Orientadora Maria das Graças

maria das graças
Nome: Maria das Graças Santos
Escola: CEM 01 São Sebastião
Tempo de magistério: 20 anos
Maria das Graças Santos confessa seu amor pela profissão e admite que o trabalho exige muito do(a) profissional. “São desafios diários. Precisamos nos recriar, nos reinventar diariamente. Mesmo com as dificuldades, não deixa de ser um trabalho muito gratificante, do qual eu amo e o considero muito digno”, diz.
Ela diz que a situação do(a) pedagogo(a)-orientador(a)educacional melhorou muito desde que entrou na carreira Magistério, há 20 anos. “Quando comecei, nós éramos pouco reconhecidos, as pessoas não compreendiam nosso trabalho, os diretores achavam que queríamos o assento deles. Fruto de muitas lutas, alcançamos um patamar muito melhor”, afirma.
Porém, Maria assinala que ainda falta muita coisa. “Todo o ano precisamos esclarecer para toda a comunidade escolar como é o nosso trabalho. Nós ouvimos as conversas das famílias, dos, alunos(as), trabalhamos toda a diversidade do currículo, como sexualidade, violência.. É uma conversa muito íntima e não temos um espaço adequado, preciso dividir a sala com outra orientadora. Portanto, nunca podemos atender dois alunos(as) ao mesmo tempo e sempre há esse constrangimento de sair da sala e aguardar para retornar ao trabalho”, aponta.
A orientadora espera que as coisas melhorem no futuro. “Ainda faltam recursos, às vezes o PDAF que chega é insuficiente. Já conseguimos muito respeito, mas precisamos de mais”, assinala.

Jornal Brasil Popular será lançado nesta sexta-feira (4), na Rodoviária

Militantes progressistas, inquietos com a falta de um jornal que se diferencie da ditadura midiática brasileira, reuniram-se para propor a criação de um jornal popular impresso para defender os valores democráticos de uma sociedade mais igualitária, valores estes hostilizados pela grande mídia, que desde as eleições de outubro de 2014, de forma mais sistemática, abre mais espaço para políticos e personagens conservadores atacarem e ameaçarem a democracia.
E chegou a hora. O primeiro número impresso do Jornal Brasil Popular será oficialmente lançado nesta sexta-feira (4), na Plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto (Banca de Jornal), às 16h30.
Gratuito e semanal
Jornal Brasil Popular tem como objetivo proporcionar às camadas populares o acesso a fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira, a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários.
O Jornal Brasil Popular se propõe a informar em linguagem popular, sem usar de sensacionalismo, para ajudar o leitor a sustentar uma opinião crítica ao que é publicado na grande mídia e apoiá-lo como protagonista das lutas democráticas, a partir de um diálogo franco com a verdade e o mundo real.
O Jornal Brasil Popular será de distribuição gratuita, inicialmente semanal, em formato tablóide, com oito páginas e tiragem de 20 mil exemplares, para distribuição nas camadas populares no Distrito Federal. O jornal impresso terá uma versão digital, para acesso via internet.
À frente de sua produção está uma equipe de editores, repórteres, diagramadores e fotógrafos, que contará com a colaboração solidária de outros jornalistas e não-jornalistas, especialistas em saúde e economia, sociologia e sindicalismo, ecologia e agricultura, arte e cultura, e outras áreas.
Raros são os veículos de alcance popular que se contrapõem ao dilúvio de mentiras diariamente lançadas à sociedade. Nosso jornal nasce para combater as iniquidades, defender justiça social e propagar solidariedade. Nasce modesto e com grande chance de êxito, pois abraça uma grande causa e, na história do Brasil, sempre que uma grande causa esteve ameaçada, surgiram jornais porta-vozes em sua defesa, como nas lutas pela abolição da escravidão e pelo fim da ditadura militar.
Essa demanda e essa aspiração explicam o surgimento do Jornal Brasil Popular para defender as causas democráticas, os direitos dos trabalhadores e as políticas de distribuição de renda que farão do Brasil um país mais próspero e mais justo.
Neste sentido, convidamos a todos os militantes progressistas que lutam pela efetiva democratização dos meios de comunicação para junto conosco participar do evento de lançamento e distribuição da primeira edição.
Programação
Data- 4 de Dezembro de 2015 (sexta feira)
Local- Rodoviária do Plano Piloto- Banca de Jornal – Plataforma superior
Horário – Inicio- 16h30 Término- 19h
Após este horário teremos uma atividade cultural na sede da TV Comunitária.
Horário- 20h
Local- TV Comunitária
Endereço- SIG – Quadra 3 Bloco B-46 Edifício Bernardo Monteverde II
 

