GDF não tem poder para acabar com aposentadoria especial

O “choque de gestão” do governo Rodrigo Rollemberg começa a ameaçar a aposentadoria dos (as) professores (as). Embalado pelos ataques a direitos trabalhistas que vêm ocorrendo no Congresso Nacional, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou, na semana passada, que irá apresentar projeto de lei na Câmara Legislativa que visa a modificar as regras da aposentadoria dos (as) novos (as) servidores (as) que ingressarem na carreira pública do DF, quebrando a isonomia entre servidores (as) da mesma carreira.
A proposta do GDF impõe ao (à) servidor (a) um valor de teto previdenciário, o qual, atualmente, é de R$ 4.660. De acordo com esse modelo, o valor do salário não importa, ainda que, na ativa, ele seja superior ao estipulado como teto. Com essa proposta, o (a) servidor (a) só receberá acima do teto se aderir a uma previdência complementar.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF esclarece, contudo, que essa proposta do GDF não está relacionada com o fim da aposentadoria especial. A aposentadoria especial está definida no parágrafo 5º, artigo 40 da Constituição Federal e nenhuma lei distrital pode anular a Constituição. A única forma de modificar esse artigo é por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a qual só pode ser aprovada por 3/5 dos membros do Congresso Nacional, após dois turnos de votação.  A aposentadoria especial, portanto, não está ameaçada pela proposta do GDF.
A diretoria informa que a proposta do GDF é uma velha fórmula desenterrada pelos atuais governos neoliberais para subtraírem direitos e dinheiro da classe trabalhadora. Há anos, desde que foi proposto pela primeira vez, esse formato foi fortemente combatido pelo movimento sindical liderado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), sobretudo na década de 1990, auge dos governos neoliberais no Brasil. E esse combate é contínuo e permanece até hoje entre os mais relevantes princípios da luta sindical.
Não é de hoje que o Sinpro-DF também combate esse tipo de ataque. A atual diretoria sempre afirmou que projetos como esses irão fragilizar a estrutura das carreiras públicas do Distrito Federal e, consequentemente, os serviços prestados, atingindo a população. Atualmente, a maioria dos (as) servidores (as) se aposenta com remuneração integral.
Fórmula 85/95 – O tema da aposentadoria, por sua vez, também foi resgatado na Câmara dos Deputados por meio da Medida Provisória (MP) 664, que a CUT e o Sinpro-DF vem combatendo também desde que foi editada, no fim do ano passado. Todavia, há uma emenda a essa MP que favorece a classe trabalhadora.
Trata-se da fórmula 85/95, apresentada pelo deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).  Essa fórmula foi elaborada pela CUT e outras centrais sindicais, em 2009, e contou com a participação do Ministério da Previdência, da Secretaria Geral da Presidência da República e do ex-deputado e atual ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas (PT-RS).
A fórmula, na prática, permite ao trabalhador ‘fugir’ do fator previdenciário, o qual não deixará de existir. A diretoria informa que qualquer novidade sobre esse tema será divulgada no site da entidade. Confira a seguir explicação sobre como funciona a Fórmula 85/95:

Por que a fórmula 85/95 vai melhorar as aposentadorias

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Proposta, elaborada em 2009 em conjunto pela CUT, centrais e governo Lula, é fruto de consenso e vai deixar o fator previdenciário para trás
A fórmula 85/95, aprovada nesta semana pela maioria dos deputados, vai melhorar bastante a vida dos futuros aposentados, na opinião da CUT. Vai diminuir o tempo para se aposentar e ainda vai aumentar o valor das aposentadorias.
Ao contrário do que muitos estão imaginando, as pessoas não terão de ter 85 anos ou 95 anos de vida para se aposentar. Nada disso.
A fórmula é simples. Os trabalhadores e trabalhadoras vão poder somar a idade e o tempo de contribuição à Previdência para se aposentar sem desconto.
Acompanhe:
Idade + tempo de contribuição = 85 (mulheres) e 95 (homens). Se a conta bater, o trabalhador ou trabalhadora terá aposentadoria integral.
Pelas regras, os homens têm de contribuir 35 anos para a Previdência. As mulheres, 30.
Vamos citar dois exemplos básicos:

