Justiça barra Ibaneis e impõe regras rígidas para a volta à vida normal

Faz apenas 5 dias que as escolas da França começaram a reabrir, mas algumas delas já estão fechando novamente porque casos suspeitos de covid-19 começaram a se multiplicar entre professores, funcionários e estudantes. A notícia foi veiculada, nesta sexta-feira (15), no jornal Le Parisen, em matéria intitulada “Les écoles fermées en raison de «cas suspects» de Covid-19 se multiplient” (confira matéria no site). A notícia é mais uma que mostra a evolução da pandemia que ainda não tem solução.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), também nesta sexta (15), lançou alerta para a Europa sobre uma provável nova avalanche do coronavírus no outono. Enquanto isso, o governador Ibaneis atua para retomar, de uma vez por todas, a vida normal na capital do País, antes mesmo do pico da pandemia e, pior ainda, durante o crescimento rápido e diário de casos de contaminação, adoecimento e morte por covid-19 no Brasil e no DF, com registros de superlotação de UTI e até de cemitérios em várias unidades da Federação.

Na tentativa de barrar essa pressão pela retomada imediata do comércio, a juíza da 3ª Vara Federal Cível, Kátia Balbino de Carvalho, emitiu, nesta sexta-feira (15), uma decisão em que determina uma reabertura gradual e escalonada a cada 15 dias com base em avaliações científicas do comportamento da pandemia do DF. Ela tomou a decisão 8 dias após visitar a sala de “controle” da covid-19 no Palácio do Buriti.

A notícia de uma possível volta escalonada à vida normal mexeu com a comunidade escolar. Professores, orientadores, funcionários, pais, mês e responsáveis já demonstram aflição em suas manifestações nas redes sociais do Sinpro-DF. E fazem uma conta segundo a qual, em 45 dias, por volta de 2/7, a educação irá voltar. No entanto, é preciso esclarecer que a decisão da Justiça Federal não determina o retorno imediato das atividades da cidade e nem define data.

Apenas acata um estudo da Codeplan e estabelece regras para um futuro retorno à vida normal de forma gradual, que deverá ser executado com avaliações quinzenais da situação da pandemia. Ou seja, a cada 15 dias, o DF irá abrir um setor da economia somente após avaliar o percurso da pandemia nos 15 dias anteriores e sempre considerar sua capacidade de atendimento aos infectados e doentes e de combate ao novo vírus. Nesse organograma, a educação deverá retornar no último bloco.

PANDEMIA SEM FREIO NO BRASIL
A diretoria colegiada do Sinpro-DF  vê a decisão da Justiça Federal de forma temerária porque, embora não fixe uma data de retorno de cada atividade, há que se considerar que o pico da pandemia não está definido no Brasil e muito menos no DF. O que se sabe é que não se chegou ainda no pico. Há estudos que dizem ser em julho e, outros, dizem ser mais adiante. O fato é que a pandemia avança rápida e devastadoramente no País.

Só nesta sexta-feira (15), até o meio-dia, o Brasil havia registrado 212.198 mil casos de contaminação, mais de 14 mil mortes por covid-19 e mais de 800 mortes entre quinta-feira (14) e sexta-feira (15). A previsão é a de que, na segunda-feira (18), o número de óbitos ultrapasse os 16 mil mortos. Ou seja, o coronavírus avança com rapidez geométrica. Se analisarmos os dados e o comportamento da pandemia em outros países, verifica-se que o Brasil e o DF ainda estão numa escalada de subida da curva que irá levar o País a ser o segundo lugar, no mundo, em número de mortes no fim da crise sanitária, com mais de 88 mil mortos.

SINPRO-DF NA LUTA PELA VIDA
Diante dessa situação, o Sinpro-DF continuará acompanhando as decisões das autoridades, mantendo sua posição de que o melhor momento para o retorno escalonado à vida normal é quando o pico da pandemia passar e a queda do número de novos casos for comprovada e drasticamente reduzida.

