GDF confirma que 25 mil crianças aguardam por vaga em creches públicas do DF

Um grupo de mães do Recanto das Emas, região do Distrito Federal, reclama da falta de creches no local. Uma das poucas que existem foi fechada no começo do mês e deixou 250 crianças sem vagas. Agora, elas estão na mesma situação de outras 25 mil crianças que aguardam ansiosas por uma vaga.
Dois dos três filhos da servente de limpeza Fabiana Castro estão entre essas crianças que ficavam aos cuidados da creche Recanto Feliz, cuja dona está sendo investigada na Operação Matriarca, que trata de desvio de verbas. Ela tem um menino de 3 e uma menina de 5 – ambos fora da creche.
Com renda apertada, Fabiana é obrigada a desembolsar mensalmente R$ 400 para uma cuidadora de criança, que cobra ainda mais por ter que buscar sua filha mais velha na escola regular.
— A creche fechou e a regional não se responsabiliza. A creche só mantém esse convênio e não tem vínculo com o governo, tudo bem, mas as inscrições para entrar nela passavam pela regional e, agora que fechou, dizem que não têm responsabilidade? Me falaram que a espera para ser contemplada com uma nova vaga será de 3 meses a um ano. Tem mais de 100 mães na minha frente e eu já tinha esperado um ano para ser contemplada por essa vaga da creche que fechou.
Fabiana diz ainda que é mãe solteira e que não poderá arcar com um cuidador para as crianças por muito tempo.
— Eu sou sozinha com eles três, está muito puxado. Na creche era tudo de graça, era ótimo, sempre nos atenderam muito bem, mas ficamos à mercê.
De acordo com dados da Secretaria de Educação, atualmente 25 mil crianças aguardam uma vaga nas creches públicas do DF. Mas, um relatório do TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) divulgado no início deste mês mostra que a situação pode ser ainda pior. Pelo documento, o atendimento de crianças de 0 a 3 anos de idade na educação infantil está “baixo”, já que somente 3,46% dessas crianças foram atendidas em 2012. Isso significa que apenas 6.034 crianças no universo de 174.404 conseguiram vaga em uma creche pública do Distrito Federal.
Além disso, o tribunal verificou que faltavam professores e monitores nas poucas creches da cidade, prejudicando o atendimento das crianças contempladas com uma vaga.
Em contato com o R7 DF, a Secretaria de Educação informou que o GDF (Governo do Distrito Federal) está trabalhando para atender o maior número de crianças possível, apesar da Legislação não obrigar a matrícula em unidades educacionais até cinco anos de idade. Para tanto, o órgão diz que está para inaugurar nove creches “com o intuito de minimizar dados do relatório” do TCDF.
(Do R7)

Presidente da CUT faz análise da conjuntura política do Brasil durante o VIII ENACOM

presidente cut internaO presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, participou da abertura do VIII Encontro Nacional de Comunicação (ENACOM). O evento, realizado durante a manhã desta quinta-feira (19), no Instituto Cajamar, tem o objetivo de fortalecer e ampliar a rede de comunicação CUTista e, consequentemente, a nova mídia que se consolida através dos meios criados e difundidos pelos movimentos sociais e por profissionais e intelectuais progressistas. Também participaram do primeiro dia do evento a Secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti; do jornalista Renato Rovai; de Rafael Vilela, do Movimento Fora do Eixo; de Juvândia Moreira Leite, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e de Valter Sanches, do Sindicato Metalúrgico do ABC.

Durante sua fala o presidente da Central Única dos Trabalhadores ressaltou a importância da comunicação sindical no processo de luta pelo respeito à democracia. “A comunicação é uma prioridade na CUT. Estamos vivendo um momento histórico e a luta pelo respeito às nossas bandeiras passa diretamente pela comunicação. Para isto é preciso ter uma modernização na forma de fazermos comunicação sindical, sabendo usar os instrumentos que estão surgindo”, analisa Vagner Freitas.

Em relação à conjuntura política, Vagner Freitas afirmou que a disputa em jogo é de poder. “O governo está sendo julgado pelos acertos e não pelos erros. O processo de transferência de renda, a existência de um governo mais democrático e todas as políticas sociais implantadas aumentam o ódio e a disputa de poder. É um momento importante e precisamos ir para as ruas para lutar pela democracia brasileira”, salienta.

