A Secretaria de Educação do Distrito Federal divulga ao longo desta segunda-feira (21) as carências do Concurso de Remanejamento Interno da Segunda Etapa. Porém, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais só poderão enviar as listas de prioridades a partir do dia 29 de outubro. Aqueles(as) que participaram da primeira etapa do Remanejamento Interno, tendo sido contemplados(as) ou não, podem participar da Segunda Etapa.
O Remanejamento Externo, etapa única, só irá acontecer no mês de novembro.
EDITORIAL|| Sem professor e sem professora, nada feito
Jornalista: Maria Carla
Imagine um país em que ninguém sabe absolutamente nada sobre nenhum tipo de assunto e que as gerações de jovens, adultos e idosos são superexplorados por uma elite que sabe tudo, tem boa educação e estuda em grandes escolas de outros países?
Nem é preciso responder sobre as condições de vida de uma população dessas, não é? Por incrível que pareça, esse tipo de população existe. No mundo, há muitos países que não tem professores e escolas e, em consequência dessa falta de professores e de estudantes, não há soberania, desenvolvimento, bem-estar social e muito menos conhecimentos básicos para a vida.
Qual seria o destino do Brasil sem professores capazes de transmitir conhecimento e de formar cidadãos e cidadãs com pensamento crítico? Nem é preciso responder para saber que o futuro de qualquer país depende da educação de qualidade e da distribuição do conhecimento em todas as classes sociais.
O agente capaz de transformar realidades ruins em boas e um país submisso em uma nação desenvolvida é o professor e a professora. Essa é o cerne do magistério deles e delas no mundo. Somente por meio do conhecimento e de sua capacidade de dividir o que sabe, de ensinar passo a passo cada disciplina, é que um país se desenvolve e forma gerações de cidadãos e cidadãs.
O Dia do Professor nos remete a esse e a vários outros temas que vão da comemoração à luta por uma educação séria, livre, libertária, emancipadora, laica, gratuita, de qualidade referenciada. Ser professor não é seguir uma missão. Professor e professora é uma profissão que também depende da luta diária para existir.
Se sem professor e professora nada feito. Sem educação pública de qualidade, nada será feito também. Afinal, o mundo só é possível porque sempre houve alguém disposto a ensinar como fazer, a disseminar seu conhecimento em prol da humanidade.
A importância da profissão professor e professora vai da sala de aula à ação direta na vida do estudante. Professor e professora são as pessoas que constroem as profissões, transformam e reformulam perspectivas e conceitos de vida.
Todo mundo tem um professor que marcou para sempre a sua vida e nunca sai da memória. São lembranças dos processos de transformação na nossa vida que professores e professoras, indubitavelmente, farão na vida de quem passou por uma escola.
Tudo que existe no mundo ao nosso redor é exemplo e resultado de que sem professor não haveria nada. Não teríamos o pão com manteiga se não houvesse alguém que aprendeu a ler e a escrever capaz de anotar uma receita milenar de pão e de manteiga. Sem o professor, o homem não iria à Lua e a evolução estaria comprometida.
Todas as descobertas científicas em todos os campos do conhecimento, como, por exemplo, a medicina, não seriam possíveis sem o professor e a professora. O meio ambiente não resistirá se não houver a intervenção do professor e da professora em sala de aula sobre a importância dos ecossistemas preservados, como o bioma Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia.
O mundo não seria o que é hoje e nem será no futuro um mundo melhor sem a pessoa do(a) professor(a) que estimulam e provocam a força criativa que há em cada um dos cidadãos e cidadãs do mundo.
Os atuais governos federal e distrital atuam para acabar com a profissão de professor, substituindo a relação social nas escolas pelo mundo privado do lar. A falta de incentivos aos professores e professoras está cada vez mais intensa. Ser professor e professora é lutar pela defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade.
É mostrar a necessidade das relações humanas e democráticas entre pais, filhos e professores(as), com psicólogos e assistentes sociais ajudando na questão pedagógica. Não militares. Hoje, a educação está sob ataque dos políticos neoliberais. Portanto, diante desse cenário de militarização de escolas públicas, retirada de dinheiro público da pesquisa científica e da educação básica e superior, há pelo menos cinco motivos para se apoiar a luta dos professores.
A primeira delas é que se hoje são eles que estão na mira dos ataques neoliberais, amanhã serão todos. O segundo, é que o professor que cumpre um papel importante para toda sociedade porque forma todas as outras profissões existentes. Em terceiro, Só a escola pública pode ser para todos. Em quarto, Lutar por reajuste salarial é defender sim a educação pública.
Em quinto, eles e elas são os primeiros a estarem do lado dos estudantes e da família deles.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF deseja um
Feliz Dia do Professor
Nota da diretoria || Desomenagem da Band News aos professores
Jornalista: Maria Carla
Na véspera do Dia do Professor, a Band News presta uma desomenagem à categoria docente. O acusado de extorsão por Ricardo Suad nas delações da Friboi no processo da Lava Jato, Cláudio Humberto, jornalista da Band News, usou o espaço que ele tem na mídia comercial, o qual é concedido pelo Estado às empresas de comunicação social, para desqualificar serviços e servidores(as) públicos(as).
O objetivo único dele, que é pago para isso, e da grande mídia, que também representa a elite empresarial antinacionalista, é desdenhar para privatizar o sistema público de educação e demais serviços, como fizeram com o Sistema de Seguridade Social para os banqueiros abocanharem as contribuições da Previdência Social.
