De olho em 22, gabinete do ódio atua para retirar de Bolsonaro a culpa pelas mais de 100 mil mortes

Ao contrário do que apregoa o gabinete do ódio instalado no Palácio do Planalto e seus seguidores, que tentam culpar prefeitos, governadores e até o Supremo Tribunal Federal (STF) pela tragédia sanitária que vem ceifando dezenas de milhares de vidas de brasileiros, a grande responsável pela evolução da pandemia de Covid-19 no País é a necropolítica do governo federal. 

São fartas as provas disso. Nesses 5 meses de pandemia, as mazelas do Palácio do Planalto levaram o País a registrar mais de 100 mil mortes por Covid-19 na primeira semana de agosto. Uma das provas dessa irresponsabilidade é o fato de o Ministério da Saúde, hoje ocupado por um general sem nenhuma formação na área médica e aparelhado por mais de duas dezenas de militares, depois de ter tido dos ministros exonerados, só ter investido 29% do orçamento destinado ao combate à pandemia.
 
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), obtida pela Folha de S. Paulo, revela que, desde março, mês em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia, o governo brasileiro criou uma ação orçamentária específica, prometendo o valor de R$ 38,9 bilhões para combater a crise. Até 25 de junho, R$ 11,4 bilhões vindos dos cofres federais foram gastos em ações contra a Covid-19.
 
O valor corresponde tanto ao dinheiro gasto diretamente pela Pasta da Saúde como ao que foi enviado a estados e municípios. O relatório feito a partir da auditoria do TCU mostrou que os estados receberam 39% da verba anunciada e, os municípios, 36%. Fora isso, desde o início da pandemia, que começou pelo dia 12 de março, Jair Bolsonaro vai às ruas sabotar o isolamento social, único recurso para evitar a expansão de uma virose letal, que ainda não tem remédio, tratamento e nem vacina.
 

BOLSONARO SABOTA ISOLAMENTO PARA ATENDER INVESTIDORES
Bolsonaro é culpado pelas mortes por causa de uma profusão de ações deliberadas para piorar a situação da crise sanitária. Dentre muitas atitudes para sabotar o isolamento, ele não investiu o dinheiro público na compra de testes, respiradores e demais equipamentos necessários ao combate à pandemia.

Tentou impedir várias vezes a ajuda emergencial aos trabalhadores que tinham de cumprir o isolamento social. Aprovou medida provisória que concedia ao patronato o direito de reduzir salários e demitir em massa durante a pandemia. Não fortaleceu as ações do Sistema Único de Saúde (SUS). Em todas as oportunidades, minimizou a gravidade da pandemia.

Desqualificou e contrariou as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), provocando aglomerações e deixando de usar máscara ou manter distanciamento social em agendas públicas. Após divulgar, em 7/7, ter recebido diagnóstico positivo para a Covid-19, manteve-se isolado no Palácio da Alvorada e seguiu propagandeando efeitos curativos da cloroquina, contrariando respeitados estudos nacionais e internacionais que questionam sua eficácia.

Em 12 de março, o que parecia ser uma situação sob controle, com o Ministério da Saúde adotando medidas para a contenção do vírus apenas dois dias depois de a OMS anunciá-lo como uma pandemia, a Pasta voltou atrás por pressão direta de Jair Bolsonaro e removeu do site todas as orientações sobre a quarentena. O MS voltou atrás, no dia seguinte, 13/3, na decisão de cancelar grandes eventos, deixando a medida apenas para áreas com transmissão local. A reviravolta, dada pouca atenção na época, marcou um ponto de virada no tratamento da crise pelo governo federal.

CORTINA DE FUMAÇA PARA “PASSAR A BOIADA”
Diferentemente de todos os presidentes de países do mundo, o próprio Bolsonaro foi às ruas sem máscara, convocar as pessoas a voltarem ao trabalho. Não deu um minuto de sossego. Convocou e mobilizou seus seguidores a participarem de diversas manifestações sem máscaras contra a ordem democrática do País. Sabotou o isolamento social de todas as formas possível e atrapalhou a atuação de todos os governadores, incluindo aí com retenção de verbas públicas para estados e municípios. Todos os dias, sem descanso, prejudicou o isolamento social e minimizou a tragédia sanitária que assola o Brasil.

