ACOMPANHE A SÉRIE QUE TRAZ O PONTO A PONTO DA PROPOSTA QUE ACABA COM O SERVIÇO PÚBLICO
Jornalista: Vanessa Galassi
Para dar um panorama da reforma administrativa e sua perversidade, o Sinpro-DF preparou uma série de 11 episódios sobre a proposta que se mostra como uma das principais cartadas do governo federal para reduzir o Estado e transferir à iniciativa privada os bens públicos. A série é composta de vídeos-pílula com temas pontuais extraídos do debate virtual realizado pelo Sindicato no dia 11 de setembro, com a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa e o jornalista, analista político e diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.
Entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no último dia 3 de setembro, a reforma administrativa impõe uma série de ataques ao serviço e aos servidores públicos, o que acaba impactando diretamente toda a sociedade, principalmente os mais vulneráveis financeiramente.
“Estamos diante de mais um grande ataque do governo Bolsonaro-Guedes. Embora a reforma administrativa seja definitiva para empurrar o Brasil para um abismo, há chances reais de ela ser aprovada no Congresso Nacional. Por isso, é preciso que nos conscientizemos do que trata o texto e de todos os prejuízos que teremos para que possamos mobilizar não só os servidores, mas toda a sociedade para barrar este projeto nefasto”, afirma o diretor de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF Cláudio Antunes.
A série de áudios sobre a reforma administrativa será postada nas redes sociais do Sinpro-DF e inseridas no site periodicamente.
Governo Bolsonaro faz propaganda enganosa com o piso nacional do magistério
Jornalista: Luis Ricardo
A Lei 11.738, que regulamentou o piso salarial profissional do magistério, foi uma conquista represada por 181 anos na história da educação brasileira. A primeira vez que o país vivenciou a experiência de piso salarial para os/as professores/as da educação básica foi à época do Império, em 1827. A lei, no entanto, não prosperou por falta de compromisso político do Poder Central e das províncias. Naquela ocasião, o financiamento da educação era praticamente limitado às receitas de impostos resultantes das vendas de carne e aguardente. A educação era artigo de luxo, com alto índice de exclusão social. Os negros ainda escravizados e as classes populares, que representavam e continuam a representar quase toda a população, não tinham acesso à escola.
Quase dois séculos depois – e no advento político-social da educação inclusiva – o Brasil conseguiu reparar em parte essa dívida com seus professores, atualmente cerca de 2 milhões de profissionais, sendo quase 1,6 milhão do sexo feminino. E embora o piso salarial nacional tenha contribuído para elevar a remuneração média da categoria, ele ainda não foi capaz de ajudar a equiparar os rendimentos do magistério público de nível básico em relação a outros profissionais não professores com mesmo nível de escolaridade. A insistência de parte considerável dos gestores em descumprir a lei federal e o achatamento das carreiras dos servidores da educação são alguns dos motivos de uma desvalorização histórica e estrutural, em boa parte explicada pela discriminação de gênero nas relações de trabalho em nosso país.
A matéria publicada no site do jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (19), sob o título “Governo Bolsonaro quer acabar com aumento real de piso salarial de professor” revela as faces de um governo que insiste em penalizar a educação e seus profissionais. Ao mesmo tempo em que faz propaganda para exaltar o reajuste de 12,84% do piso do magistério neste ano de 2020 (percentual garantido por lei e não pelo Governo!), ataca a categoria com a ameaça de reduzir os futuros percentuais de atualização da lei. E para piorar utiliza dados inverídicos para sustentar sua pretensão nefasta. A informação de que o aumento da complementação da União ao FUNDEB, até 2026, implicará em reajustes anuais de 15,4% no piso do magistério, conforme destacado na matéria jornalística, não condiz com verdade. Isso porque o critério de correção do piso leva em consideração as estimativas de receitas de estados e munícipios (excluída a complementação da União), de modo que para 2021 a projeção do reajuste é de 5,89%, correspondente ao crescimento percentual do custo aluno do FUNDEB entre 2019 (R$ 3.440,29) e 2020 (R$ 3.643,16).
Num país que mantém a última posição no ranking salarial entre as nações pesquisadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com patamares remuneratórios abaixo da média verificada nas mais de 40 nações desenvolvidas e em processo de desenvolvimento pesquisadas, é lamentável que o Estado brasileiro
insista em perseguir os/as professores/as e suas remunerações ainda rebaixadas (o piso salarial do magistério em 2020 é de R$ 2.886,24).
A CNTE espera contar com a sensibilidade do parlamento brasileiro para aprofundar o debate sobre a importância de se garantir ganhos reais ao piso do magistério, sobretudo com a perspectiva de aumento das receitas de estados e municípios com o novo FUNDEB e tendo a meta 17 do Plano Nacional de Educação como referência.
Aproveitamos a ocasião para manifestar a total discordância dos/as trabalhadores em educação com a notícia veiculada na matéria supracitada de que o governo federal pretende regulamentar o FUNDEB através de medida provisória e com previsão de repasse de recursos do Fundo Público para entidades privadas que atuam em todas as etapas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). Essa última orientação colide com o comando do art. 213 da Constituição Federal, que só permite convênios públicos na área educacional com entidades conveniadas para prestar assistência onde houver déficit comprovado de vagas nas redes públicas, o que não é o caso de parte significativa das etapas e modalidades escolares no Brasil, onde o atendimento público supre toda a demanda manifesta por matrículas estudantis.
A CNTE se manterá alerta e atuante nos debates da regulamentação do FUNDEB e nas tratativas sobre a atualização do piso do magistério, a fim de que ambas as políticas públicas se voltem efetivamente para a qualidade da educação e a valorização de seus profissionais.
CNTE promove lançamento da Revista Retratos da Escola “Paulo Freire: educação e emancipação”
Jornalista: Luis Ricardo
Resultado das ações Rumo ao Centenário de Paulo Freire, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promove o lançamento da revista Retratos da Escola “Paulo Freire: educação e emancipação”. A atividade será realizada no dia 20 de outubro, às 18h, em uma Live feita pela própria CNTE.
Na Live estarão presentes a representante do Comitê Editorial da revista, os autores dos artigos e representantes de João Felício e Rosaura Magalhães, que receberão uma homenagem In Memoriam. Também participarão representes da CUT, CTB, Red Estrado, IEAL, IE e da própria CNTE.
A Live será transmitida pela TVCom e pelas redes sociais do Sinpro.
O sonho de materializar um projeto que estava apenas nos grupos de conversas, foi possível graças ao empenho de um grupo de professores de Sobradinho, que com muita força de vontade e determinação viram que o ensino inclusivo ultrapassava as paredes das salas de aulas.
Experiências e vivências no ambiente escolar, foram o combustível para despertar nos professores o desejo de documentar os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes da educação inclusiva. Trabalhos esses ricos em superação, possibilidades e mudanças.
Assim nasceu a revista Sala de Recursos, um espaço recheado de histórias, experiências pessoais e com olhar de educadores que convive com diferenças. Inclusão, essa é a palavra certa para decifrar o trabalho dos professores, pois acreditam que a melhor maneira de fazer o bem, é permitir a todos o acesso ao sistema educacional de qualidade. Ambiente este que deve ser sempre um espaço de convivência múltipla com respeito às diferenças e, também, as práticas e as relações da SR revista serão sempre ancoradas em três princípios: Equidade, Igualdade e Respeito.
