Últimos dias de inscrição para concurso de professores(as) temporários(as)
Jornalista: sindicato
O processo seletivo para a contratação temporária de professores e professoras já está com as inscrições abertas. O cadastro deverá ser feito até o dia 8 de julho pelo site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), que ficará responsável pelo certame. Ao todo serão 6.500 vagas para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional.
Cine Cult está em cartaz no teatro do Brasília Shopping; confira a programação
Jornalista: sindicato
O Cine Cult surgiu há 3 anos, sendo um espaço para a discussão e reflexão mais humanista, usando o cinema para repensar a respeito da vida, sendo um momento de reflexão. “Começamos com o projeto mensal, mas deu tão certo que as sessões são semanais” afirma Íria Martins, curadora e organizadora do evento, que ocorre sempre às quintas-feiras no Teatro do Brasília Shopping. A entrada é franca.
Confira a programação de julho e agosto:
3 de julho às 19h30 – filme “A Invenção de Hugo Cabret”
10 de julho às 19h30 – filme “Dublê de Anjo”
17 de julho, às 19h30 – filme ‘Coração de Tinta – O Livro Mágico”, com apresentação da viola caipira de Fábio Miranda (abertura)
24 de julho, às 19h30 – filme “O Nome da Rosa”
31 de julho, às 19h30 – debate sobre o filme “O Nome da Rosa”, com Liana Movits (jornalista) e Ricardo Alagemovits (cineasta)
7 de agosto, às 19h30 – filme “A Casa dos Espíritos”
14 de agosto, às 19h30 – filme “Hannah Arendt” e debate com o professor Dr. Nelson Gomes (UnB)
21 de agosto, às 19h30 – filme “Herói”
28 de agosto, às 19h30 – filme “A Batalha dos Três Reinos”
Mais informações no telefone 9983-3691.
Plano Nacional de Educação tem avaliação positiva de entidades do setor
Jornalista: sindicato
Entidades ligadas ao setor educacional têm uma avaliação positiva sobre o Plano Nacional de Educação (PNE). O texto, sancionado sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff, foi publicado em edição extraordinária no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (26).
“O PNE é um marco para a educação pública. Desta vez, temos um plano factível com financiamento coerente”, destacou a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho. A expectativa agora, segundo a dirigente, é de que haja uma regulamentação rápida para agilizar a implementação das metas.
Cleuza Rodrigues, considera como principais pontos do PNE o reconhecimento do papel do professor para garantia da qualidade do ensino. Além disso, acredita que seja fundamental o atendimento às crianças de creche e a ampliação da educação em tempo integral, ao lado da gestão democrática.
A valorização dos profissionais de educação, sejam eles docentes ou funcionários da área, é um dos destaques, na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto de Leão. “Uma das metas é que em três anos 90% dos professores e 50% dos funcionários sejam contratados via concurso público, o que garantirá dignidade na contratação”, afirmou. Alinhamento
Segundo a presidenta do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Nilene Badeca da Costa, o Plano tem como base as metas estruturantes que garantem o direito a uma educação básica de qualidade, com acesso, universalização da alfabetização e ampliação da escolaridade da população e das oportunidades educacionais associadas às demais metas, principalmente à valorização dos profissionais da educação e ao financiamento.
De acordo com a dirigente, nesta primeira fase, estados e municípios precisarão promover a adequação ou elaboração de seus planos de educação, conforme previsto na lei. “Esse momento será de grande valia para o debate e proposição das metas e estratégias a serem implementadas e que contribuirão para que o PNE seja incorporado por todos”, afirmou. Sobre o Plano Nacional de Educação
Aprovado pelo Congresso Nacional no início de junho e sancionado nesta semana pela presidenta Dilma Rousseff, o Plano Nacional de Educação (PNE) prevê 20 metas para a educação nos próximos 10 anos.
Entre as metas, a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para investimentos na área, erradicação do analfabetismo, ampliação da educação em tempo integral, abrangendo 50% das escolas públicas, aumento da oferta de vagas no ensino superior e valorização dos profissionais do setor.
O Ministério da Educação já está atuando para dar suporte aos estados e municípios na formatação de seus planos de educação, em conformidade com as metas estabelecidas no PNE.
(Do Portal Brasil)
CUT conquista espaço na Câmara para análise de projetos de interesse do trabalhador
Jornalista: sindicato
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), instala na próxima quarta (2) uma subcomissão voltada especificamente à análise de projetos de interesse da classe trabalhadora.
A partir de um levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) com apoio das centrais sindicais constatou-se a existência de cerca de 180 matérias relacionadas à classe trabalhadora que tramitam na CCJ.
