Regulamenta alteração do Artigo 10 do Plano de Carreira

Em meados de julho de 2019 o Plano de Carreira (Lei nº 5.105/13) sofreu alteração em seu Artigo nº 10 (Lei nº 6.327/19), que trata da coordenação pedagógica. A alteração estendeu o conceito de coordenação pedagógica para os(as) servidores(as) da carreira magistério que estão atuando no ambiente da unidade escolar.

Na última sexta-feira (01) o Governo do Distrito Federal publicou a Portaria nº 332/19, regulamentando as alterações feitas a respeito do Artigo 10 do Plano de Carreira, estendendo e regulamentando a coordenação pedagógica para os(as) servidores(as) da carreira magistério que atuam na unidade escolar e que desde 2017 vinham sendo constrangidos(as) a não poderem usufruir deste momento de planejamento de atividades a serem desempenhadas de acordo com a sua atuação.

A portaria (332/19) faz alterações na Portaria nº 395/18, que versa sobre a atuação dos(as) servidores(as) da carreira magistério no âmbito da Secretaria de Educação do DF. Para facilitar a compreensão da aplicação das normas regulamentadas o Sinpro fez uma edição da Portaria nº 395/18, sinalizando os artigos que foram alterados, incluindo as novas redações.

É preciso estar atento que em alguns artigos alterados a expressão “POR TURNO” deve ser considerada na aplicação da carga horária que o(a) servidor(a) tem.

Na avaliação do sindicato, esta é mais uma vitória da categoria, pois manteve o direito que historicamente tinha ao fazer as alterações no Plano de Carreira e agora na regulamentação.

Depois de anos na pauta de reivindicações da categoria, GDF sinaliza com plano de saúde

Reunião com o presidente do Inas

 

Numa reunião com o presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), Ricardo Peres, na segunda-feira (28), a comissão de negociação do Sinpro-DF buscou mais detalhes sobre o projeto do plano de saúde que o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou nesta semana.

Peres disse às lideranças sindicais que o processo de implantação do plano de saúde está em fase de licitação e que ainda nesta semana, no máximo na próxima, será publicado o edital para que as empresas se habilitem para gerir esse plano de saúde.

Após ser publicado no Diário Oficial do DF (DODF) e selecionada a empresa. Depois disso, haverá a habilitação da empresa e é nesse momento que a empresa irá se organizar para pôr o plano de saúde à disposição do funcionalismo para uso imediato.

Segundo ele, todo o processo deverá ocorrer numa prazo de 90 dias. Nesse período, será construída a estrutura do plano, porém, já existem algumas indicações de como será feito. Segundo Ricardo, o plano terá co-participação do(a) servidor(a).

O presidente do Inas informou que se trata de um plano de adesão, não é compulsório. E que, além disso, o servidor poderá incluir familiares. Disse também que não é um plano mutualista e, sim, por faixa etária e que o custo será de acordo com a idade. Ele disse ainda que deverá ser um plano regional e que o GDF poderá fazer um convênio ao nível nacional para utilização nesses casos.

A adoção de um plano de saúde para o funcionalismo é um dos pontos da luta cotidiana de todas as categorias do serviço público distrital, com destaque para a luta dos(as) professores(as) da rede pública de ensino, que em todas as pautas de reivindicações, greves e outras manifestações, teve como relevante item da pauta a aquisição de plano de saúde para a categoria.

Concurso de Remanejamento Interno Segunda Etapa

O Sinpro infirma que o prazo para a realização dos recursos referentes ao Concurso de Remanejamento Interno 2ª Etapa ocorrerá de terça-feira (29) a 31 de outubro, período em que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão enviar a lista com suas prioridades, caso queiram mudar de exercício ou regularizar sua situação funcional. A lista posteriormente será processada pela Secretaria de Educação do DF e o resultado final divulgado no dia 12 de novembro.

Podem participar do concurso os(as) professores(as) e orientadores(as) que participaram e também os que não participaram do Concurso de Remanejamento Interno 1ª Etapa. Caso consigam fazer o bloqueio, prevalecerá o Concurso de Remanejamento 2ª Etapa.

