Saiba como participar do Plebiscito Popular pela Reforma do Sistema Político

Vídeo produzido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo explica o que está sendo votado, data e como participar.
O plebiscito será realizado entre os dias 1 e 7 de setembro e é organizado por centenas de entidades da sociedade civil e movimentos populares.
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Futuros presidentes têm que triplicar investimento em educação

Os próximos presidentes do Brasil terão que praticamente triplicar os investimentos federais em educação pública para cumprir o novo PNE (Plano Nacional da Educação). De acordo com projeção baseada no percentual do PIB (Produto Interno Bruto) investido em 2012 (último dado disponível), os repasses do governo federal precisam saltar dos atuais R$ 40 bilhões para R$ 108 bilhões em dez anos.
O cálculo pressupõe gastos necessários para atender a algumas metas estabelecidas no PNE, como a exigência de elevar de 15% para 33% a taxa de jovens entre 18 e 24 anos matriculados em universidades, além da implantação do CAQ (Custo Aluno Qualidade), um novo índice de qualidade da educação, que ainda precisa ser regulamentado.
Segundo a Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação), o índice de qualidade exigirá que o investimento federal em educação básica passe dos atuais R$ 9 bilhões para R$ 46 bilhões.
Já para o ensino universitário a conta é mais simples. Se a taxa de matrículas entre jovens deve ir de 15% para 33%, então os gastos têm que ser, ao menos, duplicados. Assim, o investimento da União na área deve pular de R$ 31 bilhões para R$ 62 bilhões.
A partir desses cálculos, nos próximos dez anos, o investimento direto em educação, que hoje representa quase 1% do PIB (R$ 40 bilhões), terá que saltar para 2,45% do PIB (R$ 108 bilhões).
Educação Básica
Luiz Araújo, professor do departamento de Planejamento e Administração da UnB (Universidade de Brasília), destaca que, se todos os Estados e municípios continuarem aplicando 20% de seus impostos em educação, como a lei estabelece, eles terão que receber mais dinheiro da União para custear os alunos e cumprir as métricas do índice de qualidade.
— Teremos que fazer uma conta mais real para verificar quem realmente estará abaixo do índice de qualidade e rever a legislação que estabelece as formas de complementação de dinheiro.
Procurado, o MEC (Ministério da Educação) diz que a regulamentação do índice de qualidade será feita em até dois anos, dentro do prazo que prevê o PNE.
— Já em relação ao investimento em educação, existe um grande esforço do governo federal, Estados e municípios no sentindo de ampliar os recursos, que vem crescendo consistentemente ao longo dos anos, respondeu o órgão por meio de mensagem eletrônica.
Educação superior 
Nelson Amaral, especialista em financiamento e professor da Universidade Federal de Goiás, comenta que se o governo federal pretende ter 11,5 milhões de pessoas matriculadas no ensino superior (33% da taxa de jovens), isso significa dobrar o investimento para a expansão das vagas.
— As universidades públicas (federais, estaduais e municipais) precisarão elevar suas matrículas presenciais e a distância em 171% e 49% e as instituições privadas, 149% e 93%, respectivamente. Também é preciso esforço político para a contratação de mais professores nas instituições federais.
Garantia e autonomia 
A reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Soraya Smaili, afirma que esse investimento é necessário, mas deve ser feito de forma específica: “Nós queremos a expansão não só das vagas no ensino superior, mas também da pesquisa e da extensão universitária”.
Citando a atual estrutura do financiamento da educação superior pública no Brasil (veja aqui), a reitora destaca que as universidades devem ter autonomia de financiamento a partir de verbas garantidas.
Hoje, o dinheiro encaminhado para as federais é definido pelos ministérios do Planejamento e da Educação, junto ao grupo de reitores das universidades.
Uma matriz atribui um peso a diferentes indicadores das universidades, como o número de estudantes na graduação e o número de cursos recém-criados. As instituições recebem mais ou menos dinheiro conforme os indicadores que têm e os pesos atribuídos a eles.
— Isso não permite um planejamento das ações de médio e de longo prazo. Então, em vez de ficarmos discutindo a cada ano a matriz de quanto vai para cada universidade, nós deveríamos ter a garantia de um valor de financiamento, como as estaduais paulistas que têm isso definido por lei.
A especialista Leda Maria de Oliveira Rodrigues, professora de educação da PUC, analisou a proposta dos candidatos para a educação no Jornal da Record News e ressaltou a questão do baixo salário e da carreira.

