Ato em São Paulo comemora vitória contra reorganização escolar

Professores e alunos da rede pública de ensino do estado de São Paulo realizaram hoje (10), no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), um ato em comemoração à revogação da reorganização escolar proposta pelo governo paulista e em defesa da educação pública.
A manifestação, organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), reivindicou também que os debates e discussões sobre a educação, prometidos pelo Palácio dos Bandeirantes para ocorrer em 2016, sejam feitos de forma horizontal, com a participação das partes envolvidas no assunto.
Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidente da Apeoesp, esteve presente.
— A educação pública nunca mais será a mesma. O movimento foi vitorioso. Mas não podemos aceitar dialogar com exclusão, com verticalismo. Pais, estudantes, e professores tiveram papel fundamental nessa luta.
O projeto da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo previa o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino na região onde moram. O objetivo da reorganização, segundo a secretaria, era segmentar as unidades em três grupos, conforme a idade e o ano escolar. De acordo com o órgão, a segmentação melhora o rendimento dos alunos.
Na última sexta-feira (4), no entanto, após cerca de quatro semanas de ocupação de escolas pelos alunos, o governo estadual recuou e anunciou que a reorganização do ensino seria revogada. O governador Geraldo Alckmin disse que usaria o ano de 2016 para debater as mudanças na educação.
A presidenta Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), Angela Meyer, falou sobre a comemoração.
— Temos muito a comemorar, mas daqui para a frente a temos muita coisa para fazer e 2016 não será um ano fácil. Todos os estudantes, professores pais e mães vão precisar estar mobilizados. Temos uma oportunidade histórica debater as nossas escolas de perto e fazer com que a nossa educação tenha qualidade, com uma escola pública que atenda as nossas demandas, que tenha laboratórios, salas de informática que funcionem, com professores bem valorizados e material didático que não imponha conteúdo.
Segundo Ângela Meyer, os estudantes deverão, no próximo ano, continuar a fazer manifestações e, talvez, ocupações:
— Se o Alckmin acha que acabou agora, só porque ele suspendeu a reorganização, não acabou. Vamos continuar, com muita passeata pela frente e muita paralisação de escolas e, se bobear, vamos ocupar mais escolas ano que vem.
Segundo a Secretaria da Educação do Estado, o número de escolas ocupadas, hoje, é de 123. De acordo com a Apeoesp, são 114. Gradativamente, desde a revogação do decreto, os alunos passaram a desocupar as unidades de ensino. O número chegou a ser 205, na última sexta-feira, segundo o sindicato de professores, e 196, de acordo com a secretaria.
Em nota, a secretaria disse que tem atuado para entregar escolas melhores, com ambientes mais preparados para cada faixa etária e com profissionais capacitados para atender os estudantes. De acordo com a pasta, a intenção era que, com a reorganização, as unidades escolares tivessem ciclos únicos, já que há, segundo a secretaria, estudos indicando que os alunos têm rendimento 10% maior nesse modelo. A secretaria informou ainda que, desde 1998, as escolas estaduais deixaram de receber dois milhões de matrículas. Por isso, há necessidade de readequação.
A Polícia Militar de São Paulo e os organizadores da manifestação não informaram o número de participantes do ato.
(do R7)

Projeto Concertos Didáticos estimula a apreciação musical nas escolas do DF

Com o objetivo de incentivar o estimulo musical nas escolas públicas do Distrito Federal, o projeto Concertos Didáticos vai promover uma série de apresentações durante o mês de dezembro. E o primeiro concerto acontece nessa quinta-feira (10), na Escola do Núcleo Rural Casa Grande, no Gama. O projeto ainda se apresentará no CED 11, em Ceilândia (16 de dezembro); e no CED Condomínio Estância III, em Planaltina (17 de dezembro).
As apresentações visam incentivar a prática musical entre os estudantes, ajudando a criar futuros talentos. O projeto estimula a brasilidade por meio da apreciação musical, com base na mistura de conteúdo entre disciplinas como Artes, História e Literatura.
Todas as escolas receberão uma palestra-show, realizada pelo Quarteto Marakamundi de música instrumental, composto por Gê Mendonça no baixo, Ticho Lavenère na bateria, Daniel Baker nos teclados e Tex no violão e guitarra, e pelos músicos convidados: o rapper Higo Melo, o percussionista George Lacerda e o sanfoneiro Enos Marcellino. Com o auxílio de uma cartilha ilustrada, com linguagem acessível, serão abordados diferentes ritmos brasileiros como o Baião, o Samba, o Frevo, o Maracatu, o Carimbó e o Catira, entre outros.

