Atenção para nova reunião do GTPA-Fórum EJA/DF

Atenção para a próxima reunião ampliada do GTPA-Fórum EJA/DF, que será realizada neste sábado (13), às 9h, na Faculdade de Educação (Prédio FE 1, sala dos Papirus). A participação dos(as) delegados(as) que representaram o GTPA no III EREJA Centro-oeste será imprescindível, pois será realizada, dentre outros pontos, a avaliação do Encontro.
Participe!

Por um novo marco regulatório nos meios de comunicação

A defesa radical da democracia e da liberdade de expressão sempre foi pauta da União Nacional dos Estudantes. A garantia de acesso a todos os meios de comunicação torna-se fundamental para expressar a liberdade.
Neste contexto, foi aprovado durante o 62º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG), realizado entre os dias 31 de maio e 01 de junho, em São Paulo, a plataforma política da entidade, intitulada ‘’Projeto Une pelo Brasil’’. O documento conta com temas e propostas considerados fundamentais nessas eleições, entre elas, a luta por um novo marco regulatório nas comunicações.
‘’A democratização da comunicação é uma pauta sempre presente nas discussões da UNE. As mudanças que os estudantes querem para a educação e para o Brasil não podem deixar de passar pela transformação da comunicação. A concentração da mídia de massas nas mãos de poucas famílias não cabe na realidade que vivemos no país’’, falou o diretor de comunicação da UNE, Thiago José.
Lançada em agosto do ano passado, a campanha ‘’Para Expressar a Liberdade’’ é coordenada pelo Fórum Nacional pela democratização da Comunicação (FNDC) e apoiada por entidades da sociedade civil que lutam por um sistema de comunicação democrático. Ela é fruto de mais de 30 anos de luta pela regulamentação das comunicações no país e está baseado nos resultados da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009.
Vinculado à campanha está a Lei da Mídia Democrática – um projeto de lei de iniciativa popular que propõe a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que garantem a pluralidade e diversidade e impedem monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação de massa. O texto prevê, em resumo, mais cultura nacional nos conteúdos; mais transparência e mais canais nas concessões; nova forma de organização dos serviços; mais direito de antena para grupos sociais; o impedimento de conteúdos que façam apologia ao ódio, guerra e preconceito de qualquer tipo; e mais participação social na regulação.
A ideia é coletar 1 milhão e 300 mil assinaturas para encaminhar a lei e ela entrar em tramitação no Congresso Nacional como vontade popular.
Para Thiago José, nesse momento de disputa eleitoral é necessário tirar o compromisso dos candidatos em apoiar a aprovação do projeto de lei de iniciativa popular da campanha para expressar a liberdade. ‘’ Esse projeto de lei contempla a proposta da une para a democratização da comunicação no Brasil que será um marco para a nossa democracia’’, afirmou.
Na última terça-feira (9/9), representantes do FNDC entregaram à presidenta e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, uma carta compromisso por uma comunicação democrática.
O documento apresenta duas propostas básicas: “20 pontos para democratizar as comunicações no Brasil”, que reflete uma síntese das principais propostas aprovadas na Confecom; e o “Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Comunicação Eletrônica”, conhecido como Projeto de Lei da Mídia Democrática.
“Hoje os grandes meios de comunicação são controlados por meia dúzia de famílias que pautam e decidem o que será notícia. Agindo não no interesse público, mas sim em seus interesses privados. Os grandes conglomerados de informação estão nas mãos daqueles que representam os interesses conservadores e impedem os avanços. Neste contexto verificamos a importância de firmar compromissos e cobrar com afinco tais pautas dos nossos governantes’’, avaliou Thiago.
Confira o projeto UNE Pelo Brasil na íntegra: Catilha-CONEG_FINAL.
(Da UNE)

