Professora agredida a chutes em agência bancária no Riacho Fundo I
Jornalista: sindicato
Dois vigilantes e um gerente de uma agência de um banco, situada em Riacho Fundo I, agrediram Noemia Maria da Silva, professora da Secretaria de Educação, com descaso, desaforos e chutes. A professora denunciou a agressão na 29ª Delegacia de Polícia, registrou um Boletim de Ocorrência e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). “Minha panturrilha está roxa até hoje”, afirma.
Noemia queria esclarecer uma dúvida sobre uma mensagem que surgira na tela de um dos caixas eletrônicos em que ela tentava efetuar pagamento de boleto poucos minutos após ultrapassadas às 16 horas, horário de fechamento do banco. Os vigilantes e um dos gerentes se recusaram a explicar o ocorrido no terminal e a agrediram quando ela tentou adentrar a agência para pedir ajuda.
“O vigilante me orientou a usar o ramal interno. Por duas vezes usei o telefone que chamou por mais de 15 minutos e ninguém atendeu. Ao vê-lo abrir uma porta lateral para uma cliente, achei que poderia ir lá para tentar ser atendida também e pedir explicações sobre a primeira mensagem que surgira no terminal de que a transação não havia sido concluída, e sobre a segunda, uma contrainformação que aparecera dizendo que o boleto havia sido pago. Isso me deixou em dúvida sobre o que ocorrera na conta”.
Ela diz que nesse momento, quando tentou entrar para pedir esclarecimento, fora impedida por dois vigilantes e agredida a chutes por eles. Um gerente que, ao ver o tumulto, se dirigiu ao local, em vez de buscar acalmar a situação, também a tratou mal, dizendo que não iria atendê-la. “Quando perguntei se ele poderia me atender, ele se recusou. Saí da agência com minha perna machucada, sem saber se havia perdido dinheiro ou não. Sou cliente desse banco desde que ingressei na Secretaria de Educação e nunca fui tão mal atendida antes”.
A professora registrou o ocorrido no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e na Ouvidoria do banco, que prometeu dar encaminhamento à denúncia. Ela conta ainda que, “no momento dessa violência, havia pelo menos 50 pessoas tentando usar os caixas eletrônicos, os quais estavam, quase todos , com problemas”, afirmou.
Debate sobre o Decreto de Participação Social ocorre nesta segunda (17) na UnB
Jornalista: sindicato
Nesta segunda-feira (17) será realizado o encontro “Explicando a Política Nacional de Participação Social”, no auditório do IPOL/IREL, da Universidade de Brasília, às 18h30. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, é uma das presenças confirmadas. A iniciativa é uma realização do professor da Faculdade de Educação, Remi Castioni, e da professora do Instituto de Ciência Política, Marilde Loiola.
A entrada é franca. Participe!
Secretaria de Educação oferece bolsas de estudo de ensino superior
Jornalista: sindicato
A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio de sua Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), irá oferecer bolsas de estudo para o 1º semestre de 2015, em instituições de ensino superior. Os profissionais das carreiras magistério público e assistência à educação podem se candidatar para as vagas de graduação ou pós-graduação.
As inscrições estarão abertas de 17 a 21 de novembro, na Eape, localizada na SGAS 907, Conjunto A, sala 50. A Circular nº 124 apresenta as instituições participantes, documentos necessários, requisitos e cronograma do processo.
(Da Agência Brasília)
CEM 03 do Gama realiza Mostra de Cidadania e Africanidades nesta quinta
Jornalista: sindicato
O Centro de Ensino Médio (CEM) 03 do Gama tem o prazer de convidar a todos(as) para a III Mostra de Cidadania e Africanidades, que será realizada no dia 20 de novembro (quinta), Dia da Consciência Negra.
O evento terá apresentações artísticas e culturais de alunos(as) e professores(as) da escola.
Prestigie!
Confira a programação:
13h30 – Poesia- Quem somos?
Música e dança de influência Africana – 1ºA.(Profª Orientadora: Aglaé).
