Inscrições abertas para o Fórum Brasil de Comunicação Pública

O Fórum Brasil de Comunicação Pública já está com as inscrições abertas. O Fórum dá sequência aos I e II Fóruns de TVs Públicas e ao Seminário Internacional Regulação da Comunicação Pública, realizados em 2006, 2009 e 2012, e visa discutir e amadurecer propostas no campo da comunicação pública, de modo a fortalecer seu sistema no Brasil. Além disso, o evento pretende capacitar as organizações atuantes para intervir nas políticas públicas e na regulação do setor, articulando um espaço permanente para o diálogo estratégico.

Entre os temas que serão abordados estão a universalização do acesso, a convergência de linguagens e conteúdo interativo, as formas de financiamento do sistema público e as políticas de fomento para o segmento audiovisual. A programação acontece no Auditório Nereu Ramos e nos Plenários das Comissões, onde haverá reuniões setoriais de grupos de discussão.

Ao final do evento, as organizações participantes entregarão a plataforma consolidada de demandas para a comunicação pública à Presidente da República reeleita.

Inscrições para a EJA encerram nesta sexta-feira, 30

Atenção interessados em se inscrever na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O período de inscrição encerra nesta sexta-feira (31). Para se inscrever basta ligar no número 156, opção 02, até as 21h. Durante a ligação o candidato indicará a escola que deseja estudar.

No ato da inscrição o jovem, adulto ou idoso deverá ter em mãos o CEP do local onde queira estudar, a data de nascimento e o nome completo da mãe.

A partir do dia 17 de dezembro o candidato poderá saber, no site da Secretaria de Educação do DF e nas coordenações regionais de ensino, quais documentos poderá levar para fazer sua matrícula e indicar qual escola poderá estudar.