Curso ensina professores da rede pública a produzir vídeos com alunos

Professores da rede pública do Distrito Federal, de qualquer área de ensino e com proficiência em inglês, podem se inscrever no curso on-line de produção de vídeos Criando com Propósito. São 10 vagas. A capacitação, gratuita, proporciona o intercâmbio cultural com outros países como atividade pedagógica.
O curso é oferecido a professores do DF há pelo menos oito anos, pela associação Educadores Globais. Já foram capacitados 40 docentes de São Paulo e do DF. Em Brasília, cerca de 100 alunos fizeram as atividades propostas, que envolvem a produção de vídeo e o compartilhamento dos resultados e experiências com estudantes de outros países.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.educadoresglobais.org.br, até acabarem as vagas. Os professores participantes receberão a licença de uso dos softwares e estudarão de 26 de setembro a 24 de novembro.
Com a capacitação, os professores podem produzir um vídeo com os estudantes e compartilhá-lo em fóruns específicos, onde jovens de outros países também trocam conhecimento. A produção pode ser realizada por todos os alunos da rede, sem restrição, desde que estudem a língua inglesa.
Este ano, uma turma de alunos surdos estudantes de inglês do Centro Interescolar de Línguas 1 de Brasília produziu o vídeo The True Value of Friendship (O Verdadeiro Valor da Amizade), com legendas em inglês e narração em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O vídeo foi postado em um fórum, onde os estudantes se comunicam com outros jovens da Rússia, Romênia, Argentina e Estados Unidos.
Segundo a intérprete de Libras responsável por produzir o vídeo com os alunos surdos, Lúcia Sousa, esse intercâmbio cultural desperta senso de cidadania entre os estudantes e a curiosidade pela cultura de outros países. “A discussão-chave entre os alunos que participam é a questão cultural. O projeto faz eles se interessarem mais pela língua inglesa. O interesse é notório, eles produzem mais, chegam no horário, fazem todas as tarefas”, disse.
O aluno surdo Elcanã Maate, de 23 anos, participou da produção de um vídeo no ano passado e teve a chance de apresentar o resultado no Catar, numa conferência internacional anual, com o patrocínio Fundação Catar. “Eu nunca tinha viajado para o exterior. Foi uma troca muito boa. É muito bom conhecer outra cultura, outro país e poder me comunicar em inglês escrito”, disse.
OUTROS PROJETOS – A Educadores Globais oferece ainda outros cursos para professores da Rede Pública do DF. Há dois anos, a organização desenvolve um projeto de intercâmbio de cartões de Natal entre os estudantes das línguas inglesa, espanhola e francesa dos CILs e nativos de países que falam esses idiomas. O objetivo é despertar a curiosidade pelas diferenças culturais e prática da escrita em outra língua.
Segundo o aluno de espanhol Thiago Augusto, de 14 anos, que trocou cartões com argentinos no ano passado, a meta do projeto foi cumprida. “Eles me mandaram cartões contando como é a comemoração do Natal na Argentina. Fiquei com vontade de visitar o país e conhecer melhor a cultura”, disse.
A professora de espanhol do CIL de Brasília Cibele Chaves, que participou do projeto em 2013, garante que os alunos ficam mais dispostos a estudar a língua quando se correspondem com nativos. “Uma aluna que não gostava de escrever em espanhol passou a ter prazer com a escrita depois disso. Neste ano vou repetir o projeto com outra turma”, disse.
A ORGANIZAÇÃO – A Educadores Globais é uma associação privada sem fins lucrativos, formada por professores da rede pública de ensino do DF. A entidade, que oferece cursos de formação continuada para docentes de escolas públicas brasilienses de de São Paulo, nasceu na Secretaria de Educação do DF, mais especificamente dentro dos CILs.
Os projetos on-line disponibilizados são elaborados pela organização não governamental internacional iEARN (International Education and Resource Network).
(Da Agência Brasília)

Simpósio Internacional de Educação ocorre nesta quarta-feira (10), em Brasília

A ANPGIEES (Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior) convida todos(as) para o Simpósio Internacional de Educação, para a discussão da temática da mobilidade acadêmica no Mercosul.
O evento será na quarta-feira (10) às 19h na CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), no endereço SDS, Edifício Venâncio III, Salas 101/106, Brasília.
O conferencista será o doutor Melillo Diniz do Nascimento, especialista, mestre e doutor em direito penal, professor da Escola Superior de Justiça e professor visitante da Universidade UMSA da Argentina.
Os debatedores são a senadora Mirtha Elizabeth Palácios, presidente da Comissão de Direitos Humanos do PARLASUL/MERCOSUL; o professor Vicente Celestino de França, embaixador da ADMI e Presidente da ANPGIEES e o doutor Luis Fernando Pires Machado, especialista em administração legislativa e capacitação legislativa.
Participe! Informações com o professor Vicente Celestino (ANPGIEES) nos telefones (81) 8825-5850 (Tim), (81) 8155-8172 (Oi) e (81) 8205-7610 (Vivo).

