Ministro e secretários discutem estratégias para ensino público
Jornalista: sindicato
O ministro da Educação, Henrique Paim, participou na manhã desta quinta-feira, 13, em Fortaleza, da abertura da 4ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). O evento, com duração de dois dias, discute estratégias e ações de melhoria da educação pública brasileira.
No encontro com os secretários das 27 unidades da Federação, Paim disse que a parceria do MEC com as secretarias estaduais é fundamental para a implantação de políticas públicas, entre as quais o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014-2024.
Segundo o ministro, com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de outras iniciativas, a União deu aos estados a condição de investir na formação e na valorização dos professores.
Na agenda da reunião do Consed também consta um balanço sobre o andamento dos planos estaduais de educação, educação profissional, educação indígena e de jovens e adultos.
(Do MEC)
Por trás do desaparecimento de 43 estudantes, militarização do Estado, estupidez da “guerra contra as drogas” e submissão total aos EUA. Agora, sociedade enfrenta sistema político
Após uma semana no exterior, o presidente do México, Enrique Peña Nieto voltou para casa no início de novembro para enfrentar a pior crise política de seu governo. Protestos violentos surgiram depois que uma guarnição local de polícia sumiu com 43 alunos de Ayotzinapa, uma faculdade de ensino rural no estado de Guerrero. Como as investigações continuam, a crise evidenciou a violência e corrupção que dominam grandes partes do país.
Liderada por jovens, as manifestações, que se espalham por todo o território, culpam o governo por este ataque e outros semelhantes. No campus Ayotzinapa, onde os pais esperam por notícias de seus filhos, um deles me disse: “O governo sabe onde eles estão” em uma voz carregada de cansaço e tristeza.
Na noite de 26 de setembro carros de patrulha da polícia, na cidade de Iguala, bloquearam os ônibus de seu filho e os outros alunos que estavam viajando, e abriu fogo contra os passageiros. Durante a noite, outros alunos de Ayotzinapa chegaram para resgatar seus companheiros. Membros do sindicato dos professores públicos acudiram para ajudar. O tiroteio continuou. Em uma bizarra série de eventos, um comando armado atacou os estudantes nas horas seguintes.
Perto dali, um terceiro ataque a um time de futebol local, possivelmente confundido com estudantes Ayotzinapa – deixou outro jovem e outros dois mortos. Fitas de vídeo que estão nas mãos do procurador do estado de Guerrero supostamente mostram que a polícia local também participou deste ataque. A Polícia Federal chegou ao local, pelo menos, duas horas mais tarde e se recusou a atender os feridos.
De todo modo, os agentes que aplicam a lei limitaram suas atividades apenas em disparar contra os alunos, desaparecendo com 43 deles. Nenhum agente da lei — de qualquer esfera de governo — protegeu os jovens dos ataques, apesar dos investimentos maciços em segurança feitos nas últimas décadas, na “guerra contra as drogas”. Sobreviventes relatam que levaram um ferido para uma base militar próxima, onde o pessoal do exército recusou-se a ajudá-los. Nenhum soldado adiantou-se para tentar impedir o massacre da juventude.
O Centro de Direitos Humanos de Guerrero emitiu um alerta urgente em 29 de setembro afirmando: “Estes eventos demonstram um uso excessivo da força e uma intenção deliberada, da Polícia Militar, de executar extrajudicialmente alunos, como também certa omissão por parte das autoridades estaduais e federais por não implementar medidas de segurança adequadas, que teriam impedido uma segunda agressão e o desaparecimento de 55 estudantes locais”. (atualmente, 43 continuam desaparecidos, enquanto 12 foram localizados com vida).
Por que ocorreu o assassinato em massa?
É praticamente impossível juntar as peças de forma lógica para chegar a alguma conclusão sobre quem ordenou os ataques e por que. Os executores, em especial, devem ter agido irracionalmente.
Sabemos que a emboscada foi planejada de antemão e que os alvos era os estudantes de Ayotzinapa. Além disso, há um debate acalorado sobre se o crime organizado comandou a polícia local, sob seu poder, no ataque aos alunos, ou se o governo usou as suas relações com o crime organizado para aterrorizar e assassinar os alunos.
Para tornar as coisas mais complexas, por trás do debate há um consenso, segundo o qual a linha entre o crime organizado e o governo, na cidade, foi há muito tempo apagada pelo conluio entre as duas partes. O procurador-geral anunciou recentemente que as investigações mostraram que o prefeito de Iguala ordenou os ataques aos estudantes. Ele é acusado de ter laços estreitos com o cartel regional do crime organizado Guerreros Unidos — que supostamente era comandada pelos irmãos de sua esposa, até que dois deles foram assassinados e o terceiro foragiu-se.
