Ato Público na Câmara dos Deputados exige votação do Plano Nacional de Educação

Amanhã, às 15h, representantes da sociedade civil ocuparão o Hall da Taquigrafia da Câmara para pedir que o Plano Nacional de Educação seja incluído na pauta de votação antes do início da Copa do Mundo

 Nesta quarta-feira (21/05), às 15h, será realizado um Ato Público no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados. O objetivo é pressionar a Presidência da Casa para que o Projeto de Lei 8.035/10 que trata do PNE (Plano Nacional da Educação) seja colocado na pauta de votação antes do início da Copa do Mundo.

 A mobilização é uma iniciativa da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e de outras entidades ligadas à área. Participarão do evento deputados, estudantes e representantes de diversas entidades e organizações da sociedade civil.
Prevista para ser realizada na semana passada, a votação do PNE não ocorreu devido à inclusão da MP 632 (Medida Provisória) na Ordem do Dia.  Com o adiamento, o fim da tramitação do texto no Congresso ficou ainda mais distante. Hoje, há oito MPs obstruindo a pauta.
O Brasil está há quase quatro anos sem um PNE. E para que o novo texto entre em vigor é preciso passar pela apreciação do plenário da Câmara e seguir para sanção presidencial.
Frente a esse cenário, mais de 50 entidades e organizações da sociedade civil divulgaram Carta Aberta exigindo a votação da matéria antes do início da Copa do Mundo de 2014. Há o receio de que, com o começo da campanha eleitoral, a aprovação do PNE ocorra somente após as eleições.
“Se o PNE não for votado antes da Copa, sua aprovação ficará apenas para segundo semestre. Caso isso ocorra, perderemos em planejamento educacional e em qualidade do debate nas eleições, pois o PNE aprovado pautaria os candidatos”, defende Daniel Cara coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Campanha Nacional Pelo Direito à Educação
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação é considerada a articulação mais ampla e plural no campo da educação básica no Brasil, constituindo-se como uma rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o país, incluindo movimentos sociais, sindicatos, organizações não-governamentais nacionais e internacionais, fundações, grupos universitários, estudantis, juvenis e comunitários, além de centenas de cidadãos que acreditam na construção de um país justo e sustentável por meio da oferta de uma educação pública de qualidade.
Mais Informações: Elisângela Fernandes – assessora de Comunicação e Mobilização.  Tel.: (11) 3159-1243 // 9 7266-5389
elisangela@campanhaeducacao.org.br
www.camapanhaeducacao.org.br
 

Sinpro retorna ao Congresso para agilizar trâmitação da PEC dos precatórios

20140520_115734A Secretaria dos (as) Aposentados (as) do Sinpro, representada por seus diretores Francisco Alves (Chicão) e Silvia Canabrava, acompanhados de um grupo de representantes da categoria estão no Congresso nesta terça-feira (20). É mais um capítulo pela luta dos (as) aposentados (as) pelo recebimento dos precatórios.
“A PEC 176-A já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), com grande ajuda da deputada Erika Kokay (PT-DF). E agora entregamos ao deputado Vicentinho (PT-SP), líder do partido na Câmara, o ato do presidente da Câmara pedindo a formação da Comissão Especial para deliberar sobre a matéria” afirma Chicão.
O deputado petista afirmou que já comunicou toda a bancada do partido para que os interessados se manifestem em fazer parte da Comissão Especial. Se não atingir o quórum necessário, o próprio deputado indicará os integrantes do PT.
O grupo permanece na Câmara na tarde desta terça-feira, para sensibilizar os congressistas a respeito desta matéria, de vital importância para a categoria, que afirma com veemência desejar “receber os precatórios em vida”.
 

Debate para reconhecer diploma do exterior adiado para terça-feira (27)

Ficou para a próxima terça-feira (27) o debate na Comissão de Educação do Senado sobre o projeto (PLS 399/2011) que reconhece automaticamente os diplomas de graduação, mestrado e doutorado emitidos no exterior.
Em virtude da proposta tramitar em caráter terminativo, seria necessária a presença de 14 senadores na reunião desta terça-feira (20), na Comissão de Educação. Em virtude de um dia com intensa agitação no Congresso, com CPIs e outras comissões paralelas, este quórum não foi atingido.
O Sinpro permanece acompanhando a tramitação da matéria e pressionando pela sua aprovação, por se tratar de um projeto importante para a categoria.

