Declaração de governador eleito deixa a categoria em alerta
Jornalista: sindicato
Diretores do Sinpro foram recebidos no dia 14 de novembro pelo secretário de Educação, Marcelo Aguiar, pelo adjunto da pasta, Jacy Braga, e por membros da equipe de transição do governo eleito para tratar do pagamento de salário e férias da categoria.
Na ocasião os representantes do Governo do Distrito Federal informaram que há orçamento e que os pagamentos à Educação serão feitos dentro da normalidade.
O Sindicato dos Professores continuará mobilizado para que os direitos da categoria sejam garantidos.
CEF 12 de Ceilândia é finalista em Prêmio de Educação em Direitos Humanos
Jornalista: sindicato
Este ano, como parte do Projeto Mulheres Inspiradoras, os alunos e as alunas dos 9º anos, do CEF 12 de Ceilândia foram convidados a conhecer a biografia de grandes mulheres que entraram para a história do Brasil e do mundo. Eles pesquisaram, debateram e refletiram sobre história de vida de Anne Frank, Carolina Maria de Jesus, Cora Coralina, Irena Sendler, Lygia Fagundes Telles, Malala, Maria da Penha Fernandes, Nise da Silveira, Rosa Parks e Zilda Arns.
Como o projeto foi sistematizado para privilegiar a leitura e a escrita, eles leram seis obras de autoria feminina: O Diário de Anne Frank, Eu sou Malala, Quarto de Despejo – Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, e Só por hoje eu vou deixar o meu cabelo em paz, Não vou mais lavar os pratos e Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção, esses três últimos de Cristiane Sobral.
Outra ação importante do projeto foi colocar os alunos em contato com mulheres de Brasília e de Ceilândia que tiveram atuação expressiva em favor de suas comunidades. Nessa perspectiva foram entrevistadas: Patrícia Melo Pereira, médica especialista em medicina comunitária, Madalena Torres, professora da Secretaria de Educação- SEEDF que atua como voluntária na Educação Popular, presidindo o CEPAFRE, integra a equipe de Coordenação colegiada do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (MOPOCEM), Creusa Pereira dos Santos Lima, professora aposentada da SEEDF que dedicou anos à alfabetização de crianças em Ceilândia, e Cristiane Sobral, atriz, escritora, cantora, professora e coordenadora de Modernização na Fundação Cultural Palmares/MinC, onde participa de vários comitês governamentais, de Comissões de Avaliação e atua como parecerista com expertise na cultura negra, sendo também Membro do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do DF e membro do Sindicato dos Escritores do DF.
Os alunos e as alunas também foram convidados a escolher uma mulher do seu círculo de convívio que consideram inspiradora, entrevistaram-na, gravaram a entrevista e com a orientação e supervisão da professora Gina Vieira Ponte de Albuquerque, autora do projeto, produziram um texto no qual narram a história de vida dessa mulher.
A maioria dos alunos e das alunas elegeu, como inspiradora, suas mães, avós e bisavós. Com a atividade, todos puderam conhecer melhor suas origens e os grandes feitos das mulheres que são parte de sua vida. Muitos declararam que desconheciam detalhes importantes da história de suas mães, avós e bisavós que, ao que eles puderam descobrir, foram grandes guerreiras na defesa de suas famílias e na luta pela sobrevivência.
Uma vez que o projeto teve como um de seus objetivos chamar a atenção para os alarmantes índices de violência contra a mulher, no Brasil, a escola criou ainda a campanha nas redes sociais: “Nós dizemos NÃO a qualquer forma de VIOLÊNCIA contra a MULHER”. A campanha oportunizou aos alunos o conhecimento da Lei Maria da Penha.
O Projeto é agora finalista no Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos promovido pelo Ministério da Educação. O objetivo do prêmio, bianual, é contribuir para a formação de uma cultura que defenda valores, atitudes e práticas sociais que respeitem os direitos dos cidadãos na sociedade.
