A Secretaria de Educação do Distrito Federal convoca para assinatura do Termo de Posse os candidatos nomeados por meio do DODF nº 166, de 14 de agosto de 2014. Os convocados deverão comparecer na terça (9) e quarta-feira (10) na sede II da SEDF, localizada na SGAN 607 Projeção D, auditório, obedecendo aos dias e horários apresentados no cronograma abaixo.
Os candidatos nomeados deverão levar preenchidos digitalmente os formulários de Informação Cadastrais (Inca) e Declaração de Bens, caso existam bens a declarar, disponíveis nos links abaixo. Não serão aceitos formulários preenchidos manualmente. Cronograma de Posse – Aviso nº 04/2014 Formulário de Informações Cadastrais (Inca) Formulário Declaração de Bens
(Da Agência Brasília)
Inscrições para o exame de acesso ao PROFMAT estão abertas até sexta-feira (5)
Jornalista: sindicato
Abertas inscrições para o exame nacional de acesso do PROFMAT. Ele é um programa de pós-graduação stricto sensu, para aprimoramento da formação de professores da educação básica. O PROFMAT é semipresencial, com bolsas CAPES para professores em exercício na rede pública.
As inscrições estão abertas e vão até dia 5 de setembro (sexta-feira).
Para se inscrever acesse http://ena.profmat-sbm.org.br
Falta interesse de professor por carreira, diz estudo
Jornalista: sindicato
Apesar de haver escolas sem professores no Brasil, o número de licenciados entre 1990 e 2010 seria suficiente para atender à demanda atual por docentes. É o que revela a pesquisa inédita do professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP). Faltam, portanto, profissionais interessados em seguir carreira dentro da sala de aula.
O estudo aponta para a necessidade de tornar a profissão mais atrativa e de incentivar a permanência estudantil na área. Isso porque o número total de vagas na graduação é três vezes maior que a demanda por professores estimada nas disciplinas da educação básica (mais informações nesta página). Em todas as áreas, só as vagas de graduação nas universidades públicas já seriam suficientes para atender à demanda.
Para realizar a pesquisa, o autor cruzou a demanda atual por profissionais na educação básica com o número de formados nas diferentes disciplinas curriculares entre 1990 e 2010. Assim, apenas em Física é possível afirmar de fato que o número de formandos não é suficiente para suprir a necessidade.
Segundo Marcelino, os titulados preferem ir para outras áreas a seguir a docência. “A grande atratividade de uma carreira é o salário. Mas, além da remuneração, o professor tem um grau de desgaste no exercício profissional muito grande. E isso espanta”, afirma o pesquisador, que é da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto.
Os cursos de formação de professores têm evasão maior que 30%, acima da média registrada por outras graduações. “Em vez de financiar novas vagas, muitas vezes em modalidade a distância sem qualidade, precisamos investir para que o aluno entre e conclua.”
Dados recentes mostram que há um déficit nas escolas brasileiras de 170 mil professores apenas nas áreas de Matemática, Física e Química. Só na rede estadual de São Paulo, 21% dos cargos necessários estavam vagos no ano passado, como revelou o Estado na ocasião. A maior lacuna era em Matemática e Português, esse último com falta de 7,1 mil docentes – o governo do Estado afirma que os alunos não ficam sem aula, mesmo que acompanhados por professores de outras formações.
Em Língua Portuguesa, a pesquisa revela um dos maiores abismos. O número de concluintes entre 1990 e 2010, de 325 mil, é quase três vezes maior que a demanda calculada, em torno de 131 mil.
Só três disciplinas aparecem com razão negativa entre concluintes e demanda: Ciências, Língua Estrangeira e a já citada Física (veja o infográfico ao lado). Nas duas primeiras, os dados não refletem algumas condições: a área de Língua Estrangeira é atendida por formados em Letras, que tem alto índice de estudantes, e muitos professores de Ciências têm formação em Biologia – que tem a maior proporção de concluintes.
