Ministro ratifica compromisso do Brasil com metas do PNE

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira, 4, em Paris, que a educação é o instrumento mais efetivo para a redução das desigualdades. Ele falou durante a abertura da cerimônia de adoção do Marco de Ação da Agenda 2030, aprovado por ministros da área de educação dos países membros da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
De acordo com o ministro, a educação é o vetor da consolidação do cidadão no exercício de seus direitos, a partir da ampliação das oportunidades de acesso a emprego e renda. Mercadante ressaltou que a educação favorece os processos de inovação tecnológicos que ampliam os meios de produtividade e competitividade. “A educação é, em poucas palavras, o principal instrumento da construção de uma cultura de tolerância e paz, valores fundamentais da democracia”, disse.
Mercadante também salientou o total comprometimento do Brasil com o objetivo de desenvolvimento sustentável número 4 do Marco de Ação da Agenda 2030, que garante educação inclusiva, equitativa e de qualidade e promove oportunidades de aprendizagem por toda a vida. Ele citou o Plano Nacional de Educação (PNE) do Brasil, com macrometas para a próxima década que vão orientar todo o sistema educacional brasileiro.
Para o ministro, o PNE, assim como o Marco de Ação da Agenda 2030, aborda metas quantitativas e qualitativas, da creche à pós-graduação.
Metas — Ao exemplificar as iniciativas previstas no PNE, o ministro citou a meta número 7, relativa à qualidade da educação básica, com objetivos estabelecidos para cada biênio, e a implantação da Base Nacional Comum Curricular. Mercadante falou também sobre a meta número 1, segundo a qual todas as crianças devem estar na pré-escola já em 2016, e sobre o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, compromisso assumido pelo governo federal, Distrito Federal, estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do terceiro ano do ensino fundamental.
Entre outros temas abordados pelo ministro estão o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), com mais de oito milhões de matriculas nos últimos três anos; a implementação do sistema de cotas nas universidades públicas para populações de baixa renda, indígenas e afro-descendentes; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que garante bolsas de estudos em faculdades particulares para estudantes de baixa renda, e o programa Ciência sem Fronteira, com oferta de bolsas no exterior a estudantes de graduação e de pós-graduação.
Ao concluir sua fala, o ministro destacou os grandes avanços pelos quais passou o Brasil na última década no combate à pobreza, na redução das desigualdades e na inclusão educacional. “Por tudo isso, com determinação e convicção, o Brasil apoia e felicita o Marco de Ação da Educação 2030”, disse. “Estamos todos totalmente envolvidos e empenhados em sua plena implantação.”
Marco — A reunião que aprovou o Marco de Ação da Agenda 2030 foi realizada durante a 38ª Conferência-Geral da Unesco. Participaram ministros da área de educação dos 195 países membros da entidade, que este ano completa o 70º aniversário e acolherá, nos dias 16 e 17 próximos, o Fórum de Dirigentes. Participarão do encontro os chefes de estado e governo dos países integrantes da organização.
A agenda de trabalho do ministro nesta quarta-feira, 4, incluiu ainda reuniões bilaterais com ministros da Educação da Noruega, Finlândia e Angola.
(Do MEC)

Contra Eduardo Cunha, jovens promovem ações em 16 estados brasileiros

Como uma forma de denunciar as “ações conservadoras” do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, o Levante Popular da Juventude realizou, nesta quarta-feira (4), ações em 16 estados do país.

Diversas faixas com os dizeres “Fora Cunha” foram hasteadas em locais turísticos para chamar a atenção da população em estados como Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Amazonas, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, entre outros. Segundo Thiago Ferreira, integrante do movimento, a ação busca “alertar a sociedade que nós temos um inimigo e que ele é o deputado Eduardo Cunha”.

Agenda conservadora

No Congresso, o parlamentar tem protagonizado ‘manobras’ para viabilizar votações de textos considerados retrógrados por diversos movimentos sociais. Entre eles, o projeto de lei que regulamenta a terceirização, o que permite o financiamento empresarial de campanhas e a redução da maioridade penal.

