Volta às aulas: Pesquisas revelam medo de pais e risco para familiares

Volta às aulas pode colocar mais de 900 mil pessoas na fila das UTIs com Covid-19, mostra pesquisa da Fiocruz. Já pesquisa Datafolha revela que 70% dos pais não querem que filhos voltem as aulas este ano.

Enquanto governos discutem a volta às aulas sem plano efetivo de segurança para proteger crianças e jovens do novo coronavírus (Covid-19), 70% dos pais e mães que têm filhos entre o 6º e o 9º ano na rede pública acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021, revela Datafolha feita.

Estudo da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) revela outro problema grave: cerca de 9,3 milhões de pessoas também ficariam sujeitas à contaminação pelo novo coronavírus porque fazem parte de grupos de risco – idosos e adultos com comorbidades – que convivem com as crianças, jovens e profissionais da educação.

De acordo com o estudo, ainda que escolas, colégios e universidades adotem medidas de segurança e que elas sejam cumpridas à risca, o risco de contágio é iminente. Além da possibilidade de aglomerações nos locais, o estudo aponta que os transportes públicos e a falta de controle sobre o comportamento dos jovens representam situações potenciais de contaminação. E se forem contaminados, podem levar para casa o vírus e infectar os parentes, em especial os de grupos de risco, mais vulneráveis à doença.

Diego Xavier, epidemiologista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), ligado à Fiocruz, estima que se apenas 10% dos 9,3 milhões de adultos e idosos com fatores de risco, que vivem com crianças em idade escolar, precisarem de cuidados intensivos, serão mais de 900 mil pessoas na fila das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Temos todo um conjunto de pessoas que compõem a comunidade escolar, desde os transportes, os funcionários das escolas, os alunos, os pais e cuidadores desses alunos, todos fazem parte da comunidade escolar e todos estão sob risco”, ele explica.

O epidemiologista ressalta que a volta às aulas é um passo da reabertura econômica que, teoricamente, coloca fim ao isolamento social recomendado por autoridades de saúde e o resultado é o aumento de casos. “O vírus se aproveita da grande circulação de pessoas para se disseminar e a tendência é de que voltemos a ter aumento no número de casos”.

Para autoridades internacionais à volta ás aulas presenciais só deveria ocorrer depois que todos fizessem testes para checar se alunos e trabalhadores da educação contraíram Covid-19, e depois também que fosse feito um rastreamento de contatos para isolar e tratar quem estiver infectado – quanto maior o rastreamento, menor a necessidade de testagem.

Segundo Diego Xavier, a forma como a volta às aulas está sendo ‘pensada’ não inclui esses protocolos mais aprofundados de prevenção e combate ao novo coronavírus. “Não bastam protocolos dentro da escola porque tem o caminho que a pessoa faz para chegar lá e isso, e isso não estão previsto”, afirma.

Assim como os estudiosos do mundo, o epidemiologista da Fiocrcuz fala da importância da testagem em massas das crianças, em especial às maiores de dez anos de idade que, de acordo com um estudo realizado na Coreia do Sul, são transmissoras em potencial do vírus tanto quando adultos, ainda que não apresentem nenhum sintoma e a doença não evolua nesse grupo. 

Além desses fatores, a Fiocruz alerta também que há um agravante. É a desmobilização de recursos e desmonte de unidades de saúde, como hospitais de campanha, que são cruciais para o enfrentamento à pandemia, principalmente se aumentarem os casos de contaminação.

 “Se aplicarmos a taxa de letalidade brasileira nesse cenário, estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, ele explica. 

De acordo com o epidemiologista, essa população terá de conviver com o vírus dentro da residência e, no caso de ter de recorrer ao serviço de saúde, o acesso será mais difícil.

“O SUS não terá folga grande para atender novos casos. Se colocarmos mais gente em circulação e o vírus voltar com força, não teremos como entender esses pacientes”, ele diz.

 

Responsabilidade

De acordo com o estudo da Fiocruz, o recomendável seria que estados e municípios oferecessem aos pais informações necessárias para que cuidados passassem a ser adotados dentro de casa e que deveriam ser ampliadas as atividades de vigilância epidemiológica dos grupos vulneráveis por meio de testagens e acompanhamento clínico permanente.

“Para que a gente pense na volta às aulas, são necessários planos específicos pra “identificar os casos muito mais cedo, isolar essas pessoas, rastrear pessoas que tenham contato com ela, tudo para interromper a cadeia de transmissão”, afirma Diego Xavier.

O argumento para a volta às aulas a qualquer custo é que as crianças e adolescentes não podem perder o ano letivo. Governadores e prefeitos desprezam s cuidados com a saúde e a vida por causa da pressão econômica dos donos de escolas particulares que temem perder alunos e, consequentemente, lucros.

