Depois do massacre, comandante da PM do Paraná pede exoneração

O governo do Paraná divulgou nota nesta quinta-feira (7) na qual comunica que o comandante-geral da Polícia Militar (PM) do estado, coronel Cesar Vinicius Kogut, pediu exoneração do cargo. Depois de coordenar o massacre contra os professores na quarta-feira (29), Kogut alegou dificuldades administrativas com a Secretaria de Segurança Pública ao entregar o pedido ao governador Beto Richa.
 

Kogut deixou claro, ao pedir exoneração, que todas as ações contra os professores foram planejadas e aprovadas pelo secretário Francischini

Kogut e o secretário de Segurança, Fernando Francischini, vinham se desentendendo publicamente sobre os procedimentos adotados pela PM paranaense nos protestos de professores que resultaram em mais de 200 feridos na última semana. Em entrevista à imprensa após o episódio, Francischini classificou de “lamentável” a violência contra os manifestantes e responsabilizou indiretamente o comandante da PM.
“Não tem justificativa. Nós lamentamos. As imagens são terríveis. Nunca se imaginava que um confronto como esse terminasse de maneira tão lastimável, com as imagens que nós vimos. Vamos ouvir quem comandou a operação, quem deus as ordens para que fossem executadas as medidas de contenção”, disse Francischini
Nesta quarta-feira (6), foi a vez de Kogut enviar carta ao governador Beto Richa em resposta às declarações do secretário. “Não se pode admitir, em respeito à tradição da Polícia Militar do Paraná, seus oficiais e praças, que seja atribuída a tão nobre corporação a pecha de irresponsável e leviana”, dizia o documento que era também assinado por 15 coronéis da PM.
Kogut afirma ainda que todas as ações, extremamente violentas, foram executadas seguindo um plano de operação elaborado e aprovado pelo escalão superior da Secretaria de Segurança Pública. O militar deixou claro ainda que durante a operação o secretário foi informado de todos os desdobramentos em tempo real.
Diante do impasse com o secretário, o comandante apresentou o pedido de exoneração nesta quinta-feira (7). O governo paranaense anunciou que o coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, atualmente chefe do Estado-Maior da PM, assumirá interinamente o cargo.
(Do Portal Vermelho)

