GDF atrasa 13º salário dos aniversariantes de julho. Sinpro repudia

Mais uma vez alegando queda de arrecadação, o GDF vai atrasar o pagamento e depositará o 13º salário dos aniversariantes de julho somente no dia 12. Tradicionalmente, o dinheiro entra junto com o salário – o que deve acontecer na quinta-feira (4/8).
O Executivo local argumenta que um dos fatores que levou ao atraso no pagamento foi a queda na arrecadação tributária de janeiro a junho, embora tenha havido crescimento nominal de receita de 6,9%. De acordo com o GDF, “os ganhos foram corroídos pela inflação de cerca de 8% ao ano, o que implicou um decréscimo real de 3%”.
A instabilidade da data de pagamento de benefícios traz uma série de consequências, além do desgaste natural de não ver o dinheiro na conta na data estipulada pelo próprio governo. Diante deste cenário tem sido cada vez mais complicado para o(a) professor(a) ter paz e tranquilidade, vez que o GDF não consegue honrar compromissos e manter a data correta de pagamento. É preciso que o governo entenda que a categoria é formada por profissionais que necessitam de um mínimo de planejamento orçamentário para levar a vida, como qualquer trabalhador.
A diretora do Sinpro Rosilene Correa disse que o atraso no 13º salário é uma prática que tem se tornado comum na atual gestão do Palácio do Buriti. “Isso já aconteceu outras vezes, o que causou transtorno enorme aos servidores. Desde que começamos a receber o auxílio no mês do aniversário, ele era feito na mesma folha de pagamento que o salário”, explicou.
“O atual governo é que adotou outro procedimento, de fazer o contracheque separado, exatamente para permitir uma possibilidade de alteração de data. Esperamos que o GDF não cometa os mesmos erros do ano passado”, completou.
BRB – Para diminuir um pouco o transtorno, o Palácio do Buriti garante que os servidores que anteciparam o 13º salário junto ao Banco de Brasília (BRB) vão ter descontados os valores com vencimento na data do pagamento do benefício, ou seja, apenas no dia 12.
O Sinpro esclarece que não aceitará que estes atrasos se transformem em rotina e que os professores sejam ainda mais prejudicados. “Não aceitaremos o já desgastado discurso da falta de verbas para justificar os atrasos salariais. A categoria merece respeito!”, enfatizaram diretores do Sindicato.