Resultado do Ideb aponta que educação precisa dos recursos do pré-sal

A educação brasileira melhorou nos últimos anos. Na mais recente avaliação do Ideb, o ensino em algumas regiões do país desenvolveu mais, em outras menos. De forma geral, desde que as primeiras metas foram traçadas, em 2007, os índices da educação pública estão melhorando.
O que ficou claro é que sem os recursos do pré-sal, os 10% do PIB para a educação (que estão listados como prioridades no PNE), a educação pública não avança na velocidade e no tempo que o povo brasileiro necessita.
Distrito Federal
No Distrito Federal, nós tivemos avanços significativos nos três níveis de ensino. Hoje o DF possui várias escolas que já atingem a nota 6, média estabelecida pela OCDE. Nos anos iniciais do ensino fundamental, as escolas melhoraram suas notas e atingiram a meta planejada de 2013. Nos anos finais, a média também subiu, porém sem alcançar a meta. Já no ensino médio, as médias foram mantidas e permanecem abaixo da meta planejada.
Isso reflete que o DF precisa aprovar com urgência, ainda neste ano, o Plano Distrital de Educação, no qual a categoria e a comunidade já manifestaram a necessidade de investimentos robustos para qualificar a educação pública do DF.
Hoje, diferentemente de alguns anos atrás, o DF possui escolas com médias consideradas altas, que já não estão mais concentradas na região administrativa do Plano Piloto. No entanto, destacamos a EC 106 Norte, que obteve a nota 7,6, a maior dentre as séries inicias do ensino fundamental.
Mas importante registrar que escolas localizadas em regiões periféricas do DF também conseguiram notas consideradas altas, como em Samambaia, onde 4 escolas do ensino fundamental das séries iniciais obtiveram notas acima de 6. Cinco anos atrás, a cidade não possuía nenhuma escola neste patamar.
Outras regiões administrativas também se destacaram almejando este índice, como EC Kanegae (Riacho Fundo ), EC 03 do Núcleo Bandeirante, EC 03 do Paranoá, EC 41 de Taguatinga, EC 01 do Gama, EC 05 do Guará, EC 16 de Ceilândia, EC Colônia Agrícola Vicente Pires, EC Granja do Torto, EC 01 de Sobradinho, EC 02 da Candangolândia, dentre outras.
Com mais investimentos, a educação pública alcançará os índices almejados e a qualidade que a população merece.

O IDEB e a avaliação da qualidade da educação básica

 O IDEB é um mecanismo inacabado para avaliar a qualidade da educação básica. Pior que classificar a escola como ruim é subtrair a auto estima da comunidade usuária e colocá-la em confronto com a instituição.Transferir a baixa qualidade da educação básica para estudantes e educadores é uma grande injustiça! Não dá para comparar escolas cuja origem social dos estudantes é tão distinta, pois existe uma correlação entre o desenvolvimento acadêmico e o nível sócio-econômico dos estudantes.

O processo de avaliação é importante para mensurar e diagnosticar os problemas da qualidade de ensino. Porém, ao restringir elementos que integram ou interagem com os conceitos de qualidade na educação, o IDEB fica extremamente limitado e fornece resultados duvidosos.

Para aferir com maior eficácia os níveis de qualidade de ensino são necessários observar conceitos como políticas pedagógicas, financiamento, currículo, formação, salário, saúde e fundamentalmente Gestão Democrática.

Entendemos que há outros fatores que devem ser considerados na  avaliação da qualidade da educação: as condições de realização do trabalho docente, questões de formação profissional, avaliação rigorosa das instituições de ensino que formam professores, entre outras que demandam um constante repensar sobre as práticas educativas, com fins a uma formação integral e humanizadora do sujeito. Cair no discurso do ranqueamento, assim como a mídia comercial tem repetidamente feito,  como se esta fosse a solução  dos problemas da educação, só faz aumentar a difusão de uma concepção equivocada dos objetivos que deve ter uma avaliação de larga escala.