Ele e sua equipe de ministros assumiram uma posição negacionista para usar pandemia para instalar o caos e “passar a boiada” nos bens públicos do Brasil, privatizando patrimônios nacionais, extinguindo direitos sociais e trabalhistas, invadindo Terras Indígenas (TI), queimando a Amazônia, assassinado lideranças indígenas e comunitárias, destruindo, em todos os setores, conquistas sociais. Ele usou a pandemia como cortina de fumaça para ninguém ver o fracasso generalizado de sua política econômica para banqueiros.

Para aprofundar e manter o caos por mais tempo possível, mudou o comando do Ministério da Saúde, líder tradicional em questões de saúde pública, para a Casa Civil, lidereada pelo general do Exército, Walter Souza Braga Netto. As mudanças foram impostas para fortalecer a tese de Bolsonaro de que a prioridade era “salvar a economia”. Ele não arredou o pé da posição, apesar “das críticas nacionais e internacionais ao tratamento da crise e do número de mortos em uma bola de neve”. A Reuters fez uma radiografia fidedigna da sucessão de erros cometidos pelo governo Bolsonaro que resultou na morte, em apenas 5 meses, de mais de 100 mil pessoas de Covid-19.

A agência afirma que, desde o primeiro registro de óbito, em 17 de março, o Brasil tem tido 14 óbitos por hora, em média. “O fracasso do governo Bolsonaro no combate à pandemia é chocante se comparar sua gestão da crise do novo coronavírus com as respostas eficientes de governos anteriores no combate à malária, ao zika e ao HIV. Segundo Albert Ko, professor da Escola de Saúde Pública de Yale, com décadas de experiência no Brasil, o sistema de saúde do país representava um sopro de luz para a população, mas “ver tudo se desintegrar tão rapidamente é muito triste”.

BOICOTE LEVA BRASIL A MILHARES DE MORTES
A sucessão de erros propositais do presidente Bolsonaro para atender a banqueiros e investidores levou o Brasil a chegar, no meio-dia desta quarta-feira (12), com mais um recorde diário de mortes por Covid-19. O País conta, segundo o último levantamento, feito ao meio-dia, com 103.421 óbitos registrados e 3.123.109 diagnósticos de Covid-19, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

No Distrito Federal, de ontem para hoje, 53 pessoas faleceram da doença. Com isso, o número de falecimentos chega a 1.815, sendo 1.652 de moradores do Distrito Federal (DF) e 163 de pacientes de outras unidades da Federação. As previsões são de que, se o governo Jair Bolsonaro não iniciar uma atuação responsável no combate à pandemia, o Brasil vai chegar a duzentas mil mortes no fim da primeira semana de dezembro.

Ainda assim, diante de tantas provas da má-gestão e até sabotagem no tratamento da pandemia, o público eleitor de Bolsonaro não reconhece seus erros e começam, nas rede sociais, por meio do gabinete do ódio, a culpar governadores, prefeitos e o STF pela péssima administração da pandemia do Presidente. É bom lembrar que, graças ao STF, prefeitos e governadores, o Brasil ainda não chegou às duzentas mil mortes em 5 meses de pandemia.

MÁ-FÉ DO GABINETE DO ÓDIO PARA GANHAR ELEIÇÃO EM 2022

O gabinete do ódio e de seus seguidores tentam atribuir a outros os erros propositais de Jair Bolsonaro de olho nas eleições de 2022. É possível verificar a deturpação dos fatos nos comentários da matéria publicada pelo Correio Braziliense sobre as críticas que a ministra Carmen Lúcia, do STF, fez, na terça-feira (11), quando ela participou de um seminário virtual sobre democracia, realizado pelo Instituto dos Advogados Brasileiros.
 
Na ocasião, ela afirmou que “100 mil mortos por coronavírus é uma tragédia” e criticou a desigualdade no País, o aumento do desemprego, que atinge 15 milhões de brasileiros, em 2020, e o crescimento da população de rua. Disse ainda que os meios virtuais são usados para atacar determinadas manifestações de pensamento.
 
“100 mil mortos é uma tragédia. 100 mil mortos não precisava ter acontecido, em que pese ser fato que este coronavírus é realmente uma doença grave e que acometeria muita gente. Mas foi uma atuação estatal, aliada a uma atuação em parte de uma sociedade perplexa, aturdida diante de tantos desmandos, de tanta falta de orientação segura, seguindo-se a ciência e a medicina de evidências que nos levou a um fim de semana de luto. Portanto, luto que impõe luta permanente pela democracia”, afirmou a ministra.