Altair Freitas: "Escola" sem partido e a segunda morte de Sócrates

Sócrates vivenciou o auge e o declínio de Atenas na condição de um dos homens de maior proeminência daquela cidade-estado. Lutou nas guerras contra Esparta tendo sido general. Atenas foi derrotada após uma guerra que durou três décadas (431-404 a.C) o que perturbou profundamente a estrutura política democrática com o reaparecimento dos defensores de um sistema oligárquico comandado pelos mais ricos.
Por volta dos 40 anos, Sócrates dedicou-se ao ensino dos cidadãos, em especial junto à juventude buscando mostrar a seus interlocutores a necessidade de colocar em xeque suas ideias cristalizadas levando-os a questionar as verdades estabelecidas pelo senso comum predominante da moral vigente à estrutura política, o que evidentemente gerou insatisfações e resistência à ele é seu método de pensamento e ação, em especial pela nova camada dirigente oligárquica de uma decadente Atenas.
Diferente dos Sofistas, que ensinavam nas escolas atenienses um conhecimento congelado, enciclopédico, voltado para a decoração e repetição mecânica das informações disponíveis, Sócrates buscava o desenvolvimento do aprofundamento do conhecimento, valorizando a investigação e não a mera reprodução.
Seu método de ir diretamente ao povo para dialogar e propiciar aos seus interlocutores a reflexão sobre o que achavam que conheciam possibilitando enxergarem as contradições e insuficiências dos seu pensamentos sobre as coisas – das crenças religiosas à estrutura política vigente – trombava com a prática pedagógica que se fortaleceu no período de decadência de Atenas, voltada para educar a elite.para que ela com andasse o Estado.
Seus objetivos pedagógicos estavam voltados para a formação de cidadãos sábios, moral e eticamente elevados, estimulando a cooperação e a amizade, aptos ao exercício do poder e da convivência com os diferentes. Exerceu uma educação popular ao invés daquela voltada para fortalecer e preservar o poder da elite dominante.
Essa elite tratou de perseguir e condenar Sócrates através de um processo cheio de armadilhas e incongruências. Sócrates estava condenado antes mesmo de o processo começar e ele só serviu para dar ares de legalidade a uma torpe campanha de difamação contra o agora septuagenário pensador. Processado por zombar dos deuses, questionar o sistema político vigente, desvirtuar a juventude e ser um mal exemplo que deveria jamais ser seguido.
Condenado a escolher entre o exílio permanente e a morte por envenenamento , Sócrates se recusou a abandonar sua amada Atenas e viver a dor de nunca mais nela voltar. Não quis tão pouco fugir. Em 399 a.C, bebeu cicuta cumprindo assim a pena que lhe foi imposta. Seus discípulos fundamentais, notadamente Platão, resgataram seu pensamento e método de trabalho nos legando um poderoso acervo filosófico.
Sócrates foi vítima da turma que defendia uma “escola sem partido” na qual se ensinavam conceitos ultrapassados, acríticos, legitimadores de uma ordem política e social voltada para a preservação do poder por uma elite corrompida, concentradora de riqueza, mesquinha e egoísta. Defensores do “escola sem partido” entre nós tentam matar Sócrates novamente. Não passarão!
*Professor, membro do PCdoB e Secretário Executivo da Escola Nacional de Formação do Partido
(do Portal Vermelho)

"Nunca tive tanta certeza da derrota do golpe", diz Vagner

A cerca de um mês da votação final do processo de impeachment no Senado, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, se diz em seu momento de maior otimismo de que o resultado no Senado e, portanto, o afastamento da presidente Dilma Rousseff será revertido.

“A situação não é mais a mesma de um mês atrás. Evoluiu muito a tese da defesa da democracia, a tese de que se trata de um golpe. A população não quer golpe, a população não quer [Michel] Temer”, enfatizou, em entrevista ao 247 por telefone. “Nunca tivemos tanta certeza, nunca estive tão otimista em relação a isso. Tenho certeza que ela vai voltar ao seu cargo e a democracia será restabelecida”, completou.
Ele anunciou para agosto uma “retomada” das manifestações de rua contra o impeachment e contra a retirada de direitos dos trabalhadores pelo governo interino. Questionado se não houve um momento de paralisação dos protestos desde que Temer assumiu o Planalto, ele explicou que não há como “fazer uma manifestação atrás da outra, senão há um refluxo do movimento”.
“Não dá para ter protesto o tempo inteiro, mas no mês do impeachment haverá muita manifestação”, anunciou. Segundo ele, há atos articulados pela CUT marcados para os dias 5, 9 e 20 de agosto, sem contar a grande manifestação do dia 31 de julho, organizada pelo MTST. “Nós vamos derrotar o Temer, os golpistas, a corja da mídia tradicional, esse golpe horroroso. Não vamos permitir que isso aconteça”, ressaltou. “Vamos tomar as ruas de vermelho”.
Segundo Vagner Freitas, vem sendo feita uma articulação junto aos senadores indecisos em relação ao impeachment para que eles “não votem pelo golpe”. Ele afirma ter “certeza” de que a presidente terá os seis votos necessários para a reversão de seu afastamento. “Nunca estive tão otimista quanto à nossa vitória. Os senadores [que votarem pelo impeachment] vão ter suas vidas manchadas politicamente como golpistas. Vamos fazer de tudo para isso”, afirmou.
Greve geral
Segundo Vagner Freitas, está sendo construída ao mesmo tempo, entre as maiores centrais sindicais do País, uma greve geral contra a retirada de direitos pelo governo interino. Anúncios recentes de medidas como tempo maior para aposentadoria ou a reformulação da CLT foram motivos para que as centrais se unissem, inclusive as que não são de esquerda, como a UGT e a Força Sindical, de Paulinho da Força (SD).
“Essa unidade nos dá a possibilidade de lutar contra o golpe. Você fortalece a luta contra o golpe”, analisou. “Estamos construindo a greve geral, ela nasce como uma reação dos trabalhadores ao que o patrão faz. Nesse momento estão mandando proposta para o Congresso que retira benefícios. O trabalhador vai para a rua, sim. A motivação da greve geral é a retirada de direitos. A greve se consolidará a partir disso, a partir da resistência”, disse.
Sobre possibilidade de negociar com o governo interino, rechaçou com firmeza: “De maneira nenhuma, a CUT não negocia com golpista. Nós não reconhecemos golpista. Nós vamos derrubá-lo com a força do povo. O golpe não é contra Dilma, ela também foi um alvo, mas o golpe é contra os trabalhadores”. “A gente vai negociar, sim, vai negociar com a presidenta Dilma, que vai voltar a exercer o mandato”, acrescentou.