Um espaço híbrido de informação, formação continuada na perspectiva da Educação Inclusiva, dialogando com todos os segmentos da escola. Um diálogo sem muros e sem barreiras. A acessibilidade existe onde reside a liberdade de um aprender conectado com o diálogo, acreditando no potencial criador desse estudante e também, do professor.
Para uma das responsáveis pelo projeto Ray Oliveira, a iniciativa abre espaço para incluir e romper o paradigma que ressalta a deficiência e que acredita no potencial do estudante com necessidade especial. “A deficiência não é uma marca, tão pouco um adjetivo. Essa condição não impede que esse estudante aprenda. Temos muitas experiências que provam isso dentro da Rede Pública do DF. As Salas de Recursos cada vez mais preenchem as páginas da educação e marcam uma história nesse espaço de inclusão e possibilidades. Acreditar no potencial de aprendizagem de qualquer estudante é o primeiro passo. Para aprender basta SER”– afirma.
Previsto para o próximo dia 19/10 (segunda-feira), o lançamento ocorrerá em formato virtual às 19h30 No banner abaixo, há informações sobre o lançamento. Participe!
Expediente da revista:
Jornalista Responsável e Consultor: William Weber
Design, Marketing: Aline Cardoso
Revisão Textual: Márcia Andelo
Revisão Pedagógica: Sebastiana Geny
Narração: Lunna Mara
Intérprete de Libras e Consultoras: Alyne dos Santos e Cristiane de Araújo Martins Vieira
Colaboradores e autores:
Fatima Abdalah Cader;
Eurípedes Neves;
Wesley Pereira da Silva;
Marcia Andelo;
Samara Rhoana;
Edna Soares;
Rachel Rabelo;
Luciana Reis;
Diego Santos;
Ray Oliveira;
Eline Reis;
Edilene Francisco de Carvalho;
Willians Celestino;
Plenárias regionais do dia 21 dão prosseguimento ao debate sobre os impactos da reforma administrativa
Jornalista: Luis Ricardo
Dando continuidade às plenárias regionais, o Sinpro realiza na próxima quarta-feira (21) mais um encontro, desta vez com os(as) professores(as) e os(as) orientadores(as) educacionais de Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga. A plenária será realizada em dois horários, às 9h e 14h, e trará como tema Os impactos da Reforma Administrativa para os Serviços Públicos.
O sindicato traz esta temática à toma devido aos ataques que o governo federal tem promovido aos(às) servidores(as) públicos(as), uma vez que a aprovação desta reforma trará perdas significativas e brutais para toda a sociedade, que utiliza o serviço público.
As plenárias acontecerão de forma regionalizada e os(as) interessados(as) poderão optar pelos dias e turnos que melhor se encaixarem nas rotinas de trabalho. Aqueles(as) que não puderem assistir em sua regional poderão participar em outras regionais. Basta solicitar o link.
Ao todo teremos quatro dias de plenárias para debater este tema tão importante e necessário para todos(as) nós. As plenárias regionais serão encerradas com uma Live no dia 28 de outubro, às 19h, com o Mestre Marcos Rogério de Souza, da Associação dos Juristas pela Democracia (ABJD). A Live será transmitida nas redes sociais do Sinpro-DF (YouTube, Facebook e Instagram).
Confira os dias e as regionais:
Dia 21 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga.
Solicitar o link: Márcia Gilda (99952-2117), Alberto (99184-2331), Mônica (99163-7722), Luciano (99816-1148), Samuel (99276-3285), Elineide (99943-0217) e Sílvia (99271-7399).
Dia 26 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Plano Piloto, Guará, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo 1 e 2.
Solicitar o link: Vilmara (99279-6282), Ruth (99995-9049), Presilina (99901-9595), Ana Cristina (99961-2875) e Bernardo (98151-9068).
Dia 27 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Gama, Santa Maria, Samambaia e Recanto das Emas.
Solicitar o link: Letícia (99993-3063), Jairo (99987-8305), Leilane (99948-7390), Fernando (99965-8796), Carlos (99860-0901) e Dimas (99987-8315).
Dia 28 de outubro
Horário: 19h
Live com o Mestre Marcos Rogério de Souza, da Associação dos Juristas pela Democracia (ABJD).
Participe. Essa reforma afeta profunda e negativamente a vida de todos!
Papa pede um ‘pacto educacional mundial’ contra a atual ‘catástrofe’
Jornalista: Luis Ricardo
O papa pediu que “o grito das novas gerações” seja ouvido e que haja um novo “pacto educacional mundial”, diante de um mundo atormentado pela crise de saúde, econômica e também educacional. O pedido do pontífice foi divulgado em uma mensagem de vídeo transmitida hoje, por ocasião da inauguração do encontro sobre “Um pacto educacional global”, realizado na Universidade Lateranense de Roma.
“A covid possibilitou reconhecer globalmente que o que está em crise é nosso modo de entender a realidade e de nos relacionar. Neste contexto, vemos que as fórmulas simplistas ou os otimismos vãos não são suficientes”, alertou.
Em sua mensagem, o papa argentino reconheceu “o poder transformador da educação” para uma nova cultura, que possa gerar “uma mudança no modelo de desenvolvimento”, destacou. “Educar é apostar e dar ao presente a esperança que rompe os determinismos e fatalismos através dos quais o egoísmo dos fortes, o conformismo dos fracos e a ideologia dos utópicos tentam se impor tantas vezes como o único caminho possível”, advertiu.
“A educação se propõe como o antídoto natural da cultura individualista, que às vezes culmina em um verdadeiro culto ao eu e na primazia da indiferença. Nosso futuro não pode ser a divisão, o empobrecimento das escolhas de pensamento e imaginação, de escuta, de diálogo e de compreensão mútua. Nosso futuro não pode ser este”, insistiu.
O papa argentino fez seu pedido em um momento delicado, para o qual pediu que as pessoas sejam educadas a “não olhar para o outro lado favorecendo graves injustiças sociais, violações dos direitos, grandes pobrezas e exclusões humanas”, disse. Francisco citou dados recentes de órgãos internacionais, que reconhecem uma “catástrofe educacional” contra as cerca de dez milhões de crianças que podem ser obrigadas a abandonar a escola por causa da crise econômica gerada pelo Coronavírus.
“Isso aumenta a já alarmante brecha na educação, com mais de 250 milhões de crianças em idade escolar excluídas de qualquer atividade educacional”, lamentou. “Consideramos que é a hora de firmar um pacto educacional global para e com as gerações mais jovens”, acrescentou Francisco.
Ele defendeu também que “um mundo diferente é possível e requer que aprendamos a construí-lo, e isso envolve toda a nossa humanidade, tanto pessoal como comunitária”.
Um processo em que “a diversidade e as abordagens possam harmonizar na busca pelo bem comum. Capacidade para criar uma harmonia: é isso o que precisamos hoje”, concluiu.