Na sua coluna da Band News desta segunda-feira (14/10), ele teve mais uma de suas infelizes e oportunistas falas divulgadas pelas ondas da rádio, uma das mídias que atuam para privatizar tudo o que existe no Brasil. Falou mal da “semana do saco cheio”, chamou os professores do magistério público de preguiçosos, de incompetentes e questionou dia letivo móvel.
Parece que o jornalista tem o costume de cometer a chamada barrigada, que é veicular notícia falsa como sendo verdadeira. Nesse caso dos professores da rede pública, foi mais uma dessas. Ele cometeu a barrigada de falar sem conhecimento dos dias letivos móveis, previstos no calendário escolar do ensino público.
Talvez não seja do conhecimento do jornalista, mas na rede pública de ensino do DF há um calendário escolar, construído democraticamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e comunidade escolar, que é cumprido rigorosamente. A semana do saco cheio já está prevista e não compromete a prestação do serviço público de educação.
Nesta semana, está previsto não ter aulas nos dias 14, 15 e 16 e, nos dias 17 e 18, o calendário prevê uma flexibilização caso a comunidade escolar opte por antecipar as aulas ao longo do ano letivo. Assim, os estudantes do DF e do Brasil têm direito às aulas, que estão asseguradas no calendário escolar, e à semana de recesso.
Na opinião da diretoria do Sinpro-DF, o comentário do jornalista faz parte do roteiro cinematográfico da mídia comercial que, de olho no dinheiro do Orçamento público, tem atuado, intensivamente, durante mais de 60 anos, para desqualificar os serviços e servidores e públicos, tentando, diuturnamente, usar os fatos para jogar as pessoas contra o funcionalismo e causar a impressão de que os serviços são mal realizados.
O jornalista é o tipo da pessoa que atua contra o Estado público, cujos recursos deveriam estar aplicados serviços públicos de qualidade, como saúde, educação, previdência, seguridade social, criação de emprego e renda, moradia e demais direitos fundamentais da sociedade e não sendo desviado os bilhões e até trilhões de reais, como pretende a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para os banqueiros e rentistas por meio de um canal de desvio de dinheiro público denominado “dívida pública” e para uma mídia, por meio de elevadas verbas institucionais de publicidade.
Vale a pena ver o comportamento do jornalista da Band News em outros locais:
Sérgio Nobre é eleito presidente da CUT por unanimidade
Jornalista: sindicato
Os delegados e delegadas do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, elegeram nesta quinta-feira (10), em chapa única, a nova direção Nacional da CUT para o mandato de 2019/2023.
Para a presidência da entidade foi eleito por unanimidade o metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. A vice-presidência será ocupada pelo representante do sindicato dos Bancários, Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Vagner Freitas, presidente por dois mandatos de sete anos. A Secretaria-Geral será comandada pela primeira vez nos 36 anos de CUT por uma mulher, a trabalhadora rural, Carmen Foro.
Em seu discurso de posse, Sérgio Nobre agradeceu a todos e todas que participaram do 13º Concut pela qualidade rica dos debates, pelo esforço na construção do Congresso e, em especial, aos sindicatos de base, aos presidentes das CUT’s estaduais e a todos os funcionários da Central que trabalharam meses na organização do congresso.
Ele destacou que o período de seu mandato será duro em consequência dos ataques aos direitos que a classe trabalhadora vem sofrendo desde o golpe de 2016, e mais fortemente nos últimos dez meses de governo de Jair Bolsonaro (PSL), que só apresenta propostas de retirada de direitos sociais e trabalhistas e não tem projeto de desenvolvimento econômico, com justiça e inclusão social, e geração de emprego e renda.
“Esse Congresso foi realizado numa conjuntura adversa, difícil, que requereu de todas as forças políticas a mais ampla unidade para enfrentar o fascismo neste país. Esta chapa expressa toda a diversidade do país, de raça e entidades. Tem gente do campo, da cidade, de entidades públicas e privadas e LGBTs”, declarou.
O novo presidente da CUT lembrou ainda da luta que a Central vem travando nos últimos anos, desde as jornadas de 2013, a dura eleição da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2014, o golpe que veio na sequência e a prisão injusta do ex-presidente Lula, além do papel que desenvolveu para garantir direitos, defender a democracia e pela liberdade de Lula, a quem ele foi visitar na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde é mantido preso político desde abril do ano passado. Sérgio contou que Lula pediu para a CUT chegar mais perto da base, do povo, da população em geral.
Na semana passada fui visitar o presidente Lula e ele me pediu muito para organizar os locais de trabalho, conversar nos bairros com a população. Essa é uma tarefa que temos, de dialogar e trazer o povo de volta para o nosso campo e, quem sabe, a gente mudar a realidade deste país em 2022
Sérgio Nobre disse ainda que a CUT esteve o tempo todo nas ruas e vai continuar assim . No próximo dia 30, vai ocupar as ruas de Brasília contra a política econômica deste governo que está destruindo o país, em defesa do patrimônio público, das estatais, da Amazônia e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
“Dia 30 é a nossa primeira tarefa. Vamos estrear bater lá no Paulo Guedes [ministro da Economia]. Vamos impedir os projetos autoritários de Jair Bolsonaro [PSL]”, anunciou.
O novo presidente da CUT fez uma homenagem ao seu antecessor, Vagner Freitas, a quem agradeceu a parceria e ressaltou a importância da parceria nos próximos anos. “Eu não poderia deixar de agradecer o quanto tenho orgulho de você, por sua experiência e companheirismo. Quero agradecer também a minha categoria, os metalúrgicos, meus companheiros de chão de fábrica que vieram aqui”.