Educadores do Distrito Federal recebem prêmios por projetos inovadores

Violência, desigualdade social, repetência… Educadores de todo o país precisam enfrentar diariamente um cenário desafiador. Alguns, no entanto, superam as adversidades por meio de criativos projetos pedagógicos e conseguem mudar a realidade de muitas crianças e adolescentes. O trabalho desses profissionais será premiado nesta quinta-feira (3/12). O Ministério da Educação, o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vão anunciar os nomes das melhores iniciativas vencedoras dos prêmios Professores do Brasil (PPB) e Gestão Escolar (PGE) 2015.
Entre os nomes anunciados, quatro são do Distrito Federal. José Maria Fernandes, 54 anos, diretor do Centro de Ensino Fundamental 8, em Taguatinga, está entre os representantes do DF. Em 2012, quando assumiu a direção do colégio, ele e a equipe escolar decidiram fazer uma pesquisa com a comunidade para verificar o perfil das pessoas da cidade e a realidade dos estudantes. Foram cerca de 480 famílias entrevistadas. Após o levantamento, Fernandes percebeu que teria que lutar contra graves problemas de violência, drogas e baixo rendimento escolar.
Com os dados em mãos, ele construiu o projeto pedagógico da instituição. Depois de 3 anos de muito esforço, os indicadores alcançados pela direção surpreendem.

O índice de repetência da escola está abaixo de 10%, diminuímos a evasão para menos de 1%, aumentamos a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e da Prova Brasil

José Maria Fernandes

No ranking do Ideb, o colégio está em 1º lugar em Taguatinga e exibe a 6ª colocação em todo o DF, juntamente com mais dois colégios. “Esse prêmio vem para coroar o nosso trabalho em equipe. Toda a comunidade escolar se realiza”, finaliza Fernandes.
Princesas Negras
As professoras Mariana Soares Ferreira, Patrícia Ramos de Freitas e Pilar Acosta também vão receber os prêmios na tarde desta quinta. Marina desenvolveu um projeto, voltado para os alunos de 4 a 5 anos, intitulado Princesas Negras. Ela analisou a literatura infantil e percebeu a ausência de protagonistas negros nos exemplares voltados para a meninada.
Depois de pesquisar minuciosamente as obras, a professora do Jardim de Infância 603, do Recanto das Emas, fez uma seleção de livros em que as personagens principais eram princesas negras e africanas e, mensalmente, desenvolveu atividades lúdicas envolvendo a contação de histórias desses volumes. A escola de Mariana, desde 2011, desenvolve programas educacionais que contemplam o debate de questões étnico e raciais.
A educadora Patrícia Ramos de Freitas criou o projeto Espetáculo de Parintins. Voltado para crianças com deficiências, a iniciativa será premiada na categoria ciclo de alfabetização.

Mulheres em todas as suas diversidades foram as fontes de pesquisa e inspiração para o “Heroínas sem Estátua – Conhecimento a partir das mulheres”, idealizado no Centro de Ensino Médio 01 (Centrão), de São Sebastião, pela professora de Maria del Pilar Tobar Acosta. Ela é doutoranda em linguística pela Universidade de Brasília (UnB) e também será homenageada. A atividade envolveu cerca de 350 estudantes de 1º e 2º anos do ensino médio e tinha como proposta contar e valorizar a vida e obra de mulheres que não tenham sido, na avaliação dos alunos, reconhecidas por seus feitos.