O CEF 12 de Ceilândia concorreu com escolas de todo o Brasil e, no dia 24 de novembro, na segunda feira, às 13h 30, participará da Cerimônia de Premiação no auditório do Edifício Sede do MEC.
(Do Jornal de Brasília)
Conae cobrará cumprimento do Plano Nacional de Educação
Jornalista: sindicato
Após adiamento, entidades buscarão, por meio da Conferência Nacional de Educação (Conae), que começa hoje (19) em Brasília, garantir o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE). A etapa nacional reunirá cerca de 4 mil pessoas. O tema central dos debates é O Plano Nacional de Educação (PNE) na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração.
A Conae se estenderá até domingo (23). O documento-base a ser discutido teve origem em emendas apresentadas durante as conferências estaduais e distrital. Aprovadas, as emendas foram sistematizadas por uma comissão especial do Fórum Nacional de Educação. Participam educadores, pesquisadores, gestores públicos, parlamentares e representantes de organizações e entidades sociais ligadas à área, que debaterão o futuro da educação, da creche à pós-graduação.
Em fevereiro, data marcada inicialmente, a conferência serviria para pressionar o Legislativo pela aprovação do PNE. Com a lei aprovada, as disputas serão outras. “Uma série de questões que ficaram agendadas no PNE serão debatidas, como a regulamentação de diversos pontos do plano”, sintetiza o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
O plano, cuja lei foi sancionada em junho, contém 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. As metas, que abrangem do ensino básico ao ensino superior, tratam de questões como a ampliação de matrículas, a inclusão de pessoas com deficiência, melhorias na infraestrutura e a valorização dos professores e trabalhadores em educação. Entre elas está a destinação de 10% do Produto Interno Bruto para o setor.
Segundo Cara, será preciso estruturar a colaboração financeira da União a estados e municípios para assegurar o Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), que corresponde ao valor suficiente para cumprir os padrões mínimos de qualidade do ensino básico.
Além disso, até 2016 deverá ser criado o Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do PNE. “Isso será feito com uma lei, várias leis, em normas? É uma agenda grande de questões que precisam ser debatidas e às quais a Conae vai dar uma luz. Não determinará o processo, mas dará uma referência do que a sociedade quer”.
O presidente da Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, destaca a importância da valorização dos professores e demais trabalhadores em educação, prevista em diversas metas do PNE, que tratam de formação inicial, continuada, da pós-graduação e do aumento salarial. “A gente considera que não existirá educação de qualidade se não tiver profissionais valorizados, profissionais com boa e sólida formação inicial, que tenham uma carreira com perspectiva, com promoção”, diz.
Segundo ele, são três os pilares que garantirão um salto na qualidade da educação brasileira: a valorização dos profissionais, o financimento e a gestão democrática. “Com boas condições e boas estruturas, a sociedade poderá também cobrar um bom desempenho dos profissionais”.
Na educação básica, nos municípios, o vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Alessio Costa Lima, explica que o grande desafio colocado é a educação infantil. A educação deverá ser universalizada para os alunos de 4 e 5 anos até 2016 e, em dez anos, 50% daqueles com até 3 anos devem ser atendidos em creches.
“A educação infantil é muito importante. Embora se queira oferecer esse atendimento, os municípios não têm parque escolar adequado para a demanda”, diz, ressaltando a regulamentação do CAQi como fundamental nesse processo. “A nossa grande luta é buscar qualidade. E uma educação de qualidade pressupões maiores investimentos, não se pode fazer isso melhorando apenas a gestão, o controle a qualificação dos gestores em todos os níveis”.
Não apenas o setor público estará presente, mas o setor privado. No ensino superior, as instituições particulares detêm mais de 70% das matrículas. “Existem metas no PNE a serem atingidas que a gente considera que, sem a presença maciça do ensino superior, não poderão ser cumpridas, daí a importância do setor privado”, diz a vice-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, Carmen Silva.