Com informações da CUT

GDF efetua descontos indevidos em contracheques de professores que recebem a VPNI

O Sinpro informa que o Governo de Brasília, de forma ilegal, vem tomando medidas para efetuar descontos indevidos nos contracheques dos(as) professores(as) que recebem valores referentes a VPNI (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada).
São duas as situações que têm sido apresentadas ao Sinpro com uma maior frequência.
Primeiramente, professores(as) aposentados(as) de forma proporcional passaram a receber a partir do ano de 2013 uma parcela paga através de VPNI referente ao reajuste concedido através do Plano de Carreira dos(as) professores(as).
O GDF alega agora, passados mais de três anos da concessão da parcela, que por erro próprio da administração, teria calculado de forma incorreta o valor da VPNI, o que resultaria em um valor menor a ser pago no ressarcimento por parte do(a) servidor(a) em relação aos valores recebidos.
E também estão sendo ameaçados(as) de descontos diretos nos contracheques, professores(as) que recebiam VPNI referente às antigas gratificações conhecidas como décimos e quintos, que foram extintas e transformadas em VPNI.
Neste caso, o GDF também alega que os valores recebidos teriam sido maiores do que os devidos, em razão da declaração de inconstitucionalidade de parte do texto da lei e está cobrando o ressarcimento dos(as) professores(as).
Porém, em nenhum dos casos, o(a) professor(a) concorreu para o eventual erro da administração, não podendo agora o GDF tentar penalizar e responsabilizar os(as) professores(as) por seus próprios erros administrativos.
O Sinpro convoca todos(as) os(as) professores(as) que tenham recebido cartas ou telegramas da Secretaria de Educação informando sobre futuros descontos, ou aqueles(as) que perceberam a diminuição dos valores de suas VPNIs, para que compareçam ao Sindicato, para que a assessoria jurídica possa ingressar com as devidas ações judiciais para evitar esses descontos abusivos e ilegais, assim como para que seja verificada a legalidade de eventual redução das parcelas remuneratórias.
 