Dia do Professor: o desafio de ensinar na pandemia
Jornalista: Luis Ricardo
O Jornal Correio Braziliense fez uma série de entrevistas com professores(as) e estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, em uma das homenagens ao Dia do Professor. Uma das entrevistadas, a professora Sandra Lino de Carvalho resolveu levar a bagagem que tem com o tema de Sentimentos e Oralidade para a Escola Classe 419 em Samambaia Norte.
Confira a reportagem completa abaixo:
O estabelecimento do Dia do professor no Brasil remete aos tempos do Império, quando o imperador D. Pedro I instituiu decreto que criou o ensino elementar. Em 1963, a data veio a ser oficializada por decreto federal. Antes disso, contudo, em 1947, um evento dedicado à confraternização entre professores e alunos ajudou a marcar 15 de outubro como um dia especial para os docentes. Na comemoração, um dos realizadores, o professor Salomão Becker, proferiu a seguinte frase: “Professor é profissão. Educador é missão”.
A citação do mestre, mesmo tendo sido dita há mais de 70 anos continua soando jovem em 2020. Este ano, em especial, foi desafiador para a profissão, pois, desde março, professores de todo o Brasil tiveram que se reinventar para atingir os alunos, cada um de sua casa. Mesmo que muitos não tinham nenhuma experiência com aulas a distância, os docentes toparam o desafio de se reinventar e mostraram que têm como verdadeira missão de vida educar, independentemente das condições*.
O Eu, Estudante reuniu histórias de professores espalhados pelo Distrito Federal que se destacaram na forma como driblaram os desafios impostos pelas aulas remotas. Ao todo, foram colhidos nove relatos, sendo sete de escola públicas, um de escola particular e um de instituição federal de ensino. No período entre as aulas, cada professor reservou um momento da rotina agitada para contar como tem sido enfrentar esses desafios.
Educar é uma tarefa especial
A pandemia não poupou nenhum segmento da educação, todos tiveram que lidar com o fechamento repentino das escolas. Contudo, vale lembrar que a educação especial não foi poupada. Professores dessa modalidade, que já se desafiavam diariamente para ensinar, tiveram que se reinventar. Nesse grupo está Maria Cristina da Silva de Jesus, 43 anos, que leciona para alunos com transtornos do espectro autista no Centro de Ensino Fundamental 101 do Recanto das Emas.
Maria Cristina da Silva de Jesus leciona na mesma turma para alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento no CEF 101 desde 2012(foto: Arquivo Pessoal)
No decorrer dos 22 anos de profissão, ela se apaixonou e se especializou pela área educação especial. Desde 2012, atua continuamente na mesma turma para alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento no CEF 101. A pandemia, porém, chacoalhou a rotina da professora e a forçou a reformular o método desenvolvido nesses oito anos. “Quando veio a pandemia ficamos naquela insegurança por trabalharmos com alunos especiais que têm pouca fala ou que não usam a verbalização”, lembra Maria Cristina.
“Eu tive, primeiramente, que conquistar a família, falar que era possível e que faríamos de tudo para que eles não desistissem. Primeiro, eu expliquei como acessar a plataforma, depois, todos os dias eu perguntava: ‘mãezinha, paizinho, ele conseguiu?”, recorda. Apesar do esforço em reter a atenção dos alunos, logo nos primeiros dias, a professora notou que não teve sucesso.
Porém, ela não receou em reformular seus métodos: começou a produzir vídeos curtos, de, no máximo, três minutos e meio, e que tivessem músicas. “Comecei a postar vídeos criativos, até aqueles que davam errado e as mães falavam que as crianças começaram a rir e que estavam conseguindo acompanhar”, lembra com entusiasmo. Maria também separou horários para atender cada aluno separadamente por videochamada. Ela viu sucesso no método desenvolvido com o apoio da gestão da escola.
Segundo Lídia Sena, 57, mãe de um dos alunos com transtorno do espectro autistas, não ocorreram maiores dificuldades na adaptação do filho às aulas on-line. Ela conta que foi explicando com jeito e ele aceitou, uma vez que ama as atividades da escola. No entanto, a mãe ressalta que o trabalho da professora foi muito importante nesse processo. “Está sendo muito bom o método que ela tem aplicado para, juntos, trabalharmos principalmente (no formato) on-line. A família está muito participativa, tanto eu quanto o meu esposo. Confesso que estou amando”, ressalta Lídia.
Lídia Sena, que é mãe de um dos alunos com transtorno do espectro autista, considera muito bom o método aplicado por Maria Cristina. Na foto, Lídia e o filho Daniel(foto: Arquivo Pessoal)
Maria considera que o ensino remoto levou para dentro da casa dos alunos o contato com os pais na realização das atividades. Segundo ela, a interação das famílias melhorou muito porque os pais tiveram corresponsabilidade na aprendizagem. “O modelo remoto é difícil e mais complicado? Sim. É um desafio porque a gente saiu da zona de conforto, mas valeu a pena”, afirma a professora.
Trazer a sala de aula para dentro de casa
O fechamento das escolas, apesar de necessário, pegou em cheio a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental. A professora Aldecy Passos, 45, da Escola Classe 410 da Asa Sul ressalta que a medida interrompeu, por um momento, o primeiro contato dos pequenos com a leitura e a escrita, muitos de seus alunos não conheciam nem mesmo as vogais. Portanto, ficou na mão dos professores alfabetizar pela tela do computador. Foi desafiador, mas ela conquistou bons resultados.
Aldecy Passos da Escola Classe 410 da Asa Sul se esforça para alfabetizar alunos a distância(foto: Arquivo Pessoal)
Aldecy leciona para o primeiro ano do ensino fundamental, série em que muitos dos alunos sequer passaram pela educação infantil. “Quando você é professora de 4° ou 5° ano, seus alunos já sabem ler, e mesmo assim o ensino a distância seria um desafio. Agora, imagine você pegar 23 crianças que nem mesmo conhecem as vogais e ter que ensiná-las on-line?”
A professora conta que o trabalho foi árduo para que elas não perdessem o ano letivo. Junto à escola, Aldecy elaborou kits com materiais escolares como massinha, cadernos e lápis que os pais puderam buscar na escola. Essa saída foi a forma encontrada pela professora de levar, na medida do possível, a sala de aula para dentro da casa de cada aluno. Contudo, a docente destaca a dificuldade no acesso à plataforma por muitos estudantes. Para contornar, ela optou pelo envio das atividades e explicações para o número de WhatsApp dos pais.
Kits com materiais escolares foram disponibilizados, na Escola Classe 410 da Asa Sul, para ajudar na alfabetização dos alunos(foto: Arquivo Pessoal)
“A gente vai sempre tentando formas de atingir os alunos. Em sala de aula não seria isso que eu iria fazer? Se a criança não está conseguindo aprender de uma forma, eu iria tentar outro jeito. Então, não é porque estou longe (que vou desistir deles)”, ressalta Aldecy. “Mesmo no formato remoto, eu vejo como meus alunos têm crescido e aprendido. Eu sempre falo para os pais que não é um ano perdido para os nossos pequenos. O máximo que eu puder ajudar, eu vou ajudar.”