“Temos grande importância na formação de professores e até mesmo no ensino médio. Não podemos entender a educação com setores isolados, mas deve haver a integração entre níveis, natureza jurídica e modalidade de ensino”, complementa.
Participando pela primeira vez de uma conferência nacional – esta é a segunda -, a Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal (Aspa-DF) pretende levar também os pais para a discussão do que se quer para a educação. “Nós, pais, estamos em débito com nossos alunos. Os pais reclamam e clamam por uma educação de qualidade. Reclamam na escola que filhos não têm aproveitamemento, mas há pais que não acompanham os estudos dos filhos, não vão às escolas”, diz o presidente da Aspa-DF, Luís Claudio Megiorin. “Pais precisam ter interesse, precisam estar perto da escola. Precisamos e vamos lutar para que a gestão democrática saia do papel”, defende.
A primeira edição da Conae foi realizada de 28 de março a 1º de abril de 2010, também em Brasília. Naquela edição, os 2,5 mil delegados discutiram a criação do sistema nacional de educação, além de propor diretrizes e estratégias para a construção do PNE, que em dezembro daquele ano foi concluído e enviado ao Congresso Nacional. A próxima edição da Conae está prevista para 2018.
(Da Agência Brasil)
Olhando o prédio novo e bem conservado, não dá para dizer que, neste ano, o Centro Educacional 1 do Cruzeiro (CED 1) chegou a meio século de existência. Atualmente com 600 alunos, o colégio, inicialmente batizado de Ginásio do Cruzeiro, coleciona histórias de lutas e de conquistas. Hoje, a escola tem 23 salas de aula, biblioteca, sala de vídeo, cantina, laboratórios de física, química e biologia, duas salas de monitoria, auditório, pista de atletismo com cama de areia para a prática de saltos, três quadras de esporte, sendo uma coberta, mesas de pingue-pongue e xadrez, além de espaço no pátio do colégio para uma horta comunitária. O CED 1 oferece ensino para 8º e 9º anos do ensino fundamental e para o ensino médio.
Segundo o diretor da instituição, Jovandir Botelho, 55 anos, a maior parte do corpo discente vem de outras regiões administrativas. “Cinquenta e dois porcento dos alunos são da Estrutural. Também temos estudantes de Águas Lindas, Recanto das Emas e Guará. A participação de alunos do Cruzeiro gira em torno de 30%”, enumera.
A primeira escola do Cruzeiro precisa enfrentar diversos desafios, como melhorar a classificação dos alunos em exames e retomar o ensino profissionalizante, também conhecido como técnico — proposta que aguarda aprovação da Secretaria de Educação. “Com o ensino técnico, as turmas do ensino fundamental vão sair do colégio”, explica o diretor, Jovandir Botelho. “No ensino técnico, o aluno sai com uma profissão, o que ajuda a garantir seu sustento”, fundamenta o vice-diretor, Getúlio Cruz, 55 anos.
O CED 1 já teve ensino profissionalizante. Segundo o ex-secretário do colégio Geraldo Soares, 63, quando ele começou a trabalhar na instituição, eram oferecidos cursos de técnico em contabilidade e de técnico administrativo. “Na época, o colégio tinha 41 turmas e, hoje, tem 22. O noturno não tinha sala suficiente, então, foi preciso tomar emprestado salas de aula do CED 2, no Cruzeiro Novo. Em 1996, houve uma determinação que acabou com esse tipo de ensino no país. A última turma do curso profissionalizante se formou em 1999”, conta. “A procura era muito grande. A gente chegava a ter aluno sentado com a cadeira na porta da sala de aula”, relata o secretário Juan Nicolau Monteros, 46 anos. Projetos para motivar
As pretensões não estão somente em conseguir oferecer o ensino profissionalizante. Professores e equipe pedagógica almejam que os estudantes cheguem mais motivados para as aulas e que tenham melhores resultados em vestibulares. “Os alunos estudavam mais antes. Agora, a gente tem que estar sempre estimulando porque eles já vêm desmotivados”, afirma Getúlio Cruz. “Um grande desafio é levar a escola a melhorar a classificação no Enem e no PAS da Universidade de Brasília.”
