Sinpro Cidadão já está disponível na sede e subsedes do Sinpro
Jornalista: sindicato
O Sinpro está disponibilizando a última edição do Sinpro Cidadão para ser distribuída entre os(as) alunos(as) e a comunidade escolar. O(a) professor(a) que desejar alguns exemplares pode pegá-los na sede e subsedes do Sindicato. O jornal também será distribuído nesta quarta-feira (15), durante o Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora.
É preciso avançar nos espaços de poder para chegar à equidade de gênero
Jornalista: sindicato
Em meio a muitas adversidades enfrentadas no dia-a-dia, as mulheres vêm conquistando alguns avanços no mercado de trabalho. A situação ainda está muito longe da ideal, mas um estudo realizado pelo Dieese, para marcar o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, mostra que seguimos em direção a um mercado de trabalho com maior equidade de gênero.
A base do estudo é a Pesquisa de Emprego e Desemprego, que o Dieese realiza em conjunto com a Fundação Seade e outras entidades parceiras e apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e Fundo de Amparo ao Trabalhador. De acordo com os números, a presença feminina na força de trabalho se estabilizou nos últimos anos e, de cada 100 mulheres, cerca de 50 estão no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas na Região Metropolitana de São Paulo.
A taxa de desemprego da mulher é sistematicamente maior que a dos homens, mas, recentemente, a diferença vem diminuindo, o que indica a criação de mais postos de trabalhos para elas. Mesmo assim, as mulheres ainda correspondem a mais da metade do número de desempregados.Desemprego
Todo o movimento de elevação do número de postos de trabalho com carteira de trabalho assinada, no período recente, beneficiou também as mulheres, pois houve crescimento do número de empregadas com proteção social. Contudo, quando ocupadas, elas encontram maior dificuldade de ascensão profissional, principalmente para chegar a cargos de chefia. E, em termos gerais, ganham menos do que os homens, apesar de possuir maior escolaridade.
É preciso ainda lembrar da dificuldade enfrentada pela mulher negra no mercado de trabalho. Ela acumula dupla discriminação: por sexo e raça. A grande maioria ainda está no emprego doméstico ou em setores sem proteção social, onde recebe menores salários e tem pouca chance de crescimento profissional. Para essas mulheres, deveria haver maior atenção por parte do poder público, com ações e políticas de incentivo e proteção redobradas.
Equidade
O debate rumo à equidade de gênero precisa mudar de patamar. O movimento sindical e social tem demandado que a mulher ocupe espaços de poder, onde possa efetivamente ajudar a construir uma sociedade mais justa. Mais da metade da população brasileira é mulher, mas a presença feminina é baixíssima em cargos de representação política. Em 2014, cresceu o número de candidatas mulheres, mas, na Câmara dos Deputados, somente 9,9% dos parlamentares são do sexo feminino. No Senado, o percentual é 13,6%. Como resultado dessa baixíssima participação, a mulher e os problemas que ela enfrenta são sub-representados nas leis criadas.
Outra questão importante diz respeito à mudança de comportamento nas empresas. A presença feminina em cargos executivos e de chefia é muito pequena. Além disso, as trabalhadoras são mais suscetíveis ao assédio moral e sexual. A forma de mudar a percepção sobre o papel da mulher dentro dessas organizações é pela negociação coletiva. Os acordos negociados indicam uma grande melhora em termos de proteção à mulher que é mãe, mas ainda é preciso transformar as cláusulas de igualdade e equidade em ações efetivas dentro da empresa, para transformar o ambiente de trabalho. Para que isso aconteça, é preciso que haja a ampliação da participação das mulheres nas entidades sindicais, na elaboração das pautas e nas mesas de negociação.
Também não é admissível que continue a vigorar o pensamento que diz que a mão de obra feminina é mais cara porque a mulher engravida ou precisa cuidar dos filhos ou dos pais. É preciso intensificar ainda mais a discussão, já em pauta, sobre a necessidade de se compartilhar as responsabilidades familiares e, para isso, é preciso repensar os papéis socialmente atribuídos ao homem e a mulher. Enquanto o homem ocupado faz cerca de 9,8 horas semanais de serviços domésticos, a mulher ocupada faz 20,6 horas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE). Por que a maior parte do trabalho doméstico precisa ser feita pela mulher?