Ao encerrar Sérgio Nobre voltou a falar sobre a violência praticada contra Lula, disse que apesar dele não estar presente fisicamente acredita que o ex-presidente mandou boas energias para os participantes do Congresso, que recebe o nome Lula Livre. Nobre lembrou ainda que dia 27 deste mês, é aniversário do ex-presidente e haverá comemorações em todo o país.
“Lula é nosso companheiro que pode nos liderar para derrotar Bolsonaro e recuperar a democracia.Um forte abraço a todos e todas e viva a Central Única dos Trabalhadores e das trabalhadoras”, encerrou o novo presidente da CUT.
O vice-presidente
Vagner Freitas, que será o vice-presidente da entidade, agradeceu o apoio de todos e todas durante seu mandato na presidência da CUT e, disse estar honrado da chapa única, eleita com representantes de todos os sindicatos da base, do campo e da cidade, de homens e de mulheres.
“Parabéns a todos indicados, à coordenação do Congresso, às correntes políticas que tiveram a capacidade de construção da chapa única e aos mais de 1700 delegados, que num momento conturbado como este aceitaram fazer este 13º Concut. Demonstramos a nossa energia e qualidade da representação dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”.
A primeira mulher numa das principais secretarias
A primeira mulher eleita Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, iniciou seu discurso agradecendo a todas as mulheres invisíveis e negras que ao longo da história das mulheres trabalhadoras passaram pela CUT. Agradeceu também ao sindicato dos Trabalhadores Rurais de Igarapé-Miri (PA), de onde veio e à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura( Contag).
“Quero agradecer a direção política da CUT porque eu tenho uma concepção de vida que a gente só vai conseguir enfrentar os desafios se tivermos muita solidariedade entre nós. Estamos todas juntas e todos juntos porque a guerra que está estabelecida no próximo período requer de nós coragem, força, determinação e unidade”.
Carmen Foro lembrou ainda que a história da classe trabalhadora nunca foi fácil e a CUT precisa estar atenta e firme para enfrentar a reforma sindical.
“Nós vamos derrotar essa reforma sindical, organizar os trabalhadores e fazer todas as lutas necessárias. Essa vai ser nossa missão: organizar os congressos estaduais até dezembro e pautar um conjunto de outros enfrentamentos com esse governo. Viva a CUT. Viva a classe trabalhadora. Viva o movimento sindical. Até a vitória companheiros e companheiras”, encerrou Carmen.
Sobre o Congresso
No total se inscreveram para o 13º Concut 1.957 delegados e delagadas. Deste total, 1.705 se credenciaram, sendo 968 homens e 737 mulheres.
Confira abaixo a relação dos credenciados por ramos:
Confira a lista da nova direção Nacional da CUT:
Presidente
Sergio Nobre
Vice-Presidente
Vagner Freitas
Secretária-Geral
Carmen Helena Ferreira Foro
Secretário-Geral Adjunto
Aparecido Donizeti da Silva
Secretário de Administração e Finanças
Ariovaldo de Camargo
Secretário-Adjunto de Administração e Finanças
Aparecido Donizeti da Silva
Secretário de Relações Internacionais
Antonio de Lisboa Amâncio Vale
Secretário-Adjuntode Relações Internacionais
Quintino Marques Severo
Secretário de Assuntos Jurídicos
ValeirErtle
Secretário de Comunicação
Roni Anderson Barbosa
Secretário-Adjuntode Comunicação
Admirson Medeiros Ferro Junior (Greg)
Secretário de Cultura
José Celestino (Tino)
Secretária de Formação
Rosane Bertotti
Secretária-Adjunta de Formação
Sueli Veiga de Melo
Secretária de Juventude
Cristiana Paiva Gomes
Secretário de Relações de Trabalho
Ari Aloraldodo Nascimento
Secretária-Adjuntade Relações de Trabalho
Amanda Gomes Corsino
Secretária da Mulher Trabalhadora
Junéia Batista
Secretária-Adjunta Trabalhadora
Mara Feltes
Secretária de Saúde do Trabalhador
Madalena Margarida da Silva
Secretária-Adjuntade Saúde do Trabalhador
Maria de Fátima Veloso
Secretária de Meio Ambiente
Daniel Gaio
Secretária de Mobilização e Movimentos Sociais
Janeslei Albuquerque
Secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos
Jandyra Uehara
Secretário-Adjuntode Políticas Sociais e Direitos Humanos
Ismael Cesar José
Secretária de Combate Ao Racismo
Anatalina Lourenço
Secretária-Adjuntade Combate Ao Racismo
Rosana Sousa Fernandes
Secretária de Organização e Política Sindical
Maria das Graças Costa
Secretária-Adjuntade Organização e Política Sindical
13º Concut: sindicalismo e educação na quarta revolução industrial
Jornalista: Maria Carla
Delegação de vários sindicatos do Distrito Federal no 13º Concut
A nova organização da classe trabalhadora e de seus sindicatos foi uma das grandes discussões do 13º Congresso, que ocorre em Praia Grande, São Paulo, desde o dia 7 de outubro e vai até sexta-feira (10). O congresso pôs em discussão “o sindicalismo do futuro frente aos avanços das novas tecnologias”.
Trata-se de uma novidade no mundo do trabalho que já está em curso, modificando as relações de trabalho e que tem mexido profundamente com a formação e a profissionalização das pessoas, com as relações trabalhistas entre patrão e empregado e com a execução do trabalho em todos os setores da sociedade e da economia.
Análises mostram que a mão de obra se tornou commodity e, juntamente com uma mudança climática profunda, com a digitalização, os robôs, a inteligência artificial, a classe trabalhadora parece estar enfrentando o fim do trabalho: “o dia do julgamento final”.
