Uma torcida e muitas vozes pela democratização da mídia

O futebol é uma paixão nacional. E o exercício da nossa liberdade de expressão também precisa ser. Infelizmente, a intensa campanha midiática em torno do Mundial no Brasil tem dado pouco espaço a setores que apresentam, legitimamente, críticas à organização e realização da Copa do Mundo em nosso país. A grande mídia brasileira foi rápida ao destacar os atrasos na construção dos estádios e aeroportos – se aproveitando disso para atacar o governo federal –, mas deixou de lado problemas resultantes das imposições da Fifa ao país e dos lucros estratosféricos que o próprio setor midiático terá com a Copa.
A realidade é que, mais que um grande evento esportivo, a Copa do Mundo tornou-se um gigantesco espetáculo midiático. Mas alguns fatos ficaram longe do centro do noticiário nacional:
* Acesso à informação sobre os impactos da Lei Geral da Copa: a Lei 12.663/13 estabelece uma série de exigências para a realização do Mundial no Brasil – entre elas, o direito da Fifa e aos grupos por ela indicados terem exclusividade de vender produtos nas chamadas Áreas de Restrição Comercial, que agregam tudo o que existe em um perímetro até 2 km em volta dos locais oficiais de competição. Pesquisa feita pela StreetNet Internacional, que reúne organizações de vendedores informais de diversos países, mostra que faltam informações para a população em geral sobre as condições estabelecidas pela Fifa através da Lei. Em um caso como a Copa, a informação deveria ser primordial para participarmos efetivamente como cidadãos/ãs sobre o que estão fazendo em nosso país e o que deixarão para nós como legado deste grande evento.
* O monopólio da TV Globo sobre os direitos de transmissão do evento: o negócio para a transmissão da Copa de 2014 foi fechado há oito anos, no final de 2006. A Globo não informou o valor pago à Fifa para conquistar esse direito. Mas a parceria é antiga: desde 1970 as duas poderosas fazem acordos entre si. Para a detentora dos direitos, também não importa se o valor a ser pago é cada vez mais alto. O retorno é garantido. Só com o que é pago pelos patrocinadores, a Globo embolsou cerca de R$ 1,44 bilhão. O preço de tabela por cota de patrocínio era de cerca de R$ 180 milhões. Adicione à conta o que o grupo ganha com a retransmissão dos jogos para outros veículos. Tal medida reforça a concentração de poder midiático deste conglomerado das comunicações, na contramão de toda a luta pela democratização da comunicação no país, transformando a principal festa do futebol mundial num grande comércio de venda de marcas e produtos e excluindo as redes públicas de comunicação de todos os países de poderem oferecer este produto em suas mídias aos seus respectivos povos.
* Os serviços agregados aos direitos de transmissão dos jogos: o investimento na compra dos direitos de transmissão também volta para a empresa de mídia com uma mãozinha generosa do poder público. Um exemplo foi a festa que antecedeu o sorteio das eliminatórias da Copa, em 2011, no Rio de Janeiro. Prefeitura e Governo do Rio pagaram R$ 30 milhões para a Globo comandar o evento. Entre recursos públicos e privados, o faturamento originado por toda a divulgação da Copa chega a um valor inestimável, já que não há transparência em sua divulgação.
* Repressão às rádios comunitárias: enquanto os grandes grupos de comunicação lucram com a Copa, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anuncia, como já mostrou este blog, que, durante todo o Mundial, seu aparato de fiscalização – e repressão – às emissoras comunitárias estará reforçado. Em comunicado oficial enviado às organizações que trabalham com a comunicação comunitária, a agência anunciou que vai reforçar a fiscalização para “garantir a viabilidade das comunicações para a Copa do Mundo de 2014”.
Diante desses fatos, é fundamental a defesa do acesso à informação e do exercício da liberdade de expressão dos mais diferentes setores da população. Desde os protestos na Copa das Confederações, diferentes coletivos de mídia, ao fazer a cobertura dos atos, viabilizar a transmissão ao vivo de protestos e apresentar imagens que desmontaram falácias policiais, provocaram um importante debate importante sobre a produção e difusão de informação e conteúdos audiovisuais no país. Ao mesmo tempo, a mídia hegemônica foi, ela mesma, justamente em função do histórico de manipulação da informação que tem em nosso país, alvo de protestos em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.
Tudo isso deixou muito clara a necessidade dos diferentes movimentos sociais, organizações da sociedade civil, coletivos e ativistas debaterem a sério o tema das comunicações e lutarem pela democratização da mídia no país. Na Copa e durante outros importantes momentos da história do nosso país, o oligopólio dos meios de comunicação invisibiliza e tenta calar as lutas populares. Mais uma vez, em relação ao direito à comunicação, é a população que está perdendo a partida. E virar este jogo é um desafio de depende de cada um/a de nós.
(Da Carta Capital)