A pressão para que as aulas voltem nesse momento crítico, com mais de mil óbitos por dia é uma atitude arriscada. É preciso um cuidado muito maior do que o que se tem colocado- Diego Xavier

 

Desigualdade

Outro ponto abordado pelo epidemiologista, que coloca em dúvida a volta às aulas é a desigualdade entre escolas públicas e particulares. Ele afirma que não se pode pensar em medidas levando em consideração as possibilidades e recursos de escolas particulares e aplicar esses protocoles em escolas públicas que “historicamente tem menos estrutura que escolas particulares”.

“Não vamos solucionar essa desigualdade em um curto prazo. As escolas públicas serão ambientes de menor controle, consequentemente, mais propícios para a disseminação do coronavírus”, explica Diego.

 

Resistência

Sindicatos em todo o país, organizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), já anunciaram que, se necessário, farão greve para que as aulas não retornem.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, afirmou ao Portal CUT que “o importante é salvar vidas, que não podem ser recuperadas depois”.

Ao todo, a CNTE tem em sua base mais de um milhão de trabalhadores no setor.

De acordo com pesquisa feita pelo Poder 360, 11 unidades da federação já têm propostas para retomar as atividades nas escolas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande de Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

No Rio de Janeiro, a Justiça suspendeu o decreto do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) que autorizava o retorno às aulas para o 4°, 5°, 8° e 9° ano, na rede privada da capital.

A decisão do desembargador Peterson Barros Simão, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proíbe também a abertura de atividades educacionais presenciais em creches e escolas privadas. A multa, em caso de descumprimento, é R$ 10 mil por dia.

Em São Paulo, o estado com maior número de casos de Covid019, o retorno é incerto. As metas para que a volta às aulas pudesse acontecer ainda não foram atingidas. Os critérios do Comitê Estadual de Contingência do Coronavírus estabelecem que todas as regiões administrativas do estado, tivessem um mínimo de 28 dias seguidos na fase 3 – amarela de flexibilização da quarentena. Atualmente, três regiões ainda estão na fase 1-vermelha, o que frustra os planos de retorno no dia 8 de setembro, conforme planeja o governador João Dória (PSDB).

Na capital paulista, um inquérito sorológico feito pela Secretaria Municipal de Saúde mostrou aumento de contágios em idosos na capital.

A investigação aponta que 13,9% de todos os casos mapeados no estudo foram registrados em pessoas mais velhas. O medo dos especialistas, em concordância com os pesquisadores da Fiocruz é de que os estudantes tramitam a doença para seus familiares.

Ainda na capital paulista, o Sindicato de Servidores Públicos Municipais e entidades que representam trabalhadores da educação protestaram nesta quarta-feira (5) contra o Projeto de Lei 542/2020, que estabelece protocolos para a volta às aulas, a partir de 8 de setembro.

No Ceará, o governador Camilo Santana (PT), afirmou que deve reabrir as escolas em setembro, apesar do parecer contrário do Conselho Estadual de Educação (CEE).

A orientação do CEE é que as atividades letivas continuem por meio remoto, até 31 de dezembro de 2020.

Na Paraíba, professores e professoras participaram de uma assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação do estado (Sinte-PB) e decidiram não retornas às aulas e que se o governo estadual sugerir o retorno, a categoria fará greve por tempo indeterminado.

 

Reprodução: CUT

Confira a edição do Jornal Folha do Professor nº 206

O Sinpro disponibiliza a edição nº 206 do jornal Folha do Professor, que aborda o Projeto de Lei Complementar nº 46/2020. O PLC adota a reforma das alíquotas previdenciárias do governo Bolsonaro no Distrito Federal. O jornal também foi encaminhado pelos Correios na versão impressa à casa dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Nesta edição o Folha do Professor esmiúça cada ponto do projeto, já que com a aprovação da Lei Complementar 970/2020, que institui novas alíquotas para a previdência no Distrito Federal, os(as) servidores(as), os(as) aposentados(as) e os(as) pensionistas terão perda em seu salário líquido.

Clique aqui e confira a edição completa.

 

Pressão da APEOESP e do Sinpeem-SP faz governo Doria recuar no retorno de aulas presenciais

Após declarar que as aulas presenciais nas escolas públicas e privadas retornariam no mês de setembro, a pressão feita pela APEOESP, pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) e por professores(as) do estado forçou o governador João Doria a recuar da proposta e declarar que, agora, a retomada das aulas presenciais só ocorrerá a partir do dia 7 de outubro. A pressão e a luta dos movimentos sindicais e do magistério paulista mostram a mesma preocupação que o Sinpro tem demonstrado ao longo destes meses, quando o sindicato exige da Secretaria de Educação do Distrito Federal responsabilidade em relação à COVID e ao retorno das aulas presenciais. O motivo é o mesmo: entendemos que este não é o momento de retorno, uma vez que estamos com a curva de contaminação e de mortes em alta no país, e a escola deve ser o último espaço da sociedade a retornar as atividades.