 

Contratados em 2019

Os(as) professores(as) e orientadores(as) que foram contratados(as) em 2019 devem participar do Concurso de Remanejamento Externo para regularizar sua situação funcional, além de ter direito a participar da Distribuição de Cargos em 2020.

 

Servidores em casos especiais

O Concurso de Remanejamento também pode ser realizado por servidores(as) que estão em restrição de função, de licença-médica ou outro tipo de licença.

Sinpro engrossa ato por soberania, direitos e emprego nesta quarta (30)

Trabalhadoras/es, estudantes, desempregadas/os, integrantes de movimentos populares e a sociedade em geral ocuparão as ruas de Brasília em um grande ato nacional em defesa da soberania, de direitos e de emprego. A mobilização acontece nesta quarta-feira (30), com concentração às 10h, no Teatro Nacional.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro/DF) apoia esta mobilização e conclama todas/os professoras/es e orientadoras/es educacionais que estiverem em coordenação a se somarem neste importante ato contra os retrocessos.

Durante a atividade está prevista uma marcha que vai passar por vários ministérios, entre eles o de Minas e Energia, o da Educação e o da Economia. A mobilização deve terminar em frente ao Congresso Nacional, que tem a responsabilidade pela aprovação de todos os retrocessos que o governo encaminhou para análise e votação.

A Central de Movimentos Populares (CMP), Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo já confirmaram participação na atividade. Também já foram confirmadas as participações de caravanas de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia e outros estados.

Em plenária realizada pela CUT Brasília no último dia 22, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, disse que o ato do dia 30, o primeiro convocado após o 13º Congresso Nacional da CUT, deve ser um marco do repúdio da classe trabalhadora e da sociedade à privatização das estatais. Segundo ele, embora as dificuldades presentes e crescentes, “não podemos deixar de fazer a resistência”.  Nobre avalia que a estratégia dos sindicatos que organizam a classe trabalhadora não pode ficar restrita aos locais de trabalho, mas deve também “chegar às feiras, praças, ruas”. “A greve dos trabalhadores é muito importante para impedir a privatização das estatais, mas temos que fazer a sociedade entender que essas empresas são instrumento de defesa do povo”, disse.

Com informações CUT Brasília

 

“Pagamento” da pecúnia da Licença-Prêmio por Assiduidade

A defesa do cumprimento da lei que determina o pagamento da Licença-Prêmio por Assiduidade (LPA) em pecúnia e demais direitos da categoria docente é uma luta permanente do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). Mas, desde o início do descumprimento da lei pelo governo anterior, essa luta tem se intensificado.
 
É preciso esclarecer que a lei define a LPA como um direito de todo o funcionalismo público distrital e é importante reforçar que o magistério público e o Sinpro-DF sempre fizeram e têm feito grandes lutas para o cumprimento dessa lei, pelo pagamento da pecúnia para quem não gozou do direito e pela existência da licença-prêmio.
 
Desde sexta-feira (25), circula nas redes sociais um anúncio dando conta de que Governo do Distrito Federal (GDF) convida servidores para uma negociação com o Banco de Brasília (BRB) para pagamento antecipado dos valores da pecúnia. Ao mesmo tempo, a diretoria tem recebido críticas por não ter divulgado nenhum comunicado a respeito do tema para a categoria.
 
A diretoria informa que não recebeu nada oficial do GDF sobre o assunto e nenhum convite para participar de reunião sobre esse tema com o BRB. Importante destacar que, há 15 dias, a comissão de negociação, instância legítima da categoria de diálogo com o GDF, reuniu-se com o governador Ibaneis Rocha (MDB), na qual ele afirmou que esse conteúdo estava em negociação com o BRB e que apresentaria os resultados aos sindicatos.
 
Até hoje não recebemos nenhum comunicado. O magistério público não é a única categoria a quem o GDF deve a pecúnia. Mas tem realizado grandes greves e, com sua mobilização, tem garantindo os pagamentos todos os meses, ainda que de forma lenta. Vale lembrar que houve duas grandes greves dos professores e muitas mobilizações para garantir esses pagamentos.
 
Realizamos também vários acampamentos na frente de Palácio do Buriti e o tema da pecúnia sempre esteve e está presente entre os principais itens das pautas das negociações. Também realizamos protestos, paralisações e outras atividades específicas nas escolas para exigir do governo do DF o pagamento da pecúnia da LPA para quem não a gozou.
 
