Sinpro convida delegados e representantes sindicais para reunião nesta terça (08)

O Sinpro convida os(as) delegados(as) e representantes sindicais para uma reunião com a direção do sindicato nesta terça-feira (08), às 19h. A reunião terá como tema Desafios da Educação pública em tempos de pandemia e terá a participação da professora doutora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Edileuza Fernandes.

A reunião será feita pela plataforma “Zoom”. Se você ainda não instalou o aplicativo do “Zoom”, o link te direcionará para a ‘Play Store’ (celulares Android) ou ‘App Store’ (celulares Apple).

Para baixar em celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings  

Para baixar em celulares Apple: https://apps.apple.com/br/app/zoom-cloud-meetings/id546505307

Os(as) interessados(as) em participar da reunião deverão confirmar participação pelos telefones abaixo (WhatsApp) para que possam receber o link uma hora antes da abertura da sala virtual. Participe!

 

1 – Brazlandia/Ceilândia/Taguatinga

Mônica 99951-6710

Márcia Gilda 9952-2117

 

2– Plano Piloto/Guará/Núcleo Bandeirante/Paranoá/São Sebastião/ Candangolândia/Riacho Fundo I/Park Way/ 

Melqui 99677-1501

Ruth 99995-9049

 

3 – Santa Maria/Gama/Recanto/RF II/Samambaia

Carolina 99951-6410

Leilane 99948-7390

Carlos 99860-0901

 

4 – Planaltina/Sobradinho

Vanilce 99685-4997

Consuelita 99836-0396

Atenção para os novos números do jurídico do Sinpro

Com o objetivo de facilitar e melhorar ainda mais o atendimento aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais, a Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinpro está disponibilizando novos números telefônicos para o atendimento da categoria. Diante do isolamento social devido à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o Sinpro mantém o atendimento jurídico normalmente, mas por telefone e WhatsApp.

Para facilitar a visualização de todos os contatos, o sindicato criou uma aba em nossa página para facilitar a pesquisa por parte da categoria.

Neste momento de pandemia, todos os esforços são fundamentais para evitar a propagação da doença. Fique em casa e mantenha o isolamento social.

Confira abaixo cada área e seus respectivos contatos:

 

– Jurídico sede – 99122-5025 / 99996-5854 /99611-9715 / 99976-3698 / 99924-3398.

-Saúde – 99244-3839

– Administração – 9978-2804

– Cadastro – 991612072

– Subsede Taguatinga – 992452122 / 99964-9263 a 99963- 3982

– Subsede Gama – 99167-2846

– Subsede Planaltina -99323 – 8114

Sinpro-DF deflagra campanha 2020 de prevenção ao suicídio

O Sinpro-DF lançou, nessa segunda-feira (1º/9), a campanha 2020 contra o suicídio para a categoria do magistério. Confira ao final do texto os vídeos sobre o tema. Este ano, o sindicato esclarece que um dos motivos dos altos índices de suicídio no Brasil e no mundo é o preconceito e alerta para a necessidade de acolhimento e escuta.

“Esse assunto já foi um tabu muito maior, mas, apesar dos esclarecimentos da ciência, ainda encontra dificuldades na identificação de sinais, de oferta e de busca por ajuda justamente por causa dos preconceitos e da falta de informações. Portanto, acolha e escute”, aconselha Alberto de Oliveira Ribeiro, coordenador da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF.

Na classificação Organização Mundial de Saúde (OMS) – organismo que instituiu o 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e o mês dedicado a essa conscientização –, o Brasil está em oitavo lugar entre os países com o maior número de suicídio. É a segunda principal causa de mortes entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), cujo número é o 192, informa que o atendimento relacionado ao suicídio cresceu 40% durante a pandemia. De acordo com a OMS, a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio em algum lugar do mundo. Isso significa que, em um ano, mais de 800 mil pessoas perdem a vida, todos os anos, dessa forma.

Os principais fatores de risco são a tentativa prévia de suicídio; uso abusivo de substâncias psicoativas; transtorno mental; históricos de violências, traumas, abusos físicos, negligência e abandono; dificuldade em processar perdas e em lidar com a impotência; doenças crônicas e terminais. A OMS informa que 79% dos suicídios no planeta ocorrem em países de baixa e média renda.