Aluno do 8° ano do ensino fundamental, João Victor Pereira, 15 anos, é um dos monitores da escola. “Acho o projeto bacana porque os colegas ficam mais interessados nos conteúdos”, opina. Ele diz não se importar de passar o dia todo no colégio. “Agora, com a monitoria, a escola é minha casa. Estou com os amigos, então o tempo passa rápido”, festeja.
Ex-aluna do colégio, a professora de artes Bianca Oliveira, 21 anos, atribui seus dois ofícios, o de dar aula e o de atuar, ao colégio. “O projeto Teatro na sala de aula definiu minha carreira. Foi um projeto que saiu da sala de aula e ficou para sempre. Foi a partir do contato com os professores que defini tanto minha carreira de atriz quanto a de professora”, comemora.
O CED 1 tem fama de ser um bom lugar para trabalhar e estudar. Para a estudante do 1º ano do ensino médio Thayná Alves, 15 anos, a reputação vem do convívio entre funcionários e alunos. “O ambiente daqui é bom. A diretoria e os professores são muito legais. Sempre que você tem um problema, eles ajudam”, conta. Linha do tempo 20 de janeiro de 1964
O Ginásio do Cruzeiro foi fundado. No início, funcionava em um galpão de madeira no período noturno e oferecia aula só da primeira série ginasial. Março de 1965
A escola passa a funcionar em prédio próprio e a atender no turno diurno.
3 de janeiro de 1977
Por meio do Decreto nº 3.547, o nome do colégio passa a ser Centro Educacional 01 do Cruzeiro. 2008
O turno noturno deixa de existir. Os alunos do colégio são realocados no CED 2 do Cruzeiro 2012
Início da reforma do prédio.
A escola passa a funcionar apenas
no período da manhã nas
dependências do CED 2. Janeiro de 2013
O colégio é reinaugurado, agora
com o prédio reformado.
(Do Correio Braziliense)
4º Concurso de Produção Textual “Leio e Escrevo Minha História”
Jornalista: sindicato
O Centro de Ensino Fundamental 106 do Recanto das Emas realiza nesta quarta-feira (19) a cerimônia de premiação do 4º Concurso de Produção Textual “Leio e Escrevo Minha História”. O evento será às 15h, no próprio CEF 106. Participe!
Secretaria de Educação abre inscrições para Centros Interescolares de Línguas
Jornalista: sindicato
A Secretaria de Educação do Distrito Federal abriu, nesta segunda-feira (17), o período de inscrições para novas matrículas nos Centros Interescolares de Línguas (CILs). Os candidatos poderão efetivar os cadastros até o próximo dia 5 de dezembro somente pelo site (http://www.se.df.gov.br).
As vagas são exclusivamente para alunos matriculados na rede pública de ensino, a partir do 6º ano do ensino fundamental regular ou 2º e 3º segmentos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O candidato pode concorrer somente a uma das vagas de inglês, francês ou espanhol, no contraturno em que estuda. Durante o preenchimento de dados, caso o estudante não encontre o seu nome vinculado à escola regular em que estuda deve procurar a secretaria escolar da unidade de ensino. Os estudantes que já estão matriculados em um dos CILs não precisam efetivar inscrição, pois a renovação da matrícula é automática.
O resultado será divulgado em 30 de janeiro de 2015, a partir das 18h, no mesmo link da inscrição. O candidato será contemplado somente em uma língua em 1ª, 2ª ou 3ª chamada.
A SEDF conta com oito unidades de centros de línguas, distribuídas nas cidades de Brasília (duas), Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Ceilândia e Guará.