Graça Costa, secretária de Relações do Trabalho da CUT, avalia que esta subcomissão abre caminho para que outras Comissões estabeleçam espaços semelhantes. “Foi uma das maiores vitórias da classe trabalhadora neste último período. Vai ter um grupo de deputados que tomará posse na quarta e ficará responsável pelo levantamento e acompanhamento dos projetos. Será uma grande oportunidade para possamos obter avanços concretos”, disse. Graça ressaltou também que o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado federal Amauri Teixeira (PT-BA), já sinalizou positivamente pela criação de uma subcomissão com o mesmo propósito.
De acordo com a dirigente da CUT, entre os projetos de maior relevância e urgência estão à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda, o fim do fator previdenciário e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.
A constituição desta subcomissão é um desmembramento da agenda de lutas da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora realizada em abril. “Logo após a Marcha solicitamos ao Congresso Nacional um posicionamento sobre a nossa pauta. Começamos a fazer o debate na CCJ da Câmara e o presidente desta Comissão acolheu a ideia que tivéssemos uma agenda positiva da classe trabalhadora na Câmara”, informou Graça, recordando que algumas pautas gerais como a votação e aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), da PEC do Trabalho Escravo e do Piso dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias só foram possíveis devido ao esforço concentrado e a mobilização permanente da classe trabalhadora.
PNE oficializa a instituição do Fórum Nacional de Educação
Jornalista: sindicato
O Fórum Nacional de Educação (FNE), formalizado pela Portaria MEC n.º 1.407/2010, agora tem oficializada em Lei a sua instituição, após a sanção da Presidenta Dilma Russeff à Lei nº 13.005 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação – PNE (2014-2024) e dá outras providências.
O FNE comemora e parabeniza a maturidade alcançada pela democracia brasileira, que se expressou no debate intenso e profícuo, nos mais de três anos da tramitação do PL n. 8035/2010, entre o Ministério da Educação, o Congresso Nacional e as entidades, movimentos e setores que atuam no campo educacional.
O Plano Nacional de Educação foi uma deliberação da Conferência Nacional de Educação de 2010 e o Fórum Nacional da Educação acompanhou a efetivação dessa deliberação atentamente, participando de diálogos e mediações para que essa deliberação fosse concretizada. Por este motivo, o FNE comemora essa conquista histórica e conclama todos/as brasileiros/as para participarem do processo de implementação do Plano Nacional de Educação, diante os desafios do nosso complexo modelo federativo e da necessidade de consolidação do Estado Democrático de Direto no Brasil.
Aos/Às delegados/as da etapa nacional da Conae 2014, ressaltamos a importância desse processo deliberativo que continuará contribuindo para o aperfeiçoamento da educação nacional e para a efetivação das metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (2014-2024).
Novo PNE está à altura dos desafios educacionais, diz Dilma
Jornalista: sindicato
A presidenta Dilma Rousseff disse que o novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado nesta quarta-feira, vai ampliar as oportunidades proporcionadas pela educação, ajudar a valorização dos professores e o aumento dos investimentos no setor. Segundo ela, “o Brasil tem hoje um PNE à altura dos desafios educacionais do país”.
A lei que institui o plano foi publicada em edição extra de quarta-feira (25) do Diário Oficial da União. O PNE estabelece, para um período de dez anos, metas que vão desde a educação infantil até o ensino superior, passando pela gestão e financiamento e pela formação dos profissionais. Por meio de sua conta no Twitter, a presidenta disse que a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal à educação vai fazer com que as metas se tornem realidade.
No início da tarde, o ministro da Educação, Henrique Paim, disse que está contando com o dinheiro para cumprir as metas estabelecidas, mas reconheceu que o governo terá que fazer um grande esforço.
“Sancionei, sem vetos, o novo Plano Nacional de Educação […]. Ao longo dos últimos 11 anos, criamos um caminho de oportunidades por meio da educação. O PNE permite ampliar as oportunidades, partindo da educação infantil, passando pela educação em tempo integral, o crescimento das matrículas da educação profissional e tecnológica, a ampliação do acesso à educação superior. Para isso serão muito importantes a valorização dos professores e o aumento dos investimentos em educação”, escreveu Dilma na rede social.
A presidenta sancionou o plano no limite do prazo que tinha, após o Senado aprovar o texto definitivo no último dia 3 de junho. A sanção do PNE, no entanto, foi feita a portas fechadas, decisão criticada por entidades ligadas ao setor educacional. Nesta quarta-feira, Dilma participou de dois eventos no Palácio do Planalto e em nenhum deles falou sobre o plano, ainda que tenha sido perguntada por jornalistas. A secretaria-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, disse que a entidade “está indignada”.