Há previsões negativas e indicativas de que a mão de obra, num futuro bem próximo, será substituída por computadores e isso vai se tornar a base material para a vida de todos. O fato é que a automação já é realidade e o futuro começou. Os “contratos” por meio de Aplicativos já é realidade. A uberização do trabalho é real. Como toda mudança, tudo isso gera precarização, medo e incertezas.
Se o medo é mal conselheiro, a incerteza, ao contrário, impulsiona a fazer alguma coisa para modificar a realidade. O debate no 13º Concut aponta não só para o futuro do trabalho, mas também para o trabalho do futuro. “A questão, no entanto, não é somente saber se a automação ensejará de fato o fim do trabalho. A questão é saber como os humanos que criam máquinas inteligentes e algoritmos irá redistribuímos o aumento da produtividade entre todos no planeta?”, indagava um representante da delegação da África do Sul.
O fato é que a transformação digital tem impacto significativo no trabalho e nas condições de trabalho, a qual é chamada hoje de “Trabalho 4.0”. Antes, as cadeias produtivas eram lineares. Hoje, com a transformação digital, as cadeias estão se tornando linhas abertas interconectadas, com serviços personalizados, com economia de plataforma, com uma mudança na criação do valor e com a reorganização do processo do trabalho.
Educação na indústria 4.0
“A indústria 4.0, quarta revolução industrial, que, em outras palavras, é uma quarta etapa da revolução industrial acontecida na segunda metade do século XVIII significa um conjunto de mudanças tecnológicas que enfrentamos hoje. Ela passa pela automação das fábricas, pela química fina, ou seja, que é produzir a partir da engenharia genética, da inteligência artificial e da digitalização. Esse conjunto de automação, inteligência artificial, digitalização e ainda o uso de novos componentes químicos de produção genética é o que se chama de quarta revolução industrial”, esclarece Antônio Lisboa Amâncio Vale, secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil, membro representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e professor da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal.
Ele explica que esse conjunto forma o processo de mudanças profundas que ocorre hoje no modelo produtivo. “Mas não só. Talvez, o mais assustador, seja a velocidade com que as mudanças acontecem. E isso atinge a educação de diversas formas. Por exemplo, hoje se tem, pelas redes sociais, diversas formas de cursos de línguas. Existem hoje mais estudantes em curso de língua estrangeira por meio de Aplicativos do que nas escolas quer seja nas normais, de língua estrangeira, quer seja nas convencionais na educação regular”, exemplifica o sindicalista que é ex-dirigente sindical do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF).
Outro impacto dos efeitos da indústria 4.0 na educação é verificado com muita clareza nos cursinhos para concurso. “Embora não sejam da educação pública, os cursinhos são do setor da educação, são trabalhadores da educação que estão. Existem muitos professores que montam um pequeno estúdio em casa e conseguem vender suas videoaulas”, afirma.
Lisboa explica que “a própria velocidade da informação impacta. Há 30 anos, a informação do professor era basicamente pelo livro didático ou pela informação que o professor trazia. Hoje, o professor chega em sala de aula e, muitas vezes, o estudante tem informações que o professor ainda não tem porque ele tem em tempo real. A homeschool e os aplicativos, ou seja, a educação por plataforma já atinge diretamente o setor da educação, quer seja a privada quer seja a pública”, diz.
Esse tipo de situação implica em fechamento de postos de trabalho. “Isso já existe hoje, especialmente na educação privada. Muitos cursos para concurso foram fechados e funcionam online. Muitas escolas de língua estrangeira estão fechando porque as pessoas acessam o curso por aplicativos. Isso vai acabar sendo feito em qualquer área do conhecimento e, além de fechar postos de trabalho, irá gerar precarização, seja por meio de cooperativização seja pela terceirização e até pela contratação de professores por aplicativo, como acontece hoje com motoristas de táxi que são contratados pelo Uber”, afirma.
Para Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF, da CNTE e da CUT Brasil, o cenário impõe um grande desafio para a classe trabalhadora que é o de enfrentar a nova realidade, uma vez que a indústria e o emprego têm mudado drasticamente. “Temos de mudar a nossa mentalidade. Se mudarmos, seremos capazes de gerenciar essa mudança. Temos de mudar nossa maneira de pensar e nos tornamos sujeitos dessa mudança e não a vítima”, afirma.
A diretora do Sinpro-DF diz também que “uma das maiores ameaças que a educação está sofrendo é, além de tudo isso, a mercantilização, que vê a educação a distância como alternativa. E uma educação como forma de economizar na contratação de mão de obra. A gente sabe que a educação a distância tem ser usada para facilitar o acesso e não de substituir as escolas presenciais. Mas, na lógica atual do Ministério da Educação, que usa as tecnologias para beneficiar grupos econômicos privados, ela é uma forma de economizar em mão de obra e oferecer uma educação sem qualidade”.
Ela explica que, “atualmente já não é suficiente concluir a educação num ponto de nossa vida e será cada vez mais raro ter um único emprego durante uma carreira profissional. Para isso os trabalhadores precisam de uma estrutura correta para superar as incertezas que sempre vem quando há mudanças”, afirma.
Para Rosilene, “esse cenário pode não ser uma ameaça se nós, a classe trabalhadora, nos anteciparmos a ele, criando estratégias e transformando-o em uma oportunidade de melhorar as condições de trabalho e avançar a indústria. Essa transformação não irá ocorrer automaticamente. É preciso a criação de um arcabouço político e de uma estratégia clara”, afirma Rosilene.
Na Alemanha, estudos revelaram que as transformações vão levar à perda de mais de 2,5 milhões de empregos até 2030. Mas, ao mesmo tempo, 2,7 milhões de novos postos de trabalho serão criados. A automação mostra que o futuro já começou.