Clique no link a seguir e confira a matéria com a ministra Carmen Lúcia

“100 mil mortes não precisava ter acontecido”, diz Carmén Lúcia

Sinpro-DF lamenta, com tristeza, morte de dom Pedro Casaldáliga

Inspirada por seu testemunho, seus sonhos e sua sede de justiça, a diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta o falecimento e se despede, com imensa tristeza e pesar, de dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia. Seu corpo foi sepultado, às 10h, desta quarta-feira (12), no Cemitério Iny (Karajá), à beira do Rio Araguaia, em São Félix do Araguaia, Mato Grosso, cidade que o adotou como filho pródigo, quando ele se mudou para lá, em agosto de 1970, aos 76 anos.

Radicado no Brasil desde 1968, ele nasceu com o nome Pere Casaldàliga i Pla, em Balsareny, Província de Barcelona. Filho de agricultores, Casaldáliga morreu aos 92 anos, no sábado (8), em Batatais, interior de São Paulo. Internado desde o dia 4/8 para cuidar de um derrame pulmonar, o bispo sofria do mal de Parkinson, o que contribuiu para o agravamento. Durante a internação, foram feitos quatro exames para detectar a contaminação por covid-19 e todos deram negativo. O religioso respirava por aparelhos e recebia alimentação por uma sonda.

Foi ele mesmo que pediu para ser enterrado no “Cemitério Karajá”, local em que foi felado desde às 18h, de terça-feira (11), e no qual eram sepultados indígenas e trabalhadores sem-terra explorados, geralmente, assassinados pelos grileiros de terras da região. Incansável contra o latifúndio e em favor da reforma agrária, foi a voz ativa e altiva contra a situação dos trabalhadores e indígenas da região de São Félix do Araguaia, onde está localizada a Terra Indígena (TI) Xavante-Marãiwatsédé e um dos cenários da Guerrilha do Araguaia, uma luta armada contra a ditadura militar que ocorreu nos anos de 1960 e 1970, massacrada pelas Forças Armadas brasileiras sob o comando dos Estados Unidos da América (EUA).

Defensor da Teologia da Libertação e das minorias e um dos principais críticos da ditadura militar, dom Pedro foi uma das primeiras pessoas a denunciarem ao mundo o trabalho escravo existente no Brasil do fim do século XX e do início do século XXI. Ameaçado pelos militares de expulsão do Brasil, só não o foi por intervenção do Papa Paulo VI. Ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Certa vez disse à imprensa que “gostaria muito que as autoridades revisassem a decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a demarcação de terras porque, do contrário, pode ser criada uma nova ordem de insegurança em várias regiões do País”.

De sua modesta casa, situada às margens do Rio Araguaia, o religioso coordenava as ações de defesa dos indígenas e apelava às autoridades para evitar a opressão e o domínio das reservas, as quais o governo Jair Bolsonaro ataca de todas as formas com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “passando a boiada” nas TI: desde intenso desmatamento até vistas grossas à grilagem, aos assassinatos de lideranças indígenas, privatização de unidades de conservação, entre outros desmontes do Estado brasileiro.

A história das últimas cinco décadas de São Félix do Araguaia é indissociável da figura e do protagonismo do religioso catalão. Ele foi o primeiro bispo da Prelazia de São Félix e ficou conhecido, internacionalmente, por defender os direitos humanos, especialmente dos povos indígenas e marginalizados, e também por seus posicionamentos políticos e religiosos em favor dos mais pobres. Poeta e escritor, era também a voz da resistência na poesia e autor de várias obras sobre antropologia, sociologia e ecologia. Manteve sua vivacidade e espírito combativo até os últimos momentos de sua lucidez. Seu lema na atividade pastoral era “Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar”. Dom Pedro Casaldáliga, presente!

 “Por meu povo

em luta, vivo

Com meu povo

em marcha, vou

Tenho fé de guerrilheiro

e amor de revolução.“

Dom Pedro Casaldáliga

 

ENTIDADES PRESSIONAM E FUNDEB PODE SER VOTADO PELO SENADO NA PRÓXIMA SEMANA

Após quase vinte dias de tramitação no Senado, a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pode ser votada na próxima semana, segundo sinalizam as lideranças políticas da Casa.

Para tentar evitar adiamentos e eventuais mudanças no texto que está em debate, entidades da sociedade civil organizada resolveram intensificar a pressão sobre os parlamentares ao longo desta semana.