Outra ponta dessa questão são as políticas públicas. Para promover a igualdade de condições de inserção da mulher no mercado de trabalho, as políticas públicas precisam universalizar o direito de acesso às creches, à educação infantil, básica e média, em tempo integral, assim como assegurar serviços que possam amparar as famílias nos cuidados com os idosos.
A verdadeira transformação só acontecerá quando as mulheres passarem a ocupar mais os espaços de formulação política, sindical e dentro das empresas; quando a educação incorporar a necessidade de disciplinas que ensinem as crianças a enxergar um mundo em que o papel de cuidar da família pertence aos adultos e não apenas à mulher; quando houver mudanças nas políticas públicas e; quando a discussão sobre a situação feminina deixar de ser feita entre mulheres, mas também incluir os homens.
Por Clemente Ganz Lúcio e Patrícia Lino Costa
(Da Caros Amigos)
'Não podemos permitir a redução da maioridade penal', afirma Dilma
Jornalista: sindicato
A presidenta Dilma Rousseff se manifestou hoje (13) contra a redução da maioridade penal. Pelas redes sociais, ela reiterou sua posição sobre o assunto e afirmou que é importante ampliar o debate que altera a legislação. A PEC 171 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no fim do mês passado.
“Reduzir a maioridade penal não vai resolver o problema da delinquência juvenil. Isso não significa dizer que eu seja favorável à impunidade. Menores que tenham cometido algum tipo de delito precisam se submeter a medidas socioeducativas, que nos casos mais graves já impõem privação da liberdade”, publicou a presidenta.
Dilma afirma que o Brasil já possui uma legislação avançada, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e que seu aperfeiçoamento pode ser a solução. Para ela, agora é o momento para ampliar o debate que pretende alterar a legislação. “É preciso endurecer a lei, mas para punir com mais rigor os adultos que aliciam menores para o crime organizado.”
A presidenta diz que orientou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para ampliar a discussão com representantes de organizações e instituições para o aprimoramento do Estatuto da Criança e do Adolescente. “É uma grande oportunidade para ouvirmos em audiências públicas as vozes do nosso país durante a realização deste debate.”
Encerrando o post, Dilma insiste: “Não podemos permitir a redução da maioridade penal. Lugar de meninos e meninas é na escola. Chega de impunidade para aqueles que aliciam crianças e adolescentes para o crime”.
(da Rede Brasil Atual)
Carta em defesa da regulamentação é lançada durante encontro em BH
Jornalista: sindicato
Ao fim de três dias de discussões, o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC) aprovou na tarde de ontem (12) documento, com o títuloCarta de Belo Horizonte, no qual reafirma a luta pela democratização da comunicação como pauta aglutinadora e transversal, além de conclamar entidades e ativistas a unir forças para pressionar o governo a abrir diálogo com a sociedade sobre a necessidade de regular democraticamente o setor no país.
O encontro, realizado em Belo Horizonte, contou com 682 inscritos, entre ativistas, estudantes, militantes, jornalistas, estudiosos e pesquisadores da comunicação, representantes de entidades e coletivos e autônomos do país. Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que organizou o evento, disse que o encontro “mostrou que a luta por uma comunicação democrática, inclusiva, plural está mais ativa e é mais necessária do que nunca. E mais do que isso, que os movimentos estão dispostos a cobrar do governo que paute essa questão e coloque na agenda dos debates estratégicos para o país”.
Confira a íntegra da carta:
Carta de Belo Horizonte
Regula Já! Por mais democracia e mais direitos
Nós, ativistas pelo direito à comunicação, militantes das mais variadas organizações do movimento social brasileiro (sindical, juventude, cultural, estudantil, moradia, do campo e da cidade, mulheres, negros, LGBT, meio ambiente, academia, ativistas digitais, trabalhadores da comunicação etc.), presentes em Belo Horizonte no 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, organizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, que reuniu quase 700 pessoas vindas das cinco regiões do país, demos mais uma demonstração de força e unidade do nosso movimento. Durante três dias debatemos propostas e projetos, trocamos experiências e construímos coletivamente uma estratégia comum de luta pela democratização da comunicação.
A defesa da democracia é uma das principais bandeiras de luta da sociedade brasileira. E a construção de uma sociedade efetivamente democrática só se realiza se houver liberdade de expressão para todos e todas, o que pressupõe a garantia do direito à comunicação. Reafirmamos, nesse sentido, que o Brasil precisa enfrentar o desafio de atualizar os instrumentos de regulação democrática dos meios de comunicação. Nos mantemos mobilizados, nas ruas e redes, para exigir que o governo cumpra o seu compromisso de abrir publicamente esse debate com a sociedade.