Vários sotaques mesmo idioma: a luta por direitos e democracia
Jornalista: sindicato
Desde domingo (6), é grande a movimentação no Ginásio Falcão, na Praia Grande, onde está sendo realizado o 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia. Os mais de dois mil sindicalistas de diversas regiões trouxeram em suas bagagens os desafios e as perspectivas de luta por direitos de trabalhadores e trabalhadoras de todos os cantos deste país.
Como na época de sua fundação, a classe trabalhadora, a CUT e o movimento sindical vivem uma série de ataques, tanto institucionais e trabalhistas quanto sociais e econômicos. E se não bastassem, precisam pensar a organização dos trabalhadores na diversidade regional, nas demandas de cada categoria, nas transformações do mundo do trabalho, nas mudanças na legislação que precarizaram as condições de trabalho, além da realidade política de cada local.
O Portal CUT entrevistou diversos dirigentes das mais variadas categorias das cinco Regiões do país para ouvir quais são os desafios que têm de enfrentar para defender a classe trabalhadora.
Movimento sindical
O Secretário de Organização da CUT Brasília, Douglas de Almeida Cunha, disse que o principal debate da Região Centro-Oeste e de todo o movimento sindical brasileiro são os ataques que contra os direitos da classe trabalhadora e contra as entidades sindicais.
“São ataques que visam destruir o meio sindical que é o legítimo representante e escudo de proteção do trabalhador para conseguirem destruir direitos conquistados com muita luta”, afirmou.
Segundo ele, é muito importante se apropriar das discussões deste encontro para sair daqui mais forte e preparado para o que vem por aí com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e os governos ultraliberais que estão espalhados pelo país.
“Aqui no Congresso iremos fazer debates sobre o financiamento sindical, a reestruturação e a solidariedade entre os sindicatos e a expectativa é que possamos construir um novo cenário nesta conjuntura”, afirma Douglas.
O dirigente disse que espera levar daqui propostas de ações para avançar nas negociações coletivas, nas representações nos locais de trabalho, nas questões de mulheres, racial, LGBT e juventude “para que possamos trabalhar de acordo com a realidade da sociedade e aplicar estas propostas diversas nos acordos coletivos de trabalho”.
Pauta das mulheres e educação
A professora e militante da Marcha Mundial das Mulheres da capital federal, Thaisa Magalhaes, contou que o coletivo de mulheres da CUT de Brasília se organizou para trazer o debate nacional no 13º CONCUT a questão das trabalhadoras, como a criação de mecanismos de acolhimento para mulheres que possam ter sofrido algum tipo de violência, moral, sexual ou física no trabalho, inclusive dentro dos sindicatos.
Ela destaca que quando se fala em perda de direitos e a luta por uma sociedade que seja democrática e libertadora necessariamente deve-se passar não só por criar empregos, mas pela luta por igualdade, combate às opressões e defesa de uma educação libertadora e crítica.
“A direita entendeu a estratégia da educação e isso a gente vê com avanço da militarização das escolas e da escola sem partido, que internaliza a censura e a proibição da gente poder construir uma sociedade que pensa e que lute contra opressão de gênero e por uma sociedade igualitária. Estou na torcida de que este Congresso se concentre no debate de políticas e a gente saia daqui mais fortes para lidar com os desafios do próximo período”, concluiu a brasiliense.
Exclusão social, comunicação, cultura e diversidade
Ainda em relação ao Centro-Oeste, o presidente da CUT Goiás, Mauro Rubem, cita a questão do endividamento público do país, “que massacra e acaba com a vida do povo brasileiro e exclui a população de forma cruel” de serviços em áreas fundamentais como saúde e educação, programas de habitação popular e até combate à fome.
Para ele é fundamental que a CUT assuma uma campanha sobre o tema para que esta realidade seja alterada.
Sobre a questão sindical, ele aponta três aspectos importantes que, no seu estado, os trabalhadores e as trabalhadoras da CUT têm tratado.
“Diante do esfacelamento e da pulverização nós temos que construir politicamente nossa ação sindical unitária, temos que ter uma política de comunicação para nos comunicar com 200 milhões de pessoas e nacionalizar a TVT e precisamos tratar da questão cultural, para inclusive mostrar que esse país não é como a direita está mostrando, fascista, homofóbico, que chega ao ponto de excluir o trabalhador”, afirmou Mauro.
“Nós esperamos que as experiências boas que aqui aparecerem nós possamos levar para Goiás, mas a unidade política é a expectativa maior, sem esta unidade entre nós nada funciona”, concluiu o dirigente.
Políticas locais, unidade da esquerda e financiamento sindical
A secretária de Comunicação da CUT Santa Catarina, Adriana Maria Antunes de Souza, afirma que os catarinenses vivem as mesmas políticas de Jair Bolsonaro (PSL), porque o governador Carlos Moisés, do mesmo partido, tem a mesma linha política neoliberal do governo federal.
“A gente fez muita discussão de como a CUT em Santa Catarina vai se posicionar e fazer o enfrentamento para essa política neoliberal que ataca os direitos dos trabalhadores e isso com certeza está acontecendo também em outros estados”, destaca.
Santa Catarina, segundo ela, também é o estado/berço do dono da Havan e empresário Bolsonarista, Luciano Hang, que ela chamou de “velho da Havan” e apontou como saída à unidade da esquerda no estado no sentido de resistir e enfrentar os desafios.
