A reação dos sindicatos dos servidores do GDF ao pacote anunciado pelo governo foi imediata. Eles classificaram as medidas de contenção de despesas como “calote”. Em reunião na tarde de ontem, o Fórum em Defesa do Serviço Público no Distrito Federal, que reúne 19 sindicatos e três centrais sindicais, decretou “greve de alerta” de 24 horas em 24 de setembro. Todas as categorias farão um protesto em frente ao Palácio do Buriti às 10h. Paralelo a isso, cada entidade vai tentar negociar com governo. Se até 7 de outubro não houver acordo, a greve geral por tempo indeterminado no serviço público é dada como certa.
Coordenador do Fórum e secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rodrigo Rodrigues disse que os sindicatos não tiveram tempo de analisar o real impacto de todas as medidas anunciadas para os servidores. Algumas, segundo ele, representam o descumprimento da lei por parte do governo. “Além disso, várias categorias convivem com atrasos no pagamento do 13º salário e das horas extras”, ressaltou.
Para Cláudio Antunes, diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), a tendência é de greve generalizada. “Não vamos aceitar o calote. Garantimos na Justiça o direito ao reajuste e receberíamos a sexta parcela em setembro, fechando um ciclo do plano de carreira”, explicou. Para Antunes, outro ponto crítico é o da licença-prêmio. “Os professores já têm uma formação alta, com pós-gradução. Quem opta pelo mestrado e doutorado tem outros meios para fazê-los. Então, para nós, a transformação em licença capacitação, na verdade, representa o fim da licença-prêmio”, avalia.
O sindicalista antecipa que a categoria vai pressionar os parlamentares a não aprovar as medidas do pacote que dependem de projeto de lei. “Nossos advogados já estão trabalhando na perspectiva de judicializar de novo. A suspensão do serviço é o último recurso da luta e não está descartado, em função da gravidade das medidas adotadas”, avisa.
O que preocupou Ibrahim Yousef, presidente do Sindicato dos Servidores públicos da Administração Direta do DF (Sindireta), foi a possibilidade de perdas de direitos assegurados em lei, como a aposentadoria especial e a participação no conselho do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprevi-DF). A exemplo de outras categorias, o Sindireta não descarta a greve geral a partir de outubro — entram aí funcionários das defensorias públicas, dos postos do Na Hora, do sistema penitenciário e do Instituto de Medicina Legal (IML), entre outros.
Saúde
Presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho diz que a categoria recebeu o pacote de ajustes que afeta o servidor com perplexidade e indignação. “Até agora, o governo ficou só no discurso da dificuldade financeira, mas não apresentou uma proposta concreta”, afirmou. Ele diz esperar uma proposta alternativa do governo, em reunião marcada para a próxima segunda-feira. Caso isso não ocorra, os médicos vão aderir à paralisação do dia 24. Se nada mudar e o pagamento do reajuste não for depositado até 7 de outubro, a categoria entrará em greve geral por tempo indeterminado. “Em setembro, receberíamos a terceira parcela do reajuste. Temos 13º não pago, horas extras e licenças-prêmio que também estão atrasados”, cita Gutemberg. Entre os servidores do SindSaúde, a luta contra o pacote do governo terá até rap: “Para dar certo pra você, tem que dar certo pra mim”, diz o refrão. 22
Número de organizações sindicais que decretaram a “greve de alerta” de 24 horas Fonte: Correio Braziliense
Paralisação no dia 24 de setembro em protesto contra pacote fiscal
Jornalista: sindicato
Todas as categorias do funcionalismo público do Distrito Federal farão um ato público com paralisação geral dos serviços públicos de 24h no dia 24 de setembro em protesto contra o pacote de arrocho e ajuste fiscal do governador Rodrigo Rollemberg. O diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a categoria a participar intensamente da paralisação.
A decisão foi tirada em reunião realizada, na tarde desta quarta-feira (15), pelo Fórum dos Servidores Públicos do Distrito Federal, com a presença de representantes de todas as categorias do funcionalismo do DF. A paralisação será também um alerta para o governo e para a comunidade escolar sobre a gravidade das medidas que o governo Rollemberg está adotando, as quais vão de encontro aos direitos trabalhistas dos (as) trabalhadores (as) que prestam serviços à população.
