Atraso escolar diminui desde 2006 e chega a 29,5%

sala_ok61783A porcentagem de estudantes em atraso escolar no ensino médio diminui desde 2006, ao passar de 46% para 29,5%, em 2013. A taxa de distorção idade-série corresponde aos estudantes com mais de dois anos de atraso escolar. Os dados são do Censo Escolar do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Nas escolas públicas, esse índice passou de 50% em 2006 para 32,7% no ano passado. Já nas particulares, de 11% para 7,6%. Os dados foram selecionados com o auxílio da plataforma de dados educacionais QEdu, onde as informações estarão disponíveis para a consulta a partir de hoje (2). O portal é uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.
Quando o aluno ingressa no ensino médio, ele já passou por um percurso escolar de pelo menos nove anos no ensino fundamental. Segundo o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria, o atraso no ensino médio mostra o problema do fluxo como um todo. “Temos altas taxas de reprovação, mas não temos política para lidar com os alunos que fazem a série novamente”, analisa Faria. “A reprovação pode estigmatizar os alunos e aumentar a chance de ele não terminar a educação básica”, diz.
Os dados de 2013 mostram que as maiores taxas de distorção idade-série no ensino médio público ocorrem nas regiões Norte e Nordeste, em escolas de áreas rurais. Consideradas escolas em zonas urbana e rural, Pará (57,3%), Sergipe (50,7%) e Piauí (49,2%) tem as maiores taxas. As menores são registradas em São Paulo (17,1%), Santa Catarina (18,4%) e Paraná (24,3%).
Nas escolas rurais, Amazonas (69,8%), Pará (60,3%) e Piauí (57,7%) apresentam as maiores porcentagens de alunos em atraso escolar. As menores taxas estão em São Paulo (13,8%), Santa Catarina (15,9%) e Paraná (22%).
“As taxas são muito altas. Diversas pesquisas mostram que a reprovação não melhora o desempenho. Não há ganho por reprovação, não há ganho para o sistema educativo, que acaba bancando um ano a mais desse aluno e não há ganho para o aluno, que perde um ano da vida para complementar a etapa”, analisa a gerente da Área Técnica do movimento Todos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.
A assessora de Projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Maria Reher complementa: “O que a gente pode destacar é o problema da qualidade da educação, mas o que é essa qualidade? No ensino médio, ela envolve o currículo. Quando conversa com os adolescentes, percebe a falta de significação da escola, de identidade da escola e a falta de oportunidade para esses adolescentes.”
Pela Constituição, cabe aos estados e ao Distrito Federal oferecer prioritariamente o ensino médio. De acordo com o Conselho Nacional de Secretarias de Educação (Consed), nos últimos anos, os indicadores foram impactados com a volta de estudantes que tinham deixado a escola. “Apesar disso, tínhamos que avançar bem mais, dar passos mais largos. Em outros países, os adolescentes terminam o ensino médio com 17 e até com 15 anos”, diz a secretária de Educação do Mato Grosso, Rosa Neide, integrante do Consed.
A questão recebe atenção do Ministério da Educação. No ano passado, a pasta lançou o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Em um primeiro momento, duas ações estratégicas estão articuladas: o redesenho curricular – em desenvolvimento nas escolas por meio do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI) – e a Formação Continuada de professores. As ações devem impactar também na correção do fluxo.
(do Portal Vermelho)

