TV Sinpro desta terça (16) coloca a volta às aulas em debate

A diretoria do Sinpro faz, nesta terça-feira (16), um programa TV Sinpro especial com o tema Volta às aulas na rede pública de ensino do Distrito Federal (não presencial). O tema do programa, que será apresentado às 17h, foi uma proposta apresentada pela diretoria do sindicato nas reuniões com os(as) delegados(as) sindicais e gestores(as) das escolas. Realizaremos esta importante Live para que a categoria possa, por meio do Facebook e Youtube, fazer perguntas e tirar suas dúvidas.

O TV Sinpro é um programa transmitido ao vivo pela TV Comunitária, toda terça-feira, às 17h, pela página eletrônica do Sinpro-DF no Facebook, pelo Canal 12 da NET e pelo site e fanpage da TV Comunitária.

Assista pelo Facebook do Sinpro-DF: facebook.com/sinprodf

 

As reprises são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

Sinpro-DF disponibiliza plataforma exclusiva para retorno às aulas em período de pandemia

Acompanhando o retorno às aulas, o Sinpro-DF disponibiliza, desde este sábado (13/6), para a categoria, uma plataforma exclusiva para retorno às aulas durante o período da pandemia do novo coronavírus.

 

As teleaulas e o ambiente virtual passaram a ser realidade na vida de professores e professoras, de estudantes e suas famílias. Uma situação extremamente nova que tem modificado de forma inesperada as condições de trabalho e a educação. A insegurança diante de um Plano de Retorno às Aulas acelerado está deixando a comunidade escolar ansiosa de sua realocação na imatura estrutura de oferta do serviço público de educação que utiliza as tecnologias ou de material impresso para atender ao direito à aprendizagem e direito ao trabalho digno dos(as) trabalhadores(as) do magistério público.

Dizer que “vamos aprendendo fazendo” não é tão simples como parece perante a ausência de condições e os percalços econômicos, formativos, espaciais, temporais e de saúde manifestados já neste inicial período de execução do plano improvisado para a excepcionalidade que o mundo vive.  Especialmente, a categoria de professores e professoras está ansiosa diante dos desafios impostos pelo teletrabalho, uma vez que a presença nas relações é condicionante para o ofício do professor e da professora.

Por isso, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) está incitado a proteger, orientar, informar e defender a comunidade escolar com vistas a garantias inalienáveis das condições justas e humanitárias de trabalho e de aprendizagem. Desse compromisso, foi construída esta plataforma de manifestações. A comunicação aqui é um importante instrumento para a atuação do sindicato no acompanhamento dessa alternativa de educação promovida pela Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF).  O relato de sua experiência e de suas dificuldades servirá de base para ações institucionais e jurídicas do sindicato.  

Este espaço https://sinpro25.sinprodf.org.br/retorno-as-aulas/  tem como foco exclusivo o retorno de volta às aulas de forma remota e que também será um local que proporcionará a oitiva dos(as) professores(as), orientadores(as), com o intuito minimizar as possíveis consequências e dificuldades que também atingem de forma certeira os diversos segmentos da comunidade escolar – pais, estudantes e demais trabalhadores(as) da educação.

 

#FaleComOSinpro

Conte para o sindicato!

O Sinpro-DF é por você!

Acesse: https://sinpro25.sinprodf.org.br/retorno-as-aulas/

Ou, para encaminhar mensagem de WhatsApp, basta clicar neste link: (61) 9 9979-0132

 

Reunião virtual dos aposentados sobre alíquota previdenciária nesta segunda (15)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que realizará, nesta segunda-feira (15), uma reunião virtual sobre a alíquota previdenciária dos(as) servidores(as) públicos(as).

A reunião será realizada, às 10h, pelo aplicativo Zoom (baixe e instale o aplicativo no seu celular ou computador). Aposentados(as) que quiserem participar, envie mensagem para o número (61) 9 99430217 pelo WhatsApp e fale com a diretora Elineide ou clique no link a seguir: https://sinpro25.sinprodf.org.br/reuwhats

Serviço:
Evento: Reunião com aposentados(as)
Data: Segunda-feira (15/6)
Horário: 10h
Pauta: ALÍQUOTA PREVIDENCIÁRIA DOS SERVIDORES

 

Carreata pela democracia e pelos direitos neste sábado (13)

O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para uma Carreata pela democracia e pelos direitos. A atividade será realizada neste sábado (13), às 10h, na saída da Funarte (estacionamento atrás da Torre de TV).