Luciane Kozicz, psicóloga do Sinpro-DF,  afirma que é importante todos(as) estarem atentos(as) aos sinais de alerta das pessoas com quem se convive. “É fundamental dar espaço para que elas falem sobre a própria dor. É muito difícil, num mundo de onipotentes, falar de fracassos, mas é fundamental dialogar. Falar sobre o suicídio é uma forma de desconstruir o tabu sobre o tema. Afinal, todos nós passamos por momentos ruins na vida e poder lidar com eles, saber que eles são menores do que o todo e que pendemos vencê-los, é um sinal de ajuda”, orienta.

Ela diz que é possível ajudar. “Como ajudar? Com diálogos com transparência, em locais que ofereçam privacidade, em tom acolhedor, sem nenhum tipo de preconceito e nem com interrupção na fala do outro. Demonstrar interesse. Evitar expressões que vão diminuir o como as pessoas se sentem, do tipo: “isso é bobagem”. Ou dar fórmulas: “procure a igreja”. E, por fim, tratar”, informa.

O Sinpro-DF oferece à categoria um serviço de psicologia que faz o acolhimento, diversos CAP no Distrito Federal e no Brasil inteiro. Alberto Ribeiro também alerta para o problema do homeschooling e cita esse tipo de abordagem da educação como mais um impedimento e mais um exemplo de como não prevenir o suicídio e outros problemas da criança e do adolescente, perceptíveis por profissionais capacitados, como os professores e os orientadores educacionais.

“O homeschooling ou unschooling, que querem implantar no DF, é, na verdade, um sistema de desescolarizaçao que pode piorar, dentre outras coisas, o número de suicídios porque é na escola que os professores e os orientadores educacionais, profissionais mais capacitadas para traçarem uma avaliação do comportamento da criança, detectam os sinais. Os pais estão emocionalmente envolvidos e fica difícil para eles assumirem essa tarefa. Estar fora da escola é um grande fator de risco porque os professores estão, no dia a dia, com os(as) estudantes e com o olhar profissional sobre eles(as)”, afirma o diretor.

SAIBA +
Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza, nacionalmente, o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano. A ABP informa que são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Alerta para o aumento do número de casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Confira, a seguir, curta e divulgue os vídeos da campanha do Sinpro-DF de prevenção ao suicídio. 

Episódio 1

Episódio 2
https://m.facebook.com/watch/?v=365119577755819&_rdr

Episódio 3
https://m.facebook.com/watch/?v=397680097588274&_rdr

Episódio 4
https://m.facebook.com/watch/?v=1240407576141858&_rdr

Professor Frigotto discute educação na pandemia e futuro do currículo

O programa TV Sinpro lança, nesta semana, uma nova agenda de temas exclusivamente pedagógicos para discutir o futuro da educação pública durante e após a pandemia. O primeiro programa com essa linha editorial será apresentado, nesta quarta-feira (2/9), às 19h, com um diálogo virtual com o professor educador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gaudêncio Frigotto, sobre “currículo e conteúdos significativos na educação com uso de tecnologias em tempo de pandemia”.

Intermediado por Berenice D’arc, diretora do Sinpro-DF, o debate será transmitido pelos canais do Sinpro-DF na Internet – Facebook, YouTube e Instagram – e pela TV Comunitária, no canal 12 da NET. A ideia é trazer para a discussão o currículo escolar e o percurso a seguir em relação ao conteúdo formal no sentido de amenizar as perdas impostas pela pandemia do novo coronavírus aos estudantes.

“É fundamental que se discuta o currículo à luz deste momento tão difícil, que temos nosso olhar voltado para uma pandemia altamente letal, que tira vidas e maltrada a todos pedagógica e psicologicamente por causa do não estabelecimento de uma inclusão digital que coloca à margem uma parte importante dos estudantes”, afirma a diretora do sindicato.

O debate com Frigotto tem o objetivo de iniciar esse diálogo com a categoria sobre a construção de um currículo capaz de possibilitar a interação dos estudantes com os conteúdos significativos, amenizar as dificuldades pedagógicas e de aprendizagem que este ano impôs a milhares de estudantes e apontar para o ano de 2021.

O professor Gaudêncio Frigotto tem explicado, em várias ocasiões durante a pandemia, diferentemente daquilo que os meios de comunicação apregoam, o tão chamado salto de 5 anos em 6 meses para a expansão da EaD no Brasil ainda é uma falácia. Ele denuncia a existência de 12 milhões de analfabetos absolutos no País, 38 milhões de alfabetizados funcionalmente (pessoas que apenas escrevem o próprio nome) e 47% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, na maioria absoluta são mulheres pobres com muitos filhos.