CNTE lança campanha pelo fim do preconceito nos estádios

A campanha Copa sem racismo da CNTE quer envolver os educadores brasileiros na discussão e na superação de todas as formas de preconceito dentro e fora de campo.

O coletivo antirracismo Dalvani Lelis, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, aprovou na última reunião do Conselho Nacional de Entidades, realizada em Brasília, no final de maio, a criação da campanha permanente “Racismo é crime”, com a proposta de colocar em pauta o respeito à diversidade. A primeira ação é voltada para a Copa do Mundo. Com o tema “Copa sem racismo”, a campanha quer sair da sala de aula e alcançar os estádios de futebol, ensinando que é preciso torcer junto, sem discriminação.
Para Iêda Leal de Souza, secretária de combate ao racismo da CNTE, começar com esse grande evento é motivo de orgulho e de muita responsabilidade pois o exemplo vai servir como uma aula de cidadania esportiva: “O objetivo desse projeto é o envolvimento de todos os trabalhadores em educação e dos alunos também nesse momento histórico que é receber as pessoas de vários países no Brasil e nós colocarmos que a Copa é de todas as raças e que o racismo é crime. Portanto, a nossa tarefa neste momento é a divulgação e o chamamento para que todos possam fazer parte. O nosso time, a nossa torcida entra em campo pelo respeito à diversidade, o espírito esportivo combina com a nossa luta pela igualdade. Diga não ao racismo!”
Sindicatos de todo o Brasil vão receber e distribuir o material, que inclui uma tabelinha dos jogos. A expectativa é que os educadores usem adesivos no peito durante toda a Copa. No início do segundo semestre, o coletivo vai realizar visitas nos estados para conferir as atividades promovidas e estimular a participação contínua no projeto contra o racismo nas escolas.
(Do Portal CUT)

Presidenta Dilma Rousseff sanciona PNE nesta semana

Destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação será o maior desafio do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo o presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação (Fineduca) e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino de Rezende Pinto. O PNE tem até a próxima quarta-feira (25) para ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, e de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República, isso deve ser feito na data-limite.

O PNE estabelece metas para a educação para serem cumpridas nos próximos dez anos. Depois de quase quatro ano de tramitação no Congresso Nacional, o plano chega à fase de sanção presidencial, e o professor diz que vincular uma porcentagem do PIB para o setor é uma medida a ser comemorada. O próximo passo, acrescenta, é torná-la realidade, e para isso deverá ser feito um esforço da União, com estados, Distrito Federal e municípios.

“O desafio do PNE será o mesmo de todos os planos, a implementação. O desafio será equacionar um pacto entre os entes federativos para atingir os 10% do PIB”, diz Marcelino. Pelo plano aprovado, a fatia que cabe à União deverá aumentar. De acordo com o Fineduca, atualmente a União contribui com 1% do PIB, enquanto os estados contribuem com 2,2% e os municípios com 2,3%, tomando por base os valores de 2012.