Estudantes de Goiás ocupam escola contra terceirização e militarização da educação

Diante da ameaça de terceirização e contra a militarização da educação, estudantes , professores e um grupo de apoiadores de Goiânia (GO) ocuparam na tarde desta quarta-feira (9) a Escola Estadual Professor José Carlos de Almeida.

No último dia 14 de outubro, o governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), assinou um decreto que determina que a Secretaria de Educação de Goiás (Seduc-GO) faça até 31 de dezembro a seleção das Organizações Sociais (OS’s) que estariam dispostas a assumir a gestão de escolas.
O plano do governo do estado é entregar já em 2016, cerca de 15% da gestão das escolas públicas estaduais para OS’s. A secretária de educação do estado, Raquel Teixeira, justificou a medida em entrevista publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo. “Empresário sabe mais de gestão do que o educador”, afirmou ela ao periódico.
“A ocupação segue por tempo indeterminado e é uma resposta à implantação das Organizações Sociais (OS’s) nas escolas e à militarização destas. Tais medidas seguem a lógica empresarial (em que prioriza-se metas ao invés de questões pedagógicas), abre brechas para cobrança de mensalidades, precariza e desestabiliza as condições de trabalho dos professores, dentre outros inúmeros problemas”, afirmou o grupo identificado como Secundaristas em Luta-GO, segundo publicou o Passa Palavra.
Em entrevista, o diretor da escola, Grimaldino dos Santos, afirmou que o José Carlos de Almeida estava fechado desde agosto de 2014 quando uma reforma que havia começado em fevereiro de 2013 foi interrompida. Na ocasião, todos os estudantes foram relocados para o Colégio Estadual Lyceu de Goiânia.
A empresa Porto Belo responsável pela obra interrompeu os serviços alegando que o governo do estado não estava repassando os recursos o que impedia a continuidade da reforma.
A José Carlos de Almeida surgiu em 1974 a partir da junção de outras duas outras escolas que antes eram dividas por um muro, a Brasil Central e o Grupo Escolar Modelo. Essa última foi fundada em fevereiro de 1937 e é considerada a primeira escola de Goiânia, sendo o seu prédio tombado como patrimônio histórico de Goiás.
Segundo dos Santos, o destino da escola ainda é incerto, mas o prédio do Grupo Escolar Modelo deve ser restaurado tornando-se a sede do Conselho Estadual de Educação de Goiás. “Existem 4 unidades dentro da escola, mas ainda não foi informado sobre o destino dos outros três espaços”, afirmou o diretor.
A ocupação pode ter sido provocada pela incerteza de quais escolas serão entregues para gestão de Organizações Sociais, uma vez que ainda não foi divulgada uma lista. Estudantes e professores reclamam de “falta de transparência” do governo. Especula-se que a lista esteja sendo mantida em sigilo devido ao temor de uma onda de ocupações nos moldes de São Paulo.
A Secretaria de Educação de Goiás afirmou em que a projeto de entrega da gestão das escolas para OS’s não é uma forma de privatização do ensino e afirmou que houve diálogo durante a elaboração da proposta. A Seduc garantiu ainda que as escolas continuarão públicas e gratuitas.
“Sobre as OSs, quando foi anunciada a decisão do governo de buscar, nas parcerias, oportunidades de otimizar os esforços para a melhoria da educação pública estadual, os setores organizados, como o Sintego (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás) têm sido recebidos e as conversas serviram de inspiração para algumas propostas. A implantação da nova forma de gestão ocorre por meio de parceria, não de privatização ou terceirização”, afirmou a nota.
Militarização

Goiás tem atualmente 26 escolas públicas geridas pela Polícia Militar do Estado. A expectativa do governador Marconi Perillo (PSDB) é de militarizar mais 24 unidades para 2016. Na escola militar, propõe-se que a gestão, a segurança e a disciplina fique à cargo da polícia, enquanto a parte pedagógica supostamente funcionaria de maneira independente.

Um especial sobre escolas militares, realizado em parceria entre o Portal Aprendiz e o Centro de Referências em Educação Integral, já problematizou a questão:

“A hierarquia nos colégios militares de Goiás fere o inciso VIII do artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), que preconiza a gestão democrática como um dos princípios do ensino público no país. “Acreditamos que a gestão escolar sob responsabilidade da polícia pode ser nociva, uma vez que repassa a hierarquia militar ao estudante. Nesse modelo, a construção do coletivo se dá pelo medo e não com base na parcimônia, respeito e múltiplos métodos de convivência”, avalia Márcio Menezes Moreira,  assistente da Relatoria da Educação da Plataforma Dhesca Brasil.”