Matrículas abertas para Cursos de Esperanto na UnB

Continuam abertas, até o dia 22 de março, as matrículas para o nível básico de Esperanto. E para quem quer continuar seus estudos estão abertas as inscrições para o teste de nivelamento para a turma de nível intermediário.
Confira:
Esperanto básico
(níveis A2 e B1 do Quadro de Referência Europeu de Línguas)
Aulas às terças e quintas, das 12h10 até 13h50 (início no dia 31/3)
Esperanto intermediário
(níveis B1 e B2 do Quadro de Referência Europeu de Línguas)
Aulas aos sábados, das 14h até 17h50 (início no dia 11/4)
As inscrições para o teste de nivelamento podem ser feitas pela internet. O endereço é http://sistema.unbidiomas.unb.br/portal/index.php/login
Mais informações: UnB Idiomas
Campus Darcy Ribeiro, ICC Sul, CSS módulo 3, Sala 072
Fones: 61 3107 7223 e 3107 7224
www.unbidiomas.unb.br
UNBidiomas

Após revolta na Câmara, Cid Gomes deixa o Ministério da Educação

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão nesta quarta-feira (18) à presidente Dilma Rousseff. A saída ocorreu após uma fala do ministro na Câmara ter gerado revolta entre parlamentares na base aliada. O atual secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, assume interinamente a pasta.
Convocado pelo Legislativo para explicar uma declaração dada por ele no início do mês na Universidade Federal do Pará, Cid Gomes disse na tribuna do plenário da Câmara que “partidos de oposição têm o dever de fazer oposição”. “Partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo”.
Em seguida, o ministro atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Prefiro ser acusado por ele [Cunha] de mal-educado do que ser acusado como ele de achaque”, disse Cid, apontando para a Mesa Diretora, onde estava o presidente da Casa.
Segundo Cid Gomes, “alguns querem criar dificuldades para conseguir mais um ministério. Estarei mentindo, se assim o disser? Por exemplo, tinha um que só tinha cinco. Criou dificuldades, criou empecilhos e conquistou o sexto. Agora, quer o sétimo. Vai querer o oitavo. Vai querer a Presidência da República, e isso é disputa de poder até certo ponto”, disse ele, referindo-se ao PMDB.
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), defendeu a demissão de Cid ou o PMDB sairia da base aliada.
Declarações no Pará
O pedido de explicações da Câmara surgiu após uma declaração do ministro para professores e reitores durante uma visita à Universidade Federal do Pará.
Na ocasião, Cid afirmou que “tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.
Eleições e ministério
Ex-integrante do PSB, Cid Gomes chegou ao ministério por ter se mantido fiel a Dilma Rousseff.
Ele rejeitou a candidatura própria do partido à Presidência – a legenda teve a ex-senadora Marina Silva como candidata após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. O grupo ligado a Cid Gomes, que inclui o irmão Ciro Gomes, deixou o PSB em setembro de 2013 e se filiou ao Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

Adesão cresce no segundo dia de greve dos professores em São Paulo

Nesta terça-feira, segundo dia de paralisação, a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo conta com adesão de 30%, segundo a presidenta do sindicato da categoria (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel.
Para a entidade, o número é relevante e deve chegar a 70% até o final da semana. A categoria tem assembleia na próxima sexta-feira (20). Nesta semana, os docentes estão conversando com alunos e pais em todo o estado sobre o motivo e os objetivos da paralisação.
Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, o que inclui o desmembramento das salas superlotadas, melhorando assim as condições para docentes e estudantes, e aumento de 75,33% para equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, conforme estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE).
Segundo a Apeoesp, a Secretaria da Educação fechou 3.390 classes, sendo 3.300 apenas de ensino médio, neste ano. O dado é referente a 73 regiões do estado. A ação agravou a superlotação. Turmas do ensino regular chegam a ter 60 alunos por sala e as classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), até 91 alunos. Além disso, o governo estadual cortou verbas das escolas, muitas das quais não têm recursos nem sequer para comprar papel higiênico.
Quanto aos recursos humanos, foi reduzido o número de coordenadores pedagógicos, profissionais fundamentais para o planejamento e execução do trabalho pedagógico nas escolas, o que piora ainda mais a qualidade do ensino. Sem contar o grande número de escolas que dispensam os alunos mais cedo por falta de água.
A Secretaria da Educação informou que o número de faltas de professores não está diferente de períodos normais e as ausências estão sendo supridas com trabalhadores eventuais.
(Da Rede Brasil Atual)
 