A avaliação da educação requer conceito diverso ao posto em prática, em escala mundial, sob a orientação anacrônica do Banco Mundial e outros organismos multilaterais, que privilegiam conteúdos mínimos voltados para as exigências do mercado e se expressa em ranking’s entre nações ou estados e municípios de um mesmo país, como também entre as escolas de uma mesma unidade da Federação..

É preciso inovar nas concepções pedagógicas, deixar pra trás métodos cartesianos e economicistas, que insistem em empregar fórmulas exatas à educação, desconsiderando sua essência humana e filosófica – os quais condicionam os sistemas de ensino a priorizarem currículos de competências, desprezando fatores de qualidade social e isso demanda em constante repensar sobre as práticas educativas.

Assim como no ambiente escolar defendemos uma avaliação diagnóstica e processual, também aqui fazemos a defesa de uma avaliação do sistema, que tenha como objetivo central o diagnóstico das deficiências nas redes de ensino,e, a partir dessa análise, a necessidade de se repensar as políticas educacionais voltadas para cada etapa da educação básica.

Fatores negativos, tais como, sucateamento das unidades de ensino, pela terceirização dos serviços escolares, pela precarização do trabalho dos educadores e pela restrição do acesso à população a diversas etapas do ensino; além de comprometer os compromissos sociais da educação, essas ingerências expressam a ausência de uma visão sistêmica que concilie, simultaneamente, as políticas estruturantes de financiamento , de currículo,  de formação e valorização dos profissionais da educação. Não se faz educação de qualidade sem valorização dos professores, e essa política pública precisa deixar de ser promessa de políticos em campanha eleitoral para se transformar em realidade efetiva.

Sobre financiamento por exemplo, até hoje não foi instituído o custo aluno qualidade (CAQ) conceito previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para apontar os investimentos necessários em cada etapa e modalidade de ensino, torna-se primordial para orientar os orçamentos públicos diante das metas dos planos educacionais.

Na questão do currículo percebe-se que a base nacional orientada pelo Ministério da Educação e seguida pelos sistemas de ensino –  tem se pautado com maior ênfase a pedagogia das competências, introduzidas no Brasil pelas reformas neoliberais dos anos 90, ou seja, a visão de mercado tem prevalecido frente a um currículo questionador, criativo e amparado na realidade do sujeito social (histórico), a exemplo do que ensinou Paulo Freire.

Entendemos que a qualidade da educação pública reflete as políticas e o compromisso do Estado e da sociedade para com essa prática social, assim como na participação social nas instâncias de decisão dos sistemas de ensino e das escolas. Essas são políticas de caráter sistêmico, que precisam ser urgentemente ampliadas e aprofundadas para romper com as discriminações e exclusões e garantir a efetiva oportunidade para todos/as.

Enfim,  a gestão democrática precisa ser assumida como fator de melhoria da qualidade da educação e de aprimoramento e continuidade das politicas educacionais como políticas de Estado ( para além das mudanças de governo). Para o professor. Genuíno Bordignon, a gestão democrática das instituições educacionais e do sistema é colocada como fundamento, condição essencial, da qualidade social da educação defendida pela CONAE 2010 na qual a educação é um direito subjetivo de todos/as, devendo voltar-se á formação integral do/a cidadão/ã e ao desenvolvimento com inclusão social e sustentabilidade. Diferentemente da gerência de qualidade total que é baseada na lógica econômica e empresarial, em que o objetivo central limita-se a atender exigências do mercado. Como vimos, a qualidade da educação é um conceito em disputa na sociedade!