  1. Homem com 60 anos + 35 anos de contribuição = 95 (aposentadoria sem desconto)
  2. Mulher com 55 anos + 30 anos de contribuição = 85 (aposentadoria sem desconto)

A idade das pessoas pode variar caso a caso, já que muitos começam a trabalhar desde muito cedo, e tantos outros trabalham alguns períodos sem fazer contribuições à Previdência – seja porque ficam um tempo sem carteira assinada ou não pagam o Guia da Previdência Social (GPS), quando autônomos.
“O que não muda é a certeza de que com a Fórmula 85/95 os brasileiros e brasileiras vão ter uma situação bem melhor do que a atual”, diz Vagner Freitas, presidente nacional da CUT.
Fator previdenciário
Hoje em dia existe o fator previdenciário, criado pelo governo FHC (PSDB), em 1998, que estica o tempo de trabalho das pessoas e encolhe as aposentadorias.
Com o fator previdenciário criado pelo FHC, mesmo quando o trabalhador e a trabalhadora já pagaram 30 anos ou 35 anos para o INSS, não podem se aposentar com o ganho integral, por causa da chamada “tábua de expectativa de vida”.
Ao longo das últimas décadas, a idade média da população vem subindo, em função das melhorias no atendimento médico, habitação e saneamento. Nossa expectativa de vida sobe todos os anos.
Por causa do fator previdenciário do FHC, toda vez que a expectativa de vida sobe, aumenta o tempo de trabalho necessário para se aposentar. É uma situação perversa que poderia ser ilustrada com a imagem de um pedestre que corre atrás de um carro veloz: vai tentar, mas nunca conseguirá alcançar.
Caso cansem de esperar, já que a tábua de expectativa de vida não para de subir, o trabalhador ou a trabalhadora se aposentam com o desconto criado pelo fator previdenciário.
Como surgiu a 85/95
A Fórmula 85/95 acaba com essa distorção. A 85/95 foi elaborada e negociada em conjunto, em 2009, pela CUT e as outras cinco maiores centrais, a Secretaria Geral da Presidência, o Ministério da Previdência e o então deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), no segundo mandato do governo Lula. O projeto seguiu então para o Congresso.
No ano seguinte, com nova composição, o Congresso deixou o projeto na gaveta, até que, na última quarta-feira, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) sacou a proposta, logo depois aprovada em plenário.
“O governo Fernando Henrique, com o fator previdenciário, retirou direitos dos trabalhadores. Já a proposta aprovada pela Câmara é resultado de um amplo debate. Sua adoção será um antídoto para a distorção existente hoje. Como regra de transição, vai respeitar o tempo de trabalho e de contribuição das pessoas”, avalia Vagner, presidente da CUT.
Mais vantagens
Outra mudança vai beneficiar aqueles que já tiverem tempo de contribuição, mas que ainda não atingem a soma 85 ou 95, por causa da idade.
A partir do momento em que atingirem o tempo de contribuição, além de a tábua de expectativa de vida ficar congelada, cada ano seguinte de trabalho vai valer por dois.
Dois exemplos:

  1. Um homem com 50 anos + 35 anos de contribuição = 85

Matematicamente, ele deveria trabalhar mais dez anos. Porém, como cada próximo ano de trabalho passará a valer dois, pois serão somados o ano de vida e o ano de contribuição, ele terá de trabalhar só a metade, ou seja, cinco anos, para se aposentar sem descontos.

  1. Uma mulher com 45 anos +30 de contribuição = 75

Da mesma forma que o exemplo anterior, essa trabalhadora deveria puxar mais 10 anos de trabalho. Com as novas regras do 85/95, esse tempo cai para cinco anos.
 
