EC 106 Norte necessita de um professor para trabalhar na biblioteca
Jornalista: Leticia
Atenção professores(as) readaptados(as) ou de matéria extinta: a Escola Classe 106 Norte está precisando de um (a) profissional para trabalhar na biblioteca da escola.
Quem tiver interesse, gentileza entrar em contato com Lisete nos telefones 3901-7520 ou 98135-6081.
Pacto por direitos LGBT será debatido no Congresso Nacional
Jornalista: sindicato
Depois de discutir o ódio como “emoção política” em sua edição do ano passado, o evento mais plural realizado na Câmara dos Deputados traz para o Parlamento novo enfoque para discutir a questão dos preconceitos e da intolerância com as diferenças.
Com o tema “O próximo pode ser você”, o XIII Seminário LGBT do Congresso Nacional reunirá ativistas, estudiosos, autoridades e representantes da sociedade civil organizada para um grande debate, nos dias 16 e 17 de agosto de 2016, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
>>> Clique aqui para conhecer a programação completa e se inscrever
Sem golpistas, CUT Brasília agita a capital federal terça, dia 16/8
Jornalista: sindicato
A unidade com golpistas, definitivamente, não é o perfil da CUT Brasília e dos sindicatos filiados. Por isso, nesta terça-feira (16/8), será realizado um dia de atividades para reforçar a nossa pauta de luta, que tem como temas o “Fora Temer”; a defesa da democracia, dos direitos e das conquistas sociais; o repúdio às reformas trabalhista e da Previdência; a defesa da Petrobras e do pré-sal; a defesa da educação, da saúde e de todos os serviços públicos. A agenda foi deliberada na reunião da Direção Estadual da CUT Brasília, realizada nesta sexta-feira (12/8).
A primeira atividade deste 16 de agosto será um almoço para denunciar os parlamentares que votaram favoráveis ao impeachment infundado da presidenta Dilma Rousseff e, agora, vêm tentando emplacar diversas propostas que desmontam o Estado. No cardápio, traíra sem espinha para o prato principal e, de sobremesa, melancia. O início do almoço será às 12h, no Espaço do Servidor, que fica na Esplanada dos Ministérios, ao lado do bloco C.
Antes do início do almoço, será realizada panfletagem no Congresso Nacional para, mais uma vez, denunciarmos o golpe em curso no Brasil, que ataca os nossos direitos e coloca em risco a jovem e ainda frágil democracia brasileira. A concentração para a atividade será às 11h, no Anexo II da Câmara dos Deputados.
Às 15h será realizado o Tribunal Popular, no Museu da República. O júri, composto por dirigentes dos sindicatos filiados à CUT Brasília e por representantes de movimentos sociais, julgará os crimes que o presidente interino-golpista Michel Temer tem praticado contra a classe trabalhadora e a sociedade.
“Estamos na reta final de um dos maiores golpes já sofridos contra o povo brasileiro. Nosso papel é encher as ruas para reafirmarmos nossa pauta, gritando sempre ‘Fora Temer’ para defendermos nossa democracia e nossos direitos e as conquistas sociais”, alerta o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto. Fonte: CUT Brasília
Dia 16: centrais vão às ruas em defesa do emprego e direitos
Jornalista: Luis Ricardo
A CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT realizam em 16 de agosto o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos.
Além de paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas, de uma, duas horas ou a manhã inteira, haverá atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do Brasil.
Um dos maiores desafios do movimento sindical brasileiro hoje é defender os direitos da classe trabalhadora, que estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, e impedir que milhares de trabalhadores sejam demitidos.
A ampliação da terceirização que explora, mutila e mata; a flexibilização de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência Social são algumas das ameaças que o atual governo está tentando aprovar. Se não houver resistência, luta e muita pressão, podemos ter mais desemprego, o fim da CLT e da política de valorização do salário mínimo, além de aposentadoria só aos 70 anos.
É isso que empresários, como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e da CNI, Robson Andrade – aquele que falou em aumentar a jornada para 80 horas semanais – querem.
“Os empresários financiaram o golpe de Estado e agora estão cobrando a conta. Acham que nós é que vamos pagar. Estão enganados. Esse pato não é nosso”, diz o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.
