Sinpro-DF lança, no Dia da Consciência Negra, o projeto Vozes da Democracia

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O Sinpro-DF lançou a primeira edição do projeto Vozes da Democracia. Executado pelas Secretarias de Raça e Sexualidade e da Mulher do sindicato, o projeto reuniu, na Chácara do Professor, na manhã de quarta-feira (20), mais de 150 estudantes dos anos finais do Ensino Médio do CEF 10 e CEF 3 de Taguatinga e CEF 02 de Brazlândia.

A proposta do Sinpro-DF é pôr a iniciativa em prática com mais frequência e, em vez de realizá-la sempre na Chácara do Professor, será feita nas escolas. No dia 25 de novembro, por exemplo, o Vozes da Democracia será executado no CED 01 de Planaltina nos turnos matutino e vespertino.

“Pretendemos realizar esse projeto ao longo do ano e durante todo o nosso mandato. Ele traz estudantes de anos finais do Ensino Médio para discutirem temáticas importantes que estão no nosso dia a dia, tais como feminicídio, militarização das escolas, privatização da educação pública, etc.”, afirma Márcia Gilda Moreira Cosme, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.

A inauguração do projeto foi realizada no dia 20 de novembro por vários motivos. O principal deles é que se trata do Dia da Consciência Negra. Na atividade, essa data foi comemorada e sua carga de temas foi discutida com os(as) estudantes.

“Conversamos sobre o Dia da Consciência Negra. Afinal, a gente vive o mito da democracia racial e sabe que, de fato, é um mito: isso não acontece. Sou negra e sei bem que isso não existe porque passo por situações de racismo quase todo dia”, afirma Márcia.

A Secretaria de Mulheres do sindicato, por sua vez, aproveitou a ocasião para lançar, no meio acadêmico das escolas públicas do Distrito Federal, a campanha anual intitulada 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher e se somar às atividades do Dia da Consciência Negra para realizar uma atividade que, além de discutir os temas cotidianos que afetam estudantes da rede, denunciam a violência contra a mulher negra.

Este ano, a Secretaria de Mulheres se somou à Secretaria de Raça e Sexualidade na produção do Vozes da Democracia para trabalhar o combate ao feminicídio e toda e qualquer forma de violência contra as mulheres dentro das escolas. Juntamente com isso, também debateram o combate à LGBTQfobia, ao racismo, à intervenção militar nas escolas,  o que está gerando muita violência contra as estudantes e os estudantes.

“A gente aproveitou o dia 20 de novembro para despertar na comunidade escolar a consciência negra e fazer a luta no sentido de sensibilizar as escolas que estão tendo a oportunidade de participar do Vozes da Democracia. Vamos aos poucos fazer em todas as escolas do DF”, afirma Vilmara Pereira do Carmo, coordenadora da Secretaria de Mulheres do sindicato.

PROJETO VOZES DA DEMOCRACIA
O Vozes da Democracia é um projeto do Sinpro-DF que tem uma programação vasta, com apresentações musicais, palestras, teatro etc. Tudo para discutir temas da atualidade, relevantes e pertinentes ao dia a dia dos estudantes, professores e assistentes. Os assuntos são abordados por meio do Teatro do Oprimido, do dramaturgo, diretor e teórico de teatro Augusto Pinto Boal.

No caso do Vozes da Democracia, o Sinpro-DF usa a técnica do Teatro Fórum, em que os atores representam uma cena até a apresentação do problema e, em seguida, propõem aos espectadores que mostrem, por meio da ação cênica, soluções para o então problema apresentado. No Teatro do Oprimido há várias técnicas de ações dramáticas, dentre elas, o Teatro Fórum.

No Vozes da Democracia, o(a) estudante irá se colocar no papel daqueles(as) estudantes que estão vivenciando a militarização das escolas públicas e vão trazer soluções para esses problemas que a militarização está colocando dentro das escolas. A experiência é resultado de uma formação realizada na Universidade de Brasília (UnB) na Escola de Teatro Popular.