(Do R7)

Aulas gratuitas de música são oferecidas para a comunidade no CEF São José

O projeto Repercussão Social está na sua terceira edição, proporcionando vivências e capacitações musicais. Para participar,  não importa a idade e não é necessário levar instrumento musical. Basta comparecer aos sábados no CEF São José, em São Sebastião, que ofereceu o espaço para o projeto. As aulas são semanais, entre 9h e 18h. A inscrição é feita na hora e o programa é aberto para toda a comunidade.
As aulas são gratuitas de violão, bateria, percussão, teclado, prática de conjunto e teoria musical. O projeto foi idealizado pelo professor de música Flavio Leão. O programa é financiado pelo Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal (FAC).

Nota de falecimento

É com grande pesar que o Sinpro-DF comunica o falecimento do professor Paulo Roberto da Cunha Araújo, do Centro de Ensino Fundamental 15 do Gama. O velório será na Paróquia Santo Antônio, na Cidade Ocidental a partir das 16 horas deste sábado.  O sepultamento será no domingo, às 10 horas.
A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Abertas as inscrições para o Prêmio de Arte Contemporânea do DF

Até dia 2 de setembro estarão abertas as inscrições para o Situações Brasília – Prêmio de Arte Contemporânea do Distrito Federal. O evento premia e adquire as obras que passarão a fazer parte do acervo do Museu Nacional em Brasília. Nesta edição, também serão premiados e publicados textos teóricos sobre artes visuais.
O Situações Brasília visa reunir e premiar a produção nacional de arte contemporânea, através a inscrição e seleção de jovens artistas de todo o país. O edital e ficha de inscrição estão disponíveis neste site.
Mais informações através do e-mail premiobrasilia@gmail.com e telefone (61) 9246-2286.

Professores podem escolher livros didáticos de 2015 a partir desta sexta-feira (22)

Começa nesta sexta-feira (22), o prazo para a escolha dos livros didáticos que serão utilizados por alunos do ensino médio a partir do próximo ano. Professores, diretores e coordenadores pedagógicos de escolas públicas de todo o país têm até o dia 1º de setembro para fazer suas opções no sistema eletrônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
ajudar na escolha, desde o início do mês está disponível o Guia de Livros Didáticos 2015, que contém resenhas e informações de cada uma das obras selecionadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Nessa edição do PNLD, serão selecionadas obras destinadas a alunos e professores do ensino médio de todas as disciplinas: português, matemática, história, geografia, física, química, biologia, filosofia, sociologia, língua estrangeira (inglês e espanhol) e arte.
Os professores devem escolher duas opções de cada componente curricular, de editoras diferentes. Caso não seja possível a aquisição dos livros da editora da primeira opção, o FNDE comprará as obras da segunda escolha.
O FNDE estima compras em torno de 90 milhões de exemplares para atender aos 7 milhões de alunos do ensino médio. Também haverá aquisição de livros para reposição e complementação no ensino fundamental.
(Da Agência Brasil)