Alunos da escola pública do DF selecionados para o Jovens Embaixadores

Três estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal foram selecionados para participar do Programa Jovens Embaixadores em 2015. Dos 13 mil inscritos, Israel de Araújo Nascimento, 16 anos, do Riacho Fundo; Alice Alves de Azevedo, 17 anos, da Ceilândia; e Billy John Aguiar, 16 anos, de Taguatinga, foram escolhidos. Eles vão integrar um grupo de 50 estudantes, com idade entre 15 e 17 anos, da rede pública de ensino de todo o país que vão representar o Brasil no projeto.
A Embaixada dos Estados Unidos divulgou a lista com o nome dos estudantes selecionados na segunda-feira (27). A viagem dos jovens embaixadores ocorrerá entre 9 e 31 de janeiro do próximo ano. Billy, por exemplo, cursa o terceiro ano no Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN) e disse que pretende conhecer mais sobre trabalhos voluntários para ajudar a comunidade quando retornar. “Nunca fiz uma viagem para o exterior e tive poucas oportunidades para conhecer como são feitos alguns trabalhos voluntários. Será muito bom participar do programa e conhecer outros jovens e, quando retornar, contribuir ainda mais com a minha comunidade”, disse.
Billy disse que está numa grande expectativa para viajar pelo projeto criado pela Embaixada dos Estados Unidos e implantado em 2003 com o objetivo de levar estudantes brasileiros para estudar em escolas norte-americanas e vivenciarem a cultura do país. De lá para cá, a Embaixada dos EUA ampliou de 37 para 50 o número de participantes.
Nesta 13ª edição do programa, os estudantes passarão três semanas nos Estados Unidos. Irão à capital Washington DC. Após a ida à capital estadunidense, eles serão divididos em grupo e enviados para diferentes cidades onde ficarão hospedados em casas de famílias voluntárias. Participarão de reuniões com autoridades do governo e líderes de organizações não-governamentais.
Também visitarão escolas e projetos sociais, participarão de atividades de voluntariado e, como representantes da juventude brasileira nos EUA, farão apresentações sobre o Brasil, nossa cultura e nosso povo. No final da viagem, terão de apresentar um plano de ação na área de voluntariado para ser implantado em suas comunidades após retorno ao Brasil.
Confira a lista dos embaixadores selecionados:
Álex Filipe Câmara Batista Santos, 17 anos, Natal (RN)
Alice Alves de Azevedo, 17 anos, Ceilândia (DF)
Ana Beatriz Pereira dos Santos, 17 anos, Manaus (AM)
Ana Paula Silveira dos Santos, 18 anos, Alvorada (RS)
Antônio Mesquita Neto, 16 anos, Santa Helena de Goiás (GO)
Arthur de Oliveira Abrantes, 17 anos, Paracatu (MG)
Billy John Aguiar Storch, 16 anos, Taguatinga (DF)
Brener Da Costa Fonseca, 17 anos, Rio de Janeiro (RJ)
Carlos Henrique Salvi, 17 anos, Pato Branco (PR)
César Júnior Lima dos Santos, 15 anos, Nova Olímpia (MT)
Cora Wallach Sanches, 17 anos, Alfenas (MG)
Davi Dom Bosco Silva, 16 anos, Franca (SP)
Eduardo Feitosa Santos, 18 anos, Maceió (AL)
Emilly Borret, 16 anos, Nova Iguaçu (RJ)
Fabrício Izauro Martins Rezende, 18 anos, Abadia dos Dourados (MG)
Gabriel Batistuta Almeida Pereira, 16 anos, Santana (AP)
Gabriel Silva Vinha, 17 anos, Campina Grande (PB)
Henrique Ferreira, 15 anos, Chavantes (SP)
Hugo de Sousa Bello, 17 anos, Vila Velha (ES)
Igor Schrammel, 17 anos, Ariquemes (RO)
Isabelle Sois da Silva, 17 anos, Colombo (PR)
Israel de Araújo Nascimento, 16 anos, Riacho Fundo (DF)
Israel Weingartner, 17 anos, Gaspar (SC)
Italo Emmanoel Mesquita O. de Moura, 18 anos, Teresina (PI)
Jackelline Felix Bezerra, 17 anos, Juazeiro do Norte (CE)
Jaine Muniz Barcelos, 17 anos, Vila Velha (ES)
Jéssica Beatriz de Almeida, 17 anos, Paranaguá (PR)
João Paulo Lopes Pinto, 18 anos, Ananindeua (PA)
Kássia Gianise Machado Scharlau, 17 anos, Sapucaia do Sul (RS)
Laura Aurora de Melo Santana, 17 anos, Garanhuns (PE)
Lorena Machado Gonçalves dos Santos, 17 anos, Salvador (BA)
Louise de Almeida Zamagna, 16 anos, São Luís (MA)
Lucas Rodrigues Fonseca, 18 anos, Itaúna (MG)
Luís Fernando Cerqueira Silva, 17 anos, Cruzeiro do Sul (AC)
Matheus Mendes Batista, 18 anos, Promissão (SP)
Mirian Ferreira de Souza Moreira, 17 anos, Santos (SP)
Mônica Ottoboni Maciel de Castro, 17 anos, Aquidauana (MS)
Murilo Augusto Braga Ribeiro dos Santos, 18 anos, Saquarema (RJ)
Natália Brasileiro Lins Barbosa, 17 anos, Jaboatão dos Guararapes (PE)
Natalia Nascimento dos Santos, 17 anos, Osasco (SP)
Natália Pereira Gomes, 18 anos, Paulista (PE)
Nathalia Santiago de Pinho, 18 anos, Fortaleza (CE)
Raiane dos Anjos Pereira, 17 anos, Jacareí (SP)
Raquel Conceição Santos, 17 anos, Salvador (BA)
Sabryna Caetano Lopes, 17 anos, Paraíso do Tocantins (TO)
Sophia Lamara Astolphi Sperandio, 17 anos, Rio Verde de Mato Grosso (MS)
Thereza Thalyta De Jesus Martins, 17 anos, Manaus (AM)
Victor da Silva Azevedo, 18 anos, Miracema (RJ)
Warley Almeida Silva, 17 anos, Juiz de Fora (MG)
Wendril Pereira Gomes, 17 anos, Boa Vista (RR)
Com informações da internet