Daise, estudante de serviço social na UnB, apresentou uma música autoral e um pouco de seu trabalho de protesto no primeiro Vozes da Democracia. “Canto em rodas de família, em alguns projetos, na UnB e acompanho algumas ações políticas com meu canto”, disse.

Na atividade, ela cantou “A cor preta”, uma música autoral com a qual ela relata desde situações racistas que ela, amigos e amigas e familiares dela já vivenciaram. “Comecei a observar que o racismo contaminou todos os espaços e, às vezes, nem dentro de nossa própria casa a gente está protegida. Daí comecei a notar que era um problema que precisava ser abordado”, conta.

A partir dessa percepção, ela compôs a música. Ela tem 18 anos, estuda serviço social na UnB, é compositora, pianista e tem obras lançadas em inglês. “A música está presente na minha vida desde muito cedo. É uma forma que uso para me expressar, para protestar contra muitas injustiças que a gente tem neste País diariamente, como mulher, negra”.

CORPOS NEGROS E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Nesta primeira edição, o Vozes da Democracia discutiu o problema da militarização das escolas. “Com a técnica do teatro fórum, a gente busca envolver os estudantes. “Importante destacar que a militarização agride os corpos e a identidade negra porque padroniza. Não aceita o cabelo black do estudante, as tranças, enfim, querem nos colocar novamente, a gente demorou tanto tempo para criar a nossa identidade e esse pertencimento com a nossa raça e, agora, a gente vê que nas escolas militarizadas o GDF está implantando esse retrocesso”, explica a diretora Márcia Gilda.

Ela argumenta que, depois de longo tempo em que a população negra custou a ter protagonismo infantil e juvenil, sobretudo nas comunidades negras, essa população, geralmente pobre, se depara, hoje, com um retrocesso sem precedentes ao ter de ser enquadrado à força num padrão de subserviência e submissão imposto pela militarização das escolas. “A militarização é uma forma de racismo gravíssima praticada pelo Estado e pela Polícia Militar”, declara a diretora do sindicato.

ABRAÇO NEGRO E 21 DIAS DE ATIVISMO
A atividade abrangeu também a inauguração deste ano da campanha mundial intitulada 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher e uma prévia do dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

No dia 25/11 – Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher – será realizado, em Brasília, a partir das 16h, um ato semelhante ao do Dia Internacional da Mulher (8 de Março), com mulheres de vários coletivos, grupos, organizações, que irão às ruas para cobrar políticas públicas de combate a violência contra a mulher dos governos federal e distrital, uma vez que esse tipo de violência tem aumentado assustadoramente a cada dia no DF.

Diferentemente dos outros países, que lançam a campanha do ativismo no dia 24 de novembro e culmina no dia 10 de dezembro, no Brasil, a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, começa no dia 20 de novembro por causa da violência contra a mulher negra e do Dia da Consciência Negra. Por isso, é o único país que a campanha tem o nome de 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

No fim da primeira edição do Vozes da Democracia, houve também o Abraço Negro. Professores, diretoras do Sinpro-DF e estudantes saíram de dentro do Espaço Chico Mendes da Chácara do Professor de mãos dadas e realizaram o ato simbólico do Abraço Negro do lado de fora do prédio.

“Todo ano o desfecho do Abraço Negro ocorre no dia 20 de novembro. Trata-se de um projeto da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação [CNTE] adotado pelos sindicatos filiados a ela que se inicia em março e culmina no dia 20 de novembro”, informa Márcia.

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Novembro: o mês da consciência negra no Brasil

Songs of Freedom (Canções da Liberdade) de Michael Aboya. Melhor foto do ano, segundo Agora Awards

 

 

O mito da democracia racial ainda impede que o Brasil conheça e reconheça seus heróis e heroínas negras. Mais do que isso, embaça a visão do racismo que mantém o Brasil com um dos maiores índices de violência contra a população negra do mundo. O Atlas da Violência produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado em junho de 2019, mostra que o perfil das vítimas da violência no Brasil é Homem jovem, solteiro, negro, com até sete anos de estudo e que esteja na rua nos meses mais quentes do ano entre 18h e 22h.