A guerrilha das mídias alternativas

Já há consenso nas esquerdas políticas e sociais brasileiras de que a mídia privada, controlada por meia dúzia de famílias, manipula informações e deforma valores. Ela atua como “aparelho privado de hegemonia do capital”, conforme a clássica definição de Antonio Gramsci. Ainda segundo o intelectual italiano, ela cumpre o papel de autêntico partido das forças da direita. Esta postura, que atenta contra a democracia, hoje é ainda mais agressiva. Como confessou recentemente Judith Brito, ex-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, a velha mídia adota a “posição oposicionista” diante do governo Dilma, já que a “oposição está fragilizada”. Não é para menos ela também passou a ser rotulada de “PIG – Partido da Imprensa Golpista”, a partir de uma ironia difundida pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim.
Por Altamiro Borges, para a série especial do Barão de Itararé*
Diante desse poder ditatorial, inúmeros atores sociais já perceberam que têm dois desafios simultâneos e titânicos pela frente. O primeiro é o de quebrar a força deste exército regular das classes dominantes. Daí a urgência da luta pelo novo marco regulatório do setor, que hoje se expressa na campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) de coleta de 1,4 milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) da Mídia Democrática . O segundo é o de multiplicar e fortalecer os veículos próprios de comunicação das forças populares, construindo uma mídia contra-hegemônica que faça o contraponto às manipulações do poderoso PIG. Estes instrumentos atuam como uma guerrilha no enfrentamento ao império midiático, numa prolongada operação de cerco e fustigamento.
A história do Brasil está repleta de ricas experiências de construção desta “imprensa alternativa” – desde os anarquistas, no início do século XX, passando pelos comunistas durante várias décadas, até chegar à heroica fase do jornalismo de resistência à ditadura militar. Na fase recente, estas iniciativas se multiplicaram, conectando-se com as novas tecnologias e ganhando novo impulso. Elas ainda não conseguiram se constituir em fortes veículos de expressão nacional, como já ocorre em outros países da rebelde América Latina. Mesmo dispersos, porém, promovem a guerrilha informativa e incomodam os barões da mídia. O texto a seguir trata de quatro destas experiências, que não são as únicas: a imprensa sindical, a TV dos Trabalhadores, o movimento dos “blogueiros progressistas” e os novos coletivos de ativistas digitais.
A força da imprensa sindical
A imprensa sindical, iniciada pelos anarquistas estrangeiros, pode ser considerada a origem da “mídia alternativa”. Ela enfrentou a violência das classes dominantes, com o empastelamento de vários jornais e a prisão de centenas de gráficos e comunicadores populares. Na frágil democracia brasileira, inúmeras vezes abortada por golpes militares e ondas autoritárias, a imprensa sindical atuou com coragem e dedicação, contrapondo-se aos ataques dos veículos patronais contra as lutas dos trabalhadores por seus interesses imediatos e futuros. Após o colapso das concepções anarquistas, os comunistas passaram a hegemonizar o sindicalismo e sempre trataram como prioridade a comunicação nas entidades de classe.
O golpe militar de 1964, apoiado pelos mesmos barões da mídia dos dias atuais, interrompeu o avanço das lutas dos trabalhadores. Os generais intervieram em centenas de sindicatos, prenderam seus líderes, nomearam “pelegos” e transformaram as entidades em “repartições públicas”. A imprensa sindical quase faliu – restando apenas boletins de “colunas sociais”, de confraternização dos velhos pelegos com os empresários e os carrascos da ditadura. Mas a luta dos trabalhadores não cessou, com a criação de centenas de “jornais de fábrica” e a construção de oposições sindicais. Com a retomada do movimento grevista, no final da década de 1970, a imprensa sindical voltou a florescer.
Pesquisa realizada pelo ex-metalúrgico Vito Giannotti e pela jornalista Cláudia Santiago, do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), apontou a existência, no final dos anos 1990, de centenas de veículos sindicais. Somente nas entidades filiadas à CUT, a maior central do Brasil, trabalhavam mais de 300 jornalistas, que produziam mensalmente quase 7 milhões de exemplares de jornais e boletins. Como brinca Vito Giannotti, “maior do que a redação cutista só existia a das Organizações Globo”. De lá para cá, ocorreram muitas mudanças na área, mas o movimento sindical não perdeu a sua força comunicativa. Ele passou a investir também em programas de radio e tevê, na internet e em outras ferramentas.