Leia abaixo o manifesto na íntegra dos estudantes que ocuparam o Colégio José Carlos de Almeida:

“Hoje, quarta-feira (09/12), nós, estudantes secundaristas em conjunto com apoiadores e professores, ocupamos o Colégio Estadual José Carlos de Almeida, tido como uma das melhores escolas do estado, mas que ano passado fora arbitrariamente fechado pelo governador Marconi Perillo. Ou seja, enquanto o governo fecha as escolas, os estudantes abrem.

A ocupação segue por tempo indeterminado e é uma resposta à implantação das Organizações Sociais (OS’s) nas escolas e à militarização destas.

Tais medidas seguem a lógica empresarial (em que prioriza-se metas ao invés de questões pedagógicas), abre brechas para cobrança de mensalidades, precariza e desestabiliza as condições de trabalho dos professores, dentre outros inúmeros problemas.

Ademais, não houve diálogo por parte do governador Marconi Perillo e nem da secretária de educação Raquel Teixeira sobre tais mudanças na educação com a sociedade civil. Mesmo professores, estudantes e pais foram excluídos completamente deste processo, nada importando que estes serão os que diretamente serão afetados por tais medidas. Logo, tais medidas são extremamente autoritárias e antidemocráticas, tanto que estão sendo feitas às pressas, devendo ser imediatamente revogadas.

Por fim, a possibilidade de fechamento de mais escolas é eminente, sendo o colégio Pedro Gomes um dos nomes já cotados.

Pelo exposto, não tivemos outra opção que não ocupar a primeira escola em Goiânia e que certamente será a primeira de muitas, tal como nos mostra a experiência em São Paulo. E permaneceremos ocupando-a até que as OS’s e a militarização das escolas sejam revogadas, sendo por ora condição necessária para isto o cancelamento da divulgação do edital para a contratação das OS’s previsto para ser divulgado dia 11/12.

Ocuparemos quantas escolas forem necessárias!

Não aceitaremos nem colégio militar e nem OS’s!

Secundaristas em Luta – GO”

(do Uol)

Economia desde cedo: EC 314 Sul ensina educação financeira para crianças

Um projeto de educação financeira pra crianças é desenvolvido pela Escola Classe 314 Sul, em Brasília. Por meio dele, os estudantes ganham dinheiro fictício quando se comportam bem e tiram notas boas e perdem quando deixam de fazer as tarefas. No final do ano, o dinheiro acumulado é usado para arrematar, em um pequeno leilão, presentes comprados pelos próprios professores, como chocolates e brinquedos.
Idealizadora do projeto, a professora Ângela Maria afirma que é um aprendizado riquíssimo para os estudantes.
—São lições matemática, eles aprendem a dividir, multiplicar. Eles já estão tendo a ideia de que é quando guardamos dinheiro que podemos aumentar esta quantia.
Ângela diz ter sido influenciada pela ASSBAN (Associação dos Bancos do DF), que ofereceu à escola uma palestra sobre educação financeira. Elizângela Paz é a responsável pela visita às escolas.
— Na palestra, perguntamos aos alunos qual é o sonho deles e como eles podem juntar dinheiro. Não queremos formar muquiranas, mas sim pessoas equilibradas.
Confira como são as cartilhas elaboradas pela ASSBAN para educação financeira infantil.
(do R7)