Os (as) servidores (as) não aceitam a retirada de direitos, como o anúncio do fim da licença prêmio e a transformação dela em licença capacitação. Depois de muita luta conquistamos o direito à licença prêmio e a sua transformação em pecúnia, conforme está previsto no Regime Jurídico dos Servidores Públicos do DF (Lei Complementar 840/2011), que foi negociada com o conjunto dos (as) servidores (as) a exatamente quatro anos.
Também não aceitamos a suspensão dos reajustes salarias negociados com as categorias e, no caso dos (as) professores (as), temos de ressaltar que a categoria fez uma greve de 52 dias, durante a qual foi negociado um plano de carreira que está em vigor e cuja última etapa é o reajuste de setembro de 2015 a ser pago na Folha de Pagamentos de outubro.
Não abrimos mão de um serviço público de qualidade que a cidade precisa e paga para isto e que pode ter a partir da renovação dos quadros do funcionalismo público, portanto, somos contra a suspensão dos concursos públicos e exigimos, não só a realização de novos concursos, como o de professor que está previsto para dezembro, mas também a contratação de concursados que estão no banco e dos (as) orientadores (as) educacionais.
Dentre as medidas neoliberais, o governador do Distrito Federal ressuscita o Programa de Demissão Voluntária (PDV), sepultado ainda no governo neoliberal do ex-presidente Fernando Collor, no início da década de 1990. No início do ano tentou privatizar a CEB e a Caesb, como não conseguiu, adotou a prática do sucateamento, com o PDV.
A paralisação de 24h é um alerta que visa a mostrar para o governo que ainda há tempo de ele mudar as propostas apresentadas ao povo do Distrito Federal no dia 14 de setembro. Caso isso não ocorra, poderemos ter, nos próximos dias, greve geral por tempo indeterminado.
Confira trechos do pacote:
Identidade, carreira e jornada dos profissionais da educação
Jornalista: sindicato
O Caderno de Educação da CNTE n° 26, com o título “Políticas Educacionais em Debate” e publicado em julho-dezembro de 2013, traz em seu quinto artigo o tema da identidade, carreira e jornada dos profissionais da educação. Baseado nos encontros dos funcionários da educação, realizados em 2013, o artigo, cujo título repete a temática, “Identidade, carreira e jornada dos profissionais da educação”, contextualiza a situação da categoria e extrai da história e da legislação um corpo de doutrina para embasar as reflexões sobre a identidade, a carreira e a jornada dos profissionais, compondo uma visão geral da situação e um discurso mais formal, dividido em dez teses, que descrevem o que são os “profissionais da educação”.
O autor do texto é João Monlevade, doutor em educação, professor aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), consultor legislativo do Senado Federal e ex-dirigente da CNTE. Confira aqui o texto na íntegra.
Quase que concomitantemente, os governos federal e do DF anunciaram medidas drásticas de ajuste de suas contas, que envolvem calotes nos servidores, cortes de investimentos, elevação ou recriação de impostos para cobrir o déficit de caixa, prejudicando assalariados e produtores agrícolas. São medidas neoliberais, conservadoras, que acirram a recessão e o retrocesso.
Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram conjuntamente:
adiamento do reajuste dos servidores,
suspensão de concursos,
eliminação do abono de permanência dos servidores,
implementação do teto remuneratório do serviço público,
redução do gasto com custeio administrativo, mudança nas fontes fonte do PAC – Minha Casa Minha Vida,
cumprimento do gasto constitucional com Saúde,
revisão da estimativa de gasto com subvenção agrícola,
volta do CPMF com alíquota de 0,2% sobre movimentações financeiras e
taxação (com alíquotas de 15% a 30%) sobre ganhos com venda de terrenos e imóveis acima de R$ 1 milhão
O governador Rollemberg, por sua vez, chamou dirigentes sindicais separadamente, desrespeitando a CUT e outras organizações e fóruns coletivos dos trabalhadores, para informar que o GDF não vai pagar os reajustes salariais ao funcionalismo a partir de setembro. Segundo declarações dadas à imprensa, os aumentos serão suspensos neste ano e passarão a valer apenas a partir de 2016. A medida atinge 32 categorias profissionais. Reação firme do movimento sindical
A Condsef, confederação que reúne os sindicatos dos servidores do Executivo federal, reagiu imediatamente. Em seu site, a direção da Condsef registrou: “É inadmissível que o governo continue a adotar medidas e impor à população a agenda política que foi derrotada nas urnas.O projeto que mereceu a confiança da maioria dos eleitores não previa o retrocesso bárbaro que virá como resultado dessa prática de ajustes que penaliza apenas a classe trabalhadora. Enquanto privilegiar a política que garante superávit primário para o pagamento de juros de uma dívida pública que consome quase metade de todo o orçamento da União, o Brasil jamais vai conseguir se consolidar como país econômica e socialmente desenvolvido. É impossível tolerar que só apontem soluções para a crise penalizando a classe trabalhadora. Mais uma vez os servidores são tratados pelo governo como vilões da economia e é imposta à categoria a responsabilidade por gastos que precisam ser “enxugados”. Há mais de duas décadas os investimentos com servidores públicos estão mais que controlados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, portanto, servidores jamais poderiam ser apontados como responsáveis por qualquer “inchaço”. Ao contrário, faltam investimentos adequados no setor e sobram problemas que se refletem no atendimento precário a uma população carente de serviços públicos. O governo precisa parar de usar os servidores como válvula de escape para uma incompetência de gestão administrativa que afeta justamente os setores que atendem diretamente a população. Se a população paga impostos – um dos mais altos do mundo – para receber serviços públicos de qualidade é estranho que os setores que mais são penalizados sempre sejam justamente esses que precisam de investimento para fazer com que o Estado cumpra o que prevê a Constituição. Haverá revolta enquanto o governo continuar aumentando impostos e diminuindo serviços públicos. Não há popularidade que resista a essa equação. Ou o governo adota políticas e apresenta soluções compatíveis com o projeto para o qual foi reconduzido pelas urnas, ou perderá cada vez mais apoio daqueles que ainda acreditam que é possível seguir avançando nas políticas públicas. Os esforços devem todos seguir na direção da garantia de justiça social a uma maioria historicamente penalizada e que está cada vez mais cansada e frustrada, esperando uma correção de rumos que não vem.” Servidores do DF protestam
No âmbito do DF, a diretoria colegiada do Sinpro também foi a primeira do serviço público a se manifestar contra suspensão do reajuste salarial:
“A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que o que não se pode é responsabilizar os servidores, pois estão trabalhando, prestando serviços à população. Portanto, têm que receber aquilo que lhes é devido. Há uma lei que prevê este reajuste e o pagamento desta última parcela. Isso foi fruto de muita luta e de uma greve que durou 52 dias, e não cabe agora ao GDF transferir essa responsabilidade e punir os servidores. Não há acordo da nossa parte. Nós queremos o nosso reajuste. Se o problema já vinha se arrastando, caberia ao governo ter estabelecido uma mesa de negociação há bastante tempo para buscarmos alternativas. A alternativa agora é pagar o reajuste, pois o prazo está esgotado. O governo, ao tomar uma decisão como essa, está colocando em risco a prestação de serviços e pode gerar um caos no Distrito Federal”, destacou a diretora Rosilene Corrêa em entrevista a uma emissora de TV local.
O coordenador do Fórum em Defesa do Serviço Público e secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, demonstrou o repúdio da Central e dos sindicatos de servidores que compõem o fórum. Para ele, a atitude do governador de chamar sindicatos isoladamente ou em pequenos grupos foi uma tentativa de quebrar a unidade do movimento dos servidores. “Foi uma tentativa de dividir os sindicatos que têm seus fóruns e pautas coletivas. O governador, mais uma vez, foge do diálogo e da negociação exigida por meio de vários ofícios dos servidores e ainda tenta fragmentar e enfraquecer o movimento sindical. Não aceitamos calotes, nem pagar a conta por uma crise que não criamos”, disse.
O Fórum em Defesa do Serviço Público, coordenado pela CUT Brasília, reúne-se nesta terça, quando representantes dos sindicatos de servidores discutirão ações para barrar calotes e ataques ao funcionalismo. CUT contra recessão e retrocesso
A saída apresentada para a crise econômica, nas duas esferas de governo, faz parte do repertório da política neoliberal, de direita, que só penaliza a classe trabalhadora e só atende o setor de acumulação e especulação financeira. A história já demonstrou isso, assim como registrou outras experiências recentes que provam ser possível um caminho que desemboque em crescimento com emprego, renda e redução da desigualdade, assim como foi feito pelo governo do presidente Lula no início da crise econômica mundial em 2008.