Segundo Vagner, o Dia Nacional de Mobilização é um alerta ao governo e aos empresários. “Vamos resistir, vamos lutar para impedir o aumento da exploração e a retirada de direitos. A mobilização do dia 16 é um dos passos dessa resistência rumo a uma greve geral.”
Para ele, não é possível aceitar qualquer retrocesso nos direitos sociais. Uma das principais ameaças do momento é a tentativa de implantar o negociado sob o legislado. Neste caso, as relações entre empregado e patrão ditam as regras que ficarão acima dos direitos garantidos pela CLT.
“Não é porque os sindicatos têm medo de negociação ou são acomodados com a legislação. É porque o empresário brasileiro não avança para ter uma relação de igual para igual, muito pelo contrário. O que acontece hoje é uma campanha mundial contra os sindicatos”, argumentou Freitas.
“Aceitamos o negociado sob o legislado, desde que seja negociado com o trabalho mais do que está na CLT. Aceitamos desde que seja uma proposta melhor para o trabalhador, nada mais do que isso”, conclui o presidente da CUT. DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E LUTA POR EMPREGO E GARANTIA DE DIREITOS
16 de agosto
Estado Atividade
AL 8h – Ato de protesto na casa das Indústrias de Alagoas
BA 9h – Ato em frente à FIEB com todas as centrais
MS Greve geral contra retirada de direitos
9h – Paralisação e ato em Campo Grande.
13h – Audiência Pública na Assembléia Legislativa
MT 17h – Ato das centrais sindicais na Praça Ipiranga, no centro de Cuibá
PI Ato acontece dia 23, às 8h, na Praça do Marques
SC 13h – Ato em frente à UDESC com todas as centrais
SP 10h – Ato em frente à Fiesp
É com grande pesar que a Diretoria Colegiada do Sinpro informa o falecimento da professora aposentada Vanda Maria de Araújo, aos 53 anos. Enquanto estava na ativa, ela era professora do magistério e também dava aulas dentro do projeto chamado Ginástica nas Quadras. A professora também lecionou no CED 01 de Planaltina. O velório já está ocorrendo e o sepultamento será às 17h30, no Cemitério Central de Formosa (GO), na Praça da Concórdia.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Escola Sem Partido: estratégia golpista para calar a educação
Jornalista: Leticia
É no contexto do golpe político em curso no Brasil de 2016 que situamos a análise do Projeto Escola Sem Partido (PLS 193/2016, PL 1411/2015 e PL 867/2015). Esse projeto visa eliminar a discussão ideológica no ambiente escolar, restringir os conteúdos de ensino a partir de uma pretensa ideia de neutralidade do conhecimento.
Trata-se de uma elaboração que contraria o princípio constitucional do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, assim como o da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, considerando como válidos determinados conteúdos que servem à manutenção do status quo e como doutrinários aqueles que representam uma visão crítica.
Em recente Nota Técnica, o Ministério Público considera que o PL Escola sem Partido é inconstitucional porque “está na contramão dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, especialmente os de ‘construir uma sociedade livre, justa e solidária’ e de ‘promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
É importante dizer que dois projetos idênticos tramitam na Câmara e no Senado Federal, de autoria do deputado Izalci (PSDB-DF) e do senador Magno Malta (PR-ES), respectivamente, que pretendem alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para a inclusão do “Programa Escola Sem Partido”.
O complemento ao cerceamento da liberdade de aprender e ensinar fica por conta do PL de autoria do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que pretende alterar o Código Penal, para inclusão de detenção de três meses a um ano para professor, coordenador, educador, orientador educacional ou psicólogo escolar que praticar o dito “assédio ideológico”.
O movimento político de direita na educação, “Escola Sem Partido”, que dissemina concepções e práticas preconceituosas, discriminatórias e excludentes, foi impulsionado nacionalmente para propagar ideia de que os estudantes são alvo de doutrinação política e de que os valores morais da família são afrontados por uma suposta ideologia de gênero na escola.
O projeto “Escola sem Partido”, com seus propósitos de eliminação da política como esfera de debate e formação do pensamento livre, tornou-se um instrumento de disputa para respaldar os retrocessos no campo dos Direitos Humanos que se efetivam com o Golpe de 2016.