Ganho. O salário de um professor é, em média, 40% menor que o de um profissional de formação superior. Foi essa diferença de renda que fez Simone Ricobom, de 40 anos, deixar a docência em 1998 – após cinco anos na área – para trabalhar na Previdência Social. “Havia o pensamento de que o professor tinha de ser um pouco mãe e eu queria ser profissional. Também percebi que não havia projeção na carreira.” Ela voltou a atuar na educação infantil entre 2008 e 2012, dessa vez na rede particular, mas se decepcionou novamente.
O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, diz que o resultado da pesquisa desconstrói um falso consenso sobre um “apagão”. “Os dados reforçam que a principal agenda na questão docente é a da valorização”, diz. “Valorização é garantia de boa formação inicial e continuada, salário inicial atraente, política de carreira motivadora e boas condições de trabalho.”
(Do O Estado de S. Paulo)
Olimpíada melhora desempenho de estudantes de matemática
Jornalista: sindicato
Estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), obtido com exclusividade pela Agência Brasil, mostra que alunos que frequentam aulas preparatórias para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) tiram, em média, 16 pontos a mais na prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“O impacto do preparo no desempenho não é apenas do medalhista, mas de toda a escola”, explica o diretor adjunto do Impa e coordenador-geral da Obmep, Claudio Landim. “A prova da olimpíada é concebida de forma que se possa responder às perguntas sem conhecimento formal. É exigido raciocínio lógico e criatividade”, detalha, apontando esses requisitos como importantes para um bom desempenho também em outras avaliações.
No ensino fundamental, o impacto do preparo para a Obmep é ainda maior. Segundo o estudo, os alunos obtiveram, em média, 15,34 pontos a mais na Prova Brasil de matemática do 9° ano. Isso quer dizer que esses estudantes estão quase um ano mais avançados na disciplina que os das demais escolas, uma vez que um ano de aprendizado equivale a cerca de 18 pontos na prova.
Na avaliação da Prova Brasil, foram analisados dados de 5.681.424 alunos do 9º ano do ensino fundamental de 35 mil escolas públicas, entre os anos de 2005 e 2011. Na avaliação do Enem, foram 3.374.468 alunos de 68.604 escolas públicas. Os dados são de 2010 a 2012.
O Centro de Ensino Médio 9, de Ceilândia, no Distrito Federal, desenvolve o projeto Matemática Todo Dia desde 2007. No ano passado, a escola teve 45 alunos classificados e 25 premiados na segunda fase da Obmep. “Passamos a aprovar um número substancial de alunos na Universidade de Brasília e em outras instituições. Com a formação, o aluno passou a estabelecer não uma relação com a matéria, mas uma relação mais ampla com o conhecimento”, diz o diretor da escola, José Gadelha Loureiro.
O projeto é desenvolvido uma vez por semana, a partir das 19h, e tem duração de três horas. Dos mil alunos, 200 participam das aulas. “O professor é uma liderança para motivar, se o professor não motiva, nada ocorre”, diz Loureiro. A escola estimula também que os pais participem e incentivem os filhos.
Desde a primeira edição, em 2005, a Obmep consolidou-se como política pública na área de educação matemática. Em 2013, foram 18,8 milhões de inscritos em 99,89% dos municípios brasileiros.
“A Obmep serve para despertar o interesse dos alunos. Muitos não achavam que podiam seguir na matemática. Na olimpíada encontram outros alunos que têm o mesmo interesse”, diz Landim.
Segundo ele, a olimpíada serve também para descobrir talentos escondidos nas mais diversas cidades e dos mais diversos níveis socioeconômicos. O incentivo àqueles que se destacam vai além da medalha. Os alunos são preparados para participar de competições internacionais e podem receber bolsas de iniciação científica em programa desenvolvido em parceria com o Impa.
O estudante Felipe Vieira da Costa é um desses talentos. Ele é de Sítio do Mato (BA), cidade com 12 mil habitantes que fica a cerca de 700 quilômetros de Salvador. Com 15 anos e cursando o 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Nossa Senhora do Rosário, ele tem no currículo três medalhas de ouro e uma de bronze na Obmep, da qual participa desde o 6º ano. O gosto pelas exatas veio das aulas.