O levantamento indicou que 75,4% das vítimas pelas polícias brasileiras eram negros. Para identificar o perfil das vítimas da letalidade policial no Brasil, o Fórum investigou 7.952 registros de intervenções policiais terminados em morte no período de 2017 e 2018. Exatamente a imagem desenhada pelo cartunista Carlos Latuff, destruída pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) quando estava na exposição placa sobre genocídio negro. O painel de Latuff fazia parte da exposição na Câmara dos Deputados em comemoração ao Dia da Consciência Negra (20).

Enquanto no Brasil um parlamentar eleito democraticamente vandaliza um quadro de uma exposição que mostra a realidade cruel da nação, o nigeriano Michael Aboya recebe o maior prêmio mundial de fotografia do Agora Awards pela fotografia intitulada “Songs of Freedom” (Canções de liberdade, em tradução literal), inspirada na canção “Redemption Song”, do eterno jamaicano Bob Marley.

No 20 de novembro de 2019, Dia Nacional da Consciência Negra, o Brasil ainda alimenta vivo o mito da democracia racial com alegações de que o país é miscigenado e que “não existe o dia da consciência branca”. Há quem diga ainda que o “grande tesouro nacional é a miscigenação”. O Brasil é um país racista, em que a mulher negra é a que mais sofre com o machismo e é a que mais morre vítima da violência racial e doméstica. Os mapas da violência divulgados pelos governos mostram que quem mais sofre com a violência policial é o homem negro e quem mais é assassinada na rua é a juventude negra.

É também o corpo do negro que mais sofre com a hipersexualizaçao. O Brasil ainda é o país em que quem mais sofre com xenofobia é o imigrante negro. É por essas e outras coisas também muito graves que o movimento negro lutou e conquistou o reconhecimento do dia 20 de novembro, data do assassinato de Zumbi dos Palmares, como o Dia Nacional da Consciência Negra.

A data foi idealizada pelo poeta gaúcho Oliveira Silveira. Em 1971, ele propôs a criação do Dia da Consciência Negra, que seria o dia do assassinato de Zumbi dos Palmares (20 de novembro) para contrapor ao Dia da Abolição da Escravatura, dia 13 de Maio, criado pelos brancos. À medida que os movimentos negros aumentaram a pressão pelo reconhecimento da data, ela ultrapassou a proposta de um dia e passou a ser conhecida como a Semana da Consciência Negra.

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Hoje, mais do que a semana, o Brasil já comemora o mês de novembro como o Mês da Consciência Negra. E até a mídia nacional já publica, durante o novembro, dados sobre a questão racial em função do Dia 20 de Novembro. Contrapor o 20 de novembro ao 13 de maio significa dizer que o assassinato de Zumbi não ocorreu em vão, mas porque havia uma luta por liberdade e igualdade, que se manifestava concretamente no Quilombo dos Palmares.

Oliveira Silveira propôs, portanto, que o assassinato de Zumbi fizesse oposição à “benevolência” da Princesa Isabel e lançou a ideia de que o 20 de novembro seria uma data mais apropriada para os negros comemorarem a luta de Zumbi de Palmares e demais quilombos do país por liberdade do a ideia de submissão dos negros de aceitar uma abolição determinada de cima para baixo. Para o poeta, comemorar a luta de Zumbi seria uma abolição verdadeira, que vem de baixo para cima, resultado da luta do povo contra a opressão e não uma libertação colocada no País por uma suposta “benevolência” da princesa branca libertando os negros escravizados.

A história da emancipação do povo negro ainda hoje não é bem contada nos livros de história das escolas do Brasil, contudo, a luta pela inclusão educacional do povo negro está mostrado na obra “Educação – Um pensamento negro contemporâneo”, publicado em 2014, do sociólogo Sales Augusto dos Santos.  Na obra, o sociólogo e professor da Universidade Federal de Viçosa conta a história dos 100 anos de luta dos movimentos negros por educação no Brasil.