CEMEIT de Taguatinga é patrimônio cultural do DF

BPS_5739O Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (CEMEIT) foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Distrito Federal. O decreto de tombamento foi assinado pelo governador Agnelo Queiroz, nesta sexta-feira (30), durante a 11º edição do “GDF Junto de Você”.
“Esse tombamento é histórico. Essa escola é ponto de referência na cultura da cidade. Nós precisamos preservar todo tipo de manifestação cultural”, disse o governador, durante visita ao espaço.
O reconhecimento é uma reivindicação antiga da população, que lançou a campanha “Viva EIT”, em 2009, a qual reuniu mais de mil assinaturas de cidadãos para solicitar a preservação do espaço. Para o secretário de Educação, Marcelo Aguiar, o tombamento é o reconhecimento de uma luta histórica dos artistas da cidade e da cultura na formação dos jovens. “É a recuperação de um espaço cultural importante”, completou.
PROCESSO– O processo de tombamento foi iniciado, em 2006, pelo movimento cultural da cidade – a Associação Cultural Tribo das Artes – que, junto ao Sinpro, entrou com uma ação para pedir o tombamento do bem. Em 2007, o grupo conseguiu um tombamento provisório.
COMPLEXO – Localizada no coração de Taguatinga, a EIT sempre desempenhou um papel de vital importância para toda a comunidade, nas áreas de educação, cultura e lazer. O galpão onde funcionava o curso de marcenaria da escola abriga hoje a primeira biblioteca pública de Taguatinga, a Machado de Assis.
Lá estão também o Teatro da Praça, principal palco cultural da cidade, instalado na antiga gráfica da EIT, a Academia Taguatinguense de Letras e a Biblioteca Braille Dorina Nowill, criada com o objetivo de atender os deficientes visuais do Distrito Federal.
“É a primeira vez que um governador do DF nos visita. Até então, nesses 19 anos, éramos considerados inexistentes. A vinda dele mostra o contrário”, observou uma das professoras da Biblioteca Braile, Ana Denise.
HISTÓRIA – A EIT foi criada com o intuito de ser a primeira escola de Ensino Profissional da capital federal. Fundada em 1959, começou a funcionar em fevereiro de 1961, e passou a integrar a rede pública de ensino. Mas o ato oficial de criação ocorreu apenas em 1966. A partir de 1976, começou a ministrar aulas dos ensinos Fundamental e Médio.
Atualmente, a escola não oferece mais os cursos profissionalizantes, apenas a etapa do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), em três turnos. Durante o dia estudam 1.474 alunos, do 1º ao 3º anos do Ensino Médio. À noite são cerca de 350 estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
(Da Agência Brasília)

Seminário "Memória e Identidade" ocorre na quarta-feira (4) em Taguatinga

Desde o dia 30 de junho, está ocorrendo o Festaguá 2014, que valoriza o patrimônio da cidade, assim como apresenta a produção cultural de Taguatinga. Dentro desta programação, ocorre na quarta-feira (4), o “III Seminário Taguatinga: Memória e Identidade”, que começa às 8h30 no Teatro da Praça de Taguatinga.
 
Confira abaixo a programação:
Teatro da Praça de Taguatinga
04 de junho de 2014 (quarta-feira) às 08h30
Mesa da Abertura:
Solenidade de abertura do III Seminário Taguatinga: Memória e Identidade.
Descerramento das Placas de Tombamento e de Criação do Complexo Cultural EIT;
Apresentação da Banda Musical da SEDF – Levino de Alcântara;
Homenagem aos professores pioneiros – Professores João Augusto Pereira e Mieko Takatsuji Kuroki – maestro e coordenadora do corpo coreográfico da extinta Banda Musical da EIT
Homenagem à Tribo das Artes e ao SINPRO/DF
Homenagem aos educadores e estudantes do CEMEIT;
Filme: Escola Industrial de Taguatinga – EIT – Tombamento e Criação do Complexo Cultural EIT. Direção: Canal E – SEDF, 13 min.
 
