Olimpíada do Conhecimento chega ao fim e premia 180 jovens

A Olimpíada do Conhecimento 2014 foi encerrada no domingo, 7, com uma cerimônia de premiação, na Arena Vivo, no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, quando foram entregues 180 medalhas de ouro, prata e bronze em 58 ocupações para jovens profissionais de todo o Brasil. A pontuação máxima dos competidores é 600 pontos. Todos os participantes que superaram a marca dos 500 pontos receberam certificado de excelência.
Houve, ainda, destaque para os maiores pontuadores de cada estado, além do troféu Estrela Prisioneira para o competidor que atingiu a maior pontuação na competição. Entre os estados, o líder de medalhas foi Minas Gerais, com o total de 46, seguido por São Paulo, com 36, e Santa Catarina, com 18.
WorldSkills – Os 58 primeiros lugares de cada modalidade vão disputar vaga para participar da competição mundial de educação profissional WorldSkills, a ser realizada em São Paulo, em agosto de 2015. Para garantir uma vaga, os primeiros colocados da Olimpíada do Conhecimento terão de passar por provas e atingir o índice técnico exigido em sua modalidade.
Pela primeira vez a WorldSkills será realizada em um país da América Latina. No mundial, 1.200 competidores de 60 países vão disputar medalhas em 49 ocupações do setor industrial e de serviços.
Agropecuária – Os competidores das ocupações de irrigação, inseminação artificial e agrimensura, estreantes na disputa, conquistaram as medalhas de ouro, prata e bronze, já que a área de engenharias agrícola e pecuária contou apenas com a participação de estudantes dos institutos federais de tecnologia. “A área de agropecuária nunca participou de uma Olimpíada do Conhecimento antes. Essa abertura é a prova de que a nossa área vem sendo cada vez mais valorizada. O país tem crescido e, para crescer mais, precisará de bons profissionais na agricultura e na pecuária”, disse Paulo Henrique Fernandes Ferreira, do Instituto Federal Sul de Minas, que ficou em primeiro lugar na ocupação de inseminação artificial.
Segundo ele, a medalha de ouro foi um reconhecimento ao seu trabalho no campo desde menino. “Sempre estive ligado à pecuária. Desde criança trabalho com gado e me esforcei ao máximo nessa competição. Estou confiante que a premiação vai expandir minhas possibilidades de trabalho”, concluiu Paulo Henrique.
Fabrício Brinati Nogueira, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, que ficou empatado com Paulo Henrique e também conquistou medalha de ouro na ocupação de inseminação artificial, ressaltou que tudo o que aprendeu ao longo do curso o ajudou a ganhar a premiação. “O Instituto me apoiou e meus planos para o futuro são seguir na área. Esperamos que as premiações conseguidas por nós levem o nome do Instituto para todo o Brasil”, observou Fabrício.
(Do MEC)

Na reta final, Comissão da Verdade quer convocar e responsabilizar empresas

A quatro meses do final de seu mandato, a Comissão Nacional da Verdade estuda como responsabilizar empresas que colaboraram com a ditadura (1964-1985) e ainda pretende convocar um grupo para depor. “A responsabilidade empresarial não pode ser esquecida”, diz Rosa Cardoso, que coordena, dentro da CNV, o grupo de trabalho que investiga a repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical durante o período autoritário. O grupo, que inclui representantes de centrais sindicais, se reuniu durante o fim de semana para avaliar casos e também analisar episódios semelhantes ocorridos durante a ditadura na vizinha Argentina (1976-1983). A comissão pretende realizar pelo menos uma audiência com empresários.
“Essas violações (aos direitos humanos) levaram à morte e a descaminhos profundos”, afirma Victoria Basualdo, professora de Histórica Econômica Argentina da Universidade de Ciências Sociais e Empresariais de Buenos Aires. Ela identifica uma questão “central” nas ações das empresas – e que há “momentos-chave do passado que permitem entender o presente”. Fatos que, segundo ela, “não só deixaram um legado de terror, mas transformaram profundamente as relações econômicas e sociais”.
Para Rosa Cardoso, pode ser possível acusar empresários de lesa-humanidade. Essa modalidade de crime, observa, “não são somente mortes e desaparecimentos”. Há quatro casos de responsabilização criminal na Argentina. “Tem também a responsabilização civil por empresa. É uma possibilidade que a gente vai estudar.” Segundo ela, o Brasil teve “prisões seletivas” com base em informações fornecidas por empresas. E em torno de 40% dos mortos e desaparecidos da época “dizem respeito a trabalhadores”.
De acordo com Rosa, existe um “conjunto de empresas muito visível” entre as que colaboraram com a repressão brasileira. “Das grandes empresas, é mais fácil perguntar quem não estava no esquema”, diz Sebastião Neto, da secretaria executiva do grupo de trabalho, que reuniu casos em vários estados. Um documento divulgado hoje (8), do Ministério da Aeronáutica, detalha reunião – em julho de 1983 – do Centro Comunitário de Segurança do Vale do Paraíba, interior paulista, em que chefes de segurança de várias empresas, privadas e estatais, dão informações sobre demissões, atividades sindicais e greves, entre outros assuntos.
Há ainda um relatório sobre informantes em uma fábrica de Diadema, na região do ABC paulista, a respeito de uma possível greve. A empresa (Resil), inclusive forneceu à polícia a ficha funcional de um de seus funcionários, que havia falado sobre a paralisação. “Achamos milhares dessas fichas em todo o Brasil”, conta Neto. “Existia algum tipo de articulação, setorial por vezes.” No relatório sobre a Resil, de 1978, é informado que “a direção da indústria introduziu entre seus empregados três elementos com a finalidade de os informarem e localizarem os possíveis mentores do movimento grevista”. O nome de um deles é citado.
O Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops) em São Paulo tinha uma lista com nome e endereços de centenas de trabalhadores de várias fábricas do ABC (Brastemp, Chrysler, Corona, Equipamentos Villares, Ford, Forjaria São Bernardo, Mercedes-Benz, Rolls-Royce, Scania, Volkswagen, entre outros). Também haveria um informante entre os que discutiam a greve da Scania em São Bernardo, em maio de 1978, tida como marco da retomada do movimento sindical, ainda no final da ditadura.
 