Não perca! TV Sinpro, excepcionalmente nesta quarta-feira (2/9), às 19h, ao vivo, pelas redes sociais do Sinpro-DF e TV Comunitária no canal 12 da NET.

O TV Sinpro é um programa de TV transmitido, ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pela TV Comunitária no canal 12 da NET-DF e também pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF e TVCom.

As reprises são exibidas durante a semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

Sinpro-DF  realiza live sobre professor do contrato temporário nesta quinta (3/9)

O Sinpro-DF realizará uma live, nesta quinta-feira (3/9), às 20h, nas redes sociais do sindicato, sobre o(a) professor(a) do contrato temporário. A apresentação ao vivo divulgará o conteúdo e esclarecimentos das dúvidas relatadas no levantamento realizado pelo canal virtual aberto, entre 25 e 30 de agosto, para reflexão sobre a realidade do(a) professor(a) do contrato temporário no Distrito Federal.

Na live, o sindicato receberá vários(as) convidados(as), tais como especialistas em educação para debater como e quanto a precarização das relações de trabalho é prejudicial para a qualidade da educação. Haverá também a participação do Conselho de Saúde para falar sobre a pandemia. Contará ainda com a participação da assessoria jurídica do Sinpro-DF para esclarecimentos, além de um debate sobre a educação em tempo de pandemia e precarização da profissão professor.

A ideia é realizar um programa sucinto, esclarecendo dúvidas para fortalecer este segmento da categoria que já ultrapassa os 10 mil professores(as) para 24 mil efetivos. Ou seja, o contrato temporário já representa mais de um terço da força de trabalho nas escolas. Dados da própria Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) indicam que dois terços de professores em sala de aula são de contrato temporário.

A live será transmitida pelo YouTube, Facebook e Instagram do Sinpro-DF. Não perca! Participe!

Sinpro-DF contesta terceirização da merenda escolar e aprova cancelamento do pregão eletrônico

Depois de questionamentos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e da Controladoria-Geral do Distrito Federal, o secretário de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Leandro Cruz, revogou o Pregão Eletrônico nº 03/2020 da terceirização da merenda escola.

Informações da SEEDF dão conta de que um novo processo licitatório será feito em momento oportuno, conforme os apontamentos feitos pelos órgãos de controle. A estimativa para o Pregão 03/2020 era de R$ 375 milhões. As empresas vencedoras ficariam responsáveis pela aquisição, guarda, preparo e distribuição da merenda.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF é contra a terceirização da merenda escolar. É papel do governo a melhoria da qualidade do lanche servido aos estudantes da rede pública de ensino do DF, assim como a construção de refeitórios e reformas das cantinas das unidades escolares.

“Nossos estudantes merecem uma merenda de qualidade, e esse valor de mais de mais 370 milhões de reais que seria gasto com o pregão da terceirização que foi cancelado serviria para enriquecer empresários e lobistas”, afirma Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF e membro do Conselho de Alimentação Escolar.

“Esperamos que essa decisão da SEEDF não seja provisória e, sim, definitiva contra a terceirização, pois os recursos públicos, principalmente em se tratando da merenda escolar, que muitas vezes é a única refeição que o estudante faz no dia, deve ser administrado com responsabilidade e transparência pelo governo, e não enriquecendo empresários para servirem marmitas de baixa qualidade para os nossos estudantes, a preços que, muitas vezes, são superfaturados”, denuncia.

O diretor informa que se o GDF insistir nesse tipo de “pregão”, não só a comida distribuída nas escolas do DF estará ameaçada de perder a qualidade, mas também ameaçará toda uma rede de agricultores familiares, com produção de alimentos orgânicos, que serve, hoje, as escolas. Também colocará em risco os empregos dos funcionários das empresas terceirizadas que atuam nas cantinas. “Isso poderá acontecer se o GDF realizar o pregão porque a empresa que vencer ficará responsável pela compra, guarda e fornecimento de marmitas aos estudantes”.

SAIBA +
Apesar dos desinvestimentos federal e distrital do Estado nas áreas sociais resultantes da Emenda Constitucional nº 95/2016, o Brasil ainda é o maior programa de alimentação escolar do mundo. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve continuar sendo universal e gratuito.

“A alimentação escolar também tem um caráter pedagógico, pois a escola não deve ser apenas um refeitório e, sim, um local em que as crianças aprendem como é feita a alimentação saudável. A merenda escolar não pode ser terceirizada da mesma forma como ocorre nas indústrias”, afirma Fernandes.