Segundo o jornalista João Franzin, criador da Agência Sindical, esta vasta produção tem papel fundamental na conscientização e organização dos trabalhadores. “A imprensa sindical brasileira publica mais de 10 milhões de exemplares por mês, basicamente boletins e jornais, distribuídos nos locais de trabalho, entregues de mão em mão, no contato direto entre os sindicalistas e os trabalhadores”. Para ele, ainda há problemas nesta comunicação, especialmente na linguagem e no trato dos temas nacionais. Mas ele garante que estes meios alternativos são decisivos para os avanços da luta classista. “A imprensa sindical informa, orienta e combate abusos. Ela ajuda o trabalhador a construir sua cidadania concreta”.
A experiência da TV dos trabalhadores
Foi no bojo destes avanços sindicais que nasceu a TVT, a primeira emissora outorgada a uma entidade de trabalhadores. Ela entrou no ar em 23 de agosto de 2010, resultado de 23 anos de pressão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista sobre o governo. Formalmente, ela pertence à Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, criada e mantida pelo sindicato. Vários conteúdos próprios são produzidos pela equipe, em especial um jornal ao vivo de trinta minutos – “Seu Jornal”. Também foram firmadas parcerias com a TV Brasil e outras emissoras públicas, que completam a grade de programação. Os programas são transmitidos na tevê a cabo e pela internet.
A decisão de investir numa emissora de televisão, conhecida pelos elevados custos, evidenciou a compreensão da direção sindical sobre o papel da comunicação na atualidade. Segundo Valter Sanches, presidente da fundação, a TVT emprega quase 100 profissionais. Só com equipamentos foi investido R$ 1 milhão. O custo mensal da programação gira em torno de R$ 400 mil. E para garantir a outorga da concessão pública, o sindicato precisou fazer um aporte financeiro de R$ 15 milhões com recursos próprios na conta da fundação. Mesmo assim, a outorga só foi conquistada em outubro de 2009, por meio de um decreto assinado pelo ex-presidente Lula, que se projetou na luta operária do ABC paulista.
Todos estes investimentos e esforços empreendidos, segundo Valter Sanches, foram necessários e valem a pena para enfrentar as manipulações da mídia monopolizada. Já nas greves operárias do final da década de 1970 ficou evidente o ódio de classe das emissoras privadas de televisão, que fizeram de tudo para satanizar os grevistas e derrotar o nascente movimento operário. “O sindicato abraçou o desafio de esperar 22 anos na fila por uma concessão de radiodifusão porque percebeu a importância estratégica da comunicação. Entendeu que precisamos lutar, também, nesse campo”.
Para alavancar ainda mais o alcance da TVT, a fundação articula agora novas parceiras e novos investimentos. No final de julho passado, a fundação firmou um acordo com a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo para produzir novos programas e ampliar a abrangência da difusão.
A TVT não consegue ainda mensurar sua audiência, mas desde o ingresso na tevê a cabo, via NET, os sinais da vitalidade da emissora ficaram mais nítidos. A meta agora é ampliar este alcance, dialogando principalmente com a juventude que saiu às ruas na jornada de junho de 2013. “As pessoas buscam ter voz, querem divulgar suas ações. E para isso não existe espaço na mídia tradicional”, explica Valter Sanchez. Ele lembra que a TV Globo foi um dos alvos dos protestos juvenis, o que revela o despertar de maior senso crítico na sociedade.
O barulho dos “blogueiros sujos”
O espírito crítico realçado pelo dirigente da TVT tem buscado também outros canais de expressão, que se somam às antigas formas de organização da sociedade, como sindicatos, entidades estudantis e movimentos comunitários. Neste sentido, a brecha tecnológica aberta com o advento e a difusão da internet permite que novos atores entrem em cena, produzam conteúdo e ampliem ainda mais o terreno da chamada “mídia alternativa”. No mundo inteiro, a experiência do ciberativismo, que ganhou impulso no início do século, desafia o poder dos impérios comunicacionais, resultando na queda abrupta da tiragem dos jornalões, na redução da audiência de emissoras de televisão e na crise do seu modelo de gestão.
No Brasil, o mesmo fenômeno está em curso e já provoca muito barulho, incomodando os barões da mídia nativa. Através de sites e blogs, milhares de ativistas digitais fazem o contraponto às manipulações da velha imprensa, divulgam os movimentos sociais e lutam pela ampliação da democracia no país. No seu esforço cotidiano da guerrilha informativa, eles ajudam a quebrar o monopólio da palavra. Não é para menos que geram tanto ódio das forças autoritárias, contrárias à verdadeira liberdade de expressão. José Serra, o eterno candidato deste setor, inclusive criou o rótulo de “blogs sujos” para tentar estigmatizar estes militantes virtuais. Na sua irreverência, os blogueiros adoraram o título!