Pelo Facebook, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que articula mais de 200 entidades, disse que “após tanto trabalho, é decepcionante o cancelamento da cerimônia de sanção do PNE. Especialmente, pela importância da Lei!”.
As entidades também pediam o veto de dois trechos do plano. Para garantir o cumprimento, os estados e municípios terão o prazo de um ano para elaborar os próprios planos, com base no PNE.
Segundo o portal De Olho nos Planos, organizado por entidades que atuam na educação, 34% dos municípios ainda não têm planos e muitos dos que têm, não o utilizam para planejar suas políticas, mantendo-os desconhecidos da população. O Distrito Federal e 16 estados também não elaboraram os seus planos decenais de educação.
(Da Agência Brasil)
Entidades que atuam no setor educacional reivindicam o veto de dois trechos do Plano Nacional de Educação (PNE). Em carta à presidenta Dilma Rousseff, pedem que seja excluída do PNE a destinação de parte dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas e a bonificação às escolas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O PNE tem prazo até esta quarta-feira (25) para ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff. O plano estabelece 20 metas para serem cumpridas ao longo dos próximos dez anos. As metas vão desde a educação infantil até o ensino superior, passam pela gestão e pelo financiamento do setor, assim como pela formação dos profissionais. Entre as metas está a destinação anual de no mínimo 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, no prazo de uma década. Atualmente são investidos 6,4%.
As entidades pedem o veto ao Parágrafo 4º do Artigo 5º, que inclui na conta dos 10% programas como o Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As entidades defendem que o investimento seja feito em escolas e universidades públicas. Pelas contas apresentadas na Câmara dos Deputados durante a tramitação do PNE, esses programas equivalem a 0,5% do PIB. A estimativa é que em dez anos alcancem 2% em financiamentos e isenções.
Também pedem a retirada da estratégia 7.36, incluída pelo Senado Federal, que estabelece políticas de estímulo às escolas que melhorarem o desempenho no Ideb, “de modo a valorizar o mérito do corpo docente, da direção e da comunidade escolar”, como consta no texto encaminhado para sanção.
Segundo a carta à Presidência, “tal medida tende a agravar a situação dos estudantes que necessitam de mais investimentos do Estado, bem como dos profissionais que serão alvo de políticas de bonificação, contrariando a perspectiva de valorização dos planos de carreira com base no piso salarial nacional”.
A secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, diz que essa medida é “muito ruim para qualquer processo educacional”. “Tem que ter boas condições no processo ensino-aprendizado em todas as escolas, seja as de centros urbanos ou áreas agrícolas. Quando há condições iguais para todas as escolas, não precisa de ranqueamento, o que se tem que perseguir cada vez mais é a qualidade”, lembra.
A campanha “Veta, Dilma!” é coordenada pela CNTE e apoiada por entidades como a Ação Educativa, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a Central Única dos Trabalhadores.
(Da Agência Brasil)
Governo espera R$ 630 bi a mais para saúde e educação com recursos do pré-sal
Jornalista: sindicato
O governo federal anunciou a contratação direta da Petrobras para a exploração do excedente de óleo, pelo modelo de partilha, em quatro campos do pré-sal. A decisão foi discutida em reunião dapresidenta Dilma Rousseff com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta terça-feira (24). Segundo o Ministério de Minas e Energia, uma pesquisa exploratória descobriu que o volume excedente está em torno de 10 a 14 bilhões de barris de óleo equivalente, nos campos de Buzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi.
“A contratação que hoje foi decidida permitirá que a gente consiga colocar essa produção muito rapidamente dentro do mercado, trazendo benefícios para a União em termos de receitas, e também benefícios para a Petrobras. (…) Para se ter uma ideia, ao longo do horizonte do contrato, são esperados mais de R$ 600 bilhões indo para a educação e para a saúde, dentro daquilo que foi aprovado no Congresso Nacional recentemente”, explicou o secretário de Petróleo e Gás do MME, Marco Antônio Almeida.
Por meio de cessão onerosa, a Petrobras já tinha o direito de produzir 5 bilhões de barris de óleo equivalente nestes quatro campos, além das áreas do Sul de Lula e Sul de Guará, desde 2010. Este foi um dos motivos pelos quais o governo decidiu pela contratação direta da empresa para o volume excedente, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que também ressalta que a decisão do CNPE tem amparo jurídico.
“A lei permite que se faça isso. A lei que criou o regime de partilha de produção estabelece que o CNPE poderá propor a presidenta da república a cessão direta, pelo regime de partilha, à Petrobras. E como ela já está ali, operando em outras circunstâncias pelo regime de concessão onerosa, entendeu-se que seria bem mais barata a produção desse petróleo através da própria Petrobras do que por uma nova licitação”, analisou Lobão.