A política econômica recessiva, com aumento brutal de juros, elevação generalizada de impostos em várias esferas e cortes de todos os tipos, de investimentos e recursos humanos, para equilibrar contas não ataca as causas principais do déficit de caixa. Ao contrário, só resulta em desemprego em massa, aumento de exército de mão de obra barata, aceleração da rotatividade, rebaixamento brutal de salários, crescimento da informalidade, retirada de direitos e conquistas, queda de consumo, produção e arrecadação, redução de investimentos em políticas sociais, deterioração dos serviços públicos, aumento da pobreza, da concentração de renda, mais adoecimento, mais violência, ou seja, na contramão de tudo que foi realizado nos últimos 12 anos em nosso país.
A CUT já vinha firmemente combatendo a política econômica neoliberal e volta a repudiar com veemência a adoção de mais medidas em âmbitos federal e do Distrito Federal que acirram o processo recessivo e atingem brutalmente os trabalhadores, em especial os servidores públicos federais e distritais. A CUT defende a taxação de grandes fortunas, a cobrança de dívidas vultosas de grandes empresas com a União, o combate à evasão de divisas, o fortalecimento do crédito, do consumo e da produção.
A CUT não aceita que recaia sobre os trabalhadores qualquer ônus pela crise financeira brasileira, que reflete uma crise maior, internacional, originada e vivida há quase uma década nos maiores centros financeiros e capitalistas do mundo. A CUT Brasília não medirá esforços para combater estas políticas equivocadas e errôneas do GDF e Governo Federal além de defender junto com suas entidades filiadas, com firmeza, os direitos da classe trabalhadora e as conquistas sociais. Fonte: CUT Brasília
O ensino público do Distrito Federal vivenciou mais um caso de violência e intolerância no ambiente escolar. Um estudante de 17 anos foi morto por um colega de sala no Centro de Ensino Médio (CEM 2) de Ceilândia. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (14).
Apesar da gravidade do caso e da morte de um estudante, o CEM 2 tem sido referência nacional pelos projetos pedagógicos que desenvolve. Segundo a professora Sônia Aparecida de Souza, a escola é reconhecida no Brasil pelo trabalho com os estudantes e o crime, infelizmente, foi um fato isolado. “Estamos comovidos com o que aconteceu, mas é importante perceber que a escola tem excelentes professores, estudantes e nos orgulhamos muito disto. Foi um fato isolado e queremos que nossa escola seja reconhecida pelas muitas conquistas que têm alcançado”, analisa a professora de Português.
O Sinpro tem cobrado medidas que garantam a segurança dos professores e estudantes por meio de reforço policial e o aumento do quadro de policiais do Batalhão Escolar. Também salienta para a necessidade de uma reflexão de que todas as escolas públicas passam sob a discussão da cultura da paz, da não violência e do combate a quaisquer tipos de intolerância.
A direção do Centro de Ensino Médio (CEM 2) de Ceilândia vai reunir os estudantes para dar uma palavra de apoio e os professores escolherão um dia para todos vestirem branco.
O 2° Artigo do Caderno de Educação da CNTE n° 27, cujo tema é o FUNDEB, trata de política de financiamento da educação. O título resume o enfoque do artigo: “Política de financiamento da educação – a realidade do Fundeb”. No artigo, o autor, Milton Canuto de Almeida, mostra a realidade do Fundeb após a crise econômica e financeira mundial, e como as diversas políticas de isenção fiscal praticadas pelo Governo diminuíram os recursos oriundos de impostos, afetando a educação nos municípios.
Almeida tem especialização em Direito Educacional e é vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidente do Conselho Estadual do Fundeb/AL. O Caderno de Educação da CNTE nº 27 foi publicado entre julho e dezembro de 2014. Confira aqui o texto na íntegra.
O próximo sábado (19/9) será marcado por arte, cultura, comidas típicas das mais diversas regiões do Brasil, além de food truck.
É o que promete o Centro Educacional 2 do Guará, o GG, com a realização da 1ª Festa dos Estados.