09h às 12h
Mesa 1: O reconhecimento da EIT como patrimônio – tombamento e ressignificação.
Mediadora: Dra Maria Helenice Barroso – Programa de Pós-Graduação em História/UnB e professora da SEDF
O significado da EIT para a história e a cultura de Taguatinga e do Distrito Federal
Prof. João Augusto Pereira – Maestro da extinta Banda Musical da EIT e professor (aposentado) da SEDF
Tombamento da EIT: uma conquista da cidade
Antônio Sabino de Vasconcelos Neto – Administrador Regional de Taguatinga;
Cultura e Educação
Hamilton Pereira da Silva –– Secretário de Cultura do DF
O papel da SEDF no processo de tombamento e perspectivas para o Complexo Cultural EIT
Marcelo Aguiar – Secretário de Educação do DF
Debate aberto ao público.
13h30 às 17h.
Gérson de Veras e Alexandre Prates – Performance poético musical
Filme: Brasília, contradições de uma cidade nova. Direção: Joaquim Pedro de Andrade, 1967,
23min.
Mesa 2: Taguatinga é Brasília?
Mediador: Jacy Braga Rodrigues – Secretário Adjunto de Educação do DF
Taguatinga é Taguatinga, Brasília é Brasília
Adalberto Lassance – Cartógrafo Pioneiro e Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal –
IHGDF. Pertenceu ao quadro da CODEPLAN como Coordenador do Sistema Cartográfico do Distrito Federal
– SICAD. Autor de vários artigos para jornais, seminários e oficinas pedagógicas, com destaque para
BRASÍLIA & DISTRITO FEDERAL: imperativos institucionais, Brasília: Verano Editora, IHGDF, 2002.
Brasília é o Distrito Federal urbano
Dr Aldo Paviani – Professor Emérito e Professor Titular da Universidade de Brasília. Cidadão Honorário e
Pesquisador Associado do Departamento de Geografia e do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais/CEAM –
UnB. Organizador de nove coletâneas da Coleção Brasília da Editora UnB
Noite Taguacultural
19h às 22h
William Reis e Maristela Papa – contação de história
Mamulengo Presepada – teatro de bonecos
Branco Seixas
The Neves
Galinha Preta
Dia 05 de junho (quinta-feira):
08h30 às 12h
Mamulengo Fuzuê – teatro de bonecos
Filme: Taguatinga em Pé de Guerra. Direção: Armando Lacerda, 16 min.
Mesa 3: Taguatinga – Memórias, Histórias, Narrativas
Mediadora: Msc. Natália Guerra Brayner – Programa de Pós-Graduação em História/UnB e Técnica do
Departamento do Patrimônio Imaterial/IPHAN
Lembranças da Vila Dimas em Taguatinga Sul
Alice Dias da Silva – Filha do Seu Dimas (antigo morador da cidade)
História Administrativa do Distrito Federal: Taguatinga
Msc. Gustavo Chauvet – Superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal
Os significados do tombamento da EIT e o patrimônio cultural
Dra Cléria Botelho da Costa – Programa de Pós-Graduação em História/UnB
Debate aberto ao público.
13h30 às 17h
Terreirada Divina – Cultura popular
Filme: Escola Industrial de Taguatinga – EIT – Tombamento e Criação do Complexo
Cultural EIT. Direção: Canal E – SEDF, 13 min.
Mesa 4: Complexo Cultural EIT – Educação Integral, Cultura e Patrimônio
Mediadora – Msc. Ana José Marques – Coordenadora da Coordenação de Diversidade Cultural/SUBEB-SEDF
Tombamento da EIT – a trajetória de uma conquista
Prof. Ruiter Lima –– Associação Cultural Tribo das Artes (instituição solicitante do tombamento/2006)
A importância do Complexo Cultural EIT na construção de uma Educação Integral
Prof. Dr. Erisvelton Silva Lima –– Assessor da Subsecretaria de Educação Básica/SEDF
Bens tombados e políticas de preservação
José Delvinei – Subsecretário de Patrimônio Artístico e Cultural – SUPHAC/SECDF
Patrimônios e Legados da Educação
Dra Nancy Alessio Magalhães – Professora do PPGHIS/UnB e do PPGDSCI/UnB e pesquisadora do
NECOIM/CEAM – UnB
Debate aberto ao público.
Taguá na Roda: Tombamento e Complexo Cultural EIT
Roda de prosa aberta a convidados e interessados
(sujeita a alterações conforme agenda dos convidados).
19h às 22h
Grupo Paepalanthus – Contação de história
Recital Poético Lília Diniz e Tribo das Artes
Lançamento da coleção “Poesia Crônica” – Três coletâneas de escritores de Brasília nos
gêneros poesia, contos e crônicas.
Mediador: José Carlos Vieira – jornalista, poeta e editor do Caderno diversão e Arte/Divirtase/
Caderno de TV do Correio Braziliense.
Jacy Braga Rodrigues – Secretário Adjunto de Educação do Distrito Federal;
Marco Antônio Gomes – Presidente do Conselho Regional de Cultura de Taguatinga;
Dr Luiz Sérgio Duarte da Silva – UFG;
Chico Simões – artista e ativista cultural;
Ivaldo Cavalcante – Fotógrafo e produtor cultural;
Nilson Rodrigues – produtor cultural;
Wilon Wander Lopes – jornalista;
José Regino – ator e diretor de teatro – Cia Teatral Celeiro das Antas;
Raquel Gonçalves – Escritora, contadora de história e professora Escola Classe 18 de Taguatinga;
Rose Nugle – atriz e produtora cultural;
Débora Aquino – atriz, produtora cultural;
José Luiz German – Vice-presidente da FIBRA e Presidente do Conselho Consultivo do
SEBRAE/DF;
Justo Magalhães – Presidente da Associação Comercial Industrial de Taguatinga – ACIT;
Joana Barboza – Presidente da Câmara de Vereadores Comunitários de Taguatinga – CVCT;
Paulo Kauím – Poeta e porfessor da SEDF;
Miquéias Paz – Mímico;
Humberto Pedrancini – ator e diretor de teatro;
Júnio O’hara – bailarino e diretor de dança;
Eliezer Fernandes de Oliveira (Elias) – Gerente Regional de Cultura de Taguatinga
Debate aberto ao público.
06 de Junho (Sexta-feira)
Arte e Cultura na EIT
Festividades comemorativas ao Tombamento e Criação do Complexo Cultural EIT com
apresentações culturais dos estudantes do CEMEIT e artistas do Movimento Taguacultural.
Palco no estacionamento do CEMEIT –
09h15 – ASÈ DUDU
10h30 – DJ Gérson de Veras
11h15 – Trio Pernambuco
15h15 – Mamulengo Sem Fronteiras
16h15 – Eric Pit
17h15 – Blood Chip
18h15 – Tiago Miranda
19h15 – Dillo de D’Araujo
20h30 – Beirão e os Filhos de Dona Nereide
21h15 – Banda Marssal
22h – DJ Kaster
Obs: Toda a programação do FESTAGUÁ está sujeita a alterações, conforme agenda dos
convidados.