Todos(as) os(as) participantes ficarão dentro do carro, inclusive no local da concentração. Desta forma manteremos o isolamento social, orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

#carreata #democracia #direitostrabalhistas

Sinpro convida os gestores para reunião nesta sexta (12)

O Sinpro convida os(as) gestores(as) de todas as escolas públicas do Distrito Federal para uma reunião com a direção do sindicato nesta sexta-feira (12), às 16h. A reunião terá a participação da Secretaria de Assuntos Jurídicos do sindicato e apresentará como pauta Direito dos Trabalhadores, Pandemia e Retorno às aulas.

A reunião será feita pela plataforma “Zoom”. Se você ainda não instalou o aplicativo do “Zoom”, o link te direcionará para a ‘Play Store’ (celulares Android) ou ‘App Store’ (celulares Apple).

Para baixar em celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings.

Para baixar em celulares Apple: https://apps.apple.com/br/app/zoom-cloud-meetings/id546505307.

Os(as) interessados(as) em participar da reunião terão acessar ao link durante a manhã desta sexta (12), na página do Sinpro. Aqueles(as) que não tiverem recebido o link até o final da manhã poderão solicitar pelo WhatsApp 99685-4997 para a abertura da sala virtual. Participe!

Novo Calendário Escolar é apresentado em plena alta da pandemia

Em reunião com a SUPLAV durante a manhã desta terça-feira (09), a Comissão de Negociação do Sinpro foi informada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal de uma proposta de consulta pública para a recomposição do Calendário Escolar de 2020. Segundo a secretaria, os(as) interessados(as) poderão se manifestar fazendo a sua escolha por e-mail.

Para a diretoria do sindicato, uma consulta pública, onde as sugestões serão feitas por e-mail, não garante a participação de todos(as) e não anula a falta de estrutura para que muitos(as) estudantes possam voltar às aulas por meio de ensino remoto. No último mês o Sinpro apresentou uma pesquisa feita com mães, pais e responsáveis por estudantes da rede pública de ensino, onde revela que mais de 100 mil estudantes da escola pública não assistiram a nenhuma Teleaula disponibilizada pela programação da Secretaria de Estado e ficarão fora da plataforma.  

Clique aqui e confira o Calendário.

 

Volta às aulas em momento crítico da pandemia

A exemplo dos pais, mães e dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o Sinpro questiona a volta às aulas e o retorno do ano letivo em um momento tão delicado quanto este, quando a pandemia está em alta. Mas o sindicato apontará as falhas e analisará a forma como estas aulas serão dadas e o conteúdo repassado aos(às) estudantes. Um dos questionamentos é qual alternativa será apresentada para atender os mais de cem mil alunos que a pesquisa apresenta e que não tem as ferramentas necessárias para o modelo de educação mediada por tecnologia.

No projeto de Calendário apresentado pela Secretaria de Educação, infelizmente não conseguimos visualizar estes estudantes que não terão acesso à plataforma, tendo em vista que ninguém pode prever quando o Distrito Federal terá as condições necessárias para o retorno às aulas presenciais.

O Sinpro solicitou uma reunião com as demais subsecretarias responsáveis pelas áreas envolvidas no plano de retorno às aulas, uma vez que a comunidade escolar e as escolas têm apresentado inúmeros questionamentos, dúvidas e apontado fragilidades a respeito desta proposta. Já temos uma reunião prevista para a próxima sexta-feira (12), mas solicitamos uma antecipação com estas áreas entendendo a urgência das respostas que estão deixando a categoria apreensiva.

Conselho de Educação recebe pesquisa realizada pelo Sinpro-DF

O diretor do Sinpro-DF, Alberto Ribeiro, participa da reunião ordinária do Conselho de Educação do DF, no dia 9/6/20202, na qual apresentou o resultado das pesquisas sobre Covid-19 e volta às aulas, realizadas pelo Sinpro-DF

 

 

O Sinpro-DF apresentou o resultado da pesquisa sobre  Covid-19 e volta às aulas ao Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), durante reunião ordinária do órgão, realizada na tarde desta terça-feira (9). Com esta matéria, o sindicato também finaliza a série intitulada “Exclusão educacional no DF” sobre o resultado das duas pesquisas com a comunidade escolar. Confira no final do texto todas as matérias da série e o arquivo completo do Relatório Final da Pesquisa do Sinpro-DF.  