Tome nota: a festança vai das 16h às 23h, na própria escola (QE 07 – conjunto “M” Área Especial, Guará I).
A entrada (consumação) custa R$ 2,00.
Vamos participar!!!
Trabalhadores terceirizados nas escolas públicas param na segunda (14)
Jornalista: sindicato
Cerca de 1.500 merendeiras e quase 4 mil auxiliares de serviços gerais prestadores de serviços principalmente nas escolas públicas do Governo do Distrito Federal (GDF) vão paralisar suas atividades por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (14). Estes trabalhadores terceirizados reivindicam o pagamento do salário do mês de agosto, que deveria ter sido quitado até o quinto dia útil de setembro pelas empresas contratadas pelo GDF.
As empresas G & E Serviços Terceirizados, Planalto Service, Juiz de Fora Serviços Gerais, Real JG Serviços e Servegel Apoio Administrativo, contratadas pela Secretaria de Estado da Educação (SEE) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan), já foram comunicadas da paralisação com 72 horas de antecedência, conforme determina a lei da greve.
O diretor de Comunicação e Imprensa do Sindiserviços-DF, Antonio de Pádua Lemos, disse que só não haverá greve se até domingo o dinheiro entrar na conta dos trabalhadores. Lamentou que mais uma vez o trabalhador terceirizado no GDF será prejudicado e terá que pagar suas contas com atraso, sem que patrões ou o próprio GDF assumam o pagamento dos juros e multas. Também lamentou os prejuízos irreparáveis que o atraso provoca na manutenção alimentar e na saúde dos trabalhadores e seus familiares.
Alguns patrões costumam tentar se eximir de responsabilidade alegando que o atraso dos salários se deve à falta do pagamento das repactuações e das parcelas contratuais devidas pelo GDF. A presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis, diz que os terceirizados já não aguentam mais esse empurra-empurra de responsabilidades e exigem que patrões e GDF resolvam suas diferenças sem prejudicar o trabalhador, que já vivem com dificuldades com os baixos salários.
Essa questão de atrasos nos pagamentos e prejuízos aos trabalhadores é tão recorrente que já foi motivo de várias manifestações públicas e paralisações e será tema de nova audiência pública na próxima terça-feira (159), a partir das 10 horas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), lembra Maria Isabel. Ela diz que os trabalhadores terceirizados comparecerão em peso à sessão para cobrar providências do GDF e dos patrões para acabar de vez com o desrespeito aos direitos dos terceirizados. Fonte: CUT Brasília e Sindiserviços
No dia 11 de setembro é celebrado o dia Nacional do Cerrado e em tempos de crise de falta de água em alguns estados brasileiros, uma verdadeira caixa d’água no coração do Brasil traz esperança para a geração de recursos hídricos do País. O Cerrado, considerado um berço das águas, tem uma importância estratégica para o abastecimento e manutenção de uma rica biodiversidade. No Dia Nacional do Cerrado, celebrado nesta quinta-feira, o Sinpro exalta o valor do segundo maior ecossistema brasileiro e trabalha pelo desenvolvimento sustentável do Cerrado por acreditar que é possível aliar produção e conservação do meio ambiente.
Foi também com esta preocupação que o Sinpro inaugurou as instalações do Espaço Chico Mendes, um Centro de Referência em Educação Socioambiental, na Chácara do Professor. O Espaço Chico Mendes se propõe a promover trocas e difusão de conhecimento e práticas ambientalistas saudáveis para a comunidade escolar, movimentos sociais e universidades. A Chácara é usada há 33 anos pela categoria como centro de formação, mas somente a partir da última gestão do Sindicato que foi possível consolidar a construção do projeto.
O novo espaço é constituído por uma praça com quatro áreas para uso pedagógico; um Centro de Formação; uma Oca (espaço aberto para cirandas, reuniões, aula ao ar livre); um Salão Multiuso; e Sanitários Compostáveis, que não usam água. Todos esses equipamentos próximos uns dos outros. A categoria poderá usá-los para atividades pedagógicas e para oficinas de formação dentro da temática ambiental relacionadas ao cerrado e preservação, mas com a responsabilidade ecológica.