Em 2010, Encontro Nacional de Blogueiros reuniu mais de 300 pessoas em SP.Em 2010, Encontro Nacional de Blogueiros reuniu mais de 300 pessoas em SP.Segundo Leonardo Vasconcelos Cavalier Darbilly, em sua tese de doutorado para a Fundação Getúlio Vargas, “o surgimento da blogosfera política no Brasil, caracterizada pela divergência com relação ao posicionamento de grande parte da mídia tradicional, ocorreu ao longo da década de 2000”. O primeiro “blog sujo” foi o Viomundo, criado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha em 2003. Em 2005 nasceram os blogs de Renato Rovai e Antônio Mello; Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, e o blog de Luis Nassif surgem em 2006; no ano seguinte nasce o Blog da Cidadania, criado por Eduardo Guimarães; já o blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, apareceu em 2008.
Neste período, por todos os cantos do país – nas capitais e também em importantes cidades do interior – brotaram centenas de páginas pessoais que se contrapõem às forças políticas conservadoras e que polemizam com a mídia tradicional. Muitos jornalistas, descontentes com a cobertura enviesada da chamada grande imprensa, utilizam esta ferramenta para expor as suas posições criticas e independentes. Mas a blogosfera não se limita a este setor, permitindo que profissionais de diversas áreas exponham seus pontos de vista sobre vários temas. A maioria dos blogs ainda é produzida de forma amadora, sem recursos financeiros ou apoio logístico. Em função destes obstáculos, uma porção significativa não resiste por muito tempo.
Mesmo assim, a blogosfera foi se constituindo num importante espaço da mídia contra-hegemônica. Ela atua como uma rede horizontal, sem a organicidade dos sindicatos e dos movimentos sociais estruturados, mas demonstra grande capacidade de interferir nos debates nacionais. O seu primeiro grande teste ocorreu eleições presidenciais de 2010, quando ajudou a desmascarar a cobertura partidarizada do famoso PIG. Com o tempo, os sites e blogs progressistas também se articularam, promovendo quatro encontros nacionais que primaram pela busca da “unidade na diversidade”. Hoje, a blogosfera é um instrumento decisivo na construção de uma influente mídia alternativa no Brasil.
Mídia Ninja e os novos coletivos
Sem cortes ou edição, câmeras de celulares são 'armas' de coletivos.Sem cortes ou edição, câmeras de celulares são ‘armas’ de coletivos.O florescimento de novos coletivos digitais, que agregam jovens criativos e ousados nascidos na era da internet, é outro elemento que compõe este rico cenário. O mais conhecido é o Mídia Ninja – nome do grupo “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”. Criado em 2011, o coletivo ganhou projeção nacional durante a jornada de protestos do ano passado, que abalou o país. Usando câmeras de celulares e unidades móveis montadas em carrinhos de supermercado, estes guerrilheiros virtuais transmitiram ao vivo centenas de passeatas, atos e choques com a polícia em todo o Brasil. Em alguns momentos, eles chegaram a pautar a paquidérmica e rancorosa mídia tradicional.
O Mídia Ninja teve origem na experiência do Pós-TV, uma iniciativa inovadora organizada pelo coletivo cultural Fora do Eixo. Sempre identificado com as lutas libertárias, ele cobriu a “marcha da maconha”, a “marcha das vadias” e as manifestações em defesa dos povos indígenas Guarani-Kaiowá. A partir das massivas manifestações de 2013, porém, ele passou a ser alvo das forças de direita, sediadas nas redações da chamada grande imprensa. Este ataque resultou numa maior aproximação com os movimentos sociais organizados e com os setores da mídia alternativa. Como argumenta Rafael Vilela, integrante do coletivo, “ficou mais nítida a necessidade da união com os movimentos sociais na luta pela democratização do país”.
Para ele, a comunicação e a luta social são inseparáveis. “Por isso entramos em lugares que a mídia convencional não vai. Damos voz direta aos personagens, sem intermediários”. Na sua visão, o “Mídia Ninja é um laboratório de comunicação, que visa desmascarar o que a grande mídia edita e mostra como única verdade existente”. Do ponto de vista do futuro, Rafael Vilela defende que a iniciativa “não é e nem deve ser um núcleo de cobertura de protestos, mas sim um canal midiático cidadão, trabalhando com diversas editorias, que vá dos protestos ao lazer e à cultura, sem abrir mão da crítica”. Neste rumo, a experiência é uma importante contribuição ao fortalecimento da mídia alternativa no Brasil.
(Do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)