Plenário pode concluir votação do PNE nesta semana

O Plano Nacional de Educação (PNE), as mudanças no Supersimples, o orçamento impositivo de emendas parlamentares, a renegociação de dívidas de clubes, a redução da jornada de enfermeiros e a proibição do uso de animais em testes de cosméticos são alguns dos temas do esforço concentrado de votações que a Câmara dos Deputados realiza entre os dias 2 e 5 de junho.
Com a pauta liberada, sem medidas provisórias, estão pautados 37 projetos, alguns dos quais pendentes de regime de urgência e outros com parecer pronto.
Nesta segunda-feira (2), está pautada a continuidade da votação do Projeto de Lei 8035/10, do Executivo, que institui o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos, com investimentos de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.
(Da Agência Câmara)

14ª Plenária Estatuária da CUT-DF debate a conjuntura política atual

plenaria cut tomazAté sábado (31) está sendo realizada a 14ª Plenária Estatuária da CUT-DF, no Laguna Plaza Hotel, no Núcleo Bandeirante. Com a presença de cerca de 400 delegados dos sindicatos filiados, um dos propósitos é unificar o plano de lutas da entidade, como afirma o presidente Rodrigo Britto.
“Faremos um plano de lutas onde definimos os eixos, para que sejam debatidos com os movimentos sociais, gerando uma unidade. Assim, queremos sair daqui com o plano de ação definido para nortear a militância nas ruas e garantir novas conquistas para a classe trabalhadora”, afirma.
Cléber Soares, diretor do Sinpro, endossa a importância deste encontro nas vésperas da eleição. “A plenária serve para organizar a classe trabalhadora neste período tão importante, com uma discussão eleitoral, sobre o projeto de país, de Estado, sempre focando no projeto maior, que é o desenvolvimento do país, embasado na pauta da classe trabalhadora”, enfatiza.
Na plenária, também serão eleitos os delegados que participarão da plenária nacional da CUT, em julho, na capital paulista. O encontro se encerra no final da tarde deste sábado (31).