O sindicato tem acento no Conselho e, em sendo um dos 17 membros representantes da sociedade civil, destaca a importância de apresentar o resultado da pesquisa ao órgão normativo e consultivo da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) porque, a partir das respostas, a pesquisa pode trazer informações importantes e pertinentes sobre a rede pública de ensino do DF.

“Essa pesquisa apresenta opiniões da comunidade escolar, desde pais, mães e responsáveis por estudantes até professores e orientadores educacionais e pode nortear alguma ação da SEEDF”, afirma Alberto Ribeiro, coordenador da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF e representante do sindicato na reunião do conselho.

Ribeiro informa que os(as) conselheiros(as) representantes da SEEDF e demais gostaram da iniciativa, acharam válido o conteúdo apresentado porque traz uma luz sobre as atividades remotas. Eles/as pediram ao sindicato a realização de outra pesquisa após o início das aulas remotas, a serem iniciadas no fim de junho.

“Foi uma pesquisa importante apresentada ao Conselho, que a recepcionou muito bem. Tanto é que me deu um espaço bom para apresentá-la. Após a apresentação, seis conselheiros comentaram e, dentre os comentários, disseram que o Sinpro-DF,  mesmo não tendo a obrigação de fazer esse trabalho, o fez e trouxe luz a uma escuridão de informações por meio das opiniões de pais, responsáveis, professores e orientadores educacionais em relação a atividades mediadas por tecnologias. Isso é importante do ponto de vista de dados para orientar os passos a serem seguidos a partir de agora”, analisa o diretor.

Pandemia e volta às aulas: o conteúdo da pesquisa
Realizadas entre os dias 21 e 31 de maio, as duas pesquisas de opinião sobre a pandemia da Covid-19 e a volta às aulas foram disponibilizadas no site e redes sociais da entidade. Uma pesquisa foi feita com pais, mães e responsáveis por estudantes; e, a outra, com professores(as) e orientadores(as) educacionais – cujos questionários foram respondidos de forma espontânea e por livre adesão dos participantes.

No questionário dirigido aos(às) pais, mães e responsáveis por estudantes, havia 14 perguntas dando conta do tema da volta às aulas durante a pandemia do novo coronavírus e as condições materiais de cada família sobre o retorno presencial e o acesso às aulas de ensino remoto por meio de tecnologias. A pesquisa destinada aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais, com 16 perguntas, também tratava do mesmo tema e das condições de trabalho em casa.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi disponibilizada no site para livre adesão da comunidade escolar. Dez mil pais, mães e responsáveis responderam, livremente, as 14 perguntas do questionário dirigido a eles/as. Já a pesquisa destinada a professores(as) e orientadores(as) educacionais, com, 16 perguntas, foi respondida por 4.020 trabalhadores(as) do magistério público. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e/ou para menos, segundo todos os parâmetros para garantir uma pesquisa segura, que possa retratar, o mais próximo possível, a realidade do segmento pesquisado.

Entre os critérios para assegurar a segurança no levantamento, o sindicato adotou regras e aplicativos que impedem fraudes. As pessoas que preencheram o formulário destinado aos pais, mães e responsáveis por estudantes da rede pública de ensino só poderiam utilizar um único CPF.

Foram utilizados também dois critérios que impedem a interação de robôs nos meios eletrônicos: a proteção do IP (Internet Protocol/Protocolo de Interne), de forma que o mesmo IP só poderia participar da pesquisa com até dois CPF diferentes; e uma proteção denominada Captcha, que serviu para impedir que robôs respondessem o questionário de maneira a distorcer a pesquisa.

No caso do questionário dos(as) professores(as)/orientadores(as) educacionais, a metodologia foi mais refinada porque participaram, apenas, os(as) trabalhadores(as) do magistério da SEEDF com cadastro de associado ao Sinpro-DF. O cadastro de cada um(a) dos(as) que participaram da pesquisa foi conferido para verificar se era, realmente, sindicalizado(a), de forma que há uma precisão no levantamento geral entre o público que participou da pesquisa. Os(as) trabalhadores(as) do magistério também só puderam responder uma única vez, seguindo os critérios de segurança de IP e de Captcha. 