Infelizmente, o governador Ibaneis optou por fazer um anúncio de um ponto de negociação que vem sendo debatido entre governo e sindicato sem respeitar o processo de negociação e, ainda mais grave, não reconhecendo o papel das entidades classistas ao anunciar resultados sem que os representantes eleitos pelos trabalhadores para representá-los perante o Estado tomassem, em primeira mão, o conhecimento da proposta.
 
A classe trabalhadora precisa estar alerta para esse tipo de ação porque se trata de um o projeto em curso em que o objetivo é desmobilizá-la por meio da desqualificação e desrespeito às suas entidades sindicais e representativas. O governo federal, por exemplo, ignora a legitimidade das entidades sindicais e atua para destruí-las.
 
Uma das formas de acabar com os sindicatos é esta que o atual Presidente da República pratica todos os dias que é a de ignorar a legitimidade dos sindicatos. É preciso lembrar que todas as nossas conquistas trabalhistas e sociais são resultados de lutas organizadas por suas entidades representativas.
 
Como o diálogo é a prática natural do Sinpro-DF, a diretoria colegiada solicitou uma reunião com a Mesa de Negociação, meio pelo qual entendemos ser o mecanismo correto e legítimo de tratar dos interesses da categoria em um processo de negociação. Procuraremos o GDF para que possamos ter acesso a toda a proposta de forma que o sindicato possa se posicionar e evitar ainda mais prejuízos para os(as) servidores(as) públicos(as).

Intervalo Cultural debate a defesa da democracia

O Sinpro promove mais um intervalo cultural, desta vez para debater a Defesa da Democracia. O objetivo do evento, que será realizado em várias escolas públicas do Distrito Federal e está presente no calendário de atividades do sindicato, é mostrar a importância da democracia nas escolas e nos mais variados espaços.

Segundo a diretora do Sinpro Fátima de Almeida, o Intervalo Cultural é um espaço para que o estudante possa refletir, analisar e debater com outros jovens. “Este projeto tem o objetivo de mostrar o quanto a falta da democracia no ambiente escolar e em outros lugares é prejudicial para a formação cidadã. Queremos levar este colorido para contrapor com movimentos existentes hoje, que infelizmente tolhem e retiram o direito do estudante pensar e se comportar da forma que quer”, analisa Fátima, complementando que tolher a diversidade é matar a escola.

Durante os dias de debates os(as) estudantes também poderão acompanhar apresentações culturais. As bandas Realeza e QI Batalha do RAP já confirmaram presença.

Confira abaixo toda a programação do Intervalo Cultural em Defesa da Democracia nas Escolas.

 

Senado aprova a reforma mais cruel para trabalhadores e viúvas

O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 006/2019, nome oficial da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), nesta desta terça-feira (22), por 60 votos a favor e 19 contra.

No texto aprovado estão mudanças cruéis que reduzem os valores dos benefícios dos contribuintes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos servidores públicos federais.

As novas regras endurecem o acesso para a aposentadoria e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como para suas viúvas, viúvos e seus dependentes.

A reforma também reduz o valor do benefício e aumenta o tempo de contribuição dos trabalhadores em atividades insalubres e praticamente acaba com a aposentadoria especial. Outra cruel mudança é a que diminui o valor do benefício para quem se aposenta por invalidez.

As mudanças passam a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2020.

O que muda no Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

– Obrigatoriedade de idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para as mulheres.

– O valor do benefício para aposentadoria por idade será de apenas 60% da média geral de todas as contribuições, a partir de 1994. Serão acrescidos 2% a cada ano que ultrapasse os 20 anos de contribuição no caso dos homens e 15 anos no caso das mulheres.

Pelas regras atuais, para se aposentar por idade eram necessários 15 anos de contribuição para ambos os sexos, mas, os homens se aposentavam aos 65 anos e mulheres aos 60.

O valor do benefício era calculado com base na média das 80% maiores contribuições feitas pelo trabalhador ao longo da vida profissional. Com isso, um homem que se aposentaria com 15 anos de trabalho e 65 anos de idade receberia a média de 85% das suas melhores contribuições.