No momento, isso é impossível porque os números dessa crise vem subindo assustadoramente e colocando o Brasil no topo dos países que mais tem mortes e contaminados no mundo. Já ocupa a primeira posição mundial em novos casos diários, mais de 13 mil registrados só na quinta-feira (14). Na velocidade em que estão ocorrendo o contágio e os óbitos, em breve, ficará atrás apenas dos EUA.

Aliás, Brasil e EUA são, justamente, os dois países, apontados pela OMS, universidades, pesquisas científicas e médicas que não fizeram o isolamento social da forma como deveria porque têm Presidentes da República negacionistas. Ou seja, eles negam a existência da doença e os impactos dela na vida da população para priorizar o comércio e o mercado financeiro, dando mais importância à economia do que à vida.

Em vez de conduzir o problema com tranquilidade, o presidente Bolsonaro piora a situação. É o único governo do mundo que demitiu dois Ministros da Saúde em plena pandemia. Os comerciantes e empresários do DF, por sua vez, incapazes de usar a criatividade para inovar suas movimentações comerciais e financeiras, não conseguem adentrar a nova revolução industrial e perceber que o novo coronavírus mudou para sempre as relações comerciais no mundo e insistem em pressionar, a qualquer custo, a volta à normalidade de antes.

 JUSTIÇA FEDERAL FREIA ÂNSIA DO GDF
O Jurídico do Sinpro-DF analisou a decisão da juíza e esclarece que, além de não ter definido uma data para retorno das atividades, a Justiça Federal estabeleceu regras rígidas para que o GDF possa, apenas, pensar e programar uma reabertura gradual das atividades. Tanto é que, durante esta sexta-feira (15), o governador Ibaneis, em entrevista à imprensa, declarou que não aceita a decisão da Justiça Federal e que irá recorrer porque quer reabrir o comércio no dia 18 de maio.

Com mais de duas mil páginas, o processo da Justiça Federal indica que o escalonamento só poderá ser feito com base nos estudos sobre o avanço da covid-19 na cidade, tais como a garantia do achatamento da curva e quando estiver demonstrado que não está aumentando; que há leitos hospitalares suficiente, bem como leitos de UTI em número capaz de atender à previsão de alta demanda de complicações respiratórias causadas pela covid-19, entre várias outras definições.

Só a decisão da juíza tem 25 páginas e é sustentada por vários pareceres médicos e científicos que indicam como, quando e o que deve ser feito para o DF ter segurança nesse retorno. A juíza condiciona cada etapa à verificação se todas as condições de segurança estão sendo atendidas. Uma das provas dessa rigidez é que o governador do DF decidiu criar outros hospitais de campanha, uma vez que nos processos movidos pelos Ministérios Públicos contra o relaxamento do isolamento feito em abril, Ibaneis não conseguiu comprovar que o número de leitos de UTI era suficiente para as próximas fases da pandemia.

A Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF) chegou a elaborar a Nota Técnica nº 9/2020 que, no item 6.2.2, ela própria assume que, com o retorno às aulas neste período, muitos professores irão morrer e prevê até mesmo a substituição deles. Diante desse dessa situação, o Sinpro-DF se mantém contrário à aplicação da Nota Técnica nº 9 por vários motivos, mas, sobretudo, porque com ela o governo Ibaneis assume que não prioriza a vida de ninguém.

Clique aqui na Nota Técnica nº 9/2020, do GDF, e leia na íntegra.

 

Confira, a seguir, trechos da decisão:

 

Vacinação de professores começa nesta segunda-feira, 18/5

A vacinação para os professores contra a influenza começa nesta segunda-feira (18). A data dá início à segunda etapa da terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe no Distrito Federal.  A diretoria colegiada do Sinpro-DF reforça a importância da vacinação e orienta a todos(as) a irem logo no primeiro dia. Afinal, com os adiamentos e a chegada do inverno, aparecem os riscos de exposição ao vírus.