Mesmo demonstrando mais preocupação com a questão financeira que com a vida de estudantes e profissionais da Educação, João Doria teve de voltar atrás e declarou na última semana que a data prevista pelo chamado Plano SP seria adiada porque as condições impostas para a retomada do ensino presencial não foram cumpridas. Agora, as unidades serão liberadas para reabrir para recuperação e atividades de acolhimento de alunos, de forma opcional, a partir do dia 8 de setembro. A ideia é mitigar a situação de pais que tenham voltado a trabalhar presencialmente e não tenham como ficar com os filhos.

A informação sobre o adiamento foi antecipada pela colunista Raquel Landim, da CNN, e confirmada pelo jornal Folha de São Paulo.

Com isso, o governo abandona o plano de retomada da educação antes anunciado, que exigia a permanência de 80% da população do estado na fase amarela do plano ao longo das quatro semanas imediatamente anteriores à retomada e dos outros 20% por pelo menos metade desse prazo para que as escolas fossem reabertas.

Inicialmente, o plano era a retomada a partir de 5 de outubro, mas o governador decidiu na manhã desta sexta adiar por mais dois dias o retorno após reunião com as áreas da saúde e educação.

Os estabelecimentos estão fechados desde 23 de março por causa da quarentena imposta para frear o avanço do novo Coronavírus. Atualmente, menos de 60% do estado encontra-se na fase amarela, a terceira da escala de cinco estágios que rege a reabertura das atividades econômicas presenciais no estado levando em conta critérios como mortes e internações decorrentes da Covid-19 e ocupação de leitos de UTI.

A capital está nessa fase. Do restante, a maior parte está na fase laranja, a segunda, que permite o funcionamento limitado de poucas atividades, e quatro regiões (incluindo Campinas e RibeirãoPreto) ainda estão na fase vermelha, a mais restritiva.

O estado de São Paulo acumula até agora o registro de 24,4 mil óbitos pelo novo coronavírus, quase 1 em cada 4 ocorridos no país. Embora a capital esteja em tendência e desaceleração de casos, ela concentra 40% dessas mortes.

A volta opcional em setembro e oficial em outubro é uma tentativa de equacionar as pressões contrárias e favoráveis à reabertura.

O plano inicial do governo era de liberar a reabertura dos colégios públicos e particulares a partir de 8 de setembro. A condição para a retomada das aulas presenciais era de que todo o estado ficasse por 28 dias na fase amarela, a terceira do plano de reabertura controlada, o que não vai ocorrer.

Apesar da pressão de escolas particulares para a retomada das aulas, pais, professores e até mesmo prefeitos não têm segurança no retorno. Prefeitos de municípios do Grande ABC também já anunciaram que as escolas não serão reabertas neste ano.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na noite de quarta (5), um projeto de lei que define medidas sobre a volta às aulas na capital e delega aos pais ou responsáveis legais a decisão sobre o comparecimento às aulas presenciais durante a pandemia.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, havia adiantado que, na capital, era improvável a retomada em setembro, o que depois voltou a ser dito pelo secretário Bruno Caetano. Nova sondagem da Secretaria Municipal da Educação indicou que 80% dos pais de alunos da rede municipal temem o retorno dos filhos às aulas presenciais.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

 

Sinpro dá continuidade à mesa de negociação com a SEE

A Comissão de Negociação do Sinpro deu continuidade às reuniões da Mesa de Negociação Permanente com a Secretaria de Educação do Distrito Federal. Durante encontro com a SEE na manhã dessa sexta-feira (07), o ponto central da pauta foi a não aceitação do retorno presencial às aulas/atividades devido à alta na curva de mortos e contaminados pela COVID-19.

Confira abaixo cada um dos pontos debatidos:

 

Retorno das aulas presenciais – O retorno presencial, neste momento, é totalmente rechaçado pela diretoria do Sinpro, uma vez que no Distrito Federal o momento é de crescimento na curva de mortes e contaminações em decorrência da COVID. Durante a reunião reafirmamos que a Secretaria de Educação não apresentou, de forma concreta, que mecanismos de controle ela dispõe para garantir com segurança o retorno às aulas de forma presencial.