O parlamentar é autor, ainda, do projeto de lei que ironiza a luta LGBTT ao propor a criminalização do que Cunha define como ‘heterofobia’ e do projeto de lei que institui o ‘Dia do Orgulho Hétero’.

As mobilizações contra o deputado também ganharam o apoio das mulheres. Contra seu Projeto de Lei 5069, que dificulta a realização de abortos por vítimas de estupro – complicando, por exemplo, o acesso à pílula do dia seguinte -, diversos movimentos de mulheres realizam um ato no centro de São Paulo, na sexta-feira passada (30). No dia anterior, cerca de cinco mil mulheres também lotaram as ruas da Cinelândia, no Rio de Janeiro, contra o parlamentar.

“Nossa ação de hoje visou fazer este alerta contra Cunha. A gente entende que, muito mais do que reclamar, a gente tem que ir para a rua enfrentar o projeto conservador que ele representa”, disse Rodrigo Suñe, integrante do Levante.

Frente Brasil Popular

Suñe também avalia que as ações desta quarta tiveram um saldo positivo, pois mostraram o papel protagonista da juventude ao se colocar de forma efetiva contra os projetos conservadores no Congresso.

Além disso, diz ele, a mobilização foi uma forma de fortalecer “o caldo de mobilizações que serão realizadas no próximo dia 13”, quando diversos movimentos que integram a Frente Brasil Popular irão às ruas contra o presidente da Câmara, em Brasília (DF) e em várias cidades do país.

(Do Brasil de Fato)

Exposição de montagens artísticas

O jornalista Zé Mauro Almeida convida os professores e professoras para uma exposição de montagens artísticas com materiais reciclados nesta sexta-feira (06), às 18h. A exposição será no Sindicato dos Jornalistas do DF (SIG Quadra 2 Lote 420).
Participe!

Massacre de Rollemberg contra professores pode causar demissão no GDF

O blog CB Poder, do Correio Braziliense, noticiou na manhã desta quarta-feira, que há uma crise entre o comandante-geral da Polícia Militar no DF e o Secretário de Segurança Pública após o massacre contra os(as) professores(as) na última quarta-feira (28). As ações inconcebíveis e de extrema truculência, são de responsabilidade do comando central, que é o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele é o responsável pelos episódios lamentáveis que ocorreram no Eixão Sul.
As imagens, que rapidamente se alastraram pelas redes sociais, são claras e até integrantes do governo admitem que o uso da força foi exagerado e desnecessário, o que desencadeou um desgaste entre o comandante-geral e o Secretário, ambos subordinados ao governador Rollemberg.
Conforme atesta o vídeo (link abaixo), os(as) professores foram arrancados de seus próprios veículos, foram alvejados por balas de borracha à queima roupa e bombas de gás lacrimogênio. Um dia que não será esquecido.
Vídeo: http://www.sinprodf.org.br/tv-sinpro/?video=wjf9frCPUQM
 
Abaixo, a matéria do Correio Braziliense:
 