Informa também que, na Circular 18/2020, o Governo do Distrito Federal (GDF) explicou que o adiamento ocorreu em razão de mudanças determinadas pelo Ministério da Saúde (MS) e que, de acordo com a programação reorganizada pelo MS, a segunda fase da terceira etapa da campanha começou dia 11 de maio e vai a 5 de junho, destinada às pessoas com deficiência. De 18 de maio em diante, será a vez dos adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.

A diretoria ressalta a importância de a categoria procurar os postos de vacinação logo no primeiro dia porque, com a chegada do inverno, a propagação do vírus aumenta substancialmente. Clique na “Circular”, a seguir, e confira o cronograma disponibilizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SESDF).

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Em Live, CNTE debate a aprovação do novo Fundeb e adiamento do Enem

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizará nesta sexta-feira (15), a partir das 10h, uma Live na Fanpage da entidade. O debate faz parte do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e coloca em pauta: Pela aprovação do novo Fundeb e Adia Enem: pelo direito à educação.  

Dentre os expositores estão Gilmar Soares (CNTE), Romualdo Portela de Oliveira (Anpae) e Pamela Layla (Ubes). A mediação ficará por conta de Luciene Fernandes (Proifes).

Diante do tema tão importante e necessário para o magistério público, o Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a assistirem a Live.

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Estudantes defendem adiamento do Enem

Nesta sexta-feira (15), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e entidades que representam a educação  realizam uma mobilização nas redes sociais; o Dia Nacional pelo #adiaenem.

O protesto acontece porque mesmo em meio aos problemas causados pela pandemia de coronavírus (COVID-19),  o Governo Federal mostrou-se insensível às preocupações de estudantes e trabalhadores(as) e decidiu manter a data de realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para novembro deste ano.

Entre os 19 países que têm avaliações semelhantes ao Enem, apenas cinco mantiveram o cronograma. Um deles é o Brasil

A decisão de manter as provas foi duramente criticada por entidades, pois muitos estudantes podem ter o desempenho  prejudicado, uma vez que  isolamento social deixou alunos fora da rotina e muitos sequer têm acesso à internet para realizar atividades on-line. 

Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de agosto de 2019, pouco mais da metade da população mais pobre do Brasil, 52% das classes D e E não tem acesso à internet.

Para a vice-presidenta da UNE,  Élida Elaine, o ministro da Educação,  Abraham Weintraub quer excluir a população de baixa renda do ensino ensino superior. “Ele não está preocupado que os estudantes mais pobres acessem a universidade, por isso defendemos o adiamento das provas, para debatermos com as secretarias estaduais um plano de organização do calendário, levando em conta os limites pedagógicos”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação  (CNTE), Heleno Araújo, os alunos precisam ter uma preparação adequada para prestar esse exame, mas nem todos terão acesso as aulas no isolamento social. “A maior parte dos alunos da escola pública não possui acesso à internet para continuar estudando a distância. Isso pode aprofundar desigualdades entre os que têm melhores condições e os que não têm”, pondera.

“Diferente do que diz o ministro, é absurdo pensar que os estudantes estão em igualdade de condições nessa situação, e que atividades a distância poderiam solucionar o problema da suspensão das aulas. Muitos desses jovens sequer têm acesso às ferramentas necessárias para atividades virtuais, e mesmo que tivessem sabemos que o aproveitamento do ensino-aprendizagem fica fortemente em defasagem em relação às atividades presenciais”, diz a nota da UNE, assinada em conjunto com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

A entidade estudantil propõe o adiamento das provas e a criação de um grupo de trabalho formado por entidades da educação, estudantes, professores, pesquisadores em educação e secretários de educação dos estados para discutir novas datas que levem em consideração condições de estudo mais adequadas. 

Na semana passada, foi lançado o portal Adia, Enem, que busca recolher assinaturas para o adiamento da prova. Segundo as entidades, a ação é para que “nenhum estudante tenha seu ingresso na universidade prejudicado pela crise do covid-19 e pelo MEC”.

A data escolhida para a mobilização na redes sociais, marca, inclusive, um ano do protesto de 2019 que ficou conhecido como o Tsunami da Educação e registrou as maiores manifestações de rua do último ano. 