Clique e confira o Relatório final da pesquisa do Sinpro-DF

O Sinpro-DF realizou uma série intitulada “Exclusão educacional no DF”, com seis matérias para apresentar os resultados da pesquisa. Clique nos links, a seguir, e confira cada uma delas.

 Série “Exclusão educacional no DF” sobre o resultado da pesquisa Covid-19 e volta às aulas, realizada entre 21 e 31 de maio:

Mais de 120 mil estudantes da escola pública do DF não conseguem acessar a EaD
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

GDF quer fazer EaD com 127 mil estudantes sem Internet e 8 mil professores sem computador
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

Pesquisa comprova fracasso da teleaula
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

25 mil estudantes do Ensino Médio nunca usaram o Google Classroom 
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

Pais e mães de estudantes só enviam filhos às escolas após a pandemia 
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

Aulas presencias são a preferência entre pais e professores
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

Conselho de Educação recebe pesquisa realizada pelo Sinpro-DF
Reportagem completa no site
Sinopse no Facebook

A CNTE quer ouvir você, professor

O Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais – GESTRADO/UFMG, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, está desenvolvendo a pesquisa Docência na Educação Básica em Tempo de Pandemia.

A pesquisa se propõe a analisar os impactos sobre o trabalho docente na Educação Básica Pública decorrentes das medidas de isolamento social em função da pandemia de COVID-19.

Solicitamos a sua colaboração no sentido de responder por completo a este questionário. Ao final, veja as regras do sorteio do IPhone 11 Red e participe.

O link para acessar o questionário é: https://forms.gle/gRiNhQuZB1rMhFzC9.

Agradecemos a sua colaboração e disponibilidade.

Com informações da CNTE

Decisão do STF pode diminuir pela metade aposentadoria de professores pelo INSS

Em mais uma artimanha para a retirada de direitos da classe trabalhadora, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais tiveram um duro golpe. Na última semana o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o fator previdenciário incide sobre a aposentadoria dos(as) professores(as) por tempo de contribuição. Com a decisão da Corte, a categoria sofrerá um achatamento significativo no seu benefício em caso de aposentadoria pelo INSS. É importante frisar que a decisão não afeta aqueles(as) que têm aposentadoria por regime próprio.

A decisão afeta diretamente as aposentadorias concedidas antes da reforma da Previdência, que começou a vigorar em 2020 e que eram alvo de muitos pedidos de revisão por parte dos(as) educadores(as). Segundo a Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinpro, a regra só existe para quem está no regime geral da Previdência Social, que é a aposentadoria pelo INSS.

O fator previdenciário foi uma medida criada no governo Fernando Henrique Cardoso, que conseguiu passar a idade mínima dos(as) servidores(as) públicos(as). O fator previdenciário é a fórmula matemática que considerava três aspectos: idade, expectativa de vida e tempo de contribuição. Com a criação do fator previdenciário, estipularam um limitador à idade mínima, ou seja, quanto mais cedo o(a) servidor(a) se aposentar, menor será o seu salário.

 

Homem com 53 anos de idade e 30 de magistério

Ele terá uma redução média de 40% no seu benefício.

Se sua aposentadoria seria de R$ 3.500, com o fator cairá para R$ 2.100.

 

Mulher com 48 anos de idade e 25 anos de magistério

A aposentadoria que seria de R$ 3 mil cairá para R$ 1.600, ou seja, quase metade do valor que deveria receber.

 

Aposentadorias após a reforma da Previdência

A decisão do STF não afeta as aposentadorias concedidas após a reforma da Previdência, que entrou em vigor em novembro do ano passado. Professores(as) do ensino público contam com um regime próprio na esfera municipal e estadual. Com a reforma da Previdência, a idade mínima para mulheres passou de 50 para 57 anos e para homens, de 55 para 60 anos. Ambos precisam estar lecionando no serviço público durante 10 anos, sendo cinco deles no mesmo cargo.

Os professores da rede particular também precisam cumprir idade mínima de 57 anos (mulher) e 60 anos (homens). Antes não havia esta exigência. Homens e mulheres precisam, a partir de agora, ter 25 anos de contribuição (antes, homens necessitavam de 30 anos).