Somente com o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), o complemento da União aos demais entes federativos para educação básica deverá passar do equivalente a 0,2% para 1% do PIB. O CAQi também é considerado conquista no PNE. Trata-se de uma valor nacional mínimo para garantir a qualidade do ensino a cada etapa da educação básica.

Estão incluídos na conta recursos para infraestrutura e salários. “O gasto principal é o salário. Para ganhar o que ganha um profissional de nível equivalente, o salário do professor terá que subir uns 60% ou 70%. Mas esse recurso ao entrar na economia cria consumo e gera carga tributária”, diz o professor.

O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, segundo o Ministério da Educação (MEC), são investidos 6,4%. Marcelino explica que o governo conseguiu reduzir a porcentagem do que será investido em educação pública incluindo na conta parcerias com o setor privado como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O ProUni, primeiro, trata-se de isenção, e não de investimento. “Aquelas jogadinhas de querer ser esperto. Quando se viu que já havia quase um consenso da sociedade sobre os 10%, tentou-se diminuir o investimento. Fies, por exemplo, é emprestimo, já se está admitindo que é um fundo perdido. Se é perdido, por que não se amplia a rede pública?”, questiona.

O ministro da Educação, Henrique Paim, em coletiva de imprensa, disse que o PNE estabeleceu, “de forma bastante correta, o que está previsto na Constituição, que é o investimento público em educação, que pode ser na educação pública ou também na educação envolvendo as parcerias que o governo faz com o setor privado”.

A inclusão das parcerias também facilita o cumprimento da meta. O governo trabalha com o investimento total em educação. Com isso, não considera mais o direto em educação pública, que estava, em 2011, em 5,3%.

Sobre o cumprimento do PNE, Paim diz que a pasta já tem ações em curso para o cumprimento das metas, e o fato de serem 20 [ações] facilita também o controle da sociedade.

Em relação à fonte para o cumprimento dos 10%, ele diz ser importante a colaboração dos estados e municípios, e acredita nos recursos do petróleo como a principal fonte. No ano passado, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a Lei dos Royalties não resolve o financiamento dos próximos dez anos. Paim não confirma se o governo estuda outras fontes de financiamento.

A lista completa das metas do PNE está disponível no site da Câmara dos Deputados.

Com informações da Agência Brasil

Conceito de trabalho escravo não pode mudar, garante o governo federal

“É uma ordem de governo: não podemos deixar que se altere o conceito de trabalho escravo. Entendemos que não há nenhuma razão ou necessidade de mudar o conceito consagrado no nosso Código Penal”, disse, na tarde desta quarta, em entrevista à CUT, o secretário executivo da Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) do governo federal, José Guerra.

A CUT defende a manutenção do conceito empregado atualmente.

No próximo dia 1º, deve ir a voto, no Senado, proposta de regulamentação da PEC do Trabalho Escravo que pretende mudar o entendimento sobre o que são ou não condições análogas à escravidão. O governo federal garante que estará mobilizado para impedir a aprovação do texto, que tornaria a definição de trabalho escravo menos abrangente do que a utilizada hoje.

“Vamos repetir a mobilização que tivemos quando da aprovação da PEC do Trabalho Escravo, com a participação dos movimentos sociais, classe artística, sindicatos, grupos de direitos humanos e com a força do próprio governo”, garante Guerra.

O Brasil tem como referência para definir o que é trabalho escravo o artigo 149 do Código Penal, redigido em 2003. “A formulação desse artigo é resultado não só de elaboração teórica, mas também e especialmente de nossa experiência de campo, do trabalho desenvolvido pelos grupos móveis de fiscalização no combate ao trabalho escravo”, explica o secretário.