Em Berlim, CUT denuncia que mídia internacional está a serviço da desestabilização

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Lideranças da CUT em Berlim, Jacy Afonso, João Felício, Rosilene Correa e Antonio Lisboa
 
No III Congresso da Confederação Sindical Internacional, João Felício e Jacy Afonso denunciam manipulação da mídia em favor dos especuladores
Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT- Brasil) denunciaram nesta segunda-feira, em Berlim, que os grandes conglomerados de comunicação, particularmente o “Financial Times” e o “The Economist”, têm atuado como instrumentos de desinformação e desestabilização da economia brasileira.
Pela manhã diante da plenária do III Congresso da Confederação Sindical Internacional (CSI), que reúne 1.500 delegados de 161 países, o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, defendeu a necessidade da “taxação das transações financeiras, da herança e das grandes fortunas” e denunciou que os paraísos fiscais funcionam como polos irradiadores de especulação, concentração de renda e desigualdade.
“Se não houver transferência de renda dos ricos para os pobres, não haverá diminuição da pobreza e da miséria. Se ricos não pagam imposto, os Estados não terão recursos para investir na área social”, explicou João Felício. Conforme o líder cutista, os governos, na sua grande maioria, se aliam sempre com o capital contra o mundo do trabalho ao defenderem reformas que retiram direitos dos trabalhadores. “Quando surgem governos que não praticam estas políticas neoliberais, como foi Lula, a imprensa conservadora atua sempre para desgastar, agindo em defesa dos seus interesses”, declarou.
De acordo com João Felício, estas políticas acabam afetando a própria democracia, porque quando a população não se vê contemplada, acaba votando em partidos fascistas, que é o que está ocorrendo em muitos países da Europa. Sem qualquer regulação, alertou, “os organismos internacionais impõem a sua lógica, afetando a liberdade e a democracia, que não são questões abstratas, mas muito concretas”. Afinal, questionou, “qual é a liberdade de um trabalhador turco quando morre soterrado em uma mina ou é chutado por assessores do próprio governo?”
MONOPÓLIOS DA DESINFORMAÇÃO
Na plenária da tarde, Emprego Sustentável e Proteção Social, o secretário de Organização da CUT, Jacy Afonso reiterou a denúncia contra os monopólios midiáticos, frisando que o “Financial Times” e o “The Economist” têm atuado contra os interesse do Brasil e do povo brasileiro ao buscar desestabilizar a economia.
Compartilhando a mesa com sindicalistas da Bulgária, Espanha e Grécia – países cujas economias foram devastadas pela crise –, Jacy sublinhou o papel das centrais sindicais brasileiras que, ao construir uma política de valorização do salário mínimo junto ao governo Lula, impulsionaram o crescimento do mercado interno.
“Desta forma saímos do círculo vicioso dos governos neoliberais de Collor e Fernando Henrique Cardoso para um círculo virtuoso da economia nos governos Lula e Dilma. Foi essa política que permitiu que o salário mínimo subisse 75% nestes últimos 11 anos, o que significou um aumento real para 32 milhões de trabalhadores, incluindo os aposentados”, declarou Jacy Afonso.
Segundo o dirigente, “este é o maior acordo coletivo do mundo, que ajuda o conjunto da economia, pois fez com que os demais trabalhadores recebessem também”. “O papel do Estado na recuperação do poder aquisitivo proporcionou este avanço, mobilizando os bancos públicos com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para garantir crédito às empresas, o que garantiu a geração de 20 milhões de empregos formais em 11 anos, quase dois milhões ao ano. E isso só foi possível devido à ação unitária do movimento sindical, que se enfrentou com a verdadeira lavagem cerebral, com o atraso do ponto de vista ideológico que é divulgado diariamente pelos meios de comunicação”, concluiu Jacy Afonso.
Escrito por: Leonardo Wexell Severo, de Berlim-Alemanha
 