Posição do Sinpro: lutar por direitos no contexto do Plano de Volta às Aulas

Após amplos debates com os(as) delegados(as) sindicais, realização de pesquisas com a categoria, gestores e entidades representativas da educação, a diretoria colegiada do Sinpro-DF tomou a posição oficial sobre o Plano de Volta às Aulas do Governo do Distrito Federal (GDF). Confira, a seguir, o documento na íntegra e, ao final do texto, o link para o Plano Distrital de Educação (PDE) com os trechos sobre anexo do PDE TIC, EaD, Ciclos, Semestralidade, ou seja, sobre o tema do documento do sindicato.

Posição do Sinpro: lutar por direitos no contexto do Plano de Volta às Aulas

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), que representa a carreira Magistério Público, além de lutar pelos direitos desta categoria, tem também primado pela qualidade do ensino público. Diante disto, apresenta algumas considerações quanto à segurança jurídica acerca do serviço público de educação, às garantias constitucionais para estudantes e docentes, de segurança à vida de toda comunidade e de saúde física e mental do corpo docente e discente frente ao Plano de Volta às Aulas, que visa a realização de atividades pedagógicas não presenciais da rede pública de ensino apresentado pela Secretaria de Educação à comunidade escolar e a população do Distrito Federal. Ressaltamos que nosso desafio é esclarecer e assegurar direitos inalienáveis da comunidade escolar, tais como: acesso e permanência no ensino de modo isonômico aos/às estudantes, garantia das aprendizagens, estruturas tecnológicas para oferta do serviço público e respeito à jornada de trabalho dos profissionais, entre tantos outros. Portanto, o Sinpro-DF vem manifestar considerações a respeito do plano proposto e naquilo que apresenta e que vai de encontro às prerrogativas jurídicas e de defesa à vida e saúde dos/as estudantes e de suas famílias, bem como aos/às profissionais da educação. Por isso, afirmamos e defendemos:

 

  1. O caráter público, universal, gratuito, laico, democrático e de qualidade socialmente referenciada da Educação que reconhece e valoriza a diversidade: não é possível aceitar nenhuma medida que possa vir a excluir alguém, o Estado precisa cumprir sua função em ofertar plenas condições a todos/as para que haja atendimento ao direito subjetivo da educação básica.

 

  1. A centralidade do Plano Distrital de Educação (PDE/2015-2024* Vide estratégias em anexo sobre o tema) e da Gestão Democrática da Educação, conquistada e assegurada nos marcos legais brasileiros, que não admite que qualquer proposta educacional seja feita sem a participação da comunidade escolar; tendo em vista os princípios da Gestão Democrática (participação, autonomia, transparência e pluralismo) e os mecanismos de democratização da escola e do sistema; o respeito e a valorização do Projeto Político-Pedagógico das unidades escolares e a realização de assembleias e reuniões de Conselhos Escolares para o planejamento de qualquer ação em todas as escolas, garantindo a autonomia e a participação, princípios fundantes da gestão democrática.

 

  1. Nenhuma retirada de direitos. Consideramos fundamental a manutenção dos direitos básicos conquistados, como a manutenção dos salários de todos os profissionais de educação e os de contratação em regime temporário.

 

  1. O acesso e universalização às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como instrumento e suporte à prática docente, de maneira a oportunizar o pleno desenvolvimento humano nas escolas públicas, em igualdade de condições com o resto da sociedade e garantir as condições adequadas a todos os estudantes para o desenvolvimento de trabalhos teórico-práticos. É preciso considerar os estudantes em situação de vulnerabilidade social, em atendimento socioeducativo, situação de rua, com deficiência, altas habilidades, superdotação ou necessidades educacionais especiais que requerem tecnologias assistivas. O GDF deve viabilizar computadores, equipamentos, internet e banda larga para a comunidade escolar; sem quaisquer cobranças financeiras para os profissionais da educação.
  2. O Ensino Remoto não pode substituir a educação escolar, no cumprimento do calendário escolar, sendo seu uso em caráter excepcional, durante o ano de 2020 (em virtude da pandemia da Covid-19), e nem que seja a solução unívoca para o problema da reposição das atividades suspensas, ou ainda, o mecanismo mais adequado para reorganizar o calendário escolar.

 

  1. O indispensável protagonismo e autonomia da Comunidade Escolar em qualquer decisão sobre a Organização do Trabalho Pedagógico (OTP), calendário escolar, retorno das atividades na forma remota ou presencial, exames e avaliações para aprendizagens e institucional.