Leia também: Aprovação do Fundeb na Câmara é só 1º passo até mudança efetiva, dizem especialistas

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), por exemplo, aumentou o engajamento nas redes sociais e fortaleceu o corpo a corpo com os senadores por meio de um mapeamento das intenções de voto.

“Além do ‘tuitaço’ que estamos fazendo, nós estamos identificando a projeção de voto deles, observando como cada um pretende se posicionar no plenário, que é pra fazer um acompanhamento mais de perto. É uma forma de pressionar ainda mais e evitar que alguém favorável à PEC mude de lado”, conta o presidente da entidade, Heleno Araújo.

A pauta tramita como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 26 /2020 e precisa de 49 votos para ser aprovada, o equivalente a três quintos do total de 81 senadores.

Em geral, a renovação do Fundeb conta com amplo apoio. Na Câmara dos Deputados, a medida recebeu o aval de 499 parlamentares e apenas sete votos contrários no primeiro turno. No segundo, teve um placar de 492 votos a seis, com uma abstenção. Por se tratar de uma mudança na Carta Magna, ela também exige dois turnos distintos de votação no Senado.

A data exata da primeira votação na Casa ainda não foi divulgada porque depende do martelo do presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Tramitação arrastada

Tanto entre organizações civis do campo popular quanto entre a maioria dos parlamentares, a defesa atual é para que o Senado mantenha a versão aprovada pelos deputados. O texto propõe um aumento gradativo da participação da União no Fundeb, que sairá dos atuais 10% para 23% até 2026.

Aprovada pela Câmara em julho, a pauta de renovação do Fundeb se arrasta no Congresso Nacional desde 2015, data original da primeira PEC, e a demora na aprovação coloca em risco a continuidade de parte considerável do financiamento do setor educacional.

O fundo é considerado essencial para a manutenção da educação básica e canalizou, somente no ano passado, um total de R$ 156,3 bilhões para a rede pública.

“Por isso a articulação pela votação nunca parou, mas ela ganha ainda mais força a partir desta semana. Estamos encaminhando novas mensagens pros senadores e fazendo pressão. Sabemos que o texto chega ao Senado com um panorama favorável, mas há resistências que são eternas”, sublinha a professora da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE).

Sabemos que o texto chega ao Senado com um panorama favorável, mas há resistências que são eternas.
A declaração da especialista é uma referência à reação de grupos que defendem, por exemplo, a inclusão da folha de pagamento dos aposentados da educação na lista de despesas do Fundeb, sugestão que tem sido rechaçada pelos especialistas do campo.

Também é alvejado, por exemplo, o dispositivo do relatório da PEC que cria o chamado “Custo Aluno Qualidade (CAQ)”, que mede o financiamento ideal para garantir um padrão mínimo de qualidade no ensino.

“Tem uma pressão muito grande pra alteração desses dois pontos do texto e nós entendemos que, se houver mudança no relatorio, muito da nossa luta fica comprometido, por isso seguimos na pressão pela manutenção do texto”, acrescenta Catarina de Almeida Santos.

O parecer da PEC ficou a cargo do senador Flávio Arns (Rede-PR), que manteve integralmente o conteúdo aprovado pelos deputados. Até o momento, ele não acatou emendas ao relatório.

“Esse texto foi aprovado praticamente por consenso na Câmara. No Senado, nós realizamos, no último ano, cerca de 15 audiências públicas. As consultorias do Senado e da Câmara trabalharam muito juntas”, destacou Arns em uma de suas últimas manifestações, ao mencionar a expectativa multilateral pela aprovação da proposta em sua integralidade.

A PEC conta conta com o apoio de diferentes governadores, prefeito, secretários de Educação e entidades civis.

(Brasil de Fato, 10/08/2020)

Fonte: CNTE

 

Saber Viver em Casa da próxima segunda (17) debate Comunicação e Educação

O próximo Saber Viver em Casa, que será transmitido na próxima segunda-feira (17), às 18h30, traz como tema Comunicação e Educação: Conectando as comunidades escolares. A temática tem ganhado cada vez mais importância, uma vez que mesmo antes da pandemia da COVID-19, a comunicação já se apresentava como cada vez mais importante na vida das pessoas, seja na vida pessoal ou profissional.