            

* Júlio Barros: Prof. de História do CEF 25 Ceilândia –  Diretor de Organização e Informática do Sinpro-DF e membro do Fórum Distrital de Educação

Plebiscito pela Constituinte da reforma política inicia a apuração de votos

Começou a apuração dos votos do Plebiscito Popular, que, na semana passada (de 1º a 7), consultou a população sobre a formação de uma Assembleia Constituinte exclusivamente para tratar da reforma política. O resultado deve sair no próximo dia 21 e a contagem será feita pelos comitês envolvidos na campanha, que devem apurar os votos em todos os estados da federação.
Ao todo, 40 mil urnas foram instaladas no país, em mais de 4.500 municípios, com a pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político?” A expectativa da campanha é que a consulta tenha superado 10 milhões de votos. Também foi possível votar pela internet mas, por conta de sobrecargas no site e ataques de crackers, a votação eletrônica foi prorrogada até ontem à noite.
Paola Estrada, da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Popular da Constituinte, conta que cerca de 100 mil militantes e ativistas voluntários em todo o país se mobilizaram para conversar com a população sobre a importância da reforma política. “Foi muito positivo, percebemos como o povo está aberto para a discussão política e debate da reforma política”, afirma em entrevista à Rádio Brasil Atual.
Além disso, Paola indica que o acesso ao site do plebiscito e às redes sociais da campanha, como a página do Facebook, alcançou “muita gente” e foi um diferencial em relação a consultas populares anteriormente realizadas no Brasil.
A militante diz que o próximo passo da mobilização, após a apuração dos votos, será entregar o resultado à presidenta Dilma, ao Congresso Nacional e também ao Supremo Tribunal Federal (STF). “A nossa ideia é pressionar principalmente o Legislativo e vamos continuar na luta pela Constituinte”, afirma.
Os comitês da campanha, espalhados por todos os estados brasileiros, são formados por cerca de 450 organizações, entre sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos. As urnas foram instaladas em escolas, sindicatos, associações e igrejas.
Durante a Semana da Pátria, diversos movimentos sociais estiveram mobilizados na coleta de votos. No Dia da Independência, domingo (7), a 20ª edição do Grito do Excluídos se uniu ao Plebiscito Popular. A marcha ocorre em várias regiões do país e protesta contra as injustiças sociais e neste ano exigiu a reforma política. O Grito dos Excluídos foi criado em 1994 pela igreja católica.
A principal bandeira defendida pelas entidades participantes do plebiscito é que a reforma política possa estabelecer o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais.
A presidenta Dilma, após a série de manifestações populares em junho do ano passado, encaminhou ao Congresso uma proposta de reforma política com a realização de um plebiscito sobre a formação de uma Constituinte exclusiva para o tema. A ideia, no entanto, foi vetada por setores conservadores do Congresso. Com isso, os movimentos sociais decidiram, em plenária nacional, em setembro de 2013, assumir a execução do plebiscito.
(Da Rede Brasil Atual)

Mais de 900 mil estudantes participam da segunda fase da Olimpíada de Matemática

Neste sábado (13), 907.446 estudantes de mais de 41 mil escolas de todo o país farão a prova da segunda fase da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2014). A atividade, do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), tem a finalidade de despertar o interesse dos alunos e revelar talentos.
São mais de 9 mil centros de aplicação em todos os estados. As escolas podem conferir o local de prova e imprimir o cartão de confirmação dos estudantes pelo sitehttp://www.obmep.org.br. De acordo com o Impa, os cartões já foram enviados às escolas. É importante comparecer ao local de prova com meia hora de antecedência e levar um documento original com foto.
A primeira fase, com 20 questões objetivas, ocorreu no dia 27 de maio, com mais de 18 milhões de estudantes de 5.533 municípios. Os 5% mais bem colocados seguem para a segunda fase, composta por seis questões discursivas, em que é preciso descrever os cálculos e o raciocínio usado. O resultado será divulgado no dia 1º de dezembro.
A estimativa deste ano é que sejam premiados 500 estudantes com medalha de ouro, 1.500 com a de prata e 4.500 com a de bronze, além de 46.200 ganhadores de menções honrosas. Todos os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica do Impa. Professores, escolas e secretarias de Educação que se destacarem pelo desempenho dos alunos também serão premiados.
Ainda no sábado, 13 mil professores farão prova de habilitação do Programa Obmep na Escola. O objetivo é selecionar mil professores das redes estadual e municipal para participar, a partir de março de 2015, de atividades extraclasse, nas escolas, com os materiais da olimpíada.
(Da Agência Brasil)