Relação natural

Na semana passada, a agência Reuters divulgou informações sobre monitoramento da Volkswagen, durante a ditadura, em relação ao então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, e outros dirigentes. “Talvez a Volks tivesse mais expertise”, comentou Neto, que se preocupou em não enfatizar a ação de uma empresa. “O que nós mostramos é um mecanismo contínuo de repressão, o controle no dia a dia dos trabalhadores”, explica. Segundo ele, havia “naturalidade” na relação entre empresas e polícia política.
Os exemplos são vários. “Em Criciúma, você tem um episódio que o empresário conferia a lista dos presos”, diz Neto, citando ainda o caso de uma mineradora (Morro Velho), em Nova Lima (MG) com um grupo de 51 operários “que ficaram impedidos de viver na cidade” – haveria um acordo para não empregá-los em nenhum lugar. Isso ocorreu ainda em período anterior à ditadura. Ainda em Minas, outro caso de destaque é o chamado “massacre de Ipatinga”, na Usiminas, com 13 mortos reconhecidos.
Depois do golpe de 1964, há a suspeita, no grupo de trabalho, de que as estatais foram uma espécie de “laboratório” da repressão. Apenas na Petrobras foram mais de 500 demissões nos seis meses seguintes à queda de João Goulart.
A pesquisadora Victoria Basualdo, também docente da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), cita episódios como o da chamada “noite do apagão” (“La noche del apagón”), ocorrido em julho de 1976, na Argentina, quando durante uma interrupção de energia centenas de pessoas foram sequestradas – algumas desaparecidas até hoje –, com apoio do grupo Ledesma (usina de açúcar), o que implicou na responsabilização do dono da empresa, Carlos Pedro Blasquier. Victoria citou ainda casos envolvendo Minera Aguilar (mineradora), La Veloz del Norte (transportes) e a montadora Ford, com imputação de pessoas e não de empresas.

Beneficiadas

Rosa Cardoso destaca ainda a importância de se conhecer casos de empresas que cresceram durante a ditadura, citando as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa. “Mas também a Globo, empresa de comunicação. A Varig, por exemplo, que tomou o lugar da Panair, numa falência absolutamente fraudulenta que lhe foi imposta.”
Com pouco tempo restante para a Comissão da Verdade, que entregará o seu relatório no final em dezembro, o grupo de trabalho do sindicalismo pretende ainda se reunir para deliberar sobre quais empresas serão convocadas para uma audiência. Prevê-se que outra seja realizada no ABC. “Tem um monte de evidências de cooperação”, diz Neto. Segundo ele, a preocupação é “selecionar os casos mais evidentes e que tenham depoimentos de trabalhadores”.
O relatório da CNV deverá ter dois capítulos relacionados ao tema. Um tratará da perseguição aos trabalhadores e outro sobre financiamento por empresas de atividades da repressão e planejamento de atividades. Um exemplo conhecido é da Operação Bandeirantes (Oban), formada em São Paulo no final dos anos 1960 a partir da colaboração de empresários. As centrais defendem a recomendação de algum tipo de punição, civil ou criminal, ao que na Argentina se chamaram “cúmplices econômicos” da repressão, como no livro Cuentas pendientes – los cómplices económicos de la dictadura, do jornalista Horacio Verbitsky e do advogado Juan Pablo Boholavsky, lançado em 2013. O grupo de trabalho sindical da Comissão da Verdade deverá permanecer ativo mesmo depois do término do mandato do colegiado.
Neto lembra que alguns problemas são atuais. “Hoje, o movimento sindical é muito criminalizado nas greves”, afirma, citando a existência de recursos jurídicos como o interdito proibitório. Ou o que ele chama de “uma espécie de naturalidade de a empresa ligar para a polícia para resolver uma contenda trabalhista”.
(Da Rede Brasil Atual)