Justiça paulista manda Alckmin pagar salários de professores grevistas

A juíza titular da 4ª vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Celina Kiyomi Toyoshima, concedeu nesta quinta-feira (7) liminar favorável aos professores paulistas, impedindo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de descontar os dias parados em virtude da greve iniciada em 16 de março, até que haja julgamento da paralisação. Assim, após ser oficiado, o governo paulista terá de efetuar o pagamento da parte faltante dos salários de abril dos docentes.
“A greve é um direito assim previsto pela Constituição Federal. Até que haja solução sobre a legalidade ou não do movimento, afigura-se prematuro o desconto salarial pelos dias da paralisação e de corte do ponto”, argumentou a magistrada. O governo paulista ainda pode recorrer da decisão.
A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha de Azevedo, a Bebel, festejou a decisão e acredita que dará mais força ao movimento. “É um novo fôlego nessa batalha contra a intransigência do governador. Temos ao menos 50% dos professores em greve e não vamos desistir”, afirmou. Bebel lembrou que os professores, historicamente, repõem as aulas referentes aos dias parados. “É absurdo fazer isso. Foi para amedrontar os professores. A gente luta por melhores salários e depois não recebe”, afirmou.
A notícia da decisão favorável chegou aos professores durante a audiência de conciliação realizada nesta tarde, com mediação do vice-presidente do TJ-SP, desembargador Eros Piceli. A reunião foi a portas fechadas. As partes depois conversaram com a imprensa. A tentativa de negociação, no entanto, não teve avanços, já que o secretário estadual da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, descartou qualquer negociação com os docentes até julho, que, segundo ele, é a verdadeira data-base da categoria.
“O estado está passando por uma queda de arrecadação. Não vamos apresentar qualquer proposta até saber como vai se comportar a arrecadação. Não podemos apresentar nada sem que a equipe econômica indique que não haverá problema”, afirmou Voorwald, que informou que 53% dos servidores estaduais estão na Secretaria da Educação. Os professores reivindicam reajuste de salário de 75,33% para garantir a equiparação salarial com outras categorias profissionais que possuem o mesmo nível de formação.
O secretário defendeu o corte de ponto dos professores grevistas “em respeito àqueles que permanecem trabalhando”. Voorwald disse ainda que não há amparo legal para discutir reajuste com os professores, pois o último índice foi aplicado em julho do ano passado. E em quatro anos, os docentes teriam recebido 45% de reajuste.
Bebel contesta essa versão. “Quando acertamos o último acordo esperávamos que os 45% fossem de reajustes no salário. Mas somente 28% foi reajuste, os outros 17% foram incorporação de gratificações aos vencimentos mensais. O que também é importante para a categoria, mas não é a mesma coisa”, afirmou. A incorporação das gratificações altera principalmente a aposentadoria, já que os valores de bonificação não contam para a Previdência.
De acordo com o percentual alegado pelos professores, a média de reajuste da categoria é de 7% ao ano. A inflação no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de março de 2011a março de 2015, foi de 29,77%. “Nossa categoria nunca teve ganho real”, frisou Bebel.
Eurico Ferraresi, representante do Ministério Público Estadual, que ontem (6) se manifestou contrário ao corte de ponto dos professores, propôs que as partes fizessem um acordo para a reposição da inflação do período de março de 2014 a fevereiro de 2015, o que foi considerado aceitável pela Apeoesp. O secretário da Educação, porém, negou a proposta.
Outras pautas colocadas na mesa foram as más condições de trabalho, como a precarização dos professores temporários, que não têm seus direitos trabalhistas reconhecidos, e o fechamento de 3.390 salas de aulas e a consequente superlotação.
Sem acordo, a ação de dissídio coletivo será decidida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça paulista, composto por 25 desembargadores. Será sorteado um relator para a matéria, que poderá requisitar diligências e manifestações das partes, o que impossibilita a definição de um prazo para o julgamento. “As partes negaram a realização de uma nova audiência de conciliação. É uma situação complexa, em que até a data-base foi motivo de divergência”, explicou o vice-presidente do tribunal, desembargador Eros Piceli. Esse será o primeiro julgamento de dissídio de servidores públicos no TJ-SP.
(Do Portal Forum)

Morre Alfredo Gastal, ex-superintendente do Iphan

Na quinta-feira (7) faleceu o ex-superintendente regional do Iphan (Instituto de Patrimônio Artístico e Histórico Nacional) no DF, Alfredo Gastal, aos 74 anos, por falência múltipla dos órgãos.
Alfredo foi um grande defensor da preservação urbanística da cidade enquanto ficou à frente da entidade, entre 2004 e 2012.
Gaúcho de Porto Alegre, ele morava em Brasília desde 1967. Em nota, o Iphan declarou que “Alfredo Gastal contribuiu para as ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Para ele, a proteção do Plano Piloto estaria na razão direta do seu desenvolvimento econômico, relacionada com seu contexto metropolitano”.

Audiência pública no Senado discute massacre contra professores no Paraná

Na quarta-feira (6) uma audiência pública no Senado, convocada pelo senador Paulo Paim (PT/RS) debateu o massacre que ocorreu no Paraná no último dia 29 de abril, quando 393 professores(as) ficaram feridos após forte repressão policial. Os(as) servidores(as) protestaram contra o governador Beto Richa (PSDB), que encaminhou projeto para a Assembleia Legislativa, retirando benefícios previdenciários da categoria.

Durante cerca de 5 horas de audiência, dezenas de pessoas relataram o que presenciaram: senadores, deputados federais e estaduais, representantes de movimentos sociais, jornalistas e principalmente os próprios professores.