"Reformas populares para unificar a esquerda", artigo de Fábio Nogueira

O que vimos hoje nas ruas do país foi certamente uma manifestação de peso. Os números divergem, mas não há dúvidas de que muitos/as saíram para protestar e que a quantidade de pessoas foi maior do que no dia 13/03. A democracia é, em sua natureza, conflituosa e o que se percebeu em São Paulo, em Porto Alegre no Rio de Janeiro e nas demais cidades foi um coromajoritariamente conservador e de tom bem diferente da sexta-feira anterior.
Frases como “Prisão para o Karl Marx de Garanhus”, “O Dilma! Vai tomar no CÚ”, “Privatizem mais”, “S.O.S Intervenção Militar”, “Quem financia os invasores profissionais do MST?”, “Diga não à doutrina marxista nas escolas” e “Chega de doutrinação marxista. Fora Paulo Freire” foram empunhadas com orgulho. Ganharam destaque nas redes sociais e nos noticiários, exibidas junto com imagens aéreas da Avenida Paulista e comentaristas exaltados e excitados. Numa manifestação supostamente apartidária, a mídia funcionou como um verdadeiro partido político, ocupando sua função de difusora de ideologia.
A nova direita que se articula a partir das mobilizações se coloca como alternativa de poder, com o lema “é necessário ordem para ter progresso”. Para ela, não foram suficientes todas as medidas econômicas neoliberais tomadas pelos governos petistas na última década. Sua proposta é ir além: um modelo de democracia ainda mais restritivo aos direitos civis e à participação dos de baixo nas esferas de poder.
Negros e negras, mulheres, indígenas, homossexuais, trans* e os pobres não estão incluídos em sua pauta. Pelo contrário. O horizonte que se desenha é tenebroso, onde o fundamentalismo caminha de mãos dadas com o neoliberalismo em sua versão mais conservadora e autoritária – e, não se iludam, corrupta. As opções desastrosas de Dilma Rousseff tornam cada dia mais difícil a estabilidade do seu governo e o seu futuro é incerto.
O que sobra para a esquerda nesse cenário desalentador? União. É preciso que os setores mais progressistas se juntem em defesa da democracia como um valor e por reformas de base, contra o golpismo. “Por direitos e contra a direita”, propõe o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).
Uma importante iniciativa é a Frente por Reformas Populares, da qual participam movimentos como MTST, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Intersindical e partidos de esquerda. Diante da ausência de um projeto claramente à esquerda por parte do governo Dilma, que se esforça em implementar a política econômica ortodoxa de Aécio Neves ao mesmo tempo que vê erodir sua base política, deve-se ter na mobilização social o principal instrumento para conter o avanço conservador.
É necessário que a esquerda “saia do armário” e ocupe as ruas com suas pautas e bandeiras, colocando a luta ideológica e o combate de ideias no primeiro plano da tática. E que faça também a autocrítica.
* Fabio Nogueira é sociólogo, professor da Uneb (Universidade do Estado da Bahia) e militante do Círculo Palmarino.
(Da Carta Capital)

CEMSO prorroga prazo para matrícula nas vagas da EJA e ensino médio noturno

O Centro de Ensino Médio Setor Oeste (CEMSO)  prorrogou até o dia 27 de março a data para as matrículas do ensino noturno, para o ensino médio regular e para a educação de jovens e adultos (EJA). Os(as) interessados(as) devem procurar a secretaria da escola entre 19h e 21h. O endereço é SGAS Quadra 912 (W5), Asa Sul.
É necessário levar histórico escolar, três fotos 3×4, comprovante de residência e cópia da carteira de identidade (ou certidão de nascimento). Mais informações no telefone 3901-7625.

Trabalhadores da educação do Piauí param atividades e pedem reajuste de 13,01%

Funcionários de escolas da rede estadual do Piauí paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (16) e protestaram no pátio da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc), em Teresina. Durante o ato, os manifestantes exigiram o reajuste de 13,01% para a categoria e retorno das gratificações cortadas em janeiro deste ano.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte-PI), Odeni Silva, o protesto atinge a parte administrativa das escolas públicas de todo o estado, como vigias, merendeiras e zeladores.
“A categoria cobra um reajuste de 13,01%, mesmo valor dado aos professores este ano. Além disso, os servidores exigem o retorno das gratificações que foram retiradas, adicional de carreira, melhor estrutura física, material de trabalho e humano”, explicou Odeni Silva.
O vigia Tony Marcos, que trabalha há 11 anos na profissão, reclamou da devasagem salarial da categoria. “Com todos estes anos de serviço, ganho o mesmo de quem começou a trabalhar há dois anos. A categoria não tem tido um aumento digno, apenas do salário mínimo que todos recebem”, contou.
Durante o protesto, a presidente do Sinte-PI e representantes da categoria estiveram reunidos com o secretário interino de educação, Helder Jacobina. Ele reconheceu que existe a devasagem e recebeu as reinvidicações dos servidores.
O secretário prometeu discutir a viabilidade de reajuste e mandar a proposta para a Secretaria de Administração avaliar. “Ficou acordado que dia 6 de abril o governo voltará a se reunir com a categoria, para dar uma resposta às reivindicações. Caso não sejam atendidas, vamos entrar em greve”, comentou Odeni Silva.
(Do G1)

Nota de falecimento

É com grande pesar que o Sinpro comunica o falecimento da professora Paula Ferreira de Andrade, supervisora do CEF 28 de Ceilândia, aos 35 anos de idade. O velório e o sepultamento ocorrerão a partir das 11h no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.

A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Divulgada liberação para afastamento remunerado para estudos

Foi divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (05) a liberação dos professores e professoras que solicitaram afastamento remunerado para estudo, conforme as portarias nº 25/2015 (Mestrado) e nº 26/2015 (Pós-graduação e Doutorado). O afastamento para estudo está previsto no Plano de Carreira da categoria magistério. Desta forma, os professores não terão prejuízo financeiro durante o afastamento.
O afastamento terá início no dia 9 de março de 2015, conforme publicado no Diário Oficial. O período de liberação é individual, portanto é importante que cada professor faça a conferência no D.O.
Confira as portaria nº 25/2014 e nº 26/2015.

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