Luta em favor da educação cresce e já são 43 escolas ocupadas em São Paulo

Em protesto contra a “reorganização” imposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende fechar pelo menos 93 escolas e extinguir a oferta de ensino médio no período noturno e ensino de jovens e adultos (EJA) em diversas delas, os alunos ocupam 43 escolas. Ao longo do dia de hoje (17), dez escolas foram ocupadas: uma em Bauru, no interior do estado, três em Santo André, no ABC, duas na capital, uma em Jundiaí, uma em Osasco, uma em Diadema e uma em Jandira.
A primeira escola ocupada foi a E.E. Diadema, na região central do município, na segunda-feira da semana passada (9). A segunda, o Fernão Dias Paes, na capital paulista, na manhã do dia 10. A partir da última sexta-feira (13), mais escolas começaram a ser ocupadas. No último sábado, os professores foram impedidos de entrar nas escolas para participar da reunião com pais, para esclarecimentos sobre os detalhes da “reorganização”. Houve repressão policial. Ontem, os alunos ocuparam 13 escolas.
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(da Rede Brasil Atual)

Mulheres negras marcham por reconhecimento e igualdade racial

Milhares de mulheres saem às ruas nesta quarta-feira em Brasília-DF (18), contra a histórica condição de rebaixamento que as mulheres negras foram obrigadas a passar no Brasil durante séculos, processo que ainda reflete nas relações sociais contemporâneas. Está prevista a participação de 24 a 30 mil pessoas na manifestação, além de delegações vindo da América Latina e África.

 

Marcha das mulheres negras

Segundo Mônica Custódio, secretária de igualdade racial da CTB e uma das organizadoras da marcha, a ação cumpre o papel de buscar uma reparação histórica do protagonismo da mulher negra e dar visibilidade as suas movimentações. “Em todo o passado de nosso país, nós ocupamos as principais trincheiras de resistência, principalmente, contra o patriarcado. As primeiras assalariadas foram as mulheres negras, assim como as primeiras ações de empreendedorismo, tendo em vista que, muitas mulheres, juntavam dinheiro para comprar e alforria dos seus filhos e maridos. O candomblé e umbanda, por exemplo, eram formas superinteligentes de respeito a outras crenças, mesclando a religião com um ambiente de resistência à escravidão”.
A secretaria afirma que nos dias atuais, é importante frisar que as reivindicações da mulher negra vêm ao encontro da luta de gênero e que, acima de tudo, perpassa por uma questão classista. “Muitas vezes tal reconhecimento não existe, por isso, a marcha possui o significado também de reafirmar tais aspectos para dentro e fora do movimento social”, aponta.
Mônica alerta para a situação atual da população negra que, mesmo com a implementação nos últimos 12 anos de políticas públicas de inclusão racial, ainda sofre com o genocídio da juventude e com o feminicídio das mulheres. “Tivemos avanços históricos, no que diz respeito às políticas públicas de inserção na educação e saúde, mas travamos em outros aspectos importantíssimos. Não vamos obter conquistas profundas sem salários iguais com trabalhos de igual valor. Na terceira onda cientifico industrial, Marx nunca teve tanta razão. É a concentração se renda que gera a discriminação, baseado no critério de cor, raça e gênero. Fazer a luta de classes neste contexto conjuntural, com o reconhecimento da militância é essencial”.
Quando indagada sobre a faces do preconceito, Mônica afirma que, o racismo institucional, é o principal inimigo de classe. “É uma espécie de racismo que dá toda a segurança para o estado cometer suas atrocidades. Mulheres negras sofrem preconceito nos hospitais, mesmo quando não cometem o aborto e na hora do parto, são vítimas da negligência. A forma que a polícia entra, por exemplo, em uma festa rave: O policial bate na porta com toda educação. Em baile funk já chegam atirando. No mercado de trabalho é a diferença salarial que abate a população negra. Na educação, são vários casos de estudantes negros que sofrem ofensas pesadas nas universidades e que tal crime não gera punição alguma. O racismo recrudesce, precisamos lutar a cada dia mais contra tal situação”, conclui.
(Do Portal Vermelho)