Carimbó – 1º J (Bianca, Débora, Suellen, Lana, Laila, Natália).Profª. Orientadora: Jane.
Atividades :
14h30 (início)
Estatuto da Igualdade Racial
1º H (Layane, MariaEduarda,Daniel,Robson, Ludson e Marcos).
Profºs. Orientadores: Jane e Glaucia.
Sala:9
Racismo, preconceito e discriminação. 1º H (Letícia Dias, Sarah,Laís,Matheus).
Profºs Orientadores: Jane e Glaucia.
Sala: 9
A influência Africana na cultura brasileira.
1º H(Debrorah, Ellen, Jonathan, Ilayne e Milena). Profºs Orientadores: Jane e Glaucia. Sala: 18
Racismo no Futebol
1ºH (Katarina, Polyane, Caio, Antoine e Tayane).
Profºs Orientadores: Jane e Glaucia.
Sala:8
Mito da Democracia Racial
1º H (Aline, Taiele, Brenda, Nathalia e Mariana)
Profºs Orientadores: Jane e Glaucia.
Sala: 18
Entre…a coisa tá preta.
1ºJ – Profº Orientador: Antônio Carlos
Sala: 3
Quilombos e Preconceitos Raciais
1º O – Profºs Orientadores: Marcelo e Patrícia.
Sala: 4
Auto retrato (foto e vídeo): Qual a sua cor?
2ºN- Profºs Orientadores: Dedeh e José Antonio.
Sala: 7
Quatro mil pessoas reúnem-se em Brasília para discutir educação
Jornalista: sindicato
Mais de 775 mil pessoas estiveram envolvidas na etapa municipal–intermunicipal da conferência e 23 mil delegados participaram da fase estadual-distrital. O encontro reunirá, agora, na capital federal, quatro mil representantes para discutir os rumos da educação no país.
O tema norteador dos debates é “O Plano Nacional de Educação (PNE) na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração”.
O documento-base a ser discutido teve origem em emendas apresentadas durante as conferências estaduais e distrital. Aprovadas, as emendas foram sistematizadas por uma comissão especial do Fórum Nacional de Educação (FNE).
Gabriela prepara-se para a viagem a Brasília e para o maior encontro de discussão democrática da educação brasileira. A estudante tem muitas expectativas sobre as propostas para a educação do país. “Espero debates construtivos, que tragam realmente melhorias concretas”, afirma.
“Que tudo a ser discutido seja filtrado e colocado em prática para melhorar de maneira contínua a educação, através de uma participação democrática de todos os delegados que conhecem a realidade de suas instituições e participam para somar na eficiência do processo da educação”, detalha.
A Conae é um espaço democrático, articulado com a sociedade para que todos possam participar do desenvolvimento da educação brasileira. Este mês, a conferência apresentará um conjunto de propostas para subsidiar a implementação do PNE. Serão indicadas responsabilidades, corresponsabilidades, atribuições concorrentes, complementares e colaborativas entre os entes federados e os sistemas de ensino.
A primeira edição da Conae foi realizada de 28 de março a 1º de abril de 2010, também em Brasília. Naquela edição, os 2,5 mil delegados discutiram a criação do sistema nacional de educação, além de propor diretrizes e estratégias para a construção do PNE, que em dezembro daquele ano foi concluído e enviado ao Congresso Nacional. A próxima edição da Conae está prevista para 2018.
(Do Portal Vermelho)
CEMI do Gama realiza Festival das Virtudes na quinta (20) e sexta (21)
Jornalista: sindicato
O Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Gama realiza na tarde desta quinta-feira (20) e na manhã da sexta-feira (21) o Festival das Virtudes. O evento surgiu com o objetivo de sensibilizar a comunidade educativa para as possibilidades de desenvolvimento de Virtudes dentro da escola.
É uma ação pontual, onde serão levadas as mais diversas práticas educativas pautadas na Pedagogia das Virtudes, buscando, primeiramente, oferecer a todos(as) um momento de imersão em vivências de virtudes e, em segundo lugar, movimentar a escola, convidando-a a sair de sua rotina e refletir sobre as diversas possibilidades que o ambiente educacional tem no desenvolvimento humano integral.