O trabalhador e a trabalhadora são ameaçados, com sentimentos de obrigação de servir porque sentem que o patrão está fazendo um favor de dar empregos e é sentimento muito forte que vem sendo disseminado pelos empresários em Santa Catarina
Segundo a dirigente, a CUT tem a obrigação de fazer o enfrentamento e com, a unidade da esquerda no estado, ela considera que será menos difícil.
E olhando para dentro da CUT, Adriana disse que “as expectativas que a gente tem, enquanto Central Única dos Trabalhadores são os direcionamentos e uma clareza de estratégia de como a gente avança para essa questão além das nossas bases”, se referindo ao eleitorado desta política neoliberal, mas que nem sempre são defensores desta política.
Adriana também destaca a preocupação sobre a questão financeira dos sindicatos, mas afirma que o financeiro não pode ser maior que a política da entidade. “Nós temos que apontar para os dirigentes sindicais CUTistas que a questão financeira é importante, e é um problema que teremos que enfrentar, mas que a principal questão está naquilo que temos que construir politicamente com a sociedade, com os trabalhadores, com os desempregados e assim por diante”, conclui Adriana.
Legados do golpe, resistência, luta e futuro
Com o golpe de 2016, quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) foi destituída, o Nordeste foi uma das Regiões que mais sofreu os impactos, afirmou o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha. Segundo ele, Recife antes do golpe, por exemplo, vivia em pleno emprego e agora a fome volta a assombrar os pernambucanos.
Além disso, ressalta Paulo, “a nossa expectativa é o que vamos construir de projeto de desenvolvimento para todas as regiões para eliminar a pobreza não só no Nordeste, mas de todo país. E também como vamos organizar este novo mundo do trabalho, porque se não tivermos devidamente preparados vamos sofrer muito”.
“A gente tem que aprender a conviver com tudo isso pra, mas precisamos ter políticas e é por isso que a gente está aqui, para construir essas políticas”, destacou Paulo Rocha.
Falando em futuro, a presidenta da CUT Rio Grande do Norte, Eliane Bandeira, disse que, com os ataques aos direitos trabalhistas e mudanças do mundo do trabalho, é preciso uma nova estratégia, é preciso se reorganizar e fortalecer o movimento sindical.
“A nossa principal bandeira é se reinventar para enfrentar esta conjuntura e pensar estratégias de organização para este novo modelo de trabalho, que está à nossa frente. Esse é o grande desafio”, afirma Eliane.
A presidenta da CUT Rio Grande do Norte disse que esta realidade do novo modelo de trabalho e as novas tecnologias não são desafios apenas dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, “isso é no mundo”. “Isso já acontece em vários lugares do mundo e a gente precisa saber como os representantes dos trabalhadores e das trabalhadoras destes países enfrentam estes desafios e a gente pensar junto com eles. E eu fiquei muito feliz de ver isso aqui, no primeiro dia de Congresso”, contou.
“E para meu estado eu pretendo levar as perspectivas de construção do futuro do mundo sindical e de enfrentamento às políticas neoliberais deste governo. E a gente estava precisando se energizar com sindicalistas de todo país e do mundo para levar na bagagem disposição de luta e neste momento é muito importante”.
Desindustrialização
Em São Paulo, a CUT foi ouvir o interior do estado para conhecer as demandas dos trabalhadores e das trabalhadoras e um dos desafios da Região. Uma das principais demandas, segundo a secretária de Comunicação da Central do Estado, Adriana Magalhães, é a desindustrialização.
Símbolo da industrialização do país, o ABC Paulista, tem tido, nos últimos períodos, a queda do Produto Interno Bruto (PIB), o aumento do desemprego e fechamento de montadoras. Além disso, pontua Adriana, o setor de serviços de plataformas tem aumentado e “temos a necessidade de termos uma mudança estatutária para que possamos olhar as cooperativas e associações de trabalhadores que surgem a partir dessas novas demandas para fortalecer a CUT e o movimento sindical”.
Juventudes: negra e do campo, meio ambiente e soberania
A Região do Norte, mas especificamente no estado do Pará, aponta o secretário de Formação da CUT no estado, Moisés Souza Santos, tem uma pauta fundamental que é a defesa da Amazônia. Para ele, a maior floresta tropical do planeta está muito visada para este governo, se referindo a subordinação de Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua ligação com o agronegócio.
“Temos que defender nossa Amazônia para o bem do clima e também em defesa da soberania e das próximas gerações”, destacou Moisés, que é membro do Coletivo Nacional da Juventude.
Ele também alerta sobre a importância de se discutir sobre a criminalização da juventude, negra, periférica e do campo.
Ele denunciou o aumento de morte no campo e do uso do agrotóxico e afirmou que a juventude está desamparada, quando se fala em políticas públicas como esporte, lazer, saúde e educação.
“Nós jovens estamos com uma dificuldade muito grande nessa questão de educação, porque o governo cortou vários benefícios da educação e nós do campo somos mais prejudicados. O jovem do campo sem bolsa de ajuda de investimento não consegue permanecer na universidade”, destacou Moisés.
Sobre o Congresso, Moisés disse que este é o momento de fortalecimento da CUT, porque “a gente vai discutir nossos objetivos, colocar nossos desafios para fora e juntos descobrirmos o mecanismo um caminho para solucionar esses nossos desafios. Vamos deste momento ruim, dar a volta por cima até a governar este país, para que nossas políticas públicas voltem e toda juventude e toda classe trabalhadora possam ser feliz de novo”.