Grêmio TV News será relançado em evento nesta terça-feira (20)

Uma web TV feita por estudantes, para os estudantes. Esta é a Grêmio TV News, instituição que representa os estudantes das escolas públicas do DF, retratando o dia-a-dia dos alunos, cobrindo os eventos e denunciando eventuais problemas.
O projeto (que possui canal no Youtube) foi lançado há cerca de um ano, obtendo ótima repercussão na mídia. Agora, realiza a edição comemorativa de reinauguração que será nesta terça-feira (20) às 14 horas no estúdio da Boa Vontade TV, próxima ao Cemitério Campo da Esperança (915 Sul).
No evento ocorrerá um debate sobre a educação no DF. O Sinpro apoia o projeto e convida a comunidade escolar para prestigiar esta ocasião.

PNE corre o risco de ser votado só no 2º semestre

Era grande a expectativa pelo fim da tramitação do PNE (Plano Nacional de Educação) no Congresso Nacional. Contudo, foi adiada mais uma vez a votação do Projeto de Lei 8.035/10. O texto estava na pauta do plenário da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (14/05), mas a discussão deu lugar à análise da MP (Medida Provisória) 632/14, que reajusta os salários de algumas carreiras do Poder Executivo, prorroga a vigência de contratos temporários de pessoal e concede mais sete meses para a Comissão Nacional da Verdade concluir seus trabalhos. Além dessa, há outras sete MP’s trancando a pauta das discussões da casa. Frente a esse cenário, é grande o risco de que a votação do plano fique somente para o segundo semestre deste ano.
Durante a sessão de ontem (quarta-feira), o deputado Glauber Braga (PSB-RJ), presidente da Comissão de Educação da Casa, tentou recorrer para que o texto fosse mantido na ordem do dia. Ele argumentou que a tramitação do PNE não pode ser trancada por MP por se tratar de matéria relativa a planos plurianuais – que segundo o regimento da casa tem prioridade nas votações. Porém, o deputado Arlindo Chinaglia (PT -SP), que presidia a sessão, por orientação do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não aceitou o recurso do pessebista, mantendo o trancamento de pauta decorrente da não apreciação de medidas provisórias.
Nos próximos dias, o deputado do PSB fluminense deve recorrer à CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) para tentar reverter a decisão da presidência da Câmara. Porém, a tramitação do recurso nesta comissão pode demorar pelo menos cinco sessões. E, caso seja aprovado, caberá à própria presidência da Câmara a decisão de incluir ou não na pauta do plenário o recurso apreciado pela CCJC. Só então, os deputados poderão decidir pela antecipação da votação do PNE.
O relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), acredita que o caminho mais rápido é concluir a votação das oito MP’s e apreciar o PNE até 06 de junho. “Isso é possível. É importante que o texto seja votado antes de julho, para que possamos incluir as metas e ações previstas no plano na LDO de 2015 (Lei de Diretrizes Orçamentária), que deve ser aprovado antes do recesso parlamentar de julho”, avalia.
Após mais um adiamento, diversas entidades e organizações da sociedade civil divulgaram Carta Aberta exigindo a votação da matéria antes do início da Copa do Mundo de 2014. Há o receio de que com o começo da campanha eleitoral a aprovação do PNE ocorra somente após as eleições.
“A aprovação do PNE ainda este semestre é imprescindível. O PNE deve estar acima da disputa entre governo e oposição”, defende Daniel Cara coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Ato pela aprovação do PNE
Para pressionar os deputados e deputadas a votar o PNE, as entidades e movimentos educacionais realizarão no dia 21 de maio de 2014, às 15 horas, um Ato Público no Hall da Taquigrafia da Casa.
Para entrar em vigor, o PNE precisa ser apreciado pelo plenário da Câmara e seguir para sanção presidencial. O texto está em tramitação no Congresso há mais de 1,2 mil dias.
Impasse para a votação do PNE
Diante da pressão pela votação do plano, no dia de ontem (14/5), o governo federal tentava reunir os líderes da base aliada para suprimir a Estratégia 20.10 do PNE. Ela obriga a elaboração de uma lei específica para garantir a complementação de recursos por parte da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que não atingirem os valores do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial) e do CAQ (Custo Aluno-Qualidade).
Caso seja aprovada, a medida reforça o texto constitucional, que no artigo 211 obriga o Governo Federal a colaborar com os demais entes federados para consagrar um padrão mínimo de qualidade do ensino, materializado pelo CAQi. No entanto, esse dispositivo da Constituição Federal nunca foi regulamentado.
Mesmo diante de seu enorme poder de pressão, o governo não foi bem-sucedido. Após aprovarem duas vezes a Estratégia 20.10 no âmbito da Comissão Especial dedicada a analisar a matéria (em junho de 2012 e no início de maio desse ano), os líderes partidários rejeitaram a posição do Poder Executivo.
Aprovada na Conferência Nacional de Educação de 2010 (Conae-2010) e nas etapas estaduais da Conae-2014, a Estratégia 20.10 é amplamente apoiada pela comunidade educacional.
Na Câmara dos Deputados há rumores de que é o impasse relativo à Estratégia 20.10 um dos motivos para o adiamento da votação do plano.
(Do Undime)