“Como meu filho está com dificuldade de concentração a professora Aldecy preparou um kit com muitas atividades dentro. Muitos jogos, brincadeiras que ajudam na aprendizagem. Ainda estamos começando a mexer no kit, mas tenho certeza que será de imensa ajuda”, pondera Neila Santos Uecker, 52, mãe de um dos alunos de Aldecy. “Minha avaliação ao trabalho da professora Aldecy neste período de aulas on-line tem sido extremamente positiva. Ela é atenciosa, cuidadosa e, acima de tudo, faz um trabalho muito personalizado.”
Neila Santos Uecker é mãe de um dos alunos de Aldecy e tem certeza que será de imensa ajuda o uso dos kits nas aulas remotas(foto: Arquivo Pessoal)
Alfabetização a distância
Embora a Escola Classe Núcleo Rural Córrego do Atoleiro, em Planaltina, seja classificada pela Secretaria de Educação como urbana, a professora Caroline dos Anjos, 34, destaca que parte dos alunos lida com questões de área rural. A falta de acesso à internet, equipamentos ou mesmo atenção por parte dos pais é a realidade de muitos alunos da escola. “Cada um tem uma peculiaridade diferente, são várias dificuldades que a gente passa, seja financeira, seja de materiais, em muitos quesitos”, destaca a professora.
A professora Caroline dos Anjos busca incentivar a leitura mesmo à distância(foto: Arquivo Pessoal)
Aficionada por ensinar desde os 14 anos, quando dava aulas na igreja, Caroline desenvolveu gosto pela alfabetização de crianças. Atualmente, a professora leciona para o segundo ano do ensino fundamental. “Eu amo o que faço, gosto de estar em sala de aula com os meninos”, lembra a professora. No entanto, ela tem se desdobrado para alfabetizar os alunos a distância e encontrou uma solução criativa no uso de leituras diversificadas.
Logo na semana de ambientação, entre 22 de junho e 10 de julho, Caroline percebeu baixo engajamento dos estudantes, pois poucos retornavam as atividades. No entanto, foi no incentivo à leitura que a professora enxergou a saída para resgatar cada criança e evitar que perdessem o vínculo com a escola. “Mesmo que passem de ano com algumas dificuldades, tendo uma leitura fluente, eles conseguirão mais facilmente alcançar os objetivos”, ressalta.
No Projeto de Leitura Desafio Diário, a cada dia, a professora disponibiliza na plataforma de aulas ou envia por WhatsApp um texto para que os alunos do segundo ano apresentem a leitura por meio de vídeo, áudio gravado ou ligação telefônica. Depois da iniciativa, ela conta que o engajamento dos estudantes foi bem maior: dos 26 alunos presentes na turma, 20 já são bastante assíduos.
Iohara Hamine, 28, é mãe de um dos alunos beneficiados pelo projeto de leitura de Caroline. Ela conta que o filho, mesmo tendo dislexia, começou a ler durante as aulas a distância. “Com as aulas on-line e com o projeto de leitura, ele começou a ler. A dislexia é um problema que faz com que ele tenha muita dificuldade, mas com o projeto em que ela fica ligando e apoiando, ele começou a ter um bom desenvolvimento. A gente está tendo um resultado bem positivo com esse jeito da professora ensinar”, destaca a mãe.
Iohara Hamine é mãe de um dos alunos beneficiados pelo projeto de leitura da professora Caroline(foto: Arquivo Pessoal)
Ao fim de cada mês, a professora contrata um motoboy que entrega lembrancinhas na casa dos alunos que cumpriram todos os desafios propostos. “Para mim, isso é muito gratificante e muito bom ver que estamos conseguindo alcançar os alunos e que eles estão conseguindo participar”, afirma. “Eu tenho alunos que não estavam lendo no início do ano e que começaram a ler durante a pandemia. Então, vale a pena.”
Prover primeiro o básico
“Eu sempre acreditei que a educação pudesse trazer respostas melhores para o mundo. Então, sempre fui muito de acreditar que a gente consegue mudar para melhor as coisas. De todas as profissões que eu poderia escolher, acho que ensinar foi que me ajudou a seguir essa busca de tentar fazer alguma diferença”, relata Thailise Maressa, 33, que atua no Centro Educacional (CED) Fercal.
Até de peruca, chapéu de bruxa e réplica de uma caveira na mão enquanto ensina verbo transitivo, Thailise Maressa faz de tudo para chamar a atenção dos alunos nas aulas(foto: Arquivo Pessoal)
A escola em que trabalha está situada em uma das regiões administrativas com menor renda per capita do DF. As dificuldades eram diárias no modelo presencial e não foi diferente durante as aulas remotas. Segundo Thailise, a nova realidade desafiou completamente os professores que não estavam preparados para dar aulas com o intermédio da tecnologia. “Nós tivemos que nos reinventar, tudo que já dominávamos em sala de aula tivemos que adaptar”, destaca.
“Para a captação dos alunos, foi extremamente complicado. A Fercal tem muitas características de zona rural. Então, existem locais em que a comunicação é escassa ou inexistente, por isso, a gente teve muito trabalho para captar esses alunos”, conta a professora de língua portuguesa. Além disso, a escola teve que lidar com famílias com condições financeiras impactadas pela pandemia.
“Não tínhamos como exigir que o ensino fosse prioridade em uma família que não tem sequer o alimento. Então, a gente teve que parar nossa angústia interna diante da adaptação e pensar nas dificuldades individuais das famílias dos alunos”, relata Thailise. “Nós, professores, junto com a direção, decidimos fazer uma campanha para arrecadação de alimentos e cestas básicas para ir ao encontro dessas famílias que tinham como prioridade se alimentar e não estudar.”
As dificuldades não param por aí: com a falta de acesso, a professora conta que passou a enviar por WhatsApp as aulas, vídeos e áudios explicativos e formulários para atingir os alunos sem acesso. Até de peruca, chapéu de bruxa e réplica de uma caveira na mão enquanto ensina verbo transitivo, a professora faz de tudo para chamar a atenção dos alunos nas aulas. Porém, ela lamenta ver que muitos alunos que tinham bom desempenho nas aulas presenciais agora estão desestimulados. “A pandemia trouxe à tona diversas fragilidades da educação, a gente viu essas deficiências bem na nossa cara”, resigna-se.
Uma das alunas de Thailise, Júlia Paiva, 15, que está no 9° ano do ensino fundamental, destaca que o principal diferencial da professora é fazer vídeos se caracterizando como personagens para explicar o conteúdo. Segundo a estudante, outro ponto positivo da docente é o controle das atividades para não sobrecarregar os alunos durante as aulas remotas. “Ela é uma professora que está sempre disposta a ensinar aos alunos. Ela consegue tornar a aula mais interessante”, destaca a estudante
Júlia Paiva destaca que o principal diferencial da professora Thailise é fazer vídeos se caracterizando como personagens para explicar o conteúdo(foto: Arquivo Pessoal)
Gincana do Boa tarde
A professora Lourdes Cosmo, 57, que dá aulas para a turma do 5º ano no Centro de Ensino Fundamental Cerâmicas Reunidas Dom Bosco, atualmente, se divide entre a plataforma, onde dá aulas para oito alunos, e o WhatsApp, onde se encontram mais seis estudantes. Ela conta orgulhosa que, mesmo sendo uma escola na região rural de Planaltina, com diversas dificuldades de acesso, atingiu 100% dos alunos participando dos projetos que desenvolve remotamente.