Até o momento não há nenhuma proposta clara de cronograma para a realização das testagens nos profissionais do magistério. A SEE reafirmou que está aguardando a Secretaria de Saúde apresentar uma proposta de cronograma, além de estratégias para a realização das testagens.

A secretaria ainda afirmou que o cronograma apresentado para o retorno presencial se concretizará à medida em que ficar evidenciado o controle da pandemia, a partir do decréscimo da curva de contaminação. Nessa perspectiva, ficou indicado que, considerando o movimento de crescimento ou não da curva de contaminação, o cronograma será alterado.

É importante ressaltar que também foi reafirmado pela SEE que o retorno presencial, quando houver, ocorrerá após a definição do cronograma de testagem e ambientação dos profissionais do magistério.

 

Aprova Brasil – O projeto Aprova Brasil foi lançado no primeiro ano do governo Ibaneis Rocha e contempla cerca de 174 escolas nas áreas de Português e Matemática. A SEE fez um contrato com a Editora Moderna para a implementação deste projeto no Distrito Federal, com a finalidade de melhorar os índices de avaliação de estudantes do 2º ao 9º ano no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB). É um projeto que tinha sido pensado desde 2019 e conta com teleaulas, material didático, aplicativo com pacote de Internet reversa para as duas áreas e material impresso.
Diante de tudo isto, apontamos para a SEE que o Sinpro se preocupa quando o governo adquire pacotes já prontos como este, sem a devida construção e contextualização com a nossa categoria, sem considerar os contextos sociais, econômicos e políticos das diversas realidades que atingem a população do DF.
Também apontamos a impossibilidade de milhares de estudantes acessarem a “nova plataforma” pela falta de equipamentos eletrônicos, já que somente com o pacote de Internet reversa não resolve o problema destes estudantes.
Ressaltamos ainda que com este projeto haverá um acréscimo muito grande de trabalho para os(as) professores(as) de Português e Matemática, uma vez que este projeto, em sua forma remota, se dará em outra plataforma. Os(as) profissionais do magistério, que já estão sobrecarregados(as) com este trabalho remoto, ficariam mais sobrecarregados porque teriam que cuidar de mais uma plataforma, além do i-Educar e Classroom.
Como proposta para contornar este problema, sugerimos que este projeto fosse suspenso e não fosse implementado neste momento de pandemia. A secretaria argumentou que como o governo fechou o contrato, deveria ser implementado sob a pena dos atuais gestores responderem judicialmente pelo fato de terem utilizado dinheiro público para comprar um pacote e o mesmo ficar deteriorando, não sendo possível a não execução do projeto já neste ano letivo.
Depois de muita discussão a SEE disse que o projeto, que deveria iniciar na próxima segunda-feira (10), será atrasado em duas semanas.

 

Aplicativo de dados Outro ponto debatido durante a reunião foi com relação ao aplicativo de dados para estudantes e profissionais que não têm acesso à internet. Dizemos que muitos(as) estão impossibilitados(as) de acessar o conteúdo trabalhado na plataforma e vários(as) outros(as) utilizam seus próprios pacotes de dados para esta finalidade.

A Secretaria de Educação disse que o aplicativo já está disponível, mas o pacote de dados reverso ainda não está contratado, uma vez que depende do retorno das operadoras. A pasta afirmou que já foi publicado um edital estabelecendo o valor mínimo que o governo está disposto a pagar por cada pacote, mas que até o momento as operadoras não responderam.

A expectativa da SEE é que na próxima semana haja uma resposta formal por parte das operadoras.

 

Processo de avaliação – Na avaliação do sindicato, construída a partir do debate com a categoria, não é possível avaliar os(as) estudantes neste momento de pandemia. É importante considerarmos a quantidade de estudantes com dramas pessoais, com vários tipos de limitações, com o peso de uma carga social, dificuldades para acessar a plataforma remota pela falta de equipamento ou internet. Este cenário não permite que haja um processo de avaliação para a definição de quem será aprovado, reprovado, que nota receberá ou se atingiu o número máximo de faltas.

Como estamos passando por um ano atípico, com uma conjuntura absolutamente diferente, é preciso compreender o ano letivo descolado do ano civil. A secretaria reafirmou que o ano letivo de 2020 não se encerrará no ano civil de 2021.

É preciso pensar em um projeto de educação para o momento pós-pandemia, que minimize os efeitos colaterais e pedagógicos dos(as) estudantes da rede pública de ensino.

O Sinpro continuará discutindo com a Secretaria de Educação elementos e ações relevantes para que a Educação Pública do DF seja construída e reconstruída a partir da premissa básica de uma educação socialmente referendada.