Comissão aprova emendas de projeto que cria programa de saúde vocal do professor

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (14) as emendas do Senado ao Projeto de Lei 1128/03, do ex-deputado Carlos Abicalil, que autoriza o Executivo a criar o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor da Rede Pública.
O programa consiste em exames de prevenção odontológica, atendimento médico e fonoaudiológico para reabilitação vocal e treinamento semestral ministrado por médicos e fonoaudiólogos sobre saúde vocal e uso adequado da voz.
Relator na comissão, o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) acolheu as emendas propostas pelo Senado e defendeu a aprovação da proposta. Ele afirmou que as emendas resolvem problemas de inconstitucionalidade e falhas de técnica legislativa, mas não desvirtuam o objetivo original da proposição.
Felipe explicou que as duas primeiras emendas do Senado Federal atribuem ao projeto caráter autorizativo, a fim de repassar ao Poder Executivo a competência de criar o programa.
Ainda segundo o relator, as demais emendas corrigem imprecisões terminológicas e incluem os médicos otorrinolaringologistas, além dos fonoaudiólogos, em algumas das ações de saúde previstas no programa.
Tramitação
As emendas do Senado, que também foram aprovadas pela Comissão de Educação, serão ainda analisadas pela Comissão Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, o texto segue para o Plenário.
(Da Agência Câmara)

Reconhecimento de diploma emitido no exterior será debatido na Comissão da Educação

O reconhecimento automático no Brasil de diplomas de graduação, mestrado ou doutorado expedidos por instituições de educação superior estrangeiras é o primeiro item da pauta de votação da reunião da CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte) na próxima terça-feira (20).
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 399/2011 atribui às universidades públicas a responsabilidade de reconhecer os diplomas estrangeiros e divulgar a lista de cursos abrangidos na revalidação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996) já trata do reconhecimento dos diplomas de brasileiros que estudaram no exterior. Mas a lei diz somente que o reconhecimento deve ser feito pelas universidades, sem padronizar os procedimentos, o que, segundo o autor do projeto, senador Roberto Requião (PMDB-PR), permitia tratamentos distintos por parte de cada instituição, tornando os processos “caros, pouco transparentes, demorados e arbitrários”.
Na CE, o relator da matéria, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), fez alterações na proposta, reapresentada na forma de substitutivo.
O texto determina que apenas universidades públicas, no caso de graduação, podem validar o diploma, com tramitação simplificada, dispensando a avaliação individual de cada diploma e com a divulgação anual da relação de cursos, instituições e programas de ensino estrangeiros de excelência que terão seus certificados validados automaticamente.
A proposta tramita em caráter terminativo na Comissão de Educação, mas, sendo aprovado o substitutivo, este voltará a ser incluído na pauta da próxima reunião para votação em turno suplementar. Só então seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.
A pauta da Comissão de Educação conta ainda com dois requerimentos de audiência pública para discutir as reivindicações do movimento grevista dos trabalhadores técnico-administrativos das instituições federais de ensino.
O primeiro requerimento, de iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), solicita um debater sobre a greve dos trabalhadores técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior e dos servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica. O segundo, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), solicita um debate sobre a greve nas universidades e a crise nos hospitais universitários.
A reunião da CE está marcada para as 11h de terça-feira (20), na sala 15 da Ala Alexandre Costa.
(Do R7)