Professores de escolas ocupadas de SP são ameaçados de sofrer corte nos salários

Professores de escolas ocupadas por estudantes, em protesto contra o fechamento de pelo menos 94 instituições de ensino pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), estão sendo ameaçados por diretorias de ensino de corte nos salários, de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O motivo seria a entrega do cartão de ponto incompleto, já que, com a ocupação, os professores não conseguem dar aulas.
“Estamos orientando os docentes que essa postura é ilegal, já que foi um ato deliberado exclusivamente pelos alunos. As escolas estão ocupadas e quem está fora não pode entrar”, afirmou a conselheira da Apeoesp Regina Sena, alocada na regional Sudeste-Centro, da capital paulista. Ela confirma que professores das regionais Norte e Centro-Oeste também estão recebendo o mesmo tipo de ameaças, além de docentes do interior do estado.
Procurada, a Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou até o fechamento da reportagem. “Já pedimos uma reunião com a responsável pela nossa diretoria de ensino para esclarecer a situação”, acrescentou Regina.
O professor Luís Mendes, que leciona História na Escola Estadual Ana Rosa Araújo, ocupada na manhã da última sexta-feira (13), foi um dos que recebeu  ameaça de corte nos salários. “Entendemos que isso é um ação para nos afastar da luta dos alunos e influenciá-los a desistir. Mas os professores que estão com eles continuam”, afirmou.
O governo Alckmin justificou o fechamento das escolas dizendo que vai reunir apenas alunos do mesmo ciclo – fundamental I e II e médio – nas escolas e com isso melhorar a qualidade do ensino. Professores e estudantes temem que as mudanças levem à superlotação de salas, demissão de docentes e à redução de salário decorrente da redução de jornada. Além disso, a Apeoesp acredita que o número de escolas a serem fechadas será muito maior.
(Da Rede Brasil Atual)

Contra fechamentos, alunos da rede pública ocupam escolas em SP

Contra o projeto de reorganização escolar do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) que ameaça fechar 94 colégios, estudantes da rede pública de ensino ocupam colégios em todo o estado.
Até domingo (15), o Sindicato do Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), havia contabilizado um total de 19 colégios ocupados. A página Não feche minha escola divulgou nesta segunda (16) um total de 25 escolas ocupadas.
O juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, suspendeu as reintegrações de posse dos colégios ocupados em São Paulo.
Truculência
No sábado (14), o colégio José Lins Rego foi palco da truculência da polícia contra os manifestantes. Um vídeo divulgado pelo Fabebook, na página Não fechem minha escola, mostra a atuação dos policiais
O professor Edivan, um dos agredidos na reintegração de posse sem autorização judicial, postou nas redes sua indignação com o ocorrido. “O que me dói, de verdade, no corpo e na alma, é ser um educador num estado em que a educação pública agoniza e se debate em medidas paliativas, implementadas de forma unilateral e autoritária”, desabafa o professor.
O colégio E.E Diadema, o primeiro a ser ocupado, sofre ameaças de reintegração, conforme informou o SPTV, da Rede Globo. Segundo o jornal, a polícia disse que os estudante tem até as 14h30 de hoje para deixarem o local.
Conquistas
A mobilização dos alunos colhe frutos, em Piracicaba a E.E Augusto Melega não será mais fechada, conforme divulgou o Jornal de Piracicaba, apesar disso, o colégio Melo Cotrin, no bairro Pauliceia, será fechada.
A EE Professor Pio Telles Peixoto, uma das que foi ocupada pelos estudantes, não vai mais ter retirado o ensino fundamental.
Ato Nacional
No Facebook(https://www.facebook.com/events/1648814868710708/), estudantes da E. E. Diadema convocam um dia nacional de lutas e ocupações de escolas para essa quinta feira, dia 19 de Novembro.
Lista de ocupações
Segundo a página Não Fechem Minha Escola, essas são as unidades ocupadas por estudantes:
1- E.E. Diadema CEFAM – Diadema
2- E.E. Fernão Dias Paes – ZO
3- E.E. Salvador Allende – ZL
4- E.E. Heloísa Assumpção – Osasco
5- E.E. Castro Alves – ZN
6- E.E. Valdomiro Silveira – Santo André
7- E.E. Dona Ana Rosa – ZO
8- E.E. Antônio Manuel Alves de Lima – ZS
9- E.E. Sílvio Xavier Antunes – ZN
10- E.E. Oscavo de Paula – Santo André
11- E.E. Comendador Miguel Maluhy – ZS
12- E.E. Elizete Oliveira Bertin – Embu
13- E.E. Antônio Adib Chammas – Santo Andr
14- E.E. Cohab Inácio Monteiro III – ZL
15- E.E. Mary Moraes – ZS
16- E.E. José Lins do Rego – ZS
17- E.E. Coronel Antonio Paiva de Sampaio – Osasco
18- E.E Professora Neyde Apparecida Sollitto – ZS
19- E.E Prefeito Mario Avesani – Santa Cruz das Palmeiras
20- E.E. Flávio José Osório Negrini – ZS
21- E.E. João Kopke – Centro
22- E.E. Délcio de Souza Cunha – Diadema
23- E.E. Padre Sabóia de Medeiros – ZS
24- E.E. Sinhá Pantoja – ZS
25- E.E. Egídio Damy – ZN
Posição
A reportagem tentou entrar em contato com as secretarias de Educação e Segurança Pública do estado, mas não obteve sucesso.
Vídeo
Assista ao vídeo “alunos da Fernão presentes”, da TV Carta, a respeito da ocupação dos alunos da Escola Estadual Fernão Dias.
(Do Brasil de Fato)