“Paulo Freire fala que a educação tem o papel fundamental de modificar a escola, o bairro, a cidade, o país e o mundo. Assim, se a gente começa a fazer o debate sobre a questão racial, a importância das cotas e sobre a dívida social que o este País tem com o movimento negro, a gente vai entender a importância que a educação tem como protagonista na reparação histórica, da aceitação e de respeito da sociedade com os antepassados negros que têm um papel fundamental na construção do nosso Brasil”, diz Márcia Gilda Moreira Cosme, professora da rede pública e diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.

A diretora ressalta a importância do povo negro na construção social, política, cultural, econômica do Brasil  e comemora, com algumas ressalvas, a notícia de que a população negra já supera a branca nas universidades. Essa foi a notícia da semana, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IBGE: MATRÍCULAS DE NEGROS SUPERA A DE BRANCOS

Márcia Gilda destaca a importância da verificação da notícia do IBGE e acredita que ela deve ser vista com critério, uma vez que o sistema de cotas é profundamente usado para fraudes por estudantes brancos. O IBGE informa que o levantamento foi feito com base nas autodeclarações de estudantes pardos e negros. “O problema é que há fraudes no sistema de cotas cometidas por estudantes brancos, muitos dos quais se declaram pardos para ingressarem pelo sistema de cotas. A minha pesquisa, realizada junto a estudantes de graduação, feita na Universidade Federal de Viçosa, mostra claramente isso”, afirma. As fraudes ocorrem especialmente nos cursos de alto prestígio, como medicina, direito, engenharias.

Para a diretoria colegiada do Sinpro-DF, embora a notícia deva ser vista com cautela, ela consolida a importância da inclusão educacional e do investimento do Estado brasileiro na ampliação da educação gratuita, pública e de qualidade e solidifica a necessidade e importância das políticas afirmativas, como a política de cotas. “Somos um sindicato formador de opinião e essa notícia mostra que nossa luta está correta. Lutamos pela inclusão educacional e por uma educação pública, gratuita, laica, emancipadora e de qualidade socialmente referenciada. Acreditamos que os(as) educadores(as), sobretudo os(as) negros(as), que não têm essa intimidade com a sua própria história, ele não irá repercutir bem essa informação sobre a emancipação do povo negro em sala de aula e sobre o pertencimento do povo negro sobre sua história”, diz a professora e diretora do Sinpro-DF Márcia Gilza

Na opinião dela, o Dia da Consciência Negra é uma data importante para reforçar, entre professores e professoras, orientadores e orientadoras, o esclarecimento sobre o processo de escravização, libertação e protagonismo da população negra do Brasil, bem como a necessidade de haver paridade entre os povos de uma nação. “Hoje, após passar por todos esses processo, o povo negro pode ocupar qualquer espaço, executar qualquer trabalho e desenvolver qualquer projeto como qualquer ser humano”, afirma. No Dia Nacional da Consciência Negra, o Sinpro-DF defende uma educação pública, gratuita, laica, emancipadora, libertária e socialmente referenciada com a retomada, do Estado brasileiro, dos investimentos financeiros e humanos no setor.

*IMAGEM DESTAQUE
Foto “Songs of Freedom”, do nigeriano Michael Aboya. Essa é a foto do ano segundo o Agora Awards, um dos maiores prêmios da fotografia mundial. O autor? O nigeriano radicado em Gana, de 24 anos, Michael Aboya, que desbancou 130 mil imagens enviadas por fotógrafos de 200 países ao redor do mundo. O título da foto, “Songs of Freedom”, é inspirado na canção “Redemption song”, do cantor jamaicano Bob Marley. As crianças retratadas na imagem são filhos de pescadores do bairro de Lobadi, parte costeira de Accra, capital de Gana, e uma das cidades mais pobres do mundo. “Aprendi a fotografar sozinho depois de estudar computação e deixar essa faculdade de lado para correr atrás do meu sonho. E tenho vivido exclusivamente da fotografia desde 2017. Trabalho duro e tento aprender todos os dias como ser a melhor versão de mim mesmo que eu posso ser”, contou Michael. Perfil dele no Instagram @aboya.8