O Relatório de Monitoramento Global da UNESCO – Educação Para Todos, aponta que a perda de contato entre as escolas e os(as) estudantes na pandemia é um desafio em diversos países. O ensino remoto tem sido apresentado como a salvação do ano letivo, tanto no Distrito Federal quanto em outros lugares. No DF, o GDF inicialmente utilizou a TV Justiça como espaço para transmissão de conteúdo. Agora, reiniciou o ano letivo de forma virtual, utilizando o Google Classroom como plataforma.

Diante de tantos questionamentos e incertezas, o professor de História da Secretaria de Educação do DF Yuri Soares e o diretor do Sinpro Carlos Maciel aprofundam sobre a temática, trazendo informações e um debate atual sobre a questão.

É diante de um tema tão atual e que traz tanta preocupação que convidamos todos e todas a assistirem ao programa pela TV Comunitária, no canal 12 na NET-DF, e pelo Facebook e Youtube do Sinpro-DF.

#Fique em casa e não perca, será a partir das 18h30!

Por que número de recuperados não indica sucesso na luta contra o coronavírus

Pouco menos de cinco meses após registrar a primeira morte, em março, o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos por covid-19 no último sábado (8). Nesse período, segundo dados do Ministério da Saúde, foram cerca de 3 milhões de infectados e quase 2,2 milhões de recuperados.

Em meio à crescente politização sobre a doença causada pelo novo coronavírus, integrantes do governo Bolsonaro e apoiadores do presidente reforçam o último número como sinônimo de que o Brasil está conseguindo controlar a pandemia e de que a imprensa vem fazendo uma “cobertura maciça de fatos negativos”, como chegou a dizer o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, em maio.

Desde aquele mês, o Ministério da Saúde tem dado destaque ao número de recuperados. Naquela ocasião, chegou inclusive a postar diariamente o que chamou de Placar da Vida, com dados atualizados de “brasileiros salvos”.

No entanto, especialistas descrevem essa estratégia como “negacionismo”. Na avaliação deles, destacar somente aspectos positivos em meio ao crescimento de casos e mortes no Brasil é uma forma de transmitir a falsa ideia de que as coisas estão melhorando.

Dados sobre a evolução da pandemia no Brasil mostram que a curva de infectados e mortos atingiu um platô alto e vem se comportando de forma bastante distinta da de outros países, principalmente europeus.

Eles explicam que como o coronavírus é um vírus que normalmente mata menos de 5% das pessoas que foram infectadas e tiveram sintomas, é esperado que “mais de 95% vão se recuperar”.

“Enfatizar os números de recuperados não muda nada neste momento. É preciso ser realista. Não é correto tentar minimizar a gravidade da doença”, disse Marcos Boulos, professor da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, à BBC News Brasil em entrevista recente.

“O ranking dos países pelo número de casos é praticamente o mesmo do que o ranking pelo número de recuperados. Por quê? Porque é natural que o país que tenha o maior número de casos tenha o maior número de recuperados. Faz parte da dinâmica da doença”, acrescenta Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Proporção mortos x recuperados

Além disso, os próprios números sobre os recuperados contam uma outra história. O Brasil, por exemplo, contabiliza até agora, 100 mil mortes para 2,2 milhões de recuperados. Isso significa uma pessoa morta para 22 que se recuperaram da doença.

Essa proporção é muito inferior à de outros países que conseguiram controlar a pandemia como a Coreia do Sul, referência quando se trata de testagem em massa.

Ali, foram 305 mortos para 13,7 mil recuperados. Ou seja, uma pessoa morreu para 45 que se recuperaram da doença. De fato, o Brasil testa pouco e enfrenta uma crise de subnotificação. Mas se, de um lado, as estatísticas oficiais distorcem a realidade, subestimando o número verdadeiro de recuperados, por outro, também pode jogar para baixo a cifra real de mortos.

Segundo Alves, há uma subnotificação aproximada de 40% no total de óbitos.

Isso significa que, em vez dos 100 mil mortos contabilizados oficialmente, o Brasil já estaria com 166 mil mortos.

Essa subnotificação de óbitos, segundo Alves, deve-se a uma combinação de fatores, incluindo excesso de pedidos de exames, que fazem com que o resultado dos testes atrasem.

Como resultado, os médicos acabam fazendo declarações de óbitos sem diagnóstico específico.

Mas, mesmo comparado com países que não fazem testagem em massa, o Brasil também fica para trás.