A secretaria disse, também, que não há nenhuma orientação para que seja feito algum tipo de registro que aponte aprovação ou reprovação, e que a avaliação deve ser processual, mas que não pode ser como em tempos normais. Segundo a SEE, a ideia é que os estudantes sejam avaliados ao longo do processo.

 

O Sinpro continua debatendo com o governo estes e outros pontos de interesse da categoria, já que passamos por um período difícil e que impossibilita a realização de um ano letivo normal. A Secretaria de Educação disse que publicaria ainda nessa sexta-feira (07) orientações sobre o processo de avaliação e de escrituração das atividades.

Sigamos firmes na luta pela defesa da vida e contra o retorno das aulas/atividades presenciais.

 

 

Alerta total: Congresso pode apreciar veto que congela a carreira magistério

A diretoria do Sinpro pede à categoria que fique em alerta porque o Veto 17, que corresponde ao veto do congelamento salarial da Lei Complementar nº 173/2020, poderá ser apreciado na próxima terça-feira (11). É importante ressaltar que o veto excepcionaliza descongelamento à carreira magistério público.

Para que o veto seja derrubado é necessário que seja apreciado pelo Congresso Nacional. Esta sessão conjunta já havia sido marcada por duas vezes e desmarcada de última hora. Devido às últimas notícias, há uma possibilidade real de votação na próxima semana, dado o volume de vetos que estão sobrestatando a pauta do Congresso. Em função deste grande número de pautas, o Veto 17 seria apreciada no dia 11 de agosto para destravar a pauta do Congresso.

Diante disto o Sinpro alerta a categoria que uma vez confirmada a sessão, estaremos em mobilização virtual para que os(as) professores(as) pressionem os(as) senadores(as) e deputados(as) federais, de forma que possamos garantir que o Veto 17 seja derrubado e a carreira magistério fique de fora deste congelamento, que também congela a estrutura da carreira, com todos os benefícios que ela possui (avanço de padrão, adicional de tempo de serviço e quinquénio).

No Distrito Federal já temos vários(as) professores(as) e orientadores(as) sentindo os prejuízos financeiros, pois não têm os benefícios da carreira desde o dia 28 de maio, quando a lei foi sancionada pelo presidente Bolsonaro, que não concordou com esta excepcionalidade, impondo aos professores e orientadores do DF e do país um congelamento da estrutura das suas carreiras.

 

Saiba mais sobre os efeitos do congelamento na Carreira Magistério:

Carreira Magistério congelada

 

Saber Viver em Casa: Dia Internacional dos Povos Indígenas

O dia 9 de agosto marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas. Diferente da comemoração do Dia do Índio (19 de abril), a data internacional é uma conquista para as nações indígenas do mundo inteiro. A agenda foi criada em 1995, pelas Nações Unidas, e busca garantir autodeterminação e os direitos humanos de todas as etnias indígenas. A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) aproveita a data para saudar os diversos povos indígenas, em especial aqueles que são responsáveis por manterem vivas suas culturas no Brasil e as 274 línguas indígenas faladas no país, conforme registra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É diante de uma data tão importante e significativa que o Sinpro realiza, nesta segunda-feira (10), às 18h30, mais uma edição do programa Saber Viver em Casa. Trazendo como tema Dia Internacional dos Povos Indígenas, Iberê, indígena do povo M’byá Guarani, Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília (UNB), Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Acre (UFAC); e a diretora do Sinpro e professora da rede pública de ensino do Distrito Federal Márcia Gilda debatem este tema tão necessário nos dias de hoje.

Assista ao programa pela TV Comunitária, no canal 12 na NET-DF, e pelo Facebook e Youtube do Sinpro-DF.

#Fique em casa e não perca, será a partir das 18h30!

 

Coronavírus na escola: o que diz a ciência sobre os riscos da volta às aulas?

“Vocês vão mandar suas crianças de volta para as aulas?”

A pergunta está presente em praticamente todos os grupos de WhatsApp de pais de alunos. Escolas do Brasil e de todo o mundo se preparam para reabrir pela primeira vez desde março, quando a maioria foi fechada devido à quarentena contra o coronavírus.

Mas o que a ciência diz sobre as escolas durante a pandemia? Elas podem reabrir agora com segurança para alunos e professores? O fechamento delas ajudou a conter a pandemia?

Em termos gerais, as pesquisas sugerem que pode ser seguro reabrir escolas onde não há grandes surtos da doença, mas que seria necessário manter medidas como distanciamento social. Além disso, seria vital ter um bom sistema de testes e de rastreamento de contatos — algo que inexiste em diversos lugares, como no Brasil.

Os estudos também mostram que professores, funcionários e alunos de escolas secundárias estão em maior risco que crianças pequenas de contrair a covid-19 — e que esses riscos não são nada desprezíveis.