Ministério divulga lista de escolas contempladas com ingressos para Copa do Mundo

Está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a lista das 901 escolas públicas contempladas no sorteio de 48 mil ingressos para a Copa do Mundo. As escolas vão informar os alunos que receberam ingressos, para que a lista com os beneficiados e os respectivos jogos seja divulgada publicamente antes do início da Copa do Mundo.
A tabela mostra a quantidade de ingressos que cada instituição de ensino vai receber e os jogos correspondentes. O sorteio foi realizado pela Caixa, no último dia 3, por meio de combinações de números geradas pelo resultado da extração da Loteria Federal e, posteriormente, as escolas tiveram que confirmar o interesse no processo.
Segundo a Caixa, as escolas sorteadas estão localizadas em cidades-sede do torneio e fazem parte do Programa Mais Educação. Para cada jogo, as instituições receberão ingressos para serem distribuídos aos alunos sorteados e seus respectivos responsáveis.
Por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), do Ministério da Educação, os diretores das unidades de ensino deverão informar nome e documentos das pessoas que ficarão responsáveis pelo processo. Elas farão a retirada dos ingressos nos centros de distribuição da Fifa e preencherão, no próprio Simec, os nomes e lugares dos alunos e seus responsáveis.
Ao todo, a Caixa realizou duas apurações: uma para definir as escolas contempladas e outra para definir a lista preferencial dos alunos matriculados nessas escolas, indicando a ordem de distribuição. Se houve desistência, o ingresso será repassado dentro da lista.
As apurações foram feitas com base no mesmo resultado da Loteria Federal, cumprindo as regras contidas no regulamento disponibilizado nos sites dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Educação e do Esporte, informa o banco.
(Do Correio do Brasil)