Esse é o caso da Argentina, por exemplo. Até agora, foram 4,6 mil mortos para 170 mil recuperados. Isso equivale a um morto para 37 recuperados.

No Chile, um dos países com uma das maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes, a proporção é de um morto para 34 recuperados, a mesma do Peru.

“O fato de o Brasil ser o segundo no mundo em número de recuperados não significa que estamos tendo êxito em controlar a pandemia. Só significa que tivemos muitos mais casos”, explica Alves.

“Frente ao número de recuperados, o número de mortos do Brasil é muito grande, e isso mostra que o governo não tem sido bem-sucedido”, conclui.

Fonte: Portal Uol 

 Sinpro realiza plenárias em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais

O Sinpro abre mais um importante espaço de debate com a categoria. Na próxima semana, o sindicato convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem de plenárias em defesa da vida e contra o retorno das aulas/atividades presenciais. As plenárias serão realizadas em horários intercalados, o que possibilitará aos(às) professores(as) que estiverem em regência assistirem em outro horário.

Os debates serão feitos com representantes do Sinpro; CUT; CNTE; UBES; SAE; Conselho Tutelar; Conselho Escolar; Conselho de Saúde e Conselho dos Direitos Humanos. As plenárias serão feitas pela plataforma “Zoom”.

Se você ainda não instalou o aplicativo “Zoom”, o link te direcionará para a ‘Play Store’ (celulares Android) ou ‘App Store’ (celulares Apple). Para baixar em celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings  

Para baixar em celulares Apple: https://apps.apple.com/br/app/zoom-cloud-meetings/id546505307

As plenárias serão transmitidas pelo Youtube e as escolas devem mobilizar suas comunidades para assistirem, uma vez que esse canal tem alcance limitado.

Os(as) professores(as) e orientadores(as) interessados(as) em participar da reunião via Zoom deverão confirmar participação pelos telefones abaixo (WhatsApp) para que possam receber o link uma hora antes da abertura da sala virtual. Participe!

 

Planaltina/Sobradinho/São Sebastião

Data: Terça-feira (11)

Horário: 14h

Vanilce 99685-4997

Consuelita 99836-0396

Carolina 99951-6410

 

Plano Piloto/Guará/Núcleo Bandeirante/Paranoá/Riacho Fundo I e II 

Data: Quarta-feira (12)

Horário: 19h

Vilmara 99279-6282

Ruth 99995-9049

Ana Cristina 99961-2875

 

Brazlandia/Ceilândia/Taguatinga

Data: Quinta-feira (13)

Horário: 9h

Mônica 99951-6710

Elineide 99943-0217

Márcia Gilda 99952-2117

 

Santa Maria/Gama/Recanto/ Samambaia

Data: Sexta-feira (14)

Horário: 14h

Letícia 99993-3063

Kamir 99695-8364

Cleber 99674-9944

Congresso pode apreciar veto que congela a carreira magistério esta semana

A diretoria do Sinpro pede aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que se mantenham em alerta total durante esta semana. Segundo a agenda do Congresso Nacional, os(as) parlamentares terão sessões conjuntas para avaliar vários vetos a partir desta quarta-feira (12). Um deles é o Veto 17, que corresponde ao veto do congelamento salarial da Lei Complementar nº 173/2020, e será apreciado na quinta-feira (13). A mobilização deve ser iniciada imediatamente.

Diante disto o Sinpro orienta os(as) professores(as) e orientadores(as) a entrarem em contato com os(as) parlamentares ainda nesta terça-feira (11), acionando os links de WhatsApp que estamos disponibilizando nas nossas redes sociais, de forma a convencer os(as) parlamentares a derrubarem o veto, resgatando a excepcionalidade que eles criaram na Lei 173/2020, de forma que os professores não tenham suas remunerações e benefícios congelados.

A diretoria do Sinpro lembra ainda que no caso dos(os) professores(as) do Distrito Federal, já estamos há mais de cinco anos com os salários congelados, mas o congelamento proposto na Lei 173 leva a um prejuízo ainda maior, pois afeta benefícios da estrutura da carreira, como os avanços de padrão, adicional de tempo de serviço e quinquênio.