No Mês Consciência Negra, Coronel Tadeu, do PSL e da PM de SP, vandaliza charge de Latuff na Câmara dos Deputados

No Dia da Consciência Negra, o Brasil amanhece com mais um gesto de racismo e fascismo no Congresso Nacional. Todo mundo viu a notícia de que o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) arrancou e destruiu o quadro com a charge do cartunista Carlos Latuff de uma exposição sobre o Mês da Consciência Negra, no corredor que liga a Câmara dos Deputados ao Senado Federal.

A imagem exposta mexeu com a realidade do coronel da PM que hoje ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados porque participou de uma eleição democrática para os cargos políticos do Brasil. Esse arroubo de violência contra uma charge demonstra a urgente necessidade de a população vigiar e monitorar os rumos da democracia no País e as atitudes de quem deveria defendê-la.

O vandalismo do deputado contra a obra do cartunista mostra, sobretudo, o gesto autoritário de alguém que não suporta ver a realidade que cerca a vida da população negra brasileira. Em setembro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou a 13ª edição do Anuário da Violência.

O documento compila e analisa os dados de registros policiais sobre criminalidade, sistema prisional e gastos com segurança pública. O levantamento indicou que 75,4% das vítimas pelas polícias brasileiras eram negras.

Para identificar o perfil das vítimas da letalidade policial no Brasil, o Fórum investigou 7.952 registros de intervenções policiais terminados em morte no período de 2017 e 2018. Na época, os pesquisadores responsáveis pelo estudo reafirmaram que os números registrados reforçam o racismo estrutural no país.

A imagem do cartunista exposta e violentada pelo deputado retrata essa triste e sanguinária realidade brasileira. No documento, os pesquisadores declararam que é impossível negar o viés racial da violência no Brasil. A prova disso é a atitude destemperada e autoritária do coronel.

No Plenário da Casa Legislativa, vários outros deputados federais tiveram, no momento do escândalo, a atitude fascista de rir, com sarcasmo, das pessoas que reagiram à agressão do parlamentar paulista. A situação se mostrou tão vexaminosa que foi necessário o Presidente da Casa chamar a atenção desses que usam as liberdades democráticas para ocuparem cargos no poder e atuam para manter o Brasil com uma sociedade racista e até escravagista.

Aliás, pelos projetos de lei que apresentam e reformas constitucionais que aprovam mostram, claramente, que defendem um país sem direitos sociais e trabalhistas e que defendem uma sociedade retrógrada, violenta e escravagista.

Basta ver o perfil de reformas como a da Previdência, a do Ensino Médio, a que resultou na Emenda Constitucional 95/2016, a PEC do Pacto Federativo e outras proposições em curso nas duas Casas Legislativas.

É preciso estarmos atentos(as) para não permitirmos a volta do Brasil aos tempos nefastos do escravagismo econômico-racial e aos tempos obscuros e sanguinários do militarismo ditatorial. No Dia da Consciência Negra, é importante reforçarmos a ideia de que é preciso repensar as competências e as ações das Polícias brasileiras, das quais tanto precisamos.

 

Professores têm até 25/11 para optar entre RPV ou precatório no processo do vale-alimentação

O Sinpro-DF informa que mais um processo da execução do vale-alimentação nº 2009.01.1.080147-8 teve seus cálculos homologados pela Justiça e cerca de 1 mil professores terão seus créditos inscritos em precatórios ou RPV.

Professores contemplados nesta ação do vale-alimentação com valores acima de 10 salários mínimos receberão seus créditos por meio de precatório. Porém, poderão optar pela renúncia dos valores que superem o teto e receber esse recurso financeiro por meio de RPV.

Para aqueles professores que decidirem realizar a renúncia dos valores, o Sinpro-DF estará recolhendo a documentação até o dia 25/11/2019 para o encaminhamento à Justiça.