Assembleia Geral do Sintep decide pela continuidade da greve no MT

A Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) definiu pela permanência da greve. A plenária realizada nesta segunda-feira (01.08) reafirmou a indignação da categoria ao descumprimento da Lei 510/2013, que assegura a Dobra do Poder de Compra dos profissionais. O movimento grevista continua até que o Governo apresente um calendário de pagamento que viabilize a integralidade do piso salarial até maio 2017.
Conforme o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento, sem a garantia de integralidade do piso de R$ 2.331,74 até a data base de 2017, o Governo compromete a valorização conquistada com a Lei 510/2013 e os ganhos reais que categoria terá até 2023. “Infelizmente o Governo não apresenta interesse real de negociar com os profissionais, preferindo adotar medidas judiciais para resolver os problemas. Não fosse isso não levaria 30 dias para apresentar uma proposta. Sendo que a segunda tentativa só foi possível com a intermediação do Ministério Público Estadual (MPE)”.
Durante a Assembleia Geral o presidente esclareceu a divulgação mentirosa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria emitido determinação a volta às aulas nesta segunda-feira (01.08). “É querer apagar fogo com combustível”, avaliou Nascimento. Ele esclareceu que a decisão do STF trata-se de mais uma derrota do Governo que tenta passar como vitória. “Pela terceira vez é derrotado no Judiciário. Nesta última, a decisão do STF foi encaminhada para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e não ao Sintep-MT”, disse.
Após isso, o governo se antecipa a decisão do TJMT e publica o calendário de reposição de aula, antes mesmo do encerramento da greve. O objetivo, acredita o Sintep-MT, é criar um fato para conduzir o entendimento da sociedade de que a greve estava encerrada. “Não é o governo ou mesmo a justiça que toma essa decisão. Ela só é feita na instância maior da categoria que é a Assembleia Geral. E hoje, ela decidiu pela continuidade do movimento”.
Entre as deliberações colocadas para apreciação estiveram as outras duas pautas de reivindicações encaminhadas durante a reunião com o Ministério Público: Suspensão das Parcerias Público Privadas, com realização das Conferências participativas condicionando a implantação delas (PPP’s) a partir da decisão coletiva; a pauta da publicação do calendário de Concurso Público, já havia sido encaminhada, ficando pendente apenas a divulgação do número de vagas livres nos municípios.
A greve continua a o calendário de mobilização prevê Ato Público no próximo dia 03.08, em frente à Casa Civil, no Centro Político Administrativo, às 14 horas. Paralelamente ocorrerão atos municipais entre 2 a 4 de agosto. Finalizado por Ato Estadual ou Assembleia Geral, caso chegue em tempo uma nova proposta do Governo, para sexta-feira (05.08).

Em duas semanas, consulta sobre "Escola sem Partido" tem maioria contra

No dia em que completa duas semanas, a consulta pública sobre o projeto de lei que institui o programa Escola sem Partido entre as diretrizes e bases da educação ultrapassou nesta segunda-feira as 360 mil votações no portal e-Cidadania, do Senado Federal. Até as 14h30, quase 368 mil pessoas haviam se manifestado contrárias ou favoráveis à proposta – que defende a “neutralidade do ensino” por meio da proibição de suposta “doutrinação ideológica” nas escolas. Desse total, a maioria, com uma diferença de cerca de 10 mil votos, era contrária ao projeto.
A consulta bateu o recorde de votações na história do e-Cidadania — a segunda proposta com mais participação, 183.597 manifestações, é a do projeto que propõe a reformulação da lei do Ato Médico.
A inspiração para o projeto de lei sobre o Escola sem Partido no Senado – a qual embasa outros quatro projetos do tipo, na Câmara dos Deputados, e além de sete Assembleias Legislativas e 12 Câmaras municipais – é a proposta idealizada em 2004 pelo advogado Miguel Nagib, procurador paulista.
No Senado, o autor da matéria é o senador Magno Malta (PR-ES), que justifica ser “fato notório que professores e autores de materiais didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes à determinadas correntes políticas e ideológicas para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis.”
Além de opinar sobre o projeto, os participantes da consulta também podem enviar comentários e sugestões de mudança de cada item previsto no texto, além de acompanhar a tramitação dele na Casa. O relator é o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

MPF diz que projeto sobre ESP é “inconstitucional”

