Escola Técnica de Brasília abre inscrições para 1.330 vagas

As inscrições para os cursos técnicos e gratuitos da Escola Técnica de Brasília (ETB) programados para o primeiro semestre de 2015 estão abertas até a próxima sexta-feira (31/10). São oferecidas 1.330 vagas, entre os cursos presenciais e a distância. As aulas práticas acontecem em 32 laboratórios.
O candidato precisa ter concluído ou estar cursando o 2º ou 3º anos do ensino médio ou o 3º segmento da educação de jovens e adultos (EJA). A taxa para participar da seleção é de R$ 15 e as provas, de língua portuguesa e matemática, serão aplicadas em 16 de novembro.
O registro pode ser feito na secretaria da ETB, localizada na QS 07 lote 02/08, Avenida Águas Claras, Vila Areal. O horário de atendimento é das 9h às 12h e das 14h às 21h. É preciso levar documento de identificação. Mais informações: 3901-6767
Confira os cursos oferecidos
Presenciais*
Informática: 315 vagas
Eletrotécnica: 245 vagas
Eletrônica: 210 vagas
Telecomunicações: 210 vagas
A distância
Técnico em informática: 200 vagas
Técnico em telecomunicações: 150 vagas
* Vagas nos turnos matutino, vespertino e noturno
(Do Correio Braziliense)

Artigo: "Marco regulatório: a gota d’água", por Venício Lima

Conhecidos os resultados eleitorais, espera-se que, no seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff enfrente a questão inadiável de um marco regulatório democrático para o setor de comunicações ou “da regulação econômica do setor” como ela mesma tem dito.
grand finale do processo de construção de uma “linguagem do ódio” (ver, nesteObservatório, “O que será feito do ódio e de sua linguagem?“) e da partidarização da cobertura jornalística – que vinha progressivamente se radicalizando ao longo de toda a campanha – confirmou os graves riscos para o processo eleitoral e, sobretudo, para a própria democracia, de um mercado oligopolizado que favorece a ação desmesurada e articulada de grupos privados de mídia na defesa de interesses inconfessáveis.
Refiro-me, por óbvio, à edição 2397 da revista Veja, do Grupo Abril, à sua circulação antecipada, à sua planejada repercussão em outros meios de comunicação e à sua utilização (capa reproduzida e distribuída como panfleto) no esforço derradeiro de cabos eleitorais do candidato Aécio Neves (ver aqui).
Liberdade de expressão?
A edição 2397, que não foge ao padrão rotineiro praticado pela Veja, abandona princípios elementares do que possa ser chamado de jornalismo, nos termos definidos historicamente pela própria indústria de comunicações.
Um bom exemplo poderia ser “a teoria da responsabilidade social da imprensa”, consagrada pela Hutchins Commission (Estados Unidos, 1947): “Propiciar relatos fiéis e exatos, separando notícias (reportagens objetivas) das opiniões (que deveriam ser restritas às páginas de opinião) e servir como fórum para intercâmbio de comentários e críticas, dando espaço para que pontos de vista contrários sejam publicados” (ver aqui).
Aparentemente Veja não se preocupa mais com sua credibilidade como produtora de notícias e cultiva de forma calculada um tipo de leitor cujas opiniões ela expressa e confirma. De qualquer maneira, em momentos críticos de um processo eleitoral seu poder de fazer circular “informações” no espaço público é inquestionavelmente ampliado por sua cumplicidade de interesses com outros oligopólios da grande mídia.
Acrescente-se que Veja sempre se ampara legalmente em artimanhas jurídicas de profissionais da advocacia e, muitas vezes, em decisões do próprio Poder Judiciário que tudo permite em nome da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade da imprensa.
Não foi o que aconteceu dessa vez.
A resposta do TSE
Ações judiciais impetradas pelo PT no TSE tentando diminuir as consequências daquilo que a candidata/presidente Dilma chamou de “terrorismo eleitoral” foram objeto de decisões imediatas e impediram que as consequências fossem ainda mais danosas – embora não houvesse mais tempo para “apagar” insinuações e denúncias publicadas sem qualquer comprovação às vésperas das eleições.
As decisões do TSE, claro, foram rotuladas de “censura” pelo Grupo Abril e unanimemente pelas entidades que representam os oligopólios de mídia – ANJ, Abert e Aner – assim como pelo candidato Aécio Neves, diretamente beneficiado.
De qualquer maneira, a reação pública imediata da candidata/presidente Dilma no horário gratuito de propaganda eleitoral e as decisões do TSE reacendem a esperança de que a regulação democrática do setor de comunicações receba a prioridade que merece no próximo governo.
Talvez a edição 2397 de Veja tenha involuntariamente sido a esperada gota d’água que faltava para que finalmente se regulamente e se cumpram as normas da Constituição de 1988 relativas à comunicação social – que, aliás, aguardam por isso há mais de um quarto de século.
Em especial, urge ser regulamentado e cumprido o parágrafo 5º do artigo 220 que reza: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.
A ver.
(Do Observatório de Imprensa)
*Venício A. Lima é jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador/autor com Juarez Guimarães e Ana Paola Amorim de Em defesa de uma opinião pública democrática – conceitos, entraves e desafios (Paulus, 2014), entre outros livros.