Crise na segurança pública. Quem cai? O comandante da PM ou o secretário de Segurança?
Um grupo de coronéis do alto comando da Polícia Militar do DF conversa nesta manhã (03) com o governador Rodrigo Rollemberg para defender a estabilidade na corporação e a permanência do coronel Florisvaldo César no comando. A reunião ocorre na casa da mãe do governador, na 206 Sul.
Esses oficiais vão dizer que a saída de César provoca uma instabilidade na corporação. Eles querem, na verdade, a demissão do secretário de Segurança Pública, Arthur Trindade.
Rollemberg tem uma reunião marcada nesta manhã com Florisvaldo César e ele pretendia anunciar a própria saída do cargo em coletiva no comando-geral. Mas a coletiva que estava agendada para às 10 horas está suspensa.
A crise na segurança pública esquentou na última sexta-feira (30), quando começou a queda de braço entre o comandante-geral da Polícia Militar do DF e o secretário Arthur Trindade.
O secretário não gostou de não ter sido consultado na decisão de acionar o choque da PM para conter os professores que bloquearam as saídas dos Eixos Sul e Norte. Sociólogo, Trindade avalia como um desastre a ação da PM. Acha que o batalhão de choque, pelotão extremo e treinado para usar a força, não poderia ter agido numa manifestação de professores.
O clima esquentou muito mais ontem (03). Trindade e o comandante da PM bateram boca no Palácio do Buriti. Surgiu o impasse entre os dois: “Ou ele ou eu”.
Rodrigo Rollemberg não quer a saída de Florisvaldo César. O coronel tem a confiança do governador. Mas a situação ficou insustentável por vários motivos.
O governador não tem como atender os professores na pauta financeira. A categoria quer receber já o reajuste previsto para começar a vigorar em outubro. Mas, como já foi dito e reiterado, o caixa do governo não suporta essa despesa neste ano.
O embate dos professores com a PM agravou muito a crise política e fortaleceu o movimento dos grevistas. Uma mudança na PM pode ser um paliativo para a crise com os professores.
Mas Rollemberg não quer uma outra crise, na Polícia Militar.
O relacionamento entre O secretário de Segurança e o comandante da PM nunca foi bom. Agora ficou insustentável.
Para oficiais e integrantes do governo, a situação agora é: ou cai o comandante da PM ou o secretário de Segurança. Ou os dois.
E se os dois ficarem? Como fica a segurança pública?

Moção de apoio de entidades do movimento popular aos(às) professores(as)