A professora Lourdes Cosmo descobriu no ‘Boa tarde’ uma forma de engajar os alunos na plataforma(foto: Arquivo Pessoal)
Lourdes atua há 25 anos na sala de aula, já poderia ter se aposentado, mas decidiu permanecer na escola após ganhar o Prêmio Professores do Brasil, edição de 2018. Porém, ela lembra que, quando se deparou com o modo remoto de dar aulas, ficou receosa e se questionou sobre a aposentadoria. Mas enfrentou: “No começo, foi muito desafiador porque eu não tinha familiaridade com as tecnologias e não sabia nem o que era a plataforma. Mas fui aprendendo na raça.”
Na plataforma oferecida pelo GDF, existe um mural onde professores podem desenvolver suas atividades e alunos fazerem postagens. Foi nesse lugar que a professora quis fazer a diferença. Ela lançou um desafio para os alunos chamado Gincana de ‘Boa tarde’, em que, a cada dia, um aluno, professor ou convidado, fica encarregado de elaborar uma mensagem e postar na plataforma. Os conteúdos são trabalhados concomitantemente e os alunos são incentivados a responder uns aos outros.
O que começou com um incentivo a dizer boa tarde, virou um espaço pedagógico. Nessa mudança, o número de interações saltaram. Além disso, para os alunos que não podem acessar a plataforma, a professora recebe as atividades pelo WhatsApp e ela mesma posta no mural, para que os alunos não sejam excluídos. “Dessa forma, eu crio a interação entre todos eles”, diz a professora. “Eu trabalho na plataforma conteúdos que eles vão usar para a vida toda, eles são estimulados a serem protagonistas.”
Graciele Rodrigues, 30, conta que a filha Emanuelle Rodrigues, 10, gosta bastante da gincana do ‘Boa tarde’, pois envolve vários desafios diferentes que ajudam no aprendizado dos conteúdos. Emanuelle ressalta que a curiosidade de saber quem vai ser o desafiado do dia é o mais divertido da atividade. “A professora Lourdes é muito dedicada no que faz, é de uma atenção com alunos que nos surpreende sempre tentando fazer coisas diferentes que fazem com que os alunos gostem da aula dela”, reforça a mãe.
Graciele Rodrigues e a filha Emanuelle Rodrigues, que é aluna de Lourdes Cosmo, elogiam o projeto da professora(foto: Arquivo Pessoal)
Jogos nas aulas remotas
Não só os professores do ensino fundamental e médio tiveram que se desdobrar para envolver os alunos no formato on-line. Segundo a professora Laís Moreira Silva, 31, do Centro Interescolar de Línguas do Guará (CILG), o período de adaptação foi desafiador. Ela precisou motivar e, ao mesmo tempo, acalmar os estudantes que enfrentavam quadros de ansiedade ou que tiveram que lidar com perdas de amigos e familiares.
A professora Laís Moreira Silva, do Centro Interescolar de Línguas do Guará (CILG), utiliza jogos para tornar as aulas mais instigantes(foto: Arquivo Pessoal)
Mostrar-se disposta a apoiá-los, com suporte tanto tecnológico quanto emocional, foi a chave que a professora encontrou para que os alunos se acostumassem e se engajassem com as aulas remotas cada vez mais. Além disso, a Laís apostou no uso de jogos para tornar as aulas ainda mais instigantes.
“O ensino remoto é um desafio muito maior do que o presencial. Os alunos se dispersam com mais facilidade, se cansam mais rapidamente e acabam perdendo o interesse com o passar das aulas. Foi aí que a ideia dos jogos surgiu, pois ajuda muito a despertar o interesse da turma. O que tornaria nossas aulas especiais, seria trazer o dia a dia dos alunos para dentro das aulas remotas por meio da utilização de jogos para motivação e fixação do conteúdo”, ressalta a professora.
Além dos jogos, a professora viu nas aulas on-line uma oportunidade para utilizar materiais educacionais que são desenvolvidos com conteúdos presentes na cultura pop, como filmes, séries, músicas. “Muitas vezes, temos limitações em utilizar esses materiais em uma sala de aula tradicional, mas a utilização desses conteúdos com os meios tecnológicos disponíveis no sistema de educação a distância é praticamente ilimitada, o que tornou minhas aulas, não somente divertidas, mas também ricas em aprendizado”, destaca a professora.
“Os jogos são um ponto fundamental para a aprendizagem. Pois para aprender outro idioma, ainda mais na fase adulta, é primordial a prática. E de certa forma esses jogos auxiliam bastante. Além de servir para revisão da matéria,” destaca a aluna do segundo semestre de inglês no CILG Karoline Eleni, 27. “Me surpreendi com as aulas, pois o rendimento foi quase o mesmo de estar em aulas presenciais, e sem o estresse do deslocamento”
A aluna do segundo semestre de inglês no CILG Karoline Eleni considera que os jogos são um ponto fundamental para a aprendizagem(foto: Arquivo Pessoal)
O primeiro semestre letivo de 2020 foi finalizado no fim de setembro e a professora já consegue avaliar que a junção desses elementos resultou em um desempenho bastante satisfatório. Ela destaca que os alunos falam com gratidão dos momentos de diversão das aulas. “Só espero que esse período não desapareça da mente das pessoas quando tudo isso passar e que nós, professores, também sejamos lembrados assim como os grandes profissionais de saúde. Também somos heróis, que embora não tenhamos a capacidade de curar o corpo, fizemos o nosso melhor, tendo como objetivo curar a mente”, destaca Laís.
Renovar-se depois de anos
A professora do Centro Educacional Da Criança do Gama Dulce Helena da Silva, 51, já contabiliza 28 anos dando aulas. No entanto, o ensino remoto foi novidade na carreira. Ela não encontra outra palavra a não ser “desesperador” para definir o processo de adaptação. “É tudo novo, um novo formato. Por mais que a gente tenha acesso à tecnologia, muitas processos o professor não tem domínio com a máquina, mas tivemos que nos adequar de maneira bem rápida”, lembra Dulce.
Docente do Centro Educacional Da Criança do Gama, Dulce Helena da Silva já contabiliza 28 anos dando aulas e se desafiou na pandemia(foto: Arquivo Pessoal)
Às vésperas da aposentadoria, a professora topou o desafio, mas ficou nervosa perante à câmera do computador. Dulce conta que lidar com a possibilidade do julgamento de quem a observa a deixava extremamente apreensiva. “Só de imaginar dava um frio na barriga, um desespero e uma vontade de chorar. Era tudo muito novo”, ressalta. Mas, aos poucos, e com as orientações da gestão, ela foi se adaptando.