O festival é aberto para as pessoas e instituições que desejam colaborar nas oficinas. Participe! Confira a programação: Dia 20 – Quinta Feira
13:30h – Abertura
(Falas institucionais e mini palestra sobre pedagogia das virtudes)
14h – Oficinas Diversas
(Em cada sala de aula da escola será oferecida uma oficina e os participantes terão a liberdade de escolha das atividades que irão realizar.
Cada oficineiro terá a liberdade quanto à duração da atividade, bem como seu objetivo específico, devendo apenas alinhar a oficina com os ideias do Movimento Pedagogia das Virtudes)
14h – Exposições e Intervenções
(De forma simultânea às oficinas, do lado de fora das salas de aula estarão ocorrendo exposições, intervenções e campanhas) Dia 21 – Sexta Feira
9h – Oficinas Diversas. (Em cada sala de aula da escola será oferecida uma oficina e os participantes terão a liberdade de escolha das atividades que irão realizar.Cada oficineiro terá a liberdade quanto à duração da atividade, bem como seu objetivo específico, devendo apenas alinhar a oficina com os ideias do Movimento Pedagogia das Virtudes)
9h – Exposições e Intervenções
(De forma simultânea às oficinas, do lado de fora das salas de aula estarão ocorrendo exposições, intervenções e campanhas)
12h – Intervalo
(Almoço com programação musical)
14h – Exposição de Virtudes
(Momento que reunirá todos os participantes para exposição das produções de Virtudes realizadas ao longo do Festival)
15h – Reconhecendo Virtudes
(Atividades de feedback à escola, com reconhecimento das Virtudes e pontos fortes identificados na escola como um todo, bem como em seus setores: alunos, professores, servidores, etc.)
16h – Encerramento
(Falas Institucionais e mini-palestra para fechamento Pedagógico das atividades à Luz da Pedagogia das Virtudes)
16h30 – Show das virtudes, com apresentações artísticas
Para Frei Betto, participação social na política é 'organizar a esperança'
Jornalista: sindicato
Em seu comentário das manhãs das segunda-feiras à Rádio Brasil Atual, o religioso e assessor de movimentos sociais Frei Betto apontou a necessidade de se complementar as políticas públicas de inclusão social com “processos pedagógicos de formação e organização políticas” sobre os avanços trazidos pelos governos progressistas de diversos países da América Latina.
“É preciso aderir a um projeto político alternativo ao capitalismo. É preciso dar sim o benefício, mas dar esperança. Promover o acesso ao consumo, mas também o surgimento de novos protagonistas sociais e políticos, novos atores, gente boa, com ética e combativa, para renovar os quadros da política atual”, analisou.
Para Frei Betto, o modelo calcado no consumo capitalista reforça valores como o individualismo e o conservadorismo: “Não se percebe que, neste sistema consumista, cujas mercadorias estão impregnadas de fetiches, que valorizam o consumidor e não o cidadão, o capitalismo acaba introduzindo nas pessoas supostos valores como a competitividade, em vez da solidariedade, e a mercantilização de todos os aspectos da vida e da natureza.”
É necessário, completou, pensar a política para além dos limites de governo. “A política tem que ser feita nos sindicatos, nos movimentos sociais, nos núcleos de base”, em um processo que ele classifica como “organizar a esperança.”
“A esperança dos excluídos, dos marginalizados, daqueles que tem um salário indigno, para que se transformem em força política e consigam virar o jogo da democracia, tornando-a verdadeiramente democrática, ou seja, que haja democracia não só na política mas sobretudo na economia, com a redução da nossa desigualdade e com uma vida de melhor qualidade e mais justiça para todo o povo brasileiro”, concluiu.