(Da Agência Brasília)
Educação sexual e diversidade poderão ser incluídas no currículo escolar
Jornalista: sindicato
Trabalhar a sexualidade de forma interdisciplinar nas escolas, respeitando as diferenças entre as regiões do País e buscando adequar a linguagem ao entendimento dos jovens é o que o governo vem tentando fazer como forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre adolescentes. O assunto foi discutido na última quinta-feira (13) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e contou com a participação de representantes do governo e dos médicos.
A audiência foi sugerida pelo deputado Ariosto Holanda (Pros-CE), preocupado com estatísticas que apontam maior incidência de contágio de DST durante a adolescência. Segundo dados do Ministério da Saúde, na faixa etária de 15 a 19 anos, a taxa de detecção de HIV entre os homens é de 6,2 casos para cada 100 mil habitantes e de 5,1 entre as mulheres. A taxa de detecção geral, entre a população brasileira, é de 20 casos para cada 100 mil habitantes.
Na reunião, o chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, Antônio de Moraes Júnior, defendeu a criação de uma disciplina para tratar de sexualidade nas escolas brasileiras.
A sexualidade, disse o médico, inicia-se no nascimento e não tem a ver somente com a atividade sexual, mas o assunto ainda é tabu no Brasil. “Pergunto se seria possível abordar no ensino assuntos como atividade sexual, uso de preservativo, gravidez precoce. Atualmente, ¼ das DST ocorre em pessoas com menos de 25 anos de idade. Dos pacientes com HIV, 2/3 foram contaminados ainda na adolescência”, observou. Direito social
A diretora de Currículo e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Clarice Salete Traversini, observou que o Brasil trata saúde como direitos sociais e que vem desenvolvendo metodologias, principalmente na educação integral, para que os jovens transformem a informação em cuidado consigo mesmo. Segundo Clarice, atualmente três mil escolas abordam o assunto em oficinas no turno contrário.
A partir de 2015, o tema sexualidade também será discutido em consulta pública sobre a base nacional comum curricular. O MEC quer saber quais conhecimentos incluir no currículo, se educação sexual ou se diversidade, por exemplo. Clarice Traversini explicou que a diretriz central será a valorização humana, para que não se caia na área do preconceito e os jovens se sintam pouco à vontade de discutir o assunto.
“Nós temos uma juventude que não é a mesma de anos atrás. Ela tem muito mais informação e muito mais contato com diversos mundos mais cedo”, disse a diretora. Daí a necessidade de rever metodologias e a forma de comunicação com os jovens. Redes sociais
A diretora-adjunta do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, disse que as ações entre as áreas de saúde e de educação devem ser integradas. O ministério, segundo ela, vem buscando adaptar sua linguagem para atingir os jovens também nas redes sociais.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 49% dos jovens 15 a 24 anos têm conhecimento correto sobre a forma de transmissão e prevenção do HIV especificamente. Entre a população geral, essa taxa é de 54,2%.
(Da Agência Câmara)
Artigo: "México, um país despedaçado", por Eric Nepomuceno
Jornalista: sindicato
Aqui no Brasil estamos acostumados à corrupção policial e às ligações de policiais civis e militares com o narcotráfico e com o crime organizado. Estamos acostumados a ver forças de segurança pública prestando serviços que são sua especialidade – a violência – a grandes latifundiários. E, além do mais, estamos fartamente acostumados a prefeitos corruptos.
Os desmandos da polícia corrupta mancomunada com criminosos de todo calibre acontecem no cotidiano de grandes centros urbanos – basta ver a Polícia Militar do Rio de Janeiro – e também nos confins perdidos – basta recordar o massacre de Eldorado do Carajás, em 1996, no violento interior do Pará.
Mas, pelo menos até hoje, não se viu nada por aqui que possa ser comparado ao que aconteceu em Iguala, uma cidadezinha de nada, que fica no estado de Guerrero, no México. Lá, o prefeito José Luis Abrange mandou a polícia prender e entregar ao cartel local do narcotráfico pelo menos 43 estudante de magistério. Eles apareceram na cidade para protestar, revoltados, contra as condições de ensino. Pretendiam interromper o trânsito e ocupar ruas e praças para pedir doações que seriam destinadas aos seus centros de ensino.