Em um momento em que o povo brasileiro e suas instituições democráticas enfrentam uma conjuntura política e econômica adversa, mais do que nunca, levantamos a bandeira: Regula Já! Por mais diversidade e pluralidade de vozes na mídia.
A direita brasileira derrotada nas eleições presidenciais sai às ruas defendendo a quebra da legalidade democrática. Nesse cenário, a mídia privada manipula a informação, distorce os fatos, fabrica crises, invisibiliza temas e criminaliza movimentos e atores sociais progressistas. O principal porta-voz desse discurso – a Rede Globo de Televisão – completa 50 anos em abril dando provas da sua falta de compromisso com o interesse público e com a democracia.
O Congresso Nacional, o mais conservador desde a ditadura militar, tem mostrado que a agenda da direita (redução de direitos trabalhistas, sociais, ataque aos direitos humanos) dará a tônica da atividade legislativa. O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que qualquer projeto de regulação dos meios de comunicação só será encaminhado para votação por cima do seu cadáver. Nesta mesma linha, o Poder Judiciário continua agindo de forma seletiva e parcial, refratário à agenda da democratização da comunicação, blindado pela caixa preta de sua estrutura institucional inquestionável.
A Presidenta Dilma Rousseff – que só foi eleita porque assumiu o compromisso de adotar políticas que aprofundassem direitos sociais e democráticos, com uma plataforma de reformas estruturais – dá sinais contraditórios de que essa agenda será aplicada.
Neste cenário, é preciso buscar uma ampla unidade dos movimentos sociais para barrar a direita e pressionar o governo, exigindo o cumprimento dos compromissos firmados. Lutas de cunho democrático, como a Reforma Política com o fim do financiamento empresarial das campanhas; a taxação de grandes fortunas; a defesa da Petrobras; o combate às terceirizações; contra a redução da maioridade penal; em defesa dos direitos dos indígenas; do meio ambiente; contra o extermínio da juventude negra; pela reforma agrária e urbana; pelos 10% do PIB para a educação e a defesa do SUS, precisam ser abraçadas pelo conjunto dos movimentos populares, entre eles o da comunicação. Nossa luta é por Mais Democracia e Mais Direitos!
No campo da comunicação, os desafios são ainda maiores, já que nos últimos 12 anos o governo não enfrentou essa pauta de forma estruturante. As importantes conquistas que foram a criação da EBC, a aprovação das leis de Acesso à Informação, regulação da TV por Assinatura (SeAc) e o Marco Civil da Internet, só foram possíveis em função da intensa mobilização social. No restante, o sistema permanece praticamente inalterado, caracterizado por uma forte concentração econômica e ausência de diversidade e pluralidade. O Capítulo V da Constituição Federal de 1988, da Comunicação Social, segue sem a regulamentação que garanta a sua aplicação. E a principal legislação da radiodifusão, o Código Brasileiro de Telecomunicações, já tem mais de 50 anos.
O novo ingrediente desse cenário é que a Presidenta Dilma Rousseff e o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, têm dado declarações públicas de que a pauta da regulação dos meios de comunicação será tratada neste mandato. É imperativo cobrar que esse discurso seja transformado em prática. De outro lado, o setor empresarial segue na sua cruzada para impedir que esse debate aconteça. Continua usando a mesma e velha tática de distorcer essa discussão, tachando qualquer tipo de regulação como censura.
Por isso, é indispensável ampliar a mobilização e pressão da sociedade para destravar esta agenda. Desde a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, temos ampliado a base social e consolidado propostas para um novo marco regulatório das comunicações. A principal delas é o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática, que em 33 artigos delineia um novo cenário para a comunicação no país. Inspirada nos tratados internacionais já ratificados pelo Brasil e em experiências regulatórias de países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Espanha e outros, a Lei da Mídia Democrática propõe mecanismos de implementação dos dispositivos constitucionais. Durante o 2º ENDC, reafirmamos essas propostas e a importância da estratégia de luta em torno da Lei da Mídia Democrática com a presença de convidados internacionais vindos do Canadá, Argentina e Uruguai.