Com a reforma o homem precisará trabalhar mais cinco anos e vai receber somente 60% da média geral, o que fará o benefício se reduzido além dos 25% de diferença dos índices.

– O valor da aposentadoria integral será pago somente se o homem contribuir por 40 anos e a mulher por 35 anos.

– Viúvos e dependentes só vão receber 60% do valor da aposentadoria em caso de morte do trabalhador. Serão acrescidos 10% por cada dependente, menor de 21 anos, não emancipado, até se chegar aos 100% do valor do benefício. O valor da pensão não poderá ser inferior ao salário mínimo (R$998,00).

– O acúmulo de pensão e aposentadorias não será mais possível como antes. O beneficiário terá de optar por um, de maior valor.

O segundo benefício terá valor diminuído por um índice redutor.

Serão pagos 80% sobre o valor da pensão de um salário mínimo.

De um a dois salários (R$ 998,00 a R$ 1.996,00), o índice cai para 60%.

De dois a três salários (de R$ 1.996,00 a R$ 2.994,00), o valor a receber será de 40%.

De três a quatro salários (de 2.994,00 a R$ 3.992,00) o benefício cai para 20%

Acima de quatro salários o pensionista não poderá acumular o benefício.

– A aposentadoria por invalidez penaliza quem mais precisa de dinheiro num momento cruel da vida. O trabalhador e a trabalhadora que se acidentar ou contrair alguma doença fora do ambiente do trabalho não mais receberá os 100% do valor do benefício.

Eles terão as mesmas regras dos demais beneficiários do RGPS, e vão receber apenas 60% do valor acrescidos de 2% a mais pelo tempo que ultrapassar 20 anos no caso dos homens e 15 anos no caso de mulheres. Somente vão receber o valor integral quem de fato se acidentar no trabalho ou contrair doença decorrente da sua atividade laboral.

– Aposentadoria para pessoa com deficiência – Embora tenha sido mantida a idade mínima, que hoje é de 60 anos para homens e 55 para mulheres, o texto aprovado da reforma da Previdência penaliza os trabalhadores e as trabalhadoras com o aumento no tempo mínimo de contribuição. Eles terão de contribuir por, no mínimo, 35 anos para conseguirem se aposentar, independentemente do gênero e do grau de deficiência.

Com a reforma, mulheres que têm deficiência grave, que antes se aposentavam com 25 anos de contribuição, vão ter de contribuir por mais 15 anos e homens por mais 10.

No caso de deficiência moderada, aumenta-se para 11 anos o tempo de contribuição das mulheres e, em seis anos dos homens.

Antes, o tempo de contribuição para deficiência moderada era de 24 anos para mulheres e 29 anos para os homens.

Quem tem deficiência leve, com a reforma, terá aumentado em sete anos o tempo de contribuição, se for mulher, e mais dois anos,se for homem.

Nesta situação, antes, mulheres tinham o direito de aposentar com 28 anos e homens com 33 anos de contribuição.

Mudam o tempo de contribuição e idade mínimas da aposentadoria especial.

A reforma passa a exigir idades mínimas de 55 e 60 anos para aqueles cujo trabalho é prejudicial à saúde (insalubridade), como por exemplo, os que estão expostos a doenças em hospitais ou a elementos tóxicos como o benzeno.

Acaba a aposentadoria especial dos que têm a integridade física ameaçada, como os vigilantes e eletricitários, que correm riscos no exercício diário do ofício.

Antes, o trabalhador e a trabalhadora em ambientes que trazem risco à saúde podiam se aposentar com 15, 20 ou 25 anos de contribuição, conforme a gravidade da exposição.

Regras de transição para contribuintes do INSS

A idade mínima de aposentadoria será introduzida aos poucos. Haverá regras de transição e quem se encaixar em uma delas poderá se aposentar antes da idade mínima, de 62 anos para mulher e 65 para homem.

A idade mínima progressiva começará em 56 anos (mulheres) e 61 anos (homens) e subirá seis meses por ano.

Em 2031, será de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens).