A estratégia do movimento chamado “Escola Sem partido” é enfrentar o projeto político educacional de transformação que exigiu rupturas com a concepção de educação fundamentada na visão elitista, conservadora, meritocrática, mercadológica e patriarcal que se revelava discriminatória, segregadora e excludente.
O transcurso das políticas educacionais em construção sofreu várias investidas de setores conservadores, especialmente de setores privatistas da educação que, aliados às bancadas fundamentalistas no Congresso Nacional, alcançaram força para aprovar retrocessos.
Os limites do projeto de educação democrática em curso para a superação de velhos paradigmas se evidenciavam em diversos momentos de sua implementação. Tal projeto foi abalado com a interrupção da disseminação de materiais pedagógicos para o enfrentamento à homofobia nas escolas públicas e durante a aprovação do Plano Nacional de Educação e respectivos planos estaduais e municipais, quando enfrentou a campanha ideológica conservadora para eliminação de qualquer menção às questões de gênero e orientação sexual.
Além do confronto legislativo, tais setores passaram a interferir na condução das políticas em curso, como o cancelamento do Comitê de Gênero no âmbito do MEC. Entre outras ações nesta linha, estão ataques a iniciativas que afirmam a educação para a igualdade de gênero, o respeito e a valorização das diferenças, compreendendo a importância da abordagem contextualizada da educação em direitos humanos, da ética e da cidadania.
Não é aleatório o fato de que o golpe do impeachment ocorrido no Brasil, fomentado pela elite patriarcal, conservadora e privatista, tem na educação seu principal alvo de retrocesso. A escolha de um ministro do partido herdeiro da Arena, partido sustentáculo da Ditadura Militar, o DEM, que entrou com ações na justiça contra o Programa Universidade para Todos (Prouni) e a Lei das Cotas é extremamente simbólica.
Sua gestão, uma vez que esse projeto perdeu nas urnas, se inicia com uma aproximação com setores reacionários que defendem uma educação acrítica, apolítica, contra as cotas sociais e raciais, fazendo sua primeira reunião pública com representantes do grupo ultra conservador “Revoltados Online”, que assumidamente faz apologia ao estupro, ao racismo, à xenofobia, à redução da maioridade penal e que defende o Projeto “Escola Sem Partido”.
Cabe lembrar que o golpe foi forjado em um contexto de propagação do ódio, de um jogo midiático da encarnação do “mal” em militantes de esquerda, especialmente petistas, de incitação à violência contra feministas, população LGBT e ativistas de movimentos sociais e dos Direitos Humanos.
É nessa conjuntura de ataques aos Direitos Humanos que se situa o Projeto Escola Sem Partido, estabelecendo como princípios da educação nacional: neutralidade política, ideológica e religiosa; reconhecimento da vulnerabilidade do educando; liberdade de consciência e de crença; e direito dos pais que seus filhos recebam a educação moral de acordo com suas próprias convicções.
Com tais diretrizes, esse projeto determina aos professores a obrigatoriedade de manter uma pretensa neutralidade no ambiente escolar, afirmando que os docentes não podem veicular conteúdos que possam induzir aos estudantes em assuntos religiosos, políticos e ideológicos.
A ideia central do projeto é de que seria possível e desejável uma desvinculação entre os conhecimentos científicos e os posicionamentos ideológicos, políticos e culturais. O que faz, porém, é delimitar, a partir de um único ponto de vista, o que é considerado ideológico e o que é válido como conhecimento científico, ignorando que todo conhecimento é fruto de uma elaboração que atende às perspectivas sócio-histórico-político-culturais. Todo conhecimento, portanto, é ideológico!
Considera-se que o PL “Escola Sem Partido” impõe uma condição de tutela aos estudantes, descritos como seres “vulneráveis” no processo educacional, e que elimina a liberdade de ensino e aprendizagem, privando os estudantes da construção de consciência crítica, como se fossem incapazes de construir suas próprias sínteses, reflexões, posições e precisassem estar sob tutela de “leis de mordaça”.
Também, esse projeto transforma o ato educativo em uma mera reprodução e expressão do poder vigente, rotulando toda abordagem crítica como subversiva à ordem social e aos padrões morais da família e os educadores como doutrinadores, sobre os quais deve recair a condição de obediência à ideologia do golpe.