"Fora Cunha" leva milhares de pessoas às ruas das principais capitais brasileiras

Movimentos populares levaram milhares de pessoas às ruas em mais de dez cidades brasileiras, nesta sexta-feira (13), contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Foto: Jornalistas Livres

Os atos levaram às ruas diversas denúncias contra o parlamentar, mas foi encabeçado, principalmente, pela pauta feminista. As mulheres protestaram contra o Projeto de Lei 5069, que visa mudar as regras para se realizar o aborto em caso de estupro no Brasil. Caso o PL seja aprovado, o acesso das mulheres à pílula do dia seguinte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, será dificultado já que os médicos não serão obrigados a receita-la.

“Nós vamos escolher quando teremos nossos filhos. Não é um fundamentalista que vai dizer quando vamos tê-los e como cuidar da nossa saúde. Fora Cunha e fica pílula!”, disse Maria do Carmo, da Marcha Mundial das Mulheres, durante o ato em Curitiba (PR).

Além disso, os movimentos alertaram contra a agenda conservadora que Cunha está impondo à Câmara com projetos – como a redução da maioridade penal e o da terceirização -, bem como para as acusações de corrupção e enriquecimento ilícito depois do Ministério Público da Suíça ter descoberto mais de US$ 5 milhões em contas secretas no nome da esposa de Cunha, Cláudia Cruz.

“Estamos gritando Fora Cunha tanto porque ele simboliza muito o que há de corrupção no nosso sistema político, mas também porque ele representa muito dos retrocessos que tenta se impor à juventude e sobretudo a juventude negra”, afirmou Danilo, do Levante Popular da Juventude. Ele também lembrou que a Proposta de Emenda a Constituição 171, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi aprovada por meio de uma manobra do parlamentar.

PL Antiterrorismo

Movimentos também alertam para o perigo do avanço de projetos que ciminalizam as manifestações sociais. É o caso do chamado PL Antiterrorismo, que foi enviado pelo governo para o legislativo, e já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Raimundo Bonfim, da Central dos Movimentos Populares (CMP) aponta que o texto do projeto é “genérico” e pode enquadrar como terrorismo qualquer manifestação de rua no Brasil. “Esperamos que o projeto seja considerado inconstitucional pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Estamos em uma situação muito difícil, de um lado o Cunha retirando direitos civis e sociais e, por outro lado, uma lei que tenta intimar a ação dos movimentos. Então é um momento difícil que temos que resistir com muita pressão popular”, disse.

Pelo Brasil

Em Porto Alegre (RS) cerca de 200 pessoas caminharam do Largo Jornalista Glenio Peres até o Largo Zumbi dos Palmares, no centro da cidade. Em Curitiba (PR) os manifestantes levaram um boneco representando o presidente da Câmara e jogaram dólares falsos em crítica às contas secretas de Cunha na Suíça

Na região sudeste, aconteceram atos em São Paulo e Belo Horizonte (MG). Nas duas cidades, militantes se fantasiaram de Eduardo Cunha e representaram o parlamentar atrás das grades. No Nordeste, as manifestações foram no centro de Campina Grande (PB) e Maceió (AL). Paula Adissi, da Consulta Popular, afirmou que o ato na cidade paraibana optou “pelo diálogo com a população que passa pelo Centro, com arte e cultura”.