Revisão de valores: aposentados que receberam pecúnia da licença-prêmio nos últimos 5 anos devem comparecer ao Sinpro
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro-DF informa que ganhou na Justiça a ação referente à discussão sobre o valor correto da licença-prêmio dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que não receberam corretamente o pagamento total do benefício convertido em pecúnia ao se aposentar. Já são mais de 25 decisões definitivas determinando esse pagamento a todos(as) que se aposentaram nos últimos 5 anos (a partir de novembro de 2014) e já receberam o pagamento da conversão em pecúnia das licenças não gozadas (ou seja, quem recebeu a pecúnia a partir de novembro de 2014, prescrevendo mês a mês). Tramitam ainda outras 82 ações judiciais sobre o mesmo tema.
Diante disto, o sindicato convoca todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) que tenham recebido o pagamento de suas licenças-prêmio nos últimos cinco anos a comparecerem no sindicato a partir do dia 21 de Outubro para entregar a documentação necessária para o ajuizamento das ações.
Conforme noticiado na imprensa e no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o DF tem sido condenado a pagar corretamente a indenização tendo como base a remuneração do(a) professor(a) e orientador(a) antes de se aposentar, incluindo todas as parcelas que compõe seu salário, inclusive auxílio alimentação e auxílio saúde, o que não vem acontecendo de forma adequada.
A discussão somente foi possível graças ao trabalho da Secretaria de Aposentados em conjunto com a Secretaria de Assuntos Jurídicos e da Assessoria Jurídica do Sinpro, que desde o início de 2018 estão convocando os(as) aposentados(as) para realizarem um pente fino em suas aposentadorias. O trabalho resultou na identificação de várias irregularidades cometidas contra os aposentados, que puderam ser sanadas em tempo, inclusive dentre elas o pagamento incorreto do benefício.
Com o intuito de dar continuidade ao trabalho de pente fino, informamos que todos(as) aqueles(as) que já tiverem cópia de seus processos de aposentadoria devem levar o documento para o atendimento, para que todos os aspectos da aposentação do professor possam ser verificados e analisados.
Confira os documentos necessários para o ajuizamento da ação:
– Fichas Financeiras dos Últimos Cinco Anos
– 3 (três) últimos Contracheques
– Comprovante de Residência
– Cópia RG e CPF
– Kit (Procuração, Contrato e Autorizações) – Entregue no sindicato
– Cópia do Processo de Aposentadoria (opcional, pois facilitará a identificação de outras situações).
Aqueles(as) que porventura tiverem seus processos de aposentadoria em meio eletrônico podem levar ao sindicato de forma digital, sem necessidade de impressão de todas as folhas.
Os(as) professores(as) e orientadores(as) que se aposentaram nos últimos cinco anos e ainda não receberam e aguardam o pagamento de suas licenças em pecúnia também poderão comparecer ao sindicato para entregar a documentação para a realização do pente fino relativo ao ato de aposentação.
Confira o formulário para a organização das eleições nas escolas
Jornalista: Luis Ricardo
A Secretaria de Educação do Distrito Federal publicou uma circular disponibilizando o material necessário para organizar as eleições nas escolas públicas do DF. A Circular nº 4 fornece todos os documentos para a organização do pleito, inclusive o formulário de organização/inscrição da Comissão Eleitoral Local, cujo prazo termina nesta terça-feira (08).
Período de inscrição das chapas
No período de 9 a 21 de outubro os(as) professores(as), orientadores(as) e servidores(as) da carreira assistências à educação que tenham todos os requisitos previstos na Lei de Gestão Democrática (4.751/12) poderão apresentar suas inscrições para a Comissão Eleitoral Local. Orientamos não só as Comissões Eleitorais Locais, mas também os interessados às candidaturas a diretor e vice-diretor que observem atentamente os requisitos necessários para que se evitem impugnações pelas comissões eleitorais Locais, Regional e Central.
Os prazos para inscrição, recurso, cronograma de propaganda e a forma de fazer a propaganda são objetos da resolução e do edital, devendo os interessados e aqueles que comporão as comissões estarem atentos para que o processo de eleição ocorra com tranquilidade e transparência.
As unidades escolares que não tiverem candidaturas para as vagas de diretor e vice-diretor estarão sujeitas a indicação temporária para os dois cargos. Quando não há candidatura ou quando há candidatura mas o candidato não é aceito pela comunidade, o governo tem o direito de indicar o nome de uma direção temporária. Após seis meses, a escola deverá realizar novo processo eleitoral, de forma que ainda que alguma escola não tenha neste primeiro momento uma candidatura, não significa que perderá o direito de eleger um diretor. A própria Lei de Gestão Democrática preconiza que nestes casos a eleição seja repetida em até seis meses.
A eleição para a composição do conselho escolar, conforme já tem sido realizada nas últimas eleições, acontecerá ao final do primeiro bimestre de 2020 e também o mandato dos conselheiros terá a duração de dois anos, começando em 2020 e terminando ao final do primeiro bimestre de 2022, conforme preconiza a Lei de Gestão Democrática. Em novembro, no dia 27, faremos a eleição para escolher apenas as funções de diretor e vice. A escolha para os membros do conselho escolar acontecerá ao final do primeiro bimestre de 2020.
O Sinpro acompanhará o processo eleitoral e se coloca à disposição dos interessados em participar para tirar quaisquer dúvidas. Em breve o sindicato fará uma oficina virtual sobre Gestão Democrática e construção de planos de trabalho a serem apresentados ainda no período de inscrição.
Fique atento às nossas redes sociais e participe do processo eleitoral, que consolida o período de maior duração da democracia nas escolas públicas do Distrito Federal.