Reprodução: BBC BRASIL

7 de agosto: mobilização virtual no Dia Nacional de Luta pela Vida e

Em pouco mais de 5 meses de pandemia do novo coronavírus, o Brasil chega às vésperas de alcançar a triste soma de 100 mil mortes em decorrência da covid-19. Esse número impressiona. É mais do que um Maracanã com a capacidade máxima (78.838 espectadores) de torcedores ou dois estádios Mané Garrincha lotados (45.200 espectadores cada um). Para se ter uma ideia melhor, essa tragédia corresponderia à queda de 538 aviões da Gol lotados neste período.

Ou seja, equivale à queda de oito aviões da Gol lotados a cada 24 horas (ou à queda de um avião lotado a cada 3 horas) nos 5 meses. Trata-se de um massacre, subnotificado, de muito mais de 100 mil pessoas, em apenas 5 meses, que poderia ter sido evitado. O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia. Está há meses sem Ministro da Saúde e sem política de combate à pandemia. Dentre as várias vergonhas federais relacionadas à não gestão desta crise sanitária, os números revelam que a pandemia do novo coronavírus já matou o triplo de gente no Brasil do que a gripe espanhola, entre 1918 e 1920, embora, hoje, o país possua medicina, pesquisa científica e instrumentos públicos evoluídos e capazes de evitar o genocídio. 

O Brasil começa, esta sexta-feira (7), com mais de 2,9 milhões de contaminados confirmados, 1.226 mortes nas últimas 24 horas (de 5 para 6/8) e 98.644 mortes desde o início da pandemia até hoje (20h de 6/8). Nas últimas 24 horas (entre os dias 5 e 6/8) foram confirmados 54.801 novas contaminações e, nos últimos 7 dias, a média de novos casos foi 43.396. São dados com subnotificações em razão da falta de testes e foram consolidados, às 20h, de quinta-feira (6), pelo consórcio de veículos de imprensa.

Soma-se a isso o aumento do desemprego por causa da crise econômica criada pela política neoliberal do presidente Jair Bolsonaro. O País conta, hoje, com 12,8 milhões de desempregados e uma taxa de desemprego de 13,3%, a maior em 3 anos. Esses dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nessa quinta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pnad Contínua indica que só no segundo trimestre, 8,9 milhões de pessoas perderam o emprego, justamente durante o pico da pandemia.

Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF, afirma que a Central Única dos Trabalhadores (CUT), sindicatos, federações, confederações e representantes de todas as centrais sindicais  estão mobilizados no ato nacional desta sexta-feira (7) intitulado Dia de Luta pela Vida nas 27 unidades da Federação. “Às 11h haverá um twitaço com a hashtag #7deagostolutapelavida. Participe!”, convida a sindicalista.

“Nós, da diretoria do Sinpro-DF, convocamos a categoria a participar do Dia Nacional de Luta pela Vida e dos Empregos e, às 11h, participe do twitaço nas redes sociais, com a hashtag #7deagostolutapelavida, uma vez que, assim como os demais trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada, nós, trabalhadores e trabalhadoras do magistério e da educação, também estamos correndo riscos e sofrendo, diariamente, ameaças de voltarmos a qualquer momento às aulas presenciais, o que significará uma sentença de  morte para a nossa categoria”, afirma Rosilene.

Tragédia anunciada — O presidente da CUT, Sérgio Nobre, avalia que não é possível ver 100 mil mortos como um número frio, e sim como uma tragédia. “Para isso é preciso que a população manifeste sua insatisfação com este governo, afirma Sérgio Nobre, presidente da CUT, ao se referir ao número de vidas perdidas para a covid-19. “Nós alertamos no início da pandemia, em março, que se o governo federal não abraçasse e coordenasse uma política e um processo de isolamento social para que pudéssemos sair, rapidamente, dessa crise, preservando vidas e empregos, o País vivenciaria uma enorme tragédia”, diz.

A tragédia anunciada da perda de milhares de vidas para a pandemia e de uma economia no fundo do poço por causa da política neoliberal e por falta de um comando nacional se consolida a cada dia. Esta semana, o Brasil atingiu a triste marca de 100 mil mortos por covid-19 e todo mês milhares de trabalhadores(as) perdem o emprego e não têm nem sequer a esperança de uma rápida recolocação no mercado de trabalho.

No entendimento dos sindicalistas, “tanto os números de brasileiros mortos quanto os de desempregados poderiam ter sido evitados se o Presidente da República não fosse irresponsável, ao chamar a covid-19 de gripezinha, defender o uso de remédio ineficaz (cloroquina) contra a doença, promover aglomerações, não utilizar máscaras, não liberar recursos suficientes para a área de saúde e não apresentar nem sequer uma proposta de geração de emprego e renda”.