O resultado final será conhecido às 16h. O evento, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, premiará professores que demonstrem efetivas melhoras nos indicadores educacionais de acesso, de permanência e de rendimento dos alunos envolvidos a partir de experiência vivida na sala de aula. Dos 11.812 professores participantes desta edição do PPB, 30 professores são vencedores, sendo 5 por categoria. Será ainda divulgada uma premiação extra para o professor cujo projeto seja considerado o melhor na categoria.
(do Metrópoles)

MP pede imediata suspensão do plano tucano de reorganização escolar em SP

O promotor João Paulo Faustinoni e Silva, do Grupo Especial de Educação do Ministério público, afirmou ao Portal Vermelho que é de extrema importância que haja um diálogo do governo com estudantes, pais e professores, através dos grêmios, Fórum Estadual de Educação entre outros instrumentos que conduz as decisões  educacionais em São Paulo de forma democrática, o que não ocorreu com o plano de reorganização escolar, restando, como último recurso, as ocupações das escolas por estudantes.
O uso da violência e abuso de autoridade da polícia militar é outro ponto questionado pelo Ministério Público. João afirma que é importante que todos os estudantes que sofreram algum tipo de violência em manifestações façam um boletim e ocorrência para constar nas investigações.
Angela Meyer, presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), acompanhou a coletiva  e considera positivo o encaminhamento do Ministério Público. “O governador acha que governar por decreto é algo saudável, desrespeitando a democracia e a opinião de toda comunidade escolar. Nós nos organizamos conjuntamente, os secundaristas ocupam mais de 200 escolas, os pais fortalecem nossas ocupações, os advogados cumprem um papel fundamental ao dizer que é surreal essa medida. Assim, vamos de tijolo em tijolo desmoronando esse governo antidemocrático e fascista do Alckmin”.
Com a opinião pública cada dia mais contraria ao plano de reorganização e ao aubso de violência da polícia militar com os estudantes, o secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou nesta quinta-feira (3) em entrevista a Rede Globo, que o governo vai propor uma audiência pública com estudantes e pais de alunos, para debater a reorganização da rede estadual de ensino. No entando, o secratário não estipulou data, local e qual seria o formato para a suposta bertura do diálogo, fala semelhante a do secretário de educação, Herman Voorwald, que na semana passada, em entrevista à Rádio CBN, também prometeu divulgar o conteúdo do plano de reorganizão, mas não disse a data que isso iria ocorrer.
(do Portal Vermelho)

CUT e trabalhadores(as) estão nas ruas contra o golpe!

  • A nossa luta é pela democracia, conquistada com suor e sangue. Não aceitamos que a direita, os exploradores dos trabalhadores e seus representantes no Congresso tentem impedir o mandato da presidente eleita democraticamente pela maioria do povo nas urnas. Isso é golpe, que visa instalar um governo de retrocesso, da retirada de direitos históricos, contra interesses dos trabalhadores.
  • A nossa luta é contra a mentira dos derrotados nas urnas. Não aceitamos que qualquer processo de impeachment avance no Congresso Nacional com base em mentiras, sem provas de qualquer ato ilícito na gestão da Presidente eleita.
  • A nossa luta é contra a corrupção. Queremos a apuração de todas as denúncias e a punição de todos que comprovadamente cometeram crimes de desvio de recursos públicos. Não aceitamos, por exemplo, que acusados de terem contas no exterior com recursos de origem ilícita queiram usar um processo de impeachment para chantagear e tentar se livrar de processos de cassação do próprio mandato parlamentar.
  • A nossa luta é contra a estagnação e a recessão. Não aceitamos essa crise política provocada por golpistas para manter a economia estagnada e deteriorar patrimônios do povo, como a Petrobras e outras estatais, com objetivos privatistas, de interesse da direita e do capital internacional. Defendemos a estabilidade democrática, o fim do golpismo e as crises fabricadas. Queremos retomar o desenvolvimento econômico, acelerar e ampliar políticas sociais em benefício da população trabalhadora.
  • A nossa luta é por avanços. Exigimos o fim do golpismo para que o Legislativo retome a pauta da classe trabalhadora, que é a geração de emprego e renda, a ampliação de conquistas, o combate à precarização do trabalho (PLS 30 e PL 4330) e ao roubo de direitos. Queremos que o Executivo retome o programa pelo qual foi eleito, com uma nova política econômica que reduza juros, promova investimentos na produção e nas políticas sociais, buscando geração de emprego e renda e a diminuição da desigualdade social.