GTPA – Fórum EJA/DF organiza reunião neste sábado (31)

O GTPA Fórum EJA/DF convida todos os segmentos envolvidos de forma direta/indireta com/na Educação de Jovens e Adultos – EJA (gestores/as, professores/as, estudantes) para reunião ampliada neste sábado (31), às 14h no auditório do SINDSEP (SBS, Quadra 01, Bloco K – Ed. Seguradoras 16º e 17º andares).
Dentre as pautas do encontro, constam o III Ereja (em Cuiabá), rifa do tablet, conferência do Plano Distrital de Educação, Plano Nacional de Educação, selo de alfabetização, dentre outros assuntos. Aos interessados recomenda-se que colabore com o lanche solidário.

CUT segue mobilizada para os 10% do PIB exclusivos para a educação pública

Câmara aprovou nesta quarta (28) o texto-base do PNE; votação dos destaques ao texto ficou para o inicio da próxima semana
Quase quatro anos sob análise do Congresso Nacional, mas ganha corpo o movimento pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE).

Nesta quarta-feira (29) o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do Projeto de Lei 8035/10. A votação dos destaques apresentados ao texto deverá ocorrer na próxima semana, conforme informação do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves.
O último PNE esteve em vigência até 2010. Na lógica, o novo Plano já deveria estar valendo no decênio 2011-2020. À luz da morosidade do Congresso Nacional e do jogo de interesses, José Celestino Lourenço, o Tino, secretário nacional de Formação da CUT, acredita que chegou a hora. Ele destaca que a mobilização foi preponderante para que o processo avançasse. “A luta faz a lei”, enfatizou. O Plano Nacional de Educação reúne 20 metas a serem cumpridas nos próximos 10 anos.

Sessão foi marcada por grande mobilização da sociedade civil

O dirigente ressalta que as entidades que compõem o Fórum Nacional de Educação, principalmente aquelas comprometidas com a educação pública de qualidade, continuarão mobilizadas até a próxima semana para garantir que os investimentos na educação sejam destinados exclusivamente à área pública. De acordo com o texto, os recursos serão ampliados dos atuais 5% para 7% no prazo de cinco anos, até atingir os 10% do PIB ao fim de vigência do plano.

Outro ponto essencial citado pelo dirigente é a luta pela inclusão da estratégia 20.10, que amplia os recursos destinados pela União para estados e municípios que possuem menor orçamento e maior dificuldade em oferecer uma educação de qualidade. Essas verbas seriam destinadas para o cumprimento do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) e do CAQ (Custo Aluno Qualidade).
“Para além destes posicionamentos, teremos de nos manter permanentemente mobilizados para garantir a implementação das propostas construídas pela sociedade civil”, ressalta Tino, ao lembrar que já em novembro será realizada a 2ª Conferência Nacional da Educação (Conae). “Será uma oportunidade para debatermos também um sistema nacional de educação com colaboração de estados e municípios”, disse.
Em relação aos entes federativos, Tino avalia que a aprovação do PNE neste ano impulsionará a elaboração e a implementação dos respectivos planos estaduais e municipais. “Um subterfúgio utilizado para a não aplicação era de que não havia um Plano Nacional de Educação que pudesse servir de parâmetro. Agora teremos um elemento crucial para usar no debate com os governos locais.”
(Do Portal CUT)