Qualidade da Educação demanda esforços intersetoriais

A meta 7 se apresenta como a mais complexa do Plano Nacional de Educação, vistas as 36 estratégias assumidas como necessárias para sua garantia. Tamanho desafio, na opinião de Maria do Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM, se ancora em uma questão fundamental: “não se fala em qualidade sem garantia de equidade”. A condicionante, para os especialistas consultados pelo Centro de Referências em Educação Integral, é fundamental para se pensar o atendimento educacional como fruto de um processo que considera diversos contextos socioeconômicos e culturais, e que reafirma a aprendizagem como um direito constitucional.
A busca pela qualidade da educação traz amplitude ao debate uma vez que convida ao repensar das práticas escolares e também daquelas que as subsidiam, tendo em vista desenvolvimento integral dos alunos. Esse percurso, segundo os entrevistados, não pode ser avaliado unicamente a partir das projeções das metas do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), como indica a redação do PNE. Alejandra Velasco, gerente da área técnica do Todos pela Educação, entende a importância do indicador como propositor de reflexões na educação e indutor de políticas públicas, mas reconhece que ele não abarca questões fundamentalmente importantes. “Precisamos contar com diagnósticos mais completos, que nos digam sobre o contexto das crianças atendidas, sobre as habilidades socioemocionais desenvolvidas, as condições dessas escolas e preparo da equipe pedagógica”, avalia.
A opinião é sustentada por Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, que pactua da necessidade de se contextualizar os resultados para aferir sobre uma educação de qualidade. “Quando olhamos para as taxas de aprovação e as médias de desempenho em português e matemática, constituintes do Ideb, não consideramos o percurso para que esse número tenha sido alcançado”, reforça.
Na mesma linha, Maria Rebeca Otero Gomes, coordenadora do setor de educação no Brasil do Fundo das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) defende a implementação de estudos periódicos capazes de avaliar os docentes, a qualidade da formação a eles ofertada, e fiscalizar o quadro educacional, principalmente, em relação ao plano de carreira, piso salarial e carga horária. “Necessitamos de bons indicadores mas, acima de tudo, precisamos garantir os direitos inerentes a essa educação, e aqui eu falo da promoção de autonomia aos estudantes, do respeito com a carreira dos professores, do acesso a insumos e tecnologias e da infraestrutura das escolas”, relata a especialista que julga fundamental subsidiar essas condições.
Enfrentamentos necessários
Para Pilar Lacerda, o maior gargalo está concentrado nas camadas sociais menos favorecidas, ainda não contempladas totalmente nos avanços do país frente a acesso, permanência e qualidade educacional, motivo pelo qual ela também considera importante a leitura de dados de reprovação, abandono e evasão escolar. Ernesto Faria entende que o próprio sistema, muitas vezes, se encarrega de solidificar essas desigualdades, ao ofertar, por exemplo, escolas mais fracas para alunos de níveis socioeconômicos mais baixos. Os especialistas entendem que considerar esses dados pode apoiar a construção de políticas de repasse de recursos e apoio técnicos pautadas no contexto dos diversos territórios brasileiros.
Excelência com equidade
A Fundação Lemann e o Itaú BBA realizaram pesquisa com 82 escolas públicas brasileiras que, em 2009, estavam entre as 25% que atendem alunos com menor nível socioeconômico no país e, ao mesmo tempo, atingiam um Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) igual ou superior a 6 (meta do governo brasileiro para todas as escolas em 2022). A pesquisa mostrou que o sucesso das escolas está diretamente ligado ao cuidado com a implementação das práticas que a escola decide adotar; e destaca a maneira que essas unidades comunicam as mudanças para as equipes escolares e demais pessoas envolvidas no processo, bem como a capacidade de enfrentar possíveis resistências. E todas têm o aprendizado dos alunos no centro de suas ações, com acompanhamento contínuo, garantindo avaliações e análises constantes com base nas expectativas de aprendizagem pactuadas com os envolvidos.