Movimentos sociais convocam população às ruas contra o golpismo

Nesta quarta-feira (9), no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, lideranças da CUT, CTB, Intersindical, UNE, MST, MTST, Conam e outros realizaram coletiva de imprensa para lançar a convocatória unificada para o Dia Nacional de Luta. Em São Paulo, o ato vai se concentrar no Vão Livre do Masp, a partir das 17 horas, e seguirá em passeata até a Praça de República.
“A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento e o fortalecimento da democracia e as reformas populares. O impeachment representa um claro retrocesso na construção deste caminho”, diz o documento convocatório.
“Seremos milhares nas ruas no dia 16 de dezembro de 2015. Será o Dia Nacional de Luta contra o Impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha. Convidamos a todos os brasileiros e brasileiras a fazerem parte desse bloco contra o retrocesso e por mais direitos”, completa.
O representante do Movimento Sem Terra, Gilmar Mauro, declarou: “Não estamos conclamando somente os movimentos sociais, mas os democratas, os progressistas deste país”.
Ele também expressou a disposição de luta dos movimentos sociais que sempre foram protagonistas das lutas nacionais. “Há muitas diferenças ideológicas entre os movimentos sociais, no entanto, nos unificamos nessa pauta. Mas há uma coisa muito comum, independentemente da formação ideológica de cada quem, é que nossos movimentos não formaram covardes. Vamos para as ruas. Este é o nosso país e a democracia foi conquistada com o sangue de muita gente e é através dela que queremos combater a política econômica de ajuste e lutar por reformas estruturantes”.
Inconformismo das urnas
O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que o país não pode continuar vivendo esse clima de instabilidade. “Esse terceiro turno que foi construído por aqueles que perderam a eleição deixa o Brasil sem condições de sair da crise econômica”, afirmou.
E acrescentou: “Somos contra o impeachment porque ele vai tirar direitos dos trabalhadores. É um ato capitaneado pelos conservadores. Quem está fazendo o impeachment são os mesmos que querem o fim da CLT, da carteira assinada, que o negociado sobreponha ao legislado. Quem está propondo o impeachment são aqueles que querem a redução da maioridade penal, que são contra os direitos das mulheres. São os mesmos que compartilham com a morte da juventude negra nas periferias do Brasil e que não fazem nada. São os mesmos que utilizam a polícia militar para reprimir a juventude com violência. São os mesmo que propõem a pauta do retrocesso do Brasil”, pontuou Vagner Freitas.

Pela legalidade

A presidenta da UNE, Carina Vitral, desmontou a tese da oposição de que se trata do mesmo rito de impeachment que levou à queda de Fernando Collor, em 1992. “O movimento dos caras-pintadas que derrubou um presidente da República foi motivado porque o presidente tinha depósitos na conta de sua esposa, além de indícios e fatos concretos de seu envolvimento pessoal em esquemas de corrupção. Contra a presidenta Dilma não há fatos jurídicos ou acusações que possam ser comparadas com aquele período”, disse.
Carina reafirmou que o compromisso dos estudantes “é com a legalidade”. “Não compactuaremos com qualquer movimento que não tenha base legal. Por isso, chamamos esse impeachment de golpe”, reforçou.
Guilherme Boulos, coordenador do MTST, afirmou que as manobras do impeachment têm como objetivo aplicar uma agenda de retrocessos econômicos e socais em favor do poder econômico e citou o plano divulgado pela cúpula do PMDB chamado de “Uma ponte para o futuro”.
“Na verdade poderia se chamar uma ponte para o passado, porque traz uma série de retrocessos, como a implementação de privatizações, ataque aos direitos dos trabalhadores, na aposentadoria, fim de subsídios. É um programa de retrocessos, inclusive nós poderíamos dizer que é uma anti-Constituição de 88”, disse Boulos.
Sobre o presidente da Câmara, Boulos foi enfático: “Cunha não tem legitimidade e não tem autoridade sequer para manter o seu mandato, quanto menos para comandar um processo de impeachment e decidir os destinos da República. Eduardo Cunha deveria estar preso na Papuda e não no Congresso Nacional”.
Boulos também fez questão de afirmar que, diferentemente do que a grande mídia vai dizer, o ato não é uma defesa das políticas que o governo está implementando.
Pela retomada do desenvolvimento
“Este ato não é para jogar confete no governo. É um ato claro e categórico no posicionamento contrário ao impeachment, mas isso não significa defender as políticas que estão sendo implementadas. Pelo contrário, os mesmos movimentos que estão organizando este ato estiveram durante todo o ano organizando uma série de manifestações contra o ajuste fiscal, dizendo que a saída da crise não é atacando direitos sociais e cortando investimentos, mas a saída é taxando o andar de cima. É com taxação de grandes fortunas. É com reforma populares. Está é a saída que os movimento que estão convocando este ato defendem”, reafirmou.
Raimunda Gomes, secretária de Comunicação da CTB, destacou a importante vitória obtida no Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminar impedindo a instalação da comissão imposta pelo Cunha na Câmara nesta terça-feira (8).
“É uma vitória importante para a construção dessa frente de resistência”, disse ela, enfatizando que a presidenta Dilma “não cometeu nenhuma irregularidade, portanto, é golpe e temos que nos contrapor”.
Para Edson Índio, representante da Intersindical, o processo de abertura do impeachment não veio para beneficiar o povo brasileiro. Disse ainda que a insatisfação da população com o governo Dilma não pode ser confundida com o golpe.
“O ajuste fiscal, o aumento do desemprego, o aumento da taxa de juros deixou parcela da população enfurecida e é compreensível. Isso não pode permitir nem nos deixar enganar por uma manobra, por uma operação orquestrada pela direita que quer impor um governo mais comprometido com os interesses do sistema financeiro, com a especulação imobiliária e com uma pauta regressiva para o país”, disse Edson.
Confira a íntegra da convocatória do ato de 16 de dezembro:

CONTRA O IMPEACHMENT!
NÃO AO AJUSTE FISCAL!
FORA CUNHA!