I Encontro de Formação em Diversidade e Educação

A Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE) realiza, entre os dias 03 e 07 de novembro, o DiverCidade – I Encontro de Formação em Diversidade e Educação do Distrito Federal. O evento tem o objetivo de promover a articulação entre pessoas, instituições e movimentos sociais que pesquisam ou desenvolvem projetos nas áreas da diversidade, dentro e fora das escolas.

Para se inscrever é preciso acessar o site da EAPE (www.eape.se.df.gov.br) e ver a programação para escolher as atividades que deseja participar. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 30 de outubro. Podem se inscrever profissionais da educação da rede pública e particular, estudantes e demais interessados(as).

Durante os dias do evento acontecerão conferências, debates, exposições, mesas-redondas, apresentações culturais, lançamentos de livros e oficinas que tratarão das questões Étnico-Raciais, de Gênero e Sexualidade, Educação Especial e Inclusão, Educação do Campo, Direitos Humanos e Socioeducação, Transtornos Funcionais e Educação Ambiental.

Clique aqui e confira a programação completa.

País precisa saber qual reforma política será feita, diz cientista político

A proposta de Dilma Rousseff de fazer a reforma política como prioridade em seu próximo governo, reforçada em seu discurso da vitória na noite deste domingo (26), é positiva, mas deve ser detalhada pelo governo e o Congresso. A opinião é do cientista político Ricardo Ismael, professor de ciências políticas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
“A pergunta é: que reforma política é essa? Quando se discute o assunto, todo mundo é a favor. Mas qual reforma política ela vai propor? Tem gente achando que é voto facultativo, que é acabar com coligação partidária, ou até o controle dos meios de comunicação. Assim é meio vago, tem que qualificar. Ainda tem que trabalhar muito no Congresso Nacional para encontrar o consenso.” Na avaliação de Ricardo Ismael, o resultado apertado deverá incentivar a busca de apoios para fazer as reformas anunciadas durante a campanha.
“A presidenta Dilma vai tentar buscar a unidade do país, superar os conflitos e problemas que aconteceram durante a campanha e extrapolaram alguns limites. Certamente agora é importante que isso passe, que se faça a discussão dos problemas do país. É preciso pensar no crescimento econômico, que certamente é baixo, pensar na questão da Petrobras, em um padrão de administração pública diferente desse que se observou. Tem que pensar também na questão dos programas sociais, que precisam avançar”, disse.
O cientista político não vê problema no fato de o PT conseguir o quarto mandato consecutivo, tema levantado pela oposição durante a campanha eleitoral. “É decisão do povo brasileiro, soberano, com relação a isso. Existiam duas candidaturas no segundo turno, o povo optou pela Dilma. Agora é respeitar a decisão.”
(Da Agência Brasil)

Chile vai distribuir em escolas públicas livro sobre família formada por casais gays

Em 2015, as crianças chilenas conhecerão a história de Nicolás, um menino que vive em uma família formada por casais homossexuais. Ele mora com os dois pais, Sebastián e Pablo, embora também passe alguns fins de semana com Clara, a mãe biológica. Florencia, a melhor amiga no colégio, não entendia a família de Nicolás, mas, com o tempo, a aceitou, e eles passaram a frequentar a casa um do outro.
Assim é o conto “Nicolás Tiene Dos Papás” (“Nicolás Tem Dois Papais”, com texto de Leslie Nicholls e ilustrações de Roberto Armijo), um livro infantil criado por iniciativa do Movilh (Movimento pela Integração e Liberação Homossexual) e patrocinado pelo governo chileno. A publicação será distribuída gratuitamente e fará parte do currículo do ensino infantil e fundamental públicos do Chile no ano que vem. As instituições particulares que quiserem também podem solicitá-la de forma gratuita.