A experiência brasileira serviu de exemplo para que a OIT (Organização Internacional do Trabalho, da ONU), em sua 103ª Reunião, em junho, elaborasse um protocolo adicional à sua Convenção 29, que trata de trabalho escravo. O novo protocolo amplia o conceito de escravidão, aproximando-o do referencial usado aqui. “Está claro que o trabalho forçado mudou, e não está ligado apenas ao uso da violência. A abordagem original da OIT, redigida em 1930, não incluía a questão migratória, intermediação fraudulenta de mão-de-obra e jornadas excessivas como elementos da escravidão”, diz Guerra.

Expropriação da terra

Guerra diz também que o governo fechou posição de que o processo de expropriação das terras onde for encontrado trabalho escravo deve começar imediatamente, sem a necessidade de aguardar o final do julgamento criminal de seus proprietários. Portanto, a posição do governo é contrária ao relatório preparado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo o secretário da SDH, os processos devem ser tratados separadamente.

Com informações da CUT

Regulamentação do trabalho escravo e doméstico fica para julho

Foi adiada para o dia 1º de julho a votação dos pareceres do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre as emendas às propostas que tratam da regulamentação do trabalho doméstico (Projeto de Lei Complementar 302/13) e da expropriação das propriedades rurais e urbanas onde se verifique trabalho escravo (Projeto de Lei do Senado 432/13).
O encaminhamento dos textos para apreciação na Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição teve a concordância do presidente da Comissão, Cândido Vacarezza (PT-SP). A CUT e outras centrais sindicais, além de parlamentares progressistas da Câmara e do Senado, repudiam os procedimentos que tentam agilizar propostas de interesse de ruralistas e agroindústrias que flexibilizam o conceito de trabalho escravo. Na última reunião da Comissão, realizada no dia 4 de julho, os projetos tiveram pedidos de vista coletivos, para bloquear o andamento apressado dos projetos.
Para a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, os pareceres de Jucá descaracterizam as conquistas alcançadas até agora tanto no que se refere ao trabalho doméstico, quanto ao texto que trata do fim do trabalho escravo. “Quando nós falamos do fim do trabalho escravo, nós estamos falando de situações degradantes a que milhares de trabalhadores são submetidos, estamos falando de jornada de trabalho excessiva. Quanto ao trabalho doméstico, o relator Romero Jucá diminui o direito das trabalhadoras. Jucá ainda anuncia que essas questões foram acordadas com as centrais sindicais, o que não é verdade. Nós não concordamos com desigualdades de direitos, com retrocessos, com prejuízos ao trabalhador”, afirma a dirigente CUTista.
O senador Romero Jucá, em seu parecer, retira do conceito de trabalho escravo as situações de trabalho degradante e jornada excessiva. Segundo ele, não há definição específica sobre esses dois pontos. “Jornada exaustiva é o que a presidenta Dilma faz os ministros fazerem, trabalhando até de madrugada. A presidenta Dilma vai ser enquadrada como trabalho escravo? Eu serei enquadrado por meus servidores que trabalham sábado e domingo por trabalho escravo?”, tergiversou o senador, que compõe a bancada ruralista.
Quanto ao trabalho doméstico, Romero Jucá diferencia os direitos entre este grupo dos demais trabalhadores e embarreira, por exemplo, a possibilidade de se sindicalizar. “A relação de trabalho é de empregado/empregador. Não há uma ação mais direta que exija obrigatoriedade de ação coletiva, para impedir represálias, inclusive. Se a gente começar a criar muitas obrigações vai diminuir a regularização do trabalho doméstico”, afirma Jucá.
Após a apreciação dos pareceres de Romero Jucá na Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição, os textos irão para o Plenário da Câmara dos Deputados e, de lá, se não houver modificação, seguem para a sanção presidencial. Caso haja modificação na Câmara, os textos voltarão ao Senado para que se rediscuta e vote novamente os pontos alterados.