Por isso tudo, estamos nas ruas e vamos mantê-las ocupadas até que a democracia, a vontade e os direitos d@s trabalhador@s sejam respeitados.
Com informações da CUT Brasília

Por defesa do SUS, milhares vão às ruas em Brasília

Na tarde da última terça-feira (1), aproximadamente 15 mil pessoas se reuniram em Brasília para um grande ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação, que reuniu pessoas de diversos estados brasileiros, partiu da Catedral Metropolitana e seguiu até o Congresso Nacional.
Nem mesmo a alta temperatura e o implacável sol que castigava Brasília, cansou os manifestantes que seguiram em caminhada pelas ruas da capital. Entre eles, Madalena Margarida da Silva, secretaria nacional de Saúde do Trabalhador da CUT, que criticou a “paralisação do País pela direita”. “Precisamos derrubar essa agenda conservadora, que oprime mulheres, que oprime a classe trabalhadora, que oprime os mais pobre do Brasil. Temos que impor nossa agenda”, afirmou a dirigente cutista.
A precarização do trabalho, atrelado à terceirização, é fundamental para se compreender o adoecimento de trabalhadores da Saúde. “É a ameaça do capitalismo. A busca por lucros faz com que se explore o trabalho para além de seu limite, há assédio moral e sexual, há desvalorização e por isso temos que estar juntos, na rua, para defender o SUS dessa ofensiva”, convocou Madalena.
A secretaria adjunta de Saúde do Trabalhador da CUT, Maria de Fátima Veloso Cunha, também esteve no ato. “O SUS sofre um ataque nunca visto em sua história de 26 anos. Precisamos trazer para a população a realidade do SUS, mostrar que falta investimentos e brigar por mais recursos.”
Uma das principais bandeiras da manifestação foi justamente o aumento no repasse de verbas para a Saúde. Em inúmeras falas, a defesa do “Saúde+10” (PLP 321/2013), que está estagnado no Congresso Nacional.
Se o projeto fosse aprovado, o SUS contaria com um acréscimo no orçamento de cerca de R$ 46 bilhões, o que corresponde a 0,8% do PIB. “É uma briga importante, é preciso aumentar os recursos do sistema para que possamos garantir que todos os brasileiros tenham acesso à saúde”, afirmou o ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, que foi saudado pelos manifestantes. “Vim aqui como cidadão comum, que se preocupa com o SUS e que não quer ver a saúde ser tratada como mercadoria no Brasil”, explicou.
Abertura da Conferência
A agitada terça-feira em Brasília terminou com a abertura da 15ª Conferência Nacional da Saúde, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Durante o evento, o atual ministro da Saúde, Marcelo Castro, e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), foram vaiados pela plateia, formada majoritariamente por trabalhadores e trabalhadores da Saúde.
Compareceram, também, a abertura, os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e Wellington Dias (PT), do Piauí. Além da presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro, e dos ex-ministros da Saúde, Alexandre Padilha e Artur Chioro, o último foi muito aplaudido pelo público presente no Ulysses Guimarães, que em pé gritou seu nome.
Maria do Socorro abriu a Conferência e pediu uma nova agenda para o País. “Se as nossas pautas não estão colocadas no fluxo do Legislativo, nós temos que potencializar esse lugar e fazer com que os parlamentares assumam compromissos conosco. Nós não podemos pensar o Brasil a cada quatro anos, temos que pensar como um projeto maior.”
Também defendendo o “Saúde+10”, Maria do Socorro pediu mais investimentos na área. “Nós temos um dos maiores orçamentos dos ministérios, mas ele ainda não é o suficiente para atender todos os brasileiros e brasileiras, sabemos que o SUS não chega em todos os lugares do Brasil.”
Em meio às intervenções da mesa de abertura da Conferência, o público se manifestava pedindo o imediato afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). “Fora Cunha”, gritavam os trabalhadores.
O governador Rollemberg foi sucinto em sua fala. “Nós estamos aqui para nos associar à essa pauta de um financiamento maior do SUS”, disse em discurso célere, com menos de três minutos, fugindo das vaias que se acumulavam.
Já o atual Marcelo Castro, que encerrou a fila de discursos da noite, falou por quase 40 minutos e abusou da paciência da plateia, que o vaiava: “O SUS é a maior política pública de direitos humanos e sociais. Admiro a força dos usuários do SUS e seus trabalhadores. São incansáveis e obstinados. Todos vocês são merecedores de minha admiração”, elogiou. “Não pode haver retrocessos nas conquistas do direito à Saúde”, encerrou o ministro, que viu parte do público abandonar o Centro de Convenções durante seu discurso.
Para Fátima, secretária da CUT, a “Saúde é um bem-estar e não ausência de doença. Por isso, precisamos discutir, nessa importante conferência, diversos temas que cercam essa sensação de bem-estar”.
Pautas profundas da Saúde no Brasil precisam ser alcançadas nesta semana, explicou Madalena. “A marcha em defesa do SUS e a Conferência, que acontece nesse momento de crise política e econômica, tem como objetivo reforçar os debates e consolidação do Sistema Único de Saúde”, explicou a dirigente.