Quem quer se aposentar com valor integral terá de pagar um pedágio de 50% parao tempo que falta para receber o benefício. A regra vale para quem está a dois anos de cumprir o tempo mínimo de contribuição que vale hoje (35 anos para homens e 30 anos para mulheres)

Já quem tiver idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens) e quiser se aposentar com valor integral deverá contribuir com o dobro do tempo que falta para se aposentar – pedágio de 100%.

Regra 86/96 – o trabalhador poderá usar essa regra se atingir a pontuação exigida no ano em que for se aposentar. A soma da idade com o tempo de contribuição será de86 pontos para mulheres e 96 pontos para homens.

A transição prevê um aumento de um ponto a cada ano, chegando a 100 para mulheres e 105 para os homens.

Servidores públicos federais

Se a proposta de Bolsonaro for aprovada, além de idade mínima maior e mais tempo de contribuição, os servidores federais terão descontados em seus contracheques alíquotas de contribuição à Previdência maiores do que os trabalhadores da iniciativa privada.

Hoje o desconto é de 11%. Se a reforma passar, a alíquota começará em 7,5% para quem recebe benefício abaixo do teto do INSS (R$ 5.839,46) e pode chegar a 22% para quem ganha mais de que o teto.

De acordo com a PEC, as novas alíquotas serão de 11,68% a 12,86% para os salários de R$ 5.839,46 a R$ 10.000,00;

– 12,86% a 14,68%, até R$ 20 mil;

– 14,68% a 16,79%, até R$ 39 mil;

– a alíquota poderá chegar a 22% para os que ganham mais que R$ 39 mil.

idade mínima para aposentadoria começa em 61 anos para os homens. Já para as mulheres, começa em 56 anos.

O tempo mínimo de contribuição dos servidores será de 35 anos e de 30 anos para as servidoras.

Policiais federais, rodoviários federais e legislativos terão de ter idade mínima de 55 anos para ambos os sexos.

O tempo de contribuição será de 30 anos também para homens e mulheres, além de 25 anos no exercício da carreira.

Regras de transição para os servidores

Pontuação 86/ 96 – A mesma regra dos trabalhadores sobre RGPS, que prevê um aumento de 1 (um) ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período de transição termina quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e a 105 pontos para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.

Fonte: CUT

Escola militarizada adota procedimento de presídio e põe estudantes nus para fazer revista

Crédito: (foto: CEPMG Perillo/Facebook)

 

Escola militarizada adota sistema de presídio e faz revista em adolescentes nus. A proposta da chamada “gestão compartilhada” (intervenção militar nas escolas) é divulgada como algo tranquilo para convencer os pais e a comunidade escolar de que isso é bom e para que todos(as) aceitem e deixem a Política Militar entrar na escola. Depois que entra, a PM faz o que quer. Dentre vários tipos de assédios morais, interfere na proposta pedagógica e é comum tratar os(as) estudantes como bandidos; professores(as) e servidores(as) da assistência como serviçais e, dentre os muitos assédios morais, adotam até o procedimento de presídio para atacar, humilhar e assediar estudantes.
 
Um grupo de pais cujos(as) filhos(as) estudam numa escola militarizada da Cidade de Goiás denunciou e o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) instaurou apuração para saber mais detalhes de uma revista íntima realizada em cerca de 40 alunos e alunas de uma escola pública militarizada da cidade, situada a 130 km de Goiânia. A ação abusiva da PM dentro do Colégio da Polícia Militar do Estado de Goiás foi denunciada por um grupo de pais de estudantes que, segundo a denúncia, foram obrigados a ficar nus para que policiais militares os inspecionassem. Os(as) estudantes vítimas da agressão física e moral têm, em média, 14 anos.  O MPGO confirmou a denúncia à imprensa e informou que, agora, aguarda informações do Conselho Tutelar, também procurado pelos pais, para dar prosseguimento ao caso.

Após a reação das famílias, a Polícia Militar de Goiás afastou o diretor e dois PM. No entanto, o efeito do assédio moral foi devastador. Os(as) adolescentes e as crianças não querem mais ir para a escola. Meninas que passaram pela revista, ficaram nuas diante dos policiais não querem mais estudar. Em depoimento à TV Anhanguera, várias estudantes que passaram pela revista contaram que foi muito constrangedor e desconfortável. Além de nuas, elas tiveram de se agachar várias vezes a mando dos policiais. “Foi muito constrangedor, um momento de muito desconforto. Ficar pelada na frente de um adulto, que você não conhece”, lamentou uma. “Eu não quero ir para a escola mais, pela vergonha que passei”, afirmou uma outra.