Livro “Nicolás Tiene Dos Papás” começa a ser distribuído no Chile em 2015
A história de Nicolás é apenas a primeira de uma série de contos infantis com temas de diversidade sexual que serão lançados nos próximos meses, também com patrocínio estatal e distribuição gratuita.
A cerimônia de lançamento do livro contou uma versão teatral da história, por conta da companhia “La Negra María”, que também fará a apresentação do livro em escolas da capital chilena, nos próximos dias. Segundo o porta-voz do Movilh, Óscar Rementería, existe um projeto de levar a história de Nicolás a uma linguagem audiovisual. “Não sabemos ainda se um filme comum ou de animação, mas tudo vai depender do sucesso do livro”, diz.
Protesto
Um pouco antes do encerramento do evento, uma mulher (que não quis se identificar, mas dizendo falar em nome da comunidade evangélica chilena) entrou no auditório onde acontecia a solenidade acusando a iniciativa de discriminar aqueles que pregam “o respeito à Bíblia”.
“Como posso ensinar ao meu filho que ele também merece respeito por acreditar na palavra de Deus, se somente quem pensa diferente dele tem apoio do governo?”, questionou a mulher, que se surpreendeu ao ter seu discurso aplaudido pelos presentes. Durante as palmas, um representante do Movilh se aproximou e lhe ofereceu um livro, que ela aceitou, antes de deixar o recinto.
Minutos antes dessa intervenção, Rafael Dochao, embaixador da União Europeia no Chile, também relatou que, devido ao apoio do organismo à iniciativa chilena, recebeu mais de 600 mensagens de protesto em menos de uma semana.
A principal acusação dos que se opõem ao livro é a de que ele seria uma forma de “propaganda para as crianças” sobre orientação sexual, argumento que é rechaçado pelo presidente do Movilh, Ramón Gómez. “O livro visa contribuir para formar uma geração que tenha outra visão sobre as famílias homoafetivas e defende o respeito pelas diferentes formas de família. Ele não trata da questão sexual. Por isso, é difícil entender esse tipo de reação”, comentou.
Em 2011, o governo do Brasil suspendeu a divulgação de um kit anti-homofobia nas escolas após pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional. O material era composto por vídeos, cartazes e um caderno para professores com o objetivo de tratar o tema do preconceito contra homossexuais e transsexuais no ensino público.
(Do Uol)

Ciclo de palestras do Avante debate esporte, política e mídia

Com o apoio do Sinpro-DF, o Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (Avante-UnB) realiza, dias  23 e 30 de outubro, o 1º Ciclo de Palestras do Avante: Esporte, Mídia e Política. O evento acontece no Auditório da Faculdade de Educação Física da UnB, às 19h. As inscrições serão realizadas no evento.

Entre os palestrantes estão Mauro Cezar Pereira e o Dr. Lino Castellani Filho, da Unicamp.

Formulário com programação de férias já está nas escolas

Já está nas escolas o formulário com a programação de férias da categoria. As férias terão início no dia 5 de janeiro. No período entre o final do ano letivo ao dia 4 de janeiro os professores(as) e orientadores(as) educacionais gozarão do recesso escolar, previsto na Lei nº 5.105/2013. O benefício também será usufruído pelos(as) professores(as) recém contratados(as).

Já em relação aos(às) professores(as) novatos(as), todos(as) usufruirão de férias proporcionais ao tempo efetivamente trabalhado em 2014, conforme a Lei Complementar 840/2011, Art. 125, Parágrafo 2º. A Secretaria de Educação do DF ainda encaminhará os formulários para os novatos. O gabinete do SEE está decidindo se os professores novatos vão usufruir do benefício no início ou no final do período de férias coletivas.

CEM 02 do Gama promove 1ª edição do Festival de Música Estudantil

O Centro de Ensino Médio 02 do Gama realiza, no dia 19 de novembro, a 1ª edição do Festival de Música Estudantil. Poderão participar os alunos do ensino médio matriculados na escola. As músicas inscritas deverão ser autorais e de qualquer gênero musical. As inscrições podem ser feitas de 27 a 31 de outubro.

Dirigido pelo professor Alberto Caetano, o festival tem como objetivo revelar novos talentos musicais dentro da cena estudantil, além de fomentar a produção cultural neste meio. Receberão prêmios os três primeiros lugares. Entre os prêmios estão horas de ensaio e gravação em estúdio, instrumentos musicais e participação em programas de rádios.