Outra possibilidade, na opinião de Maria Rebeca Otero, seria a de implementar sistemas de avaliação locais, em que escolas e secretarias estaduais e municipais se autoavaliem, processo quase inexistente no país. “As avaliações acabam ficando centralizadas no Ministério da Educação e os estados e municípios, quando as fazem, acabam por reproduzir os métodos padronizados comuns às normativas federais de educação, que não dialogam com os contextos locais e acabam sendo pouco indutoras de revisão dos procedimentos escolares”, avalia. Maria Rebeca entende que as avaliações devem valorizar a superação das escolas tomando como base a melhoria de seus próprios processos, o que indicaria a capacidade de atendimento das necessidades de cada aluno e demandas da comunidade em questão.
Essa configuração se faz necessária para que a diversidade brasileira seja contemplada nos processos educativos. Atuação que, para Pilar, depende de uma política não liberal, que fortaleça a atuação do Estado. “Precisamos de políticas que garantam a diminuição das desigualdades, e que respeitem diferenças, o que pressupõe um Estado forte, capaz de analisar problemas e propor políticas específicas para enfrentar cada problemática”, reforça.
Outra diretiva mencionada por Ernesto Faria na busca pela equidade educacional, é o detalhamento do desenvolvimento esperado dos alunos em suas fases escolares, contemplada por uma das estratégias da meta, que cita a definição de diretrizes pedagógicas e a base nacional comum curricular, a partir de pactuação interfederativa. Para o especialista, a medida pode dar um norte aos sistemas educacionais e ampliar a possibilidade de que os alunos tenham seus projetos de vida contemplados como parte da aprendizagem. Pilar reforça que a presença de tais diretrizes não fomentará a qualidade por si só, sem que haja professores devidamente capacitados para trabalhar essas orientações na perspectiva da inovação pedagógica.
Compromisso com a aprendizagem
Recai também para as escolas diversos desafios na busca-ativa por uma educação mais equânime. Para Tereza Perez, diretora e presidente da Comunidade Educativa Cedac, tudo deve partir do reconhecimento da criança que se tem em cada unidade escolar, e do compromisso firmado com o desenvolvimento dela. “Precisamos buscar diariamente práticas que façam da educação um instrumento de inclusão, emancipação, cidadania e desenvolvimento”. Isso aponta para um processo que considera o estudante no centro da aprendizagem, um plano pedagógico que permita o diálogo entre os atores da escola, e a ampliação das ofertas educativas, além do convite à participação da comunidade.
Dá-se a mesma importância aos planejamentos escolares, ponto sobre o qual Maria Rebeca Gomes reconhece a necessidade de melhorias. “Os planejamentos pedagógicos muitas vezes são engavetados, colocados em prática pela metade, ou fora do tempo esperado, como pudemos acompanhar com o próprio PNE”, critica. A especialista aponta que sem essas definições, as escolas não conseguem alocar os recursos necessários e verificar os problemas que devem ser enfrentados. Isso também acaba por envolver a equipe pedagógica na resolução de problemas de ordem administrativa.
Para Pilar Lacerda, é preciso fortalecer o diretor como uma figura de liderança e mobilização, os professores em constante atenção às suas práticas e reformulação das mesmas a partir do projeto pedagógico da instituição, e a comunidade para uma participação ativa e qualificada no apoio e monitoramento das ações educativas. Tereza Perez reafirma o posicionamento, lembrando que os processos formativos devem olhar para esse conjunto, garantindo o diálogo com a prática e com os variados elementos que compõem o desenvolvimento integral do estudante.
(Do Todos pela Educação)