O governo também é culpado por ter falhado totalmente na manutenção da paz em Guerrero, um estado que combina os piores aspectos do abuso de governo e da violência criminal. A área externa de Iguala é uma das regiões de produção de drogas mais importantes do país. Além disso, a corrupção política do Estado garante a proteção e impunidade. Sua história de oposição, inclusive por grupos armados, faz com que seja também um centro nodal para a repressão.
Os governos locais, estaduais e federais têm sido hostis à escola rural há anos. Fundada no período pós-revolucionário, para filhos de famílias camponesas, a escola tem defendido firmemente valores revolucionários, enquanto uma série de governos se esforça para privatizar, globalizar e atomizar a sociedade mexicana. Os estudantes protestaram contra as reformas educacionais recentes, baseadas em programas norte-americanos. Quando eles foram atacados, estavam levantando fundos para participar de uma marcha para comemorar o 2 de outubro de 1968, data de um massacre de estudantes em Tlatelolco, Cidade do México.
Jovens de famílias rurais pobres com ideais revolucionários e uma propensão para a ação direta são os inimigos naturais dos políticos que tem construído novos tipos de laços para os negócios – especialmente os laços que incluem o comércio ilegal de drogas. Há também precedentes para esses eventos. Em 12 de dezembro de 2011, as polícias estadual e federal mataram os estudantes de Ayotzinapa, Gabriel Echeverría de Jesús e Jorge Alexis Herrera Pino em um bloqueio. Ninguém foi responsabilizado.
O grupo criminoso Guerreros Unidos, um setor ultraviolento do cartel Beltran Leyva, tinha um motivo menos óbvio para raptar os alunos, mas maior capacidade para realizar o crime. A história dos Guerreros Unidos revela a insanidade da guerra contra as drogas. Como as forças de segurança apoiadas pelos EUA prenderam ou assassinaram sucessivamente líderes do cartel para fazer cumprir a proibição dos EUA, os grupos dissidentes foram desonestos e usaram o controle territorial como carta branca para qualquer atividade criminosa que os beneficiasse. Envolvido em uma guerra de territórios com Los Rojos, em Chilpancingo, o Guerreros Unidos poderiam ter ordenado o bloqueio por uma série de razões, sem necessariamente pensar nas consequências, que agora incluem 50 membros de seu cartel presos nas últimas três semanas.
Mas os estudantes estão convencidos de que o grupo criminoso não está por trás dos assassinatos. Um estudante que prefere não se identificar, devido ao clima de perseguição que existe, declarou: “Foi o governo, porque eles são os únicos porcos que se atreveriam a matar inocentes assim. Criminosos matam uns aos outros. O governo não: ataca as pessoas diretamente”.
Independentemente da interação real entre o Estado e as organizações criminosas, isso é típico da reação dos jovens no México. O massacre e os desaparecimentos em Ayotzinapa ocorreram apenas alguns meses depois que o Exército matou 22 jovens em Tlatlaya em circunstâncias que sugerem execuções extrajudiciais. Tanto nas marchas e nas redes sociais, os jovens expressam uma sensação de estar sob ataque.
Choque de imagens
Em Iguala, a realidade mostrou sua face horrível, no exato momento em que a imprensa internacional tropeçava em elogios dirigidos ao presidente “bem preparado”. O governo de Peña gastou milhões de dólares para melhorar sua imagem, contratando empresas norte-americanas de lobby Chlopak, Leonard, Schechter & Associates e APCO — além das relações públicas. Parte desse esforço foi um movimento calculado para minimizar a violência e a guerra contra as drogas do antecessor de Peña — o que se tornara um passivo político. O governo dos EUA tem incentivado uma nova ênfase aparente sobre as reformas econômicas e culturais — ao mesmo tempo em que direciona a maior parte da sua “ajuda” para a guerra contra as drogas.
Mas apesar de suas declarações atrasadas, prometendo investigar e punir os autores do ataque em Ayotzinapa, Peña Nieto tem um dilema em suas mãos. Uma investigação e punição completas atingiriam, sem dúvida, membros de seu próprio gabinete – especialmente o procurador-geral Jesus Murillo Karam e Secretário do Interior, Miguel Angel Osorio Chong. O gabinete do procurador-geral permitiu que o prefeito de Iguala, José Luis Abarcato, escapasse, e agora admite que houve erros em desenterrar 28 corpos de uma vala clandestina, que informantes dizem que são dos alunos. Murillo Karam informou que os testes de DNA mostraram que os corpos não são dos jovens desaparecidos, embora os testes continuem.
O governo federal também não respondeu aos muitos sinais de alerta em relação à corrupção e atos ilegais em Iguala e região. Demasiado tarde, policiais federais foram enviados para assumir o controle de 13 municípios suspeitos de vínculos com o crime organizado. As forças de segurança subordinadas ao Secretário do Interior falharam – propositadamente, segundo todas as aparências – em proteger os alunos.
Os pais dos alunos desaparecidos e muitos outros acusam o governo de estar mais preocupado com sua imagem do que em encontrar as crianças. Dizem que o governo não realiza uma busca séria — em vez disso está tentando abafar o caso, na esperança de que o escândalo e as esperanças de encontrar os jovens – se esvaia.
A Resposta dos Estudantes
Mas varrer o escândalo para debaixo do tapete do esquecimento e dos limites de uma mídia controlada não é uma opção, neste caso. Desta vez, centenas de milhares de jovens em todo o país não aceitarão, como resposta, embromações. Desde 22 de outubro, os jovens mexicanos e manifestantes em todo o mundo exigem, em mobilizações coordenadas e crescentes, que os alunos sejam trazidos de volta vivos. Nada é tão importante quanto esta demanda.
É essencial para as famílias, para a reputação do país e para restaurar um pouco de fé no governo. Se os alunos foram assassinados, suas famílias também têm o direito de saber o mais cedo possível. Depois disso, enormes desafios permanecerão. O governo mexicano deve começar a cumprir a lei, mesmo contra os que têm dinheiro e poder. E o governo dos Estados Unidos deve finalmente encarar a sua responsabilidade de suspender a ajuda da “segurança” da Iniciativa Mérida para as forças mexicanas que assassinam sua própria juventude.
Fonte: Outras Palavras
Por Laura Carlsen | Tradução João Victor Moré Ramos
Professor Hamilton Carlos lança livro sobre os conflitos vigentes no país
Jornalista: sindicato
“O Brasil dos Opressores, dos Oprimidos e dos Indignados” é um retrato completo dos problemas e conflitos vigentes nos três “Brasis”. O livro, de autoria do professor Hamilton Carlos, é uma coletânea que reúne artigos que provocam a reflexão de como fazer jornalismo inserido na luta por um mundo baseado na justiça social, informação verdadeira e na prosperidade proporcional para todos os cidadãos.
O autor acredita em uma grande revolução popular, tornando o poder uma expressão da vontade soberana do povo brasileiro. Para ele, sem efervescência e sem base teórica revolucionária, não há superação da opressão social. Nesta perspectiva, o trabalho serve como um manual para os manifestantes, pois não há revolução sem uma boa teoria.
Para adquirir a publicação, entre em contato com o autor nos telefones 3595-1788 e 8423-8614, além do e-mail h.carlospereira@gmail.com
Eleições diretas nas escolas públicas serão dia 26 de novembro
Jornalista: sindicato
A Secretaria de Educação do DF realizará, no dia 26 de novembro, eleições diretas para escolha de diretor e vice-diretor de escolas públicas do Distrito Federal. Apenas as unidades que não tiveram direções eleitas em novembro de 2013 ou maio de 2014 participarão do pleito.
No mesmo dia também serão realizadas eleições para conselho escolar nas unidades de ensino que necessitam completar o quadro de conselheiros. Neste último caso não haverá eleição para composição de quadro de suplência. Caso o número de participantes e eleitos do conselho escolar seja superior ao número de vagas, os que tiveram menor votação passarão a compor o quadro de suplência.
Fórum de Comunicação Pública discute propostas com emissoras de rádio e TV
Jornalista: sindicato
A Câmara dos Deputados vai realizar hoje e amanhã o Fórum de Comunicação Pública, organizado pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Casa. O objetivo do encontro é produzir um documento com as demandas para uma política de comunicação pública a ser entregue à presidente reeleita Dilma Rousseff.
Entre os assuntos que serão discutidos na reunião, estão a universalização do acesso à comunicação pública; a convergência de linguagens; e as formas de financiamento do sistema público. Na campanha presidencial deste ano, a presidente Dilma defendeu a regulamentação econômica da comunicação para limitar o monopólio e o oligopólio da mídia, sem restrição de conteúdo.
Para a coordenadora da frente parlamentar, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a legislação brasileira sobre o tema está atrasada em relação a outros países democráticos. “Há uma concentração enorme de mídia na mão de três ou quatros grupos. É um serviço essencial porque é a mídia que forma a cultura, a educação, influencia nos hábitos, nos valores. O poder público é leniente. Ele não tem coragem de enfrentar esse poderio dos empresários da mídia e alegam que qualquer tentativa de regulamentação é uma tentativa de controle da liberdade de expressão”.
Evelin Maciel, uma das organizadoras do fórum, também concorda com o fato de que a legislação precisa avançar. Segundo ela, a legislação das TVs Educativas, por exemplo, é de 1962 e prevê a veiculação, apenas, de aulas e de palestras.
O Fórum de Comunicação Pública dá sequência a outros eventos sobre o tema, realizados em 2006, 2009 e 2012. As palestras ocorrerão no auditório Nereu Ramos e os grupos de discussão farão os debates no plenários das comissões da Casa.
O evento é aberto ao público.
(Da Agência Câmara)
Atenção para a próxima reunião ampliada do GTPA-Fórum EJA/DF, que será realizada nesta quinta-feira (13), às 9h, na Faculdade de Educação (Prédio FE 1, sala dos Papirus). A participação dos(as) delegados(as) que representaram o GTPA no III EREJA Centro-oeste será imprescindível, pois será realizada, dentre outros pontos, a avaliação do Encontro.
Participe!
Prazo para recurso do Concurso de Remanejamento termina nesta quinta, 13
Jornalista: sindicato
Já foi publicado no site da Secretaria de Educação do DF o resultado provisório do Concurso de Remanejamento 2014/2015. Os professor e professoras que participaram do pleito devem ficar atentos para o prazo de recurso, que termina nesta quinta-feira (13). Os recursos, que possuem categorias previstas no edital, podem ser feitos no próprio site do remanejamento (http://remanejamento.se.df.gov.br/).
Previsto no Plano de Carreira da categoria, o concurso dá a possibilidade que os membros da carreira magistério possam se movimentar nos diversos locais de exercício e lotação que a Secretaria de Educação do Distrito Federal possui. A Portaria nº 219/2014 foi publicada no dia 15 de outubro e embora seja usada como referencial para este certame, serve também como um organizador dos recursos humanos na rede de ensino, sendo utilizada a todo o momento para dirimir dúvidas de movimentação de pessoal.
Brasília recebe III Semana de reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça
Jornalista: sindicato
O Instituto Federal de Brasília (IFB) promove, de 19 a 23 de novembro, a III Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça. O evento é idealizado e organizado pelo Grupo de Pesquisa e Estudos Culturais sobre Classe, Gênero e Raça do IFB e tem o objetivo de provocar a reflexão sobre miscigenação e negritude em suas diversas dimensões.
As inscrições vão até 16 de novembro e são um pré-credenciamento para a abertura do evento, que acontecerá às 17h30, no Cine Brasília. A partir do dia 20 de novembro os credenciamentos serão feitos no Campus Brasília. A participação como ouvinte na abertura, seções temáticas, sessões de cinema e apresentações culturais é aberta ao público em geral, sujeito a lotação do espaço. Para participar basta preencher o formulário on-line disponível neste link.
O evento contará com apresentações artísticas, oficinas, debates, filmes, palestra e simpósios temáticos com algumas das principais personalidades acadêmicas, artísticas e políticas que se dedicam ao debate e enfrentamento das questões raciais e de gênero no país.
O Centro Educacional 03 do Guará promove, de 12 a 20 de novembro, o Festival Cultural 2014. O evento é uma oportunidade para que os alunos e alunas do CED 03 demonstrem seus atributos culturais. O Festival ocorrerá no auditório do Centro Educacional e a premiação será no dia 21.
CEMSO promove VI Mostra Tecliarte em novembro e dezembro
Jornalista: sindicato
O Centro de Ensino Médio do Setor Oeste (CEMSO) convida toda a comunidade escolar para prestigiar as produções dos(as) alunos(as) do colégio na sexta edição do Projeto Tecliarte. O evento ocorre nos dias 19 e 20 de novembro (Teatro Ulysses Guimarães, na UNIP, 913 Sul) e também dia 8 de dezembro (Auditório do Museu Nacional da República).
São trabalhos que articulam temáticas relacionados aos eixos transversais do currículo escolar, como: diversidade cultural, gênero e sexualidade, sustentabilidades, preservação do meio ambiente, dentre outros. Eles privilegiam o efetivo exercício do protagonismo juvenil no contexto escolar, de forma valorativa e potencializa a reestruturação curricular prevista no projeto ensino médio inovador (Proemi).
Feira de Ciências
Já no dia 21 de novembro, ocorrerá a Feira de Ciências, Artes e Tecnologias nas dependências do CEMSO. Os alunos terão a oportunidade de apresentarem para a comunidade trabalhos e demonstrações científicas/acadêmicas, artísticas e interdisciplinares, nos turnos matutino, vespertino e noturno.