A nota da CUT diz que “a incompetência ou descaso com a pandemia é tamanha que, de março até 25 de junho, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL e, hoje, sem partido), por meio do Ministério da Saúde, gastou apenas $ 11,4 bilhões ( 29%) dos R$ 38,9 bilhões  que seriam destinados ao combate ao novo coronavírus. O valor foi revelado em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) obtida pelo jornal Folha de São Paulo.

Crise econômica e social — O presidente da CUT ressalta que o País vive outra pandemia, a de demissões e de fechamento de empresas, em especial as micro e pequenas, que têm, entre seus proprietários, ex- trabalhadores que investiram suas poupanças e reservas financeiras em um negócio para manter suas famílias. “São ex-bancários, químicos, metalúrgicos, gente que perdeu o emprego e que como única forma de sobrevivência, montou seu pequeno negócio para sustentar a sua família e agora está vendo o seu negócio fechar”, lamenta.

Por todos esses motivos é que, nesta sexta-feira (7), nos mobilizamos pelo Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos (#7deagostolutapelavida). As manifestações serão virtuais e simbólicas para respeitar o distanciamento social necessário para ajudar a evitar a disseminação da covid-19.

Com informações da CUT

Confira, a seguir, matéria da com mostrando como será a  mobilização virtual de 7 de agosto em cada estado

Presidente da CUT convoca para o Dia Nacional de Luta pela Vida, 7 de agosto 

ACESSIBILIDADE

Nova decisão Justiça determina fechamento das escolas particulares no DF

A decisão do desembargador do trabalho, Luís Vicentin Foltran, foi tomada no fim da tarde desta quinta-feira (6). Ele deferiu o pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e no Tocantins (MPT-DF/TO)  e determinou  o fechamento imediato das escolas particulares no Distrito Federal (DF).

Segundo informações da imprensa, cabe recurso da decisão, mas, por enquanto, a determinação é a de que as instituições de ensino permaneçam com as atividades suspensas até a ação civil pública que trata do tema transite em julgado.

O MPT já vem sinalizando que é preciso pensar na segurança no retorno de escolas porque os(as) profissionais que trabalham nelas (professores(as) e orientadores(as) e outros trabalhadores da educação) estão mais expostos aos perigos do vírus.

O MPT-DF/TO protocolou um mandado de segurança, enviado ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) na quarta-feira (5/8). Na ação, o órgão recorria contra uma decisão judicial que autorizava a retomada das aulas nas escolas particulares, celebrada pelos representantes das escolas, mas que deixou muitos pais apreensivos.

Após a autorização para funcionar, alguns estabelecimentos receberam poucos estudantes, nesta quinta-feira (6), mesmo adotando uma série de medidas de segurança. Em algumas escolas, os poucos estudantes que foram às aulas passaram por uma desinfecção na entrada e os(as) professores e demais profissionais receberam orientações sobre como agir e equipamentos de proteção individual.

Leia mais sobre o tema:

Juíza e sócia de imóvel onde funciona escola autoriza o retorno de aulas presenciais na rede privada do DF  

Saiba como ajudar NA PRESSÃO pela aprovação do Fundeb no Senado

 

A luta por uma educação de qualidade é de toda sociedade. Sem Fundeb não haverá educação pública para todos. No site NA PRESSÃO você pode pressionar os senadores e ajudar a luta pela aprovação.

É preciso manter a mobilização digital para que o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Novo Fundeb) seja votado no dia 18 e aprovado no Senado Federal sem nenhuma mudança. Só assim a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 15/2015, que renova e torna permanente o Novo Fundeb será promulgada pelo Congresso Nacional. O tempo já está curto. O atual fundo vence dia 31 de dezembro deste ano e sem Fundeb milhares de crianças e adolescentes ficarão fora das escolas.

O apelo pela mobilização é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da Educação (CNTE), Heleno Araújo. Se acordo com ele, foi a pressão nas redes que fez o texto da relatora, Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), ser aprovado em dois turnos na Câmara do Deputados, no último dia 21. A proposta aprovada pelos deputados prevê a ampliação de recursos da União para na educação pública dos estados e municípios, torna o fundo permanente, garante o subsídio para mais de 40 milhões de matrículas de redes estaduais e municipais de ensino em todo país e um piso salarial para os trabalhadores e trabalhadoras da educação.

A aprovação histórica do Novo Fundo na Câmara só foi possível por causa da  grande pressão que a sociedade, sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras da educação e todos que lutam por um ensino público e de qualidade, diz Heleno. Para o dirigente, a pressão feita diretamente nas redes sociais e aplicativos de mensagens dos aos deputados e deputadas, por meio do site NAPRESSÃO da CUT foi fundamental para esta primeira vitória.