Crise financeira dobrou o número de bilionários no mundo, diz Oxfam

Relatório divulgado hoje (29) pela Oxfam – organização não governamental que desenvolve campanhas e programas de combate à pobreza em todo o mundo – informa que, desde o início da crise financeira internacional, em outubro de 2008, dobrou o número de bilionários no mundo. Ao mesmo tempo, aumentou também a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres. De acordo com o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, entre as causas da desigualdade, que aumenta cada vez mais o fosso entre ricos e pobres, está o “fundamentalismo do mercado”, que promove um crescimento econômico que beneficia apenas uma elite pequena, deixando em situação ainda mais difícil os pobres.
“Para começar, 70% da população mundial vivem em países onde a desigualdade e a concentração de riqueza aumentaram nos últimos anos. O número de bilionários do mundo simplesmente dobrou desde que a crise financeira teve início. Crises como essa afetam, em geral, o lado mais frágil da corda”, disse ele à Agência Brasil. E o aumento da desigualdade, acrescenta ele, pode levar a um retrocesso de décadas na luta contra a pobreza. Diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima disse que o mundo possui recursos suficientes para melhorar a vida de todos. “É hora de equilibrar o jogo antes que a situação piore”, avalia Winnie.
A fim de pressionar as lideranças mundiais a “transformar a retórica em prática e garantir condições mais justas às pessoas mais pobres”, o relatório – intitulado Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema – mostra que, enquanto centenas de milhões de pessoas vivem em abjeta pobreza sem acesso a serviços essenciais de saúde ou à educação básica, as pessoas ricas têm dinheiro que jamais poderão gastar durante toda a vida. “Se as três pessoas mais ricas do mundo gastassem US$ 1 milhão por dia, precisariam de 200 anos para exaurir suas fortunas”, informa o relatório. Segundo o documento, as 85 pessoas mais ricas viram sua fortuna coletiva crescer US$ 668 milhões ao dia entre 2013 e 2014. Isso corresponde a quase meio milhão de dólares por minuto.
Atualmente, na África Subsaariana, há 16 bilionários convivendo com 358 milhões de pessoas na extrema pobreza. E, na África do Sul, a desigualdade está maior agora do que na época do fim do apartheid. Uma das sugestões da Oxfam para diminuir a distância entre os mais ricos e os mais pobres é o investimento em serviços públicos gratuitos, principalmente nas áreas de saúde e educação. A cada ano, diz o estudo, cem milhões de pessoas são levadas à pobreza porque são obrigadas a pagar por serviços de saúde.
Na avaliação de Simon Ticehurst, a desigualdade é ruim para todo o mundo e causa impactos nas condições de emprego e na segurança, além de resultar também em instabilidade política. A América Latina, exemplifica o pesquisador, é a região mais desigual e insegura do planeta. E é a que registra mais violência. “Mas a desigualdade não está presente apenas nos países mais pobres”, ressalta ele. “No Reino Unido, dependendo de onde você nasce e de onde você mora, a diferença na expectativa de vida pode chegar a nove anos de diferença. Isso também está relacionado às diferenças sociais, porque quanto maior for a sua qualidade de vida, maior será a sua longevidade”, disse.
Outro país citado pelo diretor da Oxfam são os Estados Unidos. “Lá, se você nasce dentro de família pobre, tem 50% a mais de chances de ser pobre na fase adulta. É um país que tem baixíssima mobilidade social. Isso desmente o que prega o American Dream [Sonho Americano]. Como bem disse Richard Wilkinson no resumo executivo da nossa publicação, se os americanos querem viver o sonho americano, devem se mudar para a Dinamarca”.
Apesar dos históricos problemas de desigualdade social no Brasil, o país é citado como exceção, ao ser comparado à tendência que se verifica no mundo, de aumento da desigualdade social. “Podemos dizer que o Brasil está construindo um tipo de Brazilian Dream (sonho brasileiro). Há muito a avançar, mas os primeiros passos já foram dados. Enquanto outros países, inclusive europeus, estão andando para trás, o Brasil está melhor equilibrado, apesar da situação ainda desfavorável para boa parcela da população. Mas o Brasil precisa ter cuidado para não cair no discurso do fundamentalismo de mercado. Isso colocaria em risco todos os avanços conquistados”, alerta o diretor da entidade britânica.
Na avaliação de Simon Ticehurst, situações de desigualdade identificadas em boa parte do mundo, apesar de serem historicamente problemáticas, podem ser corrigidas. Basta que se insista nas políticas que são acertadas. “Não é inevitável. Podem ser corrigidas com uma série de medidas relacionadas à importância de os governos responderem às necessidades de todo o povo, e não de uma elite econômica. O problema é quando, a exemplo do que acontece na política brasileira, há uma exagerada influência das elites no parlamento”, disse ele.
Para a Oxfam, uma medida que pode ajudar a amenizar o problema é o combate efetivo à sonegação fiscal, principalmente das grandes corporações multinacionais e das pessoas mais ricas do mundo. “Uma alíquota de imposto de apenas 1,5% sobre a fortuna dos bilionários do mundo poderia arrecadar o suficiente para colocar todas as crianças na escola e fornecer assistência à saúde nos países mais pobres”, sugere o relatório. “Não é que sejamos antimercado, mas é justamente o extremo do fundamentalismo de mercado o que tem criado essa explosão de desigualdade. Por esse motivo nossa campanha tem o nome Equilibre o Jogo. O desafio é encontrar um equilíbrio, onde todos possam ganhar. Não apensas os superricos”, disse Ticehurst.
Fonte: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