O contrato pelo regime de partilha prevê que 76,2% da riqueza produzida nestes campos do pré-sal seja destinada a União, que ainda receberá um bônus de R$ 2 bilhões na assinatura.
(Do Blog do Planalto)
Professor do DF participa de congresso internacional na Holanda
Jornalista: sindicato
Um projeto desenvolvido pelo professor Maurílio Tiradentes Dutra, juntamente com alunos da Escola Técnica de Planaltina, representará o Distrito Federal em um congresso internacional na Holanda. Durante um ano o professor de anatomia humana e introdução à pesquisa realizou aferições da pressão arterial e avaliação de indicadores de peso, estatura, circunferência da cintura e do quadril com o objetivo de oferecer uma prevenção contra doenças crônicas. A partir dos dados coletados com a comunidade o professor escreveu um resumo científico analisando a correlação entre os índices antropométricos (como o IMC e o IAC). A apresentação do projeto que será no dia 3 de julho, no Centro de Convenções de Amsterdã.
Para Maurílio Dutra, os dados coletados previnem a população de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. “Isto é prova do reconhecimento e do esforço tanto da escola quanto dos alunos. Para nós que vamos apresentar esta pesquisa é muito gratificante, porque está contribuindo para saúde da população”, explica.
"Copa: o Brasil ganhou, a mídia perdeu", por Luis Nassif
Jornalista: sindicato
Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral – da imprensa nacional e internacional – que é uma Copa bem organizada, com estádios de futebol excepcionais, aeroportos eficientes, sistemas de segurança adequados, logística bem estruturada e a inigualável hospitalidade do povo brasileiro.
Vários jornais (internacionais) já a reconhecem como a maior Copa da história.
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Agora, voltem algumas semanas atrás, pouco antes do início da Copa.
A imagem disseminada pela imprensa nacional – era a de um fracasso retumbante. Por uma mera questão política, lançou-se ao mundo a pior imagem possível do Brasil. O maior evento da história do país, aquele que colocou os olhos do mundo sobre o Brasil, que atraiu para cá o turismo do mundo, foi manchado por uma propaganda negativa absurda. Em vez das belezas do país, da promoção turística, do engrandecimento da alma brasileira, da capacidade de organização do país, os grupos de mídia nacionais espalharam a imagem de um país dominado pelo crime e pela corrupção, sem capacidade de engenharia para construir estádios – justo o país que construiu duas das maiores hidrelétricas do planeta -, com epidemias grassando por todos os poros.
Um dos jornais chegou a afirmar que haveria atentados na Copa, fruto de uma fantasiosa parceria entre os black blocks e o PCC. Outro informou sobre supostas epidemias de dengue em locais de jogo da Copa.
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O episódio é exemplar para se mostrar a perda de rumo do jornalismo nacional, a incapacidade de separar a disputa política da noção de interesse nacional. E a falta de consideração para com seu principal produto: a notícia.
Primeiro, cria-se o clima do fracasso.
Criado o consenso, abre-se espaço para toda sorte de oportunismos. É o ex-jogador dizendo-se envergonhado da Copa, é a ex-apresentadora de TV dizendo que viajará na Copa para não passar vergonha.
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Tome-se o caso da suposta corrupção da Copa. O que define a maior ou menor corrupção é a capacidade de organização dos órgãos de controle. O insuspeito Ministério Público Federal (MPF) montou um Grupo de Trabalho para fiscalizar cada ato da Copa, juntamente com o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União. O GT do MPF tornou-se um case, por ter permitido economia de quase meio bilhão de reais.
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Antes da hora, é fácil afirmar que um estádio não vai ficar pronto, que um aeroporto não dará conta do movimento, que epidemias de dengue (no inverno) atingirão a todos, que os turistas serão assaltados e mortos. Fácil porque são apostas, que não têm como ser conferidas antecipadamente.
Quando o senhor fato se apresenta, todos esses factóides viram pó.
A boa organização da Copa não é uma vitória individual do governo ou da presidente Dilma Rousseff. É de milhares de pessoas, técnicos federais, estaduais e municipais, consultores, membros dos diversos poderes, especialistas em segurança, trânsito, empresas de engenharia, companhias de turismo, hotelaria.
E tudo isso foi jogado no lixo por grupos de mídia, justamente os maiores beneficiários. Eram eles o foco principal de campanhas publicitárias bilionárias, sem terem investido um centavo nas obras. Pelo contrário, jogando diuturnamente contra o sucesso da competição e contra qualquer sentimento de autoestima nacional.