MEC quer mudar critérios de avaliação de escolas no Enem

A avaliação em que se baseia o ranking do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), tão divulgado pelas escolas de melhores notas no exame, deve mudar. A vontade partiu do presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, e foi anunciada no 1º Congresso Abril Educação, realizado no mês de agosto. Além da nota obtida na prova, deverão ser levados em consideração fatores como o nível socioeconômico dos estudantes, formação dos professores, organização dos turnos na escola.
O objetivo da mudança é evitar “comparações injustas” entre as escolas. De acordo com a assessoria do órgão, os novos critérios ainda não valerão para a próxima edição e não há previsão de aplicá-las.
Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE-UFMG) Niegel Brooke, o Inep pretende, dessa maneira, fazer uma comparação mais legítima sobre a educação brasileira. “Quanto mais se aprende sobre uma escola, mais próxima da realidade, da competência real dela nós ficamos. É preciso entender, por exemplo, o motivo pelo qual escolas com um perfil de alunos semelhantes apresentam posições diferentes no ranking divulgado pela imprensa. Precisamos saber como o tipo de formação que distingue essas instituições, isso vai permitir uma apreciação mais consistente das causas dessas discrepâncias.”
Brooke não vê problemas em comparar colégios, desde que eles estejam no mesmo nível, ou seja, que os alunos vivam em uma situação socioeconômica semelhante. Na concepção dele, por exemplo, não se deve comprar uma escola de elite com uma localizada na periferia pobre, porque a realidade de ambas são muito diferentes e não se apreende nada dessa comparação e que esse resultado seja completo. “Esse resultado precisa também ser completo. O ranking às escuras, que fornece informações sobre quem realiza o exame, não auxilia pais ou autoridades para tentar reverter a situação da educação. O ranqueamento precisa ser útil, completo, criterioso e agregar informações importantes e é o que o Inep está tentando fazer agora.”
Além das mudanças que foram propostas por Soares, o professor da FaE-UFMG acredita que seja importante acrescentar aos critérios de avaliação informações sobre o nível salarial dos professores, quantidade de alunos por educador e outras questões relacionadas ao funcionamento da escola. Isso porque muitos pais usam os resultados do Enem para escolher a escola dos filhos.
A prova feita anualmente tem conquistado cada vez mais espaço nos processos de seleção do País, e as escolas de ensino médio estão em constante processo de adaptação curricular para contemplar as habilidades requeridas pelo exame. A corrida para fazer com que os estudantes conquistem vagas nas universidades e a propaganda feita pelas escolas que obtêm boa colocação no ranqueamento geral não é malvista pelo pesquisador. “As escolas, principalmente, as privadas sabem que a conquista do futuro cliente depende do sucesso nessa empreitada. Não acho fora de propósito esse tipo de propaganda, porque é essa informação que os pais procuram. Eles querem aumentar as chances do filho de ir para uma boa universidade. Contudo, eles não podem se guiar somente pelo ranking, porque isso isolado não é suficiente para tomada de decisão, são necessários outros indicadores que permitam entender o trabalho desenvolvido pela escola”, diz Brooke.
Enem dita mudanças na grade curricular
O Colégio Ari de Sá Cavalcante (CE), instituição federal, conquistou a quinta posição no último ranking divulgado. O resultado, segundo o diretor de ensino do local, Ademar Júnior, é consequência de uma adaptação que começa no ensino fundamental e vai até o médio. “Criamos, no ensino médio, uma disciplina de revisão do conteúdo do ensino fundamental, aumentamos disciplinas de português e matemática e reestruturamos as de ciências da natureza. Percebemos que não eram necessárias tantas aulas de física no terceiro ano, então, aumentamos a carga das de matemática, de filosofia e sociologia. Fazemos essas alterações à medida em que percebemos mudanças no perfil do Enem. Ele é, sem dúvida, o grande norteador do nosso conteúdo programático.”
Devido à importância dada ao exame pelas universidades cearenses, o ensino médio é totalmente focado na prova, mas, na sexta série, por exemplo, já há aulas de lógica. No Ari de Sá Calvacante, mais de 92% dos alunos realizaram o teste em 2013, houve 11 simulados nos moldes do Enem.
“O Enem tornou-se a avaliação que define o futuro dos estudantes. O grau de preocupação em torno dos resultados é cada vez maior. Não posso afirmar com 100% de certeza, por isso, abro duas possibilidades. A preocupação em garantir bons resultados pode deixar de lado elementos importantes que devem ser tratados no ensino médio, como criação de valores e noção de cidadania. Esse estreitamento pode provocar prejuízos, porque a preocupação passa a ser aquilo que cai na prova. Por outro lado, esse modelo é mais dinâmico, requer a aplicação de conhecimentos para problemas cotidianos, não é decoreba de conteúdo, mas, sim, a aplicação dele e está mudando positivamente a grade de ensino e a maneira de ensinar”, afirma o professor da Faculdade de Educação da UFMG. “A gente acredita nesse exame como um grande norteador para melhorar a educação no Brasil, porque os estudantes precisam mudar e fazer uma análise crítica do contexto geral”, diz o diretor de ensino na escola.
(Do Terra)

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