O #VotaFundeb chegou a ser o 13º assunto mais comentado no mundo no Twitter, diversos deputados gravaram vídeos e publicaram em suas redes se comprometendo a votar a favor do fundo, os sindicatos também pressionaram virtualmente os deputados em suas bases e mais de 20 mil pessoas pressionaram os parlamentares mais de 110 mil vezes pela ferramenta virtual de participação social, política e cidadã da CUT.

Até a ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, se manifestou em defesa ao novo fundo. Em reportagem para a BBC News Brasil ela disse que “o Fundeb é fundamental para assegurar um futuro em que todas as meninas brasileiras possam ir à escola, não importa onde vivam”.

Para ajudar na mobilização digital para que o Novo Fundeb seja aprovado também pelos senadores, você pode acessar o NAPRESSÃO e isso pode ser feito com apenas alguns cliques.

Ao entrar na plataforma, você precisa clicar na “Campanha #VotaFundeb”, depois em “pressionar” e escolha um senador, de preferência quem está indeciso ou contra a PEC, e mandar seu recado.

Ao entrar na outra tela, aparecerá “pressione”, aí você só escolhe por qual rede quer pressionar o parlamentar, clique nesta rede e pronto. É só mandar uma mensagem pedindo para que ele vote a favor do Novo Fundeb.

Nas redes sociais, é só usar a hashtag #VotaFundeb ou participar dos tuitaços que acontecem periodicamente e são convocados pela CNTE ou pelos sindicatos que apoiam a PEC. Você pode também mandar uma mensagem direta para um dos três senadores do estado em que mora e lembrá-lo do seu voto antes de pedir o sim dele para o novo Fundeb.

 “A pressão para a aprovação total da PEC 15 deve continuar e até aumentar, porque, para os recursos serem liberados pelo governo Federal, uma Lei que regulamenta o texto de Dorinha precisará ser aprovada na Câmara, no Senado e ainda vai depender da sanção de Bolsonaro, que já se posicionou contra o fundo. Todo mundo pode ajudar a pressionar”, ressaltou Heleno se referindo ao presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL).

A professora e presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, disse que é fundamental a pressão pela aprovação da integra da PEC, que trará muitos avanços na educação pública.

“A permanência do Fundeb assegura que a educação pública seja política de Estado e não fique à mercê de governos, garante a valorização de todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação, avança na questão do Custo Aluno Qualidade (CAQ), necessário para a escola pública investir e avançar na qualidade, aumenta o aporte financeiro da União de 12% para 23% e a universalização da educação infantil”, afirma Ana Cristina.

Estamos na luta, este ano teremos eleição, e temos dito, que partido que vota contra a Educação, não ganha eleição!- Ana Cristina

O professor, Secretário-Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimatau e Seridó Paraibano (SINPUC) e presidente da CUT Paraíba, Sebastião José dos Santos, conhecido como Tião, disse que apesar de ter tido a primeira vitória na Câmara temos que superar os obstáculos que vêm pela frente e a vitória será com muita mobilização.

Tião disse que vai seguir as orientações da CNTE, como fez na votação na Câmara. Ele contou que fez uma live com os deputados de base e garantiu o compromisso deles com a educação em todas as redes sociais do movimento sindical na Paraíba. E agora isso será repetido com os senadores.

“Nesta semana faremos uma live com os três senadores da Paraíba para que eles vejam a nossa mobilização no estado e ouçam o clamor da sociedade e dos trabalhadores da educação pedindo a aprovação do financiamento da educação. É preciso que eles se sensibilizem e ouçam os seus eleitores”, disse Tião.

O professor e presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, voltou a lembrar da lei que irá regulamentar a PEC e disse que será preciso muita vigilância e pressão do movimento sindical e dos trabalhadores da educação para que o Fundeb passe a valer efetivamente.

“A mobilização deve ser permanente até a aprovação final da PEC e da lei regulamentadora, para que de fato tenha recursos públicos para melhorar a qualidade da educação pública desse país.  E não com recursos da iniciativa privada, como querem alguns parlamentares e o governo de Jair Bolsonaro. Por eles a educação será privada e poucos tirão direitos. #VotaFundeb”, finalizou o dirigente.

Edição: Marize Muniz

*Com colaboração das assessorias de imprensa das CUTs Ceará (Tarcísio de Aquino) ,  Paraíba (Lúcia  ) e do secretário de Comunicação da CUT Sergipe (Plinio)

 

Reprodução: CUT 

 

 

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