Confira abaixo todos os documentos disponibilizados:
I Congresso Internacional de Mulheres na Venezuela
Jornalista: Maria Carla
Sinpro-DF participa de do I Congresso Internacional de Mulheres
Mais de 70 delegadas, representantes de 21 países, participaram do “I Congresso Internacional de Mulheres – Pela paz e a solidariedade entre os povos” e decidiram que as mulheres latino-americanas deverão lutar contra o regime neoliberal por ser uma política de violência econômica e política que atenta contra a emancipação das mulheres.
Entre as deliberações aprovadas, o encontro, realizado em Caracas, Venezuela, entre os dias 19 e 23 de setembro, definiu que os países latino-americanos e de outros continentes do hemisfério sul deverão fortalecer a política de Cooperativismo Sul–Sul, que, no Brasil, foi posta em prática pelos governos democrático-populares durante 13 anos.
Um dos objetivos do encontro foi o de organizar o movimento de mulheres latino-americano para enfrentar o avanço da economia neoliberal e dos regimes políticos fascistas. Na avaliação delas, esses regimes conjugam relações de propriedade com a submissão das mulheres, reforçam o racismo, afiançam o patriarcado, exacerbam o machismo, acentuam a lesbotranshomofobia e encobertam a exploração sexista por meio da indústria cultural.
“Por meio da indústria cultural, cria, no inconsciente coletivo, um modelo de convivência coisificador da mulher e a converte em objeto suscetível de intercâmbio mercantil”, diz a Declaração de Caracas 2019 – carta do I Congresso Internacional de Mulheres. As mulheres realizaram uma análise aprofundada da situação econômica e política do mundo e da Venezuela, com críticas e denúncias contra o embargo ao país imposto pelos Estados Unidos da América (EUA).
Nessa análise, apontaram o embargo como um instrumento das elites norte-americana e latino-americana, sobretudo da Colômbia e da própria Venezuela, para pôr em curso um plano estratégico de encher de violência e morte a Venezuela para despedaçá-la e entregá-la aos pedaços às transnacionais e às oligarquias do continente, como fizeram com o pré-sal brasileiro, com a Petrobrás, com o Orçamento público, com as empresas públicas do setor elétrico entre outras instituições públicas brasileiras.
Foram identificados os problemas atuais de todos os países latino-americanos e de outros países do mundo, como os do Oriente Médio e África, os quais, na opinião delas, são consequências dessa política que visa a atender aos “interesses da elite dominante dos EUA e dos países latino-americanos “com seus planos estratégicos para levar a violência e a morte ao mundo”.
Além do embargo econômico à Venezuela e Cuba, as mulheres apontaram a luta contra o neoliberalismo e a política fascista que avançam sobre vários países do mundo como responsáveis pela crise multifatorial que atinge o planeta nos dias atuais e que massacram, sobretudo, as mulheres. Aprovaram também um plano de lutas com sete itens que inclui a denúncia em todas as ocasiões possíveis desse conluio neoliberal entre as classes dominantes europeias, norte-americanas e latino-americanas.
Outra deliberação foi a de exaltar as iniciativas históricas dos povos latinos em diversos países contra todo o tipo de submissão, como, por exemplo, o projeto de país defendido pela própria Venezuela, com a revolução bolivariana; pela Nicarágua, com a revolução sandinista; pela revolução cubana; pela experiência zapatista no México; entre outras.
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) participou do evento, representado por Vilmara Pereira do Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras.
“O Encontro foi uma oportunidade para conhecermos como se dá de forma protagonista e intensiva a ação das mulheres na Venezuela. Conhecemos as dificuldades, a escassez de alimentos imposta de forma covarde pelo Imperialismo estadunidense. Entretanto, conhecemos as políticas implantadas por Maduro para assegurar justiça social e o combate à desigualdade com programas de assistência social”, disse Vilmara
A diretora do Sinpro-DF diz ainda que “assim como a forma de organização da Revolução Bolivariana nas comunidades venezuelanas. Existem centenas de grupos comunais liderados por mulheres que organizam a vida nos bairros. Além da organização esses grupos têm como objetivo promover a formação das pessoas da comunidade com debates sobre a conjuntura, sobre as relações sociais”.
Além de Vilmara, a comitiva do Brasil participou com mais cinco mulheres: Juliana Andrade, a Ju Pagu, jornalista e integrante da da Frente Ampla do 8 de Março; Maria Antônia, do Comitê de Solidariedade à Venezuela; além de uma representante da União da Juventude Socialista (UJS) e outra do Coletivo Olga Benário.
“Nós, no Brasil, temos um desafio muito grande que é o de nos inteirarmos dos temas latino-americanos, principalmente os da resistência popular e da construção do bem viver que os nossos vizinhos, países latino-americanos, têm, muitas vezes, já bem instaurado”, diz Ju Pagu.
No entendimento da jornalista, “infelizmente o Brasil é governado por grandes oligarquias e pactuadas com o neoliberalismo dispostas a colocar em curso no Brasil um modelo de desenvolvimento destruidor de vidas, da natureza e de submissão aos países imperialistas. Nós não apostamos nesse projeto de país”, afirma.
Sindicalistas de 50 países debatem os desafios do futuro do trabalho
Jornalista: Luis Ricardo
Mais de 100 sindicalistas de 50 países do mundo debatem durante o 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia temas relacionados ao trabalho e aos desafios do sindicalismo em todo o mundo.
O seminário internacional abre o 13º Concut que está sendo realizado na Praia Grande entre os dias 7 e 10, reúne mais de dois mil delegados e delegadas, representantes de trabalhadores urbanos e rurais, vindos de todo o país.
Os delegados e delegadas vão se debruçar sobre temas como o futuro do sindicalismo frente aos avanços das novas tecnologias, desregulamentação e precarização do trabalho e alternativas de organização dos trabalhadores.