A truculência da PM paranaense foi unanimidade na fala de todos os presentes, inclusive de parlamentares aliados do governador paranaense. O Governo do Paraná foi convidado, mas não foi representado pelo governador e por nenhum secretário de Estado. Compareceu um mero assessor, chamado Edson Lau Filho, que leu uma carta em que defende o governo e responsabiliza a categoria. O senador Roberto Requião (PMDB/PR) comentou que “o governador do Paraná foi terceirizado pelo senhor Lau”.

O Professor Hermes Silva, presidente do APP-Sindicato, foi enfático em suas declarações. “Desde a reeleição de Beto Richa, nós assistimos a um comportamento diferente do governo. Acabaram os debates, os diálogos e as reuniões com a categoria. O governo começou a propor a retirada dos nossos direitos sem consultar os servidores”, aponta. A professora Luzia Martha Belini (Sindicato dos Docentes do Paraná) afirmou que foram “2 horas e 30 minutos de bombardeio incessante”.

Irina Karla Bacci, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República endossou que “foram quase 400 feridos, que a grande maioria deles era da cintura para cima. E quase todos apresentavam mais de um ferimento”. Irina também disse que uma creche próxima também foi atingida por bombas de gás lacrimogênio.

O repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, que foi mordido por um pitbull, fez um relato emocionado. Luis Carlos de Jesus afirmou que “as cenas foram de guerra, com helicópteros dando rasante e jogando bombas lá do alto. Colegas choravam ao meu lado vendo os professores apanharem. Eu estava lá trabalhando e fui mordido. Por 3cm o cão não atingiu a artéria e eu estaria morto. Ainda tive que ouvir do governador que eu fui pra frente do cachorro, que pisei no pé dele. Minha filha queria ser policial, mas agora diz que não quer mais, pois não quer jogar o cachorro em ninguém que está trabalhando”, disse com a voz embargada.

Ao final, Carmem Foro, vice-presidenta da CUT nacional, mostrou o ferimento no antebraço após o massacre. E declarou que “nada justifica aquela violência. O que aconteceu ali foi absolutamente desigual. A atitude da polícia foi de varrer as pessoas daquela praça pública”.  Regina Cruz, presidenta da CUT Paraná, falou que pediu para o Secretário de Segurança Pública do Paraná interromper o massacre, mas ele ignorou. “Liguei para o senhor Franciscchini para interromper com as bombas, pois tinham muitos feridos na praça para serem socorridos. Não fui atendida. O responsável por essa covardia é quem manda na PM e no Secretário, é o Beto Richa, governador do Paraná”, diz.

 

PL da Mordaça preconiza cartaz para humilhar professor

A cada nova leitura do projeto de lei de autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD-Solidariedade), o PL da Mordaça, mais nos assustamos com o tamanho desrespeito à categoria e à democracia.

O Anexo I do projeto estipula um cartaz, intitulado “Deveres do Professor”, a ser fixado nas escolas. O anexo indica, inclusive, suas medidas de altura e largura. Bem didático.

O cartaz, na verdade, é uma síntese do PL da Mordaça e discorre, em seus cinco itens, todo o arcabouço antidemocrático que o projeto tenta empurrar goela abaixo dos professores.

Em resumo, os professores e professoras ficam ameaçados de censura; de humilhação pública, através da fixação desses cartazes que explicitam a cassação de sua liberdade de ensinar; e até de responsabilização pela ação de terceiros em sala de aula.

Esquece-se a deputada, porém, que a categoria se caracteriza pelo seu compromisso com uma educação democrática, inclusiva e de qualidade no Distrito Federal. Com decisiva contribuição de nossa ação coletiva, o DF é hoje referência na educação pública para todo o país. Isto prova o profundo desconhecimento da parlamentar acerca dos processos pedagógicos, do dia-a-dia das escolas e da rotina dos professores(as).

E é justamente em nome dessa história e desse compromisso que repudiamos veementemente o projeto de lei da deputada Sandra Faraj, que representa, por fim, uma afronta ao trabalho dos professores e professoras em sala de aula, além de profundo desrespeito e até desprezo pela nossa categoria.