Vito Giannotti lança novo livro sobre comunicação dos trabalhadores

O escritor Vito Giannotti, coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), está lançando mais um livro sobre a importância da comunicação dos trabalhadores para a transformação da sociedade. A obra “Comunicação dos Trabalhadores e Hegemonia” apresenta reflexões sobre diversos conceitos, como o de hegemonia, pensado por Marx, Lenin e Gramsci. Também nega veementemente o mito da neutralidade dos meios de comunicação e explica porque considera a mídia o verdadeiro partido da burguesia.
O livro oferece dicas práticas aos sindicatos e movimentos populares que desejam construir e aprimorar seus veículos de informação. Aborda, portanto, os meios impressos, rádios, TVs e internet, pensando em como aperfeiçoar desde a pauta até a linguagem e a diagramação, para que esses veículos sejam atrativos e compreendidos pela maioria da classe trabalhadora.
A publicação é voltada para professores de comunicação, estudantes, sindicalistas, militantes sociais e todos aqueles interessados em entender a importância dos meios de comunicação na formação das ideias e na prática social.
Interessados em adquirir o livro (valor R$ 30) podem solicitá-lo pelo e-mail livraria@piratininga.org.br .
Mais informações nos telefones (21)2220-4895 e 2220-4623.

Semana de Luta evidencia necessidade de democratizar a mídia

Semana de Luta evidencia necessidade de democratizar a mídiaA Semana Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação, inicialmente agendada para o período de 13 a 18 de outubro, acabou se estendendo até a última sexta (24/10) com a realização de várias ações em 12 estados e no Distrito Federal.