Ministro comemora aprovação do texto-base do Plano Nacional de Educação

O ministro da Educação, Henrique Paim, comemorou hoje (29) a aprovação, por unanimidade, do texto-base do projeto que institui o Plano Nacional de Educação (PNE), na Câmara dos Deputados. “O país já estava esperando há bastante tempo a aprovação do Plano Nacional de Educação. O plano tem o papel de estruturar toda a estratégia do país de melhoria da educação. Pela primeira vez vamos ter um plano que, além de se preocupar com acesso à educação básica e superior, tem preocupação com a qualidade da educação.”
O plano estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio e profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. O plano destina também 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos 5,3% do PIB.
“As metas estabelecem desafios importantes para o Estado brasileiro como, por exemplo, a questão do acesso à educação infantil e à melhoria do ensino médio, a formação e valorização dos professores e o compromisso com a expansão da educação superior e profissional. Precisamos ter recursos suficientes para atender a todas as metas. O PNE traz desafios em relação ao financiamento que são importantes.”
Ao participar da abertura da 3ª Reunião Técnica de Formação Continuada: A política de formação no Sistema Nacional de Educação, o ministro ressaltou que resolver a questão da formação de professores é o grande desafio do setor.
“O avanço que tivemos na formação de professores é insuficiente para a grande tarefa que o país tem pela frente que é melhorar a qualidade da educação. Sem dúvida alguma, o maior desafio é resolver a questão da formação de professores. Nosso grande nó é esse. Não só a formação, mas a valorização do professor, que passa pela remuneração, pela carreira.”
Paim informou que o balanço final do número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser divulgado semana que vem. Os dados apresentados no sábado (24), que apontaram 9,519 milhões de inscrições, são preliminares, já que dependem da confirmação do pagamento da taxa de inscrição que encerrou ontem.
(Da Agência Brasil)

Undime defende aprovação de emendas ao PNE

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (28) o texto base do Plano Nacional de Educação (PNE) — o qual tramita no Congresso Nacional desde 2010, sendo que três emendas ao projeto devem ser apreciadas na próxima semana. Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), ressalta que a instituição defende os pontos que tratam do financiamento para educação pública e do dispositivo que obriga a União a cobrir estados e municípios que não atinjam o repasse mínimo do Custo Aluno-Qualidade (CAQ). “A questão do recurso público para a escola pública é fundamental para garantir que esses valores cheguem às administrações e possam ser aproveitados. Outro item importante é o Custo Aluno-Qualidade, essencial para garantir outro patamar para a educação brasileira”, avalia.
O CAQ determina que todas as escolas públicas devam ter um padrão mínimo de qualidade o que passa por professores com política de carreira, formação continuada, remuneração inicial adequada, números de alunos por turma adequados, escolas com laboratórios de informática, laboratórios de ciência, computadores, quadras poliesportivas cobertas etc. “Ele exige que as escolas, de fato, deem as condições para o ensino e a aprendizagem se realizarem”, pondera Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Cara destaca ainda que uma inovação do PNE é a garantia de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a serem aplicados em educação. “Com isso passaríamos dos atuais R$ 250 bilhões para R$ 480 bilhões investidos”, informa. Contudo, apesar do avanço conquistado ontem, concorda com a dirigente da Undime: é preciso aprovar dois dos três destaques para que a educação brasileira dê um salto. “Sem a estratégia 20.10, principalmente, que é essa que faz com que o governo federal colabore com os municípios, o PNE não vai ser um plano que realmente modifique as condições da educação brasileira e que faça com que o Brasil respeite o direito à educação. Essa estratégia é fundamental”, alerta.
Pressão – Cleuza Repulho informa que a semana que vem será de mobilização. “Tentaremos levar o maior número de secretários à Câmara”, diz ao lembrar que a semana que vem será complexa já que o país estará às vésperas da Copa do Mundo e que, em julho, o Congresso Nacional entra em recesso parlamentar. “É importante que a gente tenha essa consciência e, ao mesmo tempo, saiba o que vai acontecer, mas, sem atropelar nada.”
(Da Undime)