Com informações da CUT-DF

EC 209 Sul adota jornada ampliada com bons resultados

Para o educador Anísio Teixeira [1900-1971], a educação integral constituiria o caminho fundamental, o instrumento gerador de mudanças necessárias para fazer do Brasil um país moderno. Atualmente, 49 mil escolas públicas fazem parte do programa Mais Educação, que visa a fomentar a educação integral de crianças e adolescentes a partir do apoio a atividades desenvolvidas durante a jornada ampliada. A meta do governo federal é chegar a 60 mil escolas até o fim deste ano.
Uma das instituições integrantes do programa é a Escola-Classe 209 Sul, em Brasília. Segundo a professora Márcia Freitas do Nascimento, durante a jornada ampliada são realizadas atividades da base comum e outras, complementares. “A educação integral proporciona a melhoria da aprendizagem dos alunos, promove o melhor aproveitamento do tempo ocioso e propicia a prática esportiva”, afirma a professora, que tem licenciatura em língua portuguesa e em língua estrangeira (espanhol), além de especialização em organização do trabalho pedagógico.
De acordo com Márcia, a jornada ampliada ajuda o aluno a se desenvolver integralmente do ponto de vista cognitivo, afetivo, social e físico. Em sua maioria, os estudantes gostam do turno escolar ampliado porque têm a oportunidade de praticar esportes e de desenvolver aptidões.
Um exemplo é Marcus Vinicius Santos Ribeiro, 10 anos, aluno do quinto ano. No turno oposto ao das aulas regulares, ele estuda história, geografia, ciências e tem acompanhamento pedagógico. Para o estudante, um dos resultados com a mudança para a jornada ampliada foi a melhora das notas.
Adesão — O Distrito Federal tem 225 escolas de ensino fundamental inscritas no Mais Educação. Além disso, há outras 78 escolas de educação infantil, de ensino fundamental e médio com oferta de educação integral, sem estar ligadas ao programa.
Ao aderir ao Mais Educação, as escolas podem escolher até cinco atividades nos macrocampos do programa. Entre eles, acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
De acordo com o coordenador de educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Leandro Fialho, para que o aluno goste da escola e esteja motivado para frequentá-la, a instituição deve estar conectada com a realidade dele, com o seu dia a dia. Estaria aí, segundo Fialho, a importância dos macrocampos sugeridos pelo Mais Educação.
Leandro está convencido da necessidade de ampliar a jornada escolar do país, tal como no Chile e em países da Europa. “Como já dizia Anísio Teixeira, em todo país moderno e civilizado, os meninos têm educação integral”, afirma. Segundo Leandro, dados de 2013 apontam que 50% das escolas vinculadas ao Mais Educação eram frequentadas por estudantes de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa-Família do governo federal. Além disso, a maioria das instituições de ensino está situada em regiões de vulnerabilidade social.
Qualidade — Jeovany Machado dos Anjos, titular da coordenação de educação integral da Secretaria de Educação do Distrito Federal, salienta que um dos benefícios do horário ampliado nas escolas é a melhoria da qualidade do ensino, de modo a proporcionar ao estudante o pleno desenvolvimento como pessoa, o exercício da cidadania e a formação para o trabalho, com a participação das famílias, instituições e sociedade. Ele também aponta a educação integral como capaz de ampliar tempos e oportunidades educacionais, sociais, culturais, esportivas e de lazer, com aprendizagens significativas e emancipatórias.
As escolas podem aderir ao Mais Educação até o dia 30 próximo. O cadastramento deve ser feito peloPrograma Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo, de acordo com os procedimentos  passo a passo.
(Do MEC)