>>> Clique aqui e leia a íntegra do PL da Mordaça

Leia também:

Projeto da Mordaça de Sandra Faraj quer reviver tempos da ditadura

PL da Mordaça criminaliza movimento dos trabalhadores

PL propõe volta da censura às salas de aula

 

Caderno de Educação discute o novo PNE e o pacto federativo

Capa_CadernoEducação_n24Ao tomar o pacto federativo em seu sentido mais amplo, deve-se considerar os recursos públicos ainda não vinculados à educação, mas que têm de cumprir uma finalidade educacional articulada e, evidentemente, garantidora de direitos da população de igual sentido, porque são retratos do esforço conjunto da sociedade.
Com essa perspectiva, Carlos Abicalil, no artigo “O novo PNE e o Pacto Federativo”, publicado no Caderno de Educação nº 24, da CNTE, entre janeiro e junho de 2011, cujo tema é “PNE: a Visão dos(as) Trabalhadores(as) em Educação”.
No artigo, Abicalil aponta a reorganização que está ocorrendo nas secretarias do Ministério da Educação (MEC) para atender às premissas exigidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Além disso, discute a questão das metas, estratégias e objetivos constantes no PNE e os recursos destinados para essa área. Confira aqui e faça uma boa leitura!

Audiência pública no Senado discute massacre contra professores no PR

Na quarta-feira (6) uma audiência pública no Senado, convocada pelo senador Paulo Paim (PT/RS) debateu o massacre que ocorreu no Paraná no último dia 29 de abril, quando 393 professores(as) ficaram feridos após forte repressão policial. Os(as) servidores(as) protestaram contra o governador Beto Richa (PSDB), que encaminhou projeto para a Assembleia Legislativa, retirando benefícios previdenciários da categoria.
Durante cerca de 5 horas de audiência, dezenas de pessoas relataram o que presenciaram: senadores, deputados federais e estaduais, representantes de movimentos sociais, jornalistas e principalmente os próprios professores.
A truculência da PM paranaense foi unanimidade na fala de todos os presentes, inclusive de parlamentares aliados do governador paranaense. O Governo do Paraná foi convidado, mas não foi representado pelo governador e por nenhum secretário de Estado. Compareceu um mero assessor, chamado Edson Lau Filho, que leu uma carta em que defende o governo e responsabiliza a categoria. O senador Roberto Requião (PMDB/PR) comentou que “o governador do Paraná foi terceirizado pelo senhor Lau”.
O Professor Hermes Silva, presidente do APP-Sindicato, foi enfático em suas declarações. “Desde a reeleição de Beto Richa, nós assistimos a um comportamento diferente do governo. Acabaram os debates, os diálogos e as reuniões com a categoria. O governo começou a propor a retirada dos nossos direitos sem consultar os servidores”, aponta. A professora Luzia Martha Belini (Sindicato dos Docentes do Paraná) afirmou que foram “2 horas e 30 minutos de bombardeio incessante”.
Irina Karla Bacci, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República endossou que “foram quase 400 feridos, que a grande maioria deles era da cintura para cima. E quase todos apresentavam mais de um ferimento”. Irina também disse que uma creche próxima também foi atingida por bombas de gás lacrimogênio.
O repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, que foi mordido por um pitbull, fez um relato emocionado. Luis Carlos de Jesus afirmou que “as cenas foram de guerra, com helicópteros dando rasante e jogando bombas lá do alto. Colegas choravam ao meu lado vendo os professores apanharem. Eu estava lá trabalhando e fui mordido. Por 3cm o cão não atingiu a artéria e eu estaria morto. Ainda tive que ouvir do governador que eu fui pra frente do cachorro, que pisei no pé dele. Minha filha queria ser policial, mas agora diz que não quer mais, pois não quer jogar o cachorro em ninguém que está trabalhando”, disse com a voz embargada.
Ao final, Carmem Foro, vice-presidenta da CUT nacional, mostrou o ferimento no antebraço após o massacre. E declarou que “nada justifica aquela violência. O que aconteceu ali foi absolutamente desigual. A atitude da polícia foi de varrer as pessoas daquela praça pública”.  Regina Cruz, presidenta da CUT Paraná, falou que pediu para o Secretário de Segurança Pública do Paraná interromper o massacre, mas ele ignorou. “Liguei para o senhor Franciscchini para interromper com as bombas, pois tinham muitos feridos na praça para serem socorridos. Não fui atendida. O responsável por essa covardia é quem manda na PM e no Secretário, é o Beto Richa, governador do Paraná”, diz.