(Da Rede Brasil Atual)
Fórum Brasil de Comunicação Pública lança Carta de Brasília
Jornalista: sindicato
Documento sintetiza as demandas contidas na Plataforma pelo Fortalecimento da Comunicação Pública entregue ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República e traz outras reivindicações das entidades que participaram do encontro Representantes das entidades organizadoras do Fórum Brasil de Comunicação Pública entregaram, nessa sexta-feira (14), a Plataforma pelo Fortalecimento da Comunicação Pública a Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. O documento reúne todas as reivindicações e demandas da comunicação do setor público. Ao final do evento, as entidades lançaram a Carta de Brasília.
Durante a entrega da plataforma, Carvalho reafirmou a disposição do governo federal, especialmente da presidenta Dilma Rousseff, em promover a regulação da mídia, incluindo aí o sistema público, formado por emissoras públicas, estatais, educativas, universitárias, legislativas e comunitárias. O Fórum Brasil de Comunicação Pública foi promovido, nos dias 13 e 14 de novembro, pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) – um grupo formado por uma centena de entidades atuantes no campo da comunicação social da esfera pública e na sociedade civil – e realizado com o apoio da Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados.
Carvalho, que representou Dilma Rousseff, garantiu que há possibilidade concreta de um encontro dos movimentos sociais de luta pela democratização da comunicação com a Presidenta. O documento final foi entregue também a Fabrício Costa, representante do ministro Thomas Trauman, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
A plataforma reúne as demandas históricas do campo público da comunicação, tendo como principal reivindicação a regulação do setor. Além de um panorama histórico, traz um diagnóstico da situação das emissoras, pontuando os principais desafios, como a infraestrutura de sinal e equipamentos, fontes de financiamento, gestão e participação social, independência e políticas para diversidade e pluralidade de conteúdos e valorização dos trabalhadores.
As deliberações aprovadas serão incorporadas a um relatório final, o qual será, posteriormente, distribuído para as entidades e órgãos de governo nas esferas municipal, estadual e federal. Para Rosane Bertotti, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratizção da Comunicação (FNDC) e secretária Nacional de Imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional), a presença do ministro significa um reconhecimento à construção política e social do Fórum. Regulamentação econômica e controle da mídia
“A reafirmação dele [Carvalho] de que o governo pretende efetuar a regulação econômica da comunicação demonstra o avanço que a democracia brasileira precisa. Esperamos que esse compromisso se transforme em ações concretas com diálogo e participação social”. Rosane Bertotti entende que não se pode falar em financiamento sem destacar o papel estratégico da comunicação pública.
“Ninguém investe em algo que não considera estratégico, nem na vida pessoal nem na vida política. Só conseguiremos construir formas efetivas de financiamento quando formos mais efetivos em colocar para a sociedade o papel estratégico do campo público da comunicação”, ponderou. Ela acredita que a sociedade só entenderá esse papel quando tiver direito à participação na construção do debate sobre o papel e a gestão das emissoras. “Essa participação pode ocorrer nos conselhos, debates, seminários etc.”
Em vários momentos do debate os painelistas e debatedores ratificaram a importância da regulamentação da mídia com foto na estrutura, ou seja, com ênfase na regulação econômica, controle social de forma que contemple também uma atualização que redefina as fronteiras as fronteiras ou crie outros conceitos e modelos de gestão da radiodifusão e telecomunicações, cujas fronteiras estão se diluindo a cada dia.
Rosane Bertotti disse que há um clamor geral de que a comunicação pública precisa ser uma política de Estado, e não de governo. Ela citou os exemplos da Dinamarca e da Alemanha, que destinam 0,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para financiar o sistema público de comunicação. “Não sei quanto investimos no Brasil, mas não chega a isso”. A sindicalista defendeu, ainda, a destinação de uma parte dos recursos públicos que pagam a publicidade nas emissoras comerciais para as emissoras do campo público, não condicionados aos índices de audiência.