A Lei n° 11.947, de 16 de junho de 2009, determina que pelo menos 30% do valor repassado a estados, municípios e  Distrito Federal pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve ser utilizados na compra de gêneros alimentícios, diretamente, da agricultura familiar  e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações,  priorizando-se os assentamentos da reforma agrária,  as comunidades tradicionais indígenas e as comunidades quilombolas.

 

Educação domiciliar: mais um ataque à educação

O Sinpro-DF convida a todos(as) para participar da live intitulada “A melhor escola da minha vida é a minha escola!”, nesta terça-feira (1º/9), às 20h, sobre educação domiciliar no Distrito Federal. A live será transmitida pelo Facebook e YouTube do Sinpro-DF e pela TV Comunitária, no canal 12 da NET.

Para falar sobre o tema, o sindicato convidou o professor de direito José Gerado de Sousa Junior, ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Roberta Guedes, gerente da Câmara de Educação Básica da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e membro do Fórum Nacional de Educação; Marilene Carvalho, professora da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF); Vânia Rego, professora mestra da SEEDF; Eduardo Pereira, estudante do Ensino Fundamental; Mariana Braga, estudante do Ensino Médio.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF questiona a ação do governo Ibaneis Rocha (MDB) de querer usar a pandemia do novo coronavírus como desculpa para infringir a Constituição Federal e atender a um grupo restrito de pessoas organizadas que querem dar legalidade ao homeschooling – uma forma de apartheid educacional – e criar um mundo só para elas, com uso do dinheiro público. No entendimento do Sinpro-DF, com o Projeto de Lei nº 1.268/2020, o Governo do Distrito Federal (GDF) fragiliza a educação de um modo geral, incluindo aí a educação pública.

“Em vez de usar a pandemia para descaracterizar o papel da escola e suprimir o direito da criança e do adolescente do seu convívio social, o governo do DF deveria investir o tempo e o dinheiro público no fortalecimento da gestão democrática porque a educação precisa das famílias atuando dentro das escolas, especialmente neste momento de pandemia, em que precisamos de discutir, de forma democrática, de que escola queremos no pós-pandemia”, afirma.

O GDF enviou o PL n 1.268/2020 à Câmara Legislativa o Projeto de Lei (PL)  para tramitar em caráter de urgência, a fim de aprovar uma modalidade de educação que não está regulamentada na Constituição Federal e que já começa com vício de origem. A CLDF realizou audiência pública sobre o tema no dia 18 de agosto.

Sinpro-DF lança vídeo e agradece comunidade pela campanha contra a volta às aulas presenciais

O Sinpro-DF lança, nesta segunda-feira (31), novo vídeo para agradecer a todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, pais, mães e responsáveis, entre outras pessoas da comunidade escolar, que participaram das campanhas do sindicato contra a volta às aulas presenciais e conseguiram reverter o projeto do Governo do Distrito Federal (GDF) de retomá-las a partir desta segunda.

Graças à grande mobilização que o Sinpro-DF realizou e que só teve sucesso por causa da participação da comunidade escolar, o GDF recuou e suspendeu o retorno das atividades presenciais nesta segunda-feira (31). Caso fossem retomadas, iriam representar o genocídio de milhares de pessoas por causa do risco de contaminação e morte entre professores(as), orientadores(as) educacionais, servidores(as) da assistência, estudantes e as respectivas famílias.

O sindicato agradece a todos(as) que se uniram para dizer não ao retorno presencial nas escolas e lembra que, desde a semana passada, o governo Ibaneis Rocha, do MDB, vem aplicando uma maquiagem nos números – não divulgando os chamados “óbitos velhos” e deixando os denominados “óbitos novos” envelhecer; deixando de divulgar os dados nos fins de semana, além das subnotificações pela falta de testagem em massa. Isso é para dar a impressão de que a pandemia está diminuindo na cidade para vários objetivos pessoais e politiqueiros.

Não é verdade. Apesar da omissão criminosa de números e da realidade, a pandemia no DF avança descontrolada e, sem os números, segue também sem investimento em políticas de contenção do vírus. Na sexta-feira (28/8), dados mais recentes, o DF ultrapassou mais de 2.500 mortes por Covid-19 e 160.796 contaminações desde o início da pandemia. Com a omissão dos dados das últimas 24 horas, o número de mortes caiu, de 55 mortes em apenas 24h, de quarta para quinta-feira da semana passada, para 17 mortes em todo o fim de semana (29 a 30/8).