Com informações CNTE 

KIT Alimentação é retrato do descaso do GDF com a vulnerabilidade social do DF

O Sinpro trata com preocupação e repúdio a distribuição de kits de alimentação escolar, conforme anunciado pelo Governo do Distrito Federal. Segundo Circular n.º 24/2020, da Secretaria de Educação do DF, o governo distribuirá “alimentos fracionados” a familiares de estudantes das escolas rurais e de escolas localizadas em áreas de vulnerabilidade social da Capital Federal durante a suspensão das aulas devido à pandemia da COVID-19.

Conforme documento publicado pelo GDF, o kit alimentação será composto por 1 caneca e meia de açúcar, amido de milho, 5 canecas de arroz, 1 pacote de biscoito amanteigado, 1 tubete de biscoito cream cracker, 1 tubete de biscoito maisena, extrato de tomate, 1 pacote de leite em pó, 1 caneca e meia de macarrão parafuso e duas colheres de sal. É importante salientar que vários destes produtos (açúcar, arroz, biscoitos, macarrão, farinha de mandioca e sal) serão fracionados em quantidade menores à gramatura original de cada pacote. Para o “fracionamento”, deverá ser utilizada uma caneca como medida caseira padrão.

Além de ser vergonhoso o fato de o governo distribuir kits de alimentos com porções fracionadas (quantidade equivalente a 32 dias letivos), o GDF ainda exclui os(as) estudantes que recebem o benefício do Bolsa Alimentação. “O governo deveria ter vergonha de entregar a estas famílias um kit com alimentos fracionados. Estamos no meio de uma pandemia, onde muitas famílias estão precisando de ajuda, e ao invés do governo entregar uma cesta decente, com produtos fechados e valor nutricional adequado, direciona estas migalhas”, ressalta o diretor do Sinpro Samuel Fernandes, complementando que muitas dessas famílias estão com as prateleiras vazias em suas casas. “Tudo muito humilhante e retrata o que significa a situação da merenda escolar para o governo Ibaneis Rocha”.

 

Kit Esmola

Além de ficarem incumbidos de fracionar os itens alimentícios, os(as) professores(as) terão de entrar em contato com as famílias informando sobre o Kit Alimentação e perguntando se podem pega-lo na escola onde o filho estuda. De acordo com o professor Sérgio Luiz Teixeira, da Escola Classe Sonhem de Cima, na região da Fercal, por entender a realidade desta comunidade escolar, este kit é totalmente ineficaz. O professor ainda revela que a escola atende cerca de 173 estudantes das comunidades do assentamento da Contagem, das fazendas circunvizinhas e das áreas urbanas da Fercal.

“Nós conhecemos a realidade desta comunidade escolar, entendemos que este kit é totalmente ineficaz para a realidade que estas famílias vivem. Nós, educadores de escolas do campo, estamos constrangidos de distribuir esta quantidade de alimentos. Consideramos que a educação do campo e a alimentação escolar são direitos e não esmolas. Ainda falta muito para que estas crianças tenham uma alimentação adequada. Repudiamos a posição da Secretaria de Educação e do GDF em distribuir esta quantidade de alimentos”, ressalta o professor, lamentando que dos 173 estudantes, apenas 56% deles estão aptos a receber o kit.

Além da luta por uma educação pública de qualidade para o Distrito Federal, o Sinpro sempre lutou e tem lutado pelos direitos da classe trabalhadora, classe esta que passa por problemas graves em decorrência da pandemia do novo Coronavírus. É papel e obrigação do estado apresentar políticas públicas que possam corrigir estas deficiências, a exemplo da falta de remuneração que muitas famílias vivenciam devido ao isolamento social.

Não se mata a fome com migalhas!