O momento político pede muita unidade e mobilização popular. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou a instalação do processo de impeachment da Presidenta Dilma, numa tentativa de chantagem a céu aberto. Tenta subordinar os destinos do país à salvação de seu pescoço. Não há nenhuma comprovação de crime por parte de Dilma, e o impeachment sem base jurídica, motivado pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha é golpe.
As ruas pedem: Fora Cunha! Atolado em escândalos de corrupção e representante da pauta mais conservadora, Cunha não tem moral para conduzir o processo de impeachment, nem para presidir a Câmara dos Deputados. Contas na Suíça, fortes acusações de lavagem de dinheiro são crimes não explicados por ele. Cunha será lembrado pelo ataque aos direitos das mulheres, pelo PL da terceirização, a proposta de redução da maioridade penal e por sua contrarreforma política. Os que querem o impeachment são os mesmos que atacam os direitos dos/das trabalhadores (as), das mulheres, dos /das negros (as) e disseminam o ódio e intolerância no país.
Ao mesmo tempo, entendemos que ser contra o impeachment não significa necessariamente defender as políticas adotadas pelo governo. Ao contrário, as entidades que assinam este manifesto têm lutado durante todo este ano contra a opção por uma política econômica recessiva e impopular. As consequências da crise econômica mundial estão sendo aprofundadas pelo ajuste fiscal promovido pelo governo federal, que gera desemprego, retira direitos dos trabalhadores e corta investimentos sociais. Não aceitamos pagar a conta da crise.
A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento e o fortalecimento da democracia e as reformas populares. O impeachment representa um claro retrocesso na construção deste caminho.
Seremos milhares nas ruas no dia 16 de dezembro de 2015. Será o dia Nacional de Luta contra o Impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha. Convidamos a todos os Brasileiros e Brasileiras a fazerem parte desse bloco contra o retrocesso e por mais direitos.

Pelo fim da violência contra a mulher em 16 Dias de Ativismo

Começou, nesta quarta-feira (25), a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Em uma marcha realizada em Porto Alegre, entidades participantes pediram o fim da violência contra a mulher. Pesquisas mostram que, para as mulheres, um dos ambientes mais perigosos é sua própria casa.
CapturarLevantamento recente divulgado pelo Mapa da Violência contra as mulheres indica que 55,3% dos feminicídios na última década aconteceram no ambiente doméstico; 50,3% foram cometidos por pessoas da própria família e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros.
Em 2013, 4.762 mulheres foram assassinadas no Brasil por motivos de gênero, o que coloca o país como o 5º mais violento para mulheres do mundo. É para combater essa situação que foi criada, em 1991, a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.
Capturar2Os 16 Dias começam em 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, e vão até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Mas, no Brasil, algumas entidades começam a campanha um pouco antes, com programações relacionadas ao dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
A conexão entre as datas faz sentido porque as mulheres negras são exatamente as maiores vítimas dessa violência no país. No Mapa da Violência, foi constatado que houve um aumento de 54% em dez anos no número de homicídios de mulheres negras, enquanto os de de mulheres brancas caíram 9,8%.
Neste ano, em Porto Alegre, já aconteceram movimentações de mulheres, motivadas por um caso deviolência policial contra integrantes da Feira do Livro Feminista, em outubro. Da mesma forma, em todo o país vêm sendo realizado atos, em sua maioria coordenados por mulheres, pedindo a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apresentou projetos dificultando o acesso à pílula do dia seguinte e ao aborto em casos legalizados.
Capturar3A Campanha dos 16 Dias de Ativismo começa exatamente uma semana após a realização da primeira Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em Brasília. Na marcha, as mulheres negras também divulgaram o resultado do Mapa da Violência elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
Há anos o Sinpro-DF combate a violência doméstica, no local de trabalho e em qualquer ambiente em que a mulher é submetida a maus-tratos e todas as outras formas de violência. Para isso, instituiu há muito tempo duas secretarias que atuam na defesa das mulheres e das questões de raça e sexualidade: a Secretaria de Mulheres Educadoras e a Secretaria de Raça e Sexualidade.
O massacre das mulheres negras

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Primeira Marcha das Mulheres Negras