No último dia 22, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do MPF (Ministério Público Federal), encaminhou ao Congresso Nacional uma nota técnica em que aponta a inconstitucionalidade do projeto de lei 867/2015, que inclui o programa Escola sem Partido entre as diretrizes e bases da educação nacional. O projeto de lei tramita na Câmara, com autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), mas, segundo o MPF, a nota valerá também “para todas as proposições legislativas correlatas”.
Na nota técnica, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, afirma que o projeto “nasce marcado pela inconstitucionalidade”. A justificativa é que o artigo 205 da Constituição Federal traz como objetivo primeiro da educação o pleno desenvolvimento das pessoas e a sua capacitação para o exercício da cidadania. “Essa ordem de ideias não é fortuita. Ela se insere na virada paradigmática produzida pela Constituição de 1988, de que a atuação do Estado pauta-se por uma concepção plural da sociedade nacional. Apenas uma relação de igualdade permite a autonomia individual, e esta só é possível se se assegura a cada qual sustentar as suas muitas e diferentes concepções do sentido e da finalidade da vida”, escreveu a procuradora.
Idealizador do ESP se diz “surpreso” com reação contrária

Em entrevista ao UOL, o procurador Miguel Nagib, idealizador do movimento Escola sem Partido, afirmou ficar surpreso com os posicionamentos contrários à iniciativa.

(do Uol)
 

Escola faz transição do espaço privado para o mundo e tem de ter partido

Por que enviamos nossas crianças e jovens à escola? Hoje, não temos uma única resposta para essa questão, mas várias, e muitas delas não têm relação direta com a função original da educação escolar.
Enviamos as crianças à escola porque é obrigatório: o Estatuto da Criança e do Adolescente assim o determina. Mas, acima de ser obrigatório, é um direito dos mais novos aprenderem a ler o mundo pelo conhecimento sistematizado, e é na escola que eles terão essa oportunidade.
Com o estilo de vida corrido que adotamos, com o caos do trânsito que torna os trajetos muito mais longos e com a pressão do trabalho, muitos pais enviam seus filhos à escola para que eles sejam cuidados em um ambiente que consideram salutar. É por esse motivo que cresceram a oferta da escola em período integral e a programação nas férias dos alunos. Assim, a escola passou a ser também um espaço para acolher os mais novos.
Com a pressão social sobre os pais para a preparação dos filhos para um futuro promissor, cuja passagem se daria, necessariamente, pelo vestibular, a escola passou a ser preparadora de realizadores de testes de determinados estilos. Há pais que, já na educação infantil, preocupam-se com o vestibular que só ocorrerá dez, 12 anos mais tarde. Dessa maneira, a escola passou a ser instrutora de conteúdos.
Com a retirada das crianças do espaço público por medo da violência, muitas vão à escola para encontrar pares. A escola tornou-se, portanto, o ponto de encontro de crianças e adolescentes.
Vou ficar apenas nesses motivos que se distanciaram do sentido original da escola para tratar especificamente deste: a escola deve servir, basicamente, para introduzir o aluno no mundo público por meio do conhecimento, ensiná-lo a pensar por si mesmo e de maneira crítica, oferecer condições para que ele possa fazer as melhores escolhas possíveis, e aprender a ser cidadão.
A escola é que faz a transição, para os mais novos, do espaço privado familiar para o mundo. Este é, cada vez mais, plural, em todos os sentidos. E as famílias cada vez mais singulares e diferentes entre si nas crenças, nos conceitos e preconceitos, no estilo de vida, na moral, nos valores que priorizam, nas virtudes que prezam etc.
Por isso, a escola tem de ter partido. O partido do ensino do conhecimento sem seleção prévia, da justiça, da convivência e respeito com as diferenças, da liberdade –inclusive de pensamento–, da autonomia, do pensamento crítico, da democracia, entre outros.
Caro leitor, você já deve ter ouvido a frase “meu filho, minhas regras”. Nada mais opressor e prepotente do que esse conceito, porque ele significa restringir a vida dos filhos.
Você deve lembrar-se de vários aprendizados que teve com seus pais que, mais tarde, deixou de lado por não dizer respeito a você. Pois é a escola que dará a chance aos filhos de se verem livres, se quiserem, de alguns –ou muitos– ensinamentos que receberam da família.
Por isso, caro leitor, lute para que seu filho encontre na escola a oportunidade de tornar-se um cidadão justo, livre, respeitoso, autônomo e crítico em relação a essa excessiva oferta de informações, notícias, imagens, produtos etc. que temos na atualidade.
É a escola sem limitações que possibilitará isso a ele.
*Por Rosely Sayão (psicóloga e consultora em Educação)
(do Uol)

