do Adolescente e especialista em Educação para a Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos, ambas pela UFG. Esteve lotada na Subsecretaria de Educação Básica, com atuação como assessora técnica e, por mais tempo, como gerente de Educação em Direitos Humanos e Diversidade. Função da qual se desligou há alguns meses para se dedicar ao doutorado em educação na UnB desde 2019.

Link do currículo lattes:  http://lattes.cnpq.br/2346184860773342

aldenora.acm@gmail.com

 

 

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Descubra em menos de 5 minutos por que seu salário está sendo reduzido

Recentemente, professores (as), educadores (as) educacionais e servidores públicos de todo DF se surpreenderam como percentual de contribuição da alíquota previdenciária. Ao conferir o contracheque do mês de novembro, eles viram que o desconto passou de 11% para 14%. A diferença atinge tanto quem está na ativa assim como aposentados e pensionistas. Com a mudança, o desconto no salário líquido pode chegar a R$ 800 para aposentados (as) e R$ 450 para servidores da ativa. Mas qual o motivo desse reajuste? Quem são os responsáveis por isso? Assista ao mini documentário “O caminho da redução”, produzido pelo Sinpro-DF, que conta o histórico da reforma da Previdência no Brasil.

O Caminho da Redução

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Aruc faz rifa virtual para seguir como contribuinte ativa da cultura do DF

Com 59 anos de história, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro – ARUC vem driblando as dificuldades financeiras para dar seguimento ao trabalho cultural realizado junto à população do DF. Em meio à pandemia da Covid-19, a Associação realizará rifa virtual para arrecadar recursos e manter suas contas e dias, além de divulgar e engajar a população no seu canal no YouTube .

A rifa sorteará estadia de sete dias no Resort Encontro das Águas Thermas, em Caldas Novas (GO). O período de estadia será de 13 a 20 de janeiro de 2021, para até quatro pessoas. Para participar é fácil. Siga o passo a passo abaixo:

1- Inscreva-se no Canal da ARUC no YouTube. Acesse em https://www.youtube.com/user/unidosdocruzeiro

2- Deposite o valor de R$ 30,00 em dinheiro na Conta da ARUC. (Banco do Brasil – Banco 001 / Agência 3085-6 / Conta 65555-4 / CNPJ 00.445.858/0001-60)

3- Preencha o formulário do concurso com seus dados e os comprovantes dos passos anteriores. Acesse aqui 

O prazo para inscrição termina dia 22 de dezembro. O sorteio será realizado no dia 23 de dezembro, ao vivo, no canal da ARUC no YouTube.

“A Cultura, além de produzir bem-estar social, também reforça a identidade de uma sociedade. A Cultura tem papel central junto a um povo, viabilizando as diversas formas de expressão, reivindicação e sentimento; de forma plural e diversa. E a ARUC sempre cumpriu muito bem o seu papel, tornando-se uma das principais contribuintes para a Cultura do DF, marcando posição sempre ao lado da classe trabalhadora, do povo e da democracia”, afirma o diretor de Imprensa do Sinpro-DF Cláudio Antunes.

Clique aqui e saiba mais sobre o Resort Encontro das Águas Thermas

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Sindicatos se unem pela derrubada do veto do governador que diminui salário líquido dos servidores

Vários sindicatos se reuniram na tarde dessa segunda-feira (23) e se articulam para acompanhar a votação do veto que o governador Ibaneis Rocha fez em relação ao que foi aprovado na PLC 46/2020, sobre a majoração nos valores das alíquotas previdenciárias dos(as) servidores(as) do GDF. Os(as) parlamentares votarão esta pauta em sessão plenária desta terça-feira (24).

Durante a reunião os sindicatos se organizaram para que cada entidade enviasse alguns dirigentes para sessão plenária que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realiza, na tentativa de acompanharem a votação. Devido à pandemia, a entrada na CLDF está reduzida, inclusive com muitos parlamentares trabalhando de forma remota.

Cada sindicato está mobilizando sua base para pressionar cada parlamentar. No caso dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, esta mobilização teve início há algumas semanas e continua até a votação do veto.

 

Live debate a majoração previdenciária

Nesta segunda-feira (23), às 19h30, o Sinpro realiza uma Live onde será apresentado um vídeo inédito explicando porque este veto precisa ser derrubado e porque causa tanto impacto negativo na vida da categoria já no próximo pagamento. A Live será transmitida pelo Facebook e Youtube do Sinpro em novo horário, às 19h30.

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Sarau Cultural encerra série temática do Mês da Consciência Negra

Após três debates importantes sobre temas que valorizam as culturas de matrizes africanas e promovem reflexões sobre a realidade imposta à população negra, a série do Mês da Consciência Negra realizada pelo Sinpro-DF será encerrada com chave de ouro. Nesta sexta-feira (27), às 19h, artistas negras da cidade apresentam o Sarau Cultural. A transmissão será pelas páginas do Sinpro-DF no Facebook e Youtube, e no nosso perfil no Instagram.

Na programação, a poesia de Cristiane Sobral e de Meimei Bastos e o som do Tambor de Crioula e de Daíse Moreira.

Professoras (es) sindicalizadas (os) que tiverem pelo menos 75% de presença na série de debates virtuais terão direito ao certificado de participação.

Programação:
Cristiane Sobral – escritora, poeta, atriz e professora de teatro

Tambor de Crioula – grupo consolidado por maranhenses que moram em Brasília, reverenciando o santo São Benedito e os Mestres da Cultura Popular do Maranhão, mantendo acesa a chama da ancestralidade cultural do Tambor de Crioula

Daíse Moreira – estudante, musicista e compositora

Meimei Bastos – escritora, poeta, mestranda em Culturas e Saberes em Artes Cênicas pela UnB, educadora, atriz e coordenadora do Slam Q’BRADA e do Campeonato de Poesia Falada do DF & Entorno

>> Não conseguiu acompanhar os outros o debates da série? Acesse

Respeito também é sagrado. Assista no link https://youtu.be/uLMOXw3GoHU

Educação antirracista. Assista no link https://youtu.be/BZ02Pb8JRrw

Violência e a população negra no Brasil https://youtu.be/yrpnT6kfdDg

 

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Live de segunda (23) falará sobre a majoração previdenciária. Participe!

O Sinpro convida toda a categoria para participar de uma Live nesta segunda-feira (23), às 19h30, onde conversaremos sobre os motivos pelos quais o salário líquido dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais será reduzido no próximo pagamento. A Live será transmitida pelo Facebook e Youtube do sindicato.

A categoria já vem acompanhando as campanhas que o Sinpro tem feito para a derrubada do veto que o governador fez em relação ao que foi aprovado na PLC 46/2020, sobre a majoração nos valores das alíquotas previdenciárias. Em acordo estabelecido pelos parlamentares da Câmara Legislativa, os efeitos da lei que altera de 11% para 14% a alíquota de contribuição à Previdência Social só passaria a valer em janeiro. Entretanto, Ibaneis desrespeitou a articulação e vetou o trecho do texto.

Nesta Live tiraremos as dúvidas em relação a este tema, apresentaremos um vídeo que mostra todo o caminho até chegar a este ponto, e sobre as ações que serão feitas na terça-feira (24). É importante lembrar que nesta terça a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deve colocar em votação o veto do GDF fez, que pode, caso seja derrubado, adiar para 2021 a majoração das alíquotas previdenciárias.

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