O que fazer após o Plebiscito Popular da Reforma Política

Como se ainda fosse necessário, o divórcio entre o velho jornalismo e as mobilizações e inquietações da sociedadeemergiu novamente esta semana. Centenas de milhares de brasileiros votaram, em cédulas impressas ou via internet (ainda é possível fazê-lo, neste domingo…), num plebiscito informal sobre a necessidade de uma Reforma Política.Capilarizada, a consulta espalhou-se por todo o país. Foi preparada durante meses, por meio de debates, formações de ativistas, vasta distribuição de textos didáticos, cuidadosa preparação logística. Porém, este fato incomum (e capaz de gerar inúmeras histórias saborosas) foi ignorado solenemente pelos jornais e TVs – estes mesmos que tratam política como “caso de polícia”. É como se houvesse um limite de ferro para as críticas ao sistema institucional de poder.Elas devem ser interrompidas sempre que houver risco de surgir uma alternativa democratizante…

Como as informações foram bloqueadas, emergiram dúvidas. O plebiscito desta semana tem valor legal? Será enviado ao Legislativo? Haverá, de fato, uma Constituinte sobre o sistema político? Que fazer em seu favor?

O historiador José Antonio Moroni, um dos coordenadores da Coalizão pela Reforma Política Democrática e do Instituto e Estudos Sócio-Econômicos (Inesc), passou os últimos dias refletindo sobre estas questões. Ele vê a consulta desta semana como um ponto de virada. Agora, a crítica ao atual sistema político ganhou as ruas. Talvez seja possível executar uma estratégia tecida em silêncio, durante anos, pelos que denunciam o sequestro da democracia pelo poder econômico – e a necessidade a necessidade de resgatá-la.

Para não ficar na fachada, a construção de um novo sistema político precisa questionar, no Brasil, interesses muito poderosos. Deve multiplicar as formas de democracia direta, colocando em xeque o poder quase absoluto dos “representantes do povo” para tomar decisões. Precisa cortar a submissão da esmagadora maioria dos parlamentares aos donos do dinheiro. Poderia quebrar a exclusividade dos partidos, estabelecendo o direito a candidaturas avulsas. Não terá sucesso se não enfrentar temas como o elitismo do Judiciário e controle das Comunicações por um pequeno oligopólio de barões.

Tais mudanças não serão feitas pelos membros atuais do Legislativo. Será obrigatório sacudir as instituições – deflagrando, em algum momento, uma mobilização intensa a ponto de obrigar a convocação de uma Assembleia Constituinte sobre o Sistema Político. É sobre isso que centenas de milhares de brasileiros pronunciaram-se, no plebiscito informal da semana passada. Mas quando sua voz será ouvida? E o que fazer, até lá?

É aí que entra uma espécie de fase intermediária da campanha. A consulta de 1º a 7 de setembro deflagrou um processo. Nos próximos meses, ele prosseguirá por meio da pressão social em favor de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre o mesmo tema. Embora mais limitado que a Constituinte, ele também é capaz de entusiasmar. Se aprovado, provocará uma pequena revolução. Proibirá, por exemplo, a fonte principal de toda corrupção – a transferência, pelas empresas, de dinheiro aos partidos e políticos. Obrigará a convocação de plebiscitos ou referendos para decisões importantes – entre elas, a alienação (via privatizações e concessões) de bens relevantes da União. Estabelecerá formas de democracia direta via internet (os eleitores poderão aderir eletronicamente a novos projetos de lei de iniciativa popular). Reorganizará o sistema eleitoral.

É claro que se erguerão, também diante desta primeira proposta de mudanças, enormes resistências. O sistema político perdura porque serve aos poderosos. Mas já há, aos que queiram debater o tema e lutar por ele, bem mais que boas intenções genéricas… Graças a anos de esforço de gente como José Antonio Moroni, a Coalizão por uma Reforma Política Democrática desenhou em detalhes o Projeto de Lei de Iniciativa Popular descrito acima. Produziu, além disso, um resumo, uma cartilha, uma agenda de ações, uma biblioteca e um noticiário. Oferece, até mesmo, formulários para quem estiver disposto a colher assinaturas em favor do projeto de iniciativa popular. São necessária 1,5 milhão. Mais de 500 mil já foram coletadas e o plebiscito certamente deflagrará uma nova onda de ações.