Prefeito do tráfico
Para o prefeito, seria algo inadmissível: afinal, naquele mesmo dia haveria um ato político para lançar a candidatura de dona María de los Ángeles Pineda Villa à prefeitura municipal, nas eleições do ano que vem. O prefeito tinha seus motivos para se irritar. Afinal, María de los Ángeles era filha do chefão regional do tráfico. E mais: era quem, após o assassinato do pai e dos irmãos, tinha assumido o negócio. E mais ainda: ela é a esposa do alcaide. O suave casal está agora foragido.
Pelo menos 43 estudantes foram presos (veio a polícia de uma cidadezinha ao lado para ajudar), torturados, trucidados e mortos. Seus corpos foram empilhados e incinerados em um depósito de lixo. O fogo ardeu horas. Era uma noite sem lua. De longe dava para ver as chamas.
O que sobrou foi atirado num rio. Os peritos agora dizem que será quase impossível encontrar resto mortal algum.
Mesmo num país acostumado à barbárie impune e à corrupção endêmica como o México, o assassinato dos 43 normalistas chocou o país. Pelas ruas, manifestações indignadas exigem justiça numa terra acostumada à injustiça. Há algo mais, porém, que supera isso que poderia ser um caso isolado da alta mistura de políticos e policiais corruptos com narcotraficantes. É que o México vive, há pelo menos sete anos, uma espiral de violência sem precedentes.
Desde que em 2007 o ex presidente Felipe Calderón resolveu legitimar sua duvidosa chegada ao poder declarando guerra aberta aos cartéis das drogas, juntando Forças Armadas às polícias estaduais e municipais, pelo menos 75 mil mexicanos foram mortos. Só durante os seus seis anos de mandato, foram mais de 66 mil.
Peña Nieto
Quando em dezembro de 2012 o agora presidente Enrique Peña Nieto assumiu, resolveu afrouxar um pouco. Dizendo-se adepto de uma linha mais pragmática, procurou melhorar – nem que fosse um pouquinho – o nível de truculência da polícia. Disse que ia criar uma espécie de coordenação nacional no combate ao narcotráfico.
“Não é mais que o reflexo de um Estado esfrangalhado, aprisionado entre forças da corrupção e forças do crime organizado”
O México, principal rota de abastecimento do maior mercado de consumidores de drogas de todo o mundo, os Estados Unidos, vive há décadas uma guerra interna entre cartéis de narcotraficantes e forças de segurança pública corruptas, que se põem ora ao lado de determinados grupos criminosos, ora de outro.
Não há, à vista, vislumbre algum de que esse quadro possa ser mudado. O assassinato dos 43 estudantes normalistas não é mais do que o bárbaro reflexo dessa violência desmedida. Não é mais que o reflexo de um Estado esfrangalhado, aprisionado entre forças da corrupção e forças do crime organizado. Pelo vasto interior do país, surgem os grupos que se intitulam ‘de auto-defesa’. Às vezes são agrupações controladas por grandes latifundiários que tratam de manter, ao preço que for, seus privilégios impunes. Mas na maior parte das vezes são grupos controlados por cartéis de narcotraficantes, que tratam de se defender de bandos rivais enquanto vendem proteção à população desprotegida.
Claro que a tudo isso se soma outra nódoa que nós, brasileiros, conhecemos bem: juízes e tribunais igualmente corruptos, uma Justiça cambaia e lenta.
Peña Nieto começou seu mandato, há dois anos, prometendo uma série de reformas radicais que iriam modernizar o país. Quis que o México mudasse sua imagem e assumisse uma semelhança com o Brasil. Quis que o México disputasse conosco o papel de destino privilegiado de investimentos, além de dar exemplo de crescimento econômico.
Até agora, tudo que ele conseguiu foi mostrar que preside um país despedaçado. Que seu governo pode tentar implantar medidas e reformas que, no seu ponto de vista, significam modernizar o país. Mas que existe um ponto no qual o México não irá mudar: o ponto do terror.