Os dados da Flacso indicam que os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em 10 anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. É o que aponta o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), divulgado nesta segunda-feira. Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.
Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.
Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos de idade, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice.
Capturar4O país tem taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde que avaliaram um grupo de 83 países, informou a Flacso.
O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz que, desde 1998, já divulgou 27 estudos. Todos eles, segundo a Flacso, trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte, mas em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.
Homicídios de Mulheres no Brasil
De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21% na década.
Capturar5Segundo o Mapa da Violência, diversos estados evidenciaram “pesado crescimento” na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.
Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.
O lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
O estudo completo sobre homicídio de mulheres no Brasil está disponível no site do Mapa da Violência
Congresso Nacional participa da Campanha
16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher

cartaz87274O ato solene ocorreu, na tarde desta quarta-feira, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A campanha foi lançada em 1991 no Centro de Liderança Global de Mulheres. O período escolhido pelas 23 mulheres de diferentes países vai de 25 de novembro, que é o Dia Internacional da Não Violência Contra Mulheres, a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
No Brasil, foi antecipada para o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O objetivo é reconhecer, além da opressão de gênero, que as mulheres negras também sofrem racismo, como informa o Conselho Federal de Serviço Social. Presidente da Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher, a senadora Simone Tebet, do PMDB de Mato Grosso do Sul, explica os objetivos da campanha.
A senadora Simone Tebet esclarece que os 16 Dias de Ativismo “é uma campanha mundial, são 160 países no mundo que tratam durante 16 dias, através de palestras, mobilizações, deste tema vergonhoso que assola a humanidade, que é a violência contra a mulher.
O Congresso Nacional aproveitou a ocasião para lançar o Mapa da Violência de Homicídio de Mulheres no Brasil e o blog da comissão. A senadora lembrou que o Brasil ocupa o quinto lugar em uma lista de 83 países, posição que ela considera vergonhosa.
“Poderíamos, talvez, jogar esta conta na violência geral que assola o país. Mas na realidade, dos assassinatos de mulheres do Brasil 50% são feitos dentro de casa por familiares ou companheiros. Perdemos apenas para Guatemala e outros países que muitas vezes não têm a envergadura e a tradição democrática do Brasil”, disse.
Fonte: Sul 21 e Agência Senado
“Você sabia?”: CFemea
Foto da Marcha das Mulheres Negras: Arquivo do Sinpro-DF
 

Pai de diretora da rede pública de ensino do DF está desaparecido

O Sinpro informa que João Francisco Camilo está desaparecido desde a manhã desta quarta-feira (09). Camilo, como é conhecido, é pai de uma diretora de escola da rede pública de ensino do Distrito Federal e foi visto pela última vez no Alameda Shopping, em Taguatinga. Ele usava uma camisa pólo listrada de cores verde e cinza, e calça jeans azul. Camilo está confuso em decorrência de seu estado de saúde.
Qualquer informação pode ser repassada para o telefone 8465-4421.
 