Os relatos são de que a revista ocorreu após a suspeita de que um estudante do colégio estaria envolvido com tráfico de drogas. Por causa disso, a PM resolveu implantar o terrorismo entre eles e levaram os(as) estudantes do 9° Ano, um a um, ao banheiro, local em que, na frente de um policial, tiveram que de despir, tirando, até mesmo, as peças íntimas. A meninas tiveram a revista conduzida por uma PM que as orientou a se agacharem cerca de cinco vezes. A vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional DF (OAB/DF), Raquel Fuzaro, disse que jamais os(as) adolescentes devem ser expostos a situações constrangedoras.

“Nessas situações, a escola deve buscar auxílio das autoridades competentes. Se for caso de tráfico de drogas, encaminhar a denúncia para a delegacia competente. Se houver suspeita de que alunos estão envolvidos com drogas, comunicar à família e ao Conselho Tutelar, para que juntos possam buscar os serviços de atendimentos”, explica.

Com informações do Correio Braziliense
Confira matéria do CB na íntegra aqui.

Gestão Democrática: Inscrições Encerradas

Conforme edital e cronograma que estabelecem as regras para as eleições nas escolas públicas do Distrito Federal, foram encerradas na segunda-feira (21) as inscrições para compor a equipe gestora. A partir do dia 23 de outubro iniciam-se os prazos de recursos para as chapas com indeferimentos na inscrição.

Segundo o cronograma, entre os dias 23 de outubro e 5 de novembro as inscrições ainda não estarão oficialmente homologadas, não sendo permitida a campanha eleitoral. É importante ressaltar que segundo a Lei de Gestão Democrática, a campanha eleitoral só pode ser realizada dentro do prazo estabelecido em edital e deve ser baseada exclusivamente  na discussão e apresentação do plano de trabalho e na participação dos candidatos em audiência pública, que deverá ser agendada pela Comissão Eleitoral Local com a participação de toda a comunidade escolar.

Confira abaixo resolução e edital e cronograma oficial do pleito:

Resolução DODF

Edital SEI

Cronograma do Processo Eleitoral 2019

Assembleia popular pela vida de todas as mulheres e contra o feminicídio no sábado (26)

 

Depois do 26º caso de feminicídio, ocorrido na quinta-feira (17), contra Noélia Rodrigues de Oliveira, 38 anos, que trabalhava em um shopping center de Brasília, as mulheres da capital federal decidiram tomar uma atitude. Já que o Estado é incapaz, por falta de vontade política, de resolver o problema da insegurança e da violência contra a mulher, as próprias mulheres irão à luta para criar mecanismos e cobrar uma atitude do governo

Um grupo decidiu organizar uma assembleia para discutir os caminhos para combater a violência doméstica e o assassinato de mulheres em razão do gênero. O encontro será realizado no sábado (26/10), às 15h, no Museu Nacional. Participe e fortaleça essa ação: é pela vida das mulheres.

Confira a chamada:
ALERTA ÀS MULHERES DO DISTRITO FEDERAL 👇

🚨 ASSEMBLEIA POPULAR PELA VIDA DE TODAS AS MULHERES, CONTRA O FEMINICÍDIO🚨

A realidade do DF é dura para as mulheres. Os casos de feminicídio crescem e, no Mapa da Violência divulgado pelo Ministério Publico, o DF lidera a posição de assassinatos por Feminicídio no Brasil. Nossa organização para barrar esses casos é fundamental. Nós, mulheres, negras, LBTs, professoras, estudantes, trabalhadoras, desempregadas, servidoras, de dia ou de noite, em casa ou na rua, não estamos seguras.
Por isso, convocamos, em conjunto com diversos movimentos de mulheres do DF, a Assembleia Popular Pela Vida de Todas as Mulheres, Contra o Feminicídio.

📅 Será no dia 26 de outubro, às 15h, no Museu Nacional. Vamos juntas!

 

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