Os resultados numéricos da consulta informal desta semana serão anunciados nos próximos dias. Mas o efeito principal, de caráter político, está claro. Voltou à agenda brasileira um tema indispensável para qualquer mudança social profunda. Já há como agir em favor dele. É o que Moroni explica em detalhes, na entrevista a seguir.

Em que pé está a articulação da sociedade civil em torno de um a plataforma para a Reforma Política?

Hoje temos duas grandes estrategias politicas em relação a reforma do sistema politico. Uma que a Iniciativa Popular da reforma politica que trata de uma nova regulamentação dos instrumentos de democracia direta e novas normas para o processo eleitoral. Estas mudanças podemos fazer por projeto de lei, não precisam mudanças constitucionais.

Outra estrategia é a convocação de uma Constituinte exclusiva e soberana para o sistema politico. As organizarmos um plebiscito popular, quisemos chamar atenção para a importância de ir mais fundo, alterando também os dispositivos constitucionais que tratam do sistema político.

São duas estrategias distintas, mas que se complementam. Uma tem como objetivo uma incidência a curto prazo; outra, mais a médio e longo prazos.

Vamos por partes, então Que pontos específicos esta Iniciativa Popular pretende? Quem os defende? Em que estágio está? Coleta de assinaturas?

Primeiramente, devemos esclarecer que iniciativa popular não pode propor mudanças constitucionais. Como isso está excluído, nosso projeto concentra-se em dois grandes eixos: ampliar as possibilidades de democracia direta e enfrentar enormes distorções do sistema eleitoral.

Em favor da democracia direta, queremos alterar as leis que regulamentam o artigo 14 da Constituição, ampliando o papel e a força dos plebiscitos, referendo e projetos de iniciativa popular. Algumas decisões centrais para o futuro do país – por exemplo, alienação dos recursos minerais ou das fontes de energia hidráulica da União – só poderiam ser adotadas por meio de plebiscitos ou referendos.

No que trata das iniciativas de lei que partem da sociedade, propomos uma simplificação, com coletas de assinaturas via internet e um rito próprio de tramitação, no Congresso. Estas propostas precisam ter prioridade de tramitação, ao invés de cair na vala comum do processo legislativo, como ocorre hoje. Infelizmente, não podemos, por enquanto, reduzir o número de iniciativas necessárias para propor leis por iniciativa popular. São aproximada 1,5 milhão, mas é algo estabelecido pela Constituição.

O segundo eixo de mudanças estabelecidas no projeto refere-se à democracia representativa. Queremos proibir as empresas de financiar partidos ou candidatos, por sabermos que este é um mecanismo óbvio de corrupção. Em vez disso, propomos um sistema misto, no qual os partidos seriam financiados pelo Estado e por doações de pessoas físicas, com limites máximos.

Esta questão é central, porque não podemos pensar em campanhas caríssimas como as atuais, que tornam imensa a força do poder econômico. Segundo nossa proposta, haverá teto máximo para contribuição dos cidadãos às campanhas e, ao mesmo tempo, limites para gasto global pelos partidos.

O projeto propõe ainda mudanças dos critérios de partillha, entre os partidos, da verbas provenientes do Estado. Não podemos manter regras que fortaleçam os já fortes e que tornam alguns partidos imensamente mais fortes que outros

Outro aspecto é o voto em lista transparente. O voto do eleitor deve favorecer apenas o partido e candidato escolhido por ele – diferente do que o corre hoje. Para tanto, as eleições proporcionais (que elegem deputados federais e estaduais e vereadores) passarão a ser em dois turnos. No primeiro escolhe-se o partido; no segundo vota-se nos candidatos de cada lista partidária. Estas listas devem ter paridade de sexo e critérios de inclusão dos demais grupos subrepresentados – por exemplo, população negra, indígena, homoafetiva, juventude etc.

Em que pé está a coleta de assinaturas e quem procura mobilizar a sociedade em favor do projeto?

O projeto de lei de iniciativa popular foi formulado por uma Coalizão pela Reforma Politica Democrática e Eleições Limpas. É uma frente de mais de cem organizações – sociedade civil e movimentos sociais. A relação completa pode ser encontrada no site da campanha: www.reformapolitica.org.br

A iniciativa foi lançada em setembro de 2013. Já temos mais de 500 mil assinaturas. Estamos convencidos de que o plebiscito vai multiplicar a mobilização em favor da proposta. É possível acessar o texto completo do projeto de lei, uma cartilha explicativa e e formulário para coletar assinaturas no mesmo site.

Se o projeto de iniciativa popular já prevê tantas mudanças, por que é importante uma Constituinte exclusiva e soberana sobre o Sistema Político?