“Sempre buscava aprender mais e achava que matemática era um bicho de sete cabeças que eu poderia domar”, brinca. “Tive professores que às vezes deixavam de dar as aulas [previstas no currículo] para dar assuntos diferentes”, acrescenta. Agora, medalhista, ele ajuda os outros estudantes. “Alguns alunos buscam ajuda quando passam para a segunda fase da Obmep. Eu empresto livros, falo o que sei sobre o assunto.”
(Da Agência Brasil)
Plebiscito e constituinte são os únicos caminhos para a verdadeira nova política
Jornalista: sindicato
A questão é simples: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político?”. A resposta é complexa: efetivada a opção correta, levará a uma alteração total do sistema de representação da sociedade, abrindo as portas para mudanças efetivas em direção ao aperfeiçoamento da democracia, ao fortalecimento das instituições e à realização de reformas que há tantas décadas são esperadas pela população.
Entre amanhã (1º) e domingo (7), 400 organizações da sociedade estarão mobilizadas por todo o Brasil para a realização do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Espera-se colher até 10 milhões de votos ao longo de uma semana de campanha na qual também se buscará angariar assinaturas para o projeto de lei popular pela reforma política. A consulta não tem efeito legal, mas servirá como demonstrativo da necessidade de uma mudança efetiva no sistema político-partidário que dê conta da representatividade da sociedade.
Os resultados serão encaminhados ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), de quem se espera respostas aos anseios populares. A criação de uma constituinte exclusiva é entendida como o único caminho possível para a apresentação de respostas específicas que o atual Legislativo não será capaz de dar. Os representantes seriam eleitos sob novas regras, com a atribuição de debater única e somente as mudanças possíveis no sistema político-partidário.
O Congresso que temos hoje é muito conhecido para que dele se nutra alguma expectativa de alteração no status quo e teve chance única de promover mudanças jogada fora. É um Legislativo que se furtou a debater o mais importante dos cinco pactos propostos pela presidenta Dilma Rousseff para dar resposta às manifestações de junho de 2013. O plebiscito sobre a reforma política foi enterrado já no dia seguinte ao anúncio, em movimento encabeçado pelo vice da petista, Michel Temer, do PMDB, partido que comanda as duas casas do parlamento e que se recusou a fazer uma mudança efetiva no sistema, preferindo alterações cosméticas que, já se vê, não levaram a nada.
Em vez de resolverem os problemas enumerados pela voz difusa das ruas, parlamentares encenaram soluções que nunca passaram pelo cerne do problema: o financiamento lucrativo de campanha. Nem poderia ser diferente. Deputados e senadores financiados por empresas têm de dar retorno ao montante neles investido. Nenhuma corporação entra no jogo eleitoral ingenuamente. É evidente que quem financia um candidato almeja uma compensação logo à frente, seja pelas vias legais, porém imorais, seja pelas vias ilegais, e igualmente imorais. Anote-se que a palavra “doação”, no caso de pessoas jurídicas, é um equívoco semântico que tenta passar a ideia de desprendimento, quando o que há, verdadeiramente, é um jogo de recompensas no qual a população é a grande prejudicada.
Alguns números não deixam dúvidas quanto à existência de uma crise no Legislativo e são os demonstrativos práticos de por que não é este o Congresso que fará a reforma política de que se precisa. De 513 deputados e 81 senadores da atual legislatura, 273 representam o empresariado (46%) e 160 (26%) são representantes do agronegócio – somados, empresários e ruralistas são 72% dos assentos congressuais. A pergunta é simples: sete em cada dez brasileiros são donos de latifúndios ou de corporações?