“Uma situação que a gente tinha no começo é que sabia o conteúdo e dominava, mas diante das câmeras parece que você não sabe mais nada, porque você está preocupado com quem está assistindo. Será que estou falando bem? Como será que vão me interpretar? Os pais estão me olhando? Porém, agora, depois de muito tempo, a rotina está mais tranquila e acredito que a gente tem que se reinventar todos os dias”, ressalta.
A mãe de aluno Suelen Barbosa, 36, se diz sem palavras para descrever o trabalho de Dulce na pandemia. Mesmo com as dificuldades de adaptação, ela considera que a qualidade do ensino continua impecável. “Foi difícil, pois foi novidade tanto para os professores quanto para os pais, mas, em um período muito curto, a gente se adaptou e foi super tranquilo”, ressalta. “Eu vejo que as aulas da professora Dulce estão sendo um desafio, mas que ela está cumprido com sucesso e muita dedicação.”
A mãe de aluno Suelen Barbosa se diz sem palavras para descrever o trabalho de Dulce na pandemia(foto: Arquivo Pessoal)
Além das aulas on-line, que são disponibilizadas na plataforma e no Youtube, a professora participa dos projetos especiais da escola, como o Funhouse, que busca levar diversão para dentro das casas por meio da entrega de kits e um evento remoto. Olhando em retrospecto, ela considera que valeu a pena o tortuoso caminho da inovação. “Nós não podemos ficar parados no tempo, temos sempre que estar se reinventando, sempre buscando o novo para estar lidando com essas situações”
Adaptação na educação superior
O professor da área de física do Instituto Federal de Brasília (IFB) Eryc de Oliveira Leão, 34, considera que diversas dificuldades ainda não foram superadas e que novos desafios sempre surgem durante as aulas remotas. O docente pensa que a forma como as relações vem sendo intermediadas pela tecnologia mudaram a dinâmica do contato entre professor e aluno. “Quando eu estava em ambiente presencial, eu não tinha essa dificuldade (de entender o aluno) porque era visível quem estava bem e quem estava mal, era só ler o rosto e a expressão da pessoa”, pondera.
O professor da área de física do Instituto Federal de Brasília (IFB) Eryc de Oliveira Leão considera que diversas dificuldades das aulas remotas ainda não foram superadas(foto: Arquivo Pessoal)
Ele ressalta que entre as principais dificuldades estão os desafios emocionais de muitos alunos, pois alguns sofrem pela perda de pessoas próximas como resultado da pandemia. Além disso, ele considera que a cultura escolar atual tem sido um fator dificultador, uma vez que existem alguns professore receosos em flexibilizam seus métodos e estudantes que não assumem o protagonismo no aprendizado. No entanto, ele tem feito o possível para compatibilizar o conteúdo com a nova rotina das aulas on-line.
Para os calouros do curso de física, Eryc leciona a disciplina de Cálculo 1. O professor destaca que esses alunos do primeiro semestre têm maior dificuldade de se adaptar ao curso e sofrem pelo choque de sair do médio para o superior. “Eu estou contornando essa dificuldade por meio de um contato semanal em que dou aulas de forma síncronas e também gravada. Eles também se beneficiaram porque já ministro esse curso há um tempo. Então, eles recebem minha experiência e os materiais produzidos. Estou me esforçando mais para que eles não evadam”, ressalta.
“Com relação aos estudantes avançados, que estão mais habituados ao estudo e à física como matéria difícil, os que já estão há um ano, dois ou três na instituição, eu tenho me dedicado mais à produção de material didático como guias de estudo para que eles tenham recursos para estudar”, lembra o professor. Como nesse estágio do curso é difícil que os fluxos de todos os alunos seja o mesmo, o professor tornou os prazos e as avaliações mais flexíveis.
Izabela Prado, 24, que está no 7º semestre do curso de licenciatura em física, ressalta que o professor leciona as aulas pelo Google meet, por vídeos no YouTube e utiliza o Telegram para ter um contato mais próximo com o aluno. Ela lembra que ele faz isso pensando na dinâmica doméstica, onde cada aluno enfrenta problemas particulares. “Dentro do possível em um curso de física, sua metodologia favorece a autonomia e liberdade do aluno, visando as complicações que essa pandemia pode provocar”, considera.
Izabela Prado, que está no sétimo semestre do curso de licenciatura em física, destaca a empatia do professor Eryc(foto: Arquivo Pessoal)
“Nesse semestre, além de professor, ele também faz parte de um núcleo de apoio aos estudantes nesse regime emergencial que estamos. Além das aulas, suas orientações são as maiores contribuições que temos. Sempre conectando pessoas, formando grupos de nichos de interesse para fortalecer nossas comunicações e união diante de tudo isso”, pondera a estudante. “Enfim, (ele está) sempre muito próximo e preocupado com nossas condições atuais e nosso futuro.”
A importância de falar dos sentimentos
A professora Sandra Lino de Carvalho, 43, resolveu levar a bagagem que tem com o tema de Sentimentos e Oralidade para a Escola Classe 419 em Samambaia Norte. Desde o período em que lecionava em modo presencial, Sandra valoriza esse tema dentro da sala de aula. Agora, no período de pandemia, ela introduziu a temática dos sentimentos e da expressão para as aulas on-line, pois revelou ser uma ferramenta para melhor compreender a situação emocional dos estudantes.
A professora Sandra Lino de Carvalho resolveu levar a bagagem que tem com o tema de Sentimentos e Oralidade para a Escola Classe 419 em Samambaia Norte (foto: Arquivo Pessoal)
“Eu percebi (entre os estudante) muita ansiedade e tristeza, situações de angústia. Em algumas chamadas de vídeo, eu pude perceber (essa situação). Mas sempre (tento estar) passando algo de bom para eles e sempre explicando que (o isolamento social) é para o nosso bem, mas que virtualmente a gente estava próximo”, ressalta a professora do 2° ano do ensino fundamental.
A característica de querer doar carinho e afetividade foi o que levou Sandra ao magistério. Já se passaram 21 anos de profissão, mas esses ainda são traços que ela valoriza e busca passar para os estudantes. O trabalho de sentimentos e oralidade foi a forma que ela encontrou e já vê resultados. Em uma das atividades, por exemplo, ela pede que cada aluno grave um vídeo declarando os sentimentos para um colega. Ela destaca que o trabalho vai além da sala de aula, pois não basta trabalhar só com os estudantes, mas também com os pais.
Eduarda Fernandes, 29, que é mãe de uma aluna de Sandra, considera importante o projeto, pois percebe a filha ansiosa por ficar em casa durante a quarentena. Ela destaca que, com o projeto, a filha pôde se expressar melhor e brincar de forma lúdica, o que ajuda muito no período de isolamento social. “Os resultados são bem significativos e proporcionam total diferença no nosso dia a dia, além de aproximar mais minha filha e eu, nós também nos divertimos muito”, pondera.