Aqueles que, por ventura, tenham valores abaixo de 10 salários mínimos, receberão seus pagamentos por meio de RPV, modalidade em que caso não seja cumprido o prazo pelo Distrito Federal para pagamento, a Justiça pode determinar o sequestro dos valores devidos.

Caso o professor opte pela renúncia, ele estará abrindo mão de parte de seu valor para receber com antecedência o crédito que lhe é devido. Vale lembrar que professores maiores de 60 anos ou com doenças graves têm  prioridade estabelecida por lei e, mesmo com créditos inscritos em precatório, tem recebido o pagamento integral do vale-alimentação após a realização de pedido de preferência.

Clique aqui e confira a lista completa.

Departamento Jurídico
SEDE: (61) 3343.4200 
Taguatinga(61) 3562.4856 (61) 3562-2780
Gama: (61) 3556.9105
Planaltina: (61) 3388.5144

 

 

Entidades se unem contra a implementação de OS’s no DF

Várias entidades representativas dos(as) servidores(as) do GDF se reuniram durante a tarde desta terça-feira (19), na sede do Sinpro, para organizar ações contra a implementação das Organizações Sociais (OS) e contra o desmonte do serviço público do Distrito Federal. Algumas ações em conjunto estão sendo construídas, dentre elas a entrega de uma carta reivindicando a revogação deste projeto e uma visita aos gabinetes dos deputados distritais.

Na última segunda-feira (18) foi realizada uma reunião na Sala de Comissões da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) chamada pelos deputados distritais Arlete Sampaio e Jorge Viana para tratar do PL 689/2019, que chegou à Casa no dia 08 de outubro.

A Lei nº 9.637, que regulamenta as atividades das OS’s, foi proposta por governos neoliberais no contexto da reforma neoliberal do Estado brasileiro. Ela introduz um modelo contraproducente e entreguista de gestão, que visa repassar a oferta dos serviços públicos para a iniciativa privada. E no caso da educação, não parece nada factível que as Organizações Sociais serão capazes de atender, de forma universal, democrática, igualitária e plural, uma demanda social de interesse direto de mais de 40 milhões de crianças e jovens matriculados em escolas públicas do país.

Para a diretora do Sinpro Luciana Custódio, OS’s são uma forma de terceirização do serviço público. “No Distrito Federal temos um governo que tenta fazer o convencimento de que as OS‘s vêm para melhorar a educação pública. Isto é uma mentira e precisamos levar este tema para o debate para desmascarar toda esta falácia. Estão privatizando nossas escolas, nossos hospitais e precisamos lutar contra este retrocesso”.

É importante salientar que as OS’s aprofundam a precarização das relações de trabalho no serviço público e comprometem a garantia de ampliação de serviços públicos de qualidade à população. O princípio é o da não transparência da aplicação dos recursos públicos e não institui órgãos de controle para fiscalizar essas aplicações.

Atenção para o Remanejamento Externo Etapa Única

A Secretaria de Educação do DF (SEE) divulga nesta terça-feira (19) o Remanejamento Externo Etapa Única. Devem participar do remanejamento os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que foram contratados(as) este ano para que os mesmos tenham direito de participar da distribuição de carga e possam regularizar a sua situação funcional na unidade escolar.

Também devem participar todos aqueles que não puderam participar da escolha de turma e distribuição de carga em 2019, fazendo com que essa situação funcional seja resolvida para o exercício de 2020.

Por fim, hoje o governo está apresentado as carências, mas o envio da lista deve acontecer apenas de 27 a 29 de novembro. O Sinpro não recomenda que o envio da lista seja feito na última hora. O ideal é mandar nos primeiros dias. Farão parte das carências a serem apresentadas para o Remanejamento Externo aquelas que sobraram do Remanejamento Interno.