As organizações e entidades do movimento popular abaixo assinadas vêm a público manifestar total apoio e solidariedade aos/às professores/professoras da Secretaria de Educação do Distrito Federal que estão em greve desde o dia 15 de outubro último.
Consideramos inadmissível a postura do Governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que, ao ignorar o diálogo com os/as professores/professoras em greve, só posterga o fim do movimento e coloca em risco a tranqüilidade do encerramento do ano letivo escolar de 2015. Ainda mais inaceitável é a truculenta e violenta ação deste governo, por meio da Polícia Militar, em agressões e prisões de professores e professoras no exercício do seu livre direito à manifestação.
É sabido que desde o início do ano os/as professores/professoras vêm sofrendo com as precárias condições de trabalho, com as indefinições pedagógicas, com a falta de repasses dos recursos nas escolas e as irregularidades nos pagamentos.
Sob o pretexto da falta de recursos para pagar a última parcela do reajuste escalonado do salário dos profissionais e do suposto rombo financeiro deixado pelo governo anterior, o governador recusa-se a honrar os compromissos assumidos com os docentes pelo Governo do Distrito Federal. Vale lembrar que, apesar do questionamento pelo Ministério Público do DF junto ao Tribunal de Justiça sobre a legalidade do citado reajuste, aquela Corte, por 17 X 0, julgou que não há ilegalidade nenhuma no plano de cargos e salários dos professores e, portanto, cabe ao GDF cumprir a lei.
Ainda sobre a alardeada crise financeira do GDF, em entrevista ao jornal “Metro”, questionado sobre a análise das contas do GDF, o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do DF afirmou que mesmo a categoria que representa – profissionais formados para analisar contas públicas – estava incapacitada de fazê-lo devido à falta de transparência da gestão Rollemberg na publicização da contabilidade governamental. Desta forma, o clima de terror criado pelo GDF leva-nos que a crer que não passa de um artifício para atacar os direitos trabalhistas dos professores e precarizar a educação pública do DF prejudicando, dessa forma, docentes e estudantes abrindo caminho para a terceirização da educação.
Como se não bastasse, ainda há ameaças de retrocessos na oferta da educação para o ano de 2016 como o fim da jornada ampliada; o aumento de estudantes por turma; as indefinições sobre atendimento em salas de recurso, estimulação precoce; a não construção de salas de aula e de escolas para atendimento ao crescente número de matrículas; o fechamento de turmas e de escolas que ofertam Educação de Jovens e Adultos.
Defendemos a educação como direito inalienável da pessoa humana, sobretudo da classe trabalhadora, principal público da escola pública. Repudiamos toda e qualquer ação que venha representar um retrocesso à educação pública no Distrito Federal, conquistada com a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Para Paulo Freire a Educação sozinha não transforma a sociedade e sem ela tampouco a sociedade muda e assim, concordantes, reafirmamos nosso compromisso e apoio à causa da educação pública, pois a nossa luta é por uma sociedade educadora, justa, democrática e igualitária.
Por fim, estamos juntos à luta dos professores e professoras. Esta luta perpassa pela valorização e respeito à educação pública e conclamamos a toda sociedade do Distrito Federal que se unam a esta causa.
Que nenhum direito da classe trabalhadora seja usurpado!
Distrito Federal, 30 de outubro de 2015.
Assinam,
Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá e Itapoã – CEDEP
Central de Movimentos Populares – CMP
Banco Comunitário do Itapoã
Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia
GTPA – Fórum de Educação de Jovens e Adultos do DF
Serviço de Paz, Justiça e Não-Violência – SERPAJUS
Grupo de Estudos e Pesquisa em Materialismo Histórico-Dialético e Educação –
CONSCIÊNCIA – FE/UnB
FORMANCIPA – Formação Integrada e Emancipadora de Acesso à Educação
Superior
Centro de Memória Viva – Documentação e Referência em Educação Popular,
Educação de Jovens e Adultos e Movimentos Sociais do DF – CMV/DF
Pós-Populares – Democratização do Acesso à Universidade Pública pelo Chão
da Pesquisa (FE/UnB)
Grupo de Ensino Pesquisa e Extensão em Educação Popular e Estudos
Históricos, Filosóficos e Culturais – GENPEX
ASKAP – Associação dos Skatistas do Paranoá e Itapoã
Centro de Educação, Pesquisa, Alfabetização e Cultura de Sobradinho –
CEPACS
Casa de Paulo Freire de São Sebastião
Grupo AruandaÊ Capoeira do Paranoá
Movimento por uma Ceilândia Melhor – MOPOCEM
Centro de Alfabetização do Recanto das Emas – CAREMAS
Associação Cultural Encantos de Itapoã e Paranoá – ACEIP
Associação Comunitária da Expansão do Setor O – ACESO
Movimento de Educação e Cultura da Estrutural – MECE
Banco Comunitário Estrutural
Editora Abadia Catadora
Ponto de Memória da Estrutural

Pedidos de remanejamento escolar podem ser feitos até sexta (6)

Termina na sexta (6) o prazo para pais e responsáveis pedirem o remanejamento escolar em 2016 de alunos da rede pública. O procedimento permite a mudança da escola ao estudante já matriculado no ano letivo de 2015. Para isso, deve-se fazer a solicitação na secretaria da unidade de ensino atual e indicar a região ou o local para onde quer a transferência.
“Pedimos aos responsáveis que tenham certeza desse processo antes solicitá-lo. Uma vez conseguido o remanejamento, não há possibilidade de desistir e voltar para a escola anterior”, ressalta o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (fusão das Secretarias de Educação e do Esporte e Lazer), Fábio Pereira de Sousa.
O prazo não vale para alunos com deficiência, cujo período de mudança terminou em 16 de outubro.
Novas inscrições
Além do remanejamento e da renovação de matrícula — que é confirmada de imediato —, a secretaria abriu em outubro o período de inscrição para novos estudantes. Do dia 1º ao 23, foram registrados 42.290 pedidos na educação básica (educação infantil e ensinos fundamental e médio). Em novembro, a pasta fará o planejamento necessário para distribuir os alunos.
A secretaria ainda calcula o número de inscrições de novos estudantes para a educação de jovens e adultos, feitas no período de 24 a 31 de outubro. Balanço preliminar indica 7.110 solicitações. Essa modalidade abrange, no ensino fundamental, alunos a partir de 15 anos, e, no ensino médio, a partir de 18 anos.
Resultados
Os resultados do remanejamento escolar e das novas inscrições serão divulgados em 16 de dezembro, às 17 horas, no site da secretaria e nas coordenações regionais de ensino. Após a divulgação, deve-se efetivar a matrícula pessoalmente na escola em que o aluno tiver sido alocado, mas o prazo para essa etapa ainda não foi definido.
Os interessados em vagas na educação infantil, nos ensinos fundamental e médio e na educação de jovens e adultos que não fizeram o pedido dentro do prazo devem aguardar pelas vagas remanescentes. O cronograma para essa fase está previsto para o fim de janeiro.
(Do Jornal de Brasília)