Na outra ponta, apenas 91 deputados e senadores (15%) representam os trabalhadores e na avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que acompanha o dia a dia de Brasília, essa situação só vai piorar, campanha após campanha. Não é preciso ir longe para entender o fenômeno: em 2008, as empresas responderam por 86% dos recursos totais de campanha, passando a 91% em 2010 e a 95% em 2014.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010, o gasto com a campanha de um deputado federal era, em média, de R$ 1,1 milhão. A estimativa subiu para R$ 3,6 milhões neste ano. Para um senador, o gasto saltou de R$ 4,5 milhões para R$ 5,6 milhões. Quem consegue se eleger desse jeito sem recorrer a um financiador que não cobrará retorno?
Não é hora de soluções mágicas. A sociedade brasileira precisa oferecer respostas ao problema, promovendo um longo e árido debate sobre o sistema político. Sabe-se que a mudança não será fácil. Empresas e representados farão o impossível para garantir a manutenção do sistema de financiamento lucrativo de campanha, contando, para isso, com a ajuda da mídia tradicional, que se sairá com a ideia de que é injusto que nós, o povo, tenhamos de arcar com um sistema público de repasses às candidaturas. É uma falácia que visa a manter as coisas sob controle das pessoas jurídicas.
O leitor não precisa nutrir expectativas quanto ao espaço que se dará ao plebiscito na cobertura de jornais, televisões, sites e rádios mantidos pelo setor privado. Quando se tratar do assunto, se é que se tratará, será sob perspectiva negativa. Não é de surpreender que cada um defenda os interesses da classe a que pertence. Nesse sentido, a RBA tem certeza de que a consulta popular é o caminho fundamental para fomentar um debate honesto sobre o financiamento lucrativo e a crise de representatividade da política.
Crise da qual alguns tentam se apropriar sob o confuso e perigoso manto da “nova política”. Sequestrar as angústias expostas durante a primeira parte das manifestações de junho de 2013 para vender a reforma política como uma expressão vazia de sentido e de propostas é uma operação repulsiva. Não se pode aceitar que uma pessoa e seu séquito se beneficiem de décadas de senso comum para que vendam soluções mágicas, como se o Congresso que aí está, dominado pelas grandes corporações, fosse da noite para o dia sucumbir frente a uma consciência difusa sobre aquilo que é bom e correto para o país.
Como se os interesses populares pudessem prevalecer simplesmente pelo surgimento de um líder que se apresenta como portador das vontades sociais. Como se fosse possível que um único intérprete pudesse compreender todas as demandas dos brasileiros e apresentá-las a deputados e senadores que, diante de tão mágica criatura, concordariam em atender aos pedidos.
Não é moral vender ilusões. O povo não precisa de uma autointitulada porta-voz das vontades populares. Necessita, isso sim, de um sistema de representação verdadeiro que abra espaço a intervenções efetivas em benefício das demandas populares. O único caminho real para a nova política é a mobilização popular que leve a um plebiscito e a uma constituinte capazes de romper com o domínio privado sobre a política. Todo o resto é mais um caminho para o desalento.
(Da Rede Brasil Atual)
É com grande pesar que o Sinpro-DF comunica o falecimento de José Firmino do Nascimento, pai de educadores e educadoras da família Firmino, de Ceilândia. O velório será no Cemitério de Taguatinga (capela 4) a partir das 9h30 desta segunda-feira. O sepultamento será às 11 horas.
A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores
Jornalista: sindicato
Enquete da OCDE revela que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.
Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.
Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados – a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero. “A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos”, disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.
O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.
O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.
Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.
A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.
A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas “não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral”, diz a OCDE.
Segundo Van Damme, “a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais”.
Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.
No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em 2012, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.
A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 por mês, o triplo do que é pago no Brasil.
O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um “elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos”.
“Em países asiáticos, os professores possuem um real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções”, afirma.
A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.
“Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram”, afirma Van Damme.
Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.
Fonte: G1
Fundação Perseu Abramo promoveu debate em parceria com a campanha TTF-Brasil. O Ciclo de Debates sobre Democracia Econômica, promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA) em parceria com a campanha Taxas sobre Transações Financeiras (TTF-Brasil) teve nova sessão no dia 29 de agosto e debateu “O país dos impostos injustos: a urgência da Reforma Tributária”. A terceira sessão foi coordenada pelo jornalista Antonio Martins.