Desrespeito às mulheres no edital para concurso de bombeiros no DF

Na última quarta-feira (27), a imprensa noticiou que um dos exames exigidos para o concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal era o laudo do Papanicolau (cientificamente conhecido como colpocitopatologia oncótica) ou comprovar que as candidatas não tiveram o hímen rompido, sendo que não havia exigências semelhantes para homens.
Esta exigência é machista, absurda, fere a intimidade, a dignidade e a isonomia da candidata perante os demais. Em entrevista ao próprio jornal, membro da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB/DF Max Kolbe, afirmou que a exigência transcende o limite da razoabilidade. “Ela fomenta a instrumentalização da distinção de gêneros. Ora, se é verdade que uma de suas razões é investigar se a mulher possui ou não HPV, porque não se exigiu os exames correlatos aos homens?”, defende.
Ao G1, o advogado Fábio Ximenes considerou a exigência uma atrocidade. “Fere o direito à intimidade, sim, da candidata. Viola diversos princípios administrativos e constitucionais, como o princípio da isonomia, fere o princípio constitucional da discriminação, porque não pode haver discriminação de nenhum gênero, nem para homem, nem para mulher. Já aconteceu outras vezes e é totalmente imoral. É inconstitucional o edital cobrar esse tipo de conduta da candidata. Se a gente for apreciar se isso [os resultados] seria relevante para o cargo, não é. Não impede o exercício de cargo de bombeiro ou policial ou qualquer cargo.  Isso não tem relação nenhuma com as atribuições do cargo de bombeiro. Isso já é explicitamente antiético. A exclusão de candidatos por esse tipo de conduta seria totalmente contra a Constituição”, apontou.
No dia seguinte, a Secretaria de Segurança Pública do Governo de Brasília recuou e afirmou que vai retirar a exigência dos exames ginecológicos invasivos. Em nota para a imprensa, a Secretaria afirmou que “compreendemos a cautela da instituição em relação à saúde das candidatas. No entanto, consideramos a medida preventiva excessiva e, portanto, desnecessário constar em um edital. Essa nossa recomendação já foi acatada pelo Corpo de Bombeiros no edital atual”.
Abaixo, segue a matéria do Correio Braziliense:
Quem der uma boa lida em ao menos um dos seis editais do concurso público do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) deve não ter notado. De fato, se você não for um especialista em saúde será difícil saber qual o significado do termo “colpocitopatologia oncótica” ou mesmo ter deixado passar a curiosidade e fazer aquela pesquisa rápida no Google em meio a tantas exigências da corporação> Não é para menos: a seleção exige que os candidatos não se enquadrem em nada menos que 47 situações incapacitantes para se tornar bombeiro, além de os submeter a 26 exames complementares e quatro toxicológicos, sem falar na avaliação psicológica e nos testes físicos.
Pois bem. Colpocitopatologia oncótica foi o termo escolhido pelos bombeiros para se referirem ao papanicolau, um dos 26 exames complementares exigidos no item 11.2.3 dos regulamentos do novo concurso. Termos científicos à parte, nada mais é do que o “exame ginecológico de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer do colo do útero e HPV” – ta lá no Google, para qualquer um entender. Trata-se de um exame de extrema importância para a saúde da mulher, mas invasivo, ainda mais quando se torna exigência para participação de um concurso público.
Porém, nem todas as candidatas são obrigadas a fazê-lo. Para melhorar, as virgens, ou melhor, “a candidata que possuir hímen íntegro”, como consta no edital, estão dispensadas da obrigatoriedade do exame desde que apresentem atestado de virgindade (ou “da condição”), com assinatura, carimbo e CRM do médico ginecologista que o emitiu.
Outro detalhe, que também poderia passar despercebido, é que os editais não exigem exame similar aos homens, para detectar câncer na próstata ou HPV, por exemplo.
Não é a primeira vez que o papanicolau e a prova de virgindade são cobrados apenas de mulheres em concursos públicos. Editais do governo de São Paulo costumam trazer a obrigatoriedade, já questionada pela Defensoria do estado. E, em termos de requisitos “peculiares”, alguns concursos militares também têm histórico. Como o concurso da Polícia Militar do Acre, que não admitia candidatos com cicatriz “antiestética” e testículo único, ou a Marinha que proibia casados, pais e grávidas de ingressarem na Escola Naval.
Inconstitucional
Para o consultor jurídico e membro da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da Ordem dos AdvogadosBrasil no DF (OAB/DF) Max Kolbe, a exigência transcende o limite do absurdo e da razoabilidade. “Além de não haver previsão legal, é inconstitucional por ofensa aos princípios da legalidade, isonomia, intimidade e dignidade da pessoa humana. Além do mais, fomenta a instrumentalização da distinção de gêneros. Ora, se é verdade que uma de suas razões é investigar se a mulher possui ou não HPV, porque não se exigiu os exames correlatos aos homens?”, defende. Kolbe acredita ainda que o edital deve ser objeto de investigação do MPDFT.
Segundo o CBM/DF, “a apresentação de exames e realização de testes físicos se justifica pela necessidade dos candidatos gozarem de boa saúde para o exercício da função bombeiro-militar. O exame papanicolau trata-se de um exame preventivo indicado para mulheres no período compreendido entre o início da vida sexual/fértil ao início da menopausa. A não apresentação do referido exame, no contexto das exigências do certame, será suprida pela apresentação do exame que atesta a virgindade da candidata. Sobre o exame de próstata, informamos que se trata de um exame preventivo indicado aos homens a partir dos 40 anos de idade, idade superior ao limite de idade para ingresso nos Quadros da Corporação. Vale ressaltar que são exigidos outros exames aos candidatos, objetivando atestar a sua boa condição de saúde”.
Veja outras exigências polêmicas do novo concurso dos Bombeiros do DF