Reajuste salarial: 93% das negociações resultaram em aumento maior que o INPC

Quase todos os 340 acordos coletivos de trabalho assinados no primeiro semestre resultaram reajustes salariais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – 5,91% -, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação faz parte do estudo Sistema de Acompanhamento de Salários do Departamento Intersindical de Estudos de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado hoje (21). O levantamento mostra que em  93% das negociações houve aumentos reais, sendo a maioria na faixa de 1% a 2%. Dados desmitificam pessimismo e mostram que há espaço para crescimento. Salários na indústria seguem tendência.
Essa parcela é ligeiramente acima da registrada no ano passado, quando 83,5% da negociações levaram a reajustes acima do INPC. A maior parte dos reajustes em que os trabalhadores só conseguiram repor a perda inflacionária situou-se no segmento dos serviços (7%). No setor industrial, 5% das negociações tiveram correção abaixo do índice.
Na média, os aumentos reais chegaram a 1,5% na indústria; 1,57% no comércio e 1,51%, no setor de serviços. Em 45% dos casos analisados, houve aumentos entre 1,01% e 2%. Na indústria, os ganhos reais na faixa 2,01% e 3% atingiram 19,4% das negociações e, no topo, na faixa entre 4,01% e 5%, estão apenas 2,1% dos empregados. No comércio, em 46 acordos foram constatados 95,7% de ganhos reais; 2,2% de salários mantidos em taxa iguais ao do INPC; 2,2% abaixo da inflação e aumento real médio de 1,57%.
No setor de serviços foram estudadas 138 negociações coletivas de trabalho, em que se verificou que o percentual de reajustes acima do INPC, em 93% dos casos, igualou-se a 2012, ano considerado como o melhor da série desde 2008. O aumento real médio, no entanto ficou abaixo daquele período, em 1,57% ante 2,05%.
PROFESSORES E PROFESSORAS DO DISTRITO FEDERAL – A realidade detectada no conjunto dos trabalhadores se reflete nas negociações realizadas pelos professores e professoras do Distrito Federal, em 2013. A categoria tive, em média, 7,82% (graduação/40h) e 7,9% (especialista/40h). Em 2014, a perspectiva é a de que se repita com ganhos reais em relação à inflação. O Sinpro-DF disponibilizará os cálculos no fim do ano, assim que os dados da inflação forem oficializados.
REAJUSTES NA INDÚSTRIA SEGUE O MESMO CAMINHO  – A análise comparativa dos reajustes salariais segundo o recorte setorial aponta resultados, em certa medida, muito parecidos. Em todos os setores analisados, o percentual de unidades de negociação com reajustes acima do INPC-IBGE foi superior a 90%. A Indústria obteve o segundo maior percentual de reajustes acima do INPC-IBGE no período, atrás somente de 2012.
é o caso dos cerca de 72 mil metalúrgicos nas indústrias de motocicletas, quatro rodas, triciclos, bicicletas, ar condicionado e materiais descartáveis do Amazonas que tiveram o salário reajustado em 9,5%. É na região que se localiza o Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Valdemir Santana, a luta agora é para garantir o mesmo índice para os trabalhadores do setor eletroeletrônico que abrange empresas como LG, Samsung, Philco, Semp, Philips.
PERSPECTIVA PARA O SEGUNDO SEMESTRE – O Dieese informa que as negociações do segundo semestre tendem a captar resultados melhores, uma vez que nesse período do ano estão concentradas as datas-base de importantes categorias profissionais brasileiras. Indica também que os prognósticos devem ser feitos levando em consideração o poder de mobilização das categorias profissionais e suas estratégias de negociação, além de fatores como a inflação e o momento econômico.
Acesse aqui o estudo completo do Dieese
Com informações da Agência Brasil e da CUT-Nacional