“O contingenciamento de recursos orçamentários precisa acabar”, ressaltou Rosane. “Quando o governo substitui recursos previstos no orçamento pelos recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, por exemplo, deixa de cumprir seu papel de fomentador do setor. Não adianta termos outras fontes de financiamento se são utilizadas para substituir recursos e não para aumenta-los”, completou. Rosane sugeriu, ainda, que se discuta com a sociedade a possibilidade de uma taxa sobre a venda de televisores, por exemplo, como acontece em outros países, para financiar a comunicação pública. Mídia Comunitária No Brasil, há mais de quatro mil canais comunitários de rádio e TV, as quais poderiam gerar cerca de 200 mil empregos para radialistas, jornalistas, produtores e outros profissionais da área se tivessem financiamento para produzir programação. A informação foi dada pelo presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom), Paulo Miranda, durante o Fórum, nessa sexta-feira (14/11).
Paulo Miranda disse que TV Comunitária de Brasília, por exemplo, obteve este ano uma vitória sem precedentes. “Conseguiu renovar o “parque” tecnológico com apoio muito grande do secretário de Cultura do DF, o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), que está envolvido nesta luta, como os diretores Rosilene Correa, Cláudio Antunes, Cleber Ribeiro e outros diretores”, disse.
Ele destacou que, apesar dessa conquista, o maior problema da TV continua sendo o financiamento. “A duras penas temos conseguido avançar bastante na questão do financiamento e também na produção. Temos conseguido cumprir a legislação. A produção da TV Comunitária tem de ser regional, educativa, cultural. Não consigo ver a TV Comunitária sem educação e sem cultura”, disse.
Miranda citou a TV Comunitária do Distrito Federal com exemplo quando mencionou a meta de regionalização da programação. Segundo ele, a TV ainda não consegue regionalizar sua programação por falta de recursos. “Há uma carência imensa por fazer TV com boa qualidade, e há uma demanda social muito forte por isso, que esbarra na carência financeira”. O jornalista também criticou o fato dos fundos setoriais não atenderem às emissoras comunitárias que operam canais a cabo.
Também participou do painel a diretora-presidenta da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Rosana Alcântara. Ela fez uma rápida apresentação das ações da agência. O debate foi mediado pela presidenta do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ana Fleck. Emissoras públicas defendem operador único Um dos temas mais importantes do Fórum foi o debate sobre o operador único da Rede Pública Digital – instrumento que deverá unificar a infraestrutura para a digitalização dos canais das emissoras públicas. O presidente Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, defendeu a criação de operador único para emissoras de públicas. “Se o acordo não for firmado logo, perderemos ainda mais espaço”, afirmou.
Durante o evento da FrenteCom, Breve enumerou algumas demandas das emissoras públicas. O operador único ou operador de rede para a rede de TV Pública Digital será a infraestrutura de transmissão dos sinais de diversas emissoras do campo público, nacionais e locais, que deverão fazer parte do sistema. O operador único está previsto no decreto que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital, mas ainda não foi criado.
Com o operador único seria possível às emissoras públicas reduzirem os custos operacionais por meio do compartilhamento da infraestrutura de transmissão. Esse é o primeiro passo para criar uma rede nacional que beneficiaria todo o sistema de comunicação pública – que é constituída pelas emissoras geridas pela EBC (TV Brasil e TV NBr), pelas emissoras legislativas (TV Senado e TV Câmara), pela TV do Judiciário (TV Justiça) e os canais da Educação (MEC), Cultura (Minc) e Cidadania (Minicom).
O presidente da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral), Rodrigo Lucena, também defendeu, na segunda etapa do encontro, a instalação do operador único. Segundo ele, “apesar de o sistema integrado de transmissão não ser exequível no curto prazo, não deixa de ser uma meta a ser atingida e, para tanto, é preciso contar com a intenção do governo em criar uma plataforma para a TV Pública”. Documentos Plataforma pelo Fortalecimento da Comunicação Pública no Brasil
Por reforma política, 20 mil vão às ruas em São Paulo
Jornalista: sindicato
A Avenida Paulista recebeu nessa quinta-feira (13) a maior manifestação desde os atos de junho de 2013. E, como naquela ocasião, mais de 20 mil pessoas ocuparam o principal centro financeiro do Brasil para cobrar mudanças na política.
Da mesma forma que no ato do último dia 4, os movimentos deixaram claro que não aceitarão qualquer reforma sem a participação popular.