Líderes dos partidos

DEM – Efraim Filho (61) 981145777

MDB – Baleia Ross (16) 996160015

CIDADANIA – Arnaldo Jardim (61) 96904-8860 (61) 981347911

PSDB – Carlos Sampaio (19) 996324500

PSB – Alessandro Molon (61) 998041313 (21) 997634082

PROS – Acácio Favacho (96) 98148-8585

Deputados(as) do DF

Dep. Fed. Bia Kicis 61 999700961

Dep. Fed. Érika kokay – 61 998130713

Dep. Fed. Flávia Arruda – 61 999832101

Dep. Fed. Luis Miranda – 61 981736504

Dep. Fed. Paula Belmonte – 61 999241328

Dep. Fed. Filipelli – 61 98701108

Dep. Fed. Júlio César -61 998212690

Dep. Fed. Prof. Israel -61 981164118

 

Senadores(as) do DF

Sen. Izalci Lucas -61 33036049

Sen. Leila -61 9903-7838

Sen. Reguffe-61 3303-6355

Saiba mais sobre os efeitos do congelamento na Carreira Magistério:

Carreira Magistério congelada

Reabertura de escolas contaminou 97 mil crianças por covid-19

Alto índice de contaminação nos Estados Unidos leva especialistas a questionar estratégia de volta às aulas. Kit de teste caseiro pode ser adotado.

Em apenas duas semanas, 97 mil crianças foram infectadas pelo coronavírus nos Estados Unidos. Os dados foram divulgados pela universidade Vanderbilt, que coordena um estudo financiado pelo governo envolvendo kits caseiros de testes. Dos cerca de 5 milhões de casos da doença no país, 380 mil foram registrados em crianças. 

Os dados foram coletados nas últimas duas semanas de julho. No mês passado, 25 crianças morreram em função do coronavírus. Segundo a rede de TV CBS, o trabalho da Vanderbilt tem como objetivo avaliar o índice de propagação do vírus entre as crianças e o papel que elas acabam tendo na disseminação da doença. 

Para determinar com mais precisão esses dados, é preciso aumentar o número de testes, por isso a ideia dos kits, que são enviados à casa dos alunos juntamente com instruções sobre como realizar a coleta do material para análise. 

Escolas em diversos estados americanos estão reabrindo, mas os diretores enfrentam problemas para garantir a segurança dos alunos. Cerca de 13 mil distritos escolares retomaram as aulas presenciais. 

Um dos pontos mais problemáticos é o transporte. Em algumas localidades, os ônibus escolares estão sendo limpos com desinfetantes hospitalares, como no município de Lawrence Township, em Indiana. Apesar da precaução, apenas 65% das crianças devem voltar à escola na cidade. O restante seguirá no ensino online. 

Para permitir que os alunos apresentem trabalhos em sala de aula, algumas escolas estão recorrendo a barreiras de proteção semelhantes às utilizadas por supermercados, feitas de acrílico. Os alunos devem ficar de máscara o tempo todo, só retirando o equipamento de proteção quando forem chamados ao tablado, que estará protegido pelo plástico transparente. 

No Brasil, o Amazonas foi o primeiro estado a retomar as aulas presenciais. As 123 escolas da rede pública do estado adotaram medidas sanitárias para receber os alunos nesta segunda-feira, com capacidade limitada a 50%.

 

Reprodução: EXAME

DF tem mais mortes de Covid-19 do que maioria dos países

Com recordes diários de novos casos, o Distrito Federal supera 172 países em número de mortes por Covid-19. Um dos dados que mais impressionam é o fato de o Japão, por exemplo, cuja população é 42 vezes maior do que a do DF, com 126 milhões de habitantes, ter contabilizado 1.052 mortes até esta terça-feira (11). O DF, com 3 milhões de habitantes, ultrapassou 1.760 mortes até esta terça-feira.

Essa comparação foi feita pelo jornal Metrópoles, que, segundo informa em matéria do site, coletou os números de mortes do DF nos boletins oficiais da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) e compilou dados dos outros países do portal Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.  No caso do Brasil e do DF, todos os números são subnotificados por causa da falta de testagem em massa e até de informações das Secretarias de Saúde estaduais e municipais.

O fato é que, na manhã desta terça-feira (11/8), os dados da SES-DF mostram que o DF registrou 31 novas mortes nas últimas 24 horas decorrentes da doença, totalizando 1.752 óbitos por Sars-CoV-2. Dessas vítimas fatais, 1.591 são moradoras da capital federal. Levantamento da Secretaria de Saúde, divulgado às 18h de segunda-feira (10/8), dá conta de que a cidade já soma 126.069 infectados. Entre a noite de domingo (9/8) e a tarde de segunda-feira (10/8), surgiram 159 novos casos da doença.
 