MP 665: Saiba como cada deputado votou o ajuste fiscal

Por um placar de 252 votos a favor contra 227 contra, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira 6, a Medida Provisória 665/14, que dificulta a obtenção do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso. O texto aprovado é o relatório do senador Paulo Rocha (PT-PA). De acordo com a proposta, o trabalhador terá direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses ininterruptos nos 18 meses anteriores à demissão. Antes, o trabalhador precisava de apenas seis meses.

Parlamentar UF Voto
DEM
Alberto Fraga DF Não
Alexandre Leite SP Não
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Efraim Filho PB Não
Eli Côrrea Filho SP Não
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Não
Hélio Leite PA Não
Jorge Tadeu Mudalen SP Não
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Não
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Não
Misael Varella MG Sim
Moroni Torgan CE Não
Onyx Lorenzoni RS Não
Osmar Bertoldi PR Não
Pauderney Avelino AM Não
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Não
Rodrigo Maia RJ Sim
Total DEM: 22
PCdoB
Alice Portugal BA Sim
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Chico Lopes CE Sim
Daniel Almeida BA Sim
Davidson Magalhães BA Sim
Jandira Feghali RJ Sim
Jô Moraes MG Sim
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Sim
Orlando Silva SP Sim
Rubens Pereira Júnior MA Sim
Wadson Ribeiro MG Sim
Total PCdoB: 13
PDT
Abel Mesquita Jr. RR Não
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dagoberto MS Não
Damião Feliciano PB Não
Félix Mendonça Júnior BA Não
Flávia Morais GO Não
Giovani Cherini RS Não
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Não
Mário Heringer MG Não
Pompeo de Mattos RS Não
Roberto Góes AP Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 19
PEN
André Fufuca MA Sim
Total PEN: 1
PHS
Adail Carneiro CE Não
Carlos Andrade RR Não
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Não
Marcelo Aro MG Não
Total PHS: 5
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Alceu Moreira RS Não
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Não
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Sim
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Elcione Barbalho PA Sim
Fabio Reis SE Não
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Não
Hildo Rocha MA Sim
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Não
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Não
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Não
Laudivio Carvalho MG Não
Lelo Coimbra ES Não
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Lucio Vieira Lima BA Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Não
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Não
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Terra RS Sim
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Simone Morgado PA Sim
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Sim
Vitor Valim CE Não
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim
Total PMDB: 64
PMN
Antônio Jácome RN Não
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim
Total PMN: 3
PP
Afonso Hamm RS Não
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Não
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Não
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Não
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Não
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Guilherme Mussi SP Sim
Iracema Portella PI Sim
Jair Bolsonaro RJ Não
Jerônimo Goergen RS Não
Jorge Boeira SC Não
José Otávio Germano RS Não
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Não