A ideia do plebiscito surgiu o ano passado quando diversos movimentos e organizações se reuniram para discutir o significado das manifestações de junho. Segundo nossa leitura, elas revelam, em essencial, o esgotamento do atual sistema politico – isso é, das formas tradicionais do exercício do poder. Entendemos que, para mudar isso, é necessário um processo mais amplo de reformas estruturais. Para tanto, é necessária uma Constituinte exclusiva e soberana.

O plebiscito de 1º a 7 de setembro não tem valor legal, é claro – não foi organizado pela sociedade como um todo, por meio do Estado, mas pelos grupos que reivindicam Reforma Política. Seu papel é mobilizador e formador. Foi precedido por centenas de cursos de formação de ativistas. O processo durou meses, colocou o tema em pauta, preparou, com conhecimento e argumentos sólidos, milhares de pessoas, que agora darão continuidade à campanha

Que tipo de questões estariam em debate na Constituinte sobre Sistema Político?

Além de todas as questões levantadas no projeto de Iniciativa Popular, o fortalecimento da soberania popular, um nova sistema de representação e temas diretamente relacionados ao poder. Por exemplo precisamos mudar determinadas lógicas presentes na sobre democratização da Justiça, fim do oligopólio que controla as Comunicações, organização e atribuição dos Poderes do Estado, democratização da terra, direito à Cidade. Portanto o plebiscito coloca-se numa perspectiva mais de longo prazo, discutindo questões centrais que o sistema político atual, por sua própria natureza, nunca aceita colocar em debate.

As manifestações de junho de 2013 introduziram um elemento novo no discurso político. Em muitas delas, os que protestam voltaram-se contra “os políticos”, de forma genérica, sem especificar a que partidos ou políticos se referem. É como se as diferenças entre eles estivessem se apagando. Que isso revela sobre crise da representação no Brasil?

Um elemento preocupante da forma de se fazer política no Brasil é justamente é esta falta de diferença entre os diversos partidos e políticos. Isso leva a um descrédito pois se tudo é igual por que vou me mobilizar, apoiar, etc. Isso leva a uma crise de representação, pois se “todos são iguais” e a nossa sociedade é dividida em grupos de interesses, claro que as pessoas não se sentem representadas.

Em junho, a presidente Dilma chegou a falar tanto em plebiscito quanto em Reforma Politica. Ambas as propostas foram sepultadas pelo Congresso Nacional – e ficou tudo por isso mesmo. Como você avalia a atitude de Dilma então e o fato de ela não ter insistido na proposta?

A proposta que hoje levantamos sobre a Constituinte tem diferenças em relação à que foi levantada pela presidenta. Aquela referia-se, basicamente, ao sistema eleitoral. A nossa é sobre o sistema politico – ou seja, diz respeito a todas as relações de poder. Ainda assim, a reação contrária da midia, do STF e da grande parte do Congresso só demonstra o acerto da nossa estratégia de consultar o povo sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva e soberana do sistema politico.

Depois de viver, por uma década, um processo modesto de redução da pobreza e certa redistribuição de riquezas, o Brasil parece paralisado politicamente. Há consciência de que necessitamos de um passo adiante na conquista de direitos – mas que não avançamos porque isso exigiria questionar privilégios. De que forma o atual sistema político protege tais privilégios?

O nosso sistema político é ao mesmo tempo reflexo da desigualdade e elemento estruturante das desigualdades. Em outras palavras, estão no topo do sistema político os mesmos que estão no topo da pirâmide social. O modelo de redistribuir sem contrariar interesses chegou a seu limite. Daqui pra frente não tem mais como “governar para todos” até por que numa sociedade baseada na desigualdade como a nossa, quem diz que esta governando para todos esta mentindo pra alguém.

A campanha pela Reforma Política busca sensibilizar a sociedade num ano eleitoral, em que as atenções em geral estão focadas na disputa entre os candidatos. Como abrir espaço, nesse cenário, para um tema que, em teoria, exige elaboração política razoavelmente refinada?

O tema da reforma do sistema político exige, sim, elaboração pois trata de uma questão complexa – e para questões complexas, não existem respostas simples. Nos últimos tempos, os processos eleitorais afastam o povo da discussão política. É um paradoxo, mas nas eleições é onde menos se discute política. Pensamos que o debate sobre a reforma do sistema político pode resgatar o sentido amplo de se fazer política, criando novas formas de se fazer política e com novos sujeitos.

Diversos setores que lutam por um novo sistema político temem a Constituinte por julgar que vivemos um cenário em que as ideias mais conservadoras estão avançando? Temem que entrem em debate, ao contrário, assuntos como a redução da maioridade penal ou a pena de morte. Como isso pode ser evitado?