desaparecido
 

Marcha contra golpe reúne 20 mil trabalhadores nas ruas do Rio

Trabalhadores e trabalhadoras começam a tomar as ruas para impedir que a tentativa de golpe também se transforme em um processo de retirada de direitos da classe trabalhadora. Vários parlamentares favoráveis ao processo de impeachment são os responsáveis por projetos de leis que visam a retirada de direitos trabalhistas.
Ao encerrar o primeiro ato público após os perdedores das últimas eleições emplacarem o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, questionou as 20 mil pessoas que acompanharam a mobilização na capital carioca. “Alguém aqui acha mesmo que o impeachment vai trazer algum ganho para a classe trabalhadora?”, perguntou. A resposta foi um uníssono ‘não’.
Ao retomar projetos de lei defendidos pela oposição que compõe o Congresso Nacional mais conservador desde a ditadura militar, Vagner reforçou de qual lado está quem tenta dar um golpe travestido de manobra legal.
“Quem defende o impeachment defende a terceirização, quer rasgar a CLT, acabar com todos os direitos trabalhistas. Os que defendem o impeachment são os que entendem que os direitos da mulher não devem ser válidos, que nossas crianças devem estar nas cadeias e não nas escolas, que transformam o Congresso num antro contra o avanço da igualdade. São aqueles que acham que a ditadura, que matou milhões, é boa para o Brasil, que não concordam com a política de valorização do salário mínimo, que não concordam com a política de igualdade entre negros e brancos”, enumerou.
rioPara o dirigente, mais do que Dilma, o alvo dos setores conservadores são as políticas sociais e quem cobra para que ela prossiga, caso da classe trabalhadora e das organizações sociais que ousam lutar por mais direitos serão criminalizadas. A resposta a eles será a mobilização sem trégua.
“Quero dizer ao Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara), ao PSDB, ao DEM e a todos os golpistas, vamos impedir o impeachment nas ruas. Porque as ruas são daqueles que lutaram para derrubar a ditadura e que vão colocar o Cunha na cadeia”, afirmou Vagner.
O ato
A marcha que tomou o Rio de Janeiro, cidade de origem de Cunha, responsável por acatar e comandar o processo de golpe travestido de legalidade, começo diante da Igreja da Candelária, local que ficou conhecido pela chacina praticada há 22 anos por policiais e que se tornou ícone da violência contra jovens negros e pobres no Brasil.
A manifestação seguiu pela Avenida Rio Branco, avermelhada por bandeiras, balões e fumaça, e terminou na Cinelândia com um grande samba contra o golpe.
Com a presença da CUT, de centrais sindicais parceiros e de representantes dos movimentos populares e partidos políticos, os discursos nas ruas foram acompanhados pelos gritos de “não vai ter golpe” e “Fora Cunha”. A defesa da democracia esteve estampada nas faixas, mas bem longe de ser um cheque em branco para Dilma, já que a cobrança pela manutenção da democracia vinha acompanhada da cobrança por uma nova política econômica, conforme prega o Compromisso pelo Desenvolvimento, conjunto de propostas das centrais e empresários divulgado recentemente.
​Para o secretário nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, o que está em jogo é o processo democrático brasileiro. “Não vamos permitir que ele sofra esse golpe. Sabemos da dificuldade do governo e estamos cobrando mudanças na economia, mas tirar a presidenta Dilma irá transformar o país num caos”, observa.
Presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, também repudiou as artimanhas de Cunha. “Neste momento, a Constituição foi rasgada e o Cunha promoveu o desmonte do sistema político brasileiro. Mas se quer guerra, vai ter guerra”, definiu o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues.
A postura do presidente da Câmara, ressalta a secretária de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque, é a personificação dos piores personagens da política nacional. “Cunha se identifica com o que há de mais perverso, mais cafajeste e mais patife na política brasileira. Ele e todos os Caiados, Agripinos e Maias. Ele odeia, assim como a elite, o povo, as mulheres e a juventude”, afirmou.
Para refrescar a memória de muitos, o presidente da CUT Espírito Santo, Jasseir Fernandes, lembrou que a privatização promovida por quem antecedeu Lula e Dilma, traz prejuízos até hoje, como o rompimento da barragem na cidade mineira de Mariana.
“A terceirização é estratégia montada para fazer com a Petrobrás nada menos do que fizeram com a Vale do Rio Doce, que terceirizou as suas atividades com a Samarco e não mostrou compromisso com a classe trabalhadora e com a sociedade. As empresas ficam com os lucros e a sociedade com os efeitos do desastre”, salientou.
Por trás do golpe
Para o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, é preciso dar um cavalo de pau na arapuca armada pela Lava-Jato, construída para acabar com empregos. “Queremos que os corruptos sejam condenados, mas os trabalhadores da construção civil não podem pagar a conta”, disse.
O dirigente paulista lembrou que no dia 16 deste mês haverá um grande ato em São Paulo contra o golpe, com concentração na Avenida Paulista. “Vamos dizer lá, o que dissemos aqui: Não vai ter golpe!”
Para o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, o responsável por liderar o processo de impeachment é um chantageador das empresas identificadas na Lava-Jato e que conta com a complacência de seus pares no Congresso. “É um absurdo que ainda esteja solto. Mas homens e mulheres estão se unindo com isso porque querem a retomada dos investimentos, com geração de emprego e de renda para todos. E uma das poucas empresas que pode fazer a economia girar é a Petrobras que não tem um bando de ladrões como a mídia tenta passar, mas trabalhadores que a fazem ganhar prêmio após prêmio, inclusive por ter descoberto o pré-sal.”
Com informações da CUT Nacional