O trabalho de coleta de assinaturas para a Lei da Mídia Democrática e a divulgação de seu conteúdo para setores mais amplos da sociedade devem ser intensificados. Mas, além disso, precisamos avançar também em outras frentes, como o fortalecimento do sistema público de comunicação; o fim da criminalização das rádios comunitárias e da mídia popular e alternativa (do campo e da cidade), com a criação de mecanismos para incentivar e fomentar a sua valorização; a universalização da Banda Larga; a garantia do respeito ao Marco Civil da Internet; a implantação dos Canais da Cidadania; a criação dos Conselhos de Comunicação nas três esferas da Federação; a defesa da Classificação Indicativa; o respeito aos direitos humanos nos meios de comunicação; a defesa do direito de resposta; o fim das concessões para os políticos; o combate ao arrendamento e transferência ilegal das outorgas; a democratização da distribuição das verbas publicitárias; mecanismos de incentivo à produção regional e independente (retomada da campanha Quero Me Ver na TV); o fortalecimento de políticas para a promoção da diversidade cultural e informativa (pontos de cultura e pontos de mídia livre) e de educação para a mídia; a defesa do software livre. Enfim, um conjunto de medidas urgentes que desde já podem ampliar o Direito à Comunicação e a verdadeira Liberdade de Expressão para todos e todas em nosso país. Todas as vozes, todas as cores, todas as ideias!
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e demais entidades que participaram do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação convocam todos e todas comprometidos com essas bandeiras a se juntarem a nós nessa luta.
Não haverá uma verdadeira democracia em nosso país sem uma comunicação democrática.
Greve dos professores de SP completa 1 mês sem proposta de Alckmin
Jornalista: sindicato
Se a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo é uma “novela”, como definiu o governador Geraldo Alckmin (PSDB), essa trama parece estar longe de acabar e deve ter ainda mais uns bons capítulos. Paralisada desde o último dia 13 de março, a categoria completa nesta segunda-feira (13) um mês de braços cruzados, passeatas e assembleias sem receber sequer um sinal positivo por parte do governo.
A última assembleia promovida pelo sindicato (Apeoesp), na sexta-feira (10), reuniu mais de 60 mil pessoas em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Uma comissão, inclusive, foi formada para fazer o diálogo com Alckmin mas, mesmo se tratando de um número tão expressivo de pessoas e de uma categoria de tanto peso, o governador não os recebeu.
“Estamos bravos!”, afirmou a presidenta do sindicato, Maria Izabel de Azevedo Noronha, diante da recorrente tentativa de Alckmin de minimizar a mobilização que, segundo ela, já paralisa 75% da categoria.
A primeira pauta na lista de reivindicações dos professores é o reajuste de 75,33% no salário (conforme prevê a meta 17 do Plano Nacional de Educação). De acordo com a professora Bebel – como é conhecida a presidenta do sindicato – a categoria vem tendo perda salarial desde 1998.
Além da questão financeira, os professores pedem o fim das salas de aula superlotadas (a média hoje é de cem alunos por classe) e outras pautas, como o fim da violência e do assédio moral para com os trabalhadores.
Bebel conta, por exemplo, que professores são constantemente assediados por uma lógica completamente autoritária. Alguns, inclusive, já receberam represálias simplesmente por concederem entrevistas. “Esse governo está caminhando na linha do autoritarismo”, disse.
Confira na íntegra a entrevista com a professora: SPressoSP – Passado um mês de paralisação, consegue enxergar alguma perspectiva de acordo? Bebel – Da forma como as coisas vêm acontecendo, acho que não tem jeito. Vamos endurecer. Não voltaremos até ele apresentar uma proposta. Sem proposta, a greve continua. Não adianta apresentar proposta para professores temporários, eles são minorias. Não adianta ele tentar minimizar, tapar o sol com a peneira. Enquanto não negociar haverá greve. SPressoSP – Alckmin alegou hoje que nos últimos quatro anos houve um reajuste de 45%, acima da inflação que teria sido de 24%. O que vocês têm a dizer em relação a isso? Bebel – Ele sabe que não é verdade. Quando ele fala em 45% ele está se referindo a gratificações no salário. E quando é incorporada, é incorporada… E daí? É bom para a aposentadoria, mas ela não recupera meu poder de compra.