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Não
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Não
Nelson Meurer PR Sim
Odelmo Leão MG Não
Paulo Maluf SP Sim
Renato Molling RS Não
Renzo Braz MG Não
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Não
Simão Sessim RJ Sim
Toninho Pinheiro MG Sim
Waldir Maranhão MA Sim
Total PP: 39
PPS
Alex Manente SP Não
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Não
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Não
Marcos Abrão GO Não
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Não
Rubens Bueno PR Não
Sandro Alex PR Não
Total PPS: 11
PR
Aelton Freitas MG Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Anderson Ferreira PE Sim
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Sim
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Sim
Laerte Bessa DF Sim
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Marcos Soares RJ Não
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Não
Paulo Freire SP Não
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Sim
Tiririca SP Não
Vinicius Gurgel AP Sim
Wellington Roberto PB Sim
Zenaide Maia RN Sim
Total PR: 32
PRB
Alan Rick AC Não
André Abdon AP Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
Celso Russomanno SP Sim
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Fausto Pinato SP Não
Jhonatan de Jesus RR Não
Jony Marcos SE Sim
Marcelo Squassoni SP Não
Márcio Marinho BA Não
Roberto Alves SP Sim
Ronaldo Martins CE Não
Rosangela Gomes RJ Não
Sérgio Reis SP Sim
Tia Eron BA Não
Vinicius Carvalho SP Sim
Total PRB: 19
PROS
Ademir Camilo MG Não
Antonio Balhmann CE Sim
Beto Salame PA Sim
Domingos Neto CE Sim
Dr. Jorge Silva ES Sim
Givaldo Carimbão AL Sim
Hugo Leal RJ Sim
Leônidas Cristino CE Sim
Miro Teixeira RJ Não
Ronaldo Fonseca DF Não
Valtenir Pereira MT Sim
Total PROS: 11
PRP
Alexandre Valle RJ Não
Juscelino Filho MA Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Total PRP: 3
PRTB
Cícero Almeida AL Não
Total PRTB: 1
PSB
Adilton Sachetti MT Não
Átila Lira PI Sim
Bebeto BA Não
César Messias AC Não
Fabio Garcia MT Não
Fernando Coelho Filho PE Não
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Não
João Fernando Coutinho PE Não
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Keiko Ota SP Sim
Leopoldo Meyer PR Não
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Sim
Maria Helena RR Não
Marinaldo Rosendo PE Não
Pastor Eurico PE Não
Paulo Foletto ES Não
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Não
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Valadares Filho SE Não
Vicentinho Júnior TO Sim
Total PSB: 29
PSC
Andre Moura SE Não
Edmar Arruda PR Sim
Eduardo Bolsonaro SP Não
Erivelton Santana BA Não
Gilberto Nascimento SP Não
Irmão Lazaro BA Não
Júlia Marinho PA Não
Professor Victório Galli MT Não
Raquel Muniz MG Não
Silvio Costa PE Sim
Total PSC: 10
PSD
Alexandre Serfiotis RJ Não
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Sim
Delegado Éder Mauro PA Sim
Diego Andrade MG Sim
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Não
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
Jefferson Campos SP Não
João Rodrigues SC Não
Joaquim Passarinho PA Sim
José Nunes BA Sim
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Ricardo Izar SP Sim
Rogério Rosso DF Sim
Rômulo Gouveia PB Sim
Sérgio Brito BA Sim
Sergio Zveiter RJ Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Não
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 32
PSDB
Alexandre Baldy GO Não
Alfredo Kaefer PR Não
Antonio Carlos Mendes Thame SP Não
Antonio Imbassahy BA Não
Arthur Virgílio Bisneto AM Não
Betinho Gomes PE Não