MEC vai apoiar mais de 26 mil escolas com baixo desempenho de ensino

O Ministério da Educação (MEC) dará suporte extra a escolas que estão com dificuldades na alfabetização, segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios. Ao todo, 26,5 mil escolas receberão apoio, não apenas nos primeiros anos, quando ocorre a alfabetização, mas também até o 9º ano do ensino fundamental. O apoio inclui educação integral, formação de professores e material didático específico. A intenção é iniciar a ajuda até meados do ano que vem.
Segundo o secretário, se o Brasil quiser promover uma mudança na educação, deve focar na alfabetização. “São necessários esforços para assegurar o letramento adequado mesmo daqueles que ultrapassaram o 3ª ano do ensino fundamental, já estão no 4º, 5º ou mesmo na segunda fase do ensino fundamental”, disse à Agência Brasil durante o 2º Seminário do Ensino Médio do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), em Manaus.
O MEC mapeou, a partir dos resultados da Prova Brasil, aplicada ao 5º e 9º ano do ensino fundamental, e da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), aplicada às crianças do 3º ano do ensino fundamental, as escolas que concentram a maior parte dos alunos com baixo desempenho ou desempenho muito insuficiente nessas avaliações. Em número, as escolas correspondem a pouco menos de 50% das avaliadas pela Prova Brasil. Metade delas está na Região Nordeste.
Segundo Palacios, um aluno que chega ao 9º ano e têm um desempenho insuficiente na avaliação do MEC significa que tem “um desenvolvimento muito insuficiente para que possa almejar ter contato com a cultura letrada, contato com conteúdo científico, com textos históricos”.
O apoio será dado pela articulação de programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que busca garantir que os alunos até 8 anos estejam alfabetizados em português e matemática; o Mais Educação, que oferece jornada ampliada e educação integral às escolas; e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Será um projeto da União em parceria com os demais entes federados.
Formação de professores
O MEC discute também aprimorar a formação de professores. Uma proposta é que os docentes passem por uma espécie de residência nas escolas, a exemplo do que ocorre com os médicos. Os professores formados atuariam nas redes municipais e estaduais durante um ou dois anos com contratação temporária.
Durante esse período, receberiam uma bolsa do governo federal. “A residência é uma proposta que procura fazer com que a transição da licenciatura para o trabalho docente seja facilitada. Não só consiga aprimorar a formação do professor, mas crie caminho mais tranquilo para o ingresso na carreira”, diz Palacios. Ele acrescenta que a intenção é que nesse período haja um concurso público e o docente tenha a oportunidade de ingressar de fato na rede em que atua.
A proposta ainda está em debate interno no MEC, mas segundo o secretário, em 2016, há a possibilidade de ser apresentada formalmente. Não há definição de prazo para a execução ainda.
(Da Agência Brasil)