O Sinpro-DF alerta a comunidade escolar para ficar atenta à mudança criminosa de “metodologia” porque isso significa a adoção do genocídio em massa como resposta à pandemia, além de atrapalhar profundamente as respostas preventivas, as pesquisas científicas e o combate ao novo coronavírus na capital do País, jogando mais de  milhões de pessoas no risco de contaminação e morte.

 

Sinpro-DF comemora os 37 anos de lutas e conquistas da CUT

“A CUT somos nós, nossa vez e nossa voz!” Esse é o jargão cantado durante décadas pelos trabalhadores ligados aos sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Fundada, em 28 de agosto de 1983, por vários setores da classe trabalhadora, ela é exatamente isso: a vez e a voz dessa classe.
 
A CUT é a maior experiência de organização dos trabalhadores na América Latina. É a quinta central sindical do mundo e a maior da América Latina. Ela foi fundada na resistência à ditadura militar, na luta contra a opressão, em defesa da democracia, na reorganização dos trabalhadores do ponto de vista de lutar contra uma legislação oficial, organizou várias categorias. Começou ganhando as oposições sindicais, a partir daí, ganhando eleições nos sindicatos e, nessa luta, na resistência, ela foi crescendo e se transformou no que a CUT é hoje.
 
Não se fala em luta de trabalhadores(as) brasileiros(as) sem citar a CUT. Do ponto de vista da educação, esse é um dos setores mais organizados que compõem a Central com grandes entidades sindicais que defendem uma educação pública, gratuita, de qualidade socialmente referenciadas, laica, para todos e todas. No cenário político que o Brasil vive hoje, neste regime de exceção, na luta contra o fascismo e contra a cassação de direitos sociais, que levamos muito tempo para conquistar, a CUT está presente em todas essas lutas. 
 
 A CUT teve e tem papel fundamental na educação, sobretudo o de aglutinar o conjunto de professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais dos vários estados, municípios e Distrito Federal para ter uma atuação mais forte e coesa local e nacionalmente, quer seja no fortalecimento dos sindicatos de base, nas unidades da Federação, ou no da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
 
A diretoria colegiada do Sinpro-DF parabeniza aos sindicatos filiados à Central pela construção desta entidade que, há 37 anos, defende, intransigentemente, os interesses das categorias, a democracia e a soberania econômica do Brasil e os direitos formalizados na Constituição Federal e nas leis. Faz coro com a Diretoria Executiva da CUT para lembrar que a Central foi “criada sob a concepção de liberdade e autonomia sindical para defender os interesses imediatos e históricos dos trabalhadoras”.
 
A CUT é um alicerce que fortalece a união e a unidade da educação. Além disso, é fundamental na contribuição dos debates teóricos sobre a importância da educação para a transformação social e o desenvolvimento do nosso País. Ela é o esteio da luta de classes das últimas décadas, no sentido de mobilizar o conjunto da classe trabalhadora para fortalecer as demandas da educação. Neste momento sombrio que o Brasil vive, é cada vez mais importante fortalecer a nossa central, os nossos sindicatos filiados para que a gente consiga, realmente, construir uma resistência para derrotar o fascismo que está instalado no Brasil. 
 
A educação tem, portanto, uma fatia estratégica nessa construção. Basta ver seu protagonismo e o da CUT nas lutas contra as sucessivas e cada vez mais fortes tentativas de desconstrução subjetiva da nação brasileira e o desmonte do Estado nacional nos seus aspectos econômico, social, educacional, religioso etc. Nesse processo de defesa da soberania, dos serviços públicos, dos direitos trabalhistas, sociais, fundamentais e todos os direitos constituídos na Constituição Federal, entre outros que constroem o Estado brasileiro, a Central se destaca também na defesa da democracia e na independência econômica do Brasil.
 
Diante dessa trajetória grandiosa, a diretoria colegiada do Sinpro-DF comemora os 37 anos da CUT, lembrando a importância da Central na história recente da luta de classes no Brasil e do seu protagonismo na derrubada da ditadura militar e toda e qualquer forma de autoritarismos. Tem orgulho de ressaltar que o Sinpro-DF é parte importante dessa construção e protagonista do processo de libertação da classe trabalhadora e da defesa da educação histórica de uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva, emancipadora, libertadora e socialmente referenciada.
 