Promovida pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e outras entidades desde 2003, a Semana Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação procura ampliar o dia Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação, 17 de outubro (relacionado ao Media Democracy Day, ou Dia da Democracia na Mídia, que em vários países ocorre no dia 18 de outubro).
Este ano, assim como em 2013, a coleta de assinaturas para viabilizar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da Mídia Democrática foi uma das principais atividades. O projeto já conta com pelo menos cem mil assinaturas, mas precisa do endosso de no mínimo de 1,4 milhão de eleitores para ser protocolizado na Câmara dos Deputados.
Atividades acadêmicas como aulas públicas e debates em sala de aula, e ações como panfletagem e discursos em locais públicos foram realizados em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e no Distrito Federal.
Foram realizadas aulas públicas nas universidades federais de Alagoas (UFAL), Ceará (UFC), Brasília (UnB) e Pernambuco (UFPE); debates e palestras nas faculdades Unipop (Belém-PA) e Favip (Caruaru-PE) e nas escolas estaduais Benjamim Magalhães Brandão (Manaus-AM), Edgar Garcia (Salvador-BA), Adalgisa de Paula Duque (Lima Duarte-MG) e Coração Eucarístico (Belo Horizonte-MG). A programação também envolveu sindicatos de jornalistas do DF (SJPDF), que realizou a cerimônia de entrega do Prêmio Luis Gushiken de Jornalismo no dia 13/10, e do Rio de Janeiro, que realizou um debate sobre homofobia e jornalismo no dia 15/10.
Em Sergipe, o FNDC, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (ALESE), realizou a audiência pública “Políticas de Comunicação em Sergipe: possibilidades e desafios”. O evento definiu uma série de encaminhamentos, como incidência do Fórum no orçamento da Secretaria de Comunicação (SECOM) do governo estadual, articulação com a Comissão de Direitos Humanos da ALESE para iniciar o processo de discussão da criação do Conselho Estadual de Comunicação e a retomada do projeto de reestruturação da Fundação Aperipê, além de um seminário sobre Comunicação, Educação e Cultura, como forma de provocar a articulação entre os fóruns do Direito à Comunicação, da Cultura (música,  audiovisual, artes cênicas) e setores ligados à educação, dentre outros.
Também houve ação dentro da campanha Fora Coronéis da Mídia, promovida pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, em Brasília, Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe. Em São Paulo, ativistas fizeram um escracho em frente à antena da Globo, na Avenida Paulista. Em Sergipe, os cartazes da campanha foram colados em sedes de empresas de comunicação, prédios públicos e ruas da capital, denunciando as famílias Franco, Alves e Amorim. O coronelismo eletrônico também foi tema de ações na UFC, que realizou debate sobre o assunto na quarta 16/10, na UFAL e na UnB, na sexta 17/10, além de aula pública na UFRN, na quarta 22/10.
Na quinta 16/10 também houve Twitaço e Facebookaço com a participação de brasileiros de todas as regiões. Durante cerca de duas horas as redes sociais registraram centenas de postagens com as marcações #ForaCoronéisdaMídia e #LeidaMídiaDemocrática.
Impacto da reeleição de Dilma Rousseff
Para a coordenadora-geral do FNDC, Rosane Bertotti, as mobilizações “refletiram o momento ímpar da disputa eleitoral, em que os oligopólios e monopólios de mídia exerceram mais do que nunca seu poder e no qual a necessidade de democratização da comunicação e o direito à liberdade de expressão ficou ainda mais evidente”.
Para Rosane, é evidente que a democratização da comunicação deverá estar no centro dos debates do próximo período. “As propostas debatidas na Conferência Nacional de Comunicação estão mais latentes no que nunca. Agora, com a reeleição da presidenta Dilma, os movimentos sociais devem construir uma unidade para enfrentar o debate da regulamentação da mídia, do financiamento, da construção de rádios e TVs comunitárias e do fortalecimento do sistema público de comunicação”.
Rosane lembra que a disposição da presidenta Dilma Rousseff de fazer a regulamentação econômica da mídia, durante sua campanha eleitoral, será cobrada pelos movimentos sociais, mas alerta que esse é apenas um dos pontos da causa. Ela ressalva que a regulamentação econômica, por si só, não garante os instrumentos para a democratização da comunicação e da garantia de liberdade de expressão. “É preciso irmos além, garantir a implantação e funcionamento eficiente do Conselho Nacional de Comunicação, por exemplo, e fazer a discussão toda com ampla participação popular. E no centro disso temos o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática, que sintetiza os debates promovidos há décadas sobre o assunto”.
(Do Portal CUT)