Para a Central e os demais movimentos que organizaram a marcha, as mudanças nas regras do jogo devem começar com a convocação pelo Congresso de um plebiscito para decidir sobre a formação de uma Constituinte exclusivamente voltada a discutir o sistema político.
Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a manifestação apontou que a presidenta Dilma Rousseff terá apoio e contará com pressão das ruas para fazer as reformas pelas quais foi eleita.
“Esse ato é para dizer que acabou a eleição e o Brasil precisa de uma grande governança que dê condições para a presidenta colocar em seu programa de governo aquilo que o povo escolheu. E o povo votou para fazer uma reforma política convocada por um plebiscito por meio de uma Constituinte Exclusiva, como a Dilma propôs fazer. O povo votou pela agenda progressista e derrotou, pela quarta vez, a agenda retrógrada. Não vamos distorcer qual foi o resultado das urnas”, lembrou.
Vagner destacou também que a Central cobrará ser ouvida sobre as políticas que o governo deseja adotar e apontou que o segundo mandato de Dilma será progressista se os movimentos sociais pressionarem para isso. “Esse é um governo em disputa. A presidenta é progressista por essência, mas sofrerá fortes pressões de um Congresso Nacional bastante conservador, inclusive, na base aliada, do Mercado e de parcela da mídia que é panfleto político. O que estamos fazendo aqui é mostrar a ela que tem apoio dos movimentos sociais e das ruas para fazer um governo para o povo e para os trabalhadores.”
Um dos pontos principais que os movimentos querem discutir na Constituinte é o fim do financiamento empresarial das campanhas políticas, que elegem majoritariamente os candidatos escolhidos para representar seus interesses no Congresso.
Conforme destaca o secretário de Políticas Sociais da CUT-SP, João Batista Gomes, esse modelo faz com que os trabalhadores estejam em menor número no parlamento e sofram ataques constantes aos direitos.
“O resultado desse parlamento distorcido é a redução da bancada dos trabalhadores, como é o caso da jornada de 40 horas e do Projeto de Lei 4330, de 2014, que libera as terceirizações e retira direitos. Nós conseguimos segurar o PL até aqui, mas com uma bancada reduzida de sindicalistas e ampliada de empresários e ruralistas, aumentam as chances de aprovação. Há parlamentares querendo fazer a reforma política a partir de projetos que estão há duas décadas na Casa e não vêm ao encontro do que o povo quer, que é ter voz e vez na política.”
(Do Portal CUT)
Aumento de pena para injúria racial é aprovado em comissão da Câmara
Jornalista: sindicato
A Comissão Externa de Combate ao Racismo da Câmara Federal dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (12), o relatório final que prevê a alteração do Artigo 140 do Código Penal. Se a proposta for aprovada em plenário, os delitos de injúria racial, que hoje recebem pena de um a três anos, passarão a ter de dois a cincos anos de reclusão. A Comissão foi criada em abril deste ano para investigar os casos de discriminação e racismo no futebol.
O relatório aprovado propõe também tornar a ação de injúria incondicionada, ou seja, o Ministério Público pode entrar com uma ação independentemente da vontade da vítima. A proposta de alteração do Artigo 140 segue, agora, para outras comissões da Câmara.
A Comissão de Combate ao Racismo iniciou os trabalhos a partir dos casos dos jogadores Tinga, do Cruzeiro, Arouca, do Santos, e do juiz Márcio Chagas, todos vítimas de racismo durante jogos, quando foram chamados de “macaco”.
Outro caso que os parlamentares também estudaram foi o do ator Vinicius Romão de Souza, que permaneceu mais de 15 dias preso por suspeita de assalto. Chamou a atenção o fato de que o policial que fez a prisão não encontrou nenhum pertence da vítima com o acusado.
Além disso, foi analisada a morte da auxiliar de serviços gerais, Claudia da Silva Ferreira, baleada durante uma operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Claudia teve o corpo arrastado por mais de 250 metros ao cair da viatura onde se encontrava, em março deste ano.
(Da Revista Forum)