Avaliamos que a sociedade brasileira está numa encruzilhada e precisa tomar uma decisão sobre que caminho quer seguir. Chegamos ao limite da nossa institucionalidade e precisamos criar novas institucionalidades que tenham condições de processar as demandas populares. Acreditamos que se tivermos uma igualdade maior na disputa politica, principalmente na Constituinte, teremos condições de sair desta encruzilhada e optar para civilidade e não pela barbárie. Não podemos ter medo – e sim, ousadia.

(Da Carta Capital)

Premiada obra de professoras da EC 18 de Taguatinga chega na sua 3ª edição

“Ninho de Rato”, premiada série de livros infantis das autoras Raquel Gonçalves Ferreira e Maria Célia Madureira, professoras aposentadas da EC 18 de Taguatinga, está na sua 3ª edição. Lançado há mais de dez anos, a obra foi premiada pelo Ministério da Educação, que ressaltou a importância deste projeto para estimular a leitura para as crianças do 1° ao 5° ano do ensino fundamental.
Os livros contam a história dos ratos Racumim e Racutia, que entram na biblioteca e aprendem a ler. O intuito é despertar nas crianças o interesse de não apenas ler, mas também de escrever. Já são três obras lançadas: “O Rato Adormecido”, “Deu Rato na Biblioteca” e “Os Amores de Racutia”.
 

Participe do Plebiscito Popular! Votação se encerra nesta segunda-feira (8)

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O Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político – conhecido como Plebiscito da Reforma Política – está recebendo votos também pela internet, até às 23h58 desta segunda-feira (8), no endereço http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/vote-no-plebiscito#voto. Esta urna virtual só aceita votos de pessoas devidamente identificadas e não permite participação em duplicidade.
O pleito se encerraria no domingo (7), mas em virtude de um grande número de acessos, o que ocasionou instabilidade no site de votação, o Plebiscito Popular foi prorrogado por mais um dia, para que todos e todas possam participar.
Os votos também estão sendo coletados em diversas escolas de todo o país. As escolas do Distrito Federal que desejarem receber os materiais do plebiscito (cartazes, panfletos, cédulas de votação, urna, etc) devem entrar em contato com o diretor do Sinpro que visita cada instituição de ensino.
Com a votação via internet e milhares de urnas físicas que estarão espalhadas pelo Brasil, a organização da campanha espera atingir a meta de 10 milhões de votos.
As urnas estão coletando respostas para a seguinte pergunta: “Você é a favor da convocação de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político? ( )SIM ( )NÃO.”
Caso as escolas desejem imprimir o material na própria escola, estamos disponibilizando os arquivos abaixo.
Participe!

Sindicato rebate e diz que Aécio mente sobre educação em Minas

A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), Beatriz Cerqueira., em entrevista ao jornal Brasil de Fato, rebateu as declarações do candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, de que o Estado tem a “melhor educação do pais”, sendo que até hoje não paga o piso salarial da categoria.
Beatriz é coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas GeraisBeatriz é coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais “Se o Aécio está dizendo que Minas tem a melhor educação do país, está mentindo. O Ideb é calculado a partir da prova feita pelo aluno e a partir do índice de aprovação da escola, e há problemas nas duas questões. Primeiro, o estado interfere no índice de aprovação da escola, proibindo o professor de reprovar o aluno. Isso interfere diretamente na nota do Ideb: quanto maior é a aprovação, maior é a nota. Segundo, o Ideb é uma média que exclui os problemas. Qualquer um que se embasa somente neste índice está desconsiderando o principal problema que atinge a juventude, que é a exclusão ao ensino. Faltam um milhão de vagas em Minas Gerais para o ensino médio”, desmascarou Beatriz Cerqueira.
Segundo a dirigente, só há vaga para 35% das crianças mineiras, falando de rede privada, conveniada, creche e Umeis. “Nem 10% dos alunos que terminam o ensino médio têm nível recomendável em matemática”, completou ela.
Beatriz Cerqueira ressalta que o Estado, desde 2003, não investe o mínimo constitucional que é de 25% do orçamento para a Educação, e em alguns anos foram absurdos 18%.
“O problema do governo de Minas é que nós não podemos confiar nele. Fizemos uma das maiores greves do país em 2011, com 112 dias, com a reivindicação do piso salarial. O governo assinou o acordo de que pagaria o piso e dois meses depois rompeu o acordo, aprovando outra forma de remuneração. Isso veio junto com o congelamento da carreira, que é uma coisa inimaginável, porque a carreira é um direito consagrado na Lei de Diretrizes e Bases, na legislação estadual, na Constituição”, enfatizou.
Fonte: Brasil de Fato