Reforma política: Dilma admite referendo, mas não descarta plebiscito

A presidenta Dilma Rousseff falou, nesta terça-feira (28), sobre a consulta popular a ser feita para decidir sobre uma futura reforma política no país. “Acho que não interessa muito se é referendo ou plebiscito. Pode ser uma coisa ou outra”, afirmou em entrevista ao telejornal SBT Brasil. Embora Dilma tenha proposto inicialmente um plebiscito, a convocação é prerrogativa do Congresso Nacional.
Entenda a diferença entre as duas modalidades:
Plebiscito: Os eleitores são consultados sobre cada um dos pontos do tema em discussão (no caso, a reforma política) e responderão “sim” ou “não” a uma série de perguntas. Baseados nesse resultado, os parlamentares elaboram a lei.
Referendo: O Congresso discute, vota e aprova uma lei e só depois os cidadãos são convocados para dizer se são contra ou a favor da nova legislação. Um exemplo de referendo foi em 2005, quando a população opinou sobre o Estatuto do Desarmamento, que proibia a venda de armas e munições.
Indagada se poderia chamar os ex-candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) para discutir o assunto, a presidenta não descartou a possibilidade. Na entrevista, Dilma ainda defendeu a investigação sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras, inclusive com eventual instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.
Porém, criticou vazamentos de informações motivadas por interesses políticos. “Fui vítima de um vazamento seletivo estranhíssimo porque a acusação não é feita, e a prova não é mostrada”, em referência à matéria da revista Veja que insinuava envolvimento dela e o do ex-presidente Lula no caso.
(Da Revista Forum)