Nas águas do rio San Juan, que passa pelo estado de Guerrero, desapareceram os restos mortais de 43 jovens calcinados. Que foram barbarizados pela polícia cumprindo ordens de um prefeito casado com a herdeira do cartel de drogas que domina a região.
Nas águas do rio San Juan não desapareceram as marcas de um país que tem um passado de brilho e glórias, um país que herdou uma cultura milenar e riquíssima. As águas desse rio refletem um país que, a cada dia, estilhaça o seu futuro.
(Da Caros Amigos e Carta Maior)
Programa do MEC oferece formação em sete línguas e português para estrangeiros
Jornalista: sindicato
Portaria do Ministério da Educação, publicada hoje (17) no Diário Oficial da União, institui o programa Idiomas sem Fronteiras, voltado para formação e capacitação de estudantes, professores e corpo técnico-administrativo de instituições de educação superior, além de professores de idiomas da rede pública de educação básica. As línguas oferecidas são inglês, francês, espanhol, italiano, japonês, mandarim, alemão e português para estrangeiros.
De acordo com a publicação, as ações do programa serão complementares às atividades do Ciência sem Fronteiras e de outras políticas públicas de internacionalização da educação superior. A iniciativa prevê a aplicação de testes de proficiência e nivelamento, cursos on line e presenciais. A seleção dos participantes será feita por meio de editais específicos.
O texto prevê, ainda, que, para execução do programa, poderão ser firmados convênios, acordos de cooperação, ajustes ou instrumentos similares com órgãos da administração pública e entidades privadas. Também poderão ser utilizadas parcerias já firmadas no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras e de outras políticas públicas de internacionalização da educação superior.
“As parcerias entre instituições de ensino superior estrangeiras e brasileiras deverão ser estimuladas, permitindo o intercâmbio de estudantes, professores e corpo técnico-administrativo, com foco no ensino de línguas no Brasil e de língua portuguesa no exterior”, ressalta o texto.
Com a portaria, o programa Inglês sem Fronteiras passa a integrar o Idiomas sem Fronteiras. Atualmente, estão abertas inscrições para o Teste de inglês como Língua Estrangeira/Prática Transformadora Integral (TOEFL/ITP, na sigla em inglês) e para o curso My English On line. Conforme o ministério, também está previsto para este mês o início das inscrições para cursoson line de francês.
(Da Agência Brasil)
Resultado definitivo do Concurso de Remanejamento já está liberado
Jornalista: sindicato
Foi liberado nesta segunda-feira (17) o resultado definitivo do Concurso de Remanejamento 2014/2015. Os professores e professoras que participaram do procedimento podem conferir sua classificação no link (http://remanejamento.se.df.gov.br). A classificação é feita por ordem de data de matrícula, onde cada dia trabalhado correspondeu a um ponto. Os(as) professores(as) portadores(as) de necessidades especiais (PNE) tiveram a pontuação aumentada em 20%.
Diferente de outros anos, com a classificação feita por matrícula, os participantes serão atendidos na classificação divulgada e somente no ato do atendimento será levado em consideração as disciplinas que o candidato está habilitado, de forma que um professor de matemática com uma classificação de número 1.000 pode estar com apenas 90 colegas na sua frente na mesma disciplina, pois os demais 910 são de outras disciplinas. Após a divulgação os professores devem estar atentos à divulgação de carências, que ocorre nesta quinta-feira (20).
Para participar do remanejamento interno os professores deverão, obrigatoriamente, solicitar o cartão de acesso de 20 a 23 de novembro. Quem não solicitar o cartão de acesso do remanejamento interno será automaticamente excluído. A solicitação do cartão vai gerar um código pessoal que o professor deverá levar no dia do remanejamento. A escolha da escola no concurso de remanejamento se dará de forma presencial, em local, horário e data a ser divulgada nos próximos dias.