Eduarda Fernandes, que é mãe de aluna, considera importante o projeto, pois percebe a filha ansiosa por ficar em casa durante a quarentena.(foto: Arquivo Pessoal)
Ibaneis terá que explicar na justiça ataque feito a sindicalistas
Jornalista: Vanessa Galassi
CUT-DF, Sinpro-DF, Sindicato dos Urbanitários no DF (Stiu-DF) e várias outras entidades foram à justiça questionar o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), sobre as acusações feitas durante discurso no Sol Nascente. Em evento que inaugurou o programa Energia Legal no Distrito Federal, funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB) e dirigentes sindicais realizaram manifestação contra a privatização da estatal, que está em processo avançado. Irritado com a presença dos manifestantes, Ibaneis proferiu uma série de ataques ao grupo que ganhou repercussão nacional.
Segundo áudio que circula nas redes sociais, o chefe do executivo afirmou que sindicalistas são responsáveis pela suposta crise na CEB e pela falta de energia elétrica nas regiões de baixa renda do DF. “Essa empresa, que foi mal gerida pelos sindicalistas que ficaram nos últimos governos, estava quebrada e que vocês hoje passam dificuldades e que não têm energia exatamente porque o dinheiro ficou nas mãos deles. Que são eles que embolsam o dinheiro que era para estar colocando energia na casa de vocês todos. Esses recursos ficam na mão desses sindicalistas e desses que ficam lá dentro de seus gabinetes”, disse.
Indignados com a fala do governador, vários sindicatos prestaram solidariedade ao STIU-DF e aos trabalhadores da CEB, mas também se sentiram ofendidos pelos insultos e assinaram juntos a ação. (Veja abaixo a lista completa).
Na ação ─ protocolada nessa quarta-feira (14) no TJDFT ─ as entidades cobram que o governador explique na Justiça quais são os nomes dos sindicatos e dos sindicalistas que embolsaram o dinheiro que seria investido em energia elétrica, quando esses fatos ocorreram e quais os valores implicados. O processo interroga ainda se Ibaneis possui provas ou indícios das afirmações públicas que fez no Sol Nascente. Caso as possua, os sindicatos questionam o porquê de o governador não ter tomado nenhuma atitude para coibir tais práticas, já que se trata de crime legalmente previsto.
“A fala de Ibaneis não foi um ataque apenas aos dirigentes do Stiu-DF. Foi mais um ataque a todo o movimento sindical que faz a luta diária em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras. Porém, que fique claro que isso não vai intimidar a nossa mobilização contra a privatização da CEB e de outras estatais. Seguiremos unidos, mobilizados e prontos para barrar esse projeto entreguista”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
Crime Institucional
De acordo com o advogado que representa os trabalhadores na ação, Jonatas Moreth, o discurso agressivo do governador contra os sindicalistas pode ser entendido como assédio institucional de natureza organizacional. Esse tipo de assédio caracteriza-se por um conjunto de discursos, falas e posicionamentos públicos ─ direta ou indiretamente ─ de gestores em posições hierárquicas superiores, que resultam em constrangimentos, desqualificações e deslegitimações de servidores e empregados públicos.
“Sem citar um fato sequer, de forma genérica, o governador, ocupando o mais alto cargo da Administração Pública do DF, ataca o conjunto dos sindicalistas e demais trabalhadores que, em algum momento, ocuparam espaços de direção nas empresas estatais.
Para Moreth, a postura do govenador do DF é bastante similar aos discursos do ministro da Economia, Paulo Guedes, que também, sem citar fatos ou argumentos, ataca constantemente os servidores públicos. Em evento realizado no Rio de Janeiro no início do ano, por exemplo, Guedes chegou a chamar os servidores de parasitas. “Tais práticas precisam, além das respostas políticas, serem enfrentadas também juridicamente”, afirmou o advogado.
Assinam a ação
Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Federação dos Urbanitários do Centro-Norte (FURCEN)
Sindicato dos Bancários de Brasília
Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF)
Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc)
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF)
Sindicato dos Servidores do Detran do DF (Sindetran-DF)
Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF)
Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF)
Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no DF (SAE)
Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-DF)
Dia do Professor: educadora do DF celebra 51 anos de profissão e pede mais valorização para categoria
Jornalista: Vanessa Galassi
Por Walder Galvão, G1 DF | Reprodução
Nascida no Ceará e criada na Paraíba, Maria Holanda Lopes Carvalho, de 81 anos, chegou ao Distrito Federal em 1975. “Em busca de melhores condições de vida”, ela construiu a vida na capital como educadora. Nesta quinta-feira (15), celebra seu 51° Dia dos Professores e afirma que a categoria teve conquistas, mas ainda precisa ser valorizada.
“Se eu nascesse outra vez, seria professora. É um trabalho que não me cansa”, ressaltou.
A paixão de Holanda pela educação surgiu ainda na Paraíba. Ao G1, ela contou que trabalhava na escola de uma igreja católica da região, quando decidiu se especializar na área. Ao chegar na capital, desempregada, ela conseguiu uma oportunidade em uma creche. Em 1994, se aposentou e deixou as salas de aula, mas continua ativa na busca dos direitos da categoria.
Nos anos em que lecionou, Holanda reuniu uma série de histórias que, hoje, guarda como se fossem uma coleção: dividir merenda com os alunos, aguardar a chuva passar para conseguir chegar à escola, ter que se reinventar para conseguir ir ao trabalho com os filhos.
Apesar das dificuldades, ela afirma que a carreira também trouxe conquistas. Autora de três livros, um infantil e outros dois sobre questões sindicais, ela recebeu os títulos de Cidadã Honorária de Taguatinga, em 2011, e de Brasília, em 2013.
Maria Holanda Lopes Carvalho 81 anos comemora o seu 51° Dia dos Professores — Foto: Arquivo pessoal
Leia a entrevista G1: Como você decidiu ser professora e como foi sua formação?
Professora Holanda: Quando cheguei ao Distrito Federal, comecei a trabalhar em uma creche. Tinha um curso nesse sentido, que fiz na Paraíba. Essa unidade onde prestava serviço era vinculada ao governo, porém, ela fechou. Em seguida, fui transferida para a Secretaria de Educação e decidi estudar para prestar concurso público. Por volta de 1985, comecei na Faculdade de Artes Dulcina De Moraes. Depois, me formei em artes cênicas, passei em três concursos de diferentes níveis da educação, e comecei a dar aulas em Taguatinga e no Gama.
G1: Como era o cenário da educação quando você começou a lecionar?
Professora Holanda: Tinha muitas dificuldades, mas, acima de tudo, o respeito dos alunos pelos professores era maior. Hoje, a gente percebe que parte disso se perdeu. Têm colegas de profissão que sofrem violência. Lembro que entrava na sala de aula e cantava o Hino Nacional com os estudantes, promovíamos trabalhos, rezávamos e ríamos muito.
G1: Qual era a sua relação com os alunos?
Professora Holanda: Na hora do meu almoço, eu costumava sair para visitar meus alunos. Gostava de saber a situação financeira e cultural deles, para saber como ministrar as aulas. Morava e trabalhava em Taguatinga, e, na época, era uma comunidade muito carente. Então, queria me integrar também.
“Trabalhei em várias escolas de Taguatinga e uma no Gama. Até hoje tenho uma relação boa com meus ex-alunos. Não tem um que eu não veja na rua que não fale comigo. Minha filha abriu uma escola e todos filhos de antigos estudantes meus estão matriculados lá”.