O economista Evilásio Salvador, mestre e doutorando em Política Social na Universidade de Brasília (UnB), alertou que é preciso perguntar à sociedade “quem vai financiar o Estado e suas funções. Quem tem mais renda, paga menos imposto e não quer mudar isso”. Defendeu que o momento eleitoral é propício para levar o tema a mais pessoas e voltou a afirmar que o “Brasil tem a elite que menos paga tributos”.
Salvador apresentou um cardápio de possibilidades no sentido de mudar o sistema tributário hoje em curso no país: tributar renda, patrimônio, grandes fortunas e itens como jatinhos e helicópteros, além das transações financeiras e alterações no ICMS estadual, entre outras sugestões.
Para o ex-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Paulo Gil, o debate é “feito de forma superficial. E é importante que partidos políticos e movimentos sociais se envolvam com esse tema”.
Gil defende também que há quem acredite que o sistema tributário de hoje não é injusto, e faz um questionamento: “quais são os segmentos sociais que arcam com os investimentos que o Estado brasileiro faz?”. Ele entende que a questão tributária é política e sua reforma não ocorre em razão da correlação de forças seja no Congresso Nacional, seja na sociedade.
E para ele, é a a herança patrimonialista da formação do nosso país que explica injustiças tributárias. Gil também apontou para caminhos que levem à diminuição da tributação do consumo de baixa renda, desoneração da cesta básica, a tributação do sistema financeiro e de ítens como energia elétrica, IPTU e IPVA e também a sugestão de taxação de produtos danosos ao meio ambiente.
O economista Jorge Mattoso optou por debater os motivos históricos que levaram o Brasil a ter o atual sistema tributário e que geram ideais como a que “paga-se muito e recebe-se pouco ou a elevada carga tributária versus baixa qualidade de serviços”.
“Esta situação não é de hoje. E mesmo com crescimento econômico, veio acompanhado de concentração de renda apesar da mobilidade econômica e social dos últimos anos. Os mais ricos continuam mais ricos. Além de desigual o nosso país tem uma elite que busca a qualquer custo manter seus privilégios”, declarou Mattoso.
Ele defende que só será possível dar continuidade aos processos de crescimento e distribuição de renda se forem enfrentados os desafios do investimento e produtividade. E a questão tributária faz parte deste debate. As forças progressistas devem tornar público este tema para indicir no parlamento e nas propostas futuras”. Ciclos de Debate
A FPA e a TTF Brasil promovem o Ciclo de Debates sobre Democracia Econômica, uma série de seis encontros, para aprofundar a discussão sobre temas relativos à taxação de transações financeiras, tais como a Reforma Tributária, Paraísos Fiscais, Controle de fluxos financeiros, dentre outros.
O primeiro debate abordou a taxação de fluxos financeiros. O segundo ocorreu no dia 8 de agosto, o tema dos paraísos fiscais. Os convidados foram Ladislau Dowbor, professor de pós-graduação da PUC/SP em economia e administração, e Clair Hickmann, auditora fiscal da Receita Federal do Brasil.
Todos os debates sobre o Ciclo de Democracia Econômica terão transmissão exclusiva da tevêFPA por meio do portal da Fundação Perseu Abramo, e estarão disponíveis no canal da FPA no Youtube. O próximo debate será no dia 29, com a reforma tributária como pauta.
A FPA também realiza, em parceria com a Fundação Friedrich Ebert (FES), o Ciclo de Debates sobre Democracia. Acompanhe as notícias sobre os dois ciclos no site exclusivo: http://www.fpabramo.org.br/ciclosfpa/
"Não haverá reforma efetiva na educação sem melhorar o salário do professor"
Jornalista: sindicato
Desde que assumiu o novo posto no Banco Mundial, Claudia, que já foi secretária municipal de Educação, no Rio de Janeiro, disse que tem investido na nova estratégia da entidade para renovar sistemas de ensino, principalmente nos países em desenvolvimento.