Embaixada dos Emirados Árabes faz doação de 200 cestas básicas para familiares de estudantes da rede pública

Em mais uma ação solidária decorrente da campanha do Sinpro Quem tem fome tem pressa, a Embaixada dos Emirados Árabes Unidos doou 200 cestas básicas para o sindicato. A doação foi realizada na manhã desta quarta-feira (13) por funcionários da embaixada e as cestas foram encaminhadas a familiares de estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal de São Sebastião e Itapoã por meio da Rede de Solidariedade.  

A campanha do Sinpro tem o objetivo de ajudar os(as) trabalhadores(as) que mais tem sofrido com os reflexos da pandemia do Coronavírus (Covid-19).

Desde o início do isolamento social, medidas tomadas pelos governos estaduais para conter a disseminação do vírus, vários(as) profissionais ficaram impossibilitados de trabalhar, ficando sem renda ou tendo seu rendimento mensal reduzido de forma significativa.

O Sinpro compreende o momento delicado que estamos passando, assim como da necessidade da solidariedade entre todos, e incentiva que a categoria continue participando da campanha. Dentre os locais para onde as doações estão sendo direcionadas estão as campanhas realizadas nas escolas públicas e para a rede solidária.

O sindicato agradece imensamente a solidariedade da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos, ao diplomata Saeed Alshehhi e a todos os funcionários que se prontificaram em entregar as cestas na sede do Sinpro.

Palácio do Planalto volta a afrontar o direito à igualdade de gênero

A necropolítica de Jair Bolsonaro e seus idealizadores não dá trégua e não cessa sua bateria de ataques às instituições democráticas da República e do Estado democrático de direito, à educação e aos direitos e garantias fundamentais assegurados na Constituição.

Não é novidade que o Presidente da República se aproveita do medo e da pressão que o Brasil tem vivido em razão da pandemia do novo coronavírus para piorar ainda mais a saúde, as condições materiais e o sentimento de esgotamento e estresse da população.

Na segunda-feira (12), ele voltou a tensionar o clima no País, a desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF), a infringir a Constituição Federal e a anunciar novos ataques à educação. Disse que irá enviar um Projeto de Lei (PL), ainda nesta terça-feira (13), ao Congresso Nacional para proibir a chamada “ideologia de gênero”.

O anúncio acontece poucos dias depois de o STF, por unanimidade, ter declarado a Lei nº 1.516/2015, do Novo Gama, Goiás, inconstitucional e dado por encerrado o discurso sobre “ideologia de gênero”. A lei municipal vetava a discussão de gênero e proibia a veiculação de materiais e informações nas escolas de conteúdos com temas que se convencionou chamar de “ideologia de gênero”.

O STF terminou o julgamento da “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 457-GO” no dia 24/4/2020 e entendeu que, além de ter invadido a competência privativa da União de legislar sobre as bases nacionais da educação, a Câmara Municipal, ao aprovar, e a Prefeitura do Novo Gama, ao sancionar, contrariaram cláusulas pétreas e princípios constitucionais, como a igualdade de gênero, o direito à educação plural e democrática e a laicidade do Estado.

Mas nessa segunda, Bolsonaro, novamente, ignorou a Constituição Federal, enfrentou o STF e declarou na imprensa: “Sabemos que, por 11 a 0, o STF derrubou uma lei municipal que proibia ideologia de gênero. Já pedi ontem para o [major] Jorge [Oliveira], nosso ministro [da Secretaria-Geral], para que providenciasse uma lei, um projeto federal. E devemos apresentar hoje esse projeto com urgência constitucional”.

IDEOLOGIA DE GÊNERO NÃO EXISTE
A noção de “ideologia de gênero” tem suas origens em documentos emitidos pelo Vaticano da época do Papa Bento XVI (Joseph Aloisius Ratzinger). Era uma tentativa de frear o movimento pela igualdade entre os gêneros, a partir de uma ótica bíblica de que a mulher deve ser submissa, bem como conter o avanço no reconhecimento da igualdade de direitos das pessoas LGBTQI+, inspirado na interpretação da Bíblia que vê os homossexuais praticantes como pecadores. Mulheres e LGBTQI+, são, portanto, os dois principais grupos humanos alvos da “ideologia de gênero”, o que a transforma em uma falácia.