Comprovar tempo de contribuição ficará mais fácil
Para ter uma ideia de como atualmente o tempo de contribuição – o precioso tempo em que o trabalhador e a trabalhadora pagam a Previdência – é pouco valorizado pelo sistema, basta citar que apenas 26% das aposentadorias no Brasil são concedidas por esse critério. A grande maioria, 56%, são por idade, o que significa que as pessoas não conseguem comprovar a contribuição.
A Fórmula 85/95 cria novos mecanismos para mudar isso e dar mais oportunidades para as pessoas terem e comprovarem o tempo de contribuição. Confira as propostas neste sentido:
– a tábua de expectativa de vida não vai mais ser considerada para fins previdenciários para quem já tiver atingido 30 ou 35 anos de contribuição. A tábua será congelada, ou seja, a idade mínima de contribuição não vai aumentar todo o ano;
– o trabalhador que estiver desempregado e recebendo o seguro- desemprego vai poder contar esse período como tempo de contribuição para a Previdência. Dessa forma, vai diminuir lacunas ao longo da sua vida laboral;
– o aviso prévio também será considerado como tempo de contribuição;
– garantia de que todos os trabalhadores que estiverem a 12 meses de se aposentar tenham estabilidade no emprego, da mesma forma como já acontece em vários acordos e convenções coletivas de categorias como metalúrgicos, bancários, químicos, eletricitários, etc.
Como ficam as contas da Previdência
Os meios de comunicação tradicionais já estão alardeando que essa mudança, embora boa para os trabalhadores, vai piorar as contas do governo e prejudicar o Brasil.
“Não se pode esquecer, no entanto, que a valorização das aposentadorias vai injetar mais dinheiro na economia, o que faz girar o comércio e os serviços e gera mais empregos e salários. É isso que faz a arrecadação subir e manter o País forte. E que deixa o povo mais feliz”, diz Vagner.
Voltaremos a esse assunto na próxima semana. Mostraremos que essa mudança não provocará “rombo” na Previdência, como estão dizendo os analistas e jornalistas conservadores.
Fonte: CUT
 
 
 
 
 

PL da Mordaça será tema de audiência pública na CLDF

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizará no dia 25 de maio, às 19h, uma audiência pública para debater o PL da Mordaça. De autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD-Solidariedade), o projeto de lei tenta silenciar as vozes do corpo docente, atenta contra a democracia e o direito de livre pensamento, e deforma a prática pedagógica nas salas de aula. É importante salientar que a escola é um espaço para a discussão de ideias e para a construção dos conhecimentos.

O Sinpro entende que debater questões e assuntos atuais é fomentar a cidadania, formar o senso crítico, formando não apenas alunos, mas cidadãos atuantes. Desta forma, o Sindicato convoca toda a categoria para acompanhar, participar da audiência e defender a democracia.

Santa Maria participa de caminhada contra o abuso e a exploração sexual

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As escolas de Santa Maria participaram de uma caminhada contra o abuso e a exploração sexual da criança e do adolescente. O evento, realizado na manhã desta terça-feira (19) e organizado pela Coordenação Regional de Educação de Santa Maria, foi programado para o Dia Nacional do Combate à Exploração Sexual e contou com a participação de estudantes, professores e da comunidade escolar.

A caminhada é parte do projeto “Faça bonito: Denunciar e proteger!” e tem como objetivo promover discussões e disseminar boas práticas que diminuam os números da violência e da exploração sexual de crianças.

Diretores do Sinpro, professores(as) e orientadores(as) regionais enfatizaram a importância da caminhada contra esse crime hediondo. “Eventos como este são importantes para informar e orientar a criança para que elas possam entender e se proteger. Nosso objetivo é diminuir os índices de exploração e violência”, salientou o diretor do Sinpro Fernando Ferreira.

Audiência pública debate a violência contra o professor no DF

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Uma audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal debateu a violência contra o professor no DF. Participaram o diretor do Sinpro Gabriel Magno, o diretor do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares (Sinproep-DF), Rodrigo Pereira de Paula, além de educadores, sindicalistas, integrantes do governo e estudantes. Durante a audiência, proposta pelo deputado distrital Israel, foram discutidas soluções conjuntas para o problema que atinge grande parte das escolas públicas e privadas do DF.

Durante sua fala Gabriel Magno salientou que a violência contra o professor se dá em três dimensões: a primeira feita pelo próprio poder público com baixos salários e condições de trabalho muitas vezes precárias e abaixo do ideal; a segunda devido ao baixo prestígio social da profissão, reforçado muitas vezes pela mídia; e a terceira na relação da escola com a sociedade.