O PL veda ainda, em sala de aula, “a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes”. Convicções morais que sejam preconceituosas, homofóbicas e racistas não devem justamente ser desconstruídas?
Trata-se de um retrocesso que impede a construção de projetos pedagógicos que possibilitem a escola de promover a reflexão crítica e plural, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional (LDB).
Essa determinação contesta o direito de aprendizagem como resultado de uma política de responsabilidade do Estado e da família, com a colaboração da sociedade e impõe o poder absoluto da família sobre as crianças, adolescentes e jovens, proibindo seu acesso a uma educação democrática, laica, inclusiva e emancipatória que se constitui em ambientes plurais de convivência educacional de livre debate em torno de ideias e concepções.
A ideia de uma “educação moral” dissociada dos demais conteúdos escolares não encontra respaldo legal e representa um risco para os estudantes, que se tornam reféns de único pensamento, o que lhes retira a liberdade de acesso a conhecimentos essenciais para garantia de sua formação integral e para sua elaboração no campo afetivo, emocional, político, cultural e social.
Também, o projeto fere liberdade de cátedra e o princípio da gestão democrática da escola, violando a Constituição, e ignorando a LDB, que define a autonomia administrativa e pedagógica dos sistemas de ensino e orienta a elaboração de propostas curriculares com base nas diretrizes curriculares estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
A institucionalização do “Programa Escola sem Partido”, portanto, representa o desmonte do percurso de construção democrática no campo da educação nacional, após mais de 20 anos de ditadura militar.
Trata-se de um projeto que retoma os mecanismos utilizados no período da ditadura, que impôs conteúdos e metodologias de ensino de acordo com a ideologia do golpe de 1964, que estabeleceu a censura a determinados autores alegando doutrinação ideológica e que determinou a perseguição e a repressão contra educadores não coniventes.
Esse programa, em 2016, relembra as conspirações usadas nesse período para criar um clima de atentado à moral e aos costumes da família, de violação de consciências por educadores ditos doutrinadores comunistas e de que a sociedade corria riscos, repetindo os ataques aos educadores vistos como ameaça aos interesses dominantes.
Paulo Freire, tão criticado pelos defensores do Projeto “Escola Sem Partido”, torna-se ainda mais atual diante de tamanha tentativa de retrocesso que vem sendo imposta à educação, como se observa revendo obras como Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa:
“Creio que nunca precisou o professor progressista estar tão advertido quanto hoje em face da esperteza com que a ideologia dominante insinua a neutralidade da educação. Desse ponto de vista, que é reacionário, o espaço pedagógico, neutro por excelência, é aquele em que se treinam os alunos para práticas apolíticas, como se a maneira humana de estar no mundo fosse ou pudesse ser uma maneira neutra. Minha presença de professor, que não pode passar despercebida dos alunos na classe e na escola, é uma presença em si política. Enquanto presença não posso ser uma omissão, mas um sujeito de opções. Devo revelar aos alunos a minha capacidade de analisar, de comparar, a avaliar, de decidir, de optar, de romper. Minha capacidade de fazer justiça, de não falhar à verdade. Ético, por isso mesmo, tem que ser o meu testemunho.” (Freire, 1996, p. 38).
(da Caros Amigos)
Reconhecida pela ONU como pioneira na defesa da mulher e como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres, a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, completa 10 anos no dia 07 de agosto de 2016 e foi resultado do esforço coletivo de movimentos sociais, de feministas e de órgãos do Poder Público em criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2015, a Lei diminuiu em 10% a taxa de homicídios praticados por violência de gênero. A Lei foi essencial para o fortalecimento do combate a violência contra a mulher ao descrever as formas de violência doméstica, como violência física, psicológica, patrimonial, sexual e moral. A partir daí progredimos com a sanção da Lei do Feminicídio, com o Pacto de Pacto de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, com a expansão da rede Ligue 180. São conquistas que traçam caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Nestes dez anos surgiram, ainda, outros avanços importantes que contribuem para a redução da violência contra a mulher, por exemplo, as Delegacias da Mulher, núcleos especializados em delegacias comuns, centros especializados, casas-abrigo, juizados, varas, promotorias de Justiça e defensorias. Além da Casa da Mulher Brasileira, que integra no mesmo espaço serviços especializados como: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes. Porém, ainda são muitos os desafios enfrentados para o cumprimento da Lei e a mudança concreta na vida das mulheres em situação de violência.