Apesar de ter sido criado pelo bispado de Bento XVI, as igrejas de vários matizes, como as evangélicas neopentecostais, e grupos terroristas fundamentalistas, como esses que afloram no Brasil e apoiam o bolsonarismo, com mobilizações antidemocráticas, abraçaram com força esse pensamento e o adotaram como doutrinação ideológica a ser praticada nas escolas da rede pública de ensino de todo o País. Para materializar esse projeto, que além da submissão dos dois grupos mencionados, avança para a privatização da escola pública, elegeram parlamentares para as Casas Legislativas de todas as esferas União, os quais têm apresentado e defendido projetos de Lei da Mordaça (Escola sem Partido), o qual Bolsonaro vai apresentar, agora, no Congresso Nacional.

Com a Lei da Mordaça, os grupos extremistas terroristas fundamentalistas, fascistas, neonazistas, neopentecostais que atuam nos Poderes Legislativo e Executivo poderão intervir livremente na escola pública perseguindo professores, reprimindo o direito à igualdade de gênero e censurando o conteúdo acadêmico, com proibição de disciplinas, como história, geografia, sociologia, filosofia, artes, cultura, literatura, entre outras.

Com isso, ampliam a criminalização desses conteúdos, tão necessários para o conhecimento humano, para o desenvolvimento do País e para a formação da cidadania brasileira. Cerceiam, sobretudo, o direito dos estudantes acessarem o conhecimento acadêmico. A Lei da Mordaça é mais um braço da necropolítica contra realização plena do educando.

Dia Nacional de Luta contra o Racismo é tema do programa Saber Viver em Casa desta quarta-feira (13)

Para a reflexão do Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, o programa Saber Viver em Casa com Música desta quarta-feira (13), recebe os professores da Rede Pública de Ensino: Orlando Pereira dos Santos, formado em Artes Plásticas pela UNB lotado na Escola Parque da Natureza de Brazlândia, sua filha Bianca Nds estudante de canto da Universidade de Brasília, Alisson Aparecido, membro da  Associação de capoeira Ave Branca que atua desde de 1982 desenvolvendo trabalhos com crianças e adolescentes  em diferentes cidades satélite, hoje lotado no CEE O1 de Santa Maria e Rafael dos Santos, professor do CED 15 da Ceilândia e membro do Coletivo de Teatro Elementos Pretos.

No encontro que acontecerá nesta quarta-feira (13) às 18h, os convidados conversarão sobre o tema e animarão a sua tarde em casa, não perca.

Para discussão da temática, participa também a diretora do Sinpro Márcia Gilda, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade.

Assista o programa pela TV Comunitária no canal 12 na NET-DF, pelo facebook e youtube do Sinpro.

#FiqueEmCasa e não perca!

Diretores de escolas de São Sebastião defendem isolamento e pedem apoio da comunidade

O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil. As mortes por covid-19 – doença provocada pelo vírus – cresce sem controle e, com isso, o Brasil já superou a China, a Itália e a Espanha em números de contaminados, mortos e internados. Com recorde registrado de 12.033 mortes por Covid-19 até a manhã desta terça-feira (12), o País só não superou ainda os EUA e o Reino Unido.

Mas está correndo, com pressa, para ultrapassá-los. Se depender do presidente Jair Bolsonaro, todos os números da pandemia vão piorar. Os discursos dele sobre a pandemia menosprezam o poder do novo coronavírus e criticam as medidas de isolamento: único “remédio” contra a peste. Todos os dias ele coloca os brasileiros em risco. Dentre as ilegalidades relacionadas à crise sanitária mundial, Bolsonaro publicou, nesta semana, o Decreto n°10.344/2020, que inclui no rol de atividades essenciais as academias, as barbearias e os salões de beleza. Os governadores têm se recusado a obedecê-lo.

Na semana passada, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), na companhia de empresários e ministros de Estado, para constranger ministros do Supremo a obrigar governadores a relaxarem medidas de contenção do avanço da pandemia, cujo pico está sem previsão de chegada no País. Estudos indicam que, no Brasil, só depois do Natal.