A rede pública do DF se divide em 14 regionais de ensino. Para o Remanejamento Externo o(a) servidor(a) que não possui lotação poderá escolher as carências em qualquer uma das regionais. Os(as) servidores(as) que possuem lotação em alguma CRE não podem escolher carências dentro da regional de ensino onde já possui carência, pois trata-se de um concurso de remanejamento para aquisição de lotação nova. A exceção será dada ao servidor que tem 40h de jornada de trabalho, sendo 20h em uma regional e 20h em outra. Neste caso, mesmo tendo lotação em regionais diferentes, fica liberado para ele participar do remanejamento em todas as regionais.

Escola de sucesso: EC 10 de Sobradinho realiza Sarau Cultural

Em mais um exemplo de Escola de Sucesso, a Escola Classe 10 de Sobradinho realizou na última quinta-feira (14) o II Sarau Cultural: tarde literária em família, dando prosseguimento a um projeto pedagógico desenvolvido há dois anos. Durante todo o dia, estudantes, pais/mães, professores(as) e a comunidade escolar presenciaram várias apresentações artísticas realizadas pelos próprios estudantes.

Segundo a vice-diretora da EC 10, Luana Vaz, cada turma ficou responsável por um tema. Dentre os assuntos expostos estão Contos Africanos; O mundo animal; Contos Infantis e Contos de Fadas; Musicarte – um lugar instigante e convidativo; Pequeno Príncipe; Contos de suspense; Contos degringolados; Chapeuzinhos; Planeta Azul; Cidadania e fantasias no universo dos filmes; dentre outros.

“O projeto é uma culminância de outro projeto literário que trabalhamos o ano todo com literatura infantil, e o objetivo é fazer um momento de valorização de trabalhos artísticos e de produção textual produzidos pelos estudantes durante o ano. Hoje, agregamos tudo isto a um momento de tarde de lazer com os familiares, para que pudessem ter a oportunidade de apresentar diversas manifestações culturais”, explicou Luana Vaz.

Novembro Azul ressalta a importância de prevenção contra o câncer de próstata

O mês de novembro reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Como forma de salientar sobre a gravidade desta doença. Que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens – as maiores vítimas são os homens a partir dos 50 anos – uma campanha mundial denominada Novembro Azul é realizada durante todo o mês.

Durante o funcionamento da próstata, algumas células podem se desenvolver e multiplicar de forma anormal, provocando o surgimento de um tumor. O câncer de próstata é o segundo mais incidente entre os homens no Brasil, apenas atrás do câncer de pele não melanoma. Estima-se cerca de 68.220 mil novos casos da doença no país, em 2018. O risco estimado é de cerca de 66,12 novos casos para cada 100 mil homens.

Diante disto o Sinpro leva este debate para toda a categoria, com a preocupação de informar a todos os professores e orientadores educacionais sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A primeira atividade programada para debater o tema será uma palestra com um urologista no dia 20 de novembro, às 14h, na sede do Sinpro (SIG Quadra 6 Lote 2260). Os presentes ainda participarão do sorteio de exames e consultas médicas.

Clique aqui e confira o vídeo.

Confraternização em comemoração ao Dia do Orientador

No dia 4 de dezembro é celebrado o Dia do(a) Orientador(a) Educacional e para comemorar esta data tão especial, a diretoria do Sinpro-DF tem a honra de convidar todos(as) os(as) orientadores(as) filiados(as) ao sindicato para um almoço de confraternização. A atividade será realizada no dia 29 de novembro, a partir das 10h30, na Chácara do Professor (Espaço Chico Mendes – em Brazlândia).

No dia da comemoração o sindicato disponibilizará transporte. O ônibus sairá do Taguaparque às 9h30.

Para participar do almoço de confraternização, o(a) orientador(a) educacional deverá confirmar presença até o dia 22 de novembro pelo site do Sinpro.

 

Venha celebrar o seu dia!

Mais informações – Luciano Matos (99816-1148) e Meg (99241-5053)

Sinpro disponibiliza tira-dúvidas sobre as eleições nas escolas

Com o objetivo de informar aos(às) professores(as) que tiverem interesse em participar do processo eleitoral para a escolha de diretor(a) e vice-diretor(a) para 2020, o Sinpro disponibiliza um tira-dúvidas para que todos e todas possam ficar cientes sobre o que é permitido e o que é proibido nas eleições nas escolas públicas do Distrito Federal.