Como sindicato de base, filiado à CUT e à CNTE, o Sinpro-DF desempenha um dos principais papeis na cimentação e fortalecimento dessa luta, articulado local e nacionalmente. Enquanto sindicato de base da CUT e da CNTE, o Sinpro-DF tem, teve e terá papel estratégico na luta de classe seja do ponto de vista dos trabalhadores da própria educação seja na importância temática da educação para o desenvolvimento do Brasil com base em um modelo incluente, democrático e participativo, sobretudo nos momentos de enfrentamento ao autoritarismo, ao neofascismo e ao neoliberalismo em curso pelas mãos de um governo genocida, autoritário, como é o de Jair Bolsonaro.
 
O Sinpro-DF se une à CUT para comemorar seus 37 anos e reafirmar os seus princípios e compromissos e convida a categoria para a festa virtual, nesta sexta-feira (28), às 16h, pela live “CUT: 37 anos de histórias e conquistas”.

Sinpro-DF divulga resultado de pesquisa realizada em parceria com a UnB

O Sinpro-DF lança, nesta quinta-feira (27), a cartilha “A dor da gente”, na qual reúne os resultados da pesquisa com o mesmo nome, realizada com 3.326 trabalhadores(as) da rede pública de ensino do Distrito Federal, entre 5 de maio e 30 de junho de 2020. Como resultado, foram mapeados impactos e riscos psicossociais que interferem na vida dos(as) servidores(as), provocando adoecimento.

A pesquisa e a cartilha são resultado de uma parceria do sindicato com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB). O objetivo foi o de investigar quatro dimensões que envolvem a relação trabalhador–organização do trabalho. “O Sinpro-DF tem se preocupado, no decorrer dos anos, em investir em pesquisas científicas para analisar as características do que ocorre com a saúde da categoria. Um estudo longitudinal. Iniciou com uma pesquisa, em 2008. Depois houve uma feita pelo Governo do Distrito Federal (GDF), no biênio 2011-12. Agora, outra, em 2020”, informa Alberto de Oliveira Ribeiro, coordenador da Secretaria de Saúde do Trabalhador do sindicato.

A pesquisa “A dor da gente”, segundo a psicóloga Luciane Kozicz, resgata, como os demais estudos anteriores, o poder que o coletivo tem do saber acerca de si, a noção de suas reais necessidades, desejos, limitações e das causas que determinam essas necessidades e limitações. “Assim, com base em dados é possível ser protagonista de suas necessidades, interesses, demandas, desejos e que possamos enunciar, compreender, adquirir um pensamento e vocabulário próprios do que nos impede de seguir crescendo. Nesse processo de auto-organização, em que a categoria se articula, se organiza para construir os dispositivos necessários para conseguir os recursos que precise para manutenção e melhoramentos de suas condições de trabalho”.

Ela completa: “Por fim, não podemos esquecer que a instituição só opera com os agentes. Somos nós, os suportes e protagonistas de todas as práticas. Devemos analisar a patologia institucional, que existe quando são propostas metodologias insuficientes, utópicos quando são referenciais impossíveis de se colocar em prática, falta de condições de trabalho, comunicação ineficiente, enfim, questões que explicitam a dinâmica do trabalho dissociada do cotidiano. Ocorre uma desarmonia entre trabalho e trabalhador. Fato que ficou comprovado cientificamente nessa pesquisa”.

Metodologia e aplicação
Na primeira etapa, foi aplicado o Protocolo de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (Proart), instrumento quantitativo autoaplicável. Na segunda, realizada por meio de um espaço de escuta baseado na Análise Clínica do Trabalho, cujo roteiro foi construído a partir de levantamento bibliográfico sobre Psicodinâmica do Trabalho. Fundamentada em técnicas quantitativas e qualitativas de coleta e análise de dados, a pesquisa envolveu 3.326 servidores da educação do Distrito Federal. Desse total, 1.026 responderam ao Protocolo de Avaliação dos Riscos Piscossociais no Trabalho e 2.300 participaram da Análise Clínica do Trabalho.

Objetivo
Investigar quatro dimensões que envolvem a relação trabalhador–organização do trabalho: a organização prescrita do trabalho; estilos de gestão; sofrimento patogênico; e danos psicossociais para caracterizar a organização do trabalho assim como a lógica de gestão adotada pela instituição, seus antecedentes e impactos na relação entre trabalhador–trabalho, permitindo mapear os possíveis pontos de tensão que podem fazer com que a vivência do sofrimento seja, predominantemente, patológica, conduzindo ao adoecimento e, consequentemente, afastamento do trabalho ou até mesmo a necessidade de reabilitação profissional ou de aposentadoria precoce.

Acesse a cartilha a seguir:

A dor da gente

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