O último balanço do Ministério da Saúde divulgado, na manhã desta terça-feira (12), dá conta de que, até o meio-dia, 172.790 brasileiros estão com a covid-19 confirmada. Cerca de 12 horas antes, ou seja, mais ou menos 20 horas antes, por volta das 17h de segunda-feira (11/5), quando saiu uma atualização, havia 168.331 casos confirmados. No domingo (10), eram 162.699 até 17h. No sábado (9), havia 155.939 até 17h. O Brasil é o país latino-americano que registra mais infecções por coronavírus.

DISTRITO FEDERAL
O Distrito Federal ligou o alerta vermelho em abril. A curva, que continua ascendente no DF e mostrava que a quantidade de internados em UTI com coronavírus apontava para um cenário de superlotação da rede de saúde, já é realidade. Em apenas sete dias, entre a última semana de abril e a primeira de maio, o número de pacientes internados cresceu 73% na capital do País.

Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas com Covid-19 em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas. Nesta terça-feira (12/5), o DF registrou 2.829 casos e 46 óbitos por covid-19.

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas do governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas somente em um momento seguro.

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

O Sinpro-DF já recebeu cartas de outras Regionais que serão postadas, posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os(as) diretores(as) de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

Clique na imagem, a seguir, para ter acesso ao conteúdo completo da carta:

Sinpro informa a categoria sobre tentativa de golpe telefônico

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, volta a informar a categoria sobre a tentativa de golpes praticados contra os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal. A exemplo de outras ocasiões, o sindicato recebeu novas denúncias de que professores(as) em atividade e aposentados(as) sindicalizados(as) estão recebendo ligações telefônicas de golpistas se passando por diretores, ex-diretores e funcionários da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do sindicato para extorquir dinheiro das vítimas.

A luta para combater essa farsa é uma preocupação antiga da diretoria do sindicato, que já denunciou tudo à Polícia Civil do Distrito Federal. O órgão está investigando e tomando as devidas providências para que os criminosos sejam presos.

De acordo com as vítimas, o contato ocorre por meio de ligações telefônicas e cartas. A quadrilha se faz passar pelo sindicato, usando até mesmo o número do telefone do Sinpro, e oferece atendimento jurídico para “auxiliar” no trâmite de processos judiciais.

Os golpistas abordam os(as) professores(as) sobre os mais diversos assuntos, em um caso recente registrado disseram a uma professora que ela tinha R$ 20 mil para receber, mas que, para liberar o recurso, teria de enviar R$ 5 mil para uma determinada conta, no Ceará. Depois disso foi que ela percebeu que era um golpe.

A professora diz que o número é o do Sinpro-DF e aparece no Google. O Sinpro já noticiou o Google e providências estão sendo tomadas.

 

Sinpro-DF orienta

O Sinpro-DF está atento ao surgimento de novas denúncias e ressalta a importância dos(as) sindicalizados(as) desconfiarem de ligações e cartas com cobranças sobre qualquer assunto, principalmente os econômicos e esclarece que a entidade, EM NENHUM MOMENTO, cobra qualquer tipo de valor monetário para administrar as causas jurídicas dos(as) professores(as). Antes de passar qualquer dado pessoal, verifique se, de fato, está falando com um funcionário do sindicato. Ligue para o Sinpro-DF no 3343-4200/4201.

Outra maneira de se precaver contra falsos advogados é pedir o número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com essa informação em mãos, é possível consultar a situação do profissional no Cadastro Nacional de Advogados (CNA). “As pessoas estão se identificando como Dr. Dimas e usando nomes de ex-diretores do Sinpro. É golpe. O sindicato não pede depósito de custas processuais, transferência bancária ou qualquer tipo de pagamento”, afirma o coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinpro, Dimas Rocha.

Confira abaixo alguns dos números utilizados pelos criminosos para tentar aplicar golpe contra a categoria:

 

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