Democratização da mídia fomenta luta de governos progressistas na América Latina

A história recente da América Latina reflete a luta dos governos progressistas pela democratização da mídia, a exemplo das leis aprovadas na Argentina, Brasil, Equador e Uruguai. Ao mesmo tempo, países liderados por presidentes de esquerda precisaram se defender da espionagem e das tentativas de desestabilização através de programas subversivos. Esses temas foram debatidos no 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais (#4BlogProg), realizado nesta sexta-feira (16), em São Paulo.
O blogueiro cubano, Iroel Sanchéz – que, por uma infelicidade do destino, tem o mesmo sobrenome da blogueira contrarrevolucionária Yoani, mas que é um ferrenho opositor à postura da mesma – iniciou o debate na mesa “Mídia na América Latina”. Ele lembrou que há apenas duas semanas, quatro pessoas foram presas em Cubaenquanto preparavam atos terroristas contra o governo de Raúl Castro. Sobre isso, disse que os meios de comunicação tendem a ignorar o que acontece no país, principalmente quando os Estados Unidos são os financiadores de tais condutas subversivas.
Segundo ele, “o que vimos acontecer na Ucrânia, o que é buscado insistentemente na Venezuela, foi e continua sendo tentado em Cuba pelo governo dos EUA, com o desperdício de bilhões de dólares, há mais de 50 anos”. Sanchéz se referia ao treinamento e financiamento de terroristas, às transmissões ilegais de rádio e televisão e, principalmente, à utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na estratégia norte-americana para uma “mudança de regime” tanto em Cuba como nos países que desafiam seu império hegemônico.
O blogueiro citou o último exemplo disso: o caso do ZunZuneo, “financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), que criou uma rede de usuários em Cuba, através da telefonia móvel com o objetivo de provocar uma situação similar às ‘primaveras árabes’”.
“O escândalo foi grande”, contudo, de acordo com Sánchez, “poucos meios latino-americanos aprofundaram o tema”. Por outro lado, “nos grandes meios de comunicação do continente abundam textos atacando Cuba”, afirmou.
Entre 2012 e 2014, os Estados Unidos destinou mais de meio milhão de dólares a jornalistas da América Latina e Espanha, segundo dados revelados pelo jornalista estadunidense Tracey Eaton. “Em Cuba, a grande imprensa dos EUA se dedica a pagar colunistas ou blogueiros que sejam coerentes com a campanha que interessa a Washington”, disse Sanchéz.
“Um olhar mais profundo ao nosso continente mostra uma contraofensiva aos processos de mudanças. A grande mídia não planeja apenas ações para impor seus candidatos, mas para derrocar àqueles que conseguiram sustentar e impulsionar benefícios para as maiorias”, afirmou o cubano, que reforçou, neste sentido, a necessidade de criar alternativas.
Sobre a regulamentação da mídia, Sanchéz ressaltou que “pela primeira vez, se legisla para mudar o controle oligárquico da imprensa no continente e, especialmente, da televisão”. O blogueiro assinalou ainda que “o problema não são os meios, nem a internet, mas a desigualdade econômica e social que estes podem contribuir para aumentar ou reduzir”.
Para ele, “somente a ação coletiva organizada, daqueles que até o momento foram excluídos, fará com que se avance no sentido da justiça e da liberdade e isso é um exemplo do empenho dos blogueiros brasileiros reunidos no#4BlogProg”.
O papel da integração latino-americana na democratização
O equatoriano Osvaldo Leon, integrante da Agência Latino-Americana de Informação (Alai), também compôs a mesa de debate e retomou o que disse Sánchez e enfatizou a necessidade “de criar iniciativas comuns que permitam organizar a comunicação a partir do povo, que é quem deve definir o qual será o caráter do futuro da humanidade”.
Leon afirmou que há uma “militarização do ciberespaço” e disse que “estamos em uma situação na qual o império [dos EUA] há reativado suas táticas de guerra em diversos planos”, referindo-se à vigilância e à espionagem.
“Essa táctica de guerra define que o Estado que quer ser soberano já é indesejável e, portanto, objeto sistemático de desestabilização”, disse ele, que sugeriu também que o tema seja levado à União de Nações Sul-Americanas (Unasul) “para que se possa avançar em uma definição conjunta de políticas que tenham a ver com a segurança no ciberespaço”.
Ele também acredita que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos deve apresentar uma posição unificada da questão, pois se trata de um tema que está na agenda global, sobretudo em relação à governança na internet (desenvolvimento e a execução pelos governos, sociedade civil e iniciativa privada, em seus respectivos papéis, de princípios, normas, regras, procedimentos decisórios e programas compartilhados que delineiam a evolução e o uso da internet).
Leon citou ainda seis pontos que ele considera fundamentais para o debate: “o militarismo na internet; a dependência tecnológica da América Latina em relação aos EUA; a centralização e concentração da mídia nas mãos de empresas; monopólios da comunicação; políticas públicas e legislação; governança na internet”.
O membro da Alai destacou a independência que, nos últimos anos, os governos latino-americanos adquiriram em relação a Washington. Neste sentido, ressaltou a fala do ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva que citou a integração latino-americana como a chave para a sobrevivência dos governos progressistas da região.
O monopólio da mídia
Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, que substituiu o sociólogo Emir Sader no debate desta sexta-feira (16), afirmou que os impérios da mídia são muito parecidos em todos os países da América Latina.
Ele referiu-se, principalmente, ao modelo de negócios e ao monopólio da mídia. O blogueiro citou uma matéria recém-publicada pela revista Forbes, que lista os três irmãos herdeiros de Roberto Marinho no topo das famílias mais ricas do Brasil. Da mesma forma, ele falou sobre o fato de alguns dos maiores veículos de comunicação latino-americanos estarem nas mãos de famílias e empresários.
Guimarães afirmou ainda que “a mídia no Brasil atua com um partidarismo descarado”, mas lembrou que nos outros países do continente os veículos de comunicação fazem perigosas campanhas contra os governos democraticamente eleitos, como foi o caso da tentativa de golpe contra Hugo Chávez, em 2002.
Théa Rodrigues, da Redação do Portal Vermelho.

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