Campanha "Abrace Mais" começa nova etapa durante o recesso escolar

O projeto “Abrace Mais”, entregou na quarta-feira (11), no CEMEB (Centro de Ensino Médio Elefante Branco), um “dever de casa” para todos da comunidade escolar. A tarefa consiste em fazer:
. da sua casa, mais e mais, a ‘Casa do Abraço’;
. da sua família, mais e mais, a ‘Família do Abraço’;
. da sua vizinhança, mais e mais, a ‘Vizinhança do Abraço’;
. da sua escola, mais e mais, a ‘Escola do Abraço’ (como já ocorre no próprio CEMEB);
. da sua cidade, mais e mais, a ‘Cidade do Abraço’;
. de Brasília, mais e mais, a ‘Capital Mundial do Abraço’;
. do Brasil, mais e mais, o ‘País do Abraço’;
. do planeta Terra, mais e mais, o ‘Planeta do Abraço’;
. da Copa 2014, mais e mais, a ‘Copa do Abraço’.
Durante o recesso escolar, a comunidade escolar do CEMEB, os inscritos na Campanha “Escola do Abraço” e no “Abrace Mais”, serão convidados para diversas atividades, a exemplo do que aconteceu nos dias na primeira semana de junho. Neste período, o Abrace Mais esteve na Esplanada dos Ministérios e no Estádio Mané Garrincha recebendo os turistas nacionais e estrangeiros, com um receptivo abraço e os informando que Brasília é a ‘Capital Mundial do Abraço’ e que o Brasil é o ‘País do Abraço’, sede da Copa 2014, a ‘Copa do Abraço’.
“A Copa 2014, acontece no Brasil, o ‘País do Abraço’, que é conhecido mundialmente como o país que sempre trabalhou a construção da paz, o abraço entre os povos. É oportuno através deste evento, promover a paz entre os povos, através do tão expressivo abraço. Esta a Copa é a ‘Copa do Abraço’, é a ‘Copa da Confraternização Universal no País do Abraço’. A proposta é que se tenha oito bilhões de abraços em todo o mundo, antes de cada jogo desta Copa”, afirma o professor Francisco Filho, do Abrace Mais.
No site http://nossogrupojovem.blogspot.com.br e no Facebook (http://facebook.com/abracemaisoficial)  o interessado assina a própria participação nesta campanha para receber convites para atividades do Abrace Mais, que acontecerá durante a Copa do Mundo de Futebol. Após a Copa, a proposta é que campanha “Abrace Mais”, seja um estilo de vida.
Mais informações pelo telefone: 8284-2784.

Projeto define regras para segurança nas áreas em torno das escolas

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7035/14, do deputado Rogério Carvalho (SE), que obriga as prefeituras a delimitar áreas de segurança escolar que correspondam, no mínimo, a círculos de raio de 100 metros, com centro nos portões de entrada e saída das escolas. Conforme a proposta, a área deverá ser identificada.
Segundo o texto, o poder público deverá fazer diagnóstico da situação de segurança nas imediações dos estabelecimentos de ensino e, por meio de ações sistemáticas nessas áreas, proporcionar a tranquilidade de alunos, professores e pais. “Seja nas unidades localizadas em áreas de risco, seja em escolas situadas em bairros considerados seguros, há sempre o temor de furtos, danos ao patrimônio e abordagem dos alunos por traficantes”, afirma o autor.
De acordo com a proposta, entre outras ações, nessas áreas o poder público terá de intensificar os serviços de fiscalização do comércio existente, em especial o de ambulantes, coibindo a comercialização de produtos ilícitos; e controlar o acesso de crianças e adolescentes a bebidas alcóolicas, a quaisquer produtos farmacêuticos que possam causar dependência química, a gasolina e outras substâncias inflamáveis ou explosivas e a fogos de artifício. Nessas áreas, a administração pública também deverá reprimir a realização de jogos de azar e jogos eletrônicos movidos a dinheiro.
Além disso, o poder público será obrigado a providenciar, com o apoio da comunidade ou da iniciativa privada: a iluminação pública adequada nos acessos à escola; a pavimentação de ruas e a manutenção de calçadas para que fiquem em perfeitas condições de uso; a poda de árvores e a limpeza de terrenos; o controle e a eliminação de terrenos baldios e construções/prédios abandonados nas circunvizinhanças; a retirada de entulhos; e a manutenção permanente de faixas de travessia de pedestres, semáforos e redutores de velocidade.
A administração pública terá também que regulamentar o uso das vias situadas no entorno das escolas, impondo, por exemplo, controle rígido a limites de velocidade; e, em parceria com as diretorias das escolas, as associações de pais e mestres e a comunidade escolar, promover outras ações que colaborem com a prevenção à violência e à criminalidade nesses locais.
Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(Da Agência Câmara)