Um desses desafios é o fato de que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, de acordo com o Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil. Uma ação do Conselho Nacional de Procuradores(as) Gerais que busca reduzir a violência sofrida por essa parcela social foi a decisão de que todas as Promotorias do País podem estender a aplicação da Lei Maria da Penha às transexuais e travestis que ainda não fizeram cirurgia de mudança de sexo e não alteraram o nome ou sexo no documento civil, prática antes aplicada apenas em algumas decisões isoladas.
Outro desafio é a realidade das mulheres negras, uma vez que o índice de assassinatos de mulheres negras cresceu 54% em dez anos, segundo o Mapa da Violência de 2015. Podemos afirmar, sem dúvidas, que a violência sexista no Brasil possui, profundamente, um viés racial.
Prova disso está no racismo presente nas próprias instituições de atendimento, onde profissionais muitas vezes reproduzem preconceitos, o que contribui para silenciá-las. Ou seja, o racismo institucional prejudica o funcionamento da Lei Maria da Penha para uma grande parcela de mulheres no Brasil, as mulheres negras. Deste modo, em um país onde o racismo é, sobretudo, uma estrutura de poder, as ações específicas para diminuição efetiva da violência contra as mulheres negras não são apenas necessárias, mas absolutamente urgentes.
Uma das maiores barreiras enfrentadas pelas mulheres em situação de violência é o tratamento machista que recebem nas delegacias, visto que as polícias do país ainda são despreparadas para lidar com violência de gênero. A falta de acolhimento e de atenção às mulheres em situação de violência torna ainda mais difícil o processo da denúncia. Tudo isso faz parte da cultura do estupro, termo já bastante conhecido pelas feministas, mas que ganhou destaque nas redes sociais após casos de estupro coletivo. Tal cultura consiste em culpabilizar as mulheres violentadas, questioná-las e menosprezá-las, ao mesmo tempo em que normaliza o comportamento sexual agressivo dos homens.
Mesmo diante de uma realidade tão lancinante, a Lei Maria da Penha indiscutivelmente representa uma importante conquista na luta pelo fim da violência contra as mulheres, entretanto, sabemos que uma lei por si só não muda comportamentos sociais tão enraizados. Punir o agressor de maneira isolada não é suficiente para transformar uma realidade construída e mantida pelos pilares do patriarcado, do machismo e do androcentrismo.
Neste sentido, a luta travada pelo feminismo em diversas frentes para conscientizar e transformar a mentalidade social pautada pelo machismo, tendo a Lei Maria da Penha como instrumento legal, é o ponto chave para reduzir de maneira significativa a violência contra a mulher. Este é o desafio diário pelo qual nos dedicamos diuturnamente.
Andreza Xavier, professora da Rede Pública do Distrito Federal. Renata Minora, publicitária.
Sanders: EUA não podem ficar em silêncio enquanto a democracia no Brasil é atacada
Jornalista: Leticia
Bernie Sanders, senador por Vermont que foi pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, expressou nesta segunda-feira (08/08) sua “profunda preocupação” com o processo de impeachment contra a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e instou o governo dos EUA a se posicionar claramente sobre a questão e “apoiar as famílias trabalhadoras do Brasil”.
Em comunicado divulgado em seu site oficial, Sanders afirma que “para muitos brasileiros e observadores o controverso processo de impeachment [contra Dilma] mais parece um golpe de Estado” e destaca a falta de diversidade no gabinete ministerial imposto pelo vice-presidente no exercício da Presidência, Michel Temer. “Eles [o governo interino] imediatamente substituíram uma administração diversa e representativa com um gabinete formado inteiramente por homens brancos.”
“A nova e não-eleita administração rapidamente anunciou planos de impor austeridade, aumentar as privatizações e instalar uma agenda social de extrema-direita”, afirmou Sanders, acrescentando que “os Estados Unidos não podem permanecer em silêncio enquanto as instituições democráticas de um de nossos mais importantes aliados são atacadas”.
“Temos que apoiar as famílias trabalhadoras do Brasil e exigir que essa disputa seja resolvida com eleições democráticas”, finaliza o senador democrata. Opera Mundi contatou o Itamaraty pedindo uma posição do governo interino de Temer sobre as declarações de Sanders e aguarda resposta.