Como soluções para o problema foram propostas melhores condições de trabalho, contratação de profissionais e a criação de um mapa da violência nas escolas para a construção de políticas públicas. “A violência contra o professor precisa ser tratada com responsabilidade por toda a sociedade, mas fundamentalmente no papel do estado e do poder público sobre ela. Para isto a necessidade de mais investimentos na educação, melhoria nas condições de trabalho dentro e fora de sala de aula, e no equipamento das escolas”, finalizou o diretor do Sinpro.

Educação Emancipadora e Projeto de Nação será tema de debate na UnB

O Coletivo Sindical, Popular e Estudantil de Formação Política convida para o debate Educação Emancipadora e Projeto de Nação, que será realizado no dia 27 de maio, às 19h, no Anfiteatro 10 da Universidade de Brasília (UnB). Falarão sobre o tema Erlando da Silva Rêses, professor doutor da Faculdade de Educação da UnB, e Valdemar Sguissardi, professor doutor titular (aposentado) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A entrada é franca e todos estão convidados a participar.

 

CEF 4 de Ceilândia é mais uma vítima da violência

Casos de violências nas escolas públicas do Distrito Federal infelizmente são cada vez mais comuns. Na última semana, o Centro de Ensino Fundamental 4 de Ceilândia cancelou as aulas devido a ameaças de morte feitas por traficantes e venda ilegal de drogas nos arredores e dentro do colégio. A falta de segurança nas escolas é uma das grandes reclamações de toda a categoria docente da rede pública do Distrito Federal. Após o compromisso do Batalhão Escolar permanecer das 7h às 23h nas imediações do colégio, as aulas no CEF foram retomadas. Porém, o batalhão permanecerá na escola até o dia 6 de junho, data que será reavaliada a necessidade de permanência do batalhão no local.

Segundo relato de funcionários do CEF 4, um grupo tomou conta da guarita do colégio e controla entrada e saída dos alunos. Pais, professores e a comunidade escolar exigiram que a Polícia Militar garanta a permanência do Batalhão Escolar no estabelecimento com o objetivo de manter a segurança no local. Pais de estudantes organizaram um documento com 234 assinaturas pedindo segurança no local.

Infelizmente este não é o primeiro caso de violência no ambiente escolar. No dia 25 de março um estudante foi assassinado com um tiro na cabeça pouco antes de começar a penúltima aula no Centro Educacional (CED) 06, em Taguatinga Norte. O professor de matemática Evandro Borges, que chegava para dar aula nos dois últimos horários, ouviu os disparos quando estava estacionando o carro. “Vulneráveis, professores e estudantes, todos estamos reféns da violência, na corda bamba. No momento do crime, não havia nenhum policial na escola. Só havia o porteiro, que ficou sem ação, até porque ele não tem o poder e o papel de um policial”, declara.

A Diretoria do Sinpro acompanha o caso e exige do Governo do Distrito Federal uma posição definitiva sobre a violência nas escolas, e que os professores tenham condições e segurança para realizarem seus trabalhos.

Internet de graça chega a 84 mil escolas públicas

O Programa Banda Larga nas Escolas, assumido pelas prestadoras do serviço, em metas contratuais de universalização dos serviços de telecomunicações, contabiliza 84 mil escolas públicas com internet gratuita, informou nesta segunda-feira (18) a Associação Brasileira de Telecomunicações.

De acordo com a entidade, do total, 66 mil são escolas públicas de ensino fundamental e médio localizadas em áreas urbanas e 18 mil, nas áreas rurais dos municípios. Entre as instituições, há escolas municipais, estaduais e federais.

A infraestrutura de banda larga fixa foi fornecida pelas concessionárias de telefonia, conforme previam os editais de licitação do serviço. O programa começou a ser implantado em 2008, quando a meta era conectar 55 mil instituições de ensino – número ampliado para alcançar as novas escolas públicas de ensino identificadas pelo censo escolar.

Com informações da EBC

Professores de seis estados e de pelo menos sete municípios estão em greve

Professores das redes estaduais de seis estados estão em greve, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os estados que estão paralisados são Pará, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, além de Sergipe, que entrou em greve hoje (18).