A eleição para a composição do conselho escolar, conforme já tem sido realizada nas últimas eleições, acontecerá ao final do primeiro bimestre de 2020 e também o mandato dos conselheiros terá a duração de dois anos, começando em 2020 e terminando ao final do primeiro bimestre de 2022, conforme preconiza a Lei de Gestão Democrática. Em novembro, no dia 27, faremos a eleição para escolher apenas as funções de diretor e vice. A escolha para os membros do conselho escolar acontecerá ao final do primeiro bimestre de 2020.

 

O Sinpro acompanhará o processo eleitoral e se coloca à disposição dos interessados em participar para tirar quaisquer dúvidas.

Confira as maiores dúvidas:

 

Qual período de campanha?

De 06 a 22 de novembro

 

Como deve proceder a Comissão Eleitoral Local para informar as chapas sobre a campanha?

Reunir-se com as chapas homologadas e entregar para cada chapa as orientações sobre a campanha eleitoral.

 

Qual espaço da escola pode ser utilizado pelas chapas para divulgação da campanha?

Em espaço definido pela comissão eleitoral local em acordo com as chapas, garantido a igualdade.

 

Em que se pautar a campanha?

Somente nas propostas constantes no Plano de trabalho, não sendo permitida a divulgação de material que contenha informações de caráter pessoal do candidato.

 

Quem deve organizar as sessões públicas e quando serão realizadas?

Devem ser organizadas pela comissão local para apresentação do plano de trabalho em um dia, no período de 06 a 22 de novembro, nas respectivas unidades escolares, devendo ocorrer nos 3 turnos inclusive naquelas escolas em que não houver funcionamento no noturno.

 

Os candidatos poderão ser liberados do horário de trabalho?

Sim, os candidatos da carreira magistério público poderão ser liberados de dois períodos do horário previsto para as coordenações pedagógicas; enquanto os servidores da carreira assistência a educação poderão ser liberados de 2 períodos do seu turno semanal de trabalho.

A referida liberação será cabível no período de 06 a 25/11/2019.

A liberação deverá ser solicitada ao administrativo da escola e o registro na folha de frequência no “campo de assinatura” deverá ser: “Lei n° 4751/2012, Art 62” e no “campo informações”: servidor concorreu como candidato no Processo Eleitoral 2019”

 

Pode ser feita distribuição de material eleitoral na unidade escolar?

Sim, mas depende da autorização da comissão local que indicará ainda os critérios junto às chapas homologadas.

 

Campanha em redes sociais é permitida?

Sim, devendo respeitar a legislação do processo e será suspensa a meia noite de 22 de novembro de 2019, sendo proibida utilização de páginas oficiais da Unidade de Ensino.

 

Pode-se usar agendas dos estudantes ou similar para envio de material de campanha?

Não

 

Quais os materiais de campanha são permitidos?

Panfletos com fotografia e nome dos candidatos, desde que autorizados pela comissão local e contenham propostas do plano de trabalho. Fixação de cartazes no interior da escola, autorizados pela comissão local, que determinará os espaços que podem ser utilizados.

Fixação de faixas e banners nos muros/cercas da escola desde que autorizados pela comissão eleitoral local. Carros de som a uma distância de 100 metros da unidade escolar.

 

Quais os materiais de campanha não são permitidos e quais ações são vedadas?

Distribuição de camisetas, brindes ou algum tipo de remuneração.

Propaganda de caráter político partidário

Entrega de material de campanha no dia da votação no espaço interno ou nas imediações da unidade escolar, boca de urna.

 

Como e quem pode solicitar sanções, se verificadas irregularidades na campanha?

Poderão ser feitas junto a comissão local por qualquer candidato ou eleitor ou por iniciativa da comissão local.

 

Confira abaixo a circular com orientações de campanha e modelo de ata de sessão pública.

Ata: Sessão pública 2019

Circular 7

 

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