 

  1. Sobre conteúdo unificado tem que garantir a autonomia de planejamento das atividades a serem desenvolvidas pelo professor/a com seus/suas estudantes. É preciso respeitar o princípio de autonomia das unidades escolares garantidos na Lei de Gestão Democrática e explicitado nos PPP’s de cada unidade escolar.

 

  1. A não realização, neste momento de pandemia, de avaliações das aprendizagens classificatória ou certificativa. Estes instrumentos somente servirão, neste momento, para ampliar a enorme desigualdade escolar e legitimar o privilégio frente ao cruel processo da meritocracia. Neste sentido, defendemos o uso de avaliação diagnóstica com vistas à garantia das aprendizagens.

 

  1. A recomposição do calendário escolar em uma estrutura organizacional, de ciclo de aprendizagens para o ensino fundamental e semestralidade para ensino médio (como já definidos no Plano Distrital de Educação), que abarque os anos civis de 2020 e 2021 e, se necessário, outros anos também, e é importante destacar que os pareceres do Conselho de Educação do DF e Conselho Nacional de Educação colocam que o ano letivo não está, obrigatoriamente, vinculado ao ano civil, principalmente em situações excepcionais como a que nos encontramos; até que alcancemos os parâmetros definidos para os objetivos de aprendizagem de cada ano escolar, definidos no Currículo em Movimento da Educação Básica do DF; assegurando a todos/as os direitos sociais que integram uma educação pública, gratuita, integral e de qualidade socialmente referenciada.

 

  1. Os períodos referentes aos domingos, feriados, recessos e férias, além de direitos trabalhistas, são momentos primordiais para o descanso de estudantes e profissionais da educação e a internalização/assimilação das aprendizagens ocorridas durante a semana letiva.

 

  1. Diálogo e transparência. Que a SEEDF considere o diálogo permanente com os sindicatos (Sinpro-DF e SAE) no sentido de garantir o acompanhamento e monitoramento das ações previstas no plano de volta às aulas, dando a devida transparência aos gastos e investimentos realizados para viabilizar as aulas remotas.

 

  1. Políticas de segurança dos dados pessoais de profissionais da educação, estudantes, bem como da propriedade intelectual, com a garantia do direito à imagem/voz e a liberdade de cátedra dos profissionais no uso de ferramentas digitais para comunicação virtual e na produção de materiais didático-pedagógicos, sejam eles virtuais ou impressos.

 

  1. Que as instituições que compõem o Sistema de Ensino do Distrito Federal possam participar das discussões e debates quanto ao retorno das atividades educacionais (presenciais ou não), sugerindo atividades lúdico-pedagógicas, com vistas, principalmente, aos direitos humanos, enfrentamento da violência doméstica, feminicídio e desigualdades sociais, conscientizando sempre a respeito da situação de pandemia que vivemos e sua superação. Assim, deverá manter o vínculo escolar, respeitando a realidade de incertezas e não sistematizando o ensino como se houvesse normalidade.

 

  1. A retomada de quaisquer atividades escolares presenciais, tão somente, quando as condições, especificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), forem atendidas, com especial atenção às condições materiais de prevenção, às novas ondas de contaminação e priorização de atividades reflexivas e críticas sobre o vivido.

 

Diante de nossas defesas, colocando-nos sempre como parceiros na luta diária pela dignidade humana e pelos direitos historicamente adquiridos por estudantes, professores/as e orientadores/as na educação pública, o Sinpro-DF assume o compromisso de acompanhar todo o processo pari passu de retorno das atividades escolares não presenciais, envolvendo sua categoria e as famílias atendidas pela rede pública de ensino, por meio de um observatório, fazendo frente a qualquer situação de ilegalidade e abuso que venha a ocorrer neste processo, disponibilizando um canal direto para o controle social da execução do Plano de Volta às Aulas, instituído unilateralmente pela SEEDF, com relação às condições para uma educação que atenda a todos/as, bem como, na garantia ao direito à vida, à dignidade humana, à educação pública, gratuita e de qualidade social e aos direitos nas relações de trabalho dos profissionais da educação, com especial atenção ao Magistério Público do DF.

Diretoria Colegiada Sinpro-DF
Com você e por você!

Clique no título do Plano Distrital de Educação (PDE), a seguir, e confira o documento: PDE-DF – Lei nº 5.499, de 14/7/2015 (DODF nº 135, de 15/7/2015) 

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