Alckmin sofre segunda derrota no TJ-SP contra ocupações de escolas

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sofreu sua segunda derrota perante o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Após decisão do último dia 23 suspendendo todas as reintegrações de posse em escolas ocupadas por estudantes contrários à reorganização do ensino no estado, o tucano ajuizou nova ação por meio de um mandato de segurança na mesma corte. A estratégia não surtiu efeito. Ontem (1º), a corte decidiu, por unanimidade, manter a decisão de novembro.

“Em uma decisão histórica, o desembargador que julgou a liminar do mandato determinou que não é possível passar por cima da decisão anterior do próprio TJ-SP e que as ocupações devem continuar pelo direito a educação e gestão democrática”, disse Karina Quintanilha, advogada que atua na defesa de direitos humanos, em entrevista para o site Consultor Jurídico.

A Procuradoria do Estado vem adotando a estratégia política, de acordo com Karina, de entrar com pedidos de reintegração de posse contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). “O tiro saiu pela culatra, pois o TJ reconheceu que não se trata de posse, mas sim de direito dos estudantes reivindicarem educação de qualidade”, explica.

A decisão do TJ-SP abrange apenas as escolas da capital, já que elas estavam presentes no processo julgado. Em outras cidades, juízes das comarcas locais podem decidir em sentido contrário à corte. E isso vem acontecendo. Seis cidades já expediram mandato de reintegração com uso de força policial: Campinas, São José dos Campos, Caieiras, São Carlos, Santos e Santa Cruz das Palmeiras.

O recurso à instância máxima é cabível em todos os casos, porém, enquanto correm os processos, a PM já retirou à força os estudantes. A Defensoria Pública, que atua na defesa dos estudantes, vem utilizando uma estratégia para fazer prevalecer a decisão do TJ. Eles entraram com recursos em varas locais utilizando a decisão prévia como argumento. O artifício vem mostrando resultados positivos em algumas cidades.

Para fundamentar sua decisão, ainda em novembro, o TJ-SP utilizou o argumento de que existe uma falta de diálogo entre governo e sociedade sobre a reestruturação por meio da qual devem ser fechadas, no mínimo, 93 escolas. Em seu voto vencedor, o desembargador Magalhães Coelho questiona a legitimidade do procedimento adotado pela gestão Alckmin. “Esse estado está vinculado aos vetores axiológicos da Carta Republicana, dentre os quais o respeito à dignidade humana, o pluralismo e à gestão democrática das políticas públicas. Não será com essa postura de criminalizar e ‘satanizar’ os movimentos sociais e reivindicatórios legítimos que o Estado alcançará os valores abrigados na Constituição.”