Essa categoria vem tendo perda salarial desde 1998! Acho que é lamentável o governador, depois de uma assembleia na porta de sua casa, insistir em tapar o sol com a peneira e, pior que isso, fazer conosco o que ele não faz com outras categorias. Seus próprios secretários tiveram aumento de 17% no início do ano e não precisou estudar números. Por que que nós é que temos que pagar o preço? SPressoSP – Ele disse também que essa é uma greve só de professores temporários… Bebel – Mentira. Ele sabe que a grande massa não é. Ele quer reduzir o que falando isso? Aí é que ele vai deixar a categoria mais brava. Estamos bravos!
Amanhã temos uma mobilização na Assembleia Legislativa, sexta-feira outra assembleia e passeata. Vamos continuar e endurecer. SPressoSP – Como vem sendo a adesão da greve? Quantos professores há paralisados? Bebel – Está ótima! Praticamente todo mundo está parado. Hoje trabalhamos com um índice de 75%. É natural que depois de um mês alguns venham a bater o ponto com medo de perder o mês de salário. Mas ninguém está voltando ao trabalho. SPressoSP – Há escolas sem aulas por conta da greve? Bebel – Tem escolas que estão fechadas e tem escolas em que o governo está arrumando professor substituto. SPressoSP – E em relação às passeatas, vêm gerando o retorno esperado? Bebel – Sim, vem crescendo e o intuito é esse, pressionar. Agora, depende da postura do governo. Se é um governo de caráter democrático, ele atende. Se é um governo autoritário, não. Esse governo tá caminhando na linha do autoritarismo. E nós que estamos pagando o preço por ele ter gasto tudo nas eleições. SPressoSP – E o diálogo com pais e alunos, como está? Bebel – Muito intenso. Eles nos apoiam muito. Vão nas escolas e manifestam o seu apoio, comparecem às assembleias e passeatas e dizem que vão esperar a greve acabar. SPressoSP – Além da questão salarial, outra demanda da categoria é a questão do assédio contra os professores e da violência. Como é, na prática, esse assédio? Bebel – Professores são destratados na sua profissão. Nós avançamos muito na democracia, mas a escola vive muito autoritarismo. Medidas autoritárias, regulamentos… Você vê, por exemplo, professor que não pode sequer dar uma entrevista. Já teve represália para cima de professor e escola e diretor notificados pelo governo simplesmente por conceder uma entrevista.
A vítima de tudo isso é o ambiente escolar. SPressoSP – E em relação às condições de trabalho, de ambiente? Bebel – Você tem que olhar o ambiente hostil que a escola é. É um ambiente que não propõe diálogo. Professor tem que entrar correndo e sair correndo, dar aula em mais de uma escola, muitas vezes em mais de uma rede, até na rede privada.
A superlotação é um dos principais fatores que não permite isso. Às vezes fica até impessoal. Imagina uma sala com cem alunos? Este ano chegamos a uma média de 80 alunos por sala de aula!
Eu, que sou professora de Português, posso ter até 400 alunos e já tenho sala superlotada. Imagina professor de Física e Química, que tem 800, até mil alunos? Como pode falar numa relação direta professor X aluno? Isso tem a ver com uma estrutura própria e a forma como as aulas são distribuídas. SPressoSP – Quais são os próximos planos do sindicato? Bebel – O plano agora é: estamos em greve! Estamos de um lado e o governo está de outro. Cabe a ele apresentar uma proposta. Faremos mais uma assembleia esta semana, sexta-feira (17), às 14h no vão livre do Masp. A greve continua!
(do SpressoSP)
Escritor e ativista uruguaio Eduardo Galeano morre aos 74 anos
Jornalista: sindicato
Jornalista, historiador e ensaísta morreu nesta segunda em Montevidéu. Ele é autor da obra “As veias abertas da América Latina”.
Morreu nesta segunda-feira (13), aos 74 anos, o escritor, jornalista e ensaísta uruguaio Eduardo Galeano, autor do livro “As Veias Abertas da América Latina” – em que denunciou a opressão e amargura do continente e que foi traduzido para dezenas de idiomas. Ele estava internado em um hospital de Montevidéu e, segundo o jornal El País, do Uruguai, encontrava-se em estado grave já há vários dias, em decorrência de um câncer.
Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 na capital uruguaia, e viveu exilado primeiro na Argentina e, depois, na Espanha. Foi procurado por várias ditaduras do Cone Sul, em países nos quais teve obras que chegaram a ser censuradas. Ele só voltaria ao Uruguai em 1985, quando ocorreu a redemocratização. Após o retorno, viveu em Montividéu até morrer.
Além de publicar obras de alcance mundial como “Memórias de Fogo” (uma trilogia sobre a História das Américas), “O livro dos abraços” e “História da Ressureição dos Papagaios”, recebeu os prêmios José Maria Arguedas, outorgado pela Casa das Américas de Cuba, e o Stig Dagerman, um reconhecimento sueco aos escritores que se destacam por suas obras literárias.
Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia “Memória do fogo” foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.
Em 1999, Galeano foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México).
Galeano era conhecido por suas críticas aos Estados Unidos e, em entrevista ao jornal espanhol El País, em 2010, chegou a defender o então presidente venezuelano Hugo Chávez, que, inclusive, presenteou o presidente norte-americano, Barack Obama, com um exemplar de “veias abertas”.
No ano passado, o autor criticou a obra mais famosa durante a 2ª Bienal do Livro em Brasilia. “Eu não seria capaz de ler de novo. Cairia desmaiado”, afirmou, durante o Salão do Livro de Brasília. Segundo Galeano, ele não estava “treinado e preparado” o suficiente para redigir o livro.
Madrigal de Brasília ocorre na quinta (16). Prestigie! Entrada franca
Jornalista: sindicato
Na quinta-feira (16), o Madrigal de Brasília será em homenagem ao Dia Mundial da Voz. Ele será realizado
às 20 horas no Teatro do CEP (Escola de Música de Brasília Maestro Levino de Alcântara).
O evento é constituído de um concerto e palestra. A música ficará por conta da pianista Marília de Alexandria, com regência do maestro Éder Camuzis, sendo intercalada pela palestrante Dianete do Valle Gomes, que dará esclarecimentos para a plateia a respeito da saúde vocal.
É o primeiro Madrigal deste ano. A entrada é franca. Participe!
Em assembleia, professores da rede estadual de SP mantêm greve
Jornalista: sindicato
Os professores da rede estadual decidiram continuar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (10) em assembleia na frente do estádio do Morumbi. A paralisação completa 28 dias. A próxima reunião deve acontecer no dia 17 de abril na avenida Paulista.
Entre as reivindicações, os professores pedem a valorização da carreira, reajuste salarial que equipare perdas salariais, aumento do valor do vale-transporte e do vale-alimentação e são contra o fechamento de salas de aulas, o que ocasionou a demissão de 20.000 professores e superlotou turmas remanescentes.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirmou que “avalia que a decisão do sindicato é extemporânea e ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste de 45%”.
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em 2011 foi instituída uma política salarial que permitiu aos professores e demais servidores da rede estadual de ensino um aumento salarial de 45% em quatro anos.
A Apeoesp argumenta que, passados os quatro anos, o reajuste está defasado e que por isso o aumento de 75,33% equipararia as perdas salarias aos vencimentos das demais categorias de nível superior. Hoje, o salário é de R$ 2.145, para 40 horas semanais.
(Do Uol)
Professores de Pernambuco decretam greve por tempo indeterminado
Jornalista: sindicato
Os professores ligados à rede estadual de ensino em Pernambuco decretaram greve por tempo indeterminado na tarde desta sexta-feira (10). Mais de 1.500 representantes da categoria estiveram reunidos na quadra do Clube Português, área central do Recife, para decidir os rumos das mobilizações que começaram no mês de março.
Os professores cobram o cumprimento da Lei do Piso Salarial (11.738/2008), que garante o reajuste de 13,01% a todos os professores da rede e não apenas aos profissionais com nível médio, como determina o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa (Alepe) no último dia 31 de março.
No projeto aprovado na Alepe, os parlamentares aceitaram que o reajuste de 13,01% no salário seja dado apenas aos profissionais com nível médio (antigo Magistério). Já o profissional com licenciatura plena e dez anos de serviço na rede receberá 0,89% de aumento. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), a proposta deixa de fora de qualquer reajuste salarial para 45.750 professores.
Com a decretação da greve, mais de 650 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino ficarão sem aula já a partir desta segunda-feira (13). Uma nova assembleia da categoria está prevista para a sexta-feira (17) à tarde, ainda sem local definido.