Leia a seguir a íntegra, traduzida para o português, do comunicado de Bernie Sanders: “Estou profundamente preocupado com os atuais esforços para destituir a presidente democraticamente eleita do Brasil, Dilma Rousseff. Para muitos brasileiros e observadores o controverso processo de impeachment mais parece um golpe de Estado. Após suspender a primeira presidente mulher do Brasil com argumentos duvidosos, sem um mandato para governar, o novo governo interino extinguiu o ministério das mulheres, da igualdade racial e dos direitos humanos. Eles imediatamente substituíram uma administração diversa e representativa com um gabinete formado inteiramente por homens brancos. A nova e não-eleita administração rapidamente anunciou planos de impor austeridade, aumentar as privatizações e instalar uma agenda social de extrema-direita. O esforço para destituir a presidente Rousseff não é um julgamento legal, mas sim político. Os Estados Unidos não podem permanecer em silêncio enquanto as instituições democráticas de um de nossos mais importantes aliados são atacadas. Temos que apoiar as famílias trabalhadoras do Brasil e exigir que essa disputa seja resolvida com eleições democráticas.”
(do Viomundo)
Pesquisa quer saber o que estudantes pensam do projeto Escola Sem Partido
Jornalista: Leticia
Em julho deste ano, o projeto de lei Escola Sem Partido (PL 867/2015, de autoria do deputado federal Izalci Lucas, do PSDB), que tramita em cinco estados, oito capitais e DF, foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais brasileiras. Uma enquete, na página do Senado Federal, mobilizou milhares de votantes de ambos os lados. Especialistas, intelectuais, professoras e professores deram suas opiniões. Mas e os estudantes? Alguém parou para escutá-los?
+Especialistas apontam 5 incoerências do Escola Sem Partido + Quero na escola! une estudantes e comunidades para diversificar aprendizagem
Partindo dessa questão, o Quero na Escola!, uma plataforma que visa aproximar a escola da sociedade através das demandas de formação de estudantes e professores, está promovendo – sem data definida para acabar – uma pesquisa online para saber o que os estudantes acham do projeto de lei.
Ao todo, são 14 perguntas que explicitam pontos da lei e pedem a opinião dos estudantes. A jornalista Cinthia Rodrigues, que coordena o Quero na Escola!, afirma que a pesquisa, mesmo sem ter a validade de um estudo registrado, visa estimular vozes e apresentar novos pontos de vistas, mas também têm um caráter pedagógico.
“Percebemos que a lei, como tantos projetos de lei, esqueceu de ouvir a parte mais afetada. O formulário que elaboramos detalha pontos polêmicos da lei e a apresenta para que os estudantes possam entender e aí decidir se concordam ou não. Estamos convidando eles a dar sua opinião, a confrontar o que escutam do professor, em casa, na igreja, com a matéria da lei”, analisa.
Segundo ela, chama atenção nos dados preliminares o fato de que os estudantes, em sua imensa maioria – 98% das respostas – estão interessados em discutir gênero na escola, algo que o projeto de lei pode vetar. “Eles também se mostram abertos ao fato de que o professor tenha uma opinião e acham que isso enriquece o debate na sala de aula”, afirma.
Em livro, professor mostra vitória sobre o vício do jogo
Jornalista: Luis Ricardo
Testemunha de uma vida dominada pelo vício do jogo, o professor de filosofia do Centro de Ensino Médio 1 de Sobradinho, Ivan Batista de Toledo lança, dia 12 de agosto, o livro Vida em Jogo e o jogo na vida: Vencendo o vício do jogo. O lançamento será às 20h, no Centro de Ensino Médio Stella dos Cherubins de Planaltina.
A obra revela a saga de um pai de família, professor de filosofia, que teve sua vida dilacerada pela compulsão do jogo do bicho, e que encontrou em sua esposa, filhos, amigos e profissionais o apoio necessário para se libertar do vício e se redimir com a vida. “A partir desta experiência, quero auxiliar outras pessoas dependentes a tentar trilhar o mesmo caminho árduo pelo qual percorri, se reencontrando com o que existe de mais sagrado na vida: a família e a dignidade de voltar a ser respeitado como pessoa humana”, comenta o professor.