Abrace Mais promove campanha no recesso escolar

Durante o recesso escolar a comunidade escolar do Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB) e os inscritos na Campanha “Escola do Abraço” e no “Abrace Mais” continuarão promovendo a campanha em vários pontos do Distrito Federal. Nos dias 6 e 8 de junho inscritos na campanha recepcionaram turistas nacionais e estrangeiros na Esplanada dos Ministérios e no Estádio Mané Garrincha com um abraço. “A Copa do Mundo de 2014 acontece no Brasil, que historicamente é conhecido mundialmente como o país que sempre trabalhou pela construção da paz. É oportuno, através deste evento, promover a paz entre os povos”, afirma o Professor Francisco Filho.

Os interessados em participar da Campanha Abrace Mais poderão fazer o seu cadastro na página https://www.facebook.com/abracemaisoficial.

CEF 12 de Ceilândia expõe projeto "Mulheres inspiradoras"

Nesta semana, o Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia expõe o projeto “Mulheres Inspiradoras”. O evento começou na segunda-feira (9) e se encerra nesta quarta-feira (11). A Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, por meio da diretora Eliceuda França, prestigiou o projeto.
Confira abaixo a matéria publicada no dia 8 de junho, no Jornal de Brasília.
Desde o início do ano letivo de 2014 o Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia tem desenvolvido junto aos seus alunos e comunidade o Projeto Mulheres Inspiradoras. O principal objetivo é permitir aos alunos a ampliação do repertório de leituras e o exercício da escrita de textos autorais, na perspectiva do trabalho pedagógico a partir de eixos estruturantes.
Como parte do projeto foram realizados estudos da biografia de dez mulheres inspiradoras que, por sua atuação em diferentes áreas, fizeram significativas contribuições ao mundo: Anne Frank, Carolina Maria de Jesus, Cora Coralina, Irena Sendler, Nise da Silveira, Maria da Penha, Malala, Lygia Fagundes Telles, Rosa Parks e Zilda Arns. Além de estudar a história de vida dessas personalidades, os alunos também puderam, por meio do gênero entrevista,  entrar em contato com pessoas da comunidade de Ceilândia, como Patrícia Melo, que tendo estudado sempre em escolas públicas foi selecionada para cursar medicina na Venezuela e, após sete anos de formação, retornou habilitada em Medicina Comunitária Integral.
O projeto inclui a leitura dos livros O Diário de Anne Frank, Eu sou Malala e Quarto de Despejo- Diário de uma favelada.
Uma vez que uma das dez mulheres inspiradoras selecionados para as pesquisas foi Maria da Penha Fernandes, que por sua história de vida fomentou a criação de uma lei que pretende prevenir e combater a violência contra a mulher, o projeto tem mobilizado alunos, professores, pais e comunidade escolar em geral em torno da campanha, via redes sociais: “Eu digo não a qualquer forma de violência contra a mulher”.
Nos próximos dias 9,10 e 11 de junho, acontecerá a exposição da primeira etapa do projeto. Serão apresentados folders, cartazes, diários de bordo, relatos e resultados das pesquisas realizadas pelos alunos ao longo do primeiro bimestre.

Serviço
Local: Sala de vídeo – Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia – EQNO 2/4 – Setor “O”
Dias: 9,10 E 11 de junho.
Horário: 8h às 12h e 14h às 18h.
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