Movimentos vão às ruas dia 16 em defesa da democracia e contra o golpe

Os movimentos sociais, militantes e apoiadores do governo da presidenta Dilma Rousseff e da democracia irão às ruas no dia 16 de dezembro. A data foi divulgada ontem (7), após reunião e debates democráticos entre as entidades que compõem a Frente Brasil Popular e a Frente Brasil Sem Medo.
As duas frentes são integradas, sendo a CUT, por movimentos sociais de todos os estratos populares da sociedade, pelas centrais e seus sindicatos filiados e por partidos políticos.
Em São Paulo, o ato acontecerá, a partir das 17h, na Avenida Paulista. Os manifestantes seguirão em caminhada até a Praça da República. De acordo com os organizadores, também será realizada uma grande manifestação em Brasília.
A expectativa é que, além de tudo, as mobilizações reúnam não filiados e não militantes, mas que acreditam que a quebra da ordem democrática prejudicará a classe trabalhadora e todos os brasileiros.
Participaram do encontro que definiu a data da manifestação, realizado no Sindicato dos Bancários de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente nacional do PT, Rui Falcão; presidente nacional da CUT, Vagner Freitas; o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos; a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Vitral; entre outros.
(da Rede Brasil Atual)

Orientadora Maria Lauzimar

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O desafio maior é equiparar direitos dos orientadores com o dos professores
Satisfeita com a profissão que escolheu para atuar na Educação, Maria Lauzimar Medeiros Cunha, orientadora educacional na Escola Classe Estância, em Planaltina, diz que, embora seja uma boa área de atuação, a cada ano a profissão de pedagogo orientador educacional está, a cada ano, mais desvalorizada na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF).
“É tanto que a gente tem pleiteado os mesmos direitos dos professores. Somos da carreira do magistério público, ou seja, da carreira do professor, porém, há determinados direitos que os (as) professores (as) têm que nós não temos porque estamos fora da sala de aula. Éramos tratados como especialistas, mas, agora, mudou a nomenclatura para pedagogo-orientador para ver se a gente garante alguns outros direitos”, afirma.
Ela explica que a lentidão para esse segmento da categoria do magistério se equiparar com a dos (as) professores (as) ocorre em virtude do fato de essa luta ser um processo. “São vários desafios, mas vejo dificuldades maiores no trabalho em rede porque a gente desempenha o papel de psicólogo, médico, fonoaudiólogo, assistente social – no que diz respeito ao trabalho com a família – e outras coisas e o trabalho em rede não existe”, reclama.
Lauzimar atua na orientação educacional da SEEDF há 18 anos e diz que, normalmente, esses problemas sobrecarregam demais a escola e ao profissional quando a gente recebe uma família que tem muitos problemas e a gente tem de estar auxiliando de alguma forma porque os problemas refletem no aprendizado da criança e do (a) adolescente porque não depende somente de mim, pedagogo-orientador, depende de outros profissionais para tentar ajudar a criança e/ou adolescente com a família dela.
Para Lauzimar, em menos de um ano de mandato, o governo Rollemberg conseguiu piorar ainda mais os problemas da orientação educacional. “Ele está nos tratando como a todo profissional da Educação, de forma a cada dia pior, desvalorizando cada vez mais a nossa profissão”, explica. Ela lembra que essa atitude do governo afeta frontalmente a luta por novas conquistas e atrapalha muito o pleito do segmento de ter os mesmos direitos dos (as) professores (as).
“São direitos como a aposentadoria. A gente pleiteia aposentar com 30 anos de magistério. E olhando assim pode não ser nada, mas é muito coisa. A gente não lida em sala de aula com os (as) estudantes, como o (a) professor (a), mas a gente desenvolve atividades na sala de aula e trabalhamos direto com estudante também”. Esclarece.
A orientadora educacional observa que o Sinpro-DF, em 2016, deve dar continuidade à luta desse segmento buscando a aposentadoria e também que sejamos tratados como profissionais da carreira do magistério, da carreira do (a) professor (a).
“Por exemplo, a gente executa nosso trabalho juntamente com o pedagogo (a) – aquele (a) que era professor (a) e saiu da sala de aula para atuar como pedagogo (a) juntamente com o (a) psicólogo (a) – e o (a) pedagogo (a) tem lá uma gratificação porque atende ao estudante especial e nós não temos essa gratificação embora façamos o mesmo trabalho: a gente atende ao estudante, vai na sala de aula, atende à família, faz encaminhamentos. Se o (a) estudante precisa de uma terapia psicológica ou de um encaminhamento de fonoaudiólogo é a gente que encaminha. E a gente não tem os mesmos direitos. Somos separados”.
Ela explica que, “como o (a) pedagogo (a) é um (a) professor (a) que saiu da sala de aula para ser pedagogo (a), ele (a) tem direito e o (a) orientador (a), porque o concurso dele (a) é de orientador educacional, ele (a) não tem”. Vale lembrar que o (a) orientador (a) educacional é formado em pedagogia com habilitação em orientação educacional e, muitos (as) que fizeram pedagogia, optaram pela especialização.

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