A secretária geral da CNTE, Marta Vanelli explica que, de forma geral, o motivo principal é o cumprimento da Lei do Piso, que neste ano estabelece o reajuste de 13,01%, garantindo um salário inicial R$ 1.917,78. “A gente já avaliava, desde o início do ano, que seriam greves mais duras e mais difíceis de se conseguir ganhos salariais. Sabíamos que os governos iriam buscar justificativas para o não reajuste na baixa arrecadação”.

De acordo com a lei, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Nos últimos anos, as greves foram mais fáceis porque a porcentagem de reajuste era menor. O trabalhador não abre mão, não pode ficar no zero. Com uma inflação de cerca de 8% não podemos ficar sem reajuste”, diz Marta.

Em Sergipe a greve, decidida em assembleia no úlimo dia 13, começou nesta segunda-feira. Os professores pedem o reajuste de 13,01%, para todos na carreira. “Não aguentamos mais a situação que estamos vivendo, faltam professores, faltam funcionários, falta alimentação escolar”, diz Lúcia Barroso, do departamento das redes municipais do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese).

Em Goiás, a greve foi decidida no dia 8 de maio e teve início no último dia 13. Entre os motivos está também o pagamento do piso aos professores, que segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), só começará a ser pago pelo estado em agosto. Os trabalhadores reividicam que o cumprimento do reajuste seja desde o início do ano.

No Paraná, os professores estão de greve desde o dia 27 de abril. Eles reivindicam, entre outras pautas, o cumprimento do piso nacional e o recebimento retroativo a janeiro. Além do reajuste de 8,14% retroativo a data-base, realização de concurso público e melhores condições de trabalho. No estado, durante um protesto de servidores, a maioria professores, em Curitiba, contra uma lei aprovada no Paraná que alterou o regime de previdência dos servidores estaduais. Durante a manifestação, 200 pessoas ficaram feridas.

No Pará, os profissionais iniciaram a greve no dia 25 de março, pedindo, entre outros pontos, o pagamento retroativo do valor do piso, que somente começou a ser pago em abril, quando deveria vigorar desde janeiro. Em Santa Catarina a greve começou no dia 24 de março. A principal demanda é o plano de carreira. Os professores pedem também o reajuste do piso à carreira, retroativo a janeiro.

Em São Paulo, os professores estão em greve há mais tempo, desde o dia 13 de março por uma reajuste salarial de 75,33%. A porcentagem equivale ao cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que estabelece a equiparação do rendimento médio dos professores ao rendimento médio dos demais profissionais com mesma escolaridade.

O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme números incluídos no site do Ministério da Educação. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.

De acordo com levantamento da CNTE, estão em greve também as redes municipais de Maceió (AL), Macapá (AP), Camacã e Lauro de Freitas (BA), Curvelândia, Pedra Preta e Barão de Melgaço (MT).

Com informações da EBC

Incoerente, GDF admite demissão de concursados

No sábado passado (16), o GDF publicou nota alardeando que está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que promete resolver a situação.
Para o governo, a solução é muito simples. Basta demitir servidores concursados. Isto está expresso logo no início da nota governamental.
Isso tem nome: terrorismo. E também tem objetivo: preparar terreno para evitar reajustes salariais previstos em lei para diversas categorias, incluindo o Magistério. Sobre o assunto, tudo indica que na próxima terça-feira (26), o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) irá julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade do MPDFT referente às leis das carreiras.
A diretoria do Sinpro entende que o Governo Rollemberg, mais uma vez, age de forma precipitada e unilateral. A todo momento, tenta descaracterizar a luta dos trabalhadores colocando dificuldades orçamentárias para inviabilizar conquistas salariais. Esta é uma prática recorrente nos estados em que os governos se negam a negociar e não recebem os trabalhadores, diferentemente dos profesores do DF – que têm reajuste garantido em lei. Esta fórmula está sendo usada, por exemplo, em Sergipe, onde os professores iniciaram greve ontem (18).
Clique aqui e confira a fala do  governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB) .
Cabe destacar que a postura insistente do GDF em não dialogar com os servidores e se comunicar com as categorias apenas pela imprensa pode trazer consequências ruins para o Distrito Federal – para os servidores, para o serviço público e para a sociedade.
Evidentemente, existem diversas outras formas de corrigir as distorções e resolver o problema da LRF. O certo é que enxugar a máquina não passa por demissão de servidores de carreira. Isso é, no mínimo, um equívoco.
Na contramão – Paralelamente, e na contramão do próprio discurso oficial, o GDF tem promovido a nomeação de centenas de comissionados – como se vários profissionais concursados não estivessem prontos para assumir os cargos, aguardando apenas o chamado do governo.
Outro ponto que segue na contramão é o anúncio do governo em alterar as aposentadorias, tornando o sistema de previdências dos servidores públicos do Distrito Federal temerário para os novos concursados.
Pelo jeito, 2015 promete ser um ano de muita mobilização para o magistério e outras carreiras de servidores. O governo Rollemberg está apenas começando, mas a luta também.
Por isso mesmo, os trabalhadores devem se preparar para ações que, com certeza, terão que ser efetivadas para garantir direitos e evitar a subtração de conquistas. E se preparar para a agenda de mobilização acerca das campanhas salariais para 2016.
O Sinpro lembra que todos os servidores deverão participar da paralisação nacional, convocada para o próximo dia 29, com ato na Praça do Buriti, às 10h.