Inscrições para a rede pública de ensino terminam nesta quinta-feira (23)

As inscrições para alunos novos que desejam ingressar na educação infantil, ensino fundamental e médio da rede pública de ensino do DF terminam nesta quinta-feira (23). Neste ano o procedimento poderá ser feito por telefone ou pela internet, e as alocações nas escolas serão realizadas de acordo com o CEP da residência ou do trabalho do responsável.
Para fazer a inscrição, estudantes, pais ou responsáveis deverão entrar em contato pela Central Única de Atendimento Telefônico (156), opção 2, tendo em mãos o nome completo da criança, data de nascimento, nome do responsável e, principalmente, o CEP da residência ou do trabalho. Outra alternativa é acessar o site www.se.df.gov.br.
Já o prazo para os estudantes da educação de jovens e adultos (EJA) vai de 24 a 31 de outubro. Eles devem ligar para o 156, Opção 2, com a possibilidade de escolha da escola que desejam estudar. A divulgação dos resultados para todos os procedimentos estará disponível no site da secretaria e nas coordenações regionais de esino no dia 17 de dezembro.
(Do Correio Braziliense)

Comissão da Verdade cobra desculpas das Forças Armadas

Após a última das sete diligências em instalações militares onde ocorreram torturas e mortes durante a ditadura (1964-1985), o presidente da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, voltou a cobrar nesta quarta-feira (21) das Forças Armadas o reconhecimento dessa prática, classificada de crime contra a humanidade.
Na América Latina, o Chile, a Argentina e o Uruguai, que também enfrentaram ditaduras, militares e autoridades se desculparam pela violação de direitos humanos.
“É preciso que as Forças Armadas reconheçam que houve essa realidade, pelo bem, inclusive, da reconciliação, uma das finalidades da Comissão da Verdade “, disse Dallari, ao deixar a Base Naval da Ilha das Flores, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Em setembro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, declarou que as Forças Armadas não negam que as práticas tenham ocorrido. “Mas também não reconhecem, e é muito importante que reconheçam”, frisou Dallari.
Cerca de 200 presos políticos passaram pela base da Ilha das Flores, entre eles, os jornalistas Fernando Gabeira e Elio Gaspari e o novelista Aguinaldo Silva. Hoje, acompanhando o trabalho da comissão, estavam peritos, pesquisadores e 14 testemunhas, como Ziléa Reznik, uma das primeiras mulheres detidas pela ditadura no Rio. Em entrevista do lado de fora da base, onde a gravação foi permitida, Ziléa revelou detalhes dos abusos que sofreu no local.
“Tinha a a coisa sexual presente na tortura [contra mulheres]. A primeira coisa que eles mandavam era tirar a roupa. A roupa ficava de fora e eles passavam a mão na gente – era nua o tempo todo. Eles não estupravam, como fizeram depois, mas tinha todo o assédio, os xingamentos depreciativos, o terror psicológico com nossas famílias”, lembrou Ziléa, que à época integrava o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e tinha 20 anos.
Outro militante do MR-8, Umberto Trigueiros Lima, confirmou o pau de arara, os espancamentos e a solitária, onde passou 15 dias. Durante as torturas, Trigueiros chegou a ser examinado por um médico conhecido por Dr. Coutinho, que verificava se os presos aguentavam os maus-tratos. “Ele atendia a gente nos interrogatórios, sob tortura. Se o preso desmaiava, ou qualquer coisa, ele tomava a pressão, auscultava, dizia se podia continuar ou não”, revelou.
Na diligência desta terça-feira (21), a CNV recolheu provas e registrou as condições das instalações da base naval. A CNV e Comissão Estadual da Verdade querem que seja erguido na área um memorial em homenagem às vítimas do regime militar. No local, à beira da Baía de Guanabara, já funciona o Centro de Memória da Imigração, por ter recebido europeus no fim do século 19.
Desde o ano passado, a comissão visita instalações militares usadas para a prática de tortura pelas Forças Armadas, no Rio, em São Paulo, no Recife e em Minas Gerais. O objetivo da diligência é comprovar desvio de finalidade no uso das instalações. O material vai compor o relatório final da CNV, cujas atividades se encerram no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.
Em documento divulgado em setembro, conhecido por Manifesto dos 27 Generais, um grupo de oficiais da reserva que atuou no regime militar fez críticas à CNV e disse que não será dada qualquer desculpa pelos crimes cometidos no período. A Marinha não se pronunciou.
(Da Agência Brasil)

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