Eleições presidenciais 2014: mulheres e negros serão decisivos

O Instituto Patrícia Galvão publicou, nesta segunda-feira (8), a série de análises Gênero e Raça nas Eleições Presidenciais 2014: A força do voto de mulheres e negros. O trabalho reúne análises exclusivas da socióloga e especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão sobre o comportamento eleitoral de mulheres e negros brasileiros, a partir de dados do Ibope e Datafolha.
As mulheres aguardam mais informações para definir seu voto e observam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas. As mulheres aguardam mais informações para definir seu voto e observam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas. Diante do poder de voto de mulheres e negros, o Instituto Patrícia Galvão pretende contribuir para colocar em primeiro plano no debate o comportamento eleitoral desses segmentos, que representam 52% e 55% do eleitorado, respectivamente.
Segundo a socióloga Fátima Pacheco Jordão, “há importantes novidades nesta eleição, que são as seis milhões de mulheres a mais que homens e a maioria de eleitores autodeclarados negros”. Outro destaque é o crescimento da intenção de voto em candidatas mulheres.
“Saltou de 60% para 69% essa manifestação de voto, que em números absolutos dá algo próximo a 13 milhões a mais de pessoas que passaram a declarar intenção de votar numa mulher. É um crescimento considerável para nossa sociedade”, avalia.
Tempo para pensar
A especialista em pesquisas de opinião aponta também a “alta volatilidade” ainda verificada no eleitorado a pouco mais de um mês do pleito. Segundo ela, 32% ainda não mencionam nenhum candidato espontaneamente.
Além disso, frisa, “37% do eleitorado feminino ainda não definiu se vai votar em alguém e, em caso positivo, em qual candidata ou candidato. Os dados mostram como o eleitorado ainda está avaliando e, nesse quadro, as mulheres continuam levando mais tempo para definir seu voto. Assim como nas eleições anteriores, o voto feminino continua sendo um voto mais reflexivo”.
Fátima Jordão explica que o processo de amadurecimento da escolha eleitoral tem um recorte de gênero e, em diferentes graus, perpassa geografia, escolaridade e ciclos de vida. Ou seja, as mulheres aguardam mais informações para definir seu voto e observam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas, dado que são as principais usuárias dos serviços.
Eleitorado negro
Em relação à evolução do eleitorado negro, a socióloga destaca que a população negra brasileira cada vez mais se reconhece na sua identidade racial. “A autodeclaração é uma questão de identidade enquanto cidadão e cidadã”.
No Brasil, o Ibope e o Datafolha incluem a variável raça/cor. Contudo, a significativa expressão eleitoral desse segmento nas pesquisas eleitorais ainda não conta com a atenção da imprensa e das campanhas.
No que diz respeito às campanhas no horário eleitoral, as duas candidatas que estão na dianteira recebem avaliação similar da população. “O eleitor continua precisando da informação do horário eleitoral. Chama a atenção o distanciamento dos autodeclarados pretos em relação ao programa, que pode ser explicado pelo fato de a questão racial não aparecer com ênfase nas campanhas. A não ser na exibição de alguns e algumas modelos negros ou negras, a população negra não se vê representada nos programas”, aponta Fátima.
Fonte: Redação em Brasília
Com informações da Agência Patrícia Galvão

FUP, centrais e movimentos sociais fazem ato em defesa do pré-sal

Reunidos na sede da Federação Única dos Petroleiros, na sexta-feira (5), os petroleiros, junto com as centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis, definiram a realização de um grande ato em Defesa do Pré-sal, da Petrobras e do Brasil, no próximo dia 15 de setembro, às 10 horas, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ato será na Cinelândia, no Rio de Janeiro, às 10 horas.Ato será na Cinelândia, no Rio de Janeiro, às 10 horas. O ato é organizado pela FUP em conjunto com a CTB, CUT, UGT, MAB, MST, UNE, UBES, UEE, FETEERJ, UEE, MPA e CNM, FAMERJ, FAFERJ, entre outros movimentos sociais. O objetivo é alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso no país, em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobras.
Panfleto assinado pelas entidades, que será distribuído à população, mostra a importância do pré-sal para o desenvolvimento do Brasil e as conquistas futuras. Segundo o documento, a Petrobras precisou de apenas oito anos para extrair 500 mil barris diários de petróleo do pré-sal, sendo que no Golfo do México foram necessários 19 anos para que as multinacionais alcançassem esse mesmo volume.
As entidades ressaltam que toda essa riqueza será aplicada em educação e na saúde pública, conforme lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Nos próximos 35 anos, esse montante será de R$ 1,3 trilhão em royalties que se destinarão à saúde e à educação dos brasileiros. Isso equivale a mais de dez vezes o atual orçamento do governo federal para essas áreas.
“Tudo isso só está sendo possível em função dos investimentos e da competência da Petrobras. Nos últimos 12 anos, os governos Lula e Dilma fortaleceram a estatal para que ela cumprisse o seu papel de empresa pública, gerando empregos e renda para milhares de brasileiros”, ressalta o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel.
Tucanos e aliados desprezaram essa riqueza
As entidades lembram que só os investimentos da Petrobras representam 13% do PIB do país, mas que essa foi uma conquista dos governos Lula e Dilma. “Nem sempre foi assim. Em 2000, a participação da indústria de petróleo no PIB era de apenas 3%. A Petrobras quase foi privatizada nos anos 1990 pelos mesmos setores que hoje atacam a empresa e que querem interromper os investimentos no pré-sal”, denuncia a Federação.
De 7 mil, em 2002, para 80 mil empregos, em 2014
A partir de 2003, a Petrobras passou a encomendar navios, sondas e plataformas no Brasil, reaquecendo a indústria naval, já que antes tudo era feito no exterior. “Em 2002, o Brasil tinha apenas dois estaleiros que empregavam cerca de 7 mil trabalhadores. Hoje, o país conta com dez estaleiros, que geram 80 mil empregos diretos e 320 mil indiretos”, diz o documento.
Rangel finaliza: “Não permitiremos que este setor tão estratégico para o país caia novamente nas mãos dos que defendem a privatização do Estado”.
Fonte: FUP, atualizado às 12h21 para inclusão de informações
 