Mulheres abrem a 14ª Plenária Estatutária da CUT Brasília com convite à luta

plenaria cut internaAs mulheres cutistas deram o pontapé inicial na 14ª Plenária Estatutária da CUT Brasilília, que teve início nesta quinta-feira (29) e prossegue até sábado (31). Representatividade das mulheres, violência, reforma política e enfrentamento aos ataques da direita – com apoio da grande imprensa – foram os temas abordados pelas palestrantes convidadas.
A Plenária das Mulheres – que contou com grande público masculino – teve como oradora, em sua primeira Mesa (coordenada pela diretora do Sinpro, Vilmara Pereira), a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Sónia Coelho. Ao analisar a atual condição das mulheres, Sónia deu ênfase ao mercado de trabalho. Segundo ela, no chamado pleno emprego que o País vive atualmente, 86% dos homens em idade ativa estão inseridos, mas apenas 63% das mulheres nele se enquadram.
A militante também abordou a questão da violência contra as mulheres. Alertou sobre os números alarmantes do “feminicício”, sobre a condição das trabalhadoras domésticas e da prostituição. Sónia reivindicou uma vigilância redobrada para a exploração sexual neste período de Copa do Mundo. Como não poderia deixar passar em branco, ela clamou pela urgência da reforma política no País.
Espaço no poder
A segunda Mesa ( coordenada pela diretora do Sinpro, Neliane da Cunha) teve como palestrante a ex-presidente da CUT Brasília e ex-deputada distrital, a professora Rejane Pitanga. Ao falar sobre a CUT, ela disse que Brasília é a unidade federativa do País onde a Central revê o maior número de mulheres na sua direção. Mas sobre a questão de gênero, Rejane diz que ainda há muito a ser feito para se conquistar a paridade, sobretudo a ocupação de espaço no poder.
A professora, que também foi diretora do Sinpro, também fez uma análise sobre os desafios no Distrito Federal. Segundo ela, estes últimos quatro anos foram poucos para a reconstrução do Estado para o pagamento da dívida social com a população candanga. Como exemplo, ela citou a enorme carência de creches.
Rejane abordou ainda a questão da violência, sublinhando que é imprescindível a total autonomia para as mulheres e mais atenção à educação das crianças e adolescentes. Ao analisar o momento político no DF, Pitanga relatou os avanços nos últimos anos. Porém, alertou para os desafios que estão pela frente, pois a direita fundamentalista ameaça frear a marcha das mulheres para a paridade.
Congresso sem representatividade
A terceira e última Mesa (coordenada pela diretora do Sinpro, Rosilene Correa) teve a presença da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que iniciou sua fala abordando a necessidade de humanização para o enfrentamento da violência. Segundo Érika, a violência doméstica é um mal que fere a identidade da mulher. Mas a deputada não se ateu apenas as questões femininas, ela fez uma extensa defesa em favor das minorias: índios, negros, e população LGBT.
Ao fazer sua análise do momento político do País, Érika ao se referir ao Congresso Nacional disse que ele não representa a sociedade, daí a necessidade urgente de uma reforma política. Ela também pediu que ninguém mais de refira à Câmara Federal como Câmara dos deputados, pois ela se recusa a estar neste mesmo barco.
Militância nas ruas
Para Érika, o momento político é extremamente delicado já que a direita, aliada à grande imprensa, tenta mostrar a falência do estado de direito e vem com tudo para tentar reaver o poder e, assim, provocar um retrocesso histórico. A deputada federal diz que realmente faltaram reformas estruturais nos governos petistas, mas em compensação o trabalho e a distribuição de renda nunca foram negociáveis. Érika concluiu sua fala enaltecendo a coragem das mulheres: “não mexam comigo, pois sou mulher!
A diretora do Sinpro, Rosilene Correa, ao encerrar os trabalhos da Mesa, acrescentou que nas próximas eleições o que está em jogo é um projeto de sociedade no qual os trabalhadores têm vez e voz, embora a mídia convencional tente convencer as pessoas do contrário. Rosilene finalizou afirmando ter certeza que as militantes estarão nas ruas.

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