Professores da Rede Estadual de Sergipe aprovam greve por tempo indeterminado

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Os professores da rede estadual de ensino entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (18). Segundo a categoria, o Governo do Estado de Sergipe não garante os direitos da classe. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), 12 mil professores se reuniram em frente ao Palácio dos Despachos em Aracaju.

A deliberação pela greve e pelo ato público foi definida a partir da negativa do Governo de Sergipe em garantir os direitos dos professores e professoras. A partir da leitura do ofício enviado pelo Secretário de Educação para o SINTESE, como resposta à pauta entregue pela categoria no dia 30 de abril (quando aconteceu uma manifestação em frente à SEED), a Presidenta do sindicato, Ângela Melo, fez contundentes críticas ao tratamento que o Governo dá aos professores e professoras. De acordo com Ângela, “o secretário Jorge Carvalho e o governador Jackson Barreto tratam o piso do magistério não como um direito, mas como uma pretensão da categoria. Esse é um Governo que se caracteriza por negação do direito e por criminalizar professores e professoras”.

Ângela frisou também que há em curso uma campanha difamatória e enganosa do Governo de Sergipe, que tem como objetivo tentar desqualificar a mobilização dos professores e professoras. “Quem vê a propaganda e os discursos do Governo até pensa que não há mais problemas de violência nas escolas, que não há mais um grave problema na estrutura das escolas estaduais e que todos os professores recebem altos salários. Essa é a estratégia do governador Jackson Barreto: mostrar enganosamente que a educação em Sergipe vai a mil maravilhas”, destacou.

Após os debates, a categoria avaliou que a única alternativa neste momento é a realização da greve. “Buscamos o diálogo e tentamos a negociação, mas o Governo de Sergipe mostra que não tem compromisso com os direitos do magistério. A prova foi a resposta que nos enviou por ofício. Por isso, essa é a hora de construirmos uma forte, bonita e organizada greve”, destacou o professor Roberto Silva, diretor da base estadual do sindicato.
O diretor de comunicação do SINTESE, Joel Almeida, reafirmou o vigor militante do sindicato e a disposição da diretoria para permanecer em mobilização. “Sempre que negarem os nossos direitos, temos a obrigação de ir às ruas dialogar com estudantes, pais e a comunidade em geral sobre os problemas que enfrenta a educação pública em nosso estado. Fizemos isso todos os anos, independente dos governantes. Com Jackson não será diferente: continuaremos na luta, nas ruas, em defesa dos nossos direitos”, disse Joel.
Além da greve e do ato público em frente ao Palácio do Governo, os professores e professoras aprovaram outras atividades de luta, como campanha na mídia televisiva, radiofônica e outdoors, como forma de enfrentar o discurso enganoso do Governo; acompanhamento da agenda do Governador, de modo a pressioná-lo pela garantia dos direitos da categoria; mobilizações e atos nos bairros de Aracaju e nos maiores municípios do estado.

Com informações do SINTESE

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