Nas últimas 24 horas, entre segunda (10) e terça (11), 3.012 pacientes receberam diagnóstico positivo para a infecção pelo novo coronavírus, o que aumenta ainda mais o contingente de contaminados, revela que esse é o maior número desde o início da pandemia e indica que esta é a pior semana da crise sanitária desde o início da pandemia do novo coronavírus, podendo piorar nos próximos dias. Os registros mostram que o DF é a unidade da Federação cujo número de mortos por Covid-19 ultrapassa os óbitos contabilizados em 172 países, dos quais 96 tem mais de 3 milhões de habitantes, a quantidade da população do DF.

Retorno às aulas
Apesar disso, a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) mantém um calendário de volta às aulas presenciais na rede pública de ensino que irá piorar em centenas de vezes a situação de contágio e mortes pelo novo coronavírus na capital do País. Com essa atitude, o governador Ibaneis Rocha, do MDB, dá uma lição de irresponsabilidade com a retomada das aulas. Essa situação preocupa a todos, sobretudo a pais, mães e responsáveis por quase meio milhão de estudantes da rede pública de ensino.

Também tem angustiado e adoecido todos(as) os(as) trabalhadores(as) do magistério público e privado do DF.  Não é para menos. Análise de dados do Metrópoles mostra que o DF passou de uma média de 17 mortes a cada 24 horas, registrada no último dia de junho, para 32, em agosto, aumento de quase 90% no último mês. O levantamento do jornal aponta ainda que, ao ultrapassar a marca de 106 mil infectados pelo Sars-CoV-2, o DF teve um crescimento de 2,1 vezes, enquanto dados do Brasil inteiro aumentaram 1,8 vez.

Jonas Lotufo Brant de Carvalho, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), disse ao jornal que “a situação é grave porque, no início, tínhamos implantado algumas medidas de enfrentamento à disseminação do vírus; agora, a gente não está trabalhando com elas, estamos focados em aliviar as consequências da doença em quem já está contaminado”.

Política da omissão
A falta de dados reais e corretos é um tipo de ação política típica de governos militares autoritários. Contudo, a tragédia é tão profunda que alguns números escapam ao controle dos censores do governo federal e revelam como a pandemia se tornou tragédia no DF. A imprensa revelou, na manhã desta terça (11), que o Ministério da Economia, comandado pelo banqueiro Paulo Guedes, identificou 1.876 servidores da Esplanada dos Ministérios contaminados pelo novo coronavírus, mas “não sabe dizer” quantos morreram. Essa é a política da omissão que descuida dos servidores públicos e ameaça os 3 milhões de moradores do DF.

O silêncio dos enlutados não é capaz de comover nenhum gestor público. Até parece que estão amordaçados. O GDF, por sua vez, com ouvidos apenas para o barulho dos negacionistas, empresários e maus gestores públicos do governo federal, faz de conta que o aumento da Covid-19 e a ampliação do seu alcance na cidade não é nada e “toca a vida”, como disse o Presidente da República no dia em que o Brasil ultrapassou as 100 mil mortes por Covid-19, como se nada estivesse acontecendo.

A reabertura das escolas com atividades presenciais irá transformar a tragédia anunciada em crime de lesa-humanidade porque irá afetar mais da metade da população da capital. O risco, segundo projeções do Sinpro-DF com base nos números da Covid-19 apresentados pela SES-DF, é de que mais de 2 milhões de pessoas sejam contaminadas pelo novo coronavírus com a reabertura das escolas.

Em ato virtual nesta quinta (13), CUT-DF faz esquenta do 26º Grito dos Excluídos

Todos os anos, desde 1995, o Grito dos Excluídos é realizado no dia 7 de setembro como forma de exigir que a prioridade das políticas e dos governos seja a vida. Neste ano, em que mais de 100 mil pessoas morreram vítimas da Covid-19 e de um governo genocida, a ação traz o mote Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos Trabalho, Terra, Teto e Participação.

Para ampliar a mobilização e envolver os diversos campos da sociedade no 26º Grito dos Excluídos 2020, a CUT-DF, sindicatos filiados e diversas organizações do movimento social realizarão uma Live nesta quinta-feira (13), com ato político cultural às 19h. A transmissão será pela página da CUT-DF no Facebook e Youtube, e na página do Sinpro no Facebook.

 

Acessar o conteúdo