Importância do Cerrado
O Cerrado possui grandes reservas subterrâneas de água doce que abastecem as principais bacias hidrográficas do País: Amazonas, Tocantins/Araguaia, São Francisco, Paraná e Paraguai. Essa riqueza hídrica tem um papel fundamental no abastecimento humano, na geração de energia e na produção agrícola. Ao mesmo tempo, é considerado um hotspot mundial para a conservação da natureza (alta riqueza de biodiversidade e extremamente ameaçado).
Nas últimas décadas, de acordo com dados do IBAMA/MMA, houve uma redução de 48,4% do Cerrado. A taxa de desmatamento anual é de 0,69%, maior até que da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. Se o ritmo continuar acelerado, estima-se um prazo de 40 a 50 anos para o completo desaparecimento de seus recursos florestais. Atualmente, apenas 3% do Cerrado está efetivamente protegido em unidades de conservação (UC).
A conservação do bioma e a gestão territorial são elementos necessários para garantir água para o País. É necessário frear imediatamente o desmatamento e ampliar a quantidade de UC’s.
As ameaças podem afetar diretamente mais de 11 mil espécies de plantas, das quais 45% são endêmicas (exclusivas deste bioma), e 2.500 espécies animais. O Cerrado é biologicamente a região de savana mais rica do planeta, sendo responsável por 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira. Ocupa um quarto do território nacional e é um importante elo entre outros quatro biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal).
É diante de toda esta riqueza e importância que o Sinpro entrou na luta pela preservação do Cerrado.
Alagoas: Greve da rede estadual acaba, mas mobilização continua
Jornalista: sindicato
“A luta não acabou! Esta é uma entidade que vai para o enfrentamento”. Com essas palavras, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia reafirmou o compromisso das/os trabalhadoras/es da rede pública estadual de educação e do sindicato com a educação pública. O momento de afirmação foi feito em assembleia geral da categoria, realizada na manhã desta 3ª feira (09/09), na sede do Sinteal, no Mutange, quando as/os servidoras/es decidiram pelo fim da greve, iniciada no dia 11 de julho passado.
Em publicação do Diário Eletrônico do Tribunal de Justiça (TJ/AL), a categoria e o sindicato foram informados de punições ainda mais graves, a exemplo do aumento da multa por dia de greve de R$ 10 mil (dez mil reais) para R$ 20 mil (vinte mil reais), desconto nos salários das/os grevistas e, se a greve não fosse suspensa até o dia 10 de setembro (próxima quinta-feira), com a prisão da presidenta do Sinteal.
“Quem está desrespeitando a legislação do país é esse governo, que não cumpre o piso e a carreira, como prevê a Lei Nº 11.738, por exemplo. Mas, infelizmente, a justiça parece ter um lado em Alagoas, e não é o da classe trabalhadora”, lamentou a presidenta do Sinteal.
Com intensa agenda de mobilizações, a greve enfrentou pressões de vários lados. A Secretaria de Estado da Educação pressionou a categoria e até mesmo alguns veículos de comunicação fizeram campanha contrária à luta das/os trabalhadoras/es, mas o movimento se manteve firme, e promete assim continuar.
“O reajuste foi aprovado na Assembleia Legislativa mesmo sob os nossos protestos. Mas vamos continuar nossa luta e mobilização pela aprovação do restante da pauta de reivindicações”, alertou Consuelo. Pauta de reivindicações
A pauta que está em negociação traz pontos históricos como a reformulação dos planos de carreira e inclusão de secretárias/os escolares, convocação de concursadas/os da reserva técnica, realização de novo concurso na educação (para professoras/es e funcionárias/os), entre outros. A “promessa” do governo é de discutir esses e demais pontos caso a greve seja encerrada. Agenda de mobilização e protesto
Com a presença de companheiras/os representantes do interior e da capital, a assembleia definiu pelo fim da greve, mas já deixou marcada uma nova assembleia para o próximo dia 23 de setembro. “Caso os pontos de pauta não tiverem avançados, voltaremos à nossa agenda de mobilização e protesto”, disse a secretária de Formação do Sinteal, Girlene Lázaro. Agradecimento
Durante a assembleia, Consuelo agradeceu a base pela participação nas eleições do Sinteal, realizadas nos dias 02 e 03 de setembro próximos passados, e também parabenizou as chapas vitoriosas nos onze núcleos regionais. Fonte: Sinteal