Investimento em educação aumenta mais de 200% nos últimos 12 anos

Em 2002, o orçamento da educação era de R$ 18 bilhões. Neste ano, 2014, chegou a R$ 115,7 bilhões, um aumento de 218%. Sem contar ainda os recursos que virão do Pré-Sal. A educação nunca foi tão importante no Brasil como nos últimos 12 anos. Nesse período, os governos de Lula e Dilma criaram três vezes mais escolas técnicas do que nos cem anos anteriores. Passamos de 140 para 422 escolas. De sonho, a universidade virou realidade para mais de 7,1 milhões de estudantes, o dobro do que existia no governo anterior. Para isso, foram criadas 18 universidades federais, 173 campi e programas para democratizar o acesso ao ensino superior, como o ProUni e o Fies.
Mais crianças estão na escola. Entre 2002 e 2012, a taxa de escolarização de crianças entre 0 e 3 anos subiu de 11,7% para 21,2%, de 4 a 5 anos, passou de 56,7% para 78,2% no mesmo período; de 6 a 14 anos, de 95,8% para 98,2%; e de 15 a 17 anos, de 81,5% para 84,2%. E os números melhoraram não só na taxa de matrícula, mas também nos resultados.
Criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que superamos a meta estabelecida antes do planejado. Um estudo divulgado em 2010 pelo Banco Mundial considerou a avaliação educacional brasileira como uma das mais avançadas do mundo. O Brasil foi o país que mais evoluiu no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), entre 2003 e 2012. A prova é aplicada a cada três anos e avalia o desempenho dos estudantes de 15 anos. Crescemos em todas as notas. A evolução, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), se deve à combinação de maior investimento, instrumentos de avaliação e melhores salários para professores.
Leia mais no site O Brasil da Mudança: http://brasildamudanca.com.br/educacao/

Atividade da 17ª Parada do Orgulho LGBTS nesta sexta-feira (5)

pride-brasilia-2014-540Nesta sexta-feira (5), o Anfiteatro 10 da Universidade de Brasília (UnB) vai recepcionar, a partir das 19h, o Debate Voto LGBT: Caminhos para Mobilização. Após o debate, haverá a apresentação da peça (M)Eu Caio, Mais uma de amor, no Teatro Plínio Marcos, Funarte, depois das 21h. Das 22h30 em diante, a festa é com o DJ Paulo Pringles, de São Paulo, no Victoria Haus, intitulada Let’s Club. As atividades da 17ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília são apoiadas pelo Sinpro-DF.
Os eventos, que começaram na terça-feira (2), fazem parte do calendário de atividades da 17ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, prevista para acontecer no domingo, 7 de setembro, cujo tema, este ano, será “Meu voto. Nossa força”. A saída da passeata será na altura do 112 Sul do Eixo Rodoviário. O evento contará com programação festival, social e cultural que deve ser divulgada nas próximas semanas.
O objetivo dos organizadores é que os participantes tenham consciência da importância do voto num ano em que há eleições para presidente, governador, deputados e senadores. “Votos nulo, em branco ou deixar de votar deixa na mão dos homofóbicos a escolha de quem irá nos governar pelos próximos quatro anos. Não podemos ser cúmplices disso. Temos de votar de forma consciente”, diz Michel Platini, integrante da Associação da Parada do Orgulho LGBTS de Brasília.
Confira aqui a programação para esta sexta-feira (5), sábado (6) e domingo (7).
 

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