Entidades educacionais entregarão manifesto a presidenciáveis

Reunidas em Brasília, entidades elaboram manifesto e pedem que a educação seja compromisso prioritário dos candidatos à Presidência da República. Esta é a primeira vez que entidades ligadas à educação se unem em uma pauta conjunta para as eleições. Entre as bandeiras está a ampliação das fontes financeiras para o cumprimento da destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação, percentual que já está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE),sancionado este ano.
Assinam o manifesto 12 entidades, entre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Juntas, representam mais de 4 milhões de trabalhadores em educação dos setores público e privado, quase 70 milhões de estudantes secundaristas e universitários e movimentos sociais e educacionais.
“Neste momento eleitoral, era quase uma obrigação nossa ter esse tipo de comportamento porque fortalece as nossas reivindicações. Uma coisa é demanda específica que pode ser apresentada por cada entidade,  outra coisa é essa demanda mais ampla, de que a educação seja tratada como assunto prioritário pelos candidatos”, explica a coordenadora da Secretaria de Comunicação Social da Contee, Cristina de Castro.
O PNE, que prevê metas para a educação a serem cumpridas em dez anos, está entre as demandas do manifesto. Segundo as entidades, a destinação dos recursos do petróleo para o setor, assegurada pela Lei dos Royalties (12.858/2013), é “um avanço importante, embora tímido frente às possibilidades existentes”.
De acordo com o manifesto, a destinação será insuficiente para assegurar o investimento previsto no PNE e “exigirá um duro debate que discuta novas fontes financeiras”. Algumas sugestões são a aprovação de projeto de lei que dê formato à cobrança de impostos sobre grandes fortunas ou de impostos sobre a movimentação financeira, em especial a de natureza especulativa.
As entidades pedem a expansão da oferta de ensino público, universal e de qualidade, a implantação de diretrizes nacionais de carreira e de planos de cargos e salários que permitam tornar atrativa a profissão de professor, salários dignos, investimentos em formação inicial e continuada, políticas de saúde e condições de trabalho adequadas para todos os trabalhadores da educação, entre outras demandas.
O manifesto completo pode ser acessado na página da Contee. As entidades entregarão o documento aos candidatos à Presidência. A intenção é que seja entregue também aos demais candidatos a governadores, deputados e senadores.
(Da Agência Brasil)

Curso oferece especialização para profissionais da educação infantil

Professores, monitores, coordenadores pedagógicos e diretores dos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepi) serão capacitados para atender melhor as práticas de educação infantil para crianças de 0 a 5 anos. O Cepi é a nova modalidade de educação na rede pública do DF, que melhor atende este público-alvo, com conteúdo educacional objetivo e atenção aos cuidados que a faixa etária necessita.
Neste ano serão oferecidas duas edições do curso, a primeira, entre os dias 21 de agosto e 25 de setembro, com 500 vagas a serem preenchidas apenas para os profissionais dos Cepis. Para a Secretaria de Educação, o novo modelo é um ganho para a educação infantil do DF devido ao enfoque da faixa etária, que foi expandida. Antes, apenas crianças entre 4 e 5 anos eram atendidas.
A partir de agora, as faixas de 0 a 3 anos passam a integrar este círculo educacional. “É algo novo no país, no DF, e que merece ser reconhecido”, afirmou a professora e formadora da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação, Valdívia Egler.
“Nosso objetivo é dar a primeira formação a esses profissionais, incentivando-os nas práticas de educação integral com cuidado e desenvolvendo várias temáticas para trabalhar e atender as crianças”, detalhou a professora.
Antes, as crianças de 4 a 5 anos eram matriculadas nas creches e recebiam cuidados básicos durante um período integral. Com o Cepi, os pequenos ganham atenção para o lado social, focando no desenvolvimento integral.
O curso é oferecido pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação, da Secretaria de Educação do DF. Seis turmas serão abertas, sendo quatro na região de Taguatinga e outras duas em Sobradinho.
 
SERVIÇO:
Curso – Organização dos tempos e espaços no Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI )
1ª edição – De 21/8 a 25/9
2ª edição – De 27/10 a 27/11
Inscrições: apenas através do e-mail cepis2014@gmail.com
Público alvo: Exclusivamente professores, monitores, coordenadores pedagógicos e diretores dos CEPIs.

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