(Do Brasil de Fato)

Pesquisa do IBGE aponta redução no índice de analfabetismo no país

O Brasil reduziu em 4,3 pontos percentuais o número de analfabetos de 2001 a 2014. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 13. A taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais foi estimada em 8,3%, o que significa, de acordo com o IBGE, 2,5 milhões de pessoas analfabetas a menos, em relação a 2001.
Em entrevista coletiva realizada em São José dos Campos (SP), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que o desafio é a alfabetização dos brasileiros maiores de 60 anos. De acordo com a pesquisa, 23,1% dos analfabetos estão nesta faixa etária. Esse percentual caiu 1,3 pontos em relação a 2012.
“O analfabetismo se concentra especialmente na população com mais de 60 anos e, sobretudo, na área rural, concentrado no Nordeste, no semiárido do Brasil”, disse. “Nosso maior desafio é incentivar o trabalhador pobre, de mais idade, a voltar a estudar”, explicou Mercadante.
O ministro também destacou o avanço que o país vem obtendo na alfabetização de jovens entre 15 e 19 anos, faixa que tem o índice de analfabetismo de 0,9%. “Em 20 anos, nós praticamente erradicamos o analfabetismo no Brasil”, afirmou.
De 2004 a 2014, a região Nordeste teve a maior redução do analfabetismo, em 5,8 pontos, passando de 22,4% para 16,6% de sua população, mas ainda é a região com o maior número de analfabetos. A região Norte teve uma redução de 4 pontos, de 13% para 9%; o Centro-Oeste, 2,7 pontos (de 9,2% para 6,5%), o Sudeste, 2 pontos (6,6% para 4,6%) e o Sul, de 1,9 ponto (de 6,3% para 4,4%).
Mercadante destacou que a média de anos de estudos aumentou de 2004 até o ano passado, passando de 6,5 anos para 7,7 anos em média. As mulheres têm, em média, 8 anos de estudo, enquanto os homens tem 7,5 anos.
De acordo com o estudo, a taxa de escolarização apresentou avanços significativos, principalmente na faixa de crianças de 4 a 5 anos de idade, em que avançou de 81,4% em 2013 para 82,7% em 2014. O desafio ainda persiste na faixa de 15 a 17 anos, onde o indicador se manteve estável no período, permanecendo em 84,3%. “Nós vamos ter que discutir o ensino técnico e profissionalizante junto com o ensino médio. Muitos jovens estão indo mais cedo para o mercado de trabalho, o ensino médio tem que abrir uma perspectiva no ensino técnico”, concluiu.
(Do MEC)

Alunos vão ter catraca livre nos ônibus aos sábados para reposição de aula

O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) liberou as catracas aos sábados para todos os estudantes da rede pública do Distrito Federal que usam o Passe Livre Estudantil (PLE). A medida vale até quando durar a reposição das aulas nas escolas em razão da greve dos professores que durou 29 dias.
A liberação no sistema acontece a partir do próximo sábado (21/11) sem necessidade de os estudantes comparecerem aos postos do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA).
O aluno que tiver algum problema ou dúvidas em relação a essa liberação do PLE pode procurar um dos quatro postos do SBA.

O perigo da O.S1 na educação pública

Como educador e pessoa humana compartilho uma impressão sobre a Organização da Sociedade (O.S) que se mostra preocupante pelo fato de ser o que considero uma ameaça e um perigo aos quatro aspectos interpenetrantes da educação: Escola pública, magistério público, financiamento e função social do Estado. Parto das contribuições de Pablo Gentili em obra a falsificação do consenso: simulacro e imposição na reforma educacional do neoliberalismo e de argumentos do governador de Goiás Marconi Perillo em artigo pesquisado: “Governador Marconi Perillo pretende repassar a administração de unidades educacionais estaduais para as organizações sociais. Modelo a ser adotado obteve grande sucesso nos Estados Unidos”.
O objetivo é problematizar e desqualificar a O.S que se afigura como uma faceta neoliberal amplamente perversa para a educação pública.
Clique aqui e confira o artigo completo do professor Cristino Cesário Rocha.