Mais escolas serão fechadas, alertam professores e alunos em SP

A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, afirmou na noite de ontem (28) que a lista de 94 escolas que serão fechadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2016 está incompleta e foi divulgada apenas para desmobilizar estudantes e professores. “Ele recuou momentaneamente com o objetivo de esvaziar a luta contra a desorganização. Mas vai levar o fechamento adiante, assim como também vai fechar turnos de escolas. Não importa se é uma, 94 ou 160, não vamos aceitar o fechamento de escolas”, afirmou Bebel.
Pelos cálculos da Apeoesp, a chamada reorganização do ensino proposta por Alckmin vai fechar ao menos 163 unidades no estado. Na tarde de ontem, o governo divulgou uma lista de 94 escolas a serem fechadas, e afirmou que pretende repassar os prédios às prefeituras locais ou outros órgãos públicos.
A proposta visa a deixar somente alunos de um mesmo ciclo – fundamental I ou II e médio – na mesma escola, alegando redução de alunos na rede. Alckmin defende que isso vai melhorar a qualidade do ensino no estado.
“Desafio o secretário e todos os que propuseram essa medida a explicar qual é o embasamento pedagógico dessa medida. Não tem. Dizer que as crianças têm de conviver só com outros da mesma idade é como querer colocá-las em uma redoma de vidro. Por que é que não se aproveita essa redução global do número de alunos e se reduz o número de alunos por sala? Quer discutir qualidade ensino? Vamos discutir o número de alunos por professor”, afirmou Bebel, durante audiência pública na Câmara Municipal paulistana, sobre o impacto da reorganização na capital paulista.
O presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), Marcos Cauê, acredita que a redução do número de escolas fechadas anunciada pelo governador é um indicativo importante de que as mobilizações precisam continuar. “Mais escolas tinham sido notificadas do fechamento. Porém, depois de toda a mobilização, muitas foram retiradas do plano. Justamente as que mais se mobilizaram. É isso que temos de fazer e seguir com as manifestações”, afirmou.
Para o vereador Toninho Vespoli (Psol), os paulistanos poderão ser muito prejudicados pelo fechamento de 19 escolas na capital, conforme a lista. “Vamos ter problemas muito grandes por conta dessa reorganização. Pais e filhos vão ter de se deslocar muito mais e a evasão escolar pode ser aprofundada, justamente por isso. Fechar escolas é um absurdo”, afirmou.
A preocupação do vereador é compartilhada pelo diretor regional de ensino municipal da região de Pirituba, zona noroeste de São Paulo, Marcos Manuel. Segundo ele, a prefeitura de São Paulo não foi informada sobre a reorganização proposta por Alckmin. “Todas as informações que recebemos na secretaria municipal vieram por meio da imprensa ou dos professores. Infelizmente, nenhuma veio por meios oficiais ou teve confirmação da secretaria estadual”, afirmou.
Como a prefeitura aplica o ensino fundamental em colaboração com o governo estadual, as áreas técnicas das duas secretarias se reúnem várias vezes ao longo do ano para organizar o processo, definindo quantos estudantes cada rede vai atender, por exemplo. A portaria que define o funcionamento do ano de 2016 foi publicada em 27 de agosto e naquele momento não havia qualquer menção à reorganização. “Não houve previsão de diminuição de unidades ou transferência de alunos seja para onde for”, disse Marcos.
A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) teme que ocorra uma corrida às escolas municipais, caso as famílias sejam prejudicadas pela distância das unidades para onde os filhos serão mandados ou pela separação de irmãos, por exemplo. Além disso, a lista do governo Alckmin informa que 15 das escolas que serão fechadas na capital paulista poderão ser repassadas à gestão municipal. “Assim como não existem conversações oficiais sobre a reorganização, essa história de receber prédios não foi tratada até o presente momento com a prefeitura de São Paulo”, afirmou.
O vereador Eliseu Gabriel (PSB) exaltou a reação da sociedade contra a medida e cobrou do governo estadual que haja diálogo com a população. “O estrago só não é maior por conta da reação da sociedade contra essa medida. A explicação que está sendo dada não está convencendo. É uma ideia de enxugar a máquina, economizar. Justamente o contrário do que se pode querer para a educação. Se tinha alguma proposta devia ter conversado longamente com a comunidade escolar, estudantes, professores, famílias”.
Chamada
O secretário Estadual da Educação, Herman Voorwald, foi convidado para a audiência, mas não compareceu nem enviou representante – assim como a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público Estadual. “É lamentável como alguns temas parecem preocupar muito mais algumas autoridades do que o fechamento de escolas”, criticou o vereador Antônio Reis (PT), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Lazer da Câmara, que organizou a audiência.
Reis afirmou que vai encaminhar a discussão e as propostas da audiência para o governo estadual e as demais autoridades. “Queremos, primeiro, explicações sobre essa medida que está sendo tomada de forma absolutamente arbitrária. Esta casa não vai aceitar que se prejudique os estudantes da cidade com um absurdo fechamento de escolas que não foi discutido com professores, estudantes e seus familiares”, concluiu.
(da Rede Brasil Atual)