Bonifácio de Andrada MG Não
Bruna Furlan SP Não
Bruno Araújo PE Não
Bruno Covas SP Não
Caio Narcio MG Não
Carlos Sampaio SP Não
Célio Silveira GO Não
Daniel Coelho PE Não
Delegado Waldir GO Não
Eduardo Barbosa MG Não
Eduardo Cury SP Não
Fábio Sousa GO Não
Geovania de Sá SC Não
Giuseppe Vecci GO Não
Izalci DF Não
João Campos GO Não
João Castelo MA Não
João Gualberto BA Não
João Paulo Papa SP Não
Lobbe Neto SP Não
Luiz Carlos Hauly PR Não
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Não
Marcus Pestana MG Não
Mariana Carvalho RO Não
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Não
Nelson Marchezan Junior RS Não
Nilson Leitão MT Não
Nilson Pinto PA Não
Otavio Leite RJ Não
Paulo Abi-Ackel MG Não
Pedro Cunha Lima PB Não
Pedro Vilela AL Não
Raimundo Gomes de Matos CE Não
Ricardo Tripoli SP Não
Rocha AC Não
Rodrigo de Castro MG Não
Rogério Marinho RN Não
Rossoni PR Não
Samuel Moreira SP Não
Shéridan RR Não
Silvio Torres SP Não
Vanderlei Macris SP Não
Vitor Lippi SP Não
Total PSDB: 51
PSDC
Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Não
Total PSDC: 2
PSL
Macedo CE Sim
Total PSL: 1
PSOL
Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 5
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Sim
Afonso Florence BA Sim
Alessandro Molon RJ Sim
Ana Perugini SP Sim
Andres Sanchez SP Sim
Angelim AC Sim
Arlindo Chinaglia SP Sim
Assis Carvalho PI Sim
Benedita da Silva RJ Sim
Beto Faro PA Sim
Bohn Gass RS Sim
Caetano BA Sim
Carlos Zarattini SP Sim
Chico D Angelo RJ Sim
Décio Lima SC Sim
Enio Verri PR Sim
Fabiano Horta RJ Sim
Fernando Marroni RS Sim
Gabriel Guimarães MG Sim
Givaldo Vieira ES Sim
Helder Salomão ES Sim
Henrique Fontana RS Sim
João Daniel SE Sim
Jorge Solla BA Sim
José Airton Cirilo CE Sim
José Guimarães CE Sim
José Mentor SP Sim
Leo de Brito AC Sim
Leonardo Monteiro MG Sim
Luiz Couto PB Sim
Luiz Sérgio RJ Sim
Marco Maia RS Sim
Margarida Salomão MG Sim
Maria do Rosário RS Sim
Merlong Solano PI Sim
Moema Gramacho BA Sim
Nilto Tatto SP Sim
Odorico Monteiro CE Sim
Paulão AL Sim
Paulo Pimenta RS Sim
Paulo Teixeira SP Sim
Reginaldo Lopes MG Sim
Rubens Otoni GO Sim
Sibá Machado AC Sim
Toninho Wandscheer PR Sim
Valmir Assunção BA Sim
Valmir Prascidelli SP Sim
Vander Loubet MS Sim
Vicente Candido SP Sim
Vicentinho SP Sim
Waldenor Pereira BA Sim
Weliton Prado MG Não
Zé Geraldo PA Sim
Zeca Dirceu PR Sim
Zeca do Pt MS Sim
Total PT: 55
PTB
Adelson Barreto SE Não
Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Abstenção
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Benito Gama BA Não
Cristiane Brasil RJ Não
Deley RJ Não
Eros Biondini MG Não
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Não
Jovair Arantes GO Sim
Jozi Rocha AP Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Não
Paes Landim PI Sim
Pedro Fernandes MA Sim
Ricardo Teobaldo PE Sim
Ronaldo Nogueira RS Não
Sérgio Moraes RS Não
Walney Rocha RJ Não
Wilson Filho PB Sim
Zeca Cavalcanti PE Sim
Total PTB: 24
PTC
Brunny MG Sim
Uldurico Junior BA Não
Total PTC: 2
PTdoB
Luis Tibé MG Sim
Pastor Franklin MG Não
Total PTdoB: 2
PTN
Bacelar BA Sim
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim
Total PTN: 4
PV
Dr. Sinval Malheiros SP Não
Evair de Melo ES Não
Evandro Gussi SP Não
Fábio Ramalho MG Sim
Leandre PR Não
Sarney Filho MA Sim
Victor Mendes MA Sim
William Woo SP Não
Total PV: 8
Solidariedade
Arthur Oliveira Maia BA Não
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Não
Aureo RJ Não
Benjamin Maranhão PB Não
Carlos Manato ES Não
Elizeu Dionizio MS Sim
Genecias Noronha CE Não
JHC AL Não
Laercio Oliveira SE Não
Lucas Vergilio GO Não
Paulo Pereira da Silva SP Não
Zé Silva MG Não
Total Solidariedade: 13