Matrículas abertas para o curso intensivo de esperanto

A Associação Brasiliense de Esperanto está com as matrículas abertas para a 2ª temporada 2016 do Curso Intensivo. A temporada será dividida em módulos, que ocorrerão de 06 de agosto a 19 de novembro. As aulas serão realizadas aos sábados, com todo o conteúdo necessário para aprovação no exame do KER (Quadro Comum de Referência Europeu para Línguas) nos níveis A2 e B1.
O curso será realizado na Associação Brasiliense de Esperanto, localizado no Edifício Rádio Center, Sala 2.142, Setor de Rádio e TV Norte (SRTVN), próximo ao Brasília Shopping.
A duração de cada evento será de 8 horas-aula, sempre aos sábados, de 9h às 13h, com intervalo. O custo do material (apostila e disco) na primeira aula é R$ 150 para os 4 primeiros módulos, mais R$ 150 para o prosseguimento do curso.
Os(as) interessados(as) deverão enviar o nome completo e o número do telefone para braziljo@esperanto.org.br desde já até 48 horas antes do primeiro evento. Para maiores informações, entrar em contato pelos telefones 98414-7882 e 98300-4775.

Festa Julina do CED 02 do Guará é nesta sexta (29). Participe!

Nesta sexta-feira (29) ocorre a Festa Julina do CED 02 do Guará, localizado na QE 07, lote M, área especial, a partir das 18 horas. A entrada é franca. Participe!

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