Mobilização de estudantes e professores faz Richa desistir de fechar escolas no PR

Pressionado pela sociedade com a péssima repercussão que teve o anúncio do fechamento de 100 escolas públicas no Paraná, o governador Beto Richa teve que ceder ao apelo de estudantes e professores e recuou da medida. O tucano pensou na estratégia para ‘economizar’ inspirado em seu correligionário Geraldo Alckmin, que, por ora, mantém promessa de fechar 94 unidades de ensino em São Paulo.
O anúncio do governador do Paraná ainda gera desconfiança por parte da comunidade estudantil, pois, em nota no Facebook, Richa diz ter determinado à secretária de Educação, Ana Seres Trento Comin, que sejam “retomados os critérios utilizados nos últimos anos para o planejamento e ensalamento de estudantes”.
A forma que o governo tratou os professores estaduais na última greve, atacando-os com a Polícia Militar, reforça o receio do lado dos docentes.
De acordo com a secretaria educacional Walkiria Mazeto, da APP, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, o objetivo do governo era reduzir os custos de aluguel das escolas, estimado em R$ 1,5 milhão mensais. “O que preocupa é o governo planejar o começo de sua política de contenção de despesas justamente pela educação. Fechar escolas é inadmissível” afirmou.
A polêmica teve início quando a secretaria de Estado da Educação, sem discussão prévia com alunos, professores ou população, comunicou aos diretores das escolas afetadas que a partir de 2016 haveria alteração nas turmas e mudanças de locais. Algumas turmas seriam encerradas, alunos seriam distribuídos por outras unidades e mais de 100 escolas simplesmente teriam suas atividades encerradas.
Diante da reação de pais, alunos e professores, além da pressão política de prefeitos e vereadores, o governo Beto Richa foi recuando aos poucos da proposta. No começo da semana disse que não passaria de 40 –o que não foi o suficiente para conter uma nova onda de protestos.
Na Assembleia Legislativa do Paraná, até membros da base de apoio do governador, como o presidente da Comissão de Educação da Casa, o deputado Hussein Bakri (PSC), se manifestaram contra a medida.
A justificativa oficial era que nenhum aluno ficaria fora da sala de aula. No entanto, o que o projeto não levou em consideração foram as condições específicas dos núcleos familiares e de trabalho, de pais e estudantes. Com o fechamento de escolas ou transferência de alunos para outras unidades, muitos não teriam condições de frequentar os novos locais pela dificuldade de locomoção.
É o mesmo argumento utilizado pelos estudantes e professores paulistas que serão atingidos pelo fechamento de 94 escolas e que vem sendo ignorado pelo governador Geraldo Alckmin.
(do Portal Vermelho)

Locais das assembleias regionais

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais para as assembleias regionais. Confiram no quadro, a seguir, e participem!

03/11 14h

 

Brazlândia CEM 01
Ceilândia CEM 02
Gama CEM 02
Guará CED 01
N. Band/Candang/Riacho I e II CEM NB 01
Paranoá CEF 01
Planaltina Centrão
Plano Piloto/Cruzeiro ELEFANTE BRANCO
Recanto das Emas CEF 301
Samambaia CEE 01
São Sebastião CAIC UNESCO
Sobradinho CEM 01
Sta. Maria CEESPECIAL  01
Taguatinga CEMAB
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