(Da Carta Capital)

"Estou ferido por dentro e por fora", diz docente atingido no olho no Paraná

Uma semana tinha se passado desde o que aconteceu. “Como o senhor se sente?”. “Não existe palavra para definir aquilo lá”. Repito a pergunta, e ele desabafa: “Eu me sinto muito machucado por dentro e por fora”.
O professor de química Lúcio Roberto Vaisvila, 58, foi uma das centenas de pessoas que ficaram feridas no confronto entre policiais militares e professores no Centro Cívico, em Curitiba, no dia 29 de abril. Ele foi atingido por uma bala de borracha no olho.
Vaisvila recebeu a reportagem do UOLna casa de um parente no bairro residencial de Vista Alegre. Veio de Cianorte (a cerca de 500 km da capital), sua terra natal, para uma consulta médica na capital.
“O tiro pegou na testa e bateu no olho. Eu perdi a visão totalmente. Hoje está bem comprometida, está uns 20% ou 30%”, descreve. Ele mostra os três colírios diferentes que tem usado na esperança de voltar a enxergar com o olho esquerdo.
“Eu tenho medo de ficar sequelas porque eu dependo da minha visão para trabalhar. Eu só sei fazer isso. Se ficar sequela, não vou poder ensinar porque eu não estou enxergando letra nenhuma.”
“O senhor se imagina fora de sala de aula?”. Os olhos do professor se enchem de lágrima imediatamente. “Não, não imagino; não dá para imaginar. Eu gosto daquilo que eu faço, é uma paixão, mesmo sendo professor de química”. Ele ri. “Tem de gostar muito porque você vai contra uma maré que não é brincadeira.”
Exames revelaram que não houve descolamento da retina nem perfuração do globo ocular. Professor há quase 30 anos, ele nunca imaginou passar por essa situação. “Não dá para imaginar, nem na pior de todas as hipóteses. Nossa profissão é avessa às armas, à violência. A  nossa vida é repassar conhecimento, é construir o cidadão para que ele faça um mundo melhor.”
“O senhor sente algum tipo de revolta?”. “Não tenho sentimento de revolta porque eu estava lutando pelos meus direitos. Mas a agressão que o Estado praticou eu não vou perdoar. Nenhuma forma de agressão tem justificativa”.
(Do Uol)

CLDF encaminhará documento ao GDF pedindo melhorias na Escola de Música de Brasília

 

A 5ª Comissão Ordinária de Educação, Saúde e Cultura, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, promoveu na manhã desta quarta-feira (06), em caráter de audiência, um debate sobre a manutenção e funcionamento da Escola de Música de Brasília. Participaram da reunião diretores do Sinpro, alunos, pais, professores, servidores da carreira assistência, direção da EMB, membros da comunidade e representantes da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

Durante o debate, vários participantes falaram sobre as dificuldades passadas por alunos e professores, além dos problemas na estrutura da Escola, dos equipamentos musicais em péssimo estado e a manutenção incipiente. Outro ponto bastante debatido foi a ingerência da direção da escola, que através de uma liminar na Justiça impediu que os(as) professores(as) fizessem uma assembleia (prevista na Lei da Gestão Democrática), que formularia pedido de exoneração da direção. Através da “circular da censura”, os servidores estão proibidos de divulgar os problemas da escola, e a própria imprensa precisa de autorização da assessoria de comunicação do GDF para poder adentrar na escola, que é pública.

Também foram elencadas a aparente falta de comprometimento da Secretaria de Educação do DF, a ausência de coordenadores pedagógicos, a importância do ensino da educação musical, a formação de músicos para a sociedade, o valor da Escola de Música e o abandono da instituição nas últimas quatro décadas.

Após o debate ficou definido que o presidente da Comissão, deputado Reginaldo Veras, encaminhará um documento ao governo relatando o ocorrido na reunião e o pleito dos(as) professores(as), para que a Secretaria de Educação tome providências. Os(as) deputados(as) presentes ainda se comprometeram em destinar verba de emenda orçamentária para a Escola de Música.

Nas próximas semanas a Comissão Ordinária de Educação, Saúde e Cultura fará uma visita à EMB para conhecer os problemas e tentar encaminhar as soluções necessárias.

A Diretoria Colegiada do Sinpro defende uma Gestão Democrática em sua integralidade, a defesa da escola pública de qualidade e a valorização dos professores.

Acessar o conteúdo