G1: Do que mais sente falta de dentro da sala de aula? Professora Holanda: Do aconchego com os alunos, do amor, da troca de ideias e do respeito que eles tinham com a gente. Era uma amizade muito boa. Sinto muita falta de tudo disso, mas sei que também faço falta para a educação do Distrito Federal.
Maria Holanda Lopes Carvalho, 81defende que a categoria precisa ser mais valorizada —Foto: Arquivo pessoal
G1: O que você acha que mais mudou na educação do DF ao longo dos anos?
Professora Holanda: Acredito que, hoje, os pais não têm mais tanto tempo com os filhos como antigamente. Agora, do ponto de vista de uma comunidade carente, que é a minha realidade, os professores têm um papel a mais na vida dos alunos, além do de apresentar conteúdos. Além disso, vejo que o respeito dos estudantes com os educadores diminuiu muito.
G1: Como você acha que seria trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus?
Professora Holanda: Para mim, seria muito difícil. Primeiro, porque não tenho imunidade. E segundo, porque acho que os professores não foram preparados para dar aula online e tiveram que aprender tudo muito rápido, do nada.
“Além disso, acho que aluno e professor tem que ter aquele contato, de pergunta e resposta. Considero que aquela conexão dentro de sala de aula é muito importante”.
G1: Como foi receber os títulos de Cidadã Honorária de Brasília e Taguatinga?
Professora Holanda: Fiquei muito feliz por esse reconhecimento. O que mais agradeço a Deus é porque ganhei esses títulos em função do meu trabalho e não da minha pessoa.
G1: Como é sua atuação dentro do sindicalismo?
Professora Holanda – Fui delegada sindical, e diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro). Me aposentei, mas continuo na militância. Não perco nenhuma assembleia, e, inclusive, canto paródias para satirizar a situação dos professores.
“Conseguimos alguma conquistas, mas todas com a luta sindical. Nunca recebemos nada de graça do governo e sempre fizemos greves, que foram repostas com horas extras depois. Professor é muito corajoso”.
“Se eu nascesse outra vez, seria professora”, diz Maria Holanda Lopes Carvalho, 81. — Foto: Arquivo pessoal
G1: Hoje, do quê a categoria precisa?
Professora Holanda: Acho que o professor não sabe o valor que tem. Sem falsa modéstia, somos as pessoas mais importantes do mundo. Tiramos pessoas da escuridão, ensinando a ler. Quando a pessoa sabe disso, ela pode conhecer o mundo, saber se expressar e reivindicar os próprios direitos.
Todos precisam passar pela escola. Portanto, acho que não somos valorizados. Os governos deixam nossa categoria por último.
G1: O que significa o Dia do Professor para você?
Professora Holanda: Para mim, é muito importante. Todo dia é dia do professor, mas ter um momento de reconhecimento é muito bom. Recebo sempre ligações de colegas de profissão. Se eu nascesse outra vez, seria professora. É um trabalho que fiz e não me cansa.
“Uma filha minha que faleceu era professora, formada em letras, outra é dona de escola e tenho um neto, estudante de direito, que dá aulas de reforço. A educação é muito presente aqui em casa, graças a Deus”.
Plenárias regionais dão início aos debates sobre a reforma administrativa
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro deu início às plenárias regionais nessa quarta-feira (14) debatendo Os impactos da Reforma Administrativa para os Serviços Públicos. Como as plenárias estão acontecendo de forma regionalizada, hoje participaram os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade de Sobradinho, Planaltina, Paranoá e São Sebastião.
Além de ser uma pauta de interesse da categoria e dos(as) trabalhadores(as) de uma forma geral, o debate sobre a reforma Administrativa é crucial e necessário devido aos ataques que o governo federal tem promovido aos(às) servidores(as) públicos(as), e pelo fato de em caso de aprovação desta reforma, termos perdas significativas e brutais para toda a sociedade, que utiliza o serviço público.
Segundo a diretora do Sinpro Luciana Custódio, começamos a entender que tudo está sendo construído de forma articulada. Para ela, uma contrarreforma não é construída no Senado ou na Câmara desvinculada de um governo entreguista. “O que vivemos no Brasil há um tempo é um governo entreguista atrelado aos interesses internacionais. Desaparelhar o Estado prejudica o servidor público, retirando dele todos os seus direitos, e a sociedade, que precisa usar estes serviços. É um tsunami que vem com efeito devastador de perdas”, salienta a diretora.
O projeto de governo de Jair Bolsonaro é bem definido: ele quer entregar o patrimônio brasileiro ao setor privado e desmontar o serviço público de tal modo que, daqui a pouco, os brasileiros terão de pagar por tudo.
Para Melquizedek Garcia, diretor do Sinpro, a classe trabalhadora tem sido atacada constantemente e isto fica bem claro com aquilo que está sendo implantado hoje no Brasil. “Se observarmos a reforma Trabalhista, que tem um grau de perversidade gigantesco para com o trabalhador, nós vemos que os ataques iniciaram no governo Temer, estabelecendo uma diferenciação entre o trabalhador e o empresariado. Com o argumento de ser um mecanismo para aumentar o número de empregos e aquecer a economia, hoje vemos que isto não aconteceu e precarizou todas as relações de trabalho. Agora, com o governo Bolsonaro, vemos mais um golpe na classe trabalhadora, radicalizando ainda mais as relações de trabalho. Nossa luta é para impedir a reforma Administrativa”, argumenta.
As plenárias acontecerão de forma regionalizada e os(as) interessados(as) poderão optar pelos dias e turnos que melhor se encaixarem nas rotinas de trabalho. Aqueles(as) que não puderem assistir em sua regional poderão participar em outras regionais. Basta solicitar o link.
Ainda teremos três dias de plenárias para debater este tema tão importante e necessário para todos(as) nós. As plenárias regionais serão encerradas com uma Live no dia 28 de outubro, às 19h, com o Mestre Marcos Rogério de Souza, da Associação dos Juristas pela Democracia (ABJD). A Live será transmitida nas redes sociais do Sinpro-DF (YouTube, Facebook e Instagram).
Confira os dias e as regionais:
Dia 21 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga.
Solicitar o link: Márcia Gilda (99952-2117), Alberto (99184-2331), Mônica (99163-7722), Luciano (99816-1148), Samuel (99276-3285), Elineide (99943-0217) e Sílvia (99271-7399).
Dia 26 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Plano Piloto, Guará, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo 1 e 2.
Solicitar o link: Vilmara (99279-6282), Ruth (99995-9049), Presilina (99901-9595), Ana Cristina (99961-2875) e Bernardo (98151-9068).
Dia 27 de outubro
Horário: 9h e 14h
Regiões: Gama, Santa Maria, Samambaia e Recanto das Emas.
Solicitar o link: Letícia (99993-3063), Jairo (99987-8305), Leilane (99948-7390), Fernando (99965-8796), Carlos (99860-0901) e Dimas (99987-8315).
Dia 28 de outubro
Horário: 19h
Live com o Mestre Marcos Rogério de Souza, da Associação dos Juristas pela Democracia (ABJD).
Participe. Essa reforma afeta profunda e negativamente a vida de todos!