Por meio de nota divulgada na noite desta sexta, o Governo de Pernambuco informou que não haverá negociação com a categoria até que seja suspensa a paralisação declarada no fim desta tarde e a consequente volta ao trabalho dos professores.
Além disso, o Governo do Estado afirma que mantém o compromisso de pagar o Piso Salarial dos professores e que mantinha a negociação com a categoria até a terceira rodada de conversas quando (segundo o Governo) o Sintepe decretou “estado de greve”. Leia na íntegra o posicionamento do Governo de Pernambuco sobre a greve dos professores: “O Governo do Estado de Pernambuco reafirma o compromisso de pagar o Piso Salarial dos professores, com a aprovação da Lei 15.465 de 08 de abril de 2015, conforme determinação do Ministério da Educação (MEC).
Com o cumprimento do Piso Nacional, retroativo a janeiro, o Governo do Estado, através das secretarias de Administração (SAD) e Educação (SEE), iniciou negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), com vistas a estabelecer percentual de reajuste para os professores com nível superior e que será aplicado a todos os níveis da carreira.
Ressalta-se que, mesmo antes da realização da primeira rodada de negociação, o Sintepe, em atitude inusitada, já havia decretado “Estado de Greve” e paralisações, o que não alterou o propósito do Governo de continuar dialogando.
Após a terceira rodada de negociação, em Assembleia realizada hoje (10/04), o Sintepe rompeu o diálogo e decretou greve, por tempo indeterminado, prejudicando o ano letivo dos alunos da Rede Pública de Ensino e suas famílias.
Diante desse fato, o Governo de Pernambuco manifesta intenção de continuar negociando, porém não haverá negociação até que haja suspensão da paralisação e consequente retorno ao trabalho.”
(Do Uol)
Workshop com Bolshoi Brasil, nos dias 27 e 28, está com inscrições abertas
Jornalista: sindicato
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil realiza nos dias 27 e 28 de abril, no Teatro da Caixa, em Brasília, o projeto Workshop com o Bolshoi Brasil, com patrocínio da Caixa Econômica Federal. Aulas de Dança Clássica e Contemporânea serão ministradas por professores e bailarinos da instituição.
O workshop destina-se a bailarinos e apreciadores da dança, com classes de iniciante, intermediário e avançado. As inscrições são a partir de 9 anos de idade e podem ser realizadas das 10h do dia 13 de abril às 21h do dia 17 de abril, via formulário de inscrição eletrônico. Solicitar link para supervisao.df@gentearteira.com . As inscrições são gratuitas.
A professora de dança contemporânea, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, Ariate da Costa, e a bailarina da Cia. Jovem Bolshoi Brasil, Thais Diógenes, serão as representantes da Escola Bolshoi que irão ministrar workshops de Dança Contemporânea e Clássica.
As aulas de dança clássica são para iniciantes de 9 a 12 anos, intermediários de 12 a 15 anos e avançado a partir de 16 anos. As aulas de dança contemporânea para iniciantes de 14 a 16 anos e Intermediário/Avançado a partir de 17 anos. Todos os participantes precisam ter conhecimento ou vivência em dança.
A proposta da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é oferecer aos participantes a vivência técnica da dança clássica e contemporânea da única filial do Bolshoi russo. Confira a tabela com horários dos workshops: Clássica – Iniciante
Horário: 8h às 9h30
Faixa Etária: 9 a 12 anos
Público Alvo: Vivência em Dança
Vagas: 20 Clássica – Intermediário
Horário: 9h40 às 11h10
Faixa Etária: 12 a 15 anos
Público Alvo: Experiência/conhecimento em dança
Vagas: 20 Clássica – Intermediário/Avançado
Horário: 11h10 às 12h40
Faixa Etária: a partir de 16 anos
Público Alvo: Experiência/conhecimento em dança
Vagas: 20 Clássica – Intermediário
Horário: 14h às 15h30
Faixa Etária: 12 a 15 anos
Público Alvo: Experiência/conhecimento em dança
Vagas: 20 Contemporânea – Iniciante
Horário: 15h40 às 17h10
Faixa Etária: 14 a 16 anos
Público Alvo: Experiência/conhecimento em dança
Vagas: 20 Contemporânea – Intermediário/Avançado
Horário: 17h20 às 18h40
Faixa Etária: a partir de 17 anos
Público Alvo: Experiência/conhecimento em dança
Vagas: 20