A falta de diálogo é apontada como um fator preponderante das ocupações e de críticas, inclusive da própria Apeoesp. Para a corte, as ocupações não visam a tomar posse de um prédio público, mas reivindicar diálogo.

Na tarde de hoje, em audiência de conciliação em Guarulhos, não houve acordo. A Justiça decidiu rejeitar pedido de liminar do estado pela integração de posse das escolas estaduais Conselheiro Crispiniano, Alayde Maria Vicente e Professora Alice Chuery.
(da Rede Brasil Atual)

Jornal Brasil Popular será lançado nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro

Militantes progressistas, inquietos com a falta de um jornal que se diferencie da ditadura midiática brasileira, reuniram-se para propor a criação de um jornal popular impresso para defender os valores democráticos de uma sociedade mais igualitária, valores estes hostilizados pela grande mídia, que desde as eleições de outubro de 2014, de forma mais sistemática, abre mais espaço para políticos e personagens conservadores atacarem e ameaçarem a democracia.
E chegou a hora. O Jornal Brasil Popular será oficialmente lançado nesta sexta-feira (4), na Plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto (Banca de Jornal), às 16h30.
Saiba mais
Jornal Brasil Popular tem como objetivo proporcionar às camadas populares o acesso a fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira, a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários.
O Jornal Brasil Popular se propõe a informar em linguagem popular, sem usar de sensacionalismo, para ajudar o leitor a sustentar uma opinião crítica ao que é publicado na grande mídia e apoiá-lo como protagonista das lutas democráticas, a partir de um diálogo franco com a verdade e o mundo real.
O Jornal Brasil Popular será de distribuição gratuita, inicialmente semanal, em formato tablóide, com oito páginas e tiragem de 20 mil exemplares, para distribuição nas camadas populares no Distrito Federal. O jornal impresso terá uma versão digital, para acesso via internet.
À frente de sua produção está uma equipe de editores, repórteres, diagramadores e fotógrafos, que contará com a colaboração solidária de outros jornalistas e não-jornalistas, especialistas em saúde e economia, sociologia e sindicalismo, ecologia e agricultura, arte e cultura, e outras áreas.
Raros são os veículos de alcance popular que se contrapõem ao dilúvio de mentiras diariamente lançadas à sociedade. Nosso jornal nasce para combater as iniquidades, defender justiça social e propagar solidariedade. Nasce modesto e com grande chance de êxito, pois abraça uma grande causa e, na história do Brasil, sempre que uma grande causa esteve ameaçada, surgiram jornais porta-vozes em sua defesa, como nas lutas pela abolição da escravidão e pelo fim da ditadura militar.
Essa demanda e essa aspiração explicam o surgimento do Jornal Brasil Popular para defender as causas democráticas, os direitos dos trabalhadores e as políticas de distribuição de renda que farão do Brasil um país mais próspero e mais justo.
Neste sentido, convidamos a todos os militantes progressistas que lutam pela efetiva democratização dos meios de comunicação para junto conosco participar do evento de lançamento e distribuição da primeira edição.
Programação
Data- 4 de Dezembro de 2015 (sexta feira)
Local- Rodoviária do Plano Piloto- Banca de Jornal – Plataforma superior
Horário – Inicio- 16h30 Término- 19h
Após este horário teremos uma atividade cultural na sede da TV Comunitária.
Horário- 20h
Local- TV Comunitária
Endereço- SIG – Quadra 3 Bloco B-46 Edifício Bernardo Monteverde II

Ato homenageia trabalhador morto há 16 anos no Massacre da Novacap

atotrabalhador
Nesta quarta-feira (2) faz 16 anos de um dos maiores e trágicos ataques à organização dos trabalhadores em Brasília, que entrou para a história da cidade como o Massacre da Novacap. O trabalhador José Ferreira da Silva, morto naquele dia do massacre pela polícia de choque, com tiros de escopeta calibre doze à queima roupa, foi homenageado em ato promovido pelo Sindser-DF e trabalhadores da Companhia. Coroas de flores e álbum de fotos relembrando a ação criminosa foram colocados na Praça que hoje carrega o nome de José Fereira, em frente à Novacap,
Os trabalhadores e trabalhadoras recordaram com pesar o dia mais triste da história de luta da categoria. O que era uma assembleia pacífica em 1999, que discutia a campanha de  data-base, terminou com o assassinato de José e ferimentos em mais de 30 servidores. Entre eles, dois trabalhadores ficaram cegos atingidos por balas de borracha no rosto. Mais de 600 servidores saíram traumatizados com a truculência usada por 150 policias do governador Roriz, que investiram feroz e covardemente sobre os trabalhadores.
O atual presidente do Sindser-DF, sindicato que representa a categoria, André Luiz da Conceição, relembrou o dia do massacre com revolta. Ele relatou que por diversas a direção do sindicato tentou o diálogo com os policiais. “Quanto mais pedíamos diálogo mais atacados nós fomos”. O dirigente ressaltou a importância dos trabalhadores da Novacap relembrarem aquele momento. “Nós não temos que nos lembrar do massacre em cada ano e sim todos os dias, cada vez que estivermos na luta. Temos que honrar a memória de José e de todos aqueles companheiros que foram feridos. E é lutando que faremos isso porque em nenhum momento, mesmo massacrados, não fugiram da luta”, avaliou.
O momento é emblemático para os trabalhadores. Eles estão em greve há quase um mês por causa da inflexibilidade da direção da Novacap em fechar acordo e atender as reivindicações dos servidores. Tanto que tiveram que recorrer à Justiça para resolver o impasse. Agora esperam o julgamento do dissídio coletivo previsto para esta semana.
Diante do impasse, os trabalhadores da Novacap marcaram assembleia para sexta-feira (4) no mesmo local do ato, em frente à empresa.
Com informações da CUT Brasília

Autoritarismo transforma projeto de Alckmin em mobilização histórica

No dia 23 de setembro, a gestão Alckmin divulgou uma reorganização da rede estadual de ensino. Com o objetivo de unir estudantes de um único ciclo na mesma escola, o projeto prevê o fechamento de 93 unidades e a transferência de mais de 300 mil alunos. A divisão obriga os estudantes a deixarem escolas em que sempre estudaram, além de separar irmãos que frequentavam a mesma unidade.
Construída sem nenhum diálogo com estudantes, educadores e a população, a proposta imposta pelo governo paulista teve forte reação contrária. Alunos de dezenas de escolas do Estado se organizaram para protestar ocupando as unidades previstas para serem fechadas. De acordo com balanço do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) desta terça-feira (1), são 205 escolas tomadas pelos estudantes. A Secretaria da Educação confirma manifestações em 194 unidades.
Para Rosemary Segurado, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da faculdade de Sociologia da PUC-SP, é impossível implantar uma política pública desse porte sem discutir amplamente com a população.
— O secretário [da Educação] e o governador esqueceram que vivemos em uma sociedade democrática e acharam que iam fazer um projeto com meia dúzia de pessoas, sem consultar a sociedade, e que iam impor esse projeto e não ia ter resistência. Não tem como validar uma política pública de uma forma tão autoritária como estamos vendo no Estado.
A principal justificativa do governo para a realização da reforma na rede é a susposta melhoria no desempenho dos alunos que passariam a conviver apenas com outros estudantes da mesma faixa etária e nível de conhecimento. Para Vitor Paro, professor da Faculdade de Educação da USP, não há nada que comprove a eficácia da proposta.
— É estapafúrdio, sem nenhum sentido. Vai contra toda a ciência e a teoria da educação, não tem cabimento. A melhor educação é a que tem convivência com jovens, adultos. É bobagem. Isso é ignorância ou má fé.
Para ele, o objetivo do Estado é reduzir custos.
— Isso não é reorganização. O estado queria gastar menos. As políticas públicas da educação têm sido voltadas para proteção da iniciativa privada.
A Secretaria de Educação do Estado, por sua vez, sempre garantiu que a decisão do futuro das escolas afetadas pela reforma foi tomada conjuntamente. Em outubro deste ano, Sandoval Cavalcanti, Dirigente Regional de Ensino da Sul 1, declarou ao R7 que nenhuma unidade seria fechada.
— Nenhuma escola foi notificada [sobre fechamento]. Elas foram orientadas. Fizemos uma reunião na diretoria de ensino informando sobre os procedimentos da reorganização. Apresentamos propostas da secretaria, da diretoria de ensino e pedimos para que os diretores retornassem, avaliassem com a comunidade escolar e, se necessário, reencaminhassem uma contra proposta para a diretoria.
Rosemary discorda que tenha ocorrido esse diálogo na época do projeto e declara que atualmente, em meio à onda de protestos e ocupações, o debate continua não existindo.
— O governador e o secretário poderiam aproveitar esse movimento social e organizar uma discussão que a sociedade precisa e merece, mas são autoritários e dizem que querem o diálogo, mas o diálogo é a força policial.
Decreto 
governo publicou nesta terça o decreto que autoriza a transferência de professores para a implementação da reorganização. O decreto indica que as transferências ocorrerão “nos casos em que as escolas da rede estadual deixarem de atender um ou mais segmentos ou quando passarem a atender novos segmentos”.
É o primeiro documento que traz algum detalhamento da proposta. Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, ele só enfatiza a falta de empenho do governo estadual em discutir com todos os educadores e alunos.
— Não tem nada de reorganização ali [no decreto], não tem nada de novo. Nós vamos insistir no diálogo.
Segundo ela, as ocupações vão continuar.

— Está na hora do governo parar e refletir que todas as ações violentas de tentar impor a reorganização não estão surtindo efeito. Ainda que o governador consiga impor, não terá sossego. O movimento vai continuar, os alunos vão continuar ocupando escolas.
Conflitos com a polícia 
Nesta terça, a manifestação de estudantes contra a reorganização das escolas registrou protestos e confusões. Policiais militares reprimiram alunos que ocupam a escola estadual Maria José, no bairro da Bela Vista, região central, após pais e professores quebrarem o cadeado e entrarem no colégio na tentativa de desocupá-lo.
De acordo com a Polícia Militar, outra confusão envolvendo pais e alunos foi registrada na Escola Estadual Doutor Octávio Mendes, na avenida Voluntários da Pátria, em Santana, na zona norte de São Paulo. Pais e alunos que são a favor à reorganização escolar querem a normalização das aulas na escola, que está ocupada por outro grupo de estudantes, contra a medida.
Ex-ministro critica reorganização escolar em SP
Contra reorganização, estudantes bloqueiam via com cadeiras de salas de aula
Outro lado
Em coletiva de imprensa realizada no fim de outubro, o Secretário da Educação do Estado Herman Voorwald, forneceu dados sobre a reorganização. De acordo com a pasta, 311 mil alunos serão movimentados em 162 municípios. Além disso, o número de escolas com um segmento passará de 1.443 para 2.197; o de dois ciclos irá de 3.209 para 2.635 e as unidades com três segmentos passarão de 479 para 315. Entre as mudanças, o secretário destacou que 2.956 classes que estavam ociosas passarão a ser usadas pela rede.
No mês seguinte, em nova coletiva de imprensa, Voorwald afirmou ia continuar a dialogar ao máximo com todas as escolas para garantir uma desocupação pacífica dos prédios. Na ocasião, o secretário também criticou a participação de movimentos que não são ligados à educação no que ele chamou de “invasão de escolas públicas”, mas disse apoiar os alunos.
— A fala do estudante, o gostar da escola é exatamente o que faltava na educação básica, faltava participação dos estudantes. Esse é um movimento que eu respeito. O que não concordo é quando tem participação de entidades que não tem como questão a educação.
Além disso, Voorwald voltou a afirmar que todo o projeto de reorganização foi discutido com os envolvidos e disse que, apesar das críticas e das diversas manifestações, há alunos satisfeitos com o ensino público.
— Há estudantes e pais satisfeitos. Temos que entender o que está por trás disso [protestos contra a reorganização]. Quero entender as demandas e críticas.
(do R7)

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