Diretora-sênior do Banco Mundial para Educação Global, Claudia diz que chegou a hora de se repensar a questão do salário de professores em todo o mundo. Segundo ela, os professores não devem ser tratados como vítimas. “É preciso haver mais respeito da sociedade pela função do mestre”, diz. Dignidade
“É muito importante revisitar a questão dos salários dos professores. Certamente não vai ser da noite para o dia, mas é importante valorizar socialmente o professor. A sociedade considerar que o professor não pode ser tratado como uma vítima. E nem ele deve se ver como uma vítima. Ele tem que se tratado como um profissional com dignidade. Isso não quer dizer não só um salário contente, como quer dizer também respeito social pelas suas práticas.”
Claudia Costin explicou que em alguns casos, em países africanos, houve a contratação em massa de professores, o que acabou por colocar pressão sobre o orçamento de vários governos.
Desde que assumiu o novo posto no Banco Mundial, Claudia Costin responde por projetos em 72 países incluindo o Brasil e outras nações lusófonas como Moçambique e Timor-Leste. O Banco Mundial com recursos na ordem de US$ 9,5 bilhões.
No país do sudeste asiático, o Banco está ajudando a reconstruir 2 mil salas de aula enquanto uma parceria com Brasil e Portugal leva material didático a crianças timorenses.
(Do IG)
Currículo escolar poderá incluir o tema violação dos direitos humanos na ditadura
Jornalista: sindicato
A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei, que inclui no currículo das escolas brasileiras o tema “a ditadura militar no Brasil e a violação dos direitos humanos”. A proposta, do deputado Renato Simões (SP), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Segundo o projeto, a medida valerá para escolas públicas e privadas dos ensinos fundamental, médio e da educação básica de jovens e adultos.
Para o deputado, as escolas devem tratar de questões como a tortura, as prisões arbitrárias, as mortes, os desaparecimentos e a censura, entre outras violações de direitos humanos ocorridas durante os chamados “anos de chumbo”. Além disso, as escolas deverão abordar o legado autoritário da ditadura para o Brasil.
Na visão de Renato Simões, a história da ditadura ainda hoje é contada nas escolas sob o viés da história oficial construída durante o regime militar (1964-1985).
— A sociedade brasileira está fazendo um encontro de contas com o seu passado, através das comissões da verdade, que vêm recontando a história verdadeira daquele período da ditadura militar. Isso precisa ser assegurado às novas gerações pelo processo educacional, afirma o deputado.
“O projeto permitirá que a juventude de hoje e as pessoas que virão depois nos bancos escolares já se incorporem a essa revisão na história do Brasil”. Homenagem
Se aprovado, o projeto vai dar origem à Lei Iara Iavelberg. Militante e guerrilheira de extrema-esquerda, Iara integrou a luta armada contra a ditadura militar e foi assassinada por agentes de segurança em 1971, mas foi enterrada como suicida.
Para Renato Simões, a história de Iara é um exemplo de fatos que precisam ser revistos e recontados, inclusive nas escolas. Resgate da memória
O professor do Departamento de História da UnB (Universidade de Brasília), José Otávio Nogueira, explica que apenas recentemente o Brasil começou a rever o seu processo de “apagamento da memória” do regime militar.
Nogueira, que é coordenador de pesquisa da Comissão Anísio Teixeira de Memória e Verdade da UnB, acredita que o projeto pode ajudar nesse sentido.
— Comparativamente com outros países latino-americanos, o Brasil chega tarde nessas iniciativas, afirma.
Ele lembra que a Argentina já modificou os seus currículos escolares e que o Paraguai recentemente criou disciplinas obrigatórias no ensino público para refletir sobre o passado autoritário e as violações aos direitos humanos cometidas naquele país.
— Essa iniciativa [no caso brasileiro] se insere numa série de outras que visa dar conhecimento, tornar público o que aconteceu no Brasil nos 20 anos de ditadura militar, diz José Otávio Nogueira. Tramitação
O projeto de lei ainda será distribuído às comissões temáticas da Câmara.
(Da Agência Brasil)