Sua filha ocupou uma escola em SP? Parabéns, ela teve uma boa educação

Gostaria de entender a cabeça de quem passa a vida inteira reclamando que “jovens” fogem da escola e não dão a devida importância à educação e, agora, tacha de “baderneiros” a molecada que ocupa unidades de ensino para protestar contra um projeto educacional que eles consideram descabido e pouco transparente.
Na noite desta quinta (12), em frente à Escola Estadual Fernão Dias, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, ocupada por estudantes, organizados e conscientes, e cercada por dezenas de policiais, pensei que, se fosse pai de um deles, sentiria um orgulho grande. Porque saberia que a educação que ajudei ele ou ela a construir valeu a pena.
Estudantes ocuparam, pelo menos, seis escolas públicas em São Paulo para protestar contra o projeto de reorganização da educação no Estado, que vai fechar 94 unidades e redistribuir milhares de alunos. O objetivo do governo é que as unidades seja dividas por ciclos. Independentemente das razões pedagógicas ou da razoabilidade da ideia, a ação não foi debatida com a comunidade e, portanto, nasce errada.
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Algo que vai mudar profundamente a vida de tanta gente ser imposta de cima para baixo não faz sentido dentro de uma democracia. Ainda mais quando tratamos de educação.
Como aqui já disse, muitos de nós levam para a rua cartazes de “Mais Educação” de forma vazia. Pois quando se deparam com as reivindicações reais para uma educação que faça sentido aos envolvidos, rangem os dentes, torcem o nariz e insultam. Alguns gritam “vagabundos”. Outros pensam impropérios.
Educar por educar, passar dados e técnicas, sem conscientizar o futuro trabalhador e cidadão do papel que ele pode vir a desempenhar na sociedade, é o mesmo que mostrar a uma engrenagem o seu lugar na máquina e ponto final.
Uma das principais funções da escola deveria ser produzir pessoas pensantes e contestadoras que possam colocar em risco a própria estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está.
Educar pode significar libertar ou enquadrar. Que tipo de educação estamos oferecendo? Que tipo de educação precisamos ter?
Em algumas sociedades, pessoas assim, que protestam, discutem, debatem, discordam, mudam são úteis para fazer um país crescer. Por aqui, são vistas com desconfiança e chamadas de mal-educadas e vagabundas.
Ironia? Não, retrato de um Brasil em que a democracia funciona desde que cada um saiba seu lugar. E fique quieto nele.
(Do Blog do Sakamoto)

Mais uma vez, mulheres ocupam ruas de SP e RJ contra Cunha

Na última quinta-feira (12), as ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro foram novamente das mulheres. Elas repetiram a dose dos dias 28 e 30 de outubro e marcharam contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o PL 5069/13, que dificulta o acesso de mulheres vítimas de violência sexual ao aborto legal.
Dessa vez, as manifestações consideraram o recorte racial e foram conduzidas, em ambas as cidades, por mulheres negras. Nada mais justo, já elas que sofrem, além da opressão pelo gênero, a opressão pela raça. Segundo o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, divulgado no dia 9, as taxas de homicídios de mulheres negras cresceram 54% em dez anos no Brasil (de 2003 a 2013), enquanto as de mulheres brancas caíram 9,8% no mesmo período.
Na capital paulista, o ato – que contou com 5 mil pessoas, segundo os organizadores – saiu da Avenida Paulista e terminou em locais distintos: uma parte foi para o Largo da Paissandu, no Centro; outra rumou para a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, onde alunos secundaristas fazem uma ocupação contra a “reorganização” da rede estadual de educação promovida pelo governo de Geraldo Alckmin. Já no Rio, o protesto – do qual participaram 4 mil manifestantes, também de acordo com a organização – partiu do prédio da Assembleia Legislativa (Alerj) e acabou na Cinelândia.
Selecionamos algumas imagens que retratam o clima das duas marchas. Confira.
Rio de Janeiro:
(Mídia NINJA)
(Mídia NINJA)
(Mídia NINJA)
(Mídia NINJA)
(Mídia NINJA)
São Paulo:
(Mídia NINJA)
(Mídia NINJA)
(Roberto Parizotti/Secom CUT)
(Roberto Parizotti/Secom CUT)
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(Do Portal Forum)

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