Juventude faz recomendações para relatório da Comissão da Verdade

As organizações representativas da juventude brasileira publicaram uma carta aberta à Comissão Nacional da Verdade sugerindo alguns elementos, que consideram fundamentais para fazer parte do relatório final que será apresentado, no final do ano, pela CNV. E manifestam desejo de que as recomendações do relatório sejam tratadas com seriedade pelo Estado brasileiro “para que avancemos na construção democrática do nosso país.”
Segundo o texto, “o relatório final representa um importante trabalho para o resgate da história do nosso país. Essa reconstrução significará um passo importante para enfrentar os fantasmas da ditadura, que assombram nossa atualidade.” As organizações dizem ainda que as recomendações, que devem ser sugeridas ao Estado brasileiro, permitirão que a juventude sofra cada vez menos com a nefasta influência deixadas por anos tão sombrios.
Em seguida, o texto enumeram os elementos que considera fundamentais para constar no relatório:
Enfrentar a impunidade com revisão da Lei de Anistia: Uma parcela significativa da violência de hoje ocorre porque existe uma cultura de impunidade em nosso país. É necessário dar um basta nisso, e a revisão da Lei da Anistia é um passo importante para isso para que a justiça possa ser feita e sejam julgados os torturadores e apoiadores da ditadura.
Resgatar nossa história, fortalecer nossa memória: renomear todas as ruas, parques, praças, escolas, túneis, pontes, viadutos, cidades etc, que hoje se utilizam do nome de gente que esteve envolvido ou apoiou a ditadura (sejam militares ou civis). Nada melhor para fazer justiça à nossa história do que a renomeação de tudo isso, com os nomes daquelas e daqueles que morreram na luta por liberdade e democracia.
Desmilitarizar a polícia: na periferia, atingindo a juventude, em especial, pobre e negra a polícia militar ainda mata e tortura. Sua estrutura, formação e funcionamento não se alteraram com o fim da ditadura. Não aceitamos o genocídio da juventude negra que é feito no nosso país. A desmilitarização e a construção de uma nova lógica de segurança pública em nosso país são urgentes.
Democratizar a mídia: A ditadura contribuiu para a concentração dos meios de comunicação brasileiros nas mãos de poucas famílias, inclusive, famílias que apoiaram o golpe de 64. A mídia deve ser plural como é a sociedade brasileira, e abarcar a diversidade de pensamentos e manifestações criativas de todo o povo. Democratizar os meios de comunicação é fundamental para aprofundar a democracia em nosso país.
Reforma Política: O sistema político atual é uma herança da ditadura. Hoje nossa democracia é submissa ao poder econômico e aos grandes meios de comunicação. Não é por acaso que temos um congresso ultra conservador eleito para o próximo pleito. Uma verdadeira democracia é quando o povo decide seus candidatos, num sistema que fortalece o debate político sobre os rumos do país, e não quando ganha quem tem mais dinheiro e apoio dos meios de comunicação. Acreditamos que só uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, poderá consolidar e ampliar a democracia em nosso país.
Enfrentamento ao conservadorismo que se disfarça de “moral e bons costumes”: Os altos índices de assassinatos LGBT’s, assim como a deliberada violência que as mulheres sofrem cotidianamente no Brasil demonstram uma triste realidade. A ditadura contribuiu para o fortalecimento desse conservadorismo ao transformar em lei o respeito à “moral e os bons costumes”. Sabemos que por trás dessa pretensa moral e bons costumes se esconde uma concepção heteronormativa de família, com o homem provedor, a mulher submissa, sobrecarregada por ser a única cuidadora do desvalorizado trabalho doméstico, e uma série de outras subjetividades que contribuem para o fortalecimento do machismo e da homofobia em nosso país.
Assinam esta carta:
– Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
– Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT
– Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
– Coletivo Político Quem
– Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
– Consulta Popular
– Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
– Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – FETRAF
– Fora do Eixo
– Juntos!
– Juventude do PT – Partido dos Trabalhadores
– Juventude da CUT – Central Única dos Trabalhadores
– Juventude Socialismo e Liberdade – JSOL
– Levante Popular da Juventude
– Marcha Mundial de Mulheres – MMM
– Margens Clínicas
– Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
– Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
– Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
– Midia Ninja
– Nação Hip Hop Brasil
– Pastoral da Juventude Rural – PJR
– Rede Ecumênica da Juventude – REJU
– RUA – Juventude Anticapitalista
– Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA
– União da Juventude Rebelião – UJR
– UNEAFRO Brasil
– União Nacional dos Estudantes – UNE
(Do Portal Vermelho)

GDF descumpre a lei e prejudica professores(as) aposentados(as)

Cerca de 170 professores e professoras se aposentaram nos meses de agosto e setembro e até o momento não receberam, em pecúnia, as licenças-prêmios que não foram gozadas no decorrer da carreira. Diante deste descaso do GDF o Sinpro convoca estes(as) professores(as) para uma manifestação na terça-feira (28), às 9h, na Praça do Buriti.

Após a Lei Complementar 840/2011, essas licenças-prêmios não gozadas estavam sendo pagas no ato da aposentadoria. Mas de forma surpreendente este grupo ainda não recebeu a pecúnia das suas licenças. O Sinpro já solicitou reunião com as secretarias de Administração Pública e de Educação para a solução do impasse antes que o exercício de 2014 seja encerrado.

Venham para o ato para pressionar o governo a pagar o que é direito deste grupo de professores(as) aposentados.

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral

Em cumprimento à decisão judicial proferida nos autos da representação nº 1732-22.2014.6.00.0